terça-feira, 2 de outubro de 2012

SEMEADURA

"Mas, tendo sido semeado, cresce." - Jesus. (MARCOS, capítulo 4, versículo 32.)

É razoável que todos os homens procurem compreender a substância dos atos que praticam nas atividades diárias. Ainda que estejam obedecendo a certos regulamentos do mundo, que os compelem a determinadas atitudes, é imprescindível examinar a qualidade de sua contribuição pessoal no mecanismo das circunstâncias, porquanto é da lei de Deus que toda semeadura se desenvolva.

O bem semeia a vida, o mal semeia a morte. O primeiro é o movimento evolutivo na escala ascensional para a Divindade, o segundo é a estagnação.

Muitos Espíritos, de corpo em corpo, permanecem na Terra com as mesmas recapitulações durante milênios. A semeadura prejudicial condicionou-os à chamada "morte no pecado".

Atravessam os dias, resgatando débitos escabrosos e caindo de novo pela renovação da sementeira indesejável. A existência deles constitui largo círculo vicioso, porque o mal os enraiza ao solo ardente e árido das paixões ingratas.

Somente o bem pode conferir o galardão da liberdade suprema, representando a chave única suscetível de abrir as portas sagradas do Infinito à alma ansiosa.

Haja, pois, suficiente cuidado em nós, cada dia, porquanto o bem ou o mal, tendo sido semeados, crescerão junto de nós, de conformidade com as leis que regem a vida.



Francisco Cândido Xavier / Emmanuel





Fonte: do livro "Caminho, Verdade e Vida"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

CRISTIANISMO ESOTÉRICO

Uma das maneiras de se compreender o Cristianismo Esotérico baseia-se na percepção que a humanidade vem tendo do Cristo ao longo dos séculos. Há três formas do Cristo ser percebido pelo homem:

- O Cristo Histórico — que segue o fio da história dos acontecimentos físicos da vida do Mestre;

- O Cristo Mítico — que segue o fio legendário;

- O Cristo Místico — que segue o caminho mais interno.

As três formas contribuem para a compreensão da figura grandiosa do Salvador, mas a terceira, isto é, o Cristo Místico é a mais ligada ao Cristianismo Esotérico e diz muito sobre a evolução de cada um de nós.

O CRISTO HISTÓRICO

É a vida de Jesus na Terra, a sua vida na carne.

É o Jesus Curador e Instrutor que nasceu de uma família pobre; foi instruído nas escrituras hebraicas; revelou extraordinária inteligência ante os doutores da Lei, em Jerusalém; pelo seu fervor religioso foi enviado para ser educado na comunidade essênia; teve contato com sábios da Pérsia e das Índias; esteve no Egito onde leu, na Biblioteca de Alexandria, obras da Escola Transhimalaia.

Viveu durante 29 anos uma existência mortal, crescendo em graça, pureza e fervor religioso excepcionais, tornando-se um discípulo digno de servir de templo a uma Presença Grandiosa que daria um novo impulso evolutivo à humanidade; foi o Instrutor Supremo, cheio de graça e verdade (Cartas de João I, 14), o Verbo feito carne e uma fonte de vida.

A partir do Batismo, quando sobre ele desceu o raio do espírito sob a forma de uma pomba branca, inicia sua vida messiânica, ensinando as multidões por parábolas, e, pela força do espírito puro curava pela palavra e pelo contato magnético de seu corpo cheio de energia divina.

O Cristo histórico é, portanto, um Ser glorioso pertencente à Hierarquia Espiritual que dirige a evolução da humanidade. Foi morto por blasfêmia, por ter ensinado que a divindade habitava nele como em todos os seres humanos.

O CRISTO MÍTICO

Em torno da gloriosa figura de Jesus estão os mitos que o ligam a seus predecessores; estes mitos ensinam, em forma alegórica, a trajetória de seres semelhantes a Jesus, pois simbolizam a ação do Logos no Universo e a evolução superior da alma humana.

Alice Bailey define mito como uma crença sintetizada e um conhecimento do passado, transmitido com o fim de guiar-nos e estabelecer os fundamentos de uma revelação mais nova, formando os degraus que conduzem à verdade seguinte. Os mitos nos trazem, portanto, a continuidade da revelação.

Neste sentido, o cristianismo tem inúmeros pontos de contato com religiões mais antigas e as festividades comemorativas de acontecimentos da vida de Jesus recordam outros instrutores.

O mito pode ser visto como uma alegoria que traduz verdades internas. O Cristo Mítico é o Cristo dos mitos ou lendas solares que deram ao mundo verdades profundas demonstrando que “O que está em cima é como o que está embaixo”.

O Mito Solar é uma narração onde aparece, em primeiro lugar, a atividade do Logos ou Verbo no Cosmos e, a seguir, os fatos da vida de um Ser que é a encarnação do Logos. O Ensinamento nos diz que no princípio era o Verbo, a palavra criadora, e que nosso Sistema Solar foi edificado, segundo princípios admiráveis, e certos seres personificam esses princípios, ensinando-nos pelas suas ações as Leis do universo e do homem.

O herói do mito é geralmente um Deus ou semideus que tem sua carreira guiada pelo curso do Sol que é a representação do Logos. O herói nasce no solstício do inverno, à meia-noite do dia 24 de dezembro — a noite mais longa do ano, quando o signo de Virgem se eleva no firmamento — e morre no equinócio da primavera — quando os dias são mais longos e as noites mais curtas.

Estas datas são um símbolo — o Salvador vem na maior noite do ano quando a humanidade está envolta nas trevas, nas crises e dificuldades como naquela época estava o povo hebreu e atualmente a humanidade o que nos leva a invocar o Cristo na certeza que Ele virá. O Salvador sempre traz a luz nas épocas de treva “Sempre que houver um debilitamento da lei, Eu volto a nascer, idade após idade”.

O Salvador faz a sua passagem para o Mundo Divino no equinócio da primavera, estando o signo de Áries, o Cordeiro, ligado à crucificação. O Mestre Jesus foi crucificado na ocasião da Quaresma que é seguida da Páscoa quando os dias são mais longos, estando a Terra mais iluminada não só fisicamente, mas também espiritualmente graças ao jorro de luz enviado pelo Cristo na ascensão.

Os livros esotéricos dão uma infinidade de coincidências de acontecimentos da vida de Jesus e de outros seres iluminados, como por exemplo: O nascimento de Jesus apresenta fatos análogos ao de Mitras e de Horus; a Isis egípcia tem semelhança com Maria, de Belém, sendo ambas conhecidas como Nossa Senhora Imaculada, a Mãe de Deus e, em certos desenhos antigos, a Virgem do Zodíaco era representada por uma mulher amamentando uma criança, tipo característico de todas as Madonas.

Os mitos solares se repetem através das idades com nomes diferentes, mas sempre simbolizando o ser divino. No caso da vida de Jesus, as narrações se referem em termos profundos, ao Cristo Universal — o homem simbolizando o Ser Divino (a cruz dentro do círculo). Jesus era o Filho do Homem e o Cristo do Mito Solar era o Filho de Deus, o Cristo dos Mistérios e, no Cristo mítico encontra-se o segredo do Cristo místico.

O CRISTO MÍSTICO

Este é o sentido mais profundo da história do Cristo e diz respeito a como o homem realiza em si mesmo o mistério do Cristo Mítico. O Logos (o organizador) desce ao seio da matéria e por isso o seu símbolo é o Deus-Sol. O Sol físico é o seu corpo e Deus é muitas vezes chamado o que habita o Sol. As filosofias e religiões derivam-se do culto ao Sol e das idéias deste culto sobre a vida, o amor e a existência. Todas se organizam no culto à força sustentadora do universo, entretanto, além de cultuá–La, cabe ao homem desenvolver esta força dentro de si mesmo para que a conheça e possa fazer uso dela.

Assim como no universo ou macrocosmo, o Cristo dos Mistérios representa o Logos, ou a 2ª pessoa da Trindade, no homem, Ele representa o segundo aspecto do Espírito Divino, chamado o “Cristo”, o ungido, o consagrado, o Salvador.

O Cristo Místico é, portanto duplo: o Logos que desce à matéria e lhe dá forma pela Palavra ou Verbo: “No princípio era o Verbo... Todas as coisas foram feitas por Ele e nada foi feito sem Ele”. Temos também o Amor ou o 2º aspecto do Espírito Divino evoluindo no homem. O primeiro representa os processos cósmicos, o outro o processo que se passa no indivíduo, sendo a última fase de sua evolução e, ao ultrapassá-la, o ser humano torna-se um Mestre de Sabedoria.

Este ato é a Cristificação ou Cristianização que os dicionários dizem ser o efeito de cristianizar ou cristianizar-se — prefiro este último, o verbo com a partícula reflexiva “se” indicativa de algo que não pode ser imposto. Cada qual realiza a própria Cristificação desenvolvendo sua vontade e trabalhando em espírito. Gradualmente o homem aprende a conhecer a mente e sabe que esta gera poder e tem força criadora. Aprende que ele é o mecânico que tem o dínamo (a mente) a seu cargo. Concentra sua mente na construção do templo da alma e a edifica dia após dia, pensamento após pensamento. Este templo é criado com os pensamentos puros, e os pensamentos são criadores do caráter e modificam nossa conduta pessoal.

Com a prática de pensar e viver corretamente, o estudante vai se ajustando ao ponto de vista espiritual. A prática aumenta o conhecimento de como obter o fluxo de vida, luz e poder que lhe vem do Alto, ganhando poder espiritual; usa esse saber na vida do dia-a-dia e aprende que é um ser divino como os demais companheiros de jornada e, portanto, portador dos poderes do Pai. Morya diz “A recepção de um pensamento vindo do Infinito é uma afirmação do homem como um Ser espiritualizado, um mensageiro, um guardião da luz. Eu afirmo que o pensamento flui do Infinito de forma compreensível”.

Nossas práticas de meditação dizem que devemos manter a mente aberta às impressões vindas do Mundo Superior e, uma vez recebidas devemos deixá-las impressionar a substância mental inferior e formular pensamentos-forma práticos que serão usados no mundo e na nossa vida. Isso é uma forma de Serviço advinda do Cristianismo Esotérico. Em Morya lemos “O pensamento circulando no amplificador do Infinito, purifica-se e assim exaltado retorna aos mundos manifestados e pode ser observado pela sensibilidade humana: às vezes como uma teia de aranha sobre a face, às vezes sente-se um toque ou um chamado inaudível a outros. São inúmeras as formas de percepção. O homem deve habituar-se aos novos níveis de consciência e de percepção que o conduzem a mais vastos campos de serviço”.

O apóstolo João começa seu evangelho falando sobre o Verbo (ou a Palavra) e o Dr. Clymer em seu livro Cristificação diz que “o Verbo é um fogo do céu. Vem do Pai. É Vida. É luz que ilumina a todo homem que vem ao mundo-carne-corpo. Se não aceita essa luz ele fracassa no mundo espiritual e no físico. O verdadeiro êxito depende sempre destes dois planos e a verdadeira religião pertence aos dois planos, cabendo ao homem realizar a Vontade de Deus aqui na Terra”.

Alice Bailey afirma que o homem, o ser auto-consciente, difere dos demais reinos da natureza por poder avançar na onda da vida de Deus em plena consciência. Lança uma ponte entre o reino em que se encontra e o novo horizonte, pela construção do anthakarana. Os seres humanos são cidadãos de ambos os reinos — o humano e o espiritual — e o Cristo demonstrou essa dupla cidadania pois era o Filho do Homem e o Filho de Deus. Que benefícios tem um homem com dupla cidadania: por exemplo, brasileira e portuguesa? Ele goza de todos os direitos de transitar e viver nos dois países, sem restrição alguma. O mesmo ocorre quando aprendemos a gozar nossa cidadania divina: Agimos com a mesma desenvoltura no mundo material e no espiritual.

Agora é um tempo de crise em que todos os seres humanos são necessários. Cabe ao estudante dar um impulso mental na direção da clareza de pensamento que o transformará de aspirante bem intencionado em discípulo de clara visão, animado por um espírito de amor e boa vontade para com todos os homens, sem restrições de raça, credo ou cor.

Atualmente muito se fala sobre o Reaparecimento do Cristo e isto depende da Cristificação quando se emprega a Vontade para o desenvolvimento do Amor expressando-se nas virtudes cristãs ou qualidades ardentes que juntamente com a Inteligência Ativa ou Adaptabilidade permitem ao homem permanecer no Centro da Tríade Espiritual.

Nossa concentração nestes três aspectos divinos — Vontade, Amor e Adaptabilidade — permite a iluminação da alma e a regeneração do corpo. O estudante sabe que o verdadeiro desenvolvimento é triplo: Os corpos e a mente se alinham e obedecem ao comando da alma.

Lembremos sempre que a verdadeira regeneração da vida é o resultado do desenvolvimento espiritual, por isso o Mestre ensinou: “Busca primeiro o reino de Deus e sua justiça e tudo o mais lhe será dado por acréscimo”.

Esse trabalho de construção do indivíduo é o Cristianismo Esotérico.



Prof. Tânia Gonçalves de Araújo




Fonte: http://www.encontroespiritual.org/bartigos/bartigos_esoterico.html
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal



BIBLIOGRAFIA:
Cristificacion – Dr. Clymer
Cristianismo Esotérico – Anne Besant
De Belém ao Calvário – Alice A. Bailey
AUM – Helena Roerich (§ 14 e 17)

SWAMI VIVEKANANDA


A tendencia natural da mente de Vivekanada, assim como a de seu mestre, Ramakrishna, foi de elevar-se acima do mundo e esquecer de si mesmo em contemplação do Absoluto. Mas outra parte de seu ser sangra, com a igual visão do sofrimento humano no Oriente e no Ocidente. Esta característica de sua mente, raramente encontra um ponto de descanso, em sua oscilação entre contemplação de Deus e serviço ao homem. Ele escolheu ser desta forma, em obediência a uma alto chamado, servir ao homem é a sua missão na terra.

No curso de uma pequena vida de trinta e nove anos (1863-1902), na qual apenas dez foram devotados a atividade publica e nestes, dois, em agudo sofrimento físico(diabetes), ele deixou para a posteridade seus quatro clássicos: Jnana-Yoga, Bakti-Yoga, Karma-Yoga, e Raja-Yoga, todos os quais são tratados excepcionais de filosofia Indu. É importante ressaltar que Yoga significa reunir, no sentido de reintegrar o homem a Deus, ou para os Indus Brama. Assim Vivekananda nos especifica, dentre os diversos caminhos para esta reintegração a Divindade, quatro fundamentais; o do estudo, Jnana, o da devoção, Bakti, o da ação, Karma, e o da meditação, Raja.

Adicionalmente a estes ensinamentos, ele proferiu inúmeras palestras, escreveu cartas inspiradas a seus muitos amigos e discípulos, compôs numerosos poemas, e atuou como guia espiritual para muitos buscadores, que vieram a ele afim de obter instrução. Ele também organizou a Ordem Ramakrishna de monges, a qual é a mais excepcional organização religiosa da Índia Moderna. Ela é devotada a propagação da cultura espiritual Indu, não apenas na terra natal do Swami, mas também na América e em outras partes do mundo.

Mas antes de fazer o seu voto de total renuncia, o voto de sannyasa, e tornar-se um monge, isto é um Swami, adotando o nome Vivekanada, ele se chamava Narendranath Datta, sendo mais intimamente chamado de Narendra ou Naren. Ele possuía, então, um forte racionalismo e uma obstinada vontade de conhecer a verdade. Sendo que, inicialmente, o seu lado racional o levou a se decretar agnóstico.

A propósito desta época o primeiro encontro, em Dakshineswar, entre o Mestre e Narendra foram momentos de grande importância. Sri Ramakrishna reconheceu instantaneamente seu futuro mensageiro. Narendra descuidado de suas roupas e aparência em geral, era muito diferente dos outros jovens que o acompanharam ao templo. Seus olhos eram impressionantes, parcialmente introspectivos, indicando uma meditação muda. Ele cantou algumas músicas com uma fluidez fora do comum, que vinha de toda a sua alma.

Quando a cantoria parou, Sri Ramakrishna inesperadamente agarrou a mão de Narendra e levou-o ao portal norte. Para o total assombro de Narendra, o Mestre falou com lagrimas escorrendo por seu rosto. “Ah! Você veio tão tarde. Como você pode manter-me esperando por tanto tempo. Ah! Como você pode vir tão tarde! Meus ouvidos foram quase queimados escutando a conversa barata de pessoas mundanas. Oh, como eu estive ansioso por aquele que vai entender o meu pensamento.” Então com as mãos entrelaçadas ele disse: “Senhor! Eu sei que você é o antigo sábio Nara, a encarnação de Narayana, nascido na terra para remover a miséria humana”. O Naren racionalista prestou atenção a estas palavras, mas como algo sem sentido, ou o jargão de uma pessoa insana. Ele estava quase desmaiado quando Sri Ramacrishna trouxe do seu quarto alguns doces e alimentou-o com suas próprias mãos. O Mestre, todavia, extraiu dele a promessa de visitar Dakshineswar novamente.

Eles voltaram para o quarto e Naren perguntou ao Mestre: “Senhor, você já viu Deus?” Depois de momentos de hesitação, a resposta foi dada: “Sim, eu vi Deus. Eu vi ele assim como vejo você aqui, e o vi apenas mais claramente. Deus pode ser visto. Qualquer um pode falar com Ele. Mas quem se importa com Deus? As pessoas derramam torrentes de lagrimas por suas esposas, filhos, riquezas, e propriedade. Mas quem chora por Deus? Se alguém Chorar sinceramente por Deus, este pode vê-lo.”

O nome Vivekananda vem do sânscrito, e divide-se em duas partes, a primeira, Viveka, que significa discernimento, mais propriamente o discernimento da verdadeira realidade ou da realidade Divina, em detrimento a realidade ilusória dos sentidos. A segunda, Ananda, significa felicidade absoluta, ou a paz obtida por meio da Iluminação. Do que compreende-se; a Iluminação Interior a partir do Discernimento do Divino.

A personalidade inspiradora de Swami Vivekanada, foi bem conhecida tanto na Índia quanto na América, durante a última década do século dezenove e a primeira década do vinte. O desconhecido monge da Índia, de repente, saltou para a fama no Parlamento das Religiões, realizado em Chicago em 1893, no qual ele representou o Induísmo. O seu vasto conhecimento sobre a cultura Oriental e Ocidental, como o seu profundo discernimento espiritual, eloquência fervente, conversação brilhante, grande simpatia humana, personalidade vivaz, e sua bela figura produziu um irresistível apelo para muitos Americanos que vieram encontrar com ele. Pessoas que viram ou ouviram Vivekananda apenas uma vez, apreciam sua lembrança depois de um lapso de mais de meio século.

Na América, a missão de Vivekanada foi a interpretação da cultura espiritual Indiana, especialmente quanto a Vedanta. Ele tentou um enriquecimento da consciência religiosa dos Americanos, através do ensinamento racional e humanista da filosofia Vedanta. Na América ele se tornou o embaixador espiritual da Índia e apelou constantemente por um melhor entendimento entre a Índia e o Novo Mundo, em prol de criar uma saudável síntese da religião e da ciência do Oriente e do Ocidente. Em suas próprias palavras:

“O Cristão não precisa tornar-se um Hindu ou um Budista, nem um Hindu ou Budista se tornar um Cristão. Mas cada um deve assimilar o espirito do outro e ainda preservar sua individualidade e crescer de acordo com sua própria lei. Se o Parlamento das Religiões mostrou alguma coisa para o mundo, foi o seguinte: Ele provou para o mundo que santidade, pureza, e caridade não são posse exclusiva de nenhuma igreja no mundo, e que todo sistema produziu homens e mulheres de caráter elevado. Em face desta evidencia, se alguém sonha com a sobrevivência exclusiva da sua própria religião e a destruição das outras, Eu tenho pena dele do fundo do meu coração, e aponto para fora dele sobre a bandeira de toda religião, onde será escrito brevemente com ressentimento da resistência: “Ajuda e não Luta”, “Assimilação e não Destruição”, “Harmonia e Paz, e não Dissenção”.”

Inspiremo-nos nos ensinamentos de Vivekanada, para que possamos reunirmo-nos a divindade, isto é realizar a Yoga, através do estudo, Jnana, da devoção, Bakti, da ação, Karma, e da meditação, Raja.


Este artigo foi baseado no livro: "Vivekananda A Biography", by Swami Nikhilananda. Que pode ser encontrado no site: www.ramakrishnavivekananda.info



Fonte do Texto: http://tattwa.org.br/vivekananda.html
Fonte da Gravura: https://national.janamtv.com/swami-vivekananda-the-eternal-light-of-knowledge-and-spirituality-17462/

EXISTE UMA ORDEM


Já aconteceu de você ter tido um dia de incrível proatividade ou talvez uma semana em que realmente se esforçou para fazer seu trabalho espiritual e para compartilhar com o máximo de pessoas possível, mas só encontrou caos e negatividade no dia seguinte?

Se nossas ações são como um bumerangue e quando fazemos o bem, ele volta para nós... o que acontece então?

Os kabalistas ensinam que, em essência, nossa vida não acontece de forma cronológica. Está tudo fora de ordem, e assim, nem sempre enxergamos as verdadeiras conexões entre nossas ações e os resultados. 

Se encontrarmos nossa alma gêmea ou conseguirmos o emprego dos nossos sonhos hoje, a probabilidade é de que isso não tenha nada a ver com o que fizemos ontem ou na semana passada. Muito provavelmente, será o resultado de uma semente que plantamos há muito tempo; o fruto nascido de uma ação radicalmente espiritual, que escolhemos realizar anos atrás ou em vidas passadas. Por outro lado, se recebemos negatividade, pode ser que seja fruto de um grande momento de desconexão que aconteceu há muito tempo e que dificilmente nos lembraremos.

O conceito de livre arbítrio seria deturpado se o presente fosse resultado de ações realizadas há cinco minutos ou, no mais tardar, ontem. Se nossa mão fosse cortada quando roubássemos, certamente nunca escolheríamos roubar. Se recebêssemos um milhão de dólares ao ajudar uma velhinha a atravessar a rua, estaríamos todos nos digladiando na tentativa de encontrar a senhora que estivesse mais próxima! O tempo e o espaço entre nossas ações, embora tornem difícil perceber a conexão entre causa e efeito, são os fatores que, afinal de contas, nos dão a opção de exercitar a natureza do compartilhar, ao invés da natureza egoísta. 

Por não termos a possibilidade de ver a verdadeira causa de nossas circunstâncias, os acontecimentos podem parecer aleatórios de nosso ponto de vista limitado. Mas nada acontece por acaso. 

Para permanecer no caminho espiritual, é importante lembrar que existe uma ordem em nossa realidade.

Esse entendimento deve nos inspirar a aproveitar todas as oportunidades que pudermos para realizar o maior número possível de boas ações – sem nos fixar em enxergar os resultados imediatos. 

Nunca vamos saber quando uma pequena ação de compartilhar vai semear exatamente aquela bênção de que precisaremos em cinco, dez ou vinte anos.






Rav Yehuda Berg




Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalahcentre.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O LIVRO DOS ESPÍRITOS (questões 237 a 243)


237. Uma vez de volta ao mundo dos Espíritos, conserva a alma as percepções que tinha na Terra? 

"Sim, além de outras de que aí não dispunha, porque o corpo, qual véu sobre elas lançado, as obscurecia. A inteligência é um atributo, que tanto mais livremente se manifesta no Espírito, quanto menos entraves tenha que vencer." 

238. São ilimitadas as percepções e os conhecimentos dos Espíritos? Numa palavra: eles sabem tudo? 

"Quanto mais se aproximam da perfeição, tanto mais sabem. Se são Espíritos superiores, sabem muito. Os Espíritos inferiores são mais ou menos ignorantes acerca de tudo." 

239. Conhecem os Espíritos o princípio das coisas? 

"Conforme a elevação e a pureza que hajam atingido. Os de ordem inferior não sabem mais do que os homens." 

240. A duração, os Espíritos a compreendem como nós? 

"Não e daí vem que nem sempre nos compreendeis, quando se trata de determinar datas ou épocas." 

Os Espíritos vivem fora do tempo como o compreendemos. A duração, para eles, deixa, por assim dizer, de existir. Os séculos, para nós tão longos, não passam, aos olhos deles, de instantes que se movem na eternidade, do mesmo modo que os relevos do solo se apagam e desaparecem para quem se eleva no espaço. 

241. Os Espíritos fazem do presente mais precisa e exata idéia do que nós? 

"Do mesmo modo que aquele, que vê bem, faz mais exata idéia das coisas do que o cego. Os Espíritos vêem o que não vedes. Tudo apreciam, pois, diversamente do modo por que o fazeis. Mas, também isso depende da elevação deles." 

242. Como é que os Espíritos têm conhecimento do passado? E esse conhecimento lhes é ilimitado? 

"O passado, quando com ele nos ocupamos, é presente. Verifica-se então, precisamente, o que se passa contigo quando recordas qualquer coisa que te impressionou no curso do teu exílio. Simplesmente, como já nenhum véu material nos tolda a inteligência, lembramo-nos mesmo daquilo que se te apagou da memória. Mas, nem tudo os Espíritos sabem, a começar pela própria criação." 

243. E o futuro, os Espíritos o conhecem? 

"Ainda isto depende da elevação que tenham conquistado. Muitas vezes, apenas o entrevêem, porém nem sempre lhes é permitido revelá-lo. Quando o vêem, parece-lhes presente. À medida que se aproxima de Deus, o espírito vê o futuro mais claramente. Depois da morte, a alma vê e abarca de relance as suas migrações passadas, mas não pode ver o que Deus lhe prepara. Para isso é necessário que esteja integrada nele, depois de muitas existências.





Fonte: Allan Kardec, em "O Livro dos Espíritos"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SINFONIA UNIVERSAL

Toda a criação – as montanhas, as árvores, os mares, a terra inteira, mas também os sóis, as estrelas... – não é outra coisa senão música. Certos poetas, certos filósofos como Pitágoras e Platão, chamaram a essa sinfonia de todo o universo “a harmonia das esferas”. Tudo o que existe emite sons, mas, evidentemente, não são sons no sentido em que geralmente compreendemos a palavra “sons”. A harmonia das esferas é a sínteses de todas as linguagens de que a criação se serve para se manifestar. Na natureza, nós distinguimos não só sons, mas também cores, movimentos, perfumes, formas, pois os nossos órgãos dos sentidos dão-nos uma percepção diferenciada das coisas. Mas, para além dos cinco sentidos físicos, nós possuímos outros órgãos que são capazes de fazer a síntese de todas essas percepções, e em certos momentos excecionais é possível apreender a criação simultaneamente como sons, cores, formas, movimentos, perfumes. Esta harmonia das esferas não diz respeito unicamente à sensibilidade. É também uma palavra de sabedoria que indica a direção a seguir, que inscreve a lei divina na alma daquele que teve o privilégio de a ouvir ao menos uma vez.



Omraam Mikhaël Aïvanhov 






Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O DESTINO HUMANO (sob a ótica da Antroposofia)

Começamos o nosso estudo com uma análise do ser humano e fomos levados, pouco a pouco, a passar em revista toda a evolução espiritual da humanidade para compreender a situação atual do homem. Voltamos agora ao ponto de partida com a pergunta angustiosa: para que serve essa grandiosa evolução?, se vamos morrer sem dela participar? Para que serviu, no caso do homem pré-histórico, que nem chegou a ter a revelação do seu eu, da sua dignidade humana?

De fato, esse desenvolvimento não teria sentido se o ser humano dela não participasse em todos os seus estágios; não o "ser humano" como abstração, mas cada um de nós. A necessidade de viver repetidas vezes, isto é, a reencarnarão, aparece como um postulado da mais simples lógica. Já conhecemos a idéia da Antroposofia, segundo a qual a existência humana não é uma única e isolada; devemos investigar, agora, como essas encarnações se encadeiam, como o homem individual toma parte na corrente evolucionista. Cada época, como já vimos sobejamente, traz uma contribuição ao desenvolvimento humano. Se existisse somente esse motivo, já seria suficiente para o homem voltar periodicamente à Terra a fim de aprender algo novo.

Mas, além disso, o homem nem sempre "avança" nessa peregrinação. Como ser imperfeito que é, vítima de mil influêncìas perniciosas, autor de mil ações ou pensamentos negativos que lhe mancham a integridade moral e intelectual, ele deve ter a oportunidade de reparar esses atos e atitudes, sob pena de se deteriorar sempre mais.

Essa oportunidade lhe é oferecida por uma causalidade espiritual, que lhe liga uma vida à outra, e que é designada pelo termo hindu carma. Carma significa, portanto, destino, no sentido mais amplo. Nada de espiritualmente relevante fica sem efeito numa vida subsequente, e muito daquilo que nós enfrentamos como destino, aptidões, encontros, predisposições, vivências, e consequência dos nossos atos em vidas anteriores. Não tudo! Porque sempre há acontecimentos novos, sem motivação cármica, oriundos de decisões livres ou da necessidade de aprender algo de "novo".

Mas, dirão alguns, não temos uma relação de causa e efeito, que determina o ser humano completamente, sem lhe deixar a mínima liberdade? Na realidade, a situação é outra. Eu posso reencontrar uma pessoa com a finalidade de "acertar" uma velha conta cármica. Mas se, de fato, nas circunstâncias concretas do novo encontro, eu pratico o ato reparador, isso está na minha liberdade. O meu carma me colocou apenas na possibilidade de fazê-lo; daí o meu novo encontro.

Eu posso nascer surdo-mudo, ou de pais alcoólatras que me maltratam; essa é a situação cármica. Mas o que faço nessa situação, está na minha autonomia. Eu posso me revoltar, ou me embrutecer, ou ser um anjo de paciência e de amor: três atitudes que dependem fundamentalmente de mim.

Desta maneira, o destino, que parece um acaso vindo "de fora", foi na realidade preparado por mim. Eu mesmo, na minha estada nos mundos espirituais, sabia que ia precisar desse destino para me desenvolver. Junto com os seres espirituais ao meu redor, preparei as circunstâncias da minha futura existência, contra as quais posso mais tarde até me revoltar, devido ao véu terreno que me cega a compreensão.

Vejamos agora algumas situações excepcionais, a título de exemplo, guardando-nos bem de fazer generalizações e simplificações que só poderiam falsear a realidade.

Pelo próprio nascimento estou enfrentando uma importantíssima situação cármica. Com efeito, o fato de nascer em tal família, de tais pais, em tal ambiente, é um destino único, que orientará a minha vida inteira. A hereditariedade, isto é, a carga hereditária dos meus progenitores, determina muitas de minhas qualidades físicas e anímicas: a predisposição para as artes e doenças, o temperamento e muitos aspectos da personalidade os quais, evidentemente, têm uma base corpórea. Mas isso não constitui um acaso; eu mesmo preciso dessas faculdades para viver a minha vida. Isso leva à conclusão de que o homem escolhe os seus pais, afirmação que pode parecer paradoxal e ridícula, aos menos avisados.

Contudo, não somente a família, mas também a cidade, o país, a língua, o povo, a religião dos pais, constituem dados que o homem encontra ao nascer, como se fossem bastidores do primeiro ato de sua vida.

Depois vêm os encontros "fortuitos": professores, colegas de estudos, amigos, o cônjuge, os filhos, outros tantos eus com os quais, ao menos em parte, o indivíduo já conviveu em vidas anteriores, talvez criando situações e, problemas que haviam ficado sem solução.

Há também, em cada vida, circunstâncias que não são ligadas a pessoas. Por exemplo, as doenças, que podem ter muitos aspectos. Uma doença pode ser a manifestação física de um defeito da organização astral ou etérica, consequência de uma atitude moral ou mental censurável; Pode também ser uma "prova", no sentido de um obstáculo. que o homem deve vencer; pode ainda constituir um sacrifício. Imaginemos uma criança que adoece e até morre, causando à sua mãe uma violenta dor, a qual constitui para ela um "golpe do destino". Podemos imaginar que tal criança, para ajudar sua mãe a ter essa vivência (tão cruel, de acordo com os conceitos da vida comum), renunciou a ter uma encarnação normal e uma vida completa, morrendo jovem. Tudo são explicações possíveis que o iniciado poderá investigar. Trata-se de um domínio onde o respeito e a serenidade são mais necessários do que nunca. A curiosidade, o sensacionalismo e a precipitação do julgamento devem ser evitados nessa esfera, onde se sente às vezes o dedo da providência divina.

Lembremo-nos sempre de que não vivemos para ser "felizes", no sentido burguês da palavra. A felicidade de uma vida deve-se medir pelo progresso do indivíduo no caminho da perfeição moral, e não pela soma das cobiças satisfeitas ou pela ausência de desejos.

Haverá quem diga: Mas não sabemos, pelas descobertas médicas, que a maioria das doenças é causada por bacilos? A relação causal não existiria, pois, entre a vida anterior e a doença, mas sim entre a presença do bacilo e a doença. Isso é exato e inexato ao mesmo tempo. A hereditariedade é a "causa" de certas qualidades minhas, mas na realidade eu sou a "causa" dessa hereditariedade. Da mesma forma, não há muitas doenças sem bacilos; mas o carma faz com que me infeccione com os mesmos. Quantos médicos e enfermeiras, constantemente em contato com doentes contagiosos, nunca pegam a moléstia? Quantas crianças cujos pais as põem na cama dos seus irmãos atingidos por uma doença infantil, "para que todos a tenham de uma vez", não são atingidos pela mesma?

Já foi dito que o ser humano, de um ser criado, passou a ser "criador". No caso das doenças, ele pode ser um "criador" muito negativo. Pode-se intrometer no carma de outrem, tornando por exemplo a eclosão de uma doença impossível, por uma vacinação preventiva. Esse caso é dos mais complexos. A arte médica deve naturalmente zelar pela vida e pela saúde dos homens. Mas uma coisa é controlar uma doença para tirar-Ihe os efeitos perigosos, outra é eliminá-la completamente. Há justamente doenças da infância, como a coqueluche, que têm um sentido cármico, e não devem ser impedidas. Verificamos também, muitas vezes, que uma doença eliminada, por exemplo, por antibióticos (como a pneumonia), volta logo depois ou deixa o corpo fraco e vulnerável. O médico deveria conhecer o significado de cada doença e, se consegue preveni-la, deveria pensar em proporcionar ao doente outros meios de realizar a tarefa cármica que tinha originalmente como instrumento a doença. Ninguém vai pregar a volta das epidemias de cólera e de peste bubônica; e ninguém vai dizer algo contra a higiene e a prevenção razoável de certas doenças. Mas talvez Rudolf Steiner não estivesse tão errado quando dizia que a erradicação de certas epidemias só poderia ter sido benéfica para a humanidade em geral se tivesse sido acompanhada de um progresso simultâneo correspondente no campo espiritual.

Não há motivo para reflexão, para quem vê os povos mais "civilizados" e de ambiente mais higiênico (Suécia, Suíça, Estados Unidos) oferecerem uma percentagem cada vez maior de psicopatas, neuróticos e suicidas? Tem-se a impressão de que, muitas vezes, aquilo que procurou uma explosão física sob forma de doença e não mais pode realizá-la, provoca uma "congestão" psíquica.

De qualquer maneira, as doenças contêm mais problemas do que a ciência médica comum sabe, mormente quando considera o corpo humano apenas com a mentalidade de um mecânico encarregado de consertar uma máquina em pane.

As doenças mentais, e em particular a própria demência, têm também um sentido mais profundo do que se quer admitir. O leitor já saberá a essa altura que o eu humano não pode estar demente. O que ocorre é que sua manifestação através dos seus instrumentos corpóreos está impedida ou dificultada. A ligação com o intelecto e com as faculdades anímicas superiores está defeituosa, por motivos que só o clarividente pode analisar em todo o seu significado cármico. Nada mais desumano do que tratar esses pobres doentes como animais, negando-lhes amor e atenção.

Que sabemos nós, seres humanos comuns, da receptividade justamente dessas criaturas, para o carinho e a paciência? Talvez seja nossa tarefa desenvolver forças de amor para seres como esses; ignorando-os, mandando-os para longe, para maior comodidade de todos, cometemos um crime contra nós mesmos! Novamente não queremos absolutamente falar contra casas de saúde, onde esses doentes vivem num ambiente de carinho e atenção. Queremos apenas despertar a atenção para o lado "cármico" que muitos fatos podem ter.

O leitor já terá compreendido que acidentes, desgraças, golpes do destino, são, muitas vezes, para as "vítimas", outras tantas oportunidades para mostrar o que realmente valem. Em cada circunstância, mesmo se o resultado final é inevitável, o homem ainda pode tomar esta ou aquela atitude. Nisso reside a sua liberdade, e não nas ações morais aparatosas e tonitroantes, que são apenas manifestações de vaidade.

Existe também o carma de grupos.

Poderíamos estender-nos muito sobre esse ponto. Mas não é isso o que importa. O que convém é acordar para uma nova atitude perante a vida, uma atitude positiva, qualquer que seja a dureza do destino. Devemos libertar-nos do sentimento de fatalismo e de irresponsabilidade, aceitando o destino não como um acaso ou punição, ou ainda como um divertimento dos deuses, mas como um meio importante que as hierarquias superiores nos deram, a nós, as próprias vítimas do destino, para melhor aproveitar a nossa vida. Com efeito, somos autores ou pelo menos co-autores do nosso próprio destino.

O verdadeiro antropósofo dirá, ao enfrentar qualquer golpe do destino: "Essa experiência eu mesmo a preparei, para o meu próprio bem!"



Rudolf Lanz, do livro "Noções Básicas de Antroposofia"





Fonte: http://www.sab.org.br/edit/nocoes/basicas10.htm
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NÃO ESPERE POR NADA

Expectativa é a ideia de que as coisas vão acontecer de certa maneira, ou de que temos direito a algo.


Sentir-se no direito de algo é um dos comportamentos mais limitantes e destrutivos existentes, mas o verdadeiro problema nisso é que quando nos sentimos no direito, não estamos felizes.


Pessoas felizes estão fazendo algo, criando algo, sendo alguém... pessoas frustradas e decepcionadas são aqueles que ocupam seu tempo e gastam sua energia esperando.


Em que área de sua vida você sente que tem direito a algo?


Vire essa ideia do avesso e faça algo positivo.

A ação é o contrário da expectativa.



Rav Yehuda Berg






Fonte: Centro de Cabala
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A VERDADEIRA NATUREZA


Existem algumas pessoas que sempre condenam a si mesmos e suas vidas, e aspiram pela graça de Deus para salvá-las. Elas pensam que o individual (jiva) e o Todo Poderoso (Deva) são duas entidades separadas e nunca podem se fundir ou se unir. Isso não é verdade. O pecado não é a verdadeira natureza dos seres humanos. Eles são repositórios de paz, alegria, verdade e justiça e são puros, bons, amorosos e sábios. Esforce-se para expressar, através de suas ações, a pureza que você é. Isso agrada ao Senhor e Ele derramará Sua graça. Ore mesmo para aqueles que expressam ganância ou ódio, compreenda sua ignorância e reze para que seus passos possam levá-los em direção à justiça e ao amor. Expanda seu amor como um círculo o mais amplo possível. A oração tem grande eficácia. Cultive a visão universal e ore pela paz e felicidade de toda a humanidade, de todas as coisas animadas e inanimadas.
 


Sathya Sai Baba






Fonte: www.sathyasai.org
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

PERDOAR AOS AMIGOS


Afirmação aparentemente contraditória, mas de justo sentido: "perdoar aos amigos". 

Advertência afetuosa para todos os dias. 

Reflete nisso e não estragues o tempo com suscetibilidades inúteis. 

Do adversário, é possível venham ofensas que nos impõem a prática da tolerância, considerando-se que os inimigos, em muitas ocasiões, são nossos credores, que nos ensinam a raciocinar e a discernir. 

Dos amigos, porém, temos as lições constantes da convivência, na escola do cotidiano. 

São os testes da comunhão afetiva que nos oferecem oportunidades à conquista do entendimento e do amor. 

Valoriza os companheiros que te apóiam e não lhes desmereças a dedicação por bagatelas. 

Não te queixes da omissão de teu nome na relação de convidados para uma festa; não exijas dos teus associados de ideal considerações pessoais claramente dispensáveis; não te melindres com alguma frase menos feliz a teu respeito e nem percas tempo com apontamentos que a malícia te assopre aos ouvidos. 

Honra sempre os amigos que te incentivem para o trabalho do bem e abençoa-lhes a presença no caminho que a vida te deu a percorrer. 

Diz a Escritura: aquele que encontrou um amigo achou um tesouro e, por isso mesmo, entre as mutações e perturbações do mundo, é preciso saibamos conservá-lo.




Francisco Cândido Xavier / Emmanuel




Fonte: do livro "Esperança e Vida", Lição nº 18, p. 54
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NÃO UM NADA VAZIO

As pessoas têm essa ideia de que ao se tornar alguém espiritual você precisa se transformar nessa bolha cósmica, que é o que nos assusta. Mas não é nem um pouco assim. Não significa que você deixa de sentir, que você é emocionalmente neutro. A pessoa ainda tem sua identidade, sua personalidade — só que ela não mais acredita nisso.

Quando encontramos lamas elevados, eles são as pessoas mais vívidas possíveis. Isso porque tantos dos nós que temos em nossas mentes, e que nos mantém tão inibidos, se desfizeram e a natureza espontânea, de fato, da mente pode espalhar seu brilho.

A mente de Buda não é um nada vazio — é recheada de compaixão, alegria e humor. É maravilhosamente leve. Também é extremamente sensitiva e profundamente inteligente. [...]

Todos os grandes santos eram pessoas muito passionais. Só que eles não dissipavam suas paixões em canais negativos. Eles a usavam como combustível para enviá-los à iluminação.



Tenzin Palmo, em "Cave in the Snow", loc. 3150




Fonte: http://darma.info
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

domingo, 30 de setembro de 2012

MUDAR A PERSPECTIVA

O paraíso é aqui; você somente tem que saber como vivê-lo.


E o inferno também é aqui e você sabe perfeitamente bem como vivê-lo.

É apenas uma questão de mudar sua perspectiva, sua abordagem da vida.





Osho, em "The Book of Wisdom"





Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ADVERSIDADE


Indagar quanto ao porquê das dificuldades que a vida oferece ao homem será o mesmo que perguntar relativamente aos motivos pelos quais o homem corta a pedra para que a pedra venha a servir.
 


Abandone-se a enxada ao repouso permanente e, a breve espaço, se fará imprestável.
 

Negue-se a fonte a transitar sobre os percalços do solo e, a tempo curto, se transformará em tristeza do charco.


A rigor, a adversidade não existiria no mundo se considerássemos as tarefas da existência física por lições.



Fizéssemos isso e todas as provas assumiriam as dimensões que lhes são características, passando à função de testes indispensáveis ao exame dos valores que adquirimos.


Antes de nossa própria reencarnação, muito frequentemente, sabemos que se tornará novo berço para a recapitulação de experiências em que não fomos felizes, seja para ressarcir débitos que largamos à retaguarda, com o objetivo de extinguir enganos perpetrados por nós mesmos, a fim de nos entregarmos à execução de compromissos alusivos ao burilamento íntimo ou no sentido de reencontrar antigos desafetos para transfigurá-los em laços de amor.


Reestruturadas, porém, as possibilidades de ação e renovação a nosso benefício, habitualmente, vestimos em pessimismo as melhores oportunidades de melhoria e de progresso, sem extrair delas o proveito preciso.



Reflitamos em semelhante realidade para facearmos as lutas do caminho sem ilusões.



Aceitemos construtivamente os desafios e problemas que a vida nos proponha, empenhando-nos a solucioná-los com segurança, sem a volúpia de retê-los indefinidamente no coração.



Certifiquemo-nos, sobretudo, de que ninguém evolui sem mudanças e de que não existem mudanças sem atritos ou deslocamentos, conflitos ou desajuste.



À vista disto, reconheçamos que as crises da vida aparecem na estrada de todos em auxílio de todos. E de toda grande dificuldade, cada criatura, conforme as reações que demonstre, se retirará maior para receber encargos sempre maiores ou novamente ajustada às dimensões de espírito em que ainda se encontra, a fim de entrar outra vez, em ocasião oportuna, no clima da adversidade educativa, para realizar renovados tentames de elevação própria, em cujo trabalho se obriga a revisar-se e recomeçar.




Francisco Cândido Xavier / Emmanuel







Fonte: do Livro "Abençoa Sempre"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 29 de setembro de 2012

CUME

Os discípulos de um Mestre espiritual assemelham-se muitas vezes àquelas pessoas que andam a passear e, quando se encontram no sopé de uma montanha, abstêm-se de a subir. A montanha está ali, elas sentem-se muito contentes, admiram-na, mas a montanha é o que é e elas continuam a ser o que são, permanecem em baixo. De vez em quando, lançam um olhar para o cume desejando que ele se baixe um pouco até elas, mas o cume continua a lançar-se para o céu. Nesta imagem do cume, podemos ver não só um Mestre espiritual, mas também todos os seres que, no seu domínio, alcançaram uma visão superior das coisas. Eles nunca devem descer das alturas que alcançaram, mas sim procurar atrair os humanos até eles. E se estes não quiserem subir, tanto pior, há que deixá-los! Vós direis que é cruel. Não, pois, mesmo sem descerem, esses grandes seres continuam a projetar para os seus irmãos humanos algo do seu pensamento, do seu amor.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SEM APEGO


Realize o compartilhar que fará com que as outras pessoas se sintam bem, sem se apegar aos resultados. Isso significa não ter absolutamente nenhuma expectativa. 


Você não fará isso para comprovar a validade de sua ação ou porque precisa ter uma boa imagem. 



Você não vai mudar a vida de ninguém com esse tipo de ação. Esqueça-se de tudo isso. É o ego.



Faça-o porque precisa sair de si mesmo e abrir espaço para que a Luz entre.





Rav Yehuda Berg





Fonte: Centro de Cabala
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

EU SOU A CARIDADE EM TI

EU SOU O QUE O CRIADOR É. LOGO: EU SOU A CARIDADE EM TI.



A caridade e o amor estão no coração. Quando o estudante se esquece de si mesmo, obterá uma abundância permanente de benefícios para o progresso do mundo e de seu mundo. Todo esforço em nome do — EU SOU — levará sempre adiante até que se chegue à realização do domínio completo.


Dr. Jorge Adoum .'.
Fraternitas Rosicruciana Antiqua





Fonte: http://br.groups.yahoo.com/group/magojefa
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

CRIE UM MUNDO SÓ PARA VOCÊ


Esse método tem três etapas e deve ser repetido a cada noite.



Durante os primeiros sete dias, cumpra a primeira etapa: deite ou sente na cama, apague a luz e fique no escuro. Recorde-se de um momento bonito. Pode ser algo simples, já que muitas vezes as coisas comuns são também as mais extraordinárias.




Você está sentado no campo, ouvindo a chuva cair sobre o telhado. Há o cheiro da terra molhada, o som... você está imerso nisso tudo quando, de repente, se vê em um momento sagrado. Ou então está andando em uma rua quando a luz do sol o envolve e — clique! — alguma coisa se abre e, por um instante, você é transportado para um outro mundo.




Mantenha a recordação escolhida durante sete dias. Feche os olhos e reviva os detalhes em profundidade. A chuva caindo no telhado, o som.., o cheiro de mato.., um pássaro que canta, um cachorro ao longe.., algo que caiu na cozinha, vale tudo. Observe a cena de todos os ângulos e dimensões, usando todos os sentidos.




A cada noite você se lembrará de detalhes cada vez mais profundos, coisas que talvez nem tenha percebido no momento em que aconteceram, mas que sua mente registrou de alguma forma. Sua mente sempre registra tudo. É um dispositivo muito confiável, tremendamente capaz.




Em torno do sétimo dia você verá as coisas de forma clara. A sensação é de que você nunca viu nenhum outro momento com tamanha clareza.




A segunda etapa prevê repetir a rotina do exercício por mais sete dias, mas acrescentando urna coisa: a criação de uma aura de cerca de um metro ao seu redor. Sinta o espaço em torno de você e como o clima o envolve por todos os lados. Sinta a aura cercando você.




No décimo quarto dia você se sentirá em um mundo totalmente diferente, embora consciente de que, além da aura, estão presentes um tempo e uma dimensão totalmente diferentes.




Para a terceira etapa, algo mais deve ser acrescentado. Crie um antiespaço imaginário e sinta-se cercado por ele. Imagine que você está cercado por um metro de bondade, de divindade.




Agora pense na seguinte situação: alguém o insulta, mas o insulto esbarra nessa cerca que existe a seu redor e não pode atingi-lo. Se tudo tiver corrido bem nas primeiras duas semanas, na terceira você verá que tudo chega até o limite de um metro e não passa daí.




Completadas as três etapas, continue a manter a aura em sua mente. Na rua, no trabalho, no mercado ou conversando com as pessoas, mantenha sua aura protetora em atividade. Você se sentirá entusiasmado e andará pelo mundo dentro de seu próprio mundo.




É a única forma de viver o presente, porque de fato você é bombardeado continuamente por milhares de coisas. Sem a aura protetora ao seu redor, você fica vulnerável. Basta um cão latir e sua mente é puxada naquela direção. Surgem muitos outros cães em sua memória, vindos de histórias passadas. Corno seu amigo tinha um cão, você passa à lembrança de seu amigo, depois à irmã desse amigo, por quem você tinha se apaixonado, e aí começa uma cadeia de absurdos.




O mero latido de um cão o conduz a algum lugar no passado, ou para o futuro, não há como saber. Uma coisa leva a outra, por isso é preciso instalar essa cerca, essa aura protetora. O cão continuará latindo, mas você permanecerá dentro de si mesmo, calmo, silencioso e centrado. 




Carregue essa aura com você durante dias ou meses. Quando perceber que ela já não é mais necessária, abandone-a. A partir do momento em que você sabe como estar no aqui e agora, e que tenha apreciado a beleza e a alegria disso, pode deixar de lado sua aura de proteção. Você não precisa mais dela. 




Osho, em "Uma Farmácia Para a Alma"





Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal