sábado, 10 de janeiro de 2015

A PEGADA DA IMPERMANÊNCIA

A familiarização com a morte e impermanência é fundamental e muito benéfica. Através dela, se percebe que esta vida não dura e há o abandono das preocupações voltadas para esta vida*. Essa meditação é o principal incentivo para ações que asseguram boas condições em vidas futuras.

Sem a lembrança da morte, ficaremos nos preparando para uma longa permanência nesta vida: as preocupações do dia-a-dia com comida, roupas etc. Busca por bem-estar e fama, o tempo todo pensando nisso. E não faremos nada voltado para as vidas futuras.

Se lembrarmos da morte e impermanência, com a exceção dos atos que asseguram as condições das próximas vidas, não ficaremos preocupados com preparativos para esta vida. 

Por isso, o Buda Baghavan disse:

Entre todas as percepções, a percepção da impermanência é a suprema. Entre todas as pegadas, a pegada do elefante é a suprema.

O elefante tem um corpo enorme, por isso, diferentemente dos outros animais, deixa uma marca grande. Perceber a impermanência faz com que atiremos longe as preocupações mundanas.

Através de uma intensa lembrança sobre a necessidade de assegurar felicidade em vidas futuras, que provoca o abandono de ações negativas, a adoção de ações positivas e a prática do Darma sublime, a meditação sobre a morte e impermanência deixa uma pegada imensa.


* “Preocupações voltadas para esta vida” se referem aos planos e ações que consideram o bem-estar apenas nesta vida, desconsiderando a morte, a continuidade da mente e os efeitos cármicos.




Geshe Lhundup Sopa





Fonte: “Lectures on Tibetan Religious Culture”, cap. 13
http://darma.info/
Fonte da Gravura: Elias, O Profeta
Pintura de Nicholas Roerich
http://www.roerich.org/


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A MENTE COMO MESTRE DOS SENTIDOS

Na história do Ramayana, a Rainha Kaikeyi cedeu às artimanhas egoístas de sua empregada e, como consequência, seu senhor, o rei Dasaratha, perdeu a vida. Rama, quem ela considerava como seu próprio sopro de vida, foi exilado para a floresta e Bharatha, seu filho, repudiou-a com o mesmo ato! Ela atraiu para si mesma a condenação de todas as pessoas no reino de Ayodhya.

A história é uma alegoria. Dasaratha é o corpo humano com os cinco sentidos da percepção e os cinco sentidos da ação - os dez carros ou Dasha-ratha. Ele casou-se com a Rainha, a mente, e a mente submeteu-se ao servo e causou a queda.

Isso nos ensina claramente o papel legítimo da mente como mestre dos sentidos. Se o mestre serve aos criados, então ele ou ela perde sua autoestima e decai na consideração de todos.




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

OPORTUNIDADES DE AUTO-EXPANSÃO

A estrutura hierárquica oferece uma excelente oportunidade de auto-expansão. Você pode querer a fraternidade, mas como pode haver fraternidade se você busca distinções espirituais? Você pode sorrir aos títulos mundanos; mas quando admite o mestre, o salvador, o guru no âmbito do espírito, não está transportando a atitude mundana? Pode haver divisões hierárquicas ou níveis de desenvolvimento espiritual na compreensão da verdade, na realização de Deus? O amor não admite divisões. Ou você ama, ou você não ama; mas não faça da falta de amor um longo processo determinado cujo fim é o amor. Quando você sabe que não ama, quando está consciente sem escolha desse fato, então há uma possibilidade de transformação; mas laboriosamente cultivar esta distinção entre o mestre e o aluno, entre aqueles que conseguiram e aqueles que não, entre o salvador e o pecador, é negar o amor. O explorador, que é explorado de volta, encontra um paraíso nesta escuridão e ilusão. A separação entre Deus ou a realidade e você é produzida por você mesmo, pela mente que se agarra ao conhecido, à certeza, à segurança. Esta separação não pode ser cruzada; não existe ritual, nem disciplina, nem sacrifício que possa levá-lo através disto; não há salvador, mestre, guru que possa levar você ao real ou destruir esta separação. A divisão não é entre o real e você; ela está em você mesmo. O essencial é compreender o crescente conflito do desejo; e essa compreensão surge apenas através do autoconhecimento e da constante consciência dos movimentos do ego.




J. Krishnamurti





Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: 
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

CONSCIÊNCIA FRAGMENTÁRIA PASSAGEIRA

Quanto à abolição da consciência individual, é uma realidade, se como consciência individual se entende essa consciência fragmentária, passageira, que vos acompanha no curso da vida terrestre; mas, semelhante consciência desaparece, sem que a consciência total seja atingida. Pondera que já perdeste a tua consciência de criança, a tua consciência de mancebo. Contudo, tens nítida a impressão de que a tua individualidade é sempre a mesma, de que és o continuador, se assim me posso exprimir, do bebê que carreguei nos braços. Pois bem: ao dar-se a vossa morte terrena, encontrareis de novo a consciência total, que vos permitirá apreciar o caminho que haveis percorrido e o progresso que houverdes realizado, assim como tomar acertadas resoluções para o futuro.

— Mas, a prova, a prova disso? Dirás.

— Insensato! Poderias demonstrar a um menino que ele virá ter uma consciência de velho? Poderás afirmar-lho; provar-lho nunca o lograrás.

— Apontar-lhe-ei, como exemplos, os seres que o cercam aos milhares e que já foram crianças como ele.

Tudo, então, dependerá da criança. Se a sua espiritualidade já estiver desperta, ela compreenderá. Nada obstante, uma dúvida sempre poderá insinuar-se-lhe no espírito. O menino não se imagina um velho e o próprio mancebo não acreditaria que passará pelas mesmas veredas que guardam as pegadas de seu pai. De sorte que, se é fácil convencer a uma criança de que ela se tornará fisicamente um ancião, possível não é provar-lhe que a sua consciência se modificará sob o feixe dos anos. Um homem, que viveu e sofreu, sabe que a criatura muda com o tempo. A criança não pode apreender isso. E qualquer exceção, que me possas apresentar, em nada alterará as coisas, porquanto, assim como se encontram crianças muito evolvidas, também se encontram medíocres entre os homens. Ora, se não vos é possível provar a uma criança que ela terá futuramente uma consciência de velho, ainda mais difícil é a um Espírito provar ao homem que a sua consciência individual, uma vez abolida, lhe facultará encontrar a sua consciência total.

Em vós, tudo é função do que cai sob os vossos sentidos. Creríeis na luz, se a Humanidade houvesse vivido sempre nas trevas? Conceberíeis o ruído, se sempre houvésseis vivido no seio de um silêncio absoluto? Faríeis, sequer, ideia da necessidade de comer, se tal necessidade não existisse? Então, por que não admitir as outras coisas que ainda não conheceis, mas que aqui existem e que não vos podemos explicar, pela mesma razão por que a ninguém é possível dar explicações sobre as cores a um cego de nascença.




Georges Dejean




Fonte: do livro "A Nova Luz", FEB
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

PODE A MENTE BRUTA TORNAR-SE SENSÍVEL?

Ouçam a pergunta, o significado por trás das palavras. Pode a mente bruta se tornar sensível? Se eu digo que minha mente é bruta e tento torná-la sensível, o próprio esforço para se tornar sensível é brutalidade. Por favor, vejam isto. Não fiquem intrigados, mas olhem. Por outro lado, se reconheço que sou bruto sem querer mudar, sem tentar me tornar sensível, se começo a compreender o que a brutalidade é, observá-la em minha vida dia após dia – o modo voraz de comer, a rudeza com que trato as pessoas, o orgulho, a arrogância, a grosseria de meus hábitos e pensamentos – essa própria observação transforma o que é. Do mesmo modo, se sou estúpido e digo que devo me tornar inteligente, o esforço para ficar inteligente é apenas uma forma maior de estupidez; porque o importante é compreender a estupidez. Por mais que eu possa tentar me tornar inteligente, minha estupidez permanecerá. Eu posso adquirir o verniz superficial do aprendizado, posso citar livros, repetir passagens de grandes autores, mas, basicamente, ainda serei estúpido. Mas se eu vejo e compreendo a estupidez quando ela se expressa em minha vida cotidiana – como me comporto frente ao meu empregado, como considero meu vizinho, o homem pobre, o homem rico, o funcionário – então essa própria consciência provoca a dissolução da estupidez.




J. Krishnamurti





Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: 
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

VIVER E PERCEBER NOSSA VERDADEIRA NATUREZA

Não há mal nenhum em seguir os deveres mundanos, tendo a auto realização como objetivo de vida.

A vida não é apenas para viver, é um meio de perceber sua verdadeira natureza.

Tratando a vida como uma viagem virtuosa, você deve dedicar pelo menos alguns minutos todos os dias para reflexões sobre os verdadeiros objetivos da vida.

Muitas horas de um dia são desperdiçadas em atividades egoístas, mas nem mesmo uns poucos minutos são dedicados à contemplação de Deus.

Que infelicidade! Que infortúnio é esse!

Na Bhagavad Gita, Krishna conclamou Arjuna a considerar-se um instrumento do Divino. Todos são instrumentos do Divino.

Cumpra seus deveres, deixando o resultado com Deus. Seu papel é o de fazer seu dever com sinceridade. Vitória e derrota estão nas mãos de Deus. Nem mesmo sinta que você é o fazedor. Você deve pensar que o Senhor está lhe dando essa oportunidade e fazendo-lhe desempenhar esse papel na vida.



Sathya Sai Baba




Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

SABEDORIA - RESPEITO - SUCESSO - LUZ

A ação é o reflexo do seu pensamento e a reação é a resposta do seu subconsciente. Quando há sabedoria na sua forma de responder, você se torna um benfeitor para todos. Não faça isso só para os amigos, mas faça-o de uma forma ilimitada, falando com todos com a mesma delicadeza. Assim, seus sentimentos serão naturalmente elevados. Para que essa mudança aconteça tem que haver uma relação equilibrada entre a mente (pensamentos), o intelecto (razão) e o subconsciente (registros). (Antônio Sequeira)

Respeito pelos outros é reconhecer seus esforços para melhorar. Isto nos encoraja a focalizar mais a atenção no potencial deles do que em seus erros. De fato, esse é o método para ajudar as pessoas a ficarem livres de seus defeitos. Uma oportunidade para julgar a qualidade da nossa percepção espiritual. Ver quanta fé nós temos na transformação definitiva daqueles que convivem conosco. Essa fé é respeito verdadeiro.

Muitas vezes agimos instantaneamente diante de uma situação. Mas aqueles que são bem sucedidos analisam a situação antes de agir. Tais pessoas anteveem o resultado de suas ações e por isso procuram fazer a coisa certa evitando contratempos futuros. Elas dão o melhor de si a cada escolha. Eu consigo ser claro em meu pensamento quando dou tempo para mim e penso antes de realizar qualquer ação, As consequências da ação que desejo tomar ficam claras na minha mente e as decisões que tomo para superar a situação dão certo. Assim, o sucesso vem de forma fácil e segura.

Não importa o quanto a pessoa seja dura, com a sua companhia o ferro poderá se tornar uma pedra de toque. Mantenha essa meta na sua consciência. Crie um pensamento determinado ou faça uma ação elevada. Derreta a dureza com o poder dos seus bons votos. Ao tornar outras almas douradas você também experimentará raios de luz. Nunca se esqueça de que somos a luz do mundo inteiro.





Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 27 de dezembro de 2014

A MENTE COMO UMA MASSA DE HÁBITOS DE PENSAMENTOS E MEMÓRIAS

Como é possível estar intensamente consciente enquanto se está ocupado com um trabalho particular?

Eu não vejo a dificuldade. Por que não se pode estar intensamente consciente enquanto se trabalha? Seja o trabalho mecânico, científico ou burocrático, estando intensamente consciente enquanto faz esse trabalho, você não apenas o fará mais eficientemente como também ficará consciente de por que está fazendo, quais são os motivos por trás de seu trabalho. Você descobrirá se tem medo de seu chefe; observará como você fala com seus subordinados e com aqueles acima de você. Estando intensamente consciente em sua relação com os outros, saberá se está criando inimigos, ciúme, ódio; você verá todas as suas próprias reações na relação, esteja você aqui, num ônibus, em seu escritório ou na fábrica. Tudo isto está implicado na consciência intensa. Também, se você está intensamente consciente, pode desistir de seu trabalho. Por isso, a maioria de nós não quer estar intensamente consciente; é muito perturbador; nós preferimos continuar com o que fazemos, mesmo que seja muito aborrecido. Na melhor das hipóteses, saímos daquilo que nos aborrece e encontramos um trabalho menos aborrecido, mas este também logo se torna rotina. Assim, ficamos presos no hábito: no hábito de ir ao escritório toda manhã, no hábito de fumar, no hábito de ideias, conceitos, no hábito de ser inglês...

Nós funcionamos no hábito. Estar intensamente consciente do hábito tem seu próprio perigo, e temos medo do perigo. Temos medo de não saber, de não estar certo. Há grande beleza, há grande vitalidade, em não estar certo. Não é insanidade estar completamente inseguro; isto não significa que a pessoa se tornou psicótica. Mas nenhum de nós quer isso. Nós preferimos romper um hábito e criar um hábito mais agradável. (Collected Works, Vol. XIII, 212, Choiceless Awareness)


Penso que a maioria de nós fica consciente, talvez só raramente já que a maioria de nós está terrivelmente ocupada e ativa, mas penso que estamos conscientes, algumas vezes, que a mente está vazia. E, estando conscientes, temos medo desse vazio. Nós nunca investigamos nesse estado de vazio, nunca entramos nele profundamente; temos medo e, então, nos desviamos dele. Nós lhe demos um nome, dizemos que é “vazio”, é “terrível”, é “doloroso”; e esse próprio nomear já criou uma reação na mente, um medo, um escape, uma fuga. Ora, pode a mente parar de fugir, e não dar nome, não dar a isto a significação de uma palavra como vazio a respeito da qual temos memórias de prazer e dor? Podemos olhar para isto, pode a mente estar consciente desse vazio sem nomeá-lo, sem fugir dele, sem julgá-lo, mas simplesmente ficar com ele? Porque, então, isso é a mente. Então, não existe um observador olhando para isto; não há censor para condenar; existe apenas aquele estado de vazio com o qual todos nós estamos bem familiarizados mas que todos nós evitamos, tentando preenchê-lo com atividades, com adoração, preces, conhecimento, com toda forma de ilusão e excitação. Mas quando toda excitação, ilusão, medo, fugas param, e você não está mais lhe dando um nome e, por isso, o condenando, o observador é diferente da coisa que é observada? Certamente, lhe dando um nome, condenando, a mente criou um censor, um observador, fora dela mesma. Mas quando a mente não confere um termo, um nome, condena, julga, então não existe observador, apenas o estado dessa coisa que chamamos de vazio. (Collected Works, Vol. IX, 23, Choiceless Awareness)


Então, eu devo, primeiro, compreender a futilidade da resistência ou do esforço para romper um hábito. Se isto estiver claro, o que acontece? Eu fico consciente do hábito, totalmente consciente dele. Se eu fumo, observo a mim mesmo fazendo isto. Eu fico consciente de colocar minha mão no bolso, pegar os cigarros, tirar um do maço, batê-lo na unha ou em alguma outra superfície dura, colocá-lo em minha boca, acendê-lo, apagar o fósforo, e dar baforadas. Estou consciente de cada movimento, de cada gesto, sem condenar ou justificar o hábito, sem dizer que é certo ou errado, sem pensar, “Que terrível, devo me livrar disto”, e assim por diante. Eu estou consciente sem escolha, passo a passo, conforme vou fumando. Tente isto da próxima vez, se quiser romper o hábito. E compreendendo e rompendo um hábito, mesmo superficial, você pode entrar na enorme totalidade do problema do hábito: hábito do pensamento, hábito do sentimento, hábito de imitar e o hábito de ansiar para ser alguma coisa, pois isto também é um hábito. Quando você combate um hábito, dá vida a esse hábito, e o combate se torna outro hábito, em que a maioria de nós fica presa. Nós só conhecemos a resistência, o que se tornou um hábito. Todo o nosso pensar é habitual, mas compreender um hábito é abrir a porta para a compreensão de todo o mecanismo do hábito. Você descobre onde o hábito é necessário, como no discurso, e onde o hábito é completamente corruptor. (Collected Works, Vol. XIII, 204, Choiceless Awareness)


Se eu o compreendo corretamente, a conscientização por si só é suficiente para dissolver tanto o conflito como sua fonte. Estou perfeitamente consciente, e tenho estado por longo tempo, de que sou “esnobe”. O que me impede de me livrar do esnobismo?

O interrogante não compreendeu o que quero dizer com conscientização. Se você tem um hábito, o hábito do esnobismo, por exemplo, não é bom simplesmente dominar este hábito com outro, seu oposto. É inútil combater um hábito com outro hábito. O que livra a mente do hábito é inteligência. Conscientização é o processo de despertar inteligência, não criar novos hábitos para combater os antigos. Assim, você deve se tornar consciente de seus hábitos de pensamento, mas não tente desenvolver qualidades opostas ou hábitos. Se você está totalmente consciente, se está nesse estado de observação sem escolha, então perceberá todo o processo de criar um hábito e, também, o processo oposto de dominá-lo. Este discernimento desperta inteligência, o que liquida todos os hábitos do pensamento. Nós ficamos ansiosos para nos livrar daqueles hábitos que nos causam dor ou que descobrimos serem sem valor, criando outros hábitos de pensamento e afirmações. Este processo de substituição é inteiramente não inteligente. Se você observar, descobrirá que a mente não é mais do que uma massa de hábitos de pensamento e memórias. Mas simplesmente dominando estes hábitos com outros, a mente continuará, ainda, na prisão, confusa e sofrendo. Apenas quando compreendemos profundamente o processo das reações de autoproteção, que se tornam hábitos de pensamento, limitando toda ação, existe a possibilidade de despertar inteligência, que pode dissolver o conflito de opostos. (Collected Works, Vol. III, 73, Choiceless Awareness)





J. Krishnamurti






Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: 
www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

SÓ APÓS MUITAS GERAÇÕES...

Durante a Revolução Francesa, a Comissão de Segurança Pública deu permissão para utilização de um castelo nos arredores de Paris como um curtume a fim de processar couro de pele dos corpos de pessoas executadas pela guilhotina. Na época, um grande número de cavalheiros usavam calças e botas da moda produzidas a partir da matéria-prima (pele humana) considerada flexível e de alta qualidade.

Faziam-se também coletes durante esse reinado do terror na França do século XVIII. À época, Saint-Just cresceu para se tornar um líder político e bárbaro comandante militar. Há uma história de que Saint-Just estava fazendo umas investidas em uma bela mulher, mas teria sido completamente desprezado. Em um dia de fúria, ele prendeu e matou a dama, sendo sua pele removida por um cirurgião, curtida e transformada em um colete da moda, que ele usava todos os dias.

Recentemente, cientistas da universidade de Harvard, nos Estados Unidos, confirmaram por meio de análises que o livro "Des destinées de l'ame", do escritor francês Arsène Houssaye, foi encadernado com pele humana pelo médico Ludovic Bouland. (1) O livro faz parte do acervo da biblioteca Houghton, dessa universidade. Entre três títulos testados, esse foi o único livro feito com a técnica conhecida como bibliopegia antropodérmica (encadernamento com pele humana). (2)

Caso semelhante está presente na coleção da biblioteca Athenaeum, de Boston, onde se encontra um livro intitulado Hic Liber Waltonis Cute Est Compactus, encadernado com a pele de George Walton, um famoso assaltante do século XIX que morreu de tuberculose na prisão em 1837. George pediu que, após sua morte, sua pele fosse utilizada para encapar um volume de sua autobiografia, que seria apresentada a John Fenno, ex-vítima de roubo que teria bravamente sobrevivido após ter sido baleado. O livro permaneceu  com a família de Fenno até ser doado à biblioteca.

Ante tais estranhas ocorrências, somos convidados a elucubrar sobre a linha limítrofe entre a racionalidade e a moralidade humana. Atualmente discorre-se bastante sobre o progresso social adquirido; contudo, o que se entende por progresso? Pode algumas vezes soar como um vocábulo vazio que reverbera nas barbaridades descritas acima. Entretanto, há 40 anos o homem pisou na Lua, dando início a eventos posteriores que evidenciaram o progresso da Ciência, no campo das descobertas espaciais. Porém, há que se observar o atraso moral do homem na Terra, apesar de todo o progresso científico-material realizado. Sabemos que o progresso material caminha na frente, ao passo que o crescimento moral vai sempre marchando em segundo plano.

Raciocinemos um pouco mais sobre isso. Elucida a Doutrina dos Espíritos que em delicado “dégradée” evolutivo o homem vai gradualmente vivenciando suas experiências nos diversos graus de desenvolvimento. Ante as diretrizes da Lei de Evolução, o “homem passa palmo a palmo da barbárie à civilização moral”. (3) Explicam os Espíritos que “o senso moral, mesmo quando não está desenvolvido, não está ausente, porque existe, em princípio, em todos os homens; é esse senso moral que os transforma mais tarde em seres bons e humanos. Ele existe no selvagem como o princípio do aroma no botão de rosa de uma flor que ainda não se abriu”. (5)

Estamos constantemente diante dos paradoxos existenciais. Como compreender a experiência de criaturas bestiais, quase selvagens, no seio de seres ditos civilizados? “Da mesma maneira que numa árvore carregada de bons frutos existem temporãos. Elas são selvagens que só têm da civilização a aparência, lobos extraviados em meio de cordeiros. Os Espíritos de uma ordem inferior, muito atrasados, podem encarnar-se entre homens adiantados com a esperança de também se adiantarem; mas, se a prova for muito pesada, a natureza primitiva reage”. (5)

Este é um entendimento coerente, quando compreendemos a bênção da reencarnação. Como se observa na elucidação dos Luminares do além: “A Humanidade progride. Esses homens dominados pelo instinto do mal, que se encontram deslocados entre os homens de bem, desaparecerão pouco a pouco como o mau grão é separado do bom quando joeirado. Mas renascerão com outro invólucro. Então, com mais experiência, compreenderão melhor o bem e o mal. O exemplo temos nas plantas e nos animais que o homem aprendeu como aperfeiçoar, desenvolvendo-lhes qualidades novas. Só após muitas gerações que o aperfeiçoamento se torna mais completo. Esta é a imagem das diversas existências do homem”. (6)

É dessa forma que evoluímos – lentamente, renascendo e (re)morrendo nos diversos estágios dos mundos, consoante categorização proposta pelo lente lionês, designando-os de mundos “primitivos”, de “expiação e provas” (atualmente na Terra), de “regeneração”, “ditosos e divinos” até chegarmos, após milênios, ao mundo dos venturosos, onde tão-somente impera o bem e tudo é movido por anseios sublimes e todos os sentimentos são depurados.



Jorge Hessen




Fonte: http://aluznamente.com.br
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal



Notas e referências bibliográficas:

(1) No livro há uma dedicatória manuscrita por Ludovic Bouland, afirmando que a pele de uma mulher com problemas mentais, morta por um derrame, havia sido usada na capa.

(2) Disponível em http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2014/06/04/livro-frances-tem-capa-feita-com-pele-humana-afirmam-cientistas-de-harvard.htm acesso 20/06/2014

(3) Kardec, Allan. O Evangelho seg. o Espiritismo. 129. ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2009, cap. XXV, item 2.

(4) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio [de Janeiro]: Ed. FEB, 2009, questão  754

(5) Idem questão  755

(6) Idem questão 756

ENCARNAÇÕES DIVINAS - AVATARES

As pessoas acreditam que encarnações Divinas ocorrem somente para proteção dos justos e punição dos perversos. Mas estes representam apenas um aspecto da tarefa. A concessão de paz e contentamento, de uma sensação de satisfação aos buscadores que esforçaram-se muito tempo -- esses também são Sua tarefa. O Avatar, ou forma encarnada, é apenas a concretização do anseio dos buscadores. É a doçura solidificada da devoção dos aspirantes tementes a Deus. O Sem forma assume forma por causa desses aspirantes e buscadores. Eles são a causa principal. A vaca produz leite para o sustento do bezerro. Ele é o beneficiário principal. Mas, como podemos ver, outros também se beneficiam desse leite. Igualmente, embora os devotos sejam a causa principal e sua alegria e sustento seja a finalidade principal de uma Encarnação, outros benefícios incidentais também ocorrem, tais como a promoção do Dharma, a supressão do mal e a reforma, correção ou destruição dos perversos.

Encarnações do Amor Divino! Devotem-se sinceramente a sua fé e tradições. Onde quer que estejam, não deem espaço a diferenças religiosas ou de qualquer tipo. Quando examinamos a causa raiz das diferenças ou conflitos, vocês descobrirão que a verdadeira razão são as mentes egoístas, vestindo trajes de religião ou qualquer outra causa e incitando conflitos entre as pessoas. Se desejam garantir a verdadeira paz no mundo, vocês devem assegurar a moralidade (neethi) como superior à sua comunidade (jaathi). Acalentem bons sentimentos como mais importantes que as crenças religiosas. Respeito mútuo (mamatha), equanimidade (samatha) e paciência (Kshamatha) são as qualidades básicas necessárias a cada ser humano. Apenas a pessoa com essas três qualidades pode ser considerada um verdadeiro homem. Portanto, todos vocês devem cultivar essas três qualidades sagradas assiduamente. Usando tais qualidades, abandonem todos os tipos de diferenças. Em seguida, todos desenvolverão o amor em si. Quando o amor cresce, vocês terão uma visão direta de Deus.




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

MEDITAÇÃO É ESTAR CONSCIENTE

Existem várias escolas, na Índia e pelo Oriente, onde ensinam métodos de meditação – é assustador realmente. Significa treinar a mente mecanicamente; ela, então, deixa de ser livre e não compreende o problema. Então, quando usamos a palavra “meditação” não queremos dizer uma coisa que é praticada. Nós não temos método. Meditação significa conscientização: estar consciente do que você está fazendo, o que está pensando, o que está sentindo, consciente sem nenhuma escolha, observar, aprender. Meditação é estar consciente do próprio condicionamento, como se é condicionado pela sociedade em que se vive, onde se foi criado, pela propaganda religiosa – consciente sem nenhuma escolha, sem distorção, sem querer que seja diferente. Desta conscientização vem a atenção, a capacidade de estar completamente atento. Então há liberdade para ver as coisas como elas de fato são, sem distorção. A mente fica não confusa, clara, sensível. Tal meditação gera uma qualidade de mente que é completamente silenciosa, qualidade da qual pode-se continuar falando, mas não terá nenhum significado a menos que ela exista. (Beyond Violence, 80)

Quando você olha uma árvore, ou o rosto de seu vizinho, ou o rosto de sua esposa ou marido, e se você olha com essa qualidade de mente que está completamente quieta, então você verá uma coisa totalmente nova. Tal silêncio da mente não é uma coisa que pode ser obtida por meio de alguma prática; se você pratica um método está, ainda, vivendo em um espaço muito reduzido que o pensamento criou, como o “ego”, o “eu” praticando, avançando. Esse espaço está cheio de conflito, cheio de suas próprias aquisições e fracassos, e tal mente nunca pode estar quieta, faça o que fizer. (Meditations, 97)




J. Krishnamurti





Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: 
www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

SAÚDE DA MENTE - PENSAMENTO

Será que gastamos o mesmo tempo e energia cuidando de nossas mentes quanto cuidamos dos nossos corpos? Será que constantemente alimentamos nossas mentes com a nutrição dos pensamentos positivos? Estamos atentos sobre manter a mente limpa e clara? A saúde da mente pode ser checada pela velocidade dos nossos pensamentos. Mais pensamentos significam pensamentos fracos. Poucos pensamentos significam pensamentos poderosos, de qualidade que serão traduzidos em ações.

Somos o que pensamos. Amor, pureza, paz, sabedoria - quanto mais pensamos nisso mais nos tornamos isso. Fraquezas em nós e nos outros convidam os pensamentos negativos. Elas nos destroem. Por isso é necessário aprender a manter o foco. Quando construímos uma casa, cada tijolo conta. Quando construímos um caráter, cada pensamento conta. Se quisermos ser virtuosos precisamos, primeiro, pensar sobre isso.

Um pensamento tem o potencial inerente para se manifestar no mundo através de nossas ações. Ele é a fonte de tudo que fazemos. Cada pensamento que acessamos cria um sentimento correspondente dentro de nós. Se pensamos sobre a felicidade, ficaremos felizes; se relembramos de momentos tristes, nos sentiremos tristes; se a mente está presa no passado, ficaremos cansados; se pensamos positivo, ficaremos esperançosos e, se mentalmente vivemos no presente, ficaremos fortalecidos.

Ser multitarefa é considerado um grande talento. Mas você sabe o que isso faz com sua mente? A mente fica estressada ao lidar com todos os órgãos do sentido, tentando sincronizar cada tarefa com a atividade cerebral. Paz na mente é experimentada quando há foco e concentração. Quando uma única tarefa é feita pacificamente com a coordenação da mente e do cérebro, a tarefa é concluída com mais sucesso e rapidez quando comparada a três ou quatro tarefas feitas ao mesmo tempo. (BK, Padmaprya)

Paz na mente não é ausência de pensamentos. A mente experimenta paz quando há um fluxo rítmico e gentil de pensamentos. Porém, sempre que pensamos excessivamente sobre algo, a mente fica cansada e sem paz. O que não a deixa ser pacífica são as ações sem fim e os comandos constantes que damos a ela. Durante o dia - ao invés de estar sempre correndo, teclando e consumindo informações - faça pausas para sentar, respirar e observar o seu estado interior. Isso acalma a mente e permite que ela chegue à paz interior. A mente é naturalmente pacífica. (BK, Padmaprya)




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

AÇÃO E REAÇÃO - O IMPACTO DAS AÇÕES

Você já percebeu o impacto de suas ações corretas e quanto tais ações podem influenciar muitos outros? Os outros podem não seguir suas palavras mas eles definitivamente verão você e farão o mesmo. Os grandes professores são: sua face, suas palavras e sua atividade. Quando suas ações têm tal clareza e verdade, o coração dos outros é tocado. E através de você eles sentem proximidade de Deus. (Dadi Janki, Brahma Kumaris)

Não podemos determinar exatamente o que irá acontecer amanhã ou depois, mas podemos colocar em movimento uma energia positiva com a esperança de que ela voltará para nós. Quando alguém joga uma pedra no meio de um lago, as ondas formadas irradiam até a borda e depois voltam em contracorrente até o centro. Da mesma forma, a benção que emitimos para o mundo voltará para nós. Projetamos nossa virtude ao desconhecido, como uma oração que alça voo em direção ao divino e traz a recompensa, em algum momento, para aquele que rezou. (BK Meera, Self-discovery, The World Renewal, November, 2003, Brahma Kumaris)

O universo é regido pela lei das causas e das consequências. Cada ato, cada acontecimento, é ele próprio consequência de uma causa. Causas e consequências estão, pois, indissociavelmente ligadas, mas a duração de uma vida é demasiado limitada para podermos observar este vasto jogo dos encadeamentos. Do mesmo modo que constatamos hoje fatos que são consequências de causas muito anteriores à nossa existência atual e que nós não conhecemos, podemos prever as consequências que serão desencadeadas mais tarde por certos factos que estão a acontecer. Atualmente, nós encontramo-nos, pois, em situações nas quais umas são causas e outras são consequências e é por isso que há tantos acontecimentos cujo sentido nos escapa.

Quanto à reencarnação, na realidade ela é só um aspeto particular desta lei das causas e das consequências. Como a vida dos seres não termina no momento em que eles deixam a Terra, não só as consequências dos seus atos os seguem no além, como, no momento quando eles voltam a encarnar, elas permanecem vivas e atuantes. Não se pode decretar, pois, que determinada pessoa não merece as boas condições de que beneficia nesta existência e uma outra as injustiças de que é vítima, pois não se sabe nada das suas encarnações anteriores. Enquanto não se admitir a reencarnação, não se admitirá nada da justiça divina. (Omraam Mikhaël Aïvanhov)





Fonte: www.prosveta.com
www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Monte Kailash
Fotografías de Rosa Sorrosal
http://www.good-will.ch/postcards_es.html

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

IR ALÉM DE NÓS MESMOS


Podemos ir além de nós mesmos, podemos começar a sentir o sabor da doçura do potencial de nossa alma.

Muita gente acredita que ser espiritualizado significa mudar para uma montanha distante e meditar o dia inteiro.

É exatamente o oposto. 

Na verdade, espiritualidade é envolver-se com remover a dor das pessoas no mundo físico.

Quanto mais trabalharmos com outras pessoas e para outras pessoas, ao invés de nos separarmos delas, mais alto nos elevamos espiritualmente.




Karen Berg




Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

VIBRAÇÃO - RIQUEZA INTERIOR - POSITIVIDADE - INTUIÇÃO

Espalhe boas vibrações ao mundo através dos pensamentos. Assim como há grande variedade de fragrâncias, como de rosas e sândalos, espalhe fragrâncias de felicidade, paz, amor e bem-aventurança. Seja fonte de uma variedade de pensamentos elevados que espalha essas vibrações para todos. Borrife essas qualidades da mesma forma que perfume é borrifado. Preencha o mundo com fragrância.

Pureza na mente e positividade são qualidades que constituem a saúde interior de uma pessoa. Elas enriquecem a vida e quanto mais são usadas mais elas se desenvolvem. É uma riqueza que não pode ser roubada ou taxada. Não se perde ou diminui com a idade a menos que a pessoa a negligencie. Aquele que possui essas virtudes não apenas aprecia uma vida feliz e espalha alegria aos que estão ao redor, mas também vive em harmonia com a natureza.

Positividade nos capacita a aprender a apreciar os outros, assimilar virtudes, superar problemas e permanecer feliz em todas as situações. Tudo isso enriquece a vida  e traz um sentimento gratificante de progresso e preenchimento. Uma atitude positiva também se traduz em mais produtividade, melhores relacionamentos, que traz sucesso no trabalho.

Quando agimos contra a verdade, a voz da consciência nos alerta sobre a nossa falta. Podemos ignorar essa voz, usando a razão como aliada do ego para justificar nossas ações. No entanto a intuitiva reprovação da consciência continuará a fazer seus protestos. Temos a chance de (1) abolir esse conselho ou (2) alterar nosso curso e reparar o erro. Somente quando escolhemos a segunda opção nossa paz espiritual é restaurada.




Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

PARE DE SEGURAR O SOFRIMENTO

Você está sempre perguntando como conseguir livrar-se do sofrimento. Perguntando assim, parece que o sofrimento o está segurando e você quer livrar-se dele. Se o sofrimento estivesse lhe segurando, então não seria possível você se livrar dele, porque a posse não estaria em suas mãos, mas nas mãos do sofrimento. Você seria impotente. E se depois de tantas vidas você ainda não conseguiu tornar-se livre, então como conseguir tornar-se livre agora?

Eu digo a você que o sofrimento não o está segurando; você é que está segurando o sofrimento. E se você puder fazer uns experimentos, aceitando o que eu estou dizendo, você irá compreender por si mesmo. E não apenas você compreenderá isso, mas você irá experienciar uma entrega; você saberá como o sofrimento pode ser abandonado. E quando tornar-se bom na arte de abandonar o sofrimento, você irá perceber o que estava arrastando consigo. E ninguém, a não ser você, era responsável por isso. Por qualquer coisa que você tenha experienciado como sofrimento, nenhuma outra pessoa pode ser responsabilizada. Esse era o seu desejo: você queria sofrer. Tudo o que nós desejarmos será permitido. E tudo o que você é, é o fruto dos seus desejos. Nem Deus é responsável, nem a sorte; ninguém tem motivo algum para lhe causar problemas.

A verdade é que a existência está sempre querendo fazer você ficar alegre. Toda essa existência quer que a sua vida se torne um festival... porque quando você está infeliz, você também sai atirando infelicidade por toda a sua volta. Quando você está infeliz, o mau cheiro de suas feridas alcança toda a existência. E quando você está infeliz, a existência também sente dor. Todo esse mundo sente dor quando você está infeliz e sente alegria quando você está alegre. A existência não deseja que você deva ser infeliz. Isso seria suicídio para a própria existência. Mas você está infeliz e para se tornar infeliz você teve que fazer toda sorte de arranjos. E enquanto isso não for destruído, você não será capaz de abrir os seus olhos para a felicidade.




Osho





Fonte do Texto e da Gravura:
https://www.facebook.com/pages/Osho-Na-Minha-Vida/382371778510080?fref=nf




INFINITAS POSSIBILIDADES

Atividades, encontros – a vida é tão rica em possibilidades!

Mas, antes de vos comprometerdes, questionai-vos sempre sobre se as possibilidades que se vos apresentam contribuirão para o vosso aperfeiçoamento, para o desenvolvimento da vossa vida interior. Há sempre, para isso, sinais de aviso. Se sentis uma obscuridade nos vossos pensamentos, uma perturbação nos vossos sentimentos e indecisão na vossa vontade, não deveis assumir compromissos, pois esses indicadores são um critério absoluto.

Muitos reconhecem isso depois de terem passado por decepções e provações: eles bem tinham sentido qualquer coisa que procurava retê-los, mas, como a necessidade de satisfazer os seus desejos foi mais forte, não tiveram isso em conta e depois, evidentemente, vieram as decepções, os lamentos. 

Há sempre avisos, ninguém pode dizer que não os recebeu; mas as pessoas não os tomam em consideração, porque se sentem muito tentadas, muito atraídas, e no dia em que ficam apanhadas na armadilha é demasiado tarde: quantos esforços são depois necessários para recuperar a paz e recompor a situação!

Aprendei a escutar a voz interior que procura poupar-vos a sentimentos inúteis.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A CONQUISTA DO CÉU

Segundo muitas religiões, é na “parte superior” do Universo que está a morada dos bem-aventurados e nas entranhas da Terra que está a habitação dos condenados: o inferno. Os Mestres Rosacruzes iluminam, no entanto, que este é um ensino falso.

Se o destino do homem se limitasse a esta vida tão curta, que mesmo em sua maior duração não nos permitiria atingir os limites das nossas aspirações, que adiantaria ao homem essa sede infinita de conhecimento, de saber, de necessidades, de sonhos, tendências inexplicáveis para um estado melhor? A persistência que temos em prosseguir, apesar das decepções, para um Ideal que não é deste mundo, é uma indicação firme de que a morte não define, de uma vez por todas, o destino do nosso espírito.

DEUS não poderia dar ao homem esperanças irrealizáveis. As necessidades infinitas da alma reclamam forçosamente uma vida interminável. Se para nós tudo começasse com a vida atual, como explicar tanta diversidade nas inteligências, tantos estágios na virtude e no vício, tantas variedades nas situações humanas? Que ideia faríamos de um DEUS que estabelecendo apenas uma vida corporal nos houvesse dotado tão desigualmente? Todas essas obscuridades dissipam-se perante a “doutrina das existências múltiplas”. Os seres, que se distinguem pelo seu poder intelectual ou por suas virtudes, atualmente têm vivido mais, têm trabalhado mais, têm adquirindo experiências e aptidões maiores.

Somos membros de uma mesma família, semelhantes pela carne e pelo sangue, educados em vários princípios, diferentes em bastantes pontos. Porém, essas desigualdades, resultantes dos efeitos do passado, podem ser resgatadas e niveladas nas vidas futuras.

O progresso e a elevação dos nossos espíritos dependem unicamente do nosso trabalho, da energia por nós desenvolvida nos combates da vida. Enquanto alguns lutam com coragem e rapidamente alcançam os graus que os aproximam de uma vida superior, outros se imobilizam durante séculos em existências ociosas e estéreis, e perdem tempo.

Através da sucessão dos tempos, as nossas existências se desenrolam, passam e se renovam e, em cada uma delas, desaparece um pouco do mal que está em cada um de nós. Cada conquista que fazemos sobre as nossas paixões, sobre os nossos instintos egoístas, nos permite uma alegria pura, uma satisfação interna. Quanto maior for o trabalho executado, maior será a recompensa. O céu não está longe, mas em nosso interior.





Fonte do texto e da gravura: Fraternidade Rosa-cruz do Brasil
Gravura: Rosacrucianismo e Alquimia XVII 
– Herbrandt Jamsthaler, Frankfurt, 1625
http://rosacruzdobrasil.org.br/a-conquista-do-ceu/

LIQUIDE COM O PASSADO (A RAIVA COMO FRUTO DE VELHOS PADRÕES)

Os hábitos obrigam você a fazer certas coisas; você é uma vítima. Os hindus dão a isso o nome de karma. Cada ato que você repete, ou cada pensamento — porque os pensamentos também são ações mentais sutis — fica cada vez mais forte. E então você fica sob o domínio dele. Fica preso ao hábito. Você passa a viver a vida de um prisioneiro, de um escravo. E esse aprisionamento é muito sutil; a prisão é feita de hábitos, de condicionamentos e de ações que você praticou. Tudo isso está em torno do seu corpo e você fica todo emaranhado, mas continua se fazendo de tolo, achando que é você quem está decidindo.

Quando fica zangado, você acha que é você quem decide ficar. Você racionaliza e diz que a situação exigiu esse comportamento: “Eu tive de ficar zangado, senão a criança ficaria malcriada. Se eu não ficasse zangado, as coisas dariam errado, o escritório ficaria um caos. Os empregados não ouviriam; tive de ficar zangado para pôr as coisas em ordem. Para colocar minha mulher em seu devido lugar, tive de ficar zangado.” Essas são as racionalizações — é assim que seu ego continua a pensar que você ainda está no comando. Mas você não está.

A raiva é fruto de velhos padrões, do passado. E, quando ela irrompe, você tenta achar uma desculpa para ela. Os psicólogos têm feito experiências e chegaram às mesmas conclusões que a psicologia esotérica oriental: o ser humano é uma vítima, não é senhor de si mesmo.

Os psicólogos deixaram as pessoas em isolamento, com todo conforto possível. Tudo o que lhes fosse necessário era proporcionado, mas elas não tinham contato nenhum com outros seres humanos. Viveram em isolamento numa cela com ar-condicionado — sem ter de trabalhar, sem ter nenhum problema, mas continuaram com os mesmos hábitos. Numa manhã, sem nenhuma razão — porque elas tinham todo conforto, não havia com que se preocuparem, nenhuma desculpa para ficarem zangadas —, um homem descobriu de repente que começava a sentir raiva.

Ela está dentro de você. As vezes, surge uma tristeza sem nenhuma razão aparente. E, às vezes, aflora um sentimento de felicidade, euforia ou êxtase. Um homem destituído de todos os relacionamentos sociais, isolado num ambiente com todo conforto, em que todas as suas necessidades são satisfeitas, passa por todos os estados de ânimo pelos quais você passa num relacionamento. Isso significa que alguma coisa vem de dentro e você a associa a outra pessoa. Isso é só uma racionalização.

Você se sente bem, você se sente mal e esses sentimentos borbulham da sua própria inconsciência, do seu próprio passado. Ninguém é responsável, exceto você. Ninguém pode deixar você zangado ou feliz. Você fica feliz por sua própria conta, fica zangado por sua própria conta e fica triste por sua própria conta. A menos que perceba isso, você continuará para sempre um escravo.

O domínio do seu próprio eu você conquista quando percebe: “Sou absolutamente responsável por tudo o que me acontece. Seja o que for que acontecer, incondicionalmente — sou inteiramente responsável.”

A princípio, isso o deixará extremamente triste e deprimido, porque, quando pode jogar a culpa nos outros, você fica tranquilo e certo de que não é você quem está errando. O que você pode fazer se a sua mulher está se comportando dessa forma tão desagradável? Você tem de ficar com raiva. Mas, veja bem, a sua mulher está se comportando dessa forma por causa dos seus próprios mecanismos interiores. Ela não está sendo desagradável com você. Se você não estivesse ali, ela seria desagradável com o filho. Se o filho não estivesse ali, ela seria desagradável com a pia cheia de louça; ela jogaria toda a louça no chão. Quebraria o rádio. Ela teria de fazer alguma coisa; esse sentimento afloraria nela.

Foi pura coincidência o fato de você estar ali, lendo seu jornal, e ela ter sido desagradável com você. Foi pura coincidência o fato de você estar ali, à disposição, no momento errado.

Você está com raiva não porque sua mulher foi desagradável — ela pode ter criado toda a situação, mas isso é tudo. Ela pode ter lhe dado a oportunidade de ficar com raiva, uma desculpa para ficar com raiva, mas a raiva estava borbulhando. Se a sua mulher não estivesse ali, você teria ficado com raiva do mesmo jeito — com outra coisa, com alguma ideia, mas a raiva tinha de aflorar. Ela era algo que vinha do seu próprio inconsciente.

Todo mundo é responsável, totalmente responsável, pelo seu próprio ser e pelo próprio comportamento. No começo, essa constatação fará com que você fique muito deprimido, pois você sempre achou que quisesse ser feliz — então, como você pode ser responsável pela sua infelicidade? Você sempre almejou um estado de bem-aventurança, então como pode decidir ficar com raiva? É por causa disso que você joga a responsabilidade nas costas dos outros.

Se continuar a jogar a responsabilidade nas costas dos outros, lembre-se de que você vai continuar sendo sempre um escravo, pois ninguém pode mudar ninguém. Como é possível mudar outra pessoa? Será que, algum dia, alguém já conseguiu mudar outra pessoa? Um dos desejos mais insatisfeitos deste mundo é mudar o outro. Ninguém conseguiu fazer isso até hoje, é impossível mudar o outro, pois ele é dono da própria vida — você não pode mudá-lo.

Você continua a jogar a responsabilidade nas costas do outro, mas não pode mudá-lo. E como você continua a jogar a responsabilidade nele, você nunca verá que a responsabilidade básica é sua. A mudança básica precisa acontecer dentro de você.

Você cai numa armadilha: se começa a achar que você é responsável por todas as suas atitudes, por todos os seus estados de ânimo, a princípio, você é tomado por um sentimento de depressão. Mas, se conseguir vencer essa depressão, logo você sentirá luz, pois estará livre das outras pessoas. Agora poderá trabalhar em si mesmo. Poderá ser livre, poderá ser feliz. Mesmo que o mundo inteiro esteja infeliz e cativo, isso não vai fazer a mínima diferença. A primeira libertação é parar de pôr a culpa nos outros, a primeira libertação é saber que você é o responsável. Depois disso, muitas coisas passam a ser imediatamente possíveis.

Se continuar a jogar a responsabilidade nos ombros dos outros, não se esqueça de que será para sempre um escravo, pois ninguém pode mudar ninguém. Como é possível mudar outra pessoa? Alguém já conseguiu isso antes?

Independentemente do que esteja acontecendo com você — se estiver triste, simplesmente feche os olhos e observe sua tristeza. Procure saber aonde ela leva, mergulhe fundo dentro dela. Logo você encontrará a causa. Pode ser que você tenha de percorrer um longo percurso, pois toda a sua vida está envolvida nisso; e não só esta vida, mas muitas outras que você já viveu. Você encontrará muitas feridas em si mesmo, que machucam, e por causa dessas feridas você está triste — elas estão tristes; essas feridas não cicatrizaram ainda; ainda estão abertas.

O método de retroceder até a fonte, ir do efeito até a causa, curará essas feridas. Como curá-las? Por que curá-las? Qual é o fenômeno implicado nisso?

Sempre que faz uma retrospectiva, a primeira coisa que você deixa de lado é a mania de pôr a culpa nos outros, pois se faz isso você acaba se voltando para as circunstâncias externas. Nesse caso, todo o processo está errado: você tenta encontrar a causa em outra pessoa: “Por que minha mulher foi tão desagradável?” Aí a vontade de saber “por que” faz com que você continue a investigar o comportamento da sua mulher. Você errou o primeiro passo e todo o processo fracassará.

“Por que estou infeliz? Por que estou com raiva?” — feche os olhos e deixe que isso seja uma meditação profunda. Deite-se no chão, feche os olhos, relaxe o corpo e sinta a razão por que está com raiva. Simplesmente esqueça sua mulher; isso é só uma desculpa — A, B, C, D, seja o que for, esqueça a desculpa. Basta que mergulhe profundamente dentro de si, mergulhe na raiva.

Use a própria raiva como um rio; você flui dentro dessa raiva e ela o leva para dentro de si mesmo. Você descobrirá feridas sutis em seu interior. A sua mulher pareceu desagradável porque ela tocou numa ferida sutil que você tem, algo que ainda dói. Você nunca se achou atraente, nunca achou seu rosto bonito e existe uma ferida aí dentro. Quando sua mulher foi desagradável, ela fez com que você ficasse consciente do seu rosto. Ela diz; — Vá e se olhe no espelho! — isso dói. Você tem sido infiel à sua mulher e, quando quer ser desagradável, ela toca novamente nesse assunto: — Por que você estava rindo com essa mulher? Por que parecia tão feliz sentado ao lado dela? — ela toca uma ferida. Você tem sido infiel, sente-se culpado; a ferida está aberta.

Feche os olhos, sinta a raiva e deixe que ela aflore totalmente de modo que você possa ver como ela é. Então deixe que essa energia o ajude a voltar ao passado, pois a raiva vem do passado. Não pode vir do futuro, é claro. O futuro ainda não passou a existir. Ela também não vem do presente. É nisso que se baseia toda a teoria do karma, ela não pode vir do futuro porque o futuro ainda não existe; não pode vir do presente porque você nem sabe o que ele é. Só as pessoas que despertaram sabem o que é o presente.

Você vive exclusivamente no passado, portanto, essa raiva só pode ter vindo de algum lugar do seu passado. A ferida tem de estar em algum lugar da sua memória. Volte. Pode não haver apenas uma ferida, pode haver várias — pequenas, grandes. Mergulhe fundo e encontre a primeira ferida, a fonte original de toda a raiva. Você conseguirá encontrá-la se tentar, pois ela já está ali. Está ali; todo o seu passado está ali.

É como um filme, rodando e aguardando interiormente. Você faz com que ele rode, começa a assisti-lo. Esse é o processo de retroceder até a causa original. E essa é a beleza de todo o processo. Se você conseguir retroceder conscientemente, se conseguir sentir conscientemente uma ferida, ela imediatamente cicatrizará.

Por que ela cicatriza? Porque a ferida é criada pela inconsciência, pela falta de percepção consciente. A ferida faz parte da ignorância, do sono. Quando você volta ao passado com consciência e olha essa ferida, a consciência se torna uma força de cura. No passado, quando a ferida se abriu, isso aconteceu na inconsciência. Você ficou com raiva, foi possuído pela raiva, e fez alguma coisa. Matou um homem e teve de esconder esse fato do mundo. Você pode escondê-lo da polícia, pode escondê-lo dos tribunais e da justiça, mas como pode escondê-lo de si mesmo? — você sabe, isso dói. E, sempre que alguém lhe der a oportunidade de ficar com raiva, você vai ficar com medo, porque pode acontecer novamente, você pode matar sua mulher. Volte ao passado, pois nesse momento em que você assassinou um homem ou se comportou como um louco homicida, você estava inconsciente. Na inconsciência, essas feridas têm sido conservadas. Agora faça conscientemente uma retrospectiva.

Fazer uma retrospectiva significa voltar conscientemente às coisas que você fez na inconsciência. Volte — só a luz da consciência cura; ela é uma força de cura. Tudo o que você puder fazer conscientemente será terapêutico e não machucará mais.

O homem que volta ao passado se liberta dele. Como o passado deixa de interferir, ele passa a não ter mais poder sobre ele e chega a um ponto final. O passado não tem nenhum espaço no seu ser. E, quando o passado não tem nenhum espaço no seu ser, você fica disponível para o presente; nunca antes disso.

Você precisa de espaço — o passado está tão entranhado dentro de você — é um armário cheio de coisas mortas — que não há espaço para o presente entrar. Esse armário continua sonhando com o futuro, portanto, metade dele está cheia do que não existe mais e a outra metade está cheia com o que não existe ainda. E o presente? — está simplesmente esperando do lado de fora. É por isso que o presente nada mais é do que uma passagem, uma passagem do passado para o futuro, só uma passagem momentânea.

Liquide com o passado — a menos que liquide com ele, você vai viver uma vida-fantasma. Sua vida não é verdadeira, não é existencial. O passado vive por seu intermédio, os mortos continuam assombrando você. Volte ao passado — sempre que tiver uma oportunidade, sempre que alguma coisa acontecer dentro de você. Felicidade, infelicidade, tristeza, raiva, ciúme — feche os olhos e faça uma retrospectiva.

Logo você vai aprender a viajar ao passado. Logo vai conseguir voltar no tempo e, então, muitas feridas irão se abrir. Quando essas feridas se abrirem dentro de você, não comece a fazer nada. Não é preciso fazer nada. Simplesmente observe, olhe, vigie. A ferida está ali — você simplesmente observa, concentra sua energia de atenção na ferida, olha para ela.

Olhe para ela sem fazer nenhum julgamento — pois, se julgar, se disser: “Isso é ruim, não deveria estar aqui”, a ferida se fechará novamente. Então ela terá de se esconder. Sempre que você condena, a mente tenta esconder as coisas. É assim que o consciente e o inconsciente são criados. Do contrário, a mente seria uma coisa só; não seria preciso nenhuma divisão. Mas você condena — então a mente tem de dividir e colocar as coisas no escuro, no porão, para que você não possa vê-las e não seja preciso condená-las.

Não condene, não avalie. Seja simplesmente uma testemunha, um observador imparcial. Não negue. Não diga: “Isso não é bom”, pois isso é uma negação e você começou a reprimir.

Seja imparcial. Só observe e olhe. Olhe com compaixão e a cura se efetuará.

Não me pergunte por que isso acontece, pois é um fenômeno natural — assim como a água evapora quando chega aos cem graus. Você nunca pergunta: “Por que a água não evapora quando chega aos noventa graus?” Ninguém pode responder a essa pergunta. Simplesmente acontece de a água só evaporar aos cem graus. Não há dúvida disso, e a dúvida é irrelevante. Se ela evaporasse aos noventa graus, você questionaria. Se evaporasse aos oitenta, você ia querer saber por quê. É simplesmente natural que a água evapore aos cem graus.

O mesmo vale para a natureza interior. Quando uma consciência imparcial, compassiva, toca uma ferida, essa ferida some — evapora. Não existe explicação para isso. É simplesmente natural, é como as coisas são, é o que acontece. Quando digo isso, falo por experiência própria. Tente e você constatará o mesmo. É fato.




Osho





Fonte: "Consciência: A Chave Para Viver em Equilíbrio"
http://www.palavrasdeosho.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

VIVER COMO EXEMPLO DE AMOR E CARIDADE

Dois mil anos atrás, quando orgulho estreito e ignorância espessa contaminaram a humanidade, Jesus veio como a encarnação do Amor e da Compaixão e viveu entre as pessoas, pregando os mais altos ideais de vida.

Você deve prestar atenção às lições por Ele elaboradas nas várias fases de Sua vida. Sua primeira declaração foi: "Eu sou o mensageiro de Deus". Sim, cada indivíduo tem de aceitar esse papel e viver como exemplos de amor divino e da caridade. Jesus conhecia todas as intenções de Deus. Assim, mesmo quando Ele estava na cruz, embora Ele estivesse em agonia, Ele não tinha qualquer aversão por ninguém e, de fato, exortou os que estavam com ele a tratar todos como instrumentos de Sua vontade. "Todos somos um; seja igual a todos" - Pratique essa atitude em sua vida diária.

A lua pode ser vista apenas pela luz do luar. Igualmente, Deus, que é amor, pode ser visto e percebido somente pelo amor. O Amor é Deus, viva em Amor. Essa é a Mensagem que lhe desejo hoje.




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal