quinta-feira, 25 de outubro de 2012

QUEM É O MESSIAS?

Muitas interpretações religiosas do Messias têm se tecido entre as principais tradições espirituais do mundo. A religião Judaica, por exemplo, tem mantido que Messias se refere a um indivíduo que um dia, quando Deus achar adequado, irá aparecer em um burro branco, e irá acabar com a miséria, a dor e o sofrimento. Por milênios os Judeus têm rezado para que isso aconteça, com o objetivo de trazer um final feliz para a humanidade. Mas até hoje, isso parece não ter funcionado, já que o Messias ainda não veio.

Por razões que permanecem misteriosas, Deus não mostra compaixão e empatia com Seu povo, e não manda o Messias imediatamente. Estará o Senhor lá no céu, sem se importar com o caos que Ele observa entre as pessoas do mundo? Pois não há dúvidas que Deus Todo Poderoso e Onipotente poderia por um fim a este caos quando Ele bem escolhesse - então por quê Ele não o faz? A resposta religiosa é simplesmente resignação e submissão: "Deus, em Suas misteriosas maneiras, sabe o que está fazendo".

Esse conceito de Messias é completamente isolado da vida diária daqueles que continuam a aderir a ele. Podemos deixar tudo como está; quando o Messias chegar, resolverá tudo para nós. Como resultado, é um conceito que não requer muita atenção para a qualidade espiritual da vida no dia-a-dia. Se o Messias chegar, bom, ótimo, e se não chegar, a vida vai continuar como continuou no passado.

Essa versão do Messias requer uma mínima mudança sequer na maneira como essas pessoas que nela acreditam vivem suas vidas? Esse conceito do Messias altera seus estilos de vida em qualquer medida? Infelizmente, a resposta é não. Simplesmente nos é dito para termos fé, para nunca abandonarmos a expectativa de Sua chegada - um dia Ele vai aparecer.

A impressionante revelação da Kabbalah é que toda e cada pessoa é na verdade o Messias. A remoção do caos requer a consciência coletiva, e Messias é a iniciativa de todos os seres humanos. Quando cada um de nós preencher os requisitos de consciência e comportamento - e nos tornarmos Messias em nosso interior - então e somente então poderemos trazer e nos tornar parte de um Messias coletivo. Quando todas as pessoas atingirem a comunhão com a sua consciência individual de Messias, iremos então experimentar a presença do Messias. A incrível Luz de Deus será então revelada em todo seu esplendor - e o caos simplesmente se esvairá, já que a escuridão não pode coexistir com a Luz.





Rabino Joseph Saltoun





Fontes: http://www.crisboog.com.br/messias.htm
www.josephsaltoun.com.br/
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

RECIPROCIDADE


Um solista que dá um concerto oferece ao público o seu talento, a sua inspiração, o fruto de um longo trabalho. Mas o público não tem qualquer consciência desse trabalho; se ele faz barulho ou não está atento, o músico sente isso e, mesmo que se trate do maior virtuoso do mundo, não pode dar tudo aquilo de que seria capaz, pois as trocas não se fazem corretamente. Mas também pode acontecer que, virando-se para a sala, ele descubra um único olhar maravilhado, deslumbrado. Então, começa a tocar para esse olhar – que ele talvez nem se tenha apercebido se é de um homem ou de uma mulher –, para aquela luz que brilha lá ao fundo, na escuridão, e torna-se genial.
 
O ser humano tem necessidade de sentir, seja de que maneira for, um eco dos seus atos, das suas palavras. Se não existe reciprocidade, nenhuma troca é possível. Ora, a troca é a lei da vida.


Omraam Mikhaël Aïvanhov 



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: AI(IA)

SINTONIA FINA COM A FREQUÊNCIA ELUSIVA DA FELICIDADE


Do que depende a nossa sensibilidade para despertar, que é ativada pelo Alto?
 
Nós somos constantemente despertados pelo Alto, e se vocês soubessem com o que intensidade! Mas essa manipulação é feita numa frequência que não sentimos, como a radiação ultravioleta ou infravermelha.

A fim de sentir este comprimento de onda, eu preciso calibrar minha audição através do grupo. Caso contrário, eu não ouvirei nada. Se eu organizo corretamente o grupo, graças a isso, eu recebo a oportunidade de ouvir, de sentir a influência superior.

Tudo depende de como eu desperto e apoio os amigos, como eu os trato e me preocupo que eles recebam a revelação espiritual. Nós também precisamos ajudar no nível corporal, mas, principalmente, elevar seus ânimos, inspirá-los sobre a importância da meta e do Criador. Se eu gentilmente me preocupo que tudo será para o outro, eu mesmo sou impressionado por eles e avanço com eles.

Não há outra maneira de avançar, apenas através do "desvio", da rota alternativa do grupo e não diretamente.



Rav Dr. Michael Laitman, PhD.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12, Shamati # 47


Fonte: http://laitman.com.br/2012/10/sintonia-fina-com-a-frequencia-elusiva-da-felicidade/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O CARMA É ALGO CRIADO POR NÓS, E TUDO O QUE É CRIADO PODE SER ALTERADO



Vya Estelar - O que são e quais são os venenos da mente?

Lama Tsering - Os venenos da mente são divididos em três categorias principais. A primeira é o apego ou desejo, que inclui o ficar preso física ou mentalmente à pessoas, objetos e fenômenos. A segunda é a raiva, que significa rejeitar, não querer, afastar algo de você. O terceiro é a ignorância, que significa não ter uma noção clara da vida, não compreender a natureza verdadeira das coisas.

Estes venenos agem de maneira interdependente. O que ocorre é que, quando não temos uma visão real da vida, acabamos criando desejos e apegos. E quando não conseguimos o que queremos, criamos aversão e ficamos com raiva. Os venenos da mente agem como toxinas, criando energias mentais negativas. Estas energias são expressas em nossas ações, palavras e pensamentos, causando um sofrimento cíclico, em cadeia, que se repete infinitamente.

Vya Estelar - Existem 84.000 venenos na mente?

Lama Tsering - Sim. Eles são uma combinação dos três venenos principais, sendo que podemos adicionar a eles o orgulho e a inveja. Estas combinações vão ficando cada vez mais sofisticadas e representam as diferentes formas errôneas com que nossa mente pode atuar.

Vya Estelar - A raiva seria o principal veneno da mente?

Lama Tsering - A raiva é o veneno mais grosseiro e o que traz as consequências mais terríveis, cruas e diretas. O desejo é mais sutil e, em nossa sociedade atual, é até mesmo considerado uma coisa boa, apesar de trazer tanto sofrimento. Mas o veneno fundamental, realmente, é a ignorância, é o não reconhecimento da natureza verdadeira dos fenômenos. Não podemos dizer que a ignorância seja o pior veneno, mas ele é o primeiro, o que dá origem a todos os outros.

Vya Estelar - Como fazer para eliminar a raiva ou domá-la?

Lama Tsering - Há várias formas para começar a lidar com nossos venenos mentais. A primeira coisa a ser feita é reeducar-nos, no sentido de identificar os venenos em nossa própria mente, suas consequências e o que podemos esperar deles. Parece óbvio dizer que temos que nos reeducar, mas não é. Por exemplo, achamos que é OK ficar com raiva quando alguém faz algo errado conosco, nos fere, é injusto. E não é OK. A raiva é um veneno mental e produz experiências dolorosas para quem a sente, não importando se o motivo que a tenha criado seja "aparentemente justificável". Você tem que ser educado para saber que não deve tomar veneno de rato, por exemplo. Se você entender isso, vai saber que, se tomar veneno de rato, ainda que o gosto seja doce, sofrerá um dano imenso.

Vya Estelar - Há um senso comum entre as pessoas de que devemos expressar nossa raiva, "pôr para fora". O Budismo acredita nisso de alguma forma?

Lama Tsering - Não, o Budismo não acredita nisso, porque os venenos da mente agem como um bumerangue. Se você atirar sua raiva adiante, o que você vai receber de volta é mais raiva. Nós não compreendemos que nossas ações, palavras e pensamentos são como bumerangues, e não como uma bola, que jogamos em direção a alguém e lá ela fica. O bumerangue é atirado adiante e ele volta. Quando não entendemos essa regra básica, nos tornamos nossas próprias vítimas e, feridos e ignorantes, jogamos o bumerangue de volta, causando sofrimento atrás de sofrimento.

O Senhor Buda ensinou que é importante termos paciência, mesmo quando momentos difíceis acontecem, porque estes momentos são resultado de bumerangues lançados por nós mesmos, anteriormente. Se um bumerangue estiver voltando, aceite-o, tenha paciência, deixe que ele caia. Não atire mais três ou quatro de volta, porque eles também vão voltar.

Vya Estelar - É melhor "engolir" a raiva?

Lama Tsering - Melhor engolir do que cuspir de volta. Mas engolir também não ajuda. Por isso, precisamos nos reeducar. Temos que refletir e contemplar as consequências dos venenos mentais, para começarmos a obter elementos para lidar com eles. No entanto, o que precisamos realmente é cortar esses venenos. E isso conseguimos fazer através da meditação. Mas, enquanto não desenvolvermos estas técnicas de contemplação e meditação, precisamos evitar a raiva. Se ainda não tivermos os meios hábeis para lidar com a situação, é melhor correr do que reagir. Ou talvez você deva segurar sua respiração por um instante e esperar a raiva passar. Quando você estiver um pouco mais treinado, talvez não precise correr nem prender a respiração, e consiga converter a situação negativa em amor e compaixão.

Talvez consiga transformar a raiva, lembrando-se de que todos querem ser felizes, e as pessoas fazem o que fazem porque acham que aquilo trará felicidade. Ao lembrar-se disso, pode cultivar a compaixão e ver que você e aquela pessoa não são diferentes: você já agiu raivosamente antes porque achava que aquilo o faria feliz. E, compassivo pelo fato de que aquela pessoa não sabe das consequências que a raiva traz, você converte sua emoção negativa em emoções positivas, como amor e compaixão. E mais tarde, quando você já estiver ainda mais treinado, poderá não apenas converter o negativo em positivo, mas liberar as emoções negativas em sua própria essência, cuja natureza é a perfeição.

Grandes mestres e praticantes lidam com sua raiva dessa forma. A raiva ocorre, mas ela é livre, assim como as nuvens, que ocorrem mas dançam livres no céu.

Vya Estelar - O que é a impermanência?

Lama Tsering - Encare sua vida como se fosse um banco no parque, em uma tarde de clima ameno. Você vai até lá passar algumas horas, sentado, aproveitando tudo ao máximo: a brisa fresca, os pássaros cantando, as borboletas, o sol batendo no rosto. Tudo aquilo dura pouco tempo e vai chegar ao fim. Por isso, você deve aproveitar o momento e criar boas condições. Você não deve se apegar ao banco.

Não tente colocar uma etiqueta nele com o seu nome, querendo mantê-lo para você! Isso vai impedi-lo de sentir o prazer e a liberdade de estar lá, simplesmente sentado. E se alguém se sentar com você, seja gentil, tratando-a com amor e compaixão. Não brigue com esta pessoa. Seu tempo é muito curto. Vocês estão ali apenas de passagem.

Ao lembrarmos de que tudo na vida é impermanente e chega ao fim, podemos ser generosos com ela, sabendo que provavelmente ela nunca pensa no fato de que terá que deixar o banco em breve, assim como você. Todos nós queremos manter as coisas e não conseguimos. Temos que ter compaixão por elas, e por nós mesmos. Compreender a impermanência nos faz ricos: temos tudo neste momento e podemos ser generosos, abertos, decididos a fazer o que pudermos para beneficiar a todos com o nosso amor, sem medo de perder.

Vya Estelar - É possível reduzir o carma?

Lama Tsering - Sim, o carma é purificável através da educação e da meditação. O carma é algo criado por nós, e tudo o que é criado pode ser alterado. Só o que está além da criação - como a natureza absoluta da nossa mente - não pode ser alterado. Há duas formas de eliminar o carma negativo: uma delas é experienciar as situações da vida sem rejeitá-las, e recebê-las com amor e compaixão, transformando carma negativo em positivo; a outra forma é purificar o carma negativo antes de vivenciá-lo, e ir além do carma, não importando se ele é positivo ou negativo. Esta segunda maneira de abordar a questão é crucial, mas só pode acontecer depois de treinarmos nossa mente através de avançadas técnicas de meditação.

De maneira mais imediata, a melhor coisa a ser feita é transformar carma negativo em carma positivo. Mas precisamos ter em mente que produzir carma positivo não é uma solução absoluta para nosso sofrimento. Porque todo carma, positivo ou negativo, é impermanente. Isso significa que, seja qual for o resultado positivo que você crie, ele também vai mudar, mais cedo ou mais tarde. É um ciclo: o que é positivo se transforma em negativo e o que é negativo, em positivo. A única saída é obter a realização da iluminação e tirar você e sua mente deste sistema cíclico de existência. Enquanto isso não ocorre, faça seu melhor e crie condições positivas para suas experiências futuras, aceitando o seu carma, vivendo-o da melhor forma possível e o purificando.

Vya Estelar - Como fazer para terminar um relacionamento com alguém com quem não combinamos muito, sem criar carma negativo e nem sofrimento?

Lama Tsering - Podemos dizer que a principal religião de nossa sociedade atual é o amor - nossas músicas, nossos filmes e nossos anseios são todos a respeito de relacionamentos - e, no entanto, nós nem ao menos sabemos o que é o amor. As pessoas se preocupam muito com os relacionamentos mas, na verdade, elas se preocupam mesmo é consigo mesmas. Elas querem ter um amor porque isso fará com que elas se sintam bem.

E o Budismo traz um novo paradigma a este respeito: amar é querer que o outro seja feliz. Ao amar, devemos nos preocupar com o bem-estar do outro e não em atender aos nossos interesses. Se você está com uma pessoa, é por causa do carma. Enquanto estiver com ela, você deve fazê-la o mais feliz possível. E se você deve terminar ou não o relacionamento, vai depender se isso vai fazê-la mais feliz ou mais infeliz. Sua preocupação não deve ter nada a ver com a sua própria felicidade. Se você tiver isto em mente, é mais provável que tome a decisão mais correta.

O relacionamento vai acabar de um jeito ou de outro. Lembre-se da impermanência: você e a outra pessoa não duram para sempre. O próprio relacionamento é impermanente e vai acabar naturalmente, quando não houver mais carma entre vocês. Então, aproveite o momento, e não se esqueça de pensar no bem-estar dos demais, mais do que no seu próprio. Isso é libertador.



Lama Tsering Everest



Fonte: entrevista de Lama Tsering Everest concedida ao site Vya Estelar
www.vyaestelar.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

 

DAR - LEGÍTIMA CARIDADE


Nunca diga, alma querida, que é pobre e nada tem para dar ao seu irmão. 

Lembre-se de que a legítima caridade é fonte de amor puro a nascer-lhe do coração: a colherzinha de sal, o pedaço de pão, a roupa em desuso, o sapato abandonado, a gota de sedativo capaz de silenciar a dor, o sorriso fraterno, um olhar de ternura, o perdão para a ofensa, o silêncio para a injúria, a luz da prece em favor do doente esquecido.
 
Nunca deixe passar em vão o seu dia. Assinale-o com um ponto positivo de luz, no coração do tempo que se chama hoje, e seu crédito estará sempre crescendo aos olhos de Deus.


Jerônimo Mendonça



Fonte: do livro "Escalada de Luz"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A CABALA LURIÂNICA


Durante o séc. XVI um grupo de cabalistas viveu em Safed, na Galiléia. Durante algum tempo, o grupo teve como mentor o grande gênio místico Isaac Luria que, baseado nas imagens do Zohar, desenvolveu vários conceitos adicionais que tiveram um papel muito importante na teoria mística judaica.

Um deles é o conceito de TZIMTZUM (“contração”), segundo o qual, como Deus ocupa todos os espaços, Ele teve de contrair-se para ocupar uma parte mínima do seu infinito e abrir espaço para o universo criado. Como essa contração ocorreu igualmente de todos os lados, a forma resultante foi esférica A luz criadora divina introduziu-se nela em uma linha reta e dispôs-se tanto em círculos concêntricos como em uma estrutura unilinear chamada de “o Homem Primordial que precedeu todos os outros primordiais”. Por esse motivo, a forma de um círculo e de um homem são as duas direções nas quais todas as coisas criadas se desenvolvem.

Outro conceito surgido na cabala luriânica é o de SHEVIRAH HAKELIM (“quebra dos vasos”). Os vasos designados para as três Sefirôt superiores puderam conter a luz que irradiava para elas, mas a luz atingiu as próximas seis Sefirôt subitamente, e foi forte demais para ser contida nos vasos individuais. Um após o outro eles se quebraram, e os pedaços se espalharam e caíram. O vaso da última Sefirá, Realeza, também se quebrou, mas não tanto. Um pouco da luz que estivera contida nos vasos voltou à sua fonte, mas o resto foi arremessado para baixo, junto com os próprios vasos, e desses pedaços quebrados as KELIPÔT, as forças das trevas, tiveram força. Eles também são a origem de toda a matéria. A pressão irresistível da luz sobre os vasos também fez todos os mundos descerem do lugar que havia sido destinado a eles, por isso todo o sistema do mundo está em desacordo com a ordem e posição originalmente pretendidas.

Lúria ensinou que os efeitos lamentáveis da “quebra dos vasos” podem ser superados pelo processo de TIKUN (“restauração”). A força principal do Tikun é a luz irradiada pela testa do Homem Primordial para reorganizar a confusão que resultou da quebra dos vasos. Outras evoluções complicadas, nas quais o homem não pode tomar parte, resultaram em uma realização quase completa da restauração, mas ainda há um trabalho a ser feito, trabalho que apenas o homem pode fazer.

É dever do homem, através de atos religiosos e da contemplação mística, lutar contra e finalmente acabar com o exílio humano, e também com o exílio de SHECHINÁ (a Presença Divina) causado pela quebra dos vasos. O homem deve esforçar-se por reconduzir o mundo ao seu verdadeiro nível espiritual e atingir um estado permanente de comunhão entre todas as criaturas e Deus que as kelipôt, as partes externas malignas, serão incapazes de evitar.


Rabi Dr. Roy A. Rosenberg



Fonte: do livro "Guia Conciso do Judaísmo"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

PRECES E REFLEXÕES AO DEITAR-SE (Tradição judaica/cabala)


Eu perdôo a todo aquele que me magoou, me prejudicou ou me fez qualquer forma de mal: ao meu corpo, à minha propriedade, à minha dignidade, à minha honra ou a qualquer coisa que possuo na Terra, quer tais atos tenham sido cometidos deliberada ou involuntariamente com palavras, ações ou ainda de forma artimanhosa, quer na vida presente ou em existências passadas. Eu perdôo a todo filho de Israel assim como a qualquer criatura humana. E te imploro, Senhor, que nenhum ser humano seja castigado ou sofra os rigores da culpa por minha causa. Seja da tua vontade, Senhor, Eterno Deus de meus ancestrais e Soberano de toda a criação, que eu não incorra mais na transgressão das tuas Leis, porém as transgressões de que já me tiver tornado culpado e que implicam em ser respondidas com responsabilidade, me encontrem contrito, arrependido e cheio de fé em teu Amor e Misericórdia, a fim de ser capaz de suportar com resignação e coragem o que tu julgares a meu respeito. Sejam as palavras da minha boca e os sentimentos do meu coração recebidos por ti com magna boa vontade, ó Deus, minha rocha e meu Redentor.


Bendito sejas tu, Eterno nosso Deus, Rei do Universo, que concedes o sono aos meus olhos, a sonolência às minhas pálpebras e que ilumina a pupila dos meus olhos. Seja de teu agrado, Eterno meu Deus, e Deus de meus pais, que me deite em paz e ao me levantar seja destinado à vida e à paz. Concede-me ser guiado pelo espírito do bem e não tenha influência sobre mim o espírito do mal. Liberta-me dos malefícios, das más inclinações e preserva-me, Senhor, de ser perseguido por obsessões e sonhos maus. Seja ainda o meu leito distinguido por tua paz e ilumina os meus olhos para não cair no sono da morte. Bendito sejas tu, Senhor, que iluminas todo o universo com a tua glória.



Fonte: Livro de Orações "SIDUR da Semana", Ed. Nova Stella, 2ª ed., 1992, São Paulo/SP
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/isl%c3%a2mico-ora%c3%a7%c3%a3o-crep%c3%basculo-sol-3710002/

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A TORÁ (PENTATEUCO) SEGUNDO A CABALA



A Torá não é um rolo sagrado que tenta definir a moral e a ética adequadas pelos quais o ser humano deveria viver...

Por tradição, descreve-se a Torá como constituída pelos Cinco Livros de Moisés, em que estão inscritas as leis fundamentais de conduta moral e física.

Algumas pessoas não-religiosas vêem a Torá como um documento que registra a história, enquanto outros a vêem como uma coletânea de histórias que falam da relação de D-us com o homem e da criação do mundo.

Para o cabalista, todas essas descrições erram o alvo.

Por exemplo, o eminente cabalista Rabi Shimon bar Yochai, o autor do Zohar, dizia que em sua própria geração havia grandes escritores que seriam capazes de compor histórias bem mais interessantes do que os relatos que aparecem na Torá. E ainda por cima, ele classificou todos esses rabinos, estudiosos e filósofos que tomam a Torá literalmente como inteiramente tolos. Estas são palavras muito fortes, vindas de uma figura histórica, um conhecedor tão respeitado da Bíblia.

Concepções erradas sobre moral

A Torá não é um rolo sagrado que tenta definir a moral e a ética adequadas pelos quais o ser humano deveria viver. Esta talvez seja uma das concepções mais equivocadas da religião - um equívoco que contribuiu para 2000 anos de sofrimento, perseguição e apatia. A humanidade jamais passará por uma mudança duradoura e positiva enquanto conceitos vagos de moralidade e ética forem nossa motivação e recompensa pela bondade e pela decência. Esta pode ser uma causa nobre, mas é uma causa que por mais de dois mil anos vem fracassando em trazer-nos paz e unidade.

De acordo com a Cabala, enunciados da Bíblia como “não matarás” ou “não roubarás” não estão na Torá para nos ensinar moralidade.

O que vem a ser realmente a Torá?

O código da Torá

Quando nosso olho, o órgão físico, vê um objeto, registra-o de cabeça para baixo. Transmite então a imagem invertida para o cérebro. De acordo com a ciência, um mecanismo inverte no cérebro essa figura de forma tal que temos agora uma percepção mental da imagem de cabeça para cima.

A Cabala diz que esse processo ocorre dentro da alma. O olho como órgão físico está conectado com o nosso mundo físico do caos - conhecido em termos cabalísticos como a "Árvore do Conhecimento". A alma está conectada com uma realidade mais elevada com ordem e plenitude absolutas - conhecida pelo termo em código "Árvore da Vida".

Quando nosso olho observa um objeto neste mundo físico, a imagem invertida vai para o nosso cérebro. A alma, conectada com a realidade da Árvore da Vida, pega essa informação caótica e a transforma em ordem - invertendo a imagem mental no nosso olho da mente.

Esta relação inerente entre o corpo e a alma é um processo natural do nosso universo - um processo que também se estende até a Torá do plano físico.

A Torá, como o corpo físico da sabedoria universal, também apresenta suas histórias de cabeça para baixo, invertidas. Somente a alma da Tora - a Cabala - pode reverter a imagem e nos apresentar a verdadeira compreensão e o verdadeiro significado espiritual.

Antídoto

Basta olhar para o mundo da medicina para obter uma outra instância da perspectiva cabalística do mecanismo interno da Torá. Para evitar que a doença de pólio aflija nossas vidas, a medicina moderna criou uma vacina contra a poliomielite. Dentro dessa vacina encontramos uma linhagem fraca da doença! Injetando porções mínimas da própria doença no corpo, evitamos que a doença completa se materialize.

Para a Cabala, a Torá funciona de acordo com um princípio semelhante. Quando a Torá fala de matar, assassinar, roubar e de outras ações negativas, na realidade estamos recebendo uma vacinação para evitar que essas "doenças" recaiam sobre nossas vidas. A Torá é a vacina ou o antídoto, se você preferir, que nos protege e nos cura das forças negativas e destrutivas de que fala em suas histórias.

Não matarás

Existe na Torá uma história muito famosa em que D-us ordena que os israelitas matem seu inimigo, uma nação conhecida como "Amalek". O massacre deve incluir todos os homens, mulheres e crianças de Amalek. Essa nação inteira deve ser exterminada. Para dizer o mínimo, é uma instrução controversa, principalmente à luz do mandamento de "não matarás". Como se pode conciliar o mandamento de D-us de "Não Matarás" com essa ordem para matar homens, mulheres e crianças? A Cabala explica essa aparente contradição.

O Zohar revela que a palavra Amalek tem o mesmo valor numérico que a palavra em hebraico para incerteza. E o que há de tão importante acerca da palavra "incerteza"? Segundo os cabalistas, a "incerteza" é a semente de todo o mal do mundo. Todos nós temos, em algum nível: Incerteza sobre nós mesmos. Incerteza sobre a existência de D-us. Incerteza sobre o nosso destino e sobre nossa capacidade de superar desafios. Incerteza sobre se há justiça no mundo. Incerteza sobre as recompenses associadas ao comportamento positivo, espiritual.

Por exemplo, se D-us estivesse do nosso lado, a plena vista, será que pegaríamos uns poucos "trocados" a mais do cofrinho se não houvesse ninguém mais no quarto? Será que perderíamos a cabeça e xingaríamos nossos amigos e familiares quando eles nos incomodassem? Será que mentiríamos, roubaríamos, enganaríamos, abusaríamos ou manipularíamos os outros para gratificar o nosso próprio ego?

É claro que não. Mas a Força que chamamos de D-us está oculta. Por isso, ficamos incertos acerca da presença de D-us em nossa vida. Então, nos comportamos com intolerância. Colocamos a nós mesmos na frente dos outros. Duvidamos da existência do Criador e por isso nos sentimos confiantes de poder ficar numa boa com nosso comportamento insensível e com nossas ciumeiras pessoais e profissionais. Viramos as costas para a noção de espiritualidade e de transformação de caráter. Ficamos motivados unicamente pelo intelecto e pelo ego, e esquecidos de outros anseios que deixamos ociosos em nossa alma.

Decodificando a história

"Eu vi o inimigo, e somos nós" - Pogo.
A Cabala explica que D-us na verdade está dizendo aos israelitas - e às pessoas de todas as gerações, incluindo a nós mesmos - para matar as incertezas dentro de nossa própria natureza. Cada um de nós é um "cidadão" da nação de Amalek. Não existe uma nação inimiga "lá fora". O inimigo é interno. A palavra Amalek é um código que significa a incerteza que habita dentro de nossa própria mente racional.

A história da Torá está invertida. Virada pelo avesso. De cabeça para baixo. De pernas para o ar. Invertida.

As percepções espirituais ocultas por trás da história carregam a verdade!

Matar os "homens, mulheres e crianças de Amalek" significa a destruição de nossas próprias incertezas. Os "filhos de Amalek" representam as sementes iniciais de dúvida que se insinuam em nossa mente no momento em que somos expostos a obstáculos ou a verdades espirituais. Os "homens e mulheres de Amalek" correspondem às incertezas, aos cepticismos e aos pensamentos adulterados já totalmente ampliados que nos assolam diariamente.

Este é um aspecto da Torá. Há um outro...

O objetivo da história da Torá

Essa história possui uma dimensão adicional, que forma o núcleo do objetivo último do rolo da Torá. Siga com cuidado: Esta história específica da Torá emana influências espirituais que ajudam as pessoas a erradicar e a remover a incerteza de suas vidas. A dúvida é apagada de nossa consciência através da energia mística que flui através de cada letra e palavra da Torá.

O pergaminho, a tinta, as letras e os versículos que formam a Torá são todos componentes intricados que transformam o rolo num "gerador de força espiritual".

Quando a Torá fala de maldições, de doenças, de fome ou de guerra, as influências que emanam desse instrumento nos inoculam com uma "vacina" para impedir que essas calamidades nos afetem.

O Zohar extrai percepções espirituais de cada uma das porções da Torá que são lidas ao longo do ano. Cada semana oferece uma energia diferente que podemos usar em nossa vida de maneira prática. Essas influências incluem: cura; prosperidade; eliminação da inveja; capacidade para atrair nossa alma gêmea; força para ascender acima de nossos medos.

Sem o conhecimento espiritual que decifra a história, a Torá se torna inoperante. Ela se torna um símbolo de tradição improdutivo, em vez de ser um instrumento incrível de poder. Ainda pior, os sábios nos dizem que se alguém simplesmente aceita a Torá literalmente - lendo-a com uma postura mental religiosa ao invés de se conectar com ela num nível espiritual - a Torá se tornará um veneno.


Rav Philip Berg



Fonte: Centro da Cabala - www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/b%c3%adblia-livro-p%c3%a1ginas-abrir-lendo-1868070/

ALGUÉM HOJE


Alguém hoje ainda talvez te procure pedindo auxílio.

Alguém que provavelmente não fale, mas trará nos olhos ou nos próprios atos a súplica de amparo que a palavra nem sempre diz.

Alguém que terá errado, a rogar-te um gesto de simpatia, a fim de retificar-se; que se vê sob o frio da angústia, esmolando segurança; que haverá perdido afeições inesquecíveis no nevoeiro da morte, a implorar-te reconforto; que padecerá solidão, mendigando alguns momentos de companhia...

Não te afirmes incapaz, nem te digas inútil.

Auxilia como puderes.

O Céu saberá usar-te.

Organiza as tuas prateleiras de bondade e serve esperança e coragem aos que te busquem apoio.

Oferece-te para o trabalho do bem, como te encontras e tal qual és, fazendo o melhor de ti.

Não temas.

Se desejas renovação e se tens fé, podes claramente entrar no serviço ao próximo, a colaborar no supermercado da luz, entregando as bênçãos de Deus.


Francisco Cândido Xavier / Meimei



Fonte: do livro "Amizade", Ed. IDEAL
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

FIQUE EMPOLGADO

Não importa o que você faça hoje – seja lavar a louça, enviar um e-mail, encontrar-se com um cliente, ou fazer algo que realmente detesta – tente fazê-lo com empolgação. Se ficar empolgado com essas atividades, várias coisas acontecerão. Você se conectará com a Luz disponível naquele momento e, adicionando o elemento da empolgação ao fazer algo que detesta, se libertará da zona de conforto que limita sua vida e, assim, passará para uma realidade onde o impossível se torna possível. Injetar uma energia como a do amor ou da empolgação em suas atividades faz com que tudo o que você fizer se torne automaticamente uma fonte de plenitude.



Rav Yehuda Berg




Fonte: Centro de Cabala
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/arvores-natureza-montanhas-panorama-4896953/

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

EFEITO ESPELHO



Existe uma característica dos relacionamentos muito próximos, que é um dos principais fatores responsáveis em tornar a convivência insuportável. Trata-se do efeito espelho.

Um dos mecanismos mais usados para assimilação de informações e comportamentos é a “repetição”. Este fato resulta em uma forte tendência da mente humana em absorver padrões de comportamento que são insistentemente colocados na tela mental.

Essa tendência se aplica não somente em relação à qualidades, conhecimentos e habilidades. Mas também em relação aos defeitos, hábitos e comportamentos desinteressantes.

Ou seja, numa convivência próxima, é natural que além da maneira de falar, padrões de sentimentos e maneira de vestir, também sejam assimilados os denominados “defeitos de comportamento”.

Dessa maneira acontece um efeito no mínimo interessante. Após um certo tempo, a pessoa com que estamos convivendo, seja um filho, um cônjuge, um colega de trabalho, um amigo etc., terá a tendência natural em absorver algumas das nossas falhas de comportamento mais marcantes. Em especial aquelas que ainda não nos conscientizamos, mas que nos incomodam em nível subconsciente, ou ainda aquelas que já nos conscientizamos e achamos que superamos, mas que ainda continuam se manifestando inconscientemente.

Agora imaginem essa situação. A pessoa que estamos convivendo diretamente, passa a apresentar os defeitos que mais abominamos, em especial porque esses defeitos estão em nós, e em vários casos estamos procurando superá-los, mesmo que inconscientemente.

Esse é o efeito espelho, uma tendência que sabiamente existe para que possamos sentir na pele os nossos próprios defeitos de convivência, mas que na maioria dos casos, pela influência do ego, é o principal responsável em tornar a convivência de alguns relacionamentos insuportável.

Em outras palavras, a maioria dos problemas que surgem relacionados às falhas das outras pessoas, verdadeiramente está em nós, pois quando nos corrigimos, tudo se torna perfeito e passamos a não nos incomodar mais.


Júlio César de Castro Ferreira



(desconheço a fonte do texto)
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/autoconsci%c3%aancia-autoliberta%c3%a7%c3%a3o-8105584/

EDUCAÇÃO ESPIRITUAL



O estado do mundo, como todos nós sabemos, está mudando. Mas não perca as suas esperanças – no método cabalístico, os pais ensinam suas crianças a dar amor, e, no processo, lembrar o que esqueceram há tempos.

A Educação espiritual (cabalística) tem sido o coração da nossa nação desde o seu início. É por isso que os judeus são chamados de Am HaSefer ("A nação do livro"). A formação espiritual tem sido o meio essencial para a existência da nossa sociedade; ela a construiu e foi um elemento vital dentro dela.

De fato, desde a recepção da Torá até a ruína do Segundo templo, velhos e novos, igualmente, tinham vivido em unidade e com clara percepção da força superior. Moisés estabeleceu a educação espiritual na nação, e crianças aprenderam desde cedo a conhecer a realidade baseada nas suas raízes no mundo superior. Foi dito que desde Beer Sheba no sul até a Represa no Norte, nenhuma criança era ignorante em relação à assuntos sobre pureza e impureza.

Pureza e impureza não se referem à assuntos espirituais, mas à força egoísta impura em nós, e a pura força de doação. Em outras palavras, mesmo o mais novo entre a nação sentiu altos níveis espirituais.

Uma Crise Agravante

Ainda, após a ruína do Segundo templo, a nação perdeu a sua tangível sensação da espiritualidade, embora a importância da espiritualidade tivesse permanecido bem enraizada nos corações das pessoas.

Mesmo estando em exílio, cada criança judia sabia como ler, escrever e calcular, e foi ensinada através dos antigos escritos. A educação para unidade, estabelecida pelos cabalistas, manteve as comunidades judaicas unidas durante a diáspora.

Apesar do fato que a educação produziu grande prosperidade, hoje, a importância da educação está declinando rapidamente. Jornais estão repletos com notícias e pesquisas descrevendo a violência escolar, abuso de drogas, depressão e desorientação entre os jovens. Pessoas jovens estão indiferentes em relação a valores e parecem querer mais do que este mundo pode oferecer.

Além do mais, a crise na educação e parte de uma crise muito mais ampla – uma de proporções globais. Cabalistas explicam que esse é um processo pelo qual o ego humano está ampliado para um ponto onde a pessoa não consegue mais saciá-lo.

Outro exemplo da arrogância do ego é a "crescente diferença de geração", que começou a acelerar no século passado. O jovem atual não consegue relacionar-se com a geração dos seus pais, e vê os adultos como fora de moda, desatualizados. Então, por um lado, nós não sabemos como educar as nossas crianças e satisfazer suas necessidades que mudam e aumentam.

Por outro lado, os jovens não possuem o meio de como comunicar-se com a geração prévia. Mais do que nunca, precisamos de um método que sirva como apoio para uma sociedade uniforme e feliz, na qual todas as partes encontram seu lugar e trabalho frente a um objetivo comum.

Leis de Doação e Amor

A sabedoria da cabala lida com a educação e a construção da sociedade como meio de atingir a força superior. Nos seus escritos, cabalistas revelam a evolução pela qual cada pessoa deve passar numa sociedade fundada na espiritualidade. Assim como cada alma recebe o que precisa do seu ambiente nos mundos espirituais, uma pessoa deve receber a educação correta em cada fase da vida.

Numa sociedade fundada nos princípios da sabedoria da cabala, nós podemos aprender, desde a infância, a apreciar a vida num nível profundo. Vamos entender que este mundo é muito mais rico do que os nossos cinco sentidos conseguem perceber. Desde cedo, nós vamos aprender através de jogos e exemplos a identificar as causas e latentes forças que controlam a realidade. Então, nós vamos conhecer as leis espirituais de amor e doação, aprender a usá-las corretamente, e poder viver em harmonia e equilíbrio com a natureza.

O Melhor Futuro

As crianças só podem implementar o que elas aprenderam após observar os exemplos feitos pelos adultos. A educação correta origina-se somente do exemplo pessoal. Um dos exemplos atuais na educação mundial é que nos comportamos de forma contraria à que ensinamos. Por exemplo, enquanto ensinamos valores altruístas como doação e colaboração, agimos de forma contrária a isso.

Tais contradições evocam confusão e desrespeito das crianças em direção aos seus pais. No entanto, num sistema de educação baseado na sabedoria da Cabala, os exemplos pessoais dos pais, de valores altruístas, estarão em harmonia com o que ensinam. A educação vai resultar da responsabilidade mutua; vai unir as gerações.

Os pais entenderão que tal consistência vai criar o melhor futuro para as suas crianças, e cometerão a adequada conduta por causa do seu amor pela sua prole. Similarmente, as crianças estarão expostas aos valores e exemplos pessoais de doação dos seus pais e aspirarão a unir-se a eles como membros ativos da sociedade. Elas obterão seu lugar do lado dos adultos e trabalharão juntos por uma sociedade próspera.

No final das contas, uma educação espiritual vai promover a sociedade como um todo.

Além do mais, tal tipo de criação vai mudar a vida de forma considerável. A geração jovem vai ser ajudada pela experiência adquirida pelos adultos, e usarão seus exemplos para aprender como vencer seu próprio ego quando ele estalar. Ao fazer isso, os jovens apreciarão a geração antiga e criarão uma ligação forte de amor e respeito entre eles.

A sociedade futura que os cabalistas sempre ansiaram pode ser construída através da educação espiritual, e pode ser feita hoje. É suficiente educar uma geração para "dar um chute inicial" no processo.

Isso, por sua vez, criará uma sociedade uniforme, não contaminada pela diferença de época. Ambas as gerações passada e atual vão apoiar uma a outra para que uma seja a garantia do sucesso da outra. Os velhos servirão como exemplo, e a necessidade para educar os jovens, via valores espirituais vai compelir os antigos a demonstrarem o certo exemplo. Então, eles vão complementar um ao outro e marcharão juntos frente à completa realização da realidade superior.


Rav Dr. Michael Laitman, PhD.



Fonte: http://www.kabtoday.com/
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/ler-literatura-um-livro-%c3%b3culos-9370928/

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

FORMAS PENSAMENTOS E LARVAS ASTRAIS



Formas-pensamento

Para começar, vamos separar algumas coisas. Larvas astrais, vibriões psíquicos e aparelhos astrais são todos formas-pensamento. Já ovoides não são formas-pensamento, mas consciências que tomaram a forma ovoidal, por motivos que vamos explicar numa outra mensagem. Qual a diferença e por que fazer essa diferenciação? Porque explicando formas-pensamento já teremos facilitado bastante as coisas e já teremos andado metade do caminho.

Formas-pensamento são criações mentais modeladas em matéria fluídica ou matéria astral. Podem ser criadas por encarnados e desencarnados, com características boas ou ruins, positivas ou negativas. Como o próprio nome diz, são resultados da ação da mente sobre as energias mais sutis que estão à nossa volta, criando formas correspondentes ao pensamento externado.

As energias que nos rodeiam são altamente plásticas e sensíveis à ação das ondas mentais. Quando pensamos, as vibrações que emitimos atuam sobre estas energias, condensando ou dispersando-as, dando-lhes formas, cores e brilhos que correspondem à natureza e à essência do que pensamos. Se o pensamento é passageiro, muitas vezes nem chega a criar nada, ou, se cria, a forma não se mantém, pois não é realimentada. Se, no entanto, o pensamento é persistente, revivido continuamente por imagens mentais, a forma criada se estabelece, ficando cada vez mais forte.

Se se trata de forma-pensamento positiva, sadia, elevada, ela se alimentará dos pensamentos e sentimentos positivos do seu criador, ao mesmo tempo em que o abastecerá de bons fluidos agregados, por sintonia, de outras mentes e formas-pensamento de mesmo teor. Se, no entanto, se trata de uma forma-pensamento negativa, densa, doentia, ela também se alimentará dos pensamentos do seu criador, levando-o a intensificar, cada vez mais, a mesma ideia e projetando sobre ele todos os fluidos com que tenha sintonia, até que o emissor não consiga mais se desvencilhar de sua própria criação. Sua mente passa, então, a ser preenchida apenas por aquela ideia, num círculo vicioso.

É assim que muitos processos de obsessão começam, com formas-pensamento criadas e mantidas pela própria pessoa, já que muitos obsessores se aproveitam dessas criações, manipulando-as para assustar, atormentar e drenar as energias das pessoas que são os seus alvos. É importante observar também que formas-pensamento podem ser "incorporadas" por médiuns, como se fossem espíritos. A diferença é que, como não são consciências e não têm mente, ou seja, não são individualidades, não são capazes de se comunicar de forma lógica, mas podem ser acopladas aos médiuns, à sua aura e ao seu perispírito, para drenagem de energias e consequente desintegração da forma, desligando-a de outras consciências encarnadas e desencarnadas.

Estas são muitas das manifestações que acontecem nos grupos de desobsessão em que não há diálogo, mas se nota um enfraquecimento gradativo do fenômeno, como se a "entidade" estivesse, literalmente, derretendo, desmanchando-se, para logo deixar o corpo do médium.


Larvas Astrais e Vibriões Psíquicos

Segundo o dicionário Houaiss, vibrião é a designação comum às bactérias móveis em forma de bastonetes. E larva vem do latim 'larvae' que significa máscara, boneco, espantalho, demônio, espectro que se apodera das pessoas. Entre os antigos romanos, a palavra larva designava o espectro ou fantasma de pessoa que teve morte violenta ou de criminoso, que se supunha vagar entre os vivos para atormentá-los.

Já em zoologia, passou a designar o estágio imaturo, pós-embrionário, de um animal, quando este difere sensivelmente do adulto, como os insetos, por exemplo, porque, neste estágio, o animal estaria "mascarado", disfarçado.

Como vemos, portanto, larvas astrais ou vibriões psíquicos são formas-pensamento semelhantes a micróbios físicos, criados pela viciação mental e/ou emocional da consciência, em atitudes, pensamentos e sentimentos desequilibrados. 

Vejamos algumas descrições de André Luiz, no capítulo 3, do livro 'Missionários da Luz', ao examinar, mais de perto, alguns candidatos ao desenvolvimento mediúnico:
 
"Fiquei estupefato. As glândulas geradoras emitiam fraquíssima luminosidade, que parecia abafada por aluviões de corpúsculos negros, a se caracterizarem por espantosa mobilidade. Começavam a movimentação sob a bexiga urinária e vibraram ao longo de todo o cordão espermático, formando colônias compactas nas vesículas seminais, na próstata, nas massas moncosas uretrais, invadiam os canais seminíferos e lutavam com as células sexuais, aniquilando-as. As mais vigorosas daquelas feras microscópicas situavam-se no epidídimo, onde absorviam, famélicas, os embriões delicados da vida orgânica. Estava assombrado. ... Seriam expressões mal conhecidas da sífilis?"

Ao que o instrutor Alexandre responde: "- Não, André. Não temos sob os olhos o espiroqueta de Schaudinn, nem qualquer nova forma suscetível de análise material por bacteriologistas humanos. São bacilos psíquicos da tortura sexual, produzidos pela sede febril de prazeres inferiores. O dicionário médico do mundo não os conhece e, na ausência de terminologia adequada aos seus conhecimentos, chamemos-lhes larvas, simplesmente.

"Têm sido cultivados por este companheiro, não só pela incontinência no domínio das emoções próprias, através de experiências sexuais variadas, senão também pelo contato com entidades grosseiras, que se afinam com as predileções dele, entidades que o visitam com frequência, à maneira de imperceptíveis vampiros.

Observando outro candidato habituado a ingerir álcool em excesso, André Luiz nos dá a seguinte descrição: "Espantava-me o fígado enorme. Pequeninas figuras horripilantes postavam-se, vorazes, ao longo da veia porta, lutando desesperadamente com os elementos sanguíneos mais novos. Toda a estrutura do órgão se mantinha alterada."

Ainda no mesmo capítulo, ele examina também uma mulher com distúrbios alimentares e diz: "Em grande zona do ventre superlotado de alimentação, viam-se muitos parasites conhecido, mas, além deles, divisava outros corpúsculos semelhantes a lesmas voracíssimas, que se agrupavam em grandes colônias, desde os músculos e as fibras do estômago até a válvula ileocecal. Semelhante parasite atacavam os sucos nutritivos, com assombroso potencial de destruição."

Para entender como surgem as larvas astrais, vamos continuar com o que diz o instrutor Alexandre, a André Luiz, no capítulo 4, do livro 'Missionários da Luz': 

"Você não ignora que, no círculo das enfermidades terrestres, cada espécie de micróbio tem o seu ambiente preferido. ... Acredita você que semelhantes formações microscópicas se circunscrevem à carne transitória? Não sabe que o macrocosmo está repleto de surpresas em suas formas variadas? No campo infinitesimal, as revelações obedecem à mesma ordem surpreendente. André,meu amigo, as doenças psíquicas são muito mais deploráveis. A patogênese da alma está dividida em quadros dolorosos. A cólera, a intemperança, os desvarios do sexo, as viciações de vários matizes, formam criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima. Quase sempre o corpo doente assinala a mente enfermiça. A organização fisiológica, segundo conhecemos no campo das cogitações terrestres, não vai além do vaso de barro, dentro do molde preexistente do corpo espiritual. Atingido o molde em sua estrutura pelos golpes das vibrações inferiores, o vaso refletirá imediatamente."

Ainda no mesmo capítulo, Alexandre continua: "Primeiramente a semeadura, depois a colheita; ... Não tenha dúvida. Nas moléstias da alma, como nas enfermidades do corpo físico, antes da afecção existe o ambiente. As ações produzem efeitos, os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem a formas e consequências de infinitas expressões. E, em virtude de cada Espírito representar um universo por si, cada um de nós é responsável pela emissão das forças que lança em circulação nas coerentes da vida. A cólera, a desesperação, o ódio e o vício oferecem campo a perigosos germens psíquicos na esfera da alma. E, qual acontece no terreno das enfermidades do corpo, o contágio aqui é fato consumado, desde que a imprevidência ou a necessidade de luta estabeleça ambiente propício, entre companheiros do mesmo nível. ... Cada viciação particular da personalidade produz as formas sombrias que lhe são conseqüentes, e estas, como as plantas inferiores que se alastram no solo, por relaxamento do responsável, são extensivas às regiões próximas, onde não prevalece o espírito de vigilância e defesa."

Como vemos, as larvas astrais surgem dos excessos e desequilíbrios físicos, emocionais e espirituais de toda sorte, pela repetição contínua de uma mesma conduta, física e/ou mental, o que causa o acúmulo de energias mais densas em determinadas regiões do organismo, as quais se organizam na forma de colônias de microorganismos astrais.

As consequências são as mais variadas, podendo ir desde problemas físicos,graves ou não, até perturbações espirituais, que, se não combatidas a tempo,podem se transformar em sérios distúrbios psíquicos, acarretando sérias complicações para o encarnado, nesta vida e nas próximas. Larvas astrais são bastante "aderentes" e se multiplicam com muita facilidade, bastando, para isso, que se lhes ofereçam as mínimas condições mentais e energéticas.

Dependendo da extensão do problema, serão necessárias muitas aplicações energéticas para limpeza, desinfecção e rearmonização da região afetada, o que pode exigir a atuação de vários aplicadores, em várias sessões, para que estas colônias sejam enfraquecidas e não possam mais se expandir, vindo a desaparecer. Mas, como em qualquer tratamento físico, a colaboração do "paciente" é imprescindível, uma vez que estas larvas são criadas e alimentadas pelas energias geradas pelos seus próprios pensamentos e sentimentos. Assim, além das aplicações energéticas, é necessário que se oriente e conscientize a pessoa sobre como e por quê mudar os seus hábitos mentais e as suas atitudes, garantindo que ela mesma não mais oferecerá condições para que estas larvas se instalem e espalhem.

Se larvas astrais são criações mentais, geradas a partir de pensamentos e sentimentos desequilibrados, a prevenção se faz, também aqui, pelo equilíbrio e o controle do que pensamos e sentimos. Não há outro meio. Como já dito muitas vezes, sintonia é a "alma" do universo. Tudo funciona segundo as suas leis e só viveremos com aquilo que nós mesmos criarmos ou atrairmos a partir do que geramos dentro de nós.


Para mais informações sobre o assunto 'formas-pensamento', leia o livro "Formas de Pensamento", de Annie Besant e Charles W. Leadbeater.



Maisa Intelisano



Fonte: http://www.amadeuw.com.br/a-materia.php?c=15&id=8506&t=Formas+pensamento
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/arte-geom%c3%a9trica-formas-coloridas-7409282/

DESENVOLVA MAIOR APRECIAÇÃO



Se não sentirmos que estamos recebendo da Luz infinitamente mais do que estamos dando, então apreciação é uma área em que precisamos colocar o foco de no nosso trabalho espiritual. Podemos também ter certeza de que, não importa o quanto esse trabalho seja desafiador, as recompensas são muito maiores do que jamais possamos imaginar.

Se nosso foco está dirigido ao que não possuímos, começamos a perder a apreciação. E quando perdemos a apreciação, também podemos perder o que possuímos.

Uma pessoa com um verdadeiro desejo de viver tem gratidão pelo que possui, e ainda assim anseia por mais. Somos destinados a ter tudo. Uma pessoa com desejo autêntico sabe que recebeu dádivas maravilhosas, mas também reconhece que elas podem desaparecer a qualquer instante. Ela se sente plena e incompleta ao mesmo tempo.

O ensinamento a ser lembrado é o seguinte: Nossa conexão conosco mesmos, com os outros e finalmente com a Luz do Criador começa e termina na apreciação.

Já sabemos disso. Só quero lembrar a importância crucial de lutar constantemente para permanecer em estado de gratidão. E não se iluda, trata-se de uma luta, porque nosso instinto natural é procurar o que existe de negativo. Requer esforço não nos compararmos com os outros e não sentir carências. É fácil explodir de raiva e auto-piedade, resultantes da inveja ou da insegurança, mas é muito difícil travar a batalha interna contra o ego (que é a raiz de todo ressentimento, dúvida e de todo o resto que você mesmo pode enumerar...).

E não é só o fato de que devemos lutar para apreciar as coisas e as experiências. As pessoas que nos ajudam pelo caminho também são canais para a Luz. Se esquecemos delas, então rompemos nossa conexão com a Fonte de tudo que é bom na vida. Mesmo que tenha sido há 20 anos, é importante lembrar das pessoas que estiveram presentes para nos apoiar ao longo da jornada. Quando nos ocupamos reconhecendo o bem que os outros nos fizeram, nossa atenção se desloca do que não possuímos.

Todos nós somos abençoados com diversas dádivas. Precisamos ser gratos por essas dádivas, para que elas possam permanecer conosco. Através da apreciação, podemos evitar o sentimento de que estamos deixando escapar alguma coisa, o que nos faz desperdiçar ou perder o que temos. O sentimento de abundância cria mais abundância.

Dê um passo atrás. Desenvolva maior apreciação, imaginando como seria a vida se as coisas, as pessoas, as qualidades, as habilidades que você possui lhe fossem retiradas. Toda vez que você se sentir fixado no brilho das vidas contido nas páginas das revistas sobre celebridades, ou no carrão que seu vizinho possui, traga seu foco de volta. Retorne para você, para sua vida, e olhe ao seu redor.

E se essas coisas e pessoas não estivessem aqui amanhã? Quanta falta você sentiria delas?

Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala - www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/manh%c3%a3-nascer-do-sol-mulher-silhueta-2243465/

DELTA LUMINOSO – O OLHO QUE TUDO VÊ!

(...) O Delta Luminoso é a imagem de Deus. O Delta Luminoso, Olho que tudo vê, é o olho Luminoso, é o Olho da Consciência é o símbolo do sol. É o Olho da Divindade, à qual nada permanece oculto. É o Olho Onividente. Figura também o princípio Divino, o Poder do Criador. Onipotente, animador de todas as coisas.

Sendo o sol, fonte inesgotável de luz e energia, e que o olho humano vê o sol que ilumina todo o céu, eles são, por analogia, idênticos, onde o sol ilumina e o olho reflete os raios que recebe, nesta simbiose metafórica de o olho tornar-se, também, um sol.

Na ordem milenar da maçonaria, representa o sol como o olho direito que tudo vê. No culto de Mitra, o olho direito era o símbolo do sol.

Quando na iniciação o neófito chega ao fim das provas para ingresso na ordem, dá-se a luz! Neste momento, ele está frente a frente com Deus, GADU, e assim pode identificar-se com Ele.

Nas antigas iniciações, sendo o sol comparado ao olho, o próprio Rei também o era. 

Do ponto de vista iniciático, o Sol é o símbolo do intelecto que concede o pensamento. E de fato, é pelo pensamento que se chega à luz do conhecimento. 

O Delta Luminoso, também chamado de Triângulo Fulgurante, representa a presença de Deus, demonstrando a sua onisciência, suprema realidade em seus três lados. Constitui-se como um triângulo com a representação de um olho (direito) ao centro. Localiza-se no Oriente, em cima do trono do Ven. Mestre. É o símbolo do Poder Supremo. 

Segundo José Castellani, “o delta luminoso é um triângulo isósceles - ângulo de 108º no vértice e dois de 36º na base - tendo, em seu centro, o Olho Divino (o Sol, distribuidor da Luz e da Vida, o Logos, o Principio Criador), ou o tetragrama sagrado hebraico (iud, he, vav, he), nome inefável de Deus, só pronunciado pelo Sumo Sacerdote (Cohen Gadol), uma vez por ano, no Iom Kipur (Dia do Perdão). Seus três lados se traduzem pela fórmula pensar bem, dizer bem, fazer bem, ou Liberdade, Igualdade, Fraternidade. As três pontas significam passado, presente, futuro; e o triângulo inteiro significa eternidade. Os três ângulos, sabedoria, força, beleza, são atributos divinos e representantes dos três reinos da natureza, ou das três fases da vida humana: nascimento, vida e morte.” (...)



(desconheço o autor)


Sugestão bibliográfica para aprofundamento:
- "O Delta Luminoso", de Rizzardo Da Camino



Fonte: Loja Thomas Kemphis, Nº 2193
Boletim 121 - Ano X - Setembro-2003

Fonte das Gravuras: 
http://i.olhares.com/data/big/213/2138141.jpg
http://2.bp.blogspot.com/-i3kA_WDjVMQ/US1Z-ku313I/AAAAAAAABV4/DOVKeH6cReA/s1600/12altarec.jpg
https://www.google.com.br/search?q=delta+luminoso

A ALMA - VIDA E EVOLUÇÃO




A alma vem de Deus; é, em nós, o princípio da inteligência e da vida. Essência, misteriosa, escapa à análise, como tudo quanto dimana do Absoluto. Criada por amor, criada para amar, tão mesquinha que pode ser encerrada numa forma acanhada e frágil, tão grande que, com um impulso do seu pensamento, abrange o Infinito, a alma é uma partícula da essência divina projetada no mundo material.

Desde a hora em que caiu na matéria, qual foi o caminho que seguiu para remontar até ao ponto atual da sua carreira? Precisou passar vias escuras, revestir formas, animar organismos que deixava ao sair de cada existência, como se faz com um vestuário inútil. Todos estes corpos de carne pereceram, o sopro dos destinos dispersou-lhe as cinzas, mas a alma persiste e permanece na sua perpetuidade, prossegue sua marcha ascendente, percorre as inumeráveis estações da sua viagem e dirige-se para um fim grande e apetecível, um fim que é a perfeição.

A alma contém, no estado virtual, todos os germens dos seus desenvolvimentos futuros. É destinada a conhecer, adquirir e possuir tudo. Como, pois, poderia ela conseguir tudo isso numa única existência? A vida é curta e longe está a perfeição! Poderia a alma, numa vida única, desenvolver o seu entendimento, esclarecer a razão, fortificar a consciência, assimilar todos os elementos da sabedoria, da santidade, do gênio? Para realizar os seus fins, tem de percorrer, no tempo e no espaço, um campo sem limites. É passando por inúmeras transformações, no fim de milhares de séculos, que o mineral grosseiro se converte em diamante puro, refratando mil cintilações. Sucede o mesmo com a alma humana.

O objetivo da evolução, a razão de ser da vida não é a felicidade terrestre, como muitos erradamente crêem, mas o aperfeiçoamento de cada um de nós, e esse aperfeiçoamento devemos realizá-lo por meio do trabalho, do esforço, de todas as alternativas da alegria e da dor, até que nós tenhamos desenvolvido completamente e elevado ao estado celeste. Se há na Terra menos alegria do que sofrimento, é que este é o instrumento por excelência da educação e do progresso, um estimulante para o ser, que, sem ele, ficaria retardado nas vias da sensualidade. A dor, física e moral, forma a nossa experiência. A sabedoria é o prêmio.

Pouco a pouco a alma se eleva e, conforme vai subindo, nela se vai acumulando uma soma sempre crescente de saber e virtude; sente-se mais estreitamente ligada aos seus semelhantes; comunica mais intimamente com o seu meio social e planetário. Elevando-se cada vez mais, não tarda a ligar-se por laços pujantes às sociedades do Espaço e depois ao Ser Universal.

Assim, a vida do ser consciente é uma vida de solidariedade e liberdade. Livre dentro dos limites que lhe assinalam as leis eternas, faz-se o arquiteto do seu destino. O seu adiantamento é obra sua . Nenhuma fatalidade o oprime, salvo a dos próprios atos, cujas conseqüências nele recaem; mas, não pode desenvolver-se e medrar senão na vida coletiva com o recurso de cada um e em proveito de todos. Quanto mais sobe, tanto mais se sente viver e sofrer em todos e por todos. Na necessidade de se elevar a si mesmo, atrai a si, para fazê-los chegar ao estado espiritual, todos os seres humanos que povoam os mundos onde viveram. Quer fazer por eles o que por ele fizeram os seus irmãos mais velhos, os grandes Espíritos que o guiaram na sua marcha.

A Lei de justiça requer que, por sua vez, sejam emancipadas, libertadas da vida inferior todas as almas. Todo ser que chega à plenitude da consciência deve trabalhar para preparar aos seus irmãos uma vida suportável, um estado social que só comporte a soma de males inevitáveis. Esses males, necessários ao funcionamento da lei de educação geral, nunca deixarão de existir em nosso mundo, representam uma das condições da vida terrestre. A matéria é o obstáculo útil; provoca o esforço e desenvolve a vontade; contribui para a ascensão dos seres impondo-lhes necessidades que os obrigam a trabalhar. Como, sem a dor, havíamos de conhecer a alegria; sem a sombra, apreciar a luz; sem a privação, saborear o bem adquirido, a satisfação alcançada? Eis aqui a razão por que encontramos dificuldades de toda sorte em nós e em volta de nós.



Leon Denis 



Fonte: do livro "Depois da Morte"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

CAOS DURANTE A CAMINHADA ESPIRITUAL



Uma aluna está usando todas as ferramentas da Kabbalah, mas mesmo assim está enfrentando um grande caos. A pergunta dela era, basicamente, "como pode ser?" 

É uma ótima pergunta, que eu sei que todos os estudantes de Kabbalah enfrentam em algum momento da sua jornada. E minha resposta é: respire fundo. Os testes estão vindo agora porque a Luz quer que nos esforcemos mais para encontrá-la. Quanto mais suarmos nossa camisa, maior será a revelação. Continue usando as ferramentas e se acomodando na zona do desconforto. Você nunca sabe a que distância está de penetrar a escuridão e acessar a Luz. E como a experiência nos mostra, o dia em que desistimos normalmente é o dia em que as respostas estão prontas para se revelarem. 

Sei que isto não é fácil quando você está recebendo más notícias do médico ou esmagado por outras questões difíceis na vida. Mas tudo isto faz parte do jogo para o qual nos inscrevemos no mundo infinito. A estratégia para este jogo é aceitar o lixo, realmente aceitá-lo e até se sentir grato por ele. Quanto mais rápido você fizer isto, mais depressa chegará ao lado mais iluminado. 

Avalie onde sua vida se encontra agora. Saiba que as dificuldades estão presentes por algum motivo benéfico. Lembre-se que a única milha que vale é a milha extra. Ah, e quanto àquela aluna que está num beco sem saída: Eu disse a ela que em seu momento mais escuro, se ela puder encontrar uma maneira de doar, e de doar grande, ela pode esperar que sua vida mude de formas inimagináveis.


Rav Yehuda Berg


Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal