terça-feira, 8 de dezembro de 2015

KARDEC, O PENSADOR

Não se pode medir a importância e profundidade das ideias dos pensadores pelo êxito que alcançam ao publicar as suas obras. Alguns sistemas filosóficos passam por um período mais longo ou mais curto de hibernação até que consigam despertar a atenção e o interesse dos leitores. Outros, que parecem surgir vitoriosos, fenecem com o tempo e cedem a praça a novos sistemas fascinantes à fantasia do homem na sua busca interminável da verdade.

Existirá alguma lei que determine ou que, pelo menos, explique essas variações de êxito dos sistemas filosóficos? Parece que há. Para início de conversa, creio poder afirmar-se que o êxito, em termos humanos, é uma componente quantitativa mais do que qualitativa. Em outras palavras: o sucesso é alcançado por aquele que consegue interessar o maior número de pessoas e não pelo que tem o melhor sistema, a melhor peça teatral, o melhor romance, a mais bela sinfonia. Por conseguinte, podemos também concluir que o êxito mundano de um sistema filosófico depende da sua sintonia com o pensamento dominante de cada época.

Dando um passo mais à frente, parece legítimo afirmar, em consequência, que pensador de êxito é aquele que consegue interpretar e traduzir o sentimento e as tendências dominantes da sua época, ou, por outra, que se afina com o estágio evolutivo das maiorias. Isto vale dizer que cada época tem os filósofos que merece.

Não é difícil de demonstrar a tese. Pelas tendências da sociedade moderna, podemos facilmente inferir os tipos predominantes de pensadores e seus sistemas. E que vemos? Uma esmagadora maioria humana sem rumo, num esforço desesperado para libertar-se dos conceitos fundamentais da moral que, embora nem sempre bem observados, constituíram as bases de tudo de positivo e construtivo que se realizou ao longo dos séculos. Aquilo a que hoje assistimos é a busca desordenada da liberdade total, impossível em qualquer sociedade organizada. Assistimos à procura do prazer a qualquer custo. E vemos apreensivos a repetição de épocas dramáticas do passado, quando aprendemos, através da História, que a fuga desesperada na direção do gozo inconsequente é também uma fuga para longe de Deus.

O homem das megalópoles supercivilizadas é um ser sem rumo, tão frágil na sua aparente segurança, tão abandonado aos seus próprios recursos humanos, que não aguenta uma hora de solidão; quer estar cercado de ruídos, de risos – ainda que falsos –, de alegria – ainda que contrafeita –, de movimento – mesmo que arriscando a vida. Mas que é a vida para esse homem, senão apenas o prazer de viver? Existir é a ordem do dia; não importa como, nem porque, nem para que: o importante é existir pura e simplesmente, seguindo cada qual as suas inclinações e preferências, fazendo o que bem entender, com o mínimo possível de responsabilidade pessoal e social – apenas o necessário para garantir a sobrevivência do corpo. Também, se o corpo morrer, não tem grande importância, porque tudo termina mesmo com a morte… E quanto aos ruídos, os risos, a alegria e os movimentos não conseguem anestesiar suficientemente os sentidos, apela-se para o atordoamento produzido pela bebida e pelas drogas.

Dirá o leitor, algo alarmado, que esse é um retrato pessimista e exagerado da civilização moderna. Talvez seja exagerado; pessimista não, porque nem toda a humanidade está assim contaminada, graças a Deus. Dentro dela grupos humanos equilibrados lutam por dias melhores, aparentemente bradando no deserto, mas semeando a esperança do futuro, preocupados com a alucinação do presente, mas certos do funcionamento inevitável das leis divinas que atuarão no devido tempo para introduzir as correções necessárias.

Enquanto isso não ocorre, porém, é aquele o espetáculo a que assistimos. E do meio do tumulto universal da insatisfação humana, que filosofias e que pensadores vemos medrar vigorosamente e alcançar o sucesso? Jean Paul Sartre e sua companheira Simone de Beauvoir, Camus, e até Gabriel Marcel, que pregam a ausência de Deus, o absurdo da existência, a liberdade total para o homem escolher o seu próprio destino. São os papas e cardeais do existencialismo, uma corrente de pensamento que só cuida do simples fato de existir; o resto não importa, pois, segundo eles, a vida não tem mesmo explicação, nem finalidade, nem sentido.

No campo da teologia, temos os pensadores da chamada teologia radical. São eles William Hamilton e Thomas J. J. Altizer, que se dizem teólogos – e luteranos! – de uma teologia sem Deus. Para eles, Deus morreu. Para eles, não há mais, na sociedade moderna, lugar para Deus. A humanidade precisa aprender a viver sem Deus. Pregam uma das grandes contradições do século, ou seja, o ateísmo teológico. Repetem as palavras de outro luterano famoso – Dietrich Bonhoeffer, executado pelos nazistas já ao fim da Segunda Guerra, que assegurava ser perfeitamente possível viver sem Deus, sem desespero e sem complexos de culpa.

No campo social vamos encontrar Herbert Marcuse, o profeta do caos, que, com sua interpretação freudiana da História, deseja ver liberados todos os instintos porque, segundo ele, o processo civilizador tem sido uma sucessão de repressões. Por outro lado, numa contradição que nós, pobres mortais, não entendemos muito bem, receita a liberdade excessiva que transformaria a Terra num inferno. Suas doutrinas são tão nebulosas quanto sua linguagem hermética, quase iniciática. Aliás, os pensadores do nosso tempo – filósofos, teólogos e uma boa parte dos cientistas – não escrevem mais para o grande público, gente como você e eu: ao contrário, usam uma linguagem difícil, quase impenetrável ao entendimento daqueles que não tiveram muito treinamento para isso. Praticamente escrevem apenas para seus companheiros do mesmo ofício. Procurem ler, por exemplo, “Eros e Civilização” ou “Ideologia da Sociedade Industrial”, de Marcuse, e observem bem como é pequena a quantidade de ensinamentos que se consegue filtrar daquela terminologia agreste e abstrata.

São esses, no entanto, os guias atuais da inquietação humana, os orientadores dos que ainda não encontraram seus caminhos. São os que se afinam com as tendências da época. Não criaram propriamente um sistema; apenas converteram em palavras as angústias e a desorientação da época em que vivem. E por estarem em sintonia com a sua época, com a sua gente e com o estágio evolutivo dessa gente, alcançam o êxito mundano, passam a ser os pensadores da moda.

Enquanto isso, doutrinas amadurecidas e puras como o Espiritismo esperam a sua vez. Esperam que a humanidade as alcance, porque, pela sua maturidade, exigem certo grau mínimo de maturidade de seus adeptos. Por isso, Allan Kardec continua ignorado nas universidades, nos estudos de filosofia, nas histórias do pensamento humano. Apesar da celeuma que levantaram as ideias que ajudou a trazer para o mundo, foi também ignorado em sua época – não estava em sintonia com as maiorias de então.

Ao nascer Allan Kardec em 1804, a França acabava de emergir das crises e das agonias da Revolução Francesa. Brilhava o astro napoleônico e se ensaiava uma reconstrução da sociedade em novas bases, aproveitando o racionalismo, o cientificismo. Quase que junto com Kardec, com uma diferença a mais de seis anos, nasceu também Augusto Comte, o filósofo do Positivismo, doutrina escorada na frieza do fato observado. Fora da observação direta dos sentidos humanos, nada era digno de especulação – estava na área da metafísica. Nessa filosofia também não havia lugar para a sobrevivência do Espírito, nem para Deus. O “Curso de Filosofia Positiva” foi publicado entre 1830 e 1842 e o “Sistema de Política Positiva”, de 1851 a 1854. É praticamente a época em que Kardec começou a se interessar pelo fenômeno das mesas girantes, de tão tremendas consequências.

Em 1857, quando faleceu Comte, surgiu também “O Livro dos Espíritos”. O Positivismo era uma doutrina vitoriosa, porque respondia às tendências principais da especulação da época. O racionalismo frio dos enciclopedistas era ainda recente e deixara profundas marcas nos Espíritos. Comte trabalhara ativa e demoradamente esse terreno fértil e parecia realmente sintonizar-se com as correntes dominantes dos intelectuais contemporâneos. Suas doutrinas se espalharam pelo mundo, e aqui no Brasil, terra tão generosa para as ideias novas, viriam influenciar os homens que lançavam as bases da República. No entanto, apesar de todo o seu idealismo, do sentido humano, e da predominância da moral, faltou à doutrina de Comte o sentido superior da existência. Para ele, eram estéreis as especulações em torno do Espírito e da ideia de Deus, que nem mesmo como hipótese de trabalho entrava nas suas cogitações. Depois da partida dos Espíritos encarnados que lhe davam ressonância, o Positivismo decaiu no interesse daqueles que se ocupam da discussão de ideias.

Com Kardec está acontecendo o contrário: estão chegando os Espíritos que reconhecem nas suas ideias a marca da Verdade. Já naquela época, a despeito da tremenda oposição que encontrou, conseguiu semear largamente a sua seara. Sabia que a colheita não iria ser imediata, nem espetacular, porque apenas uma fração da humanidade estaria madura para aceitar a sua pregação, mas que importa isso para aquele que tem a certeza de estar ao abrigo da Verdade?

Uma pergunta poderá, no entanto, surgir da parte de alguém: Foi Kardec um pensador, um filósofo no sentido em que conhecemos a palavra? A resposta é: Positivamente, sim. Sua obra pode ser dividida em duas partes distintas: uma, a que escreveu, por assim dizer, a quatro mãos com os Espíritos – “O Livro dos Espíritos”; outra, a que escreveu ainda com evidente assistência espiritual, mas com seus próprios recursos e ideias que assimilara no trato dos problemas transcendentais que haviam sido colocados no primeiro.

A muito leitor desavisado poderá parecer de pequena monta o trabalho individual, pessoal, de Kardec na elaboração de “O Livro dos Espíritos”, mas não é isso que se passou. Imagine-se um de nós, o leitor ou eu, diante da tarefa. Sabemos apenas que nos incumbe escrever, com a colaboração dos Espíritos, uma obra de extraordinária importância. É, porém, extremamente cautelosa a colaboração dos Espíritos. A princípio nem mesmo dizem que a tarefa consiste em escrever um livro para instrução do mundo nas coisas espirituais. Não dizem que feição deve ter o trabalho, a que roteiro deverá obedecer. Guiado apenas pelo seu bom senso e pela sua sadia e viva curiosidade, Kardec vai fazendo as perguntas sobre aquilo que lhe interessa conhecer. A princípio – confessaria mais tarde – desejava apenas instruir-se na exploração daquele mundo maravilhoso de conhecimentos que se abria diante dele. O assunto o fascinava, porque lhe trazia respostas a perguntas que até então haviam ficado sem solução no seu espírito. Daí por diante, tudo se aclarava: Deus existia realmente, como existia o Espírito. Este sobrevivia, preexistia e se reencarnava. Os “mortos” se comunicavam com os “vivos” e o universo todo era regido por leis morais flexíveis mas iniludíveis. Cada um tinha a responsabilidade pelos seus atos, recompensas pelas suas vitórias, responsabilidades pelas suas falhas. Os seres, como os mundos, eram organizados em escala hierárquica de valores, onde predominavam as leis simples da moral. A teologia ortodoxa estava toda ela precisando de uma total reformulação nos seus conceitos mais queridos, mais essenciais. Não havia inferno, nem glórias eternas, ao cabo de uma única existência terrena.

Tudo isso surgia das suas conversas intermináveis com os Espíritos. Só o decorrer do tempo e a acumulação das respostas é que lhe vieram mostrar que perguntas e respostas tinham uma estrutura que lhes era própria e adquiriam a feição de um livro que ele resolveu dar à publicidade, pois que se ele aprendera ali tanta coisa útil, embora totalmente revolucionária, era necessário transmitir tais conhecimentos aos seus semelhantes.

E assim surgiu, em 1857, “O Livro dos Espíritos”, obra básica, vital ao entendimento de toda a filosofia espírita. Pela primeira vez rasgavam-se os véus que ocultavam a Verdade. Pela primeira vez se escrevia uma obra reveladora de tão profundos conhecimentos, em linguagem singela, ao alcance de qualquer pessoa. Bastava saber ler ou saber ouvir o que alguém lesse.

Mas não parava ali a tarefa do grande missionário. Era preciso prosseguir, extraindo da nova doutrina as consequências que ela acarretaria sobre os demais ramos do conhecimento humano. Podemos imaginar Kardec a fazer a si mesmo algumas perguntas. Como ficaria a doutrina evangélica de Jesus, diante daquelas ideias? E a Ciência? E a religião dita cristã? Como funcionava essa estranha faculdade a que deu o nome de mediunidade? Dessas perguntas, surgiram os demais livros da sua obra.

E assim, de 1854, quando, aos 50 anos de idade, Kardec se interessou pelo fenômeno das mesas girantes, até 1869, quando regressou ao plano espiritual, decorreram os 15 anos libertadores que a humanidade ainda não aprendeu a reconhecer pelo que realmente valem e pelas influências cada vez maiores que vão exercer no futuro.





Hermínio C. Miranda






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domingo, 6 de dezembro de 2015

REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

Para que a energia do mundo mude, precisamos nos conectar a uma fonte abundante, constante e imperecível de pureza e bondade: Deus. Ele é um Ser cuja energia permanece sempre limpa e pura porque ele nunca passa pelo ciclo de mudança que nos afeta. Meditação é esse canal invisível que facilita o fluxo constante da mais pura e limpa energia de Deus que é o Pai Supremo de todos os seres humanos.

Geralmente quando pensamos em servir aos outros, pensamos apenas em ajudar através das ações e talvez através das palavras. Dificilmente nos lembramos de servir através dos nossos pensamentos também. E às vezes percebemos que nosso serviço não está completo ou não tem um impacto verdadeiro. Para mudar isso, antes de pensarmos em ajudar alguém através das palavras e ações, precisamos nos certificar de que temos bons votos por essa pessoa. Apenas quando nossos sentimentos por ela são cheios de desejos positivos e poderosos o nosso serviço pode criar impacto nos outros.

O drama da vida está sempre girando e nós fazemos parte desse movimento cíclico. Às vezes esse movimento é sustentador, compreensível e agradável. Outras vezes é tenso, amedrontador, estressante e incompreensível. Há confusão e medo porque não entendemos o que está acontecendo, porque está acontecendo e como pode melhorar. Se o intelecto for capaz de ir além das perguntas Por que? O que? e Como? e apenas manter-se calmo, sem julgamentos ou pressão, então as coisas irão funcionar. Para fazer isso é preciso fé. O poder da fé significa que nós sabemos como e quando as respostas certas virão no seu próprio tempo.

Humildade é o sinal especial de quem se torna sem ego. Há humildade na atitude, humildade no olhar, humildade nas palavras e humildade nas conexões e relacionamentos. Seja qual for sua atitude, seu olhar será de acordo. Seja qual for seu olhar, suas palavras estarão de acordo com isso. Conforme suas palavras, também serão suas conexões e relacionamentos. Precisa haver humildade em todos os quatro aspectos. Isto é conhecido como ser um anjo.




Brahma Kumaris





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O AUTOCONHECIMENTO É O COMEÇO DA SABEDORIA

O autoconhecimento é o começo da sabedoria. No autoconhecimento está o universo inteiro; ele abrange todas as lutas da humanidade. (This Matter of Culture, p. 113)

Se você tiver consciência das coisas exteriores – a curva da estrada, a forma de uma árvore, a cor da roupa de outra pessoa, o contorno das montanhas contra o céu azul, a delicadeza de uma flor, a dor estampada na face de um transeunte, a ignorância, a inveja, o ciúme dos outros, a beleza da Terra – então, vendo todas essas coisas exteriores sem condenação, sem escolha, você pode deixar-se levar pela maré da consciência interior. Você terá, então, consciência das suas próprias reações, da sua própria mesquinhez, dos seus próprios ciúmes. A partir da consciência exterior, você chega à interior; mas se você não tiver consciência do externo, não poderá chegar ao interno... Quando há consciência interior de cada atividade da sua mente e do seu corpo; quando você tem consciência dos seus pensamentos, dos seus sentimentos, tanto secretos quanto patentes, conscientes e inconscientes, então desta consciência surge uma clareza que não é induzida, não é construída pela mente. (The Collected Works, vol. XV, p. 243)

Afinal, conhecer-se a si mesmo é observar o seu comportamento, as suas palavras, o que você faz em seus relacionamentos diários; isso é tudo. Comece com isso e verá quão extraordinariamente difícil é ter consciência, apenas observar o seu tipo de comportamento, as palavras que usa com o seu empregado, o seu chefe, a atitude que tem em relação às pessoas, às ideias e às coisas. Apenas observe seus pensamentos, seus motivos, no espelho das relações, e verá que, no momento em que observa, você quer corrigir; você diz: “Isto é bom, isto é ruim, tenho de fazer isto e não aquilo.” Ao ver-se no espelho do relacionamento, sua abordagem é de condenação ou de justificação; portanto, você distorce aquilo que vê. Ao passo que, se você simplesmente observar naquele espelho a sua atitude em relação às pessoas, às ideias e às coisas, se você vir somente o fato, sem julgamento, sem condenação ou aceitação, então descobrirá que a própria percepção tem sua própria ação. Esse é o começo do autoconhecimento. (The Collected Works, vol. VI, p. 307)

O autoconhecimento não se dá em conformidade com nenhuma fórmula. Você pode consultar-se com um psicólogo ou psicanalista para descobrir coisas sobre si mesmo, mas isso não é autoconhecimento. O autoconhecimento surge quando temos consciência de nós mesmos no relacionamento, o que revela o que somos de momento a momento. O relacionamento é um espelho em que podemos ver-nos como realmente somos. Mas a maioria de nós é incapaz de olhar-se tal como é no relacionamento, porque imediatamente começamos a condenar ou justificar aquilo que vemos. Nós julgamos, avaliamos, comparamos, negamos ou aceitamos, mas nunca observamos realmente “o que é”, e, para a maioria das pessoas, isto parece ser a coisa mais difícil de fazer; contudo somente isto é o começo do autoconhecimento. (The Collected Works, vol. IX, p. 137)





J. Krishnamurti





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RISO: UM VISLUMBRE DE DEUS

(...) Quando você está com fome, não quer que ninguém fale sobre comida. Quando está se afogando num rio, não quer que falem sobre a arte de nadar. Há momentos certos e situações certas, e há coisas sobre as quais se pode falar, e todavia são mal interpretadas. O riso é um mistério; é melhor experimentá-lo do que ouvir falar sobre ele.

Mas a pessoa fica curiosa: o que é o riso? Riso é o fator mais inteligente em você. Os bois não riem, e se você encontrar um boi rindo ficará louco! Então será impossível trazê-lo à sanidade. Nenhum animal ri. O riso precisa de uma inteligência muito sensível; significa que você pode entender o ridículo de certa situação.

O que são as piadas? Elas são um arranjo muito inteligente. Elas o levam logicamente, racionalmente, a uma direção, e você começa a esperar que então algo aconteça, vá acontecer. Ela continua acontecendo de acordo com as suas expectativas, e então vem uma virada repentina e acontece algo que você nunca poderia ter imaginado. Isso provoca o riso em você. É um processo muito interno da sua expectativa racional.

Se o que você estava esperando acontece, não haverá nenhum riso. Mas se você vê algo que não poderia ter imaginado, tudo ia bem até o fim e então, de repente, algo diferente acontece, você imediatamente se esquece de toda a sua razão lógica e ri.

O riso é a única experiência comum em que você não é mais mente, e eu faço uso dele para lhe dar vislumbres de não-mente, de meditação, de uma transcendência da mente. Talvez eu seja o primeiro homem em toda a história da humanidade que tem usado piadas como uma preparação para a meditação. Jesus não ria, Buda não ria, não se ouve dizer que Lao-tsé tenha rido alguma vez. Eles eram pessoas sérias e estavam fazendo trabalhos sérios.

Rabinovich senta-se num café e pede uma xícara de chá e um exemplar do Pravda. "Trarei o chá", diz o garçom, "mas não posso trazer-lhe um exemplar do Pravda. O regime soviético foi derrubado e o Pravda não é mais publicado". Pravda é o porta-voz do Partido Comunista da União Soviética. "Tudo bem", diz Rabinovich, "traga-me apenas o chá." No dia seguinte, Rabinovich vai ao mesmo café e pede um chá e um exemplar do Pravda. O garçom lhe dá a mesma resposta. No terceiro dia, Rabinovich novamente pede chá e um exemplar do Pravda, e dessa vez o garçom lhe diz: "Olhe aqui senhor, você parece ser um homem inteligente. Nesses três últimos dias você pediu um exemplar do Pravda, e essa é a terceira vez que tenho de lhe dizer que o regime soviético foi derrubado e o Pravda não é mais publicado". "Eu sei, eu sei", diz Rabinovich, "mas simplesmente gosto de ouvir isso."

(..) Isso aconteceu na festa de Natal no escritório. Quando eles se deitaram no sofá da recepção do escritório na sala escura, suas respirações se tornaram quentes e rápidas. "Oh, Melvin, oh, Melvin", ela disse apaixonadamente, "você nunca fez amor comigo desse jeito. É por causa do espírito natalino?" "Não", ele diz ofegante, "provavelmente é porque eu não sou Melvin!"

É possível, quando você dá uma risada autêntica, que a mente pare, porque a mente não pode rir. Ela é estruturada seriamente; sua função é ser séria, infeliz, doente. No momento em que você ri, não vem da sua mente, vem do além, do seu próprio espírito interior.

A meu ver, todas as religiões perderam uma das dimensões de grande importância; essa é a direção do senso de humor. Elas tornaram o mundo todo sério.

Quero que o meu povo encha o mundo com riso, alegria, canções e danças. Nós não estamos procurando nenhum paraíso; estamos procurando criar o paraíso aqui e agora (...). Se pudermos criar um paraíso aqui e agora, certamente seremos capazes, mesmo se nos encontrarmos no inferno, de criar lá um paraíso.

Todo o meu povo é condenado por todas as religiões; assim, eu espero que nós alcancemos o inferno. Mas eles devem ser prevenidos: não mandem o meu povo para o inferno, porque eles transformarão o inferno num paraíso muito melhor (...).

Confio totalmente que, quando 1 milhão de sannyasins entrarem no inferno com seus violões, canções, danças e piadas, toda a qualidade e toda a atmosfera do inferno serão mudadas. Acho que até mesmo o demônio se unirá a eles e se tornará sannyasin, Swami Anand Demônio!




Osho






Fonte: "Religiosidade é Diferente de Religião:
Ensinamentos de Osho para um Mundo em Paz"
Palavras de Osho
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

Maturidade cria força interior e aumenta nossa capacidade de enfrentar situações. Quando avançamos com base na honestidade, entendimento e sabedoria, nos tornamos maduros. Entendimento vem quando nosso intelecto é limpo; quando olhamos e absorvemos as virtudes dos outros. Não devemos deixar que os outros depositem em nós seus assuntos desnecessários. Nós também não devemos relatar coisas inúteis aos outros. Entendimento diz que cada um está aprendendo e fazendo esforço. Precisamos cuidar bem de nossa cabeça. Ela deveria ser muito tranquila e ter a fortuna de só pensar coisas boas. (Dadi Ratan Mohini)

Deus é completo. Nele está todo o amor, toda a vida, toda a felicidade, toda a paz. Procure cultivar um relacionamento com Ele. Contemple sua natureza como sendo pacífica e pura. Voe mentalmente em direção ao céu e além desse mundo material. Encontre com a Luz do mundo. Tenha uma conversa amorosa, conte sua vida. Aprecie o prazer da companhia divina. Experimente a paz eterna dentro de você. Então, quem vier até você sentirá a sua paz e será elevado por ela. (BK Surendran, Spirituality, The World Renewal, December 2000)

Somos a luz do mundo. Assim como a luz física é formada por um espectro de cores, a luz espiritual é composta de paz, amor, verdade, felicidade e pureza. Quanto mais usamos essas virtudes na vida diária, mais luminosos nos tornamos e mais impacto criamos ao redor. Esse é o momento de revelar a luz da alma através de bons pensamentos, sentimentos e atos. O tempo e o mundo estão esperando por isso.

Seja fácil com as pessoas e situações. Não fique estressado e com medo. Tudo é somente um jogo. Há significado por trás de tudo que acontece. Aprenda a ajustar-se e a entender. Preocupação torna você pesado. Deixe o passado ser passado. Deixe tudo fluir naturalmente. Mantenha o foco no presente. Seja uma fonte de preenchimento, e haverá facilidade.




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
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O SENTIDO DA VIDA NA TERRA

Por que é que nós voltamos ao planeta Terra? Primeiro, para nos libertarmos das dívidas que contraímos nas encarnações anteriores. Em seguida, temos de compreender a situação em que nos encontramos atualmente. Por fim, devemos trabalhar para nos aperfeiçoarmos em todos os domínios, físico, afetivo, mental, espiritual.

A maior parte dos humanos ignoram a razão de ser da sua existência terrestre, questionam-se mesmo sobre o que fazem aqui e, enquanto não partem, limitam-se a comer, beber, dormir, divertir-se, ter disputas…

Mas para o discípulo da Ciência Iniciática tudo é claro: ele sabe que deve reparar os erros cometidos nas suas vidas precedentes. Em seguida, procura compreender por que nasceu em determinado país, em determinada família, por que foi dotado ou privado de certas faculdades, e o que o Céu espera dele. Finalmente, esforça-se por desenvolver todos os germes das qualidades e virtudes que o Criador depositou nele desde o começo.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A SENSAÇÃO DE "MEU" É A PRISÃO DO APEGO ILUSÓRIO (RENÚNCIA E SABEDORIA)

Um pássaro voando no céu precisa de duas asas; uma pessoa andando precisa de duas pernas; um aspirante ansioso para alcançar a libertação precisa de duas qualidades: renúncia e sabedoria - renúncia aos desejos mundanos e sabedoria para se tornar ciente do Atma. Quando um pássaro tem apenas uma asa, não pode subir ao céu, pode? Da mesma forma, se alguém tem apenas renúncia ou apenas sabedoria, não pode atingir o Divino. A sensação de "meu" é a prisão do apego ilusório. Quanto tempo se pode apegar-se ao que se acalenta como seu? Algum dia você deve desistir de tudo e ir embora, sozinho e de mãos vazias. Este é o destino inevitável. Portanto, abandone tão rapidamente quanto possível as relações assumidas e os apegos artificiais, através de uma análise rigorosa da sua natureza. Apego gera medo e egoísmo. O sábio nunca se curvará aos caprichos do desejo material. Fixe-se constantemente à verdade eterna e seja fiel às virtudes imortais que o Atma representa.

Desejo e escravidão aos objetos desejados e os planos para consegui-los são atributos dos seres individualizados, não do Ser ou Atma residente no corpo. A sensação de eu e meu e as emoções de luxúria e ira se originam no complexo corpo-mente. Somente quando este complexo é conquistado e superado pode a verdadeira virtude emanar e se manifestar. A sensação de 'fazedor' e 'desfrutador', e de 'autoria' podem aparecer para afetar o Atma, mas elas não são parte da natureza genuína do Atma. As coisas refletem e produzem imagens, mas o espelho não é manchado ou mesmo afetado. Ele permanece tão claro como era. Igualmente, uma pessoa virtuosa pode ser submetida a algumas atividades contaminantes devido a um acúmulo de ações em vidas anteriores, mas elas não podem obstruir a natureza ou atividades atuais da pessoa. A pessoa virtuosa tem estes atributos básicos genuínos: pureza, serenidade, alegria e disposição constante.




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Tumblr.com

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

PARA IR LONGE DEVEMOS COMEÇAR DE PERTO

Certamente, para ir longe, você tem de começar muito perto; mas começar perto é muito difícil para a maioria de nós, pois queremos fugir de “o que é”, fugir ao fato do que somos. Sem nos compreendermos, não podemos ir longe, e estamos em constante relacionamento; não há existência alguma sem relacionamento. Portanto o relacionamento é o imediato, e para ir além do imediato, tem de haver a compreensão do relacionamento. Mas nós preferimos examinar aquilo que está bem longe, aquilo que chamamos de Deus ou verdade, a realizar uma revolução fundamental em nosso relacionamento, e esta fuga para Deus ou para a verdade é completamente fictícia, irreal. O relacionamento é a única coisa que temos, e sem compreendermos esse relacionamento jamais poderemos descobrir o que é a realidade ou o que é Deus. Portanto, para ocasionar uma mudança completa na estrutura social, na sociedade, o indivíduo tem de purificar o seu relacionamento, e a purificação do relacionamento é o começo da sua própria transformação.





J. Krishnamurti






Fonte: The Collected Works vol. VI pp. 137
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Tumblr.com

REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

Um grande local de trabalho seria aquele onde houvesse altos níveis de confiança, desempenho e aquisição, como um resultado de equipe e da cooperação dos indivíduos. Águias geralmente voam sozinhas. Mas se estamos falando de grandeza no trabalho, deveria ser como um bando de águias. Indivíduos que são muito, muito fortes em seus próprios valores, assertivos, confiantes em sua posição e identidade. Pessoas que desejam doar e que são capazes de agir por um grande propósito. (Brian Bacon)

Quando você torna Deus seu companheiro, o impossível torna-se possível. Há o suporte Dele na relação com você. Ele não o abandona. Ele não o diminui. Ele o aceita. Ele o segura. Porque você é sagrado para Ele. Quando você sente essa influência divina, você fica muito inspirado. Você expressa mais gentileza, generosidade, tolerância e especialmente não-violência. Você não tem o sentimento de ser melhor, superior ou inferior mas o de ser equânime. Haverá o pensamento de que, assim como você, os outros também são bons. (Anthony Strano)

Cedo pela manhã ou à tardinha, agende-se para ter 10 ou 20 minutos para si. Encontre um local tranquilo, sente-se e repouse o olhar em algo que seja agradável. Gentilmente retire-se das imagens e barulhos externos. Torne-se o observador dos seus pensamentos. Não tente parar de pensar, não julgue, apenas observe. Gradualmente os pensamentos acalmam e você começa a sentir bem-estar. Crie um pensamento sobre você. Por exemplo: eu sou um ser de paz. Mantenha esse pensamento na tela da mente. Aprecie os sentimentos positivos que surgem a partir desse único pensamento. Termine sua meditação, fechando seus olhos e criando silêncio interior. (BK Meera, Self-discovery, World Renewal, September 2003)

Leveza vem quando você é flexível. Então procure se ajustar rapidamente e isso o ajudará a ficar leve. Apenas faça o que a situação pede e tenha um pouco de tolerância aqui e ali. Use todo o poder necessário para manter-se leve. Diga o mínimo e, ainda assim, diga tudo que precisa ser dito. Quando pensamos muito perdemos clareza, perdemos energia e ficamos pesados. Pensamentos extras é uma carga. Aplique um ponto final no que aconteceu, siga em frente e não se deixe bloquear por nada. (Mohini Panjabi)




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

domingo, 29 de novembro de 2015

PUREZA - INTENÇÕES E PROPÓSITOS

Para muitas pessoas, a pureza é um estado maravilhoso de que eles têm nostalgia porque o associam à infância, a essa inocência perdida que nunca mais reencontrarão; e, como ela está definitivamente perdida, elas dizem para si mesmas que não vale a pena pensar nisso. Pelo contrário, vale a pena pensar nisso, pois, na realidade, a pureza é algo completamente diferente de uma virtude da infância. É puro tudo o que é inspirado pela nossa natureza superior; é impuro tudo o que é inspirado pela nossa natureza inferior. A natureza inferior, alimentada por desejos egocêntricos, grosseiros, impele os seres a tomarem decisões e a seguirem orientações que prejudicam os outros e também os prejudicam a eles próprios. A impureza reside aí, não vale a pena ir procurá-la fora disso. A pureza e a impureza são, pois, antes de tudo, uma questão de intenção, de propósito. São as intenções e os propósitos que tornam os atos puros ou impuros. Aqueles que trabalham com um objetivo não interesseiro, que procuram o interesse de todos naquilo que fazem, esses são puros. Portanto, se procurais sinceramente a pureza, procurai perceber como podeis favorecer as manifestações da vossa natureza superior.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
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sábado, 28 de novembro de 2015

REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

Felicidade é ser livre de tristeza, preocupação e medo. Com verdade, coragem e fé há muita felicidade. A verdade traz coragem e você então experimenta felicidade. Quando seu intelecto está engajado em fazer boas ações isto é curativo e você se sente bem. Tudo que você precisa é permanecer leve e fácil. Ao não pensar  muito, o amor e a verdade dentro de você permite que você seja leve e fácil. Você sente que pode fazer as coisas facilmente e naturalmente. (Dadi Janki)

Eu deveria manter o sentimento de amor independente do que as pessoas sintam porque o amor cura e traz felicidade. Ser amoroso é uma maneira natural de viver. Se eu cultivar o hábito de ser mais amoroso, minha felicidade aumentará e as atitudes dos outros suavizará. Muitas pessoas tem sentimentos negativos devido a falta de amor. Tais sentimentos atropelam a energia e esgotam o bem-estar de todos. Quando reconheço isso e me determino a ficar positivo eu consigo acabar com os ciclos negativos e revelar o poder do amor em ação.

A desarmonia entre pensamentos, palavras e ações e também a falta de intenções nobres está poluindo o ambiente espiritual ao redor do globo. A solução para reverter esse processo é servir com a mente. Criar tempo na agenda para conscientemente ter bons desejos para si e para os outros é um grande serviço humanitário. Ao escolher um momento tranquilo - de preferência de manhã cedo - podemos dar um banho de paz, borrifar amor e espalhar felicidade nas áreas que estão em conflito. (The power of pure thoughts, Purity, September 2013)

Felicidade, em sua essência verdadeira, significa contentamento. Isso vem de uma completa percepção e aceitação de si (nível interno) e de como as coisas são (nível externo). Soa difícil? A felicidade mais elevada é a que está além dos órgãos dos sentidos. Ela pode ser experimentada apenas quando o eu é totalmente livre de todos os apegos e dependências. Soa ainda mais difícil? Mas isso é a real definição de felicidade. Não é difícil experimentá-la como parte da nossa vida quando temos um profundo entendimento, assimilação e apreciação da sabedoria divina.

Como você pode manter sempre o bom humor? Quando sua atitude interna e visão são puras - visão que só dá felicidade a todos. Quando você não se afeta mesmo que alguém lhe dê tristeza, porque isso simplesmente não toca você. Quando você não pensa que algo foi mal mas apenas acerta isso. Quando você não tem pensamentos inúteis sobre o que aconteceu. Quando você reforma o que saiu errado assim como o Pai. (Dadi Janki)




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

INTELIGÊNCIA - MENTE - SENTIDOS

As pessoas têm três instrumentos principais para se elevarem: inteligência, mente e sentidos. Quando a mente fica escravizada pelos sentidos, você fica enredado e preso. A mesma mente, quando regulada pelo intelecto, pode fazer a pessoa consciente da própria realidade (Atma). O poder mental adquirido com a prática espiritual deve direcionar a mente para longe de caminhos errados. Direcione seus sentidos, usando o princípio da inteligência (buddhi), e liberte-os do domínio que a mente tem sobre eles. A mente (manas) é um conjunto de pensamentos, um complexo de vontades e desejos. Assim que um pensamento, desejo ou vontade surgir na mente, o intelecto (buddhi) deve avaliar seu valor e validade - se bom ou ruim, se ajudará ou atrapalhará, se o levará adiante ou o destruirá. Se a mente não se submeter a esse teste, ela o colocará em apuros. Se a mente obedecer a sua inteligência, seu progresso espiritual será acelerado.




Sathya Sai Baba




Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ENTERRAR OS MORTOS OU CREMÁ-LOS?

Atualmente, põe-se no Ocidente a questão de saber se é melhor enterrar os mortos ou cremá-los.

Qualquer destes dois ritos é bom, mas é necessário saber uma coisa: quando uma pessoa é declarada morta, continua a haver ligações entre a sua alma e o seu corpo físico.

Se este for posto na terra, esses laços desfazem-se lentamente.

Se ele for cremado, a separação é extremamente rápida e pode ser sentida como uma dilaceração, uma violência, sobretudo se a pessoa nunca teve consciência de que a sua verdadeira existência não se limitava à do seu corpo físico.

O que pode sentir a alma de um ser que nunca acreditou na sua sobrevivência após a morte?...

Ele não percebe onde está, não compreende nada do que está a acontecer-lhe; precisa de tempo para se desligar tranquilamente.

Neste caso, o enterro é preferível.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Tumblr.com

NECESSÁRIO DESPERTAR

Inúmeros candidatos ao conhecimento das informações espíritas - portadoras dos relevantes mecanismos para a reforma íntima - detêm-se, inconsequentes, na expectativa de milagres, que os não há, para a solução de problemas que eles próprios criaram e continuam gerando, ou esperam que a simples adesão formal a uma sociedade, onde se divulga o Espiritismo, é suficiente para plenificá-los.

Fixados ao atavismo do maravilhoso e do sobrenatural, perseveram na crença leviana de que os espíritos desencarnados tudo sabem, tudo podem, com a missão expressa de resolver as dificuldades humanas, desse modo, candidatando as criaturas à ignorância e ao atraso.

Acostumados às notícias extravagantes do misticismo que envolve a mediunidade e dos tabus em torno das comunicações espirituais, negam-se ao estudo sério, ou intentam-no, logo o abandonando, apoiados às bengalas psicológicas do comodismo de que lhes parece difícil a absorção do conhecimento espiritual, seja pela impossibilidade de manter a atenção, ou por deficiência de memória, ou ainda por perturbações de vária ordem, que afligem, adormecem, incomodam.

A argumentação simplista não procede, porquanto, em outras áreas do comportamento, seja no trabalho, no relacionamento interpessoal, nas pesquisas e cursos, se não houver um sincero interesse e legítima dedicação, ocorrem os mesmos fenômenos perturbadores, desestimulantes.

Toda experiência nova é desafio, caracterizado por dificuldades, superáveis, que mais despertam os valores morais de quem a deseja vivenciar. No que diz respeito àquelas de complexidade profunda, quais as de transformação do homem velho em um novo ser, os patamares a conquistar são múltiplos, revestidos de compreensíveis impedimentos.

Não se alteram hábitos doentios, perniciosos, de um momento para outro, com apenas a disposição, sem o correspondente esforço para consegui-lo.

A transformação interior para melhor, que o conhecimento espírita propicia, é precedida de um necessário despertar para a aceitação de novos e preciosos valores morais, que satisfazem e harmonizam a criatura.

Desse modo, ao desejo de crescimento, devem aliar-se o esforço contínuo e o devotamento às ideias renovadoras, trabalhando-se por entender as diretrizes que se lhe apresentam, experimentando e insistindo na sua implantação no mundo íntimo.

A vitória de qualquer tentame chega após a permanência na sua execução.

Substitui, mediante as informações libertadoras do Espiritismo, os velhos hábitos, um a um, adotando novo comportamento mental, e, depois, vivencial, a fim de que a renovação se te faça contínua, incessante.

Fixa-te no propósito de vencer os velhos condicionamentos e adota as propostas de ação positiva, que te auxiliarão no crescimento íntimo.

Liberta-te dos instrumentos frágeis de justificação, evitando as fugas psicológicas à realidade, à responsabilidade.

Insiste na lapidação das arestas grosseiras da personalidade e adapta-te ao novo modo de entender e ser, incorporando à conduta as diretrizes espirituais.

Dar-te-ás conta dos benefícios imediatos que advirão, das soluções aos problemas que surgirão, enfim, de que o empenho se coroa de êxito na razão direta do esforço encetado.

(...)

A História está repleta de heróis da transformação para melhor, que todos respeitam, porém, são incontáveis os conquistadores anônimos do continente da alma, que estavam perdidos e se encontraram.

O Espiritismo hoje, revivendo Jesus ontem, oferece os valiosos esclarecimentos para a felicidade, a autodescoberta, a iluminação íntima libertadora.

Para consegui-lo é, primeiro, necessário despertar.





Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis





Fonte: do livro Momentos Enriquecedores, LEAL.
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REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

Assim como o pai sempre tem esperança no filho, Deus, o Pai das almas, só vê o que há de bom em seus filhos. Ele também sabe que não somos o mal, mas nos deixamos possuir pelo mal. Porque somos filhos do Senhor, Inocente também temos o 'gene' da inocência. Resgatar essa virtude no mundo presente, onde reina a falsidade, a ganância e a 'esperteza', é como encontrar água no deserto. Ser inocente não é ser tolo, é estar além e a salvo do mal.

Se quisermos plantar sementes neste século 21 a primeira delas é a da simplicidade. Em nossa comunicação, ser abertos, honestos e limpos. Em nossos relacionamentos, desenvolver uma atitude não-egoísta. Todos estão pensando muito neles mesmos ou em suas famílias, mas esse é o tempo de pensar e fazer algo pelo mundo. Sermos amorosos e misericordiosos em relação a nós e aos outros é nossa responsabilidade. Não devemos ficar tristes ao ver as pessoas na tristeza. Temos de trazê-las para a felicidade.

As crianças aprendem com o que elas convivem. Se uma criança vive com criticismo, ela aprende a condenar. Se uma criança vive com hostilidade, ela aprende a brigar. Se uma criança vive com tolerância, ela aprende a ser paciente. Se uma criança vive com encorajamento, ela aprende a ser confiante. Se uma criança vive com segurança, ela aprende a ter fé. Se uma criança vive com aceitação, ela aprende a encontrar amor no mundo.

Ser paciente significa fazer face a todas as situações com coragem e determinação e manter uma paz de espírito natural, sem que os acontecimentos externos tragam oscilação na sua atitude interna e no seu comportamento. A impaciência revela falta de maturidade e falta de confiança na nossa capacidade de enfrentar as adversidades que surgem quando menos se espera. Aquilo que não for feito com paciência dificilmente poderá ser feito com sucesso. (António Sequeira)




Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

SÓ O VERDADEIRO SILÊNCIO PODE EXPRIMIR A ESSÊNCIA DA DIVINDADE

O sábio a quem perguntardes «O que é Deus?» ficará em silêncio, pois a esta pergunta só se pode responder com o silêncio. Só o silêncio, o verdadeiro silêncio, consegue exprimir a essência da Divindade. Dizer que Deus é amor, sabedoria, poder, justiça... corresponde à verdade, mas essas palavras não expressam nada da sua infinitude, da sua eternidade, da sua perfeição. Não se conhece Deus falando ou ouvindo falar d’Ele, mas sim esforçando-se por entrar em si mesmo para chegar a essa região que é, precisamente, silêncio.

O silêncio é a região mais elevada da nossa alma e, no momento em que a atingimos, entramos na luz cósmica. A luz é a quinta-essência do universo. Tudo o que vemos ao nosso redor e mesmo aquilo que não vemos é atravessado por luz, está impregnado de luz. O propósito do silêncio é precisamente a fusão com essa luz viva, poderosa, que penetra em toda a criação. Quando nos fundimos com essa luz, já não perguntamos o que é Deus e muito menos se Ele existe.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A AUTOCONSCIÊNCIA É TRABALHOSA - MUDANÇAS

Por que aceitamos, por que nós seguimos? Seguimos a autoridade do outro, a experiência do outro e, então, duvidamos dela; esta busca pela autoridade e sua sequência, desilusão, é um processo doloroso para a maioria de nós. Nós maldizemos ou criticamos a autoridade uma vez aceita, o líder, o mestre, mas não examinamos nosso próprio anseio por uma autoridade que possa dirigir nossa conduta. Uma vez que compreendemos este anseio, compreenderemos a significação da dúvida.

A autoconsciência é trabalhosa, e desde que a maioria de nós prefere um modo fácil, ilusório, nós criamos a autoridade que dá forma e padrão à nossa vida. Esta autoridade pode ser o coletivo, o Estado; ou pode ser o pessoal, o mestre, o salvador, o guru. A autoridade de qualquer espécie é ofuscante, ela traz negligência; e como a maioria de nós considera que ser reflexivo é ter dor, nos entregamos à autoridade. A autoridade engendra poder, e o poder sempre se torna centralizador e, portanto, completamente corruptor; ele corrompe não só o manipulador do poder, mas também aquele que o segue. A autoridade do conhecimento e da experiência é perversora, esteja investida no mestre, seu representante ou o sacerdote. É sua própria vida, este conflito aparentemente infindável, que é significativa, e não o padrão ou o líder. A autoridade do mestre e o sacerdote afastam você do ponto central, que é o conflito dentro de você mesmo.

Nós ouvimos com esperança e medo; buscamos a luz do outro mas não estamos alertamente passivos para sermos capazes de compreender. Se o liberado parece preencher nossos desejos, nós o aceitamos; se não, continuamos nossa busca por aquele que o fará; o que a maioria de nós deseja é gratificação em diferentes níveis. O importante não é como reconhecer aquele que é iluminado mas como compreender a você mesmo. Nenhuma autoridade aqui ou lá adiante pode lhe dar conhecimento de si mesmo; sem autoconhecimento não há libertação da ignorância, do sofrimento.

A maioria de nós está satisfeita com a autoridade porque ela nos dá uma continuidade, uma certeza, uma sensação de se estar protegido. Mas um homem que queira compreender as implicações desta profunda revolução psicológica deve estar livre da autoridade, não deve? Ele não pode considerar nenhuma autoridade, seja de sua própria criação ou imposta a ele por outro. E isto é possível? É possível para mim não confiar na autoridade de minha própria experiência? Mesmo quando rejeitei todas as expressões exteriores de autoridade – livros, professores, sacerdotes, igrejas, crenças - ainda tenho o sentimento de que ao menos posso confiar em meu próprio julgamento, em minhas próprias experiências, em minha própria análise. Mas posso eu confiar em minha experiência, meu julgamento, minha análise? Minha experiência é o resultado de meu condicionamento, não é? Eu posso ter sido criado como muçulmano ou budista ou hindu, e minha experiência dependerá de minha base cultural, econômica, social e religiosa, assim como a sua. E posso eu confiar nisso? Posso confiar como meu guia, como esperança, como a visão que me dará fé em meu próprio julgamento, que novamente é o resultado de memórias acumuladas, experiências, o condicionamento do passado se encontrando com o presente? Ora, quando me fiz todas estas perguntas e estou consciente deste problema, vejo que só pode haver um estado no qual realidade, inovação, pode surgir, que gera uma revolução. Esse estado existe quando a mente está completamente vazia do passado, quando não existe analista, nem experiência, nem julgamento, nem autoridade de qualquer tipo.

A mudança acontece quando não existe medo, quando não existe nem experimentador nem experiência; só então acontece a revolução que está além do tempo. Mas isso não pode acontecer enquanto estou tentando mudar o “eu”, enquanto estou tentando mudar o que é em outra coisa. Eu sou o resultado de todas as compulsões, persuasões sociais e espirituais, e de todo o condicionamento baseado na ambição – meu pensamento se baseia nisso. Para me libertar desse condicionamento, dessa ambição, eu digo a mim mesmo: “Eu não devo ser ambicioso; devo praticar a não-ambição”. Mas tal ação está, ainda, dentro do campo do tempo, é ainda a atividade da mente. Apenas veja isso. Não diga: “Como vou chegar nesse estado onde sou não-ambicioso?” Isso não é importante. Não é importante ser não-ambicioso; o importante é compreender que a mente que está tentando sair de um estado para outro está ainda funcionando dentro do campo do tempo, e, portanto, não há revolução, não há mudança. Se você quiser, realmente, compreender isto, então a semente dessa revolução radical já foi plantada e isso vai operar: você não tem nada a fazer. (Collected Works, Vol. VIII, 163, Choiceless Awareness)




J. Krishnamurti





Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura:
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

ALZHEIMER - CAUSAS ESPIRITUAIS

(...) Estudos desenvolvidos pela Associação Médico-Espírita do Brasil, em que destacamos a atuação da Dra. Alessandra Granero, médica geriatra, e do Dr. Décio Iandoli Júnior, renomado professor e autor de obras espíritas, têm levantado – no tocante ao Alzheimer –  algumas hipóteses de causas espirituais, baseados em estudos sistemáticos de obras espíritas, como as obras de André Luiz.

Estes estudiosos têm citado a rigidez de caráter (inflexibilidade), a culpa, os processos obsessivos graves, a depressão e os sentimentos doentios, tais como ódio e mágoa (sobretudo quando mantidos a médio e longo prazos), como causas espirituais para a ocorrência do mal de Alzheimer.


É interessante que características intelecto-morais relacionadas à religiosidade aparentemente não são facilmente perdidas, pelo menos nas fases iniciais da doença, o que permite com mais facilidade recorrer a terapias espirituais efetivas, com a participação ativa do paciente.


Obviamente, o papel da família em enfermidades desse tipo é de importância central, tanto para a melhoria da qualidade de vida do paciente, quanto do ponto de vista das questões espirituais, pois muitas vezes o grupo familiar está associado às causas cármicas que poderiam estar na raiz de tal problemática.

O acompanhamento espiritual é fundamental também para a família, pois os entes queridos sofrem muito com o gradual “distanciamento” do ser amado, que passa por um processo lento, porém consistente, de perda de interação cognitiva com os familiares e amigos. Alguns chegam a afirmar tratar-se de um lento e gradual “processo de desencarnação”.


Se analisarmos que, em concordância com André Luiz em “Ação e Reação”, as tarefas desenvolvidas na terceira idade repercutem muito em nossa futura condição espiritual na erraticidade, devemos considerar de alta responsabilidade o esforço dos amigos, familiares e terapeutas, mesmo que aparentemente improfícuo, na melhoria das condições dos irmãos que estão passando por essa provação. A necessidade de trabalho intelectual e a tendência à depressão denotam a necessidade de amplo esforço em tarefas de alto nível intelecto-moral.


As prováveis causas espirituais, como processos obsessivos e atitudes de intransigência moral, entre outras, indicam a necessidade de contínuo esforço de esclarecimento espiritual, se possível com leitura diária de páginas evangélico-doutrinárias e frequência, se possível semanal, à casa espírita para tratamento com passes.




Astolfo O. de Oliveira




Fonte do Texto e da Gravura: "O Consolador"
Revista Semanal de Divulgação Espírita

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

A aprendizagem para a vida funciona em quatro níveis: (1) informação - escutar, (2) conhecimento - entender, (3) sabedoria - fazer e (4) verdade - ser. Mas as pessoas e os sistemas tendem a ficar nos dois primeiros níveis. Para haver mudança efetiva precisamos prestar a mesma atenção em sermos sábios. Gradualmente, a sabedoria em ação cria uma pessoa verdadeira. O que ela põe em prática é o que ela se torna: a personificação da paz, respeito e generosidade.

Muitas vezes agimos instantaneamente diante de uma situação. Mas aqueles que são bem sucedidos analisam a situação antes de agir. Tais pessoas anteveem o resultado de suas ações e por isso procuram fazer a coisa certa evitando contratempos futuros. Elas dão o melhor de si a cada escolha. Quando dou tempo para mim e penso antes de realizar qualquer ação, consigo ser claro em meu pensamento. As consequências da ação que desejo tomar ficam claras na minha mente e as decisões que tomo para superar a situação dão certo. Assim, o sucesso vem de forma fácil e segura.

As negatividades são como um intruso que aproveita cada chance para se opor a você. Por que deixar esse intruso entrar? A maior porta de entrada das negatividades é a porta da culpa e das desculpas. Não se deixe angustiar pelos outros. O ego é a força deles. Torne-se sem ego e a força deles não poderá tocá-lo. Liberte-se da animosidade e você se tornará destemido. Mantenha pensamentos sobre o eu verdadeiro e faça ações verdadeiras. (Dadi Janki)

Que você seja capaz de conviver com qualquer pessoa, seja qual for a personalidade dela. Para isso, mantenha sua própria verdade, não seja influenciado pela falsidade. Deixe que as pessoas sejam transformadas através do seu exemplo. Verdade e simplicidade tornam você vitorioso. Evite pensar: “Eu não quero mais lidar com isso”. Seja destemido. Receba poder de Deus. Esse poder pode fazer muito. (Dadi Chandramani)

Determinação é a força que me permite ser bem sucedido. Ela vem de dentro, sendo o resultado da ativação da minha força de vontade. Determinação é parceira da paciência. A paciência me ensina a não forçar, mas esperar e apreciar o jogo da vida sabendo que nada permanece igual e que tudo mudará em algum ponto. Que hoje eu experimente a determinação e a paciência como a base do sucesso.




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 14 de novembro de 2015

ESPIRITEIROS OU PAPA PASSES

Explica Richard Simonetti: "Espiriteiro é uma palavra nova que não se encontra no dicionário. Ela define as pessoas que se ligam ao Centro Espírita, mas são desligadas das finalidades do Espiritismo. Espiriteiro é o “PAPA PASSES”, que comparece às reuniões apenas para receber sua “hóstia” depuradora, representada pela transfusão magnética. Frequentador assíduo de “consultórios do além”, grupos mediúnicos que se formam apenas para receber favores espirituais, não consegue compreender que o Espiritismo não é mero salva-vidas para acidentes existenciais nascidos de sua própria invigilância."

Vivemos dando desculpas para não estudar as obras básicas, não queremos compromisso que imponha disciplinas de horário e assiduidade, alegamos absoluta falta de tempo, mas quando acontece um problema em nossa vida, seja financeiro, emocional, de saúde etc., arrumamos tempo para buscar "passe", para corrermos atrás de "curas espirituais" ou "cartas consoladoras", nem se for em outra cidade.

Espiritismo, não é apenas mediunismo. É estudo, vivência cristã, para nos levar à evolução. “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelo esforços que faz para domar suas más inclinações.”

A doutrina esclarece que não retira problemas e dores do nosso caminho. Explica-nos o porquê das coisas e ensina-nos: como podemos melhorar a nós mesmo para gerarmos efeitos felizes; como prevenir e resolver problemas espirituais, desde que empreguemos vontade e esforço no sentido do Bem; ou ainda, como superar aquilo que, por ora, não pode ser mudado porque nos serve de expiação ou de prova.

Como disse Bezerra de Menezes: “O estudo da Doutrina faz adeptos conscientes para a Causa. Quem se aprofunda no conhecimento da Verdade solidifica a fé.” Quem procurar o Espiritismo somente para obter cura imediata de seus males físicos e espirituais, ou para resolver de pronto seus problemas materiais, poderá ficar decepcionado. Porque somente se realiza o que estiver dentro das leis divinas. E o Espiritismo não tem por finalidade principal a realização de fenômenos, mas, sim, o progresso moral da humanidade. Devemos socorrer os que não são espíritas que nos procuram, mas nós espíritas temos obrigação de orientá-los e ajudá-los a serem melhores também, sem querer impor a religião a eles, sem querer atraí-los com fenômenos e modismos que não condizem com os ensinamentos dos espíritos e compilados por Kardec.

Espíritas, não deixemos desviar a finalidade do Espiritismo. Lutemos pela fidelidade de seus ensinamentos. Unamo-nos e busquemos nos instruir. Espiritismo é sinônimo de trabalho: "trabalho em prol do próximo através da caridade e trabalho em prol de si mesmo através da reforma íntima."




Compilação de Rudymara





Fonte: http://grupoallankardec.blogspot.com/
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domingo, 8 de novembro de 2015

REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

Hoje pergunte-se: Que tipo de pensamento me dá força e que tipo de pensamento tira minha força? Aprenda a criar pensamentos puros. Veja que, a medida que você entra em si mesmo, aquela honestidade verdadeira e profunda aparece. É quando a alma se torna honesta que o conhecimento espiritual entra na alma. E quando isso acontece você descobre uma mina de joias dentro de si. Portanto, tenha a sensatez de usar sua mente de forma correta. Independente do que os outros estão fazendo, eu tenho de ser feliz comigo e feliz com todos. (Dadi Janki)

O corpo é como um templo; a alma é como uma centelha de luz. O corpo é como um carro; a alma é como o motorista deste carro. O corpo e o cérebro são como um computador;  a alma é quem programa e usa o computador. É dito que a alma é uma estrela minúscula que vive no centro da testa, entre as sobrancelhas. Aqueles que praticam a consciência da alma se tornam auto soberanos. (B.K. Jagadish Chander, Easy Rajyoga)

Uma pessoa com um coração limpo sempre tenta fazer o melhor para aqueles com quem ela se relaciona. Ela não tem nada exceto virtude dentro de si. Ela desenvolve a capacidade de aceitar as pessoas como são e ignora os malfeitos. Por não se deixar influenciar negativamente ela faz o que é correto e mantém o equilíbrio na vida. Uma pessoa assim é doadora de felicidade para si e para os outros. Sua doação acontece através de ações e não de palavras.

Quando começo a confiar em mim eu paro de olhar para os outros para provar meu próprio mérito. Quando busco internamente por respostas eu começo a aumentar a confiança em mim. Essa confiança me liberta de perguntar aos outros o que fazer e de ser dependente de orientação externa. Que hoje eu confie na voz quieta da minha intuição e considere as orientações sábias que ela me revela.




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
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