sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A LUZ SEM FONTE

Perguntaram a Osho:

Você mencionou que os movimentos rápidos dos olhos indicam processos mentais e que, se os movimentos dos olhos forem parados, os processos mentais também cessarão. Mas esse controle fisiológico dos processos mentais, essa cessação dos movimentos dos olhos, parece criar tensões psíquicas, como acontece quando nós mantemos nossos olhos fechados sob uma venda por um longo tempo.

Em primeiro lugar, sua mente e seu corpo não são duas coisas no que se refere ao tantra. Lembre-se disso sempre. Não diga “processo fisiológico” e “processo mental”. Eles não são dois - simplesmente duas partes de um lodo. Tudo o que você faz fisiologicamente, afeta a mente. Tudo o que você faz psicologicamente, afeta o corpo. Eles não são dois, eles são um.

Você pode dizer que o corpo é um estado sólido da mesma energia e a mente é um estado líquido da mesma energia. Então, não importa o que você esteja fazendo fisiologicamente, não pense que é apenas fisiológico. Não se pergunte como isso irá ajudar alguma transformação na mente. Se você toma álcool, o que acontece à sua mente? O álcool é tomado no corpo, não na mente, mas o que acontece à mente? Se você toma LSD, ele vai para o corpo, não para a mente, mas o que acontece à mente?

Ou se você faz um jejum, o jejum é feito pelo corpo, mas o que acontece à mente? Ou outro extremo: se você tem pensamentos sexuais, o que acontece ao seu corpo? O corpo é afetado imediatamente. Você pensa na mente em um objeto sexual e seu corpo começa a ficar pronto.

Há uma teoria de William James. Na primeira parte deste século, ela aparentemente parecia muito absurda, mas em um certo sentido ela está certa. Ele e outro cientista chamado Lange propuseram essa teoria que é conhecida como teoria James-Lange. Comumente, nós dizemos que você está com medo e por isso você foge e sai correndo, ou você está com raiva e por isso seus olhos ficam vermelhos e você começa a bater em seu inimigo.

Mas James e Lange propuseram exatamente o contrário. Eles disseram que, porque você corre, por isso você sente medo; e porque seus olhos ficam vermelhos e você começa a bater em seu inimigo, você sente raiva. É exatamente o oposto. Eles diziam que se não fosse assim, então, nós queremos ver ao menos um instante de raiva, quando os olhos não estão vermelhos e o corpo não está afetado e a pessoa está simplesmente com raiva. Não permita que seu corpo seja afetado e tente ficar com raiva — então, você saberá que não pode ficar com raiva.

No Japão, os pais ensinam seus filhos um método muito simples de controle da raiva. Eles dizem que, sempre que você sentir raiva, não faça nada com a raiva, apenas comece a fazer respirações profundas. Tente isso, e você não será capaz de ficar com raiva. Por quê? Só por você respirar profundamente, por que você não pode ficar com raiva? Torna-se impossível ficar com raiva. Duas razões... Você começa a fazer respirações profundas - mas a raiva precisa de um ritmo especial de respiração. Sem esse ritmo a raiva não é possível. Um ritmo especial na respiração, ou respiração caótica é necessária para a raiva existir.

Se você começa a fazer respirações profundas, é impossível a raiva sair. Se você está conscientemente fazendo respirações profundas, então, a raiva não pode expressar-se. Ela precisa que uma respiração diferente seja permitida. Você não precisa fazê-lo; a raiva o fará por si mesma. Com respiração profunda, você não pode ficar com raiva.

E em segundo lugar, sua mente muda. Quando você sente raiva e você começa a fazer respirações profundas, sua mente é mudada da raiva para a respiração. O corpo não está em um estado para ficar com raiva, e a mente mudou sua concentração em direção a alguma outra coisa. Então, é difícil ficar com raiva. Eis por que os japoneses são as pessoas mais controladas da Terra. É simplesmente um treinamento da infância.

É difícil encontrar em qualquer outro lugar um tal incidente, mas no Japão acontece até mesmo hoje em dia. Está acontecendo cada vez menos e menos, porque o Japão está se tornando cada vez menos e menos japonês. Ele está se tornando cada vez mais e mais ocidentalizado, e os métodos e caminhos tradicionais estão se perdendo. Mas acontecia, e acontece ainda hoje.

Um de meus amigos estava em Kyoto e ele me escreveu uma carta dizendo: “Eu vi um fenômeno tão bonito hoje que quis escrever-lhe sobre ele. E quando eu voltar, eu vou querer entender como isso é possível. Um homem foi atropelado por um carro. Ele caiu, levantou-se, agradeceu ao motorista e foi embora — ele agradeceu ao motorista”!

No Japão, isso não é difícil. Ele deve ter feito algumas respirações profundas e, então, isso tornou-se possível. Você é transformado para uma atitude diferente, e você pode até mesmo agradecer a uma pessoa que estava indo matá-lo, ou que tinha tentado matá-lo.

Processos fisiológicos e processos psicológicos não são duas coisas, eles são uma só e você pode começar de um pólo para afetar e mudar o outro. E qualquer ciência fará isso. Por exemplo: o tantra acredita profundamente no corpo. Somente a filosofia é vaga, aérea, verbal; ela pode começar de qualquer outro lugar. Ao contrário, qualquer abordagem científica está fadada a começar no corpo, porque ele está dentro de seu alcance. Se eu falo de alguma coisa que está além de seu alcance, você pode escutar, você pode guardar aquilo na sua memória, você pode falar sobre aquilo, mas nada acontece. Você permanece o mesmo. Sua informação é aumentada, mas não o seu ser. Seu conhecimento continua aumentando, mas o seu ser permanece a mesma pobre mediocridade; nada acontece a ele.

Lembre-se: o corpo é aquilo que está dentro de seu alcance: exatamente agora você pode fazer alguma coisa com ele e mudar a sua mente através do corpo. Em pouco tempo você se tornará um mestre do corpo e, então, você se tornará um mestre da mente. E quando você se tornar um mestre da mente, você mudará a mente cada vez mais e mais, e você estará se movendo para além dela. Se o corpo muda, você se move para além do corpo. Se a mente muda, você se move para além da mente. E sempre faça alguma coisa que você pode fazer.

Por exemplo: você pode não ser capaz de se tornar um mestre da raiva, como um Buda, exatamente agora. Como pode? Mas você pode mudar sua respiração e, então, você pode sentir o efeito sutil, a mudança. Faça isso. Se você se sente preenchido de paixão, paixão sexual, faça umas poucas respirações profundas e sinta o efeito: a paixão terá desaparecido.

A esposa de Aldous Huxley, Laura Huxley, escreveu um belo livro - apenas conselhos simples para se fazer certas coisas. Se você sente raiva, Laura Huxley diz: retese o seu rosto. Você pode retesar de uma maneira - por exemplo, no banheiro — de forma que ninguém poderá ver.

Uma pessoa está sentada exatamente em sua frente e você sente raiva — então, apenas retese o seu rosto. Continue retesando-o tanto quanto você possa e, então, de repente, relaxe e sinta a diferença. A raiva terá ido embora. Ou se ela não foi, faça-o novamente. Continue fazendo isso — duas vezes, três vezes... O que acontece? Se você retesa seus músculos faciais e os continua retesando e tencionando, a energia que estava se tornando raiva move-se para o seu rosto.

E é muito fácil ela se mover para o rosto. Quando você está com raiva, como você se sente? Você sente que quer bater em alguém com seus punhos. A energia está presente; assim, use-a. Se você puder usá-la, ela é dispersa. Seu rosto se tornará relaxado, e a outra pessoa nem mesmo será capaz de saber que você estava com raiva. Parecerá como se nada lhe tivesse acontecido. E uma vez que você conheça essas coisas, você se tornará cada vez mais e mais consciente de que a energia pode ser transformada, desviada, detida, liberada ou impedida de ser liberada, ou usada de um modo diferente. Se você pode usar a sua energia, você se torna um mestre. Então, um dia você pode não usá-la absolutamente; você pode preservá-la.

Esse exercício não é bom para um Buda - fechar os punhos. Isso não é bom para um Buda, porque isso é desperdício de energia. Mas isso é bom para você. Pelo menos, o outro fica a salvo de você, e um círculo vicioso é evitado. Se você ficar com raiva, ele ficará com raiva e não há fim para isso. Isso pode perturbar toda a sua noite, e pode continuar como uma ressaca por uma semana. E, então, por causa dessa ressaca, você pode fazer muitas coisas que nunca tencionou fazer. Não diga que isso é apenas fisiológico. Você é fisiológico; assim, o que pode ser feito? Você é físico; você não pode negar esse fato. Use a sua energia. Não há nenhuma necessidade de negá-la.

Se você fecha seus olhos, algumas vezes você pode sentir uma certa tensão se ajuntando ali, ou um desconforto. Então, há certas coisas que você pode fazer. Uma: quando você fechar seus olhos, não se torne tenso com isso, deixe-os estarem relaxados. Você pode fechar seus olhos com força - então, ficará tenso. Então, seus olhos ficarão cansados e, internamente, você se sentirá desconfortável. Relaxe o rosto, relaxe os olhos e deixe-os ficarem fechados. Eu digo: deixe-os ficarem fechados; não os feche. Relaxe! Sinta-se relaxado. Deixe as pálpebras caírem e deixe os olhos ficarem fechados. Não os force! Se você os forçar, isso não é bom.

Se você não pode sentir a diferença, então, faça isso: primeiro, force-os a fecharem-se. Deixe todo o seu rosto se tornar tenso, retesado e, então, feche seus olhos com força. Por uns poucos momentos, permaneça retesado, então, relaxe. Novamente, feche seus olhos relaxadamente. Então, você sentirá a diferença. Não faça nada à força — isso irá lhe cansar.

Segunda coisa: quando os olhos estiverem fechados e seu rosto estiver relaxado, olhe como se tudo tivesse ficado escuro. Uma profunda escuridão o envolve. Imagine que você está no meio da escuridão, em uma escuridão profunda, aveludada, envolvido por ela, em uma noite profunda e escura. Continue sentindo essa escuridão. Isso ajudará seus olhos a cessarem seus movimentos. Sem nada para ser visto, os olhos irão parar. Fique na escuridão.

Você pode fazer isso em um quarto escuro. Abra os seus olhos, olhe para a escuridão; então, feche os olhos e sinta a escuridão. Novamente, abra os olhos, sinta a escuridão; feche os olhos, sinta-a interiormente. A escuridão é profundamente relaxante. A escuridão está fora e dentro de você; tudo está morto — escuro e morto. Ambos estão relacionados. Eis por que nós pintamos a morte de preto, escura. Por todo o mundo a morte é pintada toda de preto, e as pessoas temem a escuridão.

Enquanto fazendo esse método, sinta a escuridão, ame a escuridão, e sinta interiormente que você está morrendo. A escuridão está por toda volta e você, está morrendo. Os olhos irão parar. Você sentirá que eles não podem se mover, eles terão parado. Nessa parada, de repente, a energia subirá e começará a martelar o terceiro olho. Quando ela começar a martelar, você ouvirá, você sentirá. Um calor chegará, um fogo fluirá - um fogo líquido tentará encontrar um novo caminho.

Não fique com medo. Ajude-o, coopere com ele, deixe-o mover-se, torne-se ele. E quando o terceiro olho se abrir pela primeira vez, a escuridão desaparecerá e haverá luz - luz sem nenhuma fonte. Você viu luz, mas sempre com uma fonte. Ou ela vem do sol ou vem das estrelas ou da lua ou de uma lâmpada, mas alguma fonte existe.

Quando sua energia se mover através do terceiro olho, você conhecerá a luz sem fonte. Ela não está vindo de nenhuma fonte, ela simplesmente existe, sem vir de algum lugar. Eis por que os Upanishads dizem que Deus não é como o sol ou como uma chama. Ele é uma luz sem fonte. Não há nenhuma fonte em nenhum lugar, simplesmente há luz, exatamente como se fosse de manhã.

O sol não surgiu, mas a noite desapareceu. No meio, há o alvorecer - o pré-alvorecer. Ou à tarde, o sol se pôs e a noite ainda não veio. Exatamente no meio há uma margem. Eis por que os hindus escolheram sandhya como um momento apropriado para meditação. Sandhya é o momento entre — nem noite nem dia, apenas a linha que divide. Por quê? Simplesmente como um símbolo. A luz está presente, mas sem uma fonte. O mesmo acontecerá dentro; a luz estará presente sem uma fonte. Espere por ela; não a imagine.

A última coisa a ser lembrada: você pode imaginar qualquer coisa; assim, é perigoso lhe contar muitas coisas. Você pode imaginá-las. Você fechará os olhos e sentirá que “agora o terceiro olho se abriu” ou “está se abrindo”, e você pode imaginar luz também. Não imagine; resista à imaginação. Feche os seus olhos. Espere! O que quer que venha, sinta-o, coopere com aquilo, mas espere. Não pule à frente; do contrário nada acontecerá. Você estará tendo um sonho - um sonho belo e espiritual, mas nada mais.

As pessoas continuam vindo a mim e dizem: “Nós vimos isso e nós vimos aquilo”. Mas elas imaginaram aquilo - porque se realmente tivessem visto, elas estariam transformadas. Mas elas não estão transformadas. Elas são as mesmas pessoas, somente que agora um orgulho espiritual foi adicionado. Elas tiveram algum sonho - sonhos belos, espirituais: alguém está vendo Krishna tocando a sua flauta, alguém está vendo luz, alguém está vendo a kundalini subindo. Elas continuam vendo coisas e elas permanecem as mesmas - medíocres, estúpidas, obtusas. Nada aconteceu a elas; elas continuam relatando que isso está acontecendo, que aquilo está acontecendo, mas permanecem as mesmas - raivosas, tristes, infantis, estúpidas. Nada mudou.

Se você realmente vir a luz que está lá esperando por você, para ser vista através do terceiro olho, você será uma pessoa diferente. E, então, você não precisará contar a ninguém. As pessoas saberão que você se tornou uma pessoa diferente. Você não pode nem escondê-lo; isso será sentido. Aonde quer que você vá, os outros sentirão que “alguma coisa aconteceu a esse homem”.

Assim, não imagine; espere, e deixe as coisas tomarem seu próprio curso. Você faz a técnica e, então, espera. Não salte à frente.



Osho, em "O Livro dos Segredos"



Fonte: http://www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

MAIS UM POUCO

Quando estiveres à beira da explosão na cólera, cala-te mais um pouco e o silêncio nos poupará enormes desgostos.
*
Quando fores tentado a examinar as consciências alheias, guarda os princípios do respeito e da fraternidade mais um pouco e a benevolência nos livrará de muitas complicações.
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Quando o desânimo impuser a paralisação de tuas forças na tarefa a que foste chamado, prossegue agindo no dever que te cabe, exercitando a resistência mais um pouco e a obra realizada ser-nos-á bênção de luz.
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Quando a revolta espicaçar-te o coração, usa a humildade e o entendimento mais um pouco e não sofreremos o remorso de haver ferido corações que devemos proteger e considerar.
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Quando a lição oferecer dificuldades à tua mente, compelindo-te à desistência do progresso individual, aplica-te ao problema ou ao ensinamento mais um pouco e a solução será clara resposta à nossa expectativa.
*
Quando o trabalho te parecer monótono e inexpressivo, guarda fidelidade aos compromissos assumidos mais um pouco e o estímulo voltará ao nosso campo de ação.
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Em qualquer dificuldade ou impedimento, não te esqueças de usar um pouco mais de paciência, amor, renúncia e boa vontade, em favor de teu próprio bem-estar.
*
O segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte do aprender, imaginar, esperar e fazer mais um pouco.



André Luiz/Francisco Cândido Xavier



Fonte: do livro "Apostilas da Vida"
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O REGENTE ESOTÉRICO DE SAGITÁRIO


Em Escorpião o ser humano aprende, através da auto-observação, o significado do apego e do desapego. A concentração da mente aplicada ao conflito. Intensidade emocional.

Em Sagitário este conflito fica longe, e graças a isto o sagitariano se sente livre, e com o poder do pensamento livre “cavalga” em prol de sua grande verdade. A liberdade da mente aplicada a um objetivo. Poder criativo dirigido.

O símbolo deste signo nos mostra um cavalo-homem com um arco que aponta com a flecha. Os poderes básicos da natureza (cavalo) estão unidos com o poder do pensamento (homem) e sua capacidade de intenção criativa (arco), inspirados pela intuição ou objetivo (flecha dirigida). A aspiração valente do todo para a “visão”.

O otimismo sempre se esconde por trás daquele que tem o objetivo claro. Não há dúvidas nem temores, e sim uma forte intenção de utilizar e orientar todas as forças implicadas em prol dos “desejado - pensado”.

A casa IX é a casa de Sagitário, o lugar divino, onde a Mente de Deus se faz presente no Homem. Isto pode ocorrer através de uma viagem evocadora, ou talvez com a leitura de um livro inspirador, ou através da capacidade de mostrar caráter espiritual, expansivo e profundo. A casa IX é a flecha do horóscopo, o lugar onde o conhecimento divino inspira a conquista da união da dualidade Homem Espiritual – Homem Animal.

O sentido da Justiça Divina é o dom do Centauro que dirige seus pensamentos para o céu, sem se esquecer de que seus pés estão no solo.


Regentes

Júpiter: o Amor, a qualidade que expande o universo e, ao mesmo tempo, o unifica. A sabedoria que, graças à sua identificação compreensiva com o Amor, une o divino com o terreno. Júpiter é o regente exotérico de Sagitário, porque todo ser humano (qualquer que seja o seu grau de evolução) é obrigado a unificar seus “desejos” principais com as capacidades da sua natureza herdada, e é possível alcançar esta união, graças ao grande coração que Júpiter esconde.

A orientação para “um lugar” onde se alcança a unificação desejada está sempre presente em Sagitário. O lugar dependerá do tipo de consciência que motiva o objetivo. Uma pessoa terá a necessidade de alcançar certa união através de experiências sensuais, e outra talvez deseje conquistas intelectuais ou a obtenção de percepções espirituais…. não faz diferença, o importante é a confiança que Júpiter concede, já que O une através “da verdade de um desejo”. Em sua qualidade, o poder do pensamento está perto do coração, e esta proximidade produz realidades.




Terra: Para toda consciência com uma orientação mais básica ou materialista, seus desejos estarão dirigidos à obtenção de experiências físicas - emocionais – mentais, unindo e aperfeiçoando com isso os diferentes aspectos da própria personalidade. Com esta atitude, a relação com o entorno do planeta Terra é antes interessada, pouco sensível ao ambiente, atitude egocêntrica.

Para uma consciência sagitariana mais orientada para os mundos subjetivos ou espirituais, sua aspiração, (desejo sublimado pelo poder da Flecha), é poder ter uma experiência equilibrada entre seu mundo subjetivo e o mundo objetivo terreno. Esta atitude demanda um grande respeito pelas leis que regem o planeta Terra, daí que este seja seu regente esotérico. A primeira coisa que um bom Sagitário deve aprender é que o poder que lhe outorgam sua liberdade de pensamento, intuição e visão, só poderá ser manifestado de forma satisfatória, se levar em conta as leis de expressão do lugar da experiência.

TERRA é um planeta que tem a qualidade do III Raio (inteligência prática – matéria adaptável), portanto, todo ser vivo que nela habita deve evoluir respeitando referida qualidade. O mundo animal o faz através do instinto que o une à manada e, nas proximidades do homem, o faz obedecendo a ele com a devoção de um animal doméstico. O mundo mineral, adaptando sua rudeza inerte para que acabe expressando a preciosa geometria irradiante. O vegetal, através da adaptação sábia e generosa ao entorno, gerando harmonia e beleza. O reino humano, através da aplicação prática, do conhecimento que relaciona o divino com o material. Todos eles são exemplos de atitudes com “senso comum”, a linha de menor resistência, para expressar com naturalidade no planeta Terra o destino que é próprio a cada reino.

Na psicologia de uma consciência que avança no caminho, o livre pensamento tem um grande poder, que pode ser ofensivo e destrutivo e, para que isto não aconteça, esta consciência deve praticar a inofensividade de pensamentos, palavras e atos. Silêncio mental, liberdade responsável, compreensão do ambiente, atitudes descentralizadas, autoesquecimento, alegria “natural” ou condicionada pela Alma, ausência de crítica desnecessária, controle da palavra, discriminação entre alma e personalidade; são atitudes com senso comum (inteligentes e práticas), que relacionam com sabedoria o poder do mundo espiritual com o receptivo entorno terreno. Sem ser ofensivas, estas atitudes, aplicadas ao lugar da experiência, são criadoras de oportunidades de reflexão e crescimento tanto para a própria pessoa como para os demais.

O Homem/Mulher neste planeta estão estimulados pela necessidade de solucionar nosso conflito entro o divino e o material; para isso aprendemos a utilizar o poder da mente, através do conhecimento aplicado de forma inteligente e prática, conquistando assim a experiência que, com o tempo, nos traz a expansão da consciência.


Frase para a Alma:

                    Eu vejo a meta, Eu atinjo esta meta e, então, vejo outra.”

Nesta frase fica claro, a confiança e o poder de expansão deste signo. Mas sem esquecer que para avançar para o que está longe, primeiro é preciso proteger o que está mais perto.

A personalidade purificada, graças aos conselhos (metas) da Alma, é cada vez menos exigente para suas coisas, demonstrando com isso conhecimento inteligente ….

Sagitário é um todo, o Cavaleiro com cavalo Branco que percorre os caminhos expressando a justiça do Seu Amor.


Astrologia

Talvez, para entender melhor o que foi dito com relação à função do planeta Terra, seria aconselhável raciocinar de uma vertente puramente astrológica.

A Terra, em um horóscopo, está situada no signo oposto ao signo solar, e todo oposto no zodíaco é seu complementar. Como sabemos, o Sol é símbolo das tendências da personalidade, se entendemos que a Terra é o lugar da experiência, o lugar onde podemos demonstrar conhecimento inteligente e prático, podemos pensar então que o signo onde ela (a Terra) se encontra, é o complemento ideal para as nossas tendências pessoais.

No conhecimento da qualidade do signo onde está a Terra reside a oportunidade de purificar a qualidade pessoal - solar. Portanto, se queremos enriquecer e tornar as nossas tendências pessoais do signo solar mais efetivas, devemos complementá-las com os dons do seu signo oposto.

Este exercício reflexivo que pretende unir o signo solar (personalidade), com o signo complementar onde está a Terra, (lugar de experiência), é um exercício que adquire uma dimensão mais importante para uma carta natal com ascendente em Sagitário, já que para referido horóscopo seu regente é a Terra, o planeta através do qual a Alma sagitariana pode alcançar maior integração.


Raios:

Em Sagitário:
  • Raio II de Amor Sabedoria é a sua capacidade de unir de forma expansiva e, ao mesmo tempo, incluente. A sabedoria do que ama graças à união da mente com o coração.

  • Raio IV de Harmonia através do Conflito são as intensas inércias que gera o fato de ter o poder de unir as diferenças entre a natureza animal humana e divina. A solução deste conflito se expressa em harmonia e beleza.

  • Raio VI de Devoção e Ideal no fato de que todo objetivo sagitariano é tomado e lutado do profundo sentimento de quem crê em uma orientação justa, merecida. O cavalo ou forma Lunar emotiva é ativado por referido objetivo. Marte está muito presente no centauro purificado. 
a cruz da matéria dirigida








Fonte do Texto e das Gravuras: 
LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com/2013/12/regente-esoterico-sagitario.html




TUDO ACONTECE PARA MELHOR

"Isso também é para melhor."

É um dito que muitos de nós já escutamos dos mais velhos, e que às vezes é usado como um slogan espiritual. Mas na verdade, ele tem o potencial de ser muito mais.

O verdadeiro teste da certeza não está nos momentos em que tudo corre bem, mas sim nos momentos em que parece que tudo ao nosso redor está desmoronando. Digo “parece” porque, de fato, é tudo uma ilusão. Na maior parte do tempo, quando as coisas parecem estar se despedaçando, na realidade elas estão apenas se juntando, embora muito disfarçadamente para nós.

Existem muitos exemplos claros de que isto acontece. Uma pessoa perde um voo. Ela se aborrece porque tem muitas coisas a fazer no seu local de destino e muitas dessas coisas dependem dela. No cenário mais dramático, aquele avião sofre um desastre. No cenário mais positivo, ele encontra alguém especial que é seu destino conhecer no voo seguinte. Talvez essa pessoa nunca saiba por que terá perdido aquele voo mas, definitivamente, havia uma razão.

Nem sempre conseguimos enxergar o cenário completo, mas precisamos nos lembrar de que sempre existe um.

O caminho espiritual nos encoraja a ter em mente que existe um aspecto positivo em cada evento e a acreditar e apreciar que o universo está sempre conspirando a nosso favor. Podemos usar esses momentos para aumentar nossa certeza no Criador, cuja intenção é dar somente o melhor para nós, independente de como aquilo possa parecer às lentes da nossa perspectiva limitada.

É por isso que esse velho ditado que diz: “Isso também é para melhor”, é muito mais do que um simples slogan. Quando acreditamos nisso com todo nosso coração, ativamos uma tecnologia espiritual que nos ajuda a vivenciar o bem em tudo o que acontece.

Tudo acontece para melhor. Não temos que enxergar isso imediatamente. Temos apenas que confiar.




Rav Yehuda Berg




Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

VER O VERDADEIRO NO FALSO

Você pode superficialmente concordar quando seu ouvido diz que o nacionalismo, com todo seu sentimentalismo e interesses investidos, leva à exploração e a colocação do homem contra o homem; mas realmente libertar sua mente da insignificância do nacionalismo é outra questão. Para ser livre, não apenas do nacionalismo mas também de todas as conclusões das religiões organizadas e dos sistemas políticos, é essencial que a mente seja jovem, viçosa, inocente, ou seja, esteja em um estado de revolução; e apenas tal mente pode criar um mundo novo, não os políticos, que estão mortos, nem os sacerdotes, que estão presos em seus próprios sistemas religiosos. Assim, feliz ou infelizmente para você mesmo, você ouviu algo que é verdadeiro; e se você simplesmente ouve e não fica ativamente perturbado de modo que sua mente começa a se libertar de todas as coisas que a estão tornando estreita e distorcida, então a verdade que você ouviu vai se tornar um veneno. Certamente, a verdade se torna veneno se é ouvida e não atua na mente, como a supuração de uma ferida. Mas descobrir por si mesmo o que é verdadeiro e o que é falso, e ver a verdade no falso, é deixar que a verdade opere e gere sua própria ação.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

CRISTIANISMO, AINDA VALE A PENA?

Minha intensão aqui realmente não é ofender ninguém, aliás nunca foi este o objetivo, em nenhum dos meus textos ou livros que escrevi. Aliás nos últimos tempos eu tenho evitado ao máximo escrever sobre outras crenças, pois compreendi que a mitologia que adotamos não é assim tão importante, já que estando sujeita a interpretações, mesmo dentro de uma mesma religião haverá várias crenças distintas, cada qual adaptando-a ao seu nível de compreensão.

Mitologias são maneiras de representar o que não compreendemos, verdades que nossa mente objetiva ainda não está preparada para sondar lucidamente, pois teria que abstrair, e nem todos estão preparados para isso, não possuem estrutura mental para tanto, necessitando de uma explicação literal para isso. É aí que entra a importância do mito.

Esta aplicação só não é verdadeira quando se trata de religiosidade fundamentalista, fanatismo religioso, este sendo mais semelhante a uma lavagem cerebral, isenção de pensamento, jogando a responsabilidade do "pensar", "decidir" para outro, podendo ter uma vida ociosa, preguiçosa e inútil (estagnada, sem evolução alguma), desde que aceite uma alegoria mitológica como fato histórico, bastando dizer amém para ser "salvo"... mentiras reconfortantes, muletas psíquicas.

Como místico e pensador sou obrigado a levantar questionamentos que para muitos são normalmente impossível sondar, devido a aceitação de verdades absolutas, comodismo, ignorância, ou mera preguiça mental.

O fato é, que apesar de haverem os defensores de que o Cristianismo seja uma espécie de "luz para a humanidade", na prática, o que se apresenta é justamente o contrário. Qualquer um pode comprovar esta afirmação, basta analisar superficialmente a história para ver que  torturas, homicídios e genocídios só aumentaram em nome de "Cristo", e mesmo hoje, ainda continua vinculado a vários tipos de crimes, como a pedofilia, o estelionato, preconceitos, homofobias e tantos outros.

Sei que há os defensores de que este não seria o "verdadeiro cristianismo", que existem as vertentes gnósticas, ou o cristianismo primitivo... que embora sejam lindos, em verdade não trouxeram nada de novo para a humanidade. Verdade seja dita, não há nada de novo sob o Sol, a irracionalidade do fundamentalismo religioso prova isso, moralmente e intelectualmente continuamos tão primitivos quando há dois mil anos, só nossa tecnologia é que progrediu, o conhecimento acumulado nos possibilitou isto, mas o ser humano ainda é o mesmo.

O Cristianismo é uma mitologia, mesmo os estudiosos cristãos admitem que há muita diferença entre Jesus histórico (que possivelmente nunca tenha existido) e o Jesus mítico (derivação de mitos ainda mais antigos, uma representação simbólica do sol, ou seja, um signo solar). Mesmo que o Jesus histórico tenha existido (embora seja muito pouco provável) o fato é que pouco ou nada teria a ver com o personagem mítico (o Jesus conhecido nas alegorias religiosas populares), pois sua mitologia foi montada ao longo do tempo, copiada de outras, como uma colcha de retalhos.

Ou seja, apesar de ser bonito, o cristianismo não trás nenhuma novidade, nada que já não tivesse sido dito ou escrito. Aliás, qualquer um que estudar a fundo, irá descobrir outras mitologias muito mais ricas e instrutivas do que esta, tornando-a ainda mais dispensável.

Por estes motivos, sou obrigado a questionar, depois de tudo que já foi feito em nome dessa vertente religiosa... será que ela ainda vale a pena? Será digna de algum esforço? Não seria mais fácil simplesmente uma renovação total da fé? Utilizando símbolos mais "limpos", que não tivessem sido associados a tanta coisa ruim?

Minha opinião sincera é de que se em dois mil anos o cristianismo não conseguiu efetivamente nos trazer nada de bom (além de mentiras reconfortantes e muletas psíquicas) não vai ser agora que trará.

A meu ver está bem claro que seu tempo já se esgotou, somente o eco insistente das mentiras que ainda lucram com a ignorância da grande massa ignorante é que persistirá mais um tempo, até finalmente se calar, nos permitindo novamente (finalmente) voltar a pensar com lucidez, em paz.

Quando os loucos pararem de gritar (Jesus, Jesus), quem sabe o ser humano pare de procurar um Deus externo (amigo imaginário que conforta), e compreenda que a divindade está dentro dele, é Ele mesmo, e para se manifestar não é necessário filiação a qualquer templo, ou aceitação de qualquer norma de conduta. 

Basta para isso parar de querer "ter" (perdão, benção, aceitação, etc.) e passar a "Ser" (homem divino, dono de si mesmo, evolução, autonomia).

Não me odeie por questionar sua fé, aqueles que lhe estimulam a pensar, são os únicos que querem verdadeiramente lhe "libertar", ou salvar das trevas da ignorância.




CAMOS




Fonte do Texto e da Gravura: Blog "Crônicas Espiritualistas"
http://cronicasespiritualistas.blogspot.com

domingo, 1 de dezembro de 2013

UM DIA VOCÊ APRENDE...

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!




William Shakespeare




Fonte: Associação de Divulgação da Doutrina Espírita
Pesquisa: MILTER - 20-10-2013
www.adde.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

PARASHÁ VAIGÁSH - ויגש (E SE APROXIMOU) - EXÍLIOS

Gênesis 44:18 – 47:27

A Cabalá ensina que no caminho da espiritualidade existem quatro tipos de exílios: o do Egito, o da Babilônia, o da Assíria e o de Edom. Cada um desses Exílios é um aspecto de escuridão e desconexão de nossa alma.

A porção de Vaigásh nos apresenta ao primeiro exílio que podemos vivenciar, o do Egito, e que, infelizmente, é um dos mais difíceis de todos. Por que motivo? Justamente por ser o primeiro. A primeira vez que nos ferimos sempre dói mais do que nas outras vezes, em que já estamos “calejados”.

Mas o que representa o primeiro exílio, o do Egito? Olhando para o nome hebraico desse país – Mitsráim – podemos ter uma ideia melhor. A raiz da palavra é a mesma de “estreiteza”, “limitação" e "constrição". Assim, a Cabalá ensina que sempre que nos sentimos limitados e sem possibilidades de ação estamos experimentando o mais doloroso dos exílios em nossa vida.

No entanto, todo exílio quando superado pode trazer algo de bom. Pelas leis da natureza (que não deixam de ser leis cabalísticas) é sabido que as forças de constrição atuando sobre um objeto geralmente o tornam mais forte e valoroso. Um carbono que é oprimido se torna diamante; a água, se tiver seu caminho limitado, passa a fluir ainda mais forte do que se tivesse livre vazão.

Assim, embora o exílio seja uma condição difícil pela qual todos podemos passar, não necessariamente ela precisa ser negativa. Através da escuridão de cada um dos exílios podemos encontrar uma luz até então desconhecida em nossa alma.

No caso do Egito, as limitações e sentimentos de opressão podem fazer com que o nosso verdadeiro valor e força venham à tona. Uma vez chegado a esse ponto podemos continuar a jornada metafórica que nos relata a Bíblia: encontramos o nosso Moisés interno, nos desfazemos do jugo da escravidão e saímos livres para poder receber a Torá aos pés do Monte Sinai; nos tornamos um verdadeiro diamante, e uma nova vida se inicia, baseada em conceitos mais elevados da existência.




Yair Alon




Fonte do Texto: http://www.yairalon.com.br
Fonte da Gravura: http://www.culturajudaica.org.br

sábado, 30 de novembro de 2013

OBSERVAR O PENSAMENTO

Eu devo amar a própria coisa que estou estudando. Se você quer compreender uma criança, deve amá-la e não condená-la. Deve brincar com ela, olhar seus movimentos, suas idiossincrasias, suas formas de comportamento; mas se você meramente a condena, resiste ou a culpa, não há compreensão da criança. Do mesmo modo, para compreender o que é, a pessoa deve observar o que pensa, sente e faz de momento a momento. Isso é o real.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

UMA CHAMA DE SABEDORIA (CHANUKÁ)

A comunidade judaica celebra Chanuká, nossa festa das luzes. Embora os eventos que comemora sejam muito antigos, sua mensagem continua poderosa e atual.

Superficialmente, Chanuká é sobre as grandes batalhas pela liberdade religiosa. No terceiro e segundo séculos AEC, Israel tinha permanecido sob o domínio do Império Alexandrino – primeiro os Ptolomeus no Egito, depois os Selêucidas na Síria. Um governante selêucida, Antiochus IV, procurou forçar o ritmo da helenização.

Sob um sumo sacerdote em Jerusalém, Jason, os membros do sacerdócio passavam mais tempo no atletismo que servindo a D’us. Sob seu sucessor ainda mais helenizado, Menelau, foi erigida uma estátua de Zeus Olimpo no recinto do Templo. A prática pública do Judaísmo foi banida. Isso era demais para os judeus que continuavam fiéis à sua fé, e um pequeno grupo, liderado por um sacerdote idoso, Matathiyahu, se revoltou.

Num período de três anos, eles tinham derrotado os selêucidas, restabelecido a soberania judaica e rededicado o Templo. Foi uma vitória impressionante, e teve consequências históricas mundiais. Era o início do fim da Grécia como poder imperial. Porém, se isso tivesse sido tudo, não haveria judaísmo hoje, nem cristianismo e nem islamismo.

Para defender um país, você precisa de um exército. Mas para defender uma civilização, precisa de escolas.

O motivo é que a vitória militar não durou. Dentro de um século, Israel estava novamente sob jugo estrangeiro – dessa vez de Roma. Menos de 150 anos depois, após uma desastrosa rebelião, Jerusalém foi derrotada e o Templo estava em ruínas. Documentos daquela época nos contam que havia muitos judeus acreditando que Chanuká não podia mais ser celebrada. Era nula e vazia. O triunfo anterior fora substituído pela tragédia.

Foi então que um pequeno detalhe da rededicação adquiriu um novo significado. Procurando entre os destroços do templo profanado, os judeus descobriram uma única ânfora de azeite com o selo intacto. Isso permitiu que eles acendessem o candelabro do Templo, a menorá. Milagrosamente, durou oito dias, até que o novo azeite pudesse ser preparado. Aquilo se tornou a base do nosso costume de acender um candelabro em nossos lares durante oito dias, nessa época do ano.

A menorá simbolizou algo bem diferente da vitória militar. Representava fé, esperança, lealdade, coragem. Os judeus começaram a entender que o verdadeiro conflito entre o Antigo Israel e a Antiga Grécia não era político, mas cultural. Para defender um país, você precisa de um exército. Mas para defender uma civilização, precisa de escolas.

Lembrando da ênfase bíblica na educação, os judeus começaram a criar o primeiro sistema de educação pública universal da história. Em torno do final do primeiro século, estava completo. Os judeus se tornaram o povo que baseou sua sobrevivência na casa de estudo. Seus heróis eram mestres, e suas cidadelas, as escolas. A partir daquele dia até hoje, eles fizeram da educação sua maior prioridade comunitária. Isso permitiu que fizessem o que nenhuma outra nação tinha feito – preservar sua identidade intacta através de quase vinte séculos de exílio, dispersão e ausência de poder.

Chanuká conta uma história que fala ao nosso tempo. Em anos recentes as notícias têm sido dominadas por conflitos étnicos, terror e guerra. A História, no entanto, sugere uma narrativa diferente. A curto prazo, a violência faz as manchetes. Mas a longo prazo, não é isso que importa. O que faz a diferença é aquilo que ensinamos aos nossos filhos. As civilizações sobrevivem menos pela força de suas armas que pela força de seus ideais, e sua capacidade de transmiti-los às futuras gerações.

A mensagem de Chanuká é simples. O que perdura não é a vitória no campo de batalha, mas a vela da esperança que acendemos na mente de uma criança.

O que o mundo contemporâneo está ensinando às suas crianças? Nos países em desenvolvimento, há grandes porcentagens de analfabetismo. Em zonas de conflito, as crianças estão sendo ensinadas a odiar aqueles com quem um dia terão de aprender a conviver. Em muito poucos países estão sendo ensinados os princípios da liberdade, responsabilidade e respeito pela diferença. A mensagem de Chanucá é simples. O que perdura não é a vitória no campo de batalha, mas a vela da esperança que acendemos na mente de uma criança.

Chanuká aconteceu há muitos anos, ou está acontecendo agora?

Olhando para os eventos de hoje, você começa a se perguntar. A história de uma pequena vela expulsando o monstro da assustadora escuridão, da sensibilidade humana vencendo o terror e a força bruta, da vida e crescimento superando a destruição – a batalha está muito viva dentro de cada um de nós, e no mundo que nos cerca.

Afinal, a vitória da luz sobre as trevas é o megadrama cósmico – a eterna história de tudo que é. Ocorre novamente em todo solstício de inverno, a todo amanhecer de cada dia, com todo fóton de luz do sol que irrompe pela atmosfera da terra, trazendo seu calor e energia de vida. Com cada sopro de vida, cada grito de uma criança recém-nascida, toda folha de grama que brota no solo. Com todo lampejo de gênio, cada lance de beleza, toda decisão de fazer o bem em face do mal, de ser bom onde há crueldade, de construir onde outros destroem, de levar a humanidade para a frente quando outros a puxam na direção do caos.

E isso é Chanuká.

Chanuká é mais que um feriado; Chanuká é uma jornada espiritual de oito dias. Muitas pessoas conhecem a história de Chanuká – mas apenas como um pretexto histórico para dar presentes e comer latkes. Podemos chamar isso de corpo de Chanuká. A alma de Chanuká é a sua meditação, júbilo, calor e luz. Não apenas a celebramos em nossos lares com nossos entes queridos, mas com o mundo inteiro.





Rabino Jonathan Sacks




Fonte do Texto e da Gravura: Boletim Rua Judaica
http://www.ruajudaica.com/

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

LIBERDADE DO QUE É

Ser virtuoso advém da compreensão de o que é, ao passo que se tornar virtuoso é adiamento, encobrir o que é com o que você gostaria de ser. Assim, se tornando virtuoso você evita a ação diretamente no que é. Este processo de evitar o que é através do cultivo de um ideal é considerado virtuoso, mas se você olhar de perto e diretamente verá que não é nada disso. É meramente um adiamento de ficar frente a frente com o que é. Virtude não é o se tornar aquilo que não é; virtude é a compreensão do que é e, portanto, a liberdade de o que é. A virtude é essencial na sociedade que está rapidamente se desintegrando.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SECRET GARDEN - SERENADE TO SPRING



Secret Garden - Serenade to Spring

Publicado por Emma Quiñones


Fonte do Vídeo: http://youtu.be/ypoZs6iqo3M

A CIVILIZAÇÃO AINDA NÃO ACONTECEU

Perguntaram a Osho:

Osho, Parece estranho quando em todo o mundo o "establishment", que está sempre ocupado com todos os seus esforços e meios para se certificar de todas as formas possíveis que o homem não pode permanecer homem, pede-nos para celebrar o "Dia dos Direitos Humanos." Meu Deus, o que é tudo isso que está acontecendo? Osho, você poderia me explicar?

Uma das coisas mais fundamentais para ser sempre lembrada é que estamos vivendo numa sociedade hipócrita.

Uma vez foi perguntado a um grande filósofo: “O que você acha da civilização?” O filósofo respondeu: “É uma boa ideia, mas alguém precisa transformar a ideia em realidade.”

A civilização ainda não aconteceu. É um sonho futuro.

Mas as pessoas que estão no poder – político, religioso, social – estão no poder porque a civilização ainda não aconteceu. Um mundo civilizado, um homem amadurecido não necessita de nenhuma nação. Todas essas fronteiras são falsas. Não necessita de nenhuma religião, pois todas essas teologias são simples ficções.

As pessoas que estão por milhares de anos no poder – os sacerdotes, os políticos, os bilionários – possuem todos os poderes para impedir a evolução. Mas a melhor maneira de fazer isso é convencer o homem de que ele já é civilizado. Convencer o homem que ele já é um ser humano, que você não necessita passar por nenhuma transformação, que isso é desnecessário.

E a fraqueza do homem é: sabendo bem que não existe tal coisa como civilização, que não existe tal coisa como sensibilidade humana, ainda assim ele começa a acreditar em todas as mentiras que os políticos têm falado, que os padres têm pregado, que os educadores têm ensinado, porque parece mais simples apenas acreditar, pois você não tem que fazer coisa alguma.

Reconhecer o fato que você ainda não é um homem cria medo. O próprio chão sob seus pés desaparece.

A verdade deixa o homem completamente despido, despido de todas as mentiras, despido de toda a hipocrisia. É por isso que ninguém quer a verdade. Todos acreditam que já a possuem.

Você vê a estratégia psicológica? Se você não quer dar algo a alguém, convença-o, hipnotize-o, repita uma e outra vez: "Você tem isso."

E quando milhares de pessoas em torno de você - seus pais, seus professores, seus sacerdotes, seus líderes - estão todos acreditando, parece quase impossível para os recém-chegados no mundo, crianças pequenas, não serem convencidos dessa ideia de milhares de anos de idade.

Milhões de pessoas já viveram e morreram acreditando que a civilização aconteceu.

Assim, a primeira coisa que eu quero que vocês compreendam é que ainda somos bárbaros.

Apenas bárbaros podem fazer as coisas que estivemos fazendo por milhares de anos, não os seres humanos. Em três mil anos, cinco mil guerras ... e você chama o homem de civilizado?




Osho, em "Sermons in Stones"




Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

TRANSFORMAÇÃO - VISÃO - NOVIDADE - PERTENCIMENTO

"Se uma lagarta, pesada e incapaz de voar, pode se transformar numa graciosa borboleta, por que deveríamos perder a esperança na transformação do mundo? Dê a chance para você mudar, e tudo ao seu redor mudará também: as pessoas, as situações, o futuro, a humanidade. Assim como a borboleta, deixe que sua nova forma se mostre. Seja um benfeitor do mundo e alcance sua própria soberania".


"Criação começa com uma clara visão do que estou criando. O que penso que sou, eu me tornarei. Esta é a lei; como alguém que cria uma linda escultura. Tudo começa com uma imagem na mente. O crescer do amor por essa imagem faz surgir a coragem e o entusiasmo para realizar o trabalho. Quando abrimos o coração para a mais linda visão de nós mesmos, passamos a nos ver como Deus nos vê. Se tivermos esse quadro interior podemos começar a nos recriar".


"Crie um novo mundo ao tornar-se novo. Quando eu aplico minha tendência criativa natural de me renovar, eu começo a ver meu mundo mudar. Ao mudar velhos hábitos em novos e ao criar novas atitudes, eu começo a gostar do processo de criação e do modo como isso afeta o meu mundo. Que hoje eu crie novidade em mim e transforme o mundo"


"Sentimentos de pertencimento duram mais do que tarefas realizadas. Criar um sentimento de proximidade é mais importante do que ter a tarefa concluída. Quando, antes de começar o trabalho, eu troco algumas palavras de encorajamento ou apreciação, eu crio um sentimento de pertencimento e proximidade em relação aos outros. Isso cria uma fábrica de unidade e torna o trabalho mais fácil."



Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

NOSSA VERDADEIRA NATUREZA

Às vezes você pode achar que é um pecador, e que é essencialmente mau. Mas se alguém pensa como você e o chama: "Olá, pecador!", você se ressentirá! Por quê? Porque sua verdadeira natureza é pureza, paz e alegria. Você é divino. É uma manifestação de Deus! Sua mente, intelecto, memória, egoísmo e sentidos (Manas, Buddhi, Chitha, Ahamkara, Indhriyas) são como tijolos, barras de ferro, cimento e madeira que se erguem para fazer uma casa para sua alma viver lá dentro. Eles não são você; o real é a Alma Divina (Atma). Você realmente apreciará isso somente pela meditação constante, movendo-se em boa companhia, ouvindo as falas dos que atingiram a realização e seguindo determinado curso prescrito de disciplina. É por isso que dou tanta ênfase à disciplina.




Sathya Sai Baba




Fonte: http://www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

DEVEMOS SENTIR PENA DE NÓS MESMOS?

Diz Emmanuel no livro "O Consolador": "dentre os mundos inferiores, a Terra pertence à categoria dos de expiações e provas, porque ainda existe predominância do mal sobre o bem. Aqui, o homem leva uma vida cheia de vicissitudes por ser ainda imperfeito, havendo, para seus habitantes, mais momentos de infelicidades do que de alegrias. A provação é a luta que ensina ao discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do trabalho e da edificação espiritual. A expiação é a pena imposta ao malfeitor que comete um crime."

Diante de tal explicação, concluímos que não nascemos para ser completamente felizes. Aqui, neste planeta, alegria e tristeza se revezam. Moramos num vale de lágrimas, ou seja, ora choramos de alegria, ora de tristeza. Ora somos testados na riqueza, ora na pobreza. Família e familiares difíceis são reencontros, muitas vezes, com inimigos do passado. Família é teste e escola para desenvolvermos a paciência, a tolerância, o perdão etc. Se o exemplo dos membros da família for bom, copiemos, se for ruim mudemos o rumo e façamos melhor. Se são pessoas difíceis em nossa vida, somos também, muitas vezes, pessoas difíceis na vida deles. Doenças podem ser resgates do passado, abuso do presente, um pedido de prova para acelerar a evolução ou um pedido nosso para que nos sirva de freio para que não nos precipitemos nos erros de outra encarnação. 

Estes são ensinamentos básicos na Doutrina Espírita, mas muitos de nós espíritas, mesmo sabendo de tudo isso, quando passamos por um momento difícil, sentimos pena de nós mesmos. Basta encontrarmos com um conhecido para desabafarmos nossas amarguras nos colocando na condição de “coitadinho” ou “vítima” de uma situação. Temos também o hábito de responsabilizar os outros pela nossa dor. Há quem responsabilize: um amigo, um espírito, a macumba, os pais, a inveja, o olho gordo, a herança genética etc. Quando na verdade somos vítimas de nós mesmos. 

O plantio é livre, mas a colheita obrigatória. Portanto, estamos colhendo o que plantamos, nesta vida ou na anterior. Se queremos uma vida melhor, devemos nos esforçar para sermos melhores. Não adianta buscar amuletos, rezas milagrosas, escapulários, sal grosso, arruda etc. Esta é a saída fácil que muitos buscam. Pendurar um amuleto no pescoço é mais fácil que modificar nossas atitudes, pensamentos e palavras. A solução está em nós e não nas coisas externas. Chega de nos enganarmos. Portanto, não somos coitadinhos. Chega de auto-piedade, tomemos uma atitude.




Rudymara




Fonte: Grupo de Estudo "Allan Kardec"
http://grupoallankardec.blogspot.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

domingo, 24 de novembro de 2013

B - TRIBE - ANGELIC VOICES



B -TRIBE - Angelic Voices

The Best of Buddha Bar - Delibes - Lakme

de Emma Quiñones

Relax Nature Music Beautiful Scenes & Music



Fonte: http://youtu.be/5uZZw5ZreYk

ENCARE O FATO

Estou sofrendo. Psicologicamente, estou terrivelmente perturbado; e tenho uma ideia sobre isto: o que devo fazer, o que não devo fazer, como isto deve ser mudado. Essa ideia, essa fórmula, esse conceito me impede de olhar o fato como ele é. Ideação e fórmula são fugas de o que é. Há ação imediata quando há grande perigo. Então você não tem ideia. Você não formula uma ideia e age segundo essa ideia. A mente se tornou preguiçosa, indolente através de uma fórmula que deu a ela meios de fugir da ação em relação ao que é. Vendo por nós mesmos toda a estrutura do que foi dito, não porque isto nos foi apontado, é possível encarar o fato: o fato de que somos violentos, por exemplo? Somos seres humanos violentos, e escolhemos um modo de vida violento – guerra e todo o resto. Embora falemos sem parar, especialmente no oriente, de não-violência não somos pessoas não-violentas. A ideia da não-violência é uma ideia, que pode ser usada politicamente. Esse é um significado diferente, mas é uma ideia, e não um fato. Porque o ser humano é incapaz de encarar o fato da violência, ele inventou o ideal da não-violência, o que o impede de lidar com o fato. Afinal, o fato é que sou violento; sou irado. Qual é a necessidade de uma ideia? Não é a ideia de ser irado; o importante é o fato de ser irado, como o estado real de estar faminto. Não existe a ideia de estar faminto. A ideia vem em relação ao que você vai comer, e de acordo com o ditame de seu prazer, você come. Só existe ação em relação ao que é quando não existe ideia sobre o que devia ser feito em relação ao que você é confrontado, que é o que é.



 J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 23 de novembro de 2013

O SOFRIMENTO É MERAMENTE UMA PALAVRA OU UMA REALIDADE?

O sofrimento é meramente uma palavra, ou uma realidade? Se for uma realidade e não apenas uma palavra, então a palavra não tem significado agora, existe apenas o sentimento de dor intensa. Em relação a quê? Em relação a uma imagem, a uma experiência, a alguma coisa que você tem ou não tem. Se você tem, chama de prazer; se não tem, é dor. Assim, dor, sofrimento existe em relação com alguma coisa. Isso é alguma coisa simplesmente verbal, ou uma realidade? – como o medo não pode existir por si mesmo, mas apenas em relação a alguma coisa: um indivíduo, um incidente, um sentimento. Ora, você está completamente consciente do sofrimento. Esse sofrimento é separado de você e, portanto, você é meramente o observador que percebe o sofrimento, ou esse sofrimento é você? 




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal