sexta-feira, 23 de maio de 2014

PECADO ORIGINAL

A humanidade é essencialmente díspar em suas características.

Cada criatura possui facilidades e dificuldades que lhe são inerentes.

A educação e o meio ambiente exercem influência no comportamento humano.

Mas certas tendências são inexplicáveis, no contexto de uma única existência.

Dentro do mesmo núcleo familiar, há marcantes diferenças de moralidade e equilíbrio entre irmãos.

Algumas crianças, desde a mais tenra idade, demonstram boa índole. Equilibradas e serenas, aceitam com tranquilidade a disciplina e a orientação dos pais. Já outras trazem a marca da rebeldia. Instáveis e difíceis, por vezes até cruéis, constituem um desafio para a paciência dos familiares.

A realidade é que os espíritos encarnam infinitas vezes, em seu caminhar para a perfeição.

Cada qual é herdeiro de si próprio.

Ao reencarnar, o espírito traz consigo o que adquiriu em suas precedentes existências.

Essa é a razão pela qual os homens mostram pendores bons ou maus, que neles parecem inatos.

Virtudes e vícios não são obras do acaso.

Eles constituem o resultado de opções feitas no passado.

Quem se esforçou para burilar o próprio intelecto, hoje possui avantajada inteligência.

Aquele que gastou tempo aprimorando a sensibilidade artística dispõe atualmente de facilidade no campo das artes.

Já a criatura que se permitiu malbaratar os tesouros da vida ressente-se de sua falta.

O ser que elegeu o vício no passado tem-no presente em seu íntimo.

Os maus pendores naturais são resquícios de imperfeições das quais o espírito ainda não se despojou.

Eis o verdadeiro pecado original.

As leis humanas, embora ainda falíveis e injustas, repelem a ideia de penalizar um homem pelo que outro fez.

Como Deus é soberanamente justo e bom, é incoerente imaginar que ele responsabilize uns pelas faltas de outros.

Cada qual se debate com a herança que providenciou para si.

Luz ou sombra, facilidades ou dificuldades, o que hoje se vive é resultado do que se fez no pretérito.

Não adianta culpar ninguém pelas dificuldades atuais.

Em geral, a recordação das vidas passadas não é possível ou desejável. Mas as tendências atuais evidenciam os pontos carentes de correção, na economia da alma.

O ontem é passado e não pode ser modificado. Mas hoje estão sendo lançadas as bases do futuro.

Este é o momento de refletir maduramente sobre o amanhã que virá, e adotar medidas para que ele seja luminoso.

Ninguém fará o trabalho que lhe compete.

A nobreza de caráter, a inteligência, a pureza, nada disso pode ser improvisado.

Se você deseja ser pacífico e bondoso, precisa criar o hábito de ser assim.

Diariamente você é confrontado com situações que exigem um posicionamento.

Compete exclusivamente a você optar por ser digno ou indigno, corajoso ou covarde, generoso ou mesquinho.

Mas saiba que está diariamente lançando as sementes de seu futuro.

Pense nisso.






Fonte: Equipe de Redação do Momento Espírita, 
com base no capítulo I do livro "O Espiritismo na sua expressão mais simples" e outros opúsculos de Kardec, ed. FEB.
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 20 de maio de 2014

DEBATE - CIÊNCIA E RELIGIÃO (ZOHAR)

A ciência não consegue ver a verdade subjacente à religião e a religião não pode ver a verdade da ciência. E ambas falham lamentavelmente em fornecer um método para erradicar a dor da vida das pessoas simplesmente porque ambas interpretam a Bíblia LITERALMENTE. Os antigos kabalistas, e o Zohar, nos dizem que quem quer que interprete a Bíblia literalmente, seria melhor que tal pessoa nunca tivesse nascido.

Isso é o quanto a Bíblia está longe de entender a realidade e transformá-la - quando interpretada literalmente!

Um cientista nunca interpretaria uma mesa literalmente ao tentar entender a natureza da realidade. O cientista investiga detalhadamente as fibras de madeira, depois mais fundo as moléculas, os átomos, as partículas subatômicas e depois até quebrará essas partículas subatômicas para investigar a raiz da realidade.

Bem, a Bíblia tem um nível subatômico também. É chamado de Zohar.

E o "acelerador de partículas" que tem o poder de explorar os níveis mais profundos da realidade da Bíblia é também o Zohar.

O Zohar é o mais poderoso acelerador de partículas da Terra.

Hoje, a ciência se tornou apenas uma outra forma de religião, expondo todas as características de uma religião organizada; intolerância, arrogância, afirmando ser a dona da verdade, menosprezando aqueles que discordam, ativamente promovendo, pregando e ensinando seus princípios e ideias para atrair a consciência do mundo para o seu lado.

O lado triste e trágico de tudo isso é que o Zohar - o texto antigo que influenciou profundamento Isaac Newton, Wilhelm Leibniz, Hernry More e todos os maiores físicos da revolução científica - tem o poder de reconciliar e unir a ciência e religião e apresentar uma verdade abrangente que absolutamente resolve o caos da vida. Apresenta um plano de jogo  e tecnologia para transformar nosso mundo em uma paz e longevidade autênticas e de mais profunda realização, muito mais do que um cientista ou religioso ousaria imaginar.

Há um jeito de solucionar o debate ciência-religião. Sempre houve. Mas os impulsos egocêntricos, a ganância pelo poder e o incessante anseio por controle sobre os outros, impediram que o Zohar atingisse as pessoas comuns. Sangue tem sido derramado no esforço de impedir que o Zohar atingisse todas as pessoas. Guerras, genocídios, fome, pobreza e até desastres naturais são o resultado.


A COSMOLOGIA DA KABBALAH

O Zohar descreveu a criação do Big Bang há dois mil anos antes da ciência.

O Zohar disse que o universo existe em dez e vinte seis dimensões há vinte seculos, antes dos físicos trazerem a nós a teoria das supercordas.

O Zohar disse que a verdadeira realidade é eterna, sem espaço ou movimento, antes da Teoria da Relatividade de Einstein.

O Zohar disse que o mundo era redondo, com sete continentes e diferentes fusos horários, 1500 anos antes de Colombo (que tinha o Zohar, cortesia de Abraham Zacuto.)

O Zohar explicou a evolução de uma forma tão espetacular que o dignifica e une a ciência à verdadeira religião (não a religião organizada), de modo que deixa você perplexo pela simplicidade e um pouco bobo por ter debatido esse assunto por tanto tempo, quando de fato, não há nenhum debate, uma vez que você compreende o Zohar.

O Zohar disse que "as gorduras ruins" em nossas artérias causam problemas no coração e doenças antes da medicina moderna.

O Zohar disse que a matéria é realmente constituída por energia na forma de "montes de ondas" e que a matéria e as ondas são dois lados da mesma moeda chamada realidade, muito antes das física quântica ter aparecido no cenário da ciência.

O Zohar disse que essas ondas de energia são na verdade compostas por consciência, pensamento, as ondas cerebrais de Deus, provindas da Luz que brilha do Criador.

A Consciência é a raiz de nossa realidade.

Quando os cientistas conseguirem expandir sua consciência ao ponto que esteja livre do ego e interesse próprio, eles estarão prontos para reconciliar, com dignidade, o debate ciência-espiritualidade. Quando os religiosos deixarem cair seu ego e intolerância que resultam da leitura literal da Bíblia, eles serão capazes de ver a verdade assombrosa da ciência e física, e entender que Deus criou o cientista e o religioso, o que significa que há uma mensagem chocante lá esperando para ser desvendada.

É chamado de Zohar.

O Zohar abrange a física e a verdadeira religião (não a religião organizada) e as une como dois lados de uma moeda chamada paraíso.

Se quisermos o paraíso, nós precisamos unir os dois.

O único obstáculo é o ego. Sabe, um cientista ou um religioso não quer a verdade. Pelo menos, não como sua maior prioridade. Primeiro, eles querem carreiras, sucesso, dinheiro, poder, controle, uma propagação dos seus ponto de vista e sistema de crenças. Advinha porquê? Isso é pelo desígnio de Deus. Nós todos fomos criados propositalmente com egos maciços e implacável interesse próprio .

Por quê?

Para que pudéssemos merecer o paraíso que é nosso destino, ganhar a verdade que está na base da ciência e religião. Nós devemos superar nossos preconceitos e egoísmo, nossas opiniões mesquinhas a fim de lutar e trabalhar duro para desvendar a unidade simples que une toda a sabedoria da humanidade. Nós temos que trabalhar muito para remover as camadas da estupidez, corrupção e equívocos literais que existem em ambas áreas.

O Zohar diz que quando a ciência e espiritualidade chegarem juntas, a salvação da humanidade acontecerá. O mundo acabará com a morte, o caos e a guerra, e paz e imortalidade biológica chegarão.

Agora pergunte a si mesmo isso: Quem no mundo da ciência está preparado para encarar a ridicularização dos seus colegas por abrir o Zohar em busca da paz e verdade científica? Quem na religião está disposto a espiar a Kabbalah para encontrar a origem da sua própria religião, seja o Cristianismo, a Torá ou o Islamismo, e encontrar a verdade maior que respeita todas as religiões e comprova a ciência?

Eu recentemente dei uma palestra no centro espacial Kennedy da Nasa. Um físico me interrompeu no final literalmente apavorado com os insights do Zohar sobre a criação e realidade. Eu convidei todos os cientistas e pessoas na palestra para me ligar a qualquer hora para que possamos dividir os ensinamentos do Zohar e proferir a verdade, A Grande Teoria Unificada. 

Além do mais, o Zohar propulsionou a revolução científica do século XVII quando os cientistas da renascença abriram o Zohar.

Wolfgang Pauli estudou Kabbalah no século XX.

Os grandes astrônomos da Idade Média, homens que têm seus nomes dados às crateras na lua, esses eram todos kabalistas que conheciam a sabedoria do Zohar.

Então, por que não de novo em nossos dias?

Até aqui, ninguém aceitou o convite. Obviamente, há mais trabalho para ser feito.

Mas nós estamos tão perto do final. Bem perto.

O Zohar diz que nós devemos unir ciência e espiritualidade e remover a inimizade que existe entre as pessoas, entre inimigos e entre sistemas de crenças.

Todos têm uma parte de verdade, como uma peça de um quebra-cabeça. O Zohar é o mapa que nos mostra como conectar todas essas peças.

Quando fizermos isso, um novo mundo surgirá.





Billy Phillips





Fonte: Estudantes de Kabbalah
http://estudantesdekabbalah.com/2014/04/17/debate-ciencia-e-religiao/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 19 de maio de 2014

MEDITAÇÃO - MUDANÇA

Todas as manhãs precisamos recarregar nossas baterias espirituais, ou seja, repor a energia que usamos no dia anterior. Essa energia está disponível no interior e no exterior. Dentro de nós há um centro espiritual de energia pura. Isto é o que somos. Fora de nós existe a Alma Suprema, a Fonte de Energia Espiritual. Ambas as fontes são invisíveis aos nossos olhos, mas quando acalmamos e concentramos nossa mente nelas, basta um segundo para alcançá-las. O método para isso é a meditação, o caminho para nutrir a alma. Meditação é o alimento que a alma anseia imensamente.

Nem sempre é preciso corrigir as pessoas com palavras. Quando minhas ações não refletem as palavras que falo, deixo de inspirar as pessoas. Elas querem ver -  nas minhas próprias ações - a mudança sobre a qual estou falando. Uma vez que ações falam mais alto do que palavras, são as ações que inspiram mudança nas pessoas. Hoje eu serei um exemplo para os outros em tudo que fizer.




Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

REENCARNAÇÃO E LIBERTAÇÃO

A ideia da reencarnação começa a tomar corpo no imaginário popular. Embora nem sempre de forma muito própria, as pessoas falam e raciocinam sobre ela.

São comuns os comentários de projetos para futuras existências. Também se questiona a respeito do que já se viveu e dos reflexos dos atos do pretérito na vida atual. Tem-se especial fascínio pelo tema do reencontro de almas. 

O Espiritismo fornece um roteiro de raciocínio lógico e claro para todas essas questões. Quando devidamente estudado, ele auxilia a perder ilusões e a encarar a realidade com coragem e otimismo.

Na concepção espírita, a reencarnação insere-se no âmbito das Leis Divinas. Pouco importa gostar-se ou não dela. Trata-se de uma realidade que não pode ser burlada.

À semelhança da lei da gravitação universal, ela espraia seus efeitos de forma obrigatória. Nenhum ser humano logra levitar apenas por espírito de rebeldia à lei de gravitação.

Da mesma forma, Espírito algum deixa de evoluir mediante infinitas encarnações. Tentar escapar disso é como se dedicar a impedir o amanhecer: algo simplesmente impossível.

As reencarnações se sucedem enquanto forem necessárias ao aprimoramento do Espírito. A vida física comporta muito de dores e decepções. É impossível fazer projetos de perene felicidade em um corpo fatalmente destinado à destruição.

Essa peculiaridade chama a atenção dos homens para o que realmente interessa. Eles devem perceber que sua passagem pela Terra é transitória. O planeta Terra, em termos de Universo, é pouco mais do que o jardim de infância.

Educandários mais sofisticados aguardam os que aprendem as lições iniciais. Para que o Espírito não se acomode no princípio das lições, ele é sempre instigado a prosseguir.

Por muitos séculos, a sensibilidade evolui com vagar. Mas chega um momento em que o espetáculo da violência e da crueldade já produz excessivo impacto no mundo íntimo da criatura.

As notícias sobre corrupção causam grande tristeza. A exploração do sexo em comerciais e filmes enseja constrangimento. Se você sente apenas enfado com o que segue encantando as massas, eis um excelente sinal.

Ele certamente significa que sua sensibilidade foi trabalhada o suficiente no curso dos séculos. Você já não mais consegue ter paz enquanto a sua volta campeiam tragédias e crimes. À semelhança de um fruto maduro, seu processo evolutivo sazonou.

Felicite-se por isso e tome as providências necessárias à sua definitiva libertação dos círculos inferiores da vida:

Aprenda a sacrificar seus interesses à justiça.

Encontre alegria em servir, em auxiliar e em compreender.

E sempre trate o próximo como você gostaria de ser tratado, se estivesse no lugar dele.

Incorpore em sua vida o hábito de fazer o bem sem se preocupar em auferir quaisquer vantagens.

Quando surgir alguma dúvida sobre o comportamento correto, recorde as palavras sublimes de Jesus. 

Tenha em mente que o egoísmo é o vício que mais fortemente ata o Espírito à matéria. Para vencê-lo, esforce-se em agir desinteressadamente.

Em suma, aproveite ao máximo a sua presente encarnação. Ela é o seu passaporte para a libertação e a felicidade.





Fonte: Redação do Momento Espírita
http://www.momento.com.br/
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

sábado, 17 de maio de 2014

ZOHAR - O LIVRO DO ESPLENDOR


Os ensinamentos da Cabalá são baseados na Torá, os cinco primeiros livros da Bíblia. A autoria do texto é atribuída a Moisés e segundo a Tradição cabalista, suas histórias estão escritas em código. Se vamos além das histórias, se as decodificamos, teremos acesso as leis metafísicas que regem as várias dimensões da realidade e os princípios que fundamentam a vida de toda a humanidade.

O Zohar é um grupo de livros que faz esta decodificação, com o objetivo de aproximar o ser humano de sua essência mais luminosa. Esta coletânea de comentários sobre as porções da Torá nos permite desenvolver as qualidades espirituais necessárias para nos aproximarmos de uma realidade Superior. Compreender o Zohar significa compreender nosso mundo interior e nosso potencial ilimitado.

O Zohar foi escrito pelo Rav Shimon Bar Yochai, que viveu nos séculos II e III da nossa era, mas seu conteúdo foi mantido oculto por 900 anos. No século XVI apareceu um Cabalista, Rav Isaac Luria (Ari), que afirmava que deste momento em diante a sabedoria da Cabala estava preparada para ser revelada para todo o mundo. Entretanto, os comentários sobre os trabalhos de Ari e do Zohar apareceram apenas no século XX. 

A Torá é um guia para o nosso crescimento espiritual e o Zohar é a Luz para o seu entendimento.





Cristina Torres





Fonte do Texto e da Gravura: 
Os Caminhos da Cabala
http://cabalasp.blogspot.com

LAG BA ÔMER - O 33º DIA DA CONTAGEM DO ÔMER

Dentro da restrição imposta pela Contagem do Ômer, existe um dia que funciona como um oásis: o dia 18 de Iyar ou o 33º dia da Contagem do Ômer.

33, em hebraico, é representado pelas letras Lamed (valor trinta) e Guimel (valor três). Quando invertidas, temos "gal", que significa "monte" - algo que nos coloca acima de um determinado padrão.

O Lag Ba Ômer está associado a dois grandes eventos: no tempo de Rabi Akiyva, seus 24.000 discípulos começaram a morrer repentinamente no período do Ômer como resultado da forte energia de julgamento que começou a surgir entre eles. Estas mortes cessaram no 33º dia. 

Também em Lag Ba Ômer celebramos o aniversário de morte (hilulah) de Rabi Shimon Bar Yochay, autor do Zohar. Rabi Shimon foi um dos cinco discípulos de Rav Akiyva empenhados na preservação do conhecimento da Torah entre os judeus, principalmente diante da ocupação romana. Fugindo dos romanos, Rabi Shimon e seu filho Elazar viveram por 13 anos escondidos em uma caverna, período em que foi instruído por Eliahu na redação do Zohar.

Em áreas abertas, fogueiras são acesas para celebrar Lag Ba Ômer. A história conta que os romanos foram orientados a procurar Rabi Shimon, durante a noite, próximos a fogueiras, onde certamente ele estaria estudando a Torah. Algumas crianças ouviram isso e acenderam várias fogueiras, em diferentes pontos, para confundir o inimigo e proteger Rabi Shimon.

Esta é uma data muito especial, com grandes possibilidades de revelação espiritual. A pedido do próprio Rabi Shimon, sua morte não deve ser lembrada com tristeza. Segundo os mestres de nossa tradição, ele não partiu antes de revelar tudo que lhe fora permitido revelar, de modo que, ainda hoje, somos gratos pelos ensinamentos que deixou.





Rav Mario Meir





Fonte: Academia de Cabala
Fonte da Gravura: http://www.naamat.org.br/site/lag-baomer/

terça-feira, 6 de maio de 2014

O QUE SÃO MANTRAS ?


                                                 Shantipatah, invocação de paz

Literalmente, mantra significa instrumento do pensamento. Os sons mântricos são o melhor instrumento para limpar a mente e desintegrar os condicionamentos. Mas a repetição de um som não é um fim em si mesmo. Ela se faz em função dos resultados: estabilidade do pensamento e expansão da consciência. Enquanto os sons comuns são manifestações da Shakti, o poder da natureza, os mantras são expressões concentradas desse mesmo poder, forças criativas que agem diretamente sobre a consciência.

Se você se observar no dia a dia, irá reparar que em muitos momentos fica sob tensão, com a consciência atenta apenas ao exterior e um diálogo interior, um ruído constante na mente, como um rádio que não desliga. Esse ruído de fundo forma a paisagem interior, o substrato das experiências mentais. Não é possível mudar essa paisagem apenas querendo calar a mente. Precisamos usar a ferramenta adequada.

Os mantras nos ensinam a separar-nos das experiências e influências externas, nos levam para o silêncio e nos abrem o espaço interior. Eles reestruturam os conteúdos subconscientes, predispõem a mente para meditar e nos conectam com o oceano da consciência-energia. Um mantra é um corpo sonoro que desencadeia vibrações sutis e poderosas no organismo.

O Yoga utiliza diferentes fórmulas sonoras para levar o praticante a estados modificados de consciência. Esses estados de expansão não se atingem unicamente usando os sons. É preciso igualmente prestar atenção ao significado desses sons. Esses significados variam, mas todos aludem ao mesmo princípio. Cada mantra simboliza um dos aspectos do Universo. Diz o estudioso Mircéa Éliade:

“Um mantra é um ‘símbolo’, no sentido arcaico do termo: é ao mesmo tempo a ‘realidade’ simbolizada e o ‘signo’ que simboliza. Existe uma correspondência oculta entre, por uma parte, as letras e as sílabas (…) e os órgãos sutis do corpo humano, e, por outra, entre esses órgãos e as forças latentes ou manifestas no cosmos.”

O poder do mantra está em que ele pode transformar-se, por meio da repetição correta, no objeto que representa. A cada estado de realização corresponde um som determinado, que é a sua semente: por exemplo, o mantra Om induz à identificação com o Purusha, o Si Mesmo, a Alma do Universo. O mantra Om namah Shivaya, à aproximação com o arquétipo de Shiva, etc. Dessa forma, através das diversas vibrações sonoras do universo, assimilam-se diretamente conhecimentos e experiências essenciais para atingir os estados supraconscientes.


Texto extraído das páginas 250 a 252 do livro Yoga Prático, de Pedro Kupfer.




Pedro Kupfer





Fonte: Ekadanta Yoga
http://www.ekadantayoga.com.br/
Fonte da Gravura:https://pixabay.com/pt/photos/buda-medita%c3%a7%c3%a3o-est%c3%a1tua-religi%c3%a3o-1281263/

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A VERDADE SOBRE AQUELES PENSAMENTOS NEGATIVOS

Nós não estamos aqui para elevar nossos pensamentos e purificar as nossas mentes.

O Kabalista Isaac Luria é claro a respeito disso.

É pressuposto que os pensamentos maus e negativos chegarão às nossas mentes.

Ao invés de tentarmos purificar a nossa consciência, nós estamos aqui simplesmente para resistir aos pensamentos negativos e mandá-los embora.

Eles não irão deixar de invadir o nosso espaço mental até que a redenção chegue. Então, e somente então, nós iremos purificar os nossos pensamentos e canalizar a Luz do Criador (consciência) através das nossas mentes.

Portanto, abra mão de qualquer culpa que você possa sentir a respeito dos seus pensamentos negativos. É pressuposto que eles nos ataquem.

Apenas não se aproprie deles!

Deixe-os ir embora.

Resista.

E resista à culpa, também.

Cada vez que nós resistimos a uma pensamento negativo e lutamos contra ele, nós injetamos Luz neste mundo.

O problema acontece quando nós nos apropriamos desses pensamentos, pelo fato de termos acreditado que eles nos pertencem.

Eles não nos pertencem.

Eles são impressos em nossas mentes por uma força negativa chamada EGO ou OPONENTE, como explica o Zohar.

O oponente continuará dando seus tiros.

Você precisa continuar a desviar deles.

E saiba que você está mudando o mundo a cada vez que você faz isso.





Billy Phillips





Fonte: Estudantes de Kabbalah
http://estudantesdekabbalah.com/2014/04/19/a-verdade-sobre-aqueles-pensamentos-negativos/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 1 de maio de 2014

SÁBIO É AQUELE QUE ESTÁ CONSCIENTE DA CURVA DO CAMINHO

Enquanto são jovens e têm saúde, os humanos nunca pensam no princípio de degradação que trabalha insidiosamente neles e que, um dia, acabará por triunfar. Têm tendência para acreditar que o mundo lhes pertence e que o futuro se abrirá incessantemente diante deles. Que frustração a sua quando começam a sentir que o mundo físico está a escapar-lhes! E eis que, nessa luta sem mercê que se desencadeou neles entre o princípio de vida e o princípio de morte, alguns querem reter a vida por todos os meios: lançam na batalha todos os recursos que deveriam utilizar para se interiorizar, para se aprofundar, e perdem tudo. Nós não viemos à Terra para aqui permanecermos eternamente jovens e de boa saúde, mas para fazermos uma aprendizagem, para adquirirmos uma experiência. O sábio é aquele que está consciente da curva do caminho e se esforça por utilizar tudo. No mundo espiritual, a ascensão é ininterrupta. Aqui em baixo, faça-se o que se fizer, pouco a pouco ver-se-á a testa e as faces ficarem com rugas, os cabelos embranquecerem etc. Mas é preciso compreender que isso não tem grande importância se, por detrás dos cabelos brancos e das rugas, se manifestar a irradiação da vida espiritual.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria  pessoal

DIA DO ILLUMINATI E DO TRABALHO - 1º de Maio

Adam Weishaupt (1748-1830), fundador dos Illuminati da Baviera


O Dia do Trabalho, segundo versões populares, começou a ser comemorado em virtude de uma paralisação em que milhares de trabalhadores saíram às ruas de Chicago. Era o dia 1º de maio de 1886. Homens e mulheres protestavam, gritavam e pediam melhores condições vida e redução da jornada de trabalho. Chicago era então o principal pólo industrial norte-americano. Exigir redução da jornada de treze para oito horas diárias representava um duro golpe no ascendente sistema capitalista dos EEUU. Houve repressão: prisões, mulheres, crianças e homens feridos. Mais de cem mortos nos confrontos com a polícia. Oito líderes do movimento foram presos. Quatro foram enforcados. Um cometeu suicídio na prisão.

Por outro lado, o dia 1º de maio vinha sendo preparado desde 1776 quando Adam Weishaupt formou a Ordem dos Mestres Illuminati.

Weishaupt era Maçom versado nos diversos campos da filosofia de sua época. Seu caráter foi marcado pela extrema liberdade de pensamento e independência de opinião. Graduou-se em Direito na Universidade de Ingolstadt onde, mais tarde, foi professor titular de Direito Canônico e decano da Faculdade de Direto. Foi iniciado nos antigos Mistérios de Elêusis e nos ensinamentos secretos dos Pitagóricos. Obteve conhecimentos secretos para fundar os Illuminati através da seita do Xeque persa Hassan Sabbath, conhecido como o “Velho da Montanha”.

Adam Weishaupt escolheu o dia 1º de maio para fundação dos Illuminati, ordenando certos números para que formassem uma cifra poderosa. O primeiro de maio sempre fora comemorado pelas sociedades primitivas na Primavera Pagã. Entendia-se, portanto, que a data estava carregada do simbolismo da fertilidade do solo e, por analogia, a fecundidade do pensamento político.

Weishaupt utilizou ainda um sistema cabalístico associado à numerologia: sendo maio o quinto mês do ano (o número 5, em nossos estudos, está relacionado com as mudanças e com a evolução) somado ao número 1 (1º dia) temos SEIS (arcano da Liberdade). Em seguida, Weishaupt acrescentou a soma dos algarismos do número do ano, 1776, obtendo o resultado VINTE E UM (arcano da Busca da Felicidade e Caminho da Alma).

Detalhes sobre as operações utilizadas por Adam Weishaupt não cabem no âmbito deste artigo. Basta considerarmos que as chamadas “adições” e “reduções teosóficas” consistem nas somas da série natural dos números começando pela unidade até incluir o número proposto; ou reduzir a um único dígito a soma dos algarismos que compõem determinado número.

Os Illuminatti acreditaram que as combinações de 3, 5, 7 , 9, 21 e a escolha desta data para fundação da Ordem, eram essenciais para que seus planos obtivessem absoluto sucesso. Faltavam menos de vinte anos para a Revolução Francesa. Os arcanos numéricos, interpretados pelos Illuminatti, apontavam para o grande Renascimento do Homem mediante o arcano da Justiça.

Adam fez contato com a Loja Maçônica de Adolf Von Knigge e juntos fundaram a Ordem dos Iluminados da Baviera na Noite Mágica de Walpurgis (deusa Viking da primavera), entre 30 de abril e 1 de maio de 1776. O Rito de Weishaupt foi introduzido na Grande Loja da Baviera (Walpurgisnacht) e depois nas Lojas do Grande Oriente da maçonaria francesa que já se referia abertamente aos Illuminatti.

Os primeiros desses Illuminatti eram dirigidos por um conselho Areópago (correspondente aos modernos Kadosch) presididos por um Mestre cujo título era “Spartacus”.

Havia três graus: I- Aprendiz, ou Sementeira; II- Maçom de Simbologia e Ciências; e III- o Grau dos Mistérios Menores e Maiores. Depois, os Mestres do Terceiro Grau eram elevados aos 12 Graus Superiores que culminavam no XII cujo título era Rex Ordinis.

George Washington conheceu Adam Weishaupt e esteve, durante algum tempo, associado aos Illuminatti. Mas, quando em 1789 começaram os movimentos da Revolução Francesa, Washington preferiu se afastar, mantendo sua filiação exclusivamente na Maçonaria.

Não há dúvida que os ideais de Adam Weishaupt influenciaram a França entre 1789 e Novembro de 1799. O aparecimento público da Deutsche Einheit (Unidade Alemã) expandiu a propaganda dos Illuminatti entre os círculos de leitores donde nasceu o grito de guerra: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”.

Cerca de 90 anos mais tarde, as ideias dos Illuminatti ressurgiam vigorosamente na América. O fato de o 1º de maio ser mundialmente consagrado aos trabalhadores não foi uma coincidência. O 1º de maio de 1886 fazia ressonância dos planos de Weishaupt para o renascimento dos ideais de Liberdade. Aquele movimento nas ruas de Chicago fez lembrar o ano de 1776, a mesma data que aparece no dólar americano, em algarismos romanos sob uma pirâmide, como selo da Novus Ordo Seclorum.





Ir.'. José Maurício Guimarães





Fonte: Loja Vigilância
http://www.lojavigilancia.com/2009/05/1-de-maio-dia-do-trabalho-e-illuminati.html
Fonte da Gravura: http://www.redicecreations.com/specialreports/2005/05may/mayday.gif

quarta-feira, 30 de abril de 2014

QUANDO TROCAMOS O FIM PELOS MEIOS (A ESPREITA DO EGO)

A religião como geralmente conhecemos ou reconhecemos, é uma série de crenças, de dogmas, de rituais, superstições, adoração de ídolos, de fetiches e gurus que o levarão ao que você quer como meta final. A verdade final é sua projeção, é isso que você quer, que o fará feliz, que lhe dará uma certeza do estado imortal. Assim, a mente presa em tudo isto cria uma religião, uma religião de dogmas, de habilidades sacerdotais, de superstições e adoração de ídolos e nisso você está preso, e a mente fica estagnada. Isso é religião? Religião é uma questão de crença, uma questão de conhecimento das experiências de outras pessoas e afirmações? Ou religião é meramente seguir a moralidade? Você sabe que é comparativamente simples ser moral para fazer isto e não fazer aquilo. Porque é fácil, você pode imitar um sistema moral. Por trás dessa moralidade, espreita o ego, crescendo, se expandindo, agressivo, dominador. Mas isso é religião? Você tem que descobrir o que é verdade porque essa é a única coisa que interessa, não se você é rico ou pobre, não se você está bem casado e tem filhos, porque todos eles chegam ao fim, existe sempre a morte. Assim, sem nenhuma forma de crença, você deve descobrir; você deve ter o vigor, a autoconfiança, a iniciativa, de modo que por si mesmo você saiba o que a verdade é, o que Deus é. A crença não vai lhe dar coisa alguma; a crença apenas corrompe, cega, obscurece. A mente só pode ser livre pelo vigor, pela autoconfiança.


Organizações religiosas se tornam tão fixas e rígidas como os pensamentos daqueles que pertencem a elas. A vida é uma mudança constante, um contínuo se tornar, uma revolução incessante, e porque uma organização não pode ser flexível, ela fica no caminho da mudança; ela se torna reacionária para se proteger. A busca da verdade é individual, não congregacional. Para comungar com o real deve haver solidão, não isolamento, mas liberdade de toda autoridade e opinião. Organizações de pensamento se tornam, inevitavelmente, obstáculos para o pensamento. Como você mesmo está ciente, a ganância por poder é quase inesgotável em uma chamada organização espiritual; esta ganância é encoberta por todos os tipos de palavras doces e autorizadas, mas o câncer da avareza, do orgulho e do antagonismo é nutrido e partilhado. Daí cresce o conflito, a intolerância, o sectarismo, e outras manifestações horríveis. Não seria mais sábio ter pequenos grupos informados de vinte ou vinte e cinco pessoas, sem obrigações ou associação, encontrando-se onde for conveniente para discutir calmamente a abordagem da realidade? Para impedir que algum grupo se torne exclusivo, cada membro poderia de tempos em tempos encorajar e talvez participar de outro pequeno grupo; assim, ele seria extensivo, não estreito e paroquial. Para subir alto deve-se começar baixo. A partir deste pequeno começo a pessoa pode ajudar a criar um mundo mais sensato e feliz.


O que está acontecendo no mundo? Vocês têm um Deus cristão, deuses hindus, maometanos com sua concepção particular de Deus, cada pequena seita com sua verdade particular; e todas estas verdades estão se tornando como muitas doenças no mundo, separando pessoas. Estas verdades, nas mãos de poucos, estão se tornando meios de exploração. Você vai de uma para outra, testando todas elas, porque começa a perder todo o senso de discriminação, pois está sofrendo e quer um remédio, e você aceita qualquer remédio oferecido por qualquer seita, seja cristã, hindu, ou qualquer outra seita. Então, o que está acontecendo? Seus deuses estão dividindo vocês, sua crença em Deus está dividindo vocês e, contudo, você fala de fraternidade do homem, unidade em Deus, e ao mesmo tempo nega a própria coisa que você quer descobrir, porque você se prende a estas crenças como o meio mais poderoso de destruir a limitação, ao passo que elas só intensificam isto. Estas coisas são tão óbvias.


Você sabe o que é religião? Não é o canto, não é a execução do “puja”, ou algum outro ritual, não é a adoração de deuses de metal ou imagens de pedra, não está nos templos e igrejas, não está na leitura da Bíblia ou do Gita, não é a repetição de um nome sagrado ou seguir alguma outra nova superstição inventada pelos homens. Nada disto é religião. Religião é o sentimento de bondade, aquele amor que é como o rio, vivendo, se movendo eternamente. Nesse estado você descobrirá que chega um momento em que não há absolutamente mais busca; e esse fim da busca é o começo de uma coisa inteiramente diferente. A busca por Deus, pela verdade, o sentimento de ser completamente bom – não o cultivo da bondade, da humildade, mas a procura de alguma coisa além de invenções e truques da mente, o que significa ter um sentimento por aquele algo, viver nele, estar nele – isso é verdadeira religião. Mas você só pode fazer isso quando sair da poça que cavou para si mesmo e entrar no rio da vida. Então a vida tem uma forma surpreendente de tomar conta de você, porque então não há você tomando conta. A vida leva você aonde for, pois você é parte dela mesma; então não existe problema de segurança, do que as pessoas vão dizer ou não dizer, e essa é a beleza da vida.





J. Krishnamurti





Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

POR QUE ESCOLHEMOS SER INFELIZES?

Pergunta a Osho: Por que escolhemos ser infelizes?

Esse é um dos mais complexos problemas humanos. Precisa ser examinado a fundo e não é algo teórico, mas algo que lhe diz respeito. É assim que todos têm agido - sempre escolhendo o caminho errado, escolhendo ficar tristes, deprimidos, infelizes. Devem existir razões profundas para isso, e de fato existem.

A primeira razão diz respeito ao modo como os seres humanos são criados. Se você for infeliz, irá ganhar alguma coisa com isso. Se for feliz, perderá.

Desde o início, uma criança atenta percebe essa diferença. Sempre que está infeliz, todos são compreensivos com ela e ela ganha essa compreensão. Todos tentam demonstrar afeto e a criança recebe amor. Mais do que isso, sempre que fica infeliz todo mundo é simpático e ela recebe atenção. A atenção funciona como alimento para o ego, como um estimulante alcoólico. A atenção lhe dá energia, você sente que é alguém. Por isso tanta necessidade, tanto desejo de obter atenção.

Se todos estão olhando, você se torna importante. Se ninguém o olhar, é como se você não estivesse ali: deixa de existir, vira um não-ser. O fato de as pessoas estarem olhando, estarem preocupadas, lhe dá energia.

O ego só existe no relacionamento. Quanto mais as pessoas prestam atenção em você, maior fica o seu ego. Se ninguém o olhar, seu ego se dissolve. Se todo mundo esquecer completamente de você, como o ego pode existir? Daí a necessidade de sociedades, associações, clubes: eles existem para dar atenção às pessoas que não a conseguem de outras formas.

Desde a mais tenra infância, a criança aprende a fazer política. A política é: pareça infeliz e irá atrair simpatia, todos serão atenciosos. Pareça doente e ficará importante. A criança doente fica prepotente: toda a família deve lhe obedecer, o que quer que diga se torna a lei.

Quando ela está feliz, ninguém a ouve. Quando está saudável, ninguém liga para ela. Quando está perfeita, ninguém lhe dá atenção. Desde o começo, optamos pela infelicidade, pela tristeza, pelo pessimismo, pelo lado sombrio da vida. Essa é uma das razões.

A segunda razão está relacionada ao seguinte: sempre que você está feliz, exultante, extasiado e inebriado, todo mundo sente inveja. Isso significa que todos ficam hostis: num segundo, todos viram inimigos. Então você aprendeu a não parecer tão extasiado para evitar que todos virem inimigos: aprendeu a não mostrar a felicidade, a não rir.

Olhe para as pessoas quando elas riem: é um gesto calculado, não é uma risada que sacode a barriga, não vem das profundezas do ser. Primeiro olham para você, avaliam e, então, riem. E riem de uma forma que seja tolerada, que não seja considerada imprópria, que não desperte inveja.

Até nossos sorrisos são políticos. A risada desapareceu, a felicidade passou a ser uma coisa absolutamente desconhecida e é quase impossível chegar ao êxtase, porque não é mais permitido. Se você está infeliz, ninguém vai achar que é louco. Se está exultante, dançando por aí, todo mundo vai achar que você está louco. Dançar e cantar não são coisas aceitas. Quando alguém vê uma pessoa feliz, logo acha que há algo errado.

Que tipo de sociedade é essa em que é permitido se sentir infeliz mas que acusa aqueles que estão em êxtase de loucos e sem juízo? Por causa da inveja, tentamos, de todas as maneiras possíveis, impedir o êxtase dos outros. Chamamos a tristeza de normalidade. Os psiquiatras poderão ajudar a trazer uma pessoa de volta para sua infelicidade normal.

A sociedade não pode permitir o êxtase. O êxtase é a maior das revoluções. Se as pessoas ficarem extasiadas, toda a sociedade vai mudar, porque ela está baseada na infelicidade.

Se as pessoas são felizes, não podem ser conduzidas à guerra. Alguém feliz vai rir e dizer: “Isso não faz sentido!” Se as pessoas são felizes, não se pode fazer com que fiquem obcecadas por dinheiro. Acharão que é loucura passar a vida toda acumulando algo sem vida como o dinheiro.

Se as pessoas estiverem em êxtase, todo o padrão dessa sociedade terá de mudar. A sociedade existe por causa da infelicidade. A infelicidade é um grande investimento para ela. É para isso que criamos nossos filhos: desde a mais tenra infância, fomentamos uma tendência para a infelicidade. É por isso que todos sempre escolhem esse sentimento.

Em todo instante existe a opção de ser infeliz ou feliz. Você sempre opta por ser infeliz porque há um investimento; isso se tornou um hábito, um padrão. A infelicidade parece uma descida, o êxtase parece uma subida.

O êxtase parece muito difícil de alcançar - mas isso não é verdade. O que acontece é justamente o oposto: o êxtase é a descida e a infelicidade é a subida. A infelicidade é uma coisa muito difícil de alcançar porque é antinatural, mas você a alcançou, fez o impossível. Ninguém quer ser infeliz, mas todo mundo é.

A educação, a cultura, os pais, os professores - eles têm feito um grande trabalho. Têm transformado criadores extasiados em criaturas infelizes. Toda criança nasce extasiada. Toda criança nasce um deus. E todo homem morre louco.

Como recuperar a infância, como reivindicá-la? Se você conseguir ser criança outra vez, não haverá mais tristeza.

Não estou dizendo que as crianças nunca sofram - elas sofrem, mas ainda assim não são infelizes. Uma criança pode ficar extremamente infeliz num momento, mas mergulha tão completamente nessa infelicidade, entra em tal comunhão com ela que não há divisão.

Não há uma criança separada da infelicidade. Ela não está contemplando o sentimento como algo à parte dela. A criança é a infelicidade - está completamente envolvida nela. E, quando você e a infelicidade se tornam uma coisa só, a infelicidade não é infelicidade. Se você comunga tão profundamente com ela, até mesmo a infelicidade adquire uma beleza só dela.

Quando uma criança que não foi estragada está com raiva, toda a sua energia se torna a raiva: nada é deixado para trás, nada é contido. A criança se moveu e se tornou a raiva: ninguém está manipulando ou controlando essa raiva. Não há uma mente.

E daí surge a beleza, o fluir da raiva. Uma criança nunca parece feia - até nos momentos de raiva ela é bela. Parece mais intensa, mais viva - um vulcão pronto para entrar em erupção, um ser atômico, com todo o universo pronto para explodir.

Depois de toda essa raiva a criança fica silenciosa, totalmente em paz. Ela se descontrai. Podemos achar que estava muito infeliz no momento da raiva, mas a criança não estava infeliz - ela usufruiu da raiva.

Sempre que você entrar em comunhão com algo, se sentirá em êxtase. Sempre que se separar de algo, mesmo que seja da felicidade, ficará infeliz.

Essa é a chave. Ficar separado como um ego é a base de toda a infelicidade; se ficar em comunhão, fluindo com aquilo que a vida colocar em seu caminho - entranhado nisso tão intensa e completamente que você deixe de existir e se perca nisso -, todas as coisas passam a ser felizes.

A escolha existe, mas até mesmo a consciência disso foi perdida. Fique atento. Cada vez que estiver escolhendo ser infeliz, lembre-se de que é uma opção sua. Imediatamente sentirá a diferença. Seu estado mental terá mudado. Ficará mais fácil se voltar para a felicidade.

Depois que souber que se trata de uma escolha, será um jogo. Se gosta de ser infeliz, seja infeliz, mas lembre-se de que é uma escolha sua - por isso não reclame. Ninguém é responsável por isso.

Não saia por aí perguntando às pessoas como se faz para não ser infeliz. Não saia por aí questionando mestres e gurus sobre como se faz para ser feliz. Os pretensos gurus só existem porque você é um tolo.

Primeiro cria a infelicidade e depois sai perguntando aos outros como se faz para não criá-la. Você continuará a criá-la porque não se dá conta do que está fazendo. A partir de agora, experimente ser feliz e bem-aventurado.





Osho, em "Corpo e Mente em Equilíbrio"





Fonte: http://www.palavrasdeosho.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NADA É INTEIRAMENTE BOM OU INTEIRAMENTE MAU

É difícil pronunciarmo-nos categoricamente sobre o bem ou sobre o mal. Por quê? Porque na Terra nada é inteiramente bom ou inteiramente mau; mesmo as melhores coisas são acompanhadas de alguns inconvenientes. Como não se regozijar com a chegada da primavera? Com a luz e o calor, tudo cresce e se desenvolve, é maravilhoso. Sim, mas os bicharocos nocivos também se desenvolvem: as vespas, as moscas, as lagartas, as pulgas, os mosquitos... E o progresso técnico, é um bem ou um mal? Muitas descobertas que começaram por trazer imensas melhorias à vida dos humanos acabaram por provocar catástrofes porque eles não souberam ser prudentes, clarividentes, e refletir nas consequências! Não é preciso dar mais exemplos, vós podeis constatar isto todos os dias. Portanto, quaisquer que sejam os acontecimentos ou as condições, será sempre necessário tomar precauções. As melhores coisas tornam-se más para os ignorantes porque eles não estão preparados para fazer face a elas. Ao passo que aqueles que refletem e aprenderam a trabalhar conseguem tirar partido até das maiores dificuldades.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 29 de abril de 2014

FESTIVAL DE WESAK - FESTIVAL DE TOURO


“Como é em cima é embaixo, como é embaixo é em cima” reza o axioma oculto, e o Festival de Touro não é exceção. Quando falamos de Wesak estamos nos referindo a um evento de fundamental importância na vida da humanidade e sobretudo do planeta, porque fazemos referência ao contato entre três reinos: Shamballa, o centro onde a Vontade de Deus é conhecida; a Hierarquia espiritual, o reino das almas, e a raça humana. Se tivermos em mente que a humanidade é a grande responsável por iluminar-se para abrir as portas da energia espiritual aos reinos animal, vegetal e mineral, compreenderemos que se trata de um momento de união com amplos efeitos espirituais para a evolução planetária interna.

Mas a vivência não se acaba ali: Wesak não é um evento abstrato ou meramente intelectual, nem apenas um relato interessante cheio de fórmulas complexas; é também uma realidade da consciência, uma fusão entre a mente e o coração. Vejamos algumas analogias que podem nos iluminar a respeito, sempre as considerando do grupal e com ênfase no subjetivo.

Sabemos pela literatura religiosa e esotérica que, em Wesak, a Hierarquia de Mestres, integralmente, e Seus colaboradores realizam um grande ato de invocação de energia espiritual, culminando com a chegada do Buda e uma bênção trazida dos planos superiores. A humanidade está representada pelos discípulos, e cada pessoa que leva uma vida espiritual é chamada a ocupar seu lugar. Trata-se de um grande ato de invocação, através do qual a Hierarquia facilita o contacto com a energia superior do Buda e produz uma síntese durante um breve instante, resultando em uma iluminação cujos efeitos internos se estendem durante largo tempo.

Existe uma chave psicológica para interpretar o anterior, isto é, como o contato entre a mente (humanidade), a Alma (a Hierarquia) e a Mônada ou Fogo Espiritual (o Buda), e a analogia é tão somente um simples ato de meditação enfocado no coração a serviço das metas do eu superior, com o vale e a montanha indicando os distintos estados do ser.

Temos assim um elemento mental, a humanidade, que prepara a forma para a afluência da energia sutil trazida pelo Buda (representando Shamballa). A atividade mental, meta da atual quinta raça, reflete-se nos desenhos geométricos criados antes do contato, os quais constituem uma linguagem simbólica profundamente carregada de significado.

A iluminação é antes de tudo um efeito mental, um estado de realização que surge da união entre a formalidade do intelecto e a intrepidez do coração. Em certo sentido é buscada conscientemente, mas de pouco servem a luta, o esforço e o intelecto se não forem acompanhados pelo amor de servir à Vida Una, e aí vemos a necessidade de que a Hierarquia assista a humanidade nesse contato.

Desse modo, cada pequeno átomo da mente preparada para o contato com a luz é simbolizado pelos discípulos e Iniciados que participam do ritual. E, tal como nem toda a mente é utilizada na meditação, nem toda a humanidade pode participar do Festival, salvo aqueles que se encontram preparados para ele.

O outro componente é naturalmente o coração e, como dizíamos antes, não é possível ascender mais além de um determinado estado da consciência se este não estiver envolvido na reflexão. O amor, a horizontalidade, a fraternidade, o princípio de partilha são as chaves do processo, porque expandem a mente e a conectam em toda sua integridade, ampliando assim a capacidade de serviço, e como graça a iluminação. A analogia é a presidência pela Hierarquia do ritual de fusão realizado pelos homens, simbolizando a alma que guia a personalidade para o superior, e provendo através do Cristo a palavra de poder que, no momento culminante da invocação, convoca o Buda.

Diz-se que o Buda é invocado graças à atração magnética criada pelo ritual, e isso nos fala da impossibilidade de atuar se não existir previamente uma consciência grupal, a qual marcará a medida da bênção. Novamente preparação, invocação, equilíbrio e evocação, mais a iluminação resultante.

Estamos então ante um grande ato de magia organizada planetária, como gostava de dizer Vicente Beltrán Anglada, com uma importância fundamental para os sete reinos (ou corpos individuais) porque envolve a mente humana consciente, o grande meio de contato entre o superior e o inferior neste período. A realização cíclica (uma vez por ano) nos sugere que se trata de um ato de reflexão sintética, que reúne o melhor de um pensamento meditado e o ofereça amorosamente ante o Buda para que este o inunde de luz. Como se vê, é a analogia em grande escala da formação de um pensamento, a meditação centrada no coração e na revelação da luz.

Sejamos então parte desses ciclos espirituais dos quais Wesak é hoje a máxima expressão, esses momentos em que a humanidade como um todo é chamada à reflexão e à vida interna. Que o silêncio do contato nos refresque em nossa essência, o fogo, e que nas proximidades da união compreendamos o significado da fraternidade e do destino comum de todo ser vivente, chaves da Era de Aquário que estamos compartilhando.





Martin Dieser




Fonte do Texto e da Gravura:
LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com/2014/04/wesak.html