domingo, 14 de outubro de 2012

EM BOA LÓGICA


Quem alimenta o ódio, atira fogo ao próprio coração.

Quem sustenta o vício, encarcera-se nele.

Quem cultiva a ociosidade, faz neve em torno de si.

Quem se encoleriza, é inquisidor da própria alma.

Quem estima a censura, lança pedras sobre si mesmo.

Quem provoca situações difíceis, aumenta os obstáculos em que se encontra.

Quem se precipita no julgar, é sempre analisado à pressa.

Quem se especializa na identificação do mal, dificilmente verá o bem.

Quem não deseja suportar, é incapaz de servir.

Quem vive colecionando lamentações, caminhará sob a chuva de lágrimas.



Francisco Cândido Xavier / André Luiz




Fonte: do livro "Agenda Cristã"
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/campo-de-lavanda-panorama-campo-9659072/

TUDO QUE PRECISAMOS É DE AMOR



Ao imitar o amor incondicional do Criador por toda a humanidade, você traz amor para sua própria vida. Você cria harmonia entre você e as outras pessoas, e entre a humanidade e o mundo natural.

A maioria de nós, em um momento ou outro, já lutou com o amor. Tivemos nossos corações partidos, nos tornamos dependentes ou simplesmente não sentimos amor algum. Mas não importa o que possamos pensar, não importa quão duros nossos corações tenham se tornado por vezes, não podemos fugir da verdade – precisamos de amor e precisamos dar amor.

Não permita que a aparente simplicidade do amor torne você cego para sua importância. Esta semana, o Zohar nos traz dois ensinamentos incrivelmente belos sobre o assunto.

1. A capacidade de amar e a qualidade do nosso amor é um presente da Luz do Criador.

2. Quanto mais usarmos nosso amor de forma positiva, compartilhando, mais amor receberemos para compartilhar. Por outro lado, se usarmos nosso amor de forma egoísta e negativa, então nossa capacidade de amar diminuirá.

Se você entender e praticar esses ensinamentos, não só aumentará a quantidade e a qualidade do amor que terá em sua vida, como também a quantidade de amor que se revelará no mundo. Pelo Zohar, fica claro que devemos correr atrás e aproveitar todas as oportunidades de compartilhar o nosso amor.

Outro segredo poderoso sobre o amor é que cada um de nós influencia a forma como os canais desse mesmo amor se abrem e fecham para o mundo! Quando não estamos amando ou quando usamos nosso amor para manipular ou punir, estamos diminuindo o amor existente no mundo.

Nossas ações importam. Tudo está conectado. É importante apreciar nosso poder, que infelizmente a maioria de nós subestima.

Os efeitos das nossas ações nesse mundo físico se espalham pelos mundos espirituais. Assim como nossas ações reverberam através dos Mundos Superiores, sua ressonância se torna cada vez mais forte, de forma muito semelhante ao Efeito Borboleta. Em 1972, os cientistas explicaram o fenômeno extraordinário de que o menor dos atos em um lugar pode ter um efeito imenso do outro lado do mundo (o exemplo que usaram foi o bater das asas de uma borboleta no Brasil causando um tornado no Texas).

Os cabalistas têm conhecimento deste fenômeno há mais de quatro mil anos. Mas eles o levam um passo adiante: uma ação espiritual aparentemente pequena, um simples ato de compartilhar, pode fazer com que uma incrível quantidade de Luz seja revelada no mundo.

Infelizmente, como nossos sentidos são limitados a enxergar apenas essa dimensão física, subestimamos de forma grosseira o efeito positivo das nossas ações e certamente dos nossos atos aparentemente menores. Precisamos lembrar constantemente que nosso poder é muito maior do que nos permitimos acreditar e que o efeito positivo das nossas ações – sejam elas grandes ou pequenas – é muito mais do que jamais poderíamos imaginar.

Uma coisa é certa sobre o mundo atual: não existe suficiente amor sendo compartilhado por um número suficiente de pessoas, e todos nós precisamos assumir essa responsabilidade e reconhecer que estamos contribuindo para isso.



Rav Yehuda Berg




Fonte: Centro Cabala - www.yehudaberg.com
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PARA ONDE VOCÊ FOR, LÁ ESTARÁ...


Você já observou que não há como fugir de nada? Que, mais cedo ou mais tarde, as coisas com as quais você não quer lidar e das quais tenta fugir, ou tenta ignorar e fingir que elas não existem, o alcançam, principalmente se tem a ver com velhos padrões e medos? A noção romântica é de que se não está bom aqui, você simplesmente tem de ir para lá e as coisas serão diferentes. Se o seu emprego não é bom, mude de emprego. Se sua esposa não é boa, troque de esposa. Se sua cidade não é boa, mude de cidade. Se as crianças são um problema, deixe que outros cuidem delas. O pensamento subjacente é o de que a razão dos seus problemas está fora de você, no local, nos demais, nas circunstâncias. Mude o local, mude as circunstâncias, e tudo irá encaixar-se nos seus devidos lugares e você poderá recomeçar, ter um novo início.

O problema com esse modo de ver é que ele convenientemente ignora o fato de que você carrega sua cabeça e seu coração, e o que alguns chamariam, de seu "karma", aonde quer que vá. Você não pode fugir de si mesmo, por mais que tente. E por que razão, senão o puro desejo de pensar, iria você suspeitar que as coisas seriam diferentes ou melhores em algum outro lugar, de algum modo? Mais cedo ou mais tarde, os mesmos problemas surgiriam, se na verdade, eles provem, em grande parte, de sua maneira de ver, pensar e comportar-se. Muito frequentemente, nossas vidas param de trabalhar porque paramos de trabalhá-las, porque estamos sem vontade de assumir a responsabilidade pelas coisas como elas são, e de trabalhar nossas dificuldades. Não compreendemos que é realmente possível conseguir clareza, compreensão e transformação bem no meio do que está aqui e agora, não importa o quanto problemático possa ser. Mas é mais fácil e menos ameaçador para o nosso eu projetar nosso envolvimento com nossos problemas em outras pessoas e no ambiente.

É tão mais fácil achar falha, culpar, acreditar que o necessário é uma mudança exterior, uma fuga das forças que estão retendo, impedindo que você cresça, que encontre a felicidade. Você pode até mesmo se culpar por tudo isso, numa fuga derradeira da responsabilidade, fugir com o sentimento de que fez uma confusão desesperada das coisas, ou que sofreu um dano para o qual não há conserto. De uma forma ou de outra, você acredita que é incapaz de uma mudança verdadeira ou de crescimento, e que você precisa poupar outros de mais dor, retirando-se de cena.

Os desastres desse modo de ver estão por toda parte. Olhe realmente para qualquer lugar e você verá relacionamentos rompidos, famílias separadas, pessoas separadas, pessoas errantes, sem quaisquer raízes, perdidas, indo de um lugar para outro, de um trabalho para outro, de um relacionamento para outro, de uma ideia de salvação para outra, na desesperada esperança de que a pessoa certa, o emprego certo, o lugar certo, o livro certo vão melhorar tudo. Ou se sentindo isoladas, incapazes de ser objeto de amor, e em desespero, tendo desistido de olhar e até mesmo de fazer qualquer tentativa, ainda que mal orientada, para encontrar a paz de espírito.

A meditação por si só não confere imunidade a esse modo de ver as coisas, procurando em outros lugares respostas e soluções para nossos problemas. Às vezes as pessoas passam cronicamente de uma técnica para outra, ou de um professor para outro professor, ou de uma tradição para outra tradição, procurando aquele algo especial, aquele ensinamento especial, aquele relacionamento especial, aquela "excelência" momentânea que abrirá a porta para o autoconhecimento e a libertação. Mas isso pode se transformar em séria decepção, um infinita busca para escapar do que está mais próximo e talvez mais doloroso. Com medo e o desejo forte de encontrar alguém para ajudá-las a ver claramente, as pessoas às vezes caem em pouco saudáveis relacionamentos de dependência com professores de meditação, esquecendo-se de que mesmo que o professor seja ótimo, é você, em última análise, que deve se trabalhar interiormente, e esse trabalho sempre vem da trama de sua própria vida.

Algumas pessoas até se enredam, usando de forma inadequada os ensinamentos de professores em retiros de meditação, como um modo de se manter a salvo em suas vidas, em vez de encarar isso como uma grande oportunidade para olhar profundamente para dentro delas mesmas. Durante o retiro, de uma certa forma, tudo é fácil. As necessidades básicas da vida são atendidas. O mundo faz sentido. Tudo o que é preciso fazer é sentar e andar, estar atento, estar no presente, ser alimentado por uma equipe cuidadosa que cozinha, escutar a grande sabedoria que está sendo exposta por pessoas que trabalharam profundamente e alcançaram uma compreensão e harmonia expressivas em suas vidas, e eu serei transformado, inspirado a viver mais plenamente, saber como estar no mundo, ter uma perspectiva melhor dos meus próprios problemas.

Num sentido amplo, tudo isso é verdadeiro. Bons professores e longos períodos de meditação em retiro isolado podem ser profundamente valiosos e benéficos se estamos com vontade de olhar para tudo o que surge durante um retiro. Mas há também o perigo, para o qual temos que estar atentos, de que o retiro se torne um retiro da vida, e que no final a própria "transformação" da pessoa seja superficial. Talvez dure uns poucos dias, semanas e meses após o término do retiro, e volte àquele mesmo padrão de falta de clareza nos relacionamentos, aguardando ansiosamente o próximo retiro, o próximo grande professor, ou uma peregrinação à Ásia ou algum outro tipo de fantasia romântica nas quais as coisas vão se aprofundar e se tornarem mais claras e você será uma pessoa melhor.

Essa maneira de pensar e ver tem muito de cilada envolvendo-a. Não há qualquer êxito em fugir de você mesmo no final das contas, somente a sua transformação. Não importa se você está usando medicamentos ou meditação, álcool ou Clube Mediterranée, divórcio ou abandono de emprego. Não há possibilidade de qualquer resolução que conduza ao crescimento até que a situação presente tenha sido enfrentada completamente e você tenha se aberto para ela com concentração, permitindo que a própria aspereza da situação arrefeça seus pontos extremos. Em outras palavras, você precisa querer que a própria vida faça de você seu professor.

Essa é a trilha para trabalhar onde você se encontra, com o que está aqui e agora. Isso, então, na verdade é este lugar, este relacionamento, este dilema, este emprego. O grande desafio da concentração é trabalhar com as próprias circunstâncias que você encontra em você mesmo, não importa o quanto elas possam ser desagradáveis, o quanto possam parecer desestimulantes, limitadas, intermináveis e paralisantes, e se certificar de que você fez tudo que estava ao seu alcance para usar suas energias e se transformar, antes de se decidir a eliminar suas perdas e seguir adiante. É aqui mesmo que o verdadeiro trabalho precisa acontecer.

Assim, se você achar que sua prática de meditação está desinteressante, ou inadequada, ou que as condições em que você se encontra não são favoráveis, e se você acha que somente numa caverna do Himalaia, ou num mosteiro asiático, ou numa praia nos trópicos, ou num retiro em algum lugar da natureza as coisas poderiam melhorar, sua meditação seria mais forte... pense novamente. Quando você chegasse à sua caverna, ou à sua praia, ou ao seu retiro, você estaria lá com a mesma mente, o mesmo corpo, a exata respiração que você já tem aqui, Após 15 minutos ou cerca disso, você poderia se sentir solitário, ou querer mais luz, ou o teto poderia gotejar. Se você estivesse na praia, poderia estar chovendo ou fazendo frio. Se estivesse num retiro, poderia não gostar da comida ou de seu quarto. Há sempre algo para não gostar. Então, por que não deixar fluir e admitir que você poderia estar a vontade em qualquer lugar? Exatamente neste momento, você chega ao âmago de seu ser e convida a concentração a entrar e curar. Se você compreende isso, então, e só então, a caverna, o mosteiro, a praia, o centro de retiro lhe oferecerão suas verdadeiras riquezas. E o mesmo acontecerá com todos os outros momentos e lugares.


Dr. Jon Kabat-Zinn
(*)




Fonte: do livro "A Mente Alerta"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

(*) Médico e especialista ocidental em meditação Zen Budista

INCONTÁVEIS AGRESSÕES



Evidentemente sofres agressões. Do íntimo convulsionado, petardos mentais, contínuos, produzem-te desequilíbrios; de fora chegam as investidas da ignorância e da impiedade, que te dilaceram com profundos golpes.

São incontáveis as agressões: vibrações perniciosas que exteriorizas ou absorves em comércio psíquico, agridem os outros, que revidam, inconscientes; palavras ácidas que proferes ou que te penetram, ferintes, quando enunciadas por outrem na tua direção; atitudes descorteses que assumes ou que têm para contigo e maceram teus sentimentos...

Sim, estás agredido, porque não conseguiste, ainda, a doçura que recolhe a animosidade sem revide, a biliosidade sem azedume, a investida do desequilíbrio sem revolta...

Açodado por fatores intrínsecos que te desarmonizam, não pudeste armazenar forças para o auto-burilamento, que te imunizaria contra as investidas perturbantes.

O espírita é alguém, que, encontrando a explicação dos motivos do sofrimento, penetra-se de luz e paz.

Revida mediante os métodos da confiança ilimitada em Deus, deixando à Vida as respostas mais úteis aos que a desconsideram.

Não toma nas mãos as rédeas da Justiça, armando-se de látego e baraço ou esgrimindo os recursos coarctadores nem os da punição.

Se não concorda com o erro e a criminalidade, não se transforma em julgador, ante age e produz corretamente, reagindo pela atitude positiva e elevada com que expõe a excelência dos conhecimentos que o vitalizam.

O triunfo dos agressores é semelhante a vapor que os vence no auge do êxito, enquanto a vitória dos agredidos é a paz do coração.

Toda aflição, pois, é recurso providencial de que a Vida se utiliza para aproximar-te da Verdade. Não recalcitres, nem sintonizes com aqueles que transitam nas densas faixas do primitivismo e da agressividade.

A vida na Terra por mais longa é sempre breve...

Felizes aqueles que concluem a jornada, quites, em relação aos deveres assumidos, podendo olhar para trás sem amarras nem, dependências de qualquer natureza, livres, após os embates terminados.

Incitado a adensar a massa dos atormentadores-atormentados, recorda Jesus e prossegue manso, sofrendo sem impor desespero a ninguém.

Asseverou-nos Ele, que todo aquele que "ganhar a vida, perdê-la-á", enquanto o que a "perder, tê-la-a ganho".

Assim informado não desfaleças e prossegue, agredido, porém, jamais agressor.


Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis



Fonte: do livro "Celeiro de Bênçãos"
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/luvas-de-boxe-batalha-esportes-azul-1709174/

NENHUMA MUDANÇA É PEQUENA

Até mesmo as menores mudanças que fazemos nos detalhes de nosso cotidiano podem pesar na balança do Universo e transformar a escuridão em Luz.

Qual é a ação, o gesto, a mudança que você poderia realizar hoje para fazer essa balança pender? Poderia ser sorrir para todos que encontrar? Poderia ser ligar para um amigo com quem não fala há anos? Poderia ser dar um abraço em alguém que não é necessariamente próximo a você?

Essas ações podem parecer do tamanho de uma semente de gergelim aqui no nível físico do 1%, mas não existe pequenez no mundo da Luz.



Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 13 de outubro de 2012

O QUE É SATÃ?



Em primeiro lugar devemos esclarecer que quando falamos em Satã NÃO se trata da figura demoníaca com dois chifres e um tridente que costuma aparecer nos filmes de Hollywood. De acordo com a Kabbalah, Satã é uma PALAVRA CÓDIGO PARA COMPORTAMENTO REATIVO. Satã é a força de motivação invisível por trás de todos os males humanos, da guerra ao abuso das drogas, da dieta quebrada e da permanente falha em arrumar mais tempo para as coisas realmente importantes. De fato, é exatamente essa força que está agindo agora, fazendo com que você se sinta desconfortável por ver o nome Satã em uma mensagem sobre Kabbalah.

É a força que provoca nossos sentimentos de medo, pessimismo, incerteza, ansiedade e preocupação. É ela também quem nos espera na outra extremidade do espectro onde provoca excesso de confiança, crueldade, vingança, raiva e inveja. É a voz dentro da nossa cabeça que murmura: "Coma o bolo agora", "Reinicie a dieta segunda-feira", "Esteja sempre certo!", "Sinta pena de si mesmo". Ele também tem nos enganado sobre a ideia de quem é realmente nosso oponente na vida, nos condicionando a acreditar que somos vítimas das ações de outras pessoas, assim não poderemos identificá-lo como nosso verdadeiro inimigo.

E nosso comportamento reativo é a força vital de Satã, pois ele é como um boneco, uma entidade sem vida que movimentamos puxando suas cordas através das nossas ações e pensamentos reativos. Cada vez que reagimos quando somos insultados, ofendidos, provocados, estamos nos fundindo ainda mais ao nosso parceiro silencioso. Ele somos nós. Por outro lado, se formos capazes de reconhecê-lo, conseguiremos nos separar dele e colocá-lo em nossa linha de tiro. Este é o grande medo de Satã: que a gente consiga encontrá-lo, por isso procura ficar tão grudado em nós, para que acreditemos que esses pensamentos negativos e impulsos reativos se originam dentro de nós.

Aprender como atingir esse conhecimento e adquirir as ferramentas necessárias que irão nos ajudar a combater nosso Satã é tudo o que a Kabbalah é. A Kabbalah é apenas um meio para atingir um fim. Quando a reatividade tiver sido eliminada da nossa natureza, a Luz da realização será nossa por conquista.


Rabino Joseph Saltoun



Fonte: http://www.josephsaltoun.com.br/site/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

POLARIDADES - CONFRONTOS


A virtude e o vício, a força e a fraqueza, a beleza e a fealdade, 
são diferentes aspectos do bem e do mal que vemos manifestarem-se por toda a parte. Mas, em vez de aprenderem como hão-de comportar-se com estes dois pólos da unidade, os humanos estão sempre a perguntar por que é que Deus permite que o mal exista. Eles devem parar de colocar esta interrogação e compreender que o bem e o mal estão intimamente ligados, pois, enquanto pólos complementares, têm questões a tratar em conjunto.

A nossa existência na Terra é inteiramente condicionada pela alternância dos dias e das noites, e esta alternância que regula a vida de toda a Natureza também regula a nossa vida física e a nossa vida psíquica. Não saberíamos o que é a luz se as trevas não existissem, nem o que são a sabedoria, a justiça, a beleza, a alegria, se não tivéssemos de nos defrontar com a idiotice, a injustiça, a fealdade e a tristeza. É da comparação e do confronto que nasce a compreensão. Se os contrários não existissem, viveríamos na indiferenciação.


Omraam Mikhaël Aïvanhov


Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/saldo-harmonia-polaridade-aceno-9473484/

OS TRÊS FIOS DO ESPÍRITO


“E Noé teve três filhos” Gen., 6,10.

O Rabino Hiyya disse ao Rabino Judá: Vou lhe contar o que ouvi sobre esse texto. Ele pode ser comparado ao homem que entrou em uma caverna e encontrou três crianças, totalmente diferentes em caráter e comportamento. Uma delas era virtuosa, a segunda malvada e a terceira comum. Assim, também, o espírito tem três fios que oscilam, atados a três diferentes mundos. “Neshamah” (1) passa entre montanhas e lá se junta a “Ruah” (2); continua descendo e, já nesse mundo, “Nefesh” (3); encontra-se com “Ruah” e os três se vinculam em uma só unidade.

O rabino Judá disse: “Nefesh” e “Ruah” estão conjugados, enquanto que “Neshamah” permanece no caráter do homem num lugar desconhecido e ignorado. Quando o homem luta por uma vida mais pura, está sendo assistido pelo santo “Neshamah”, através do qual se purifica e se santifica. Mas se ele não procura viver uma existência pura e honrada, então “Neshamah” se afasta dele e ele é guiado por apenas dois fios: “Nefesh” e “Ruah”. Além disso, ao conviver com a impureza e nela afundar-se paulatinamente, vê-se privado de ajuda celestial. Desta forma, cada um segue o caminho que escolhe.

1- “Neshamah” - a “alma santa” , superalma, é o poder intuitivo que guia aos segredos de D´us e do Universo.

2- “Ruah” - espírito.

3- “Nefesh” - é a própria alma, a alma natural, alma vital, dada a cada ser humano.



Fonte: do livro "Zoar - O Livro do Esplendor", comentário de Gershon Scholem
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

COURAÇA DA CARIDADE


"Sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e da caridade." Paulo (I Tessalonicenses, 5:8)

Paulo foi infinitamente sábio quando aconselhou a couraça da caridade aos trabalhadores da luz.

Em favor do êxito desejável na missão de amor a que nos propomos, em companhia do Cristo, antes de tudo é indispensável preservar o coração.

E se não agasalharmos a fonte do sentimento nas vibrações do ardente amor, servidos por uma compreensão elevada nos círculos da experiência santificante em que nos debatemos na arena terrestre, é muito difícil vencer na tarefa que o Senhor nos confia.

A irritação permanente, diante da ignorância, adia as vantagens do ensino benéfico.

A indignação excessiva, perante a fraqueza, extermina os germes frágeis da virtude.

A ira frequente, no campo da luta, pode multiplicar-nos os inimigos sem qualquer proveito para a obra a que nos devotamos.

A severidade demasiada, à frente de pessoas ainda estranhas aos benefícios da disciplina, faz-se acompanhar de efeitos contraproducentes por escassez de educação do meio em que se manifesta.

Compreendendo, assim, que o cristão se acha num verdadeiro estado de luta, em que, por vezes, somos defrontados por sugestões da irritação intemperante, da indignação inoportuna, da ira injustificada ou da severidade destrutiva, o apóstolo dos gentios receitou-nos a couraça da caridade, por sentinela defensiva dos órgãos centrais de expressão da vida.

É indispensável armar o coração de infinito entendimento fraterno para atender ao ministério em que nos empenhamos.

A convicção e o entusiasmo da fé bastam para começar honrosamente, mas para continuar o serviço, e terminá-lo com êxito, ninguém poderá prescindir da caridade paciente, benigna e invencível.


Francisco Cândido Xavier / Emmanuel



Fonte: do livro "Fonte Viva"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A SIMPLES LEI DA REVELAÇÃO

Tudo é muito simples: o Criador é revelado na conexão entre nós. Portanto, eu deveria procurar durante todo o dia onde posso trabalhar na conexão entre nós. Onde estão os fios que posso esticar a fim de nos conectar? Entre quem eles deveriam ser esticados, entre quais desejos? Como devo conectar todos, e por quê? Qual é o trabalho que tenho que fazer?


Diz-se que o Criador é revelado na conexão entre nós. Se há dez pessoas, é o suficiente. Nós só temos que nos conectar, e Ele será revelado. Porém, será que eu dei algum passo concreto em direção à conexão? Nós só falamos da conexão, e o Criador não é revelado. Então, o que devemos fazer? Continuem até que o Criador seja revelado.

É uma lei! Ele certamente vai ser revelado assim que a correta necessidade por uma conexão compatível com Ele surja e seja suficiente para o primeiro nível da revelação: Nefesh de Nefesh. Ou vamos revelar a relação oposta, o oposto de Nefesh de Nefesh. Assim, nós temos uma indicação de que o desejo de se conectar ocorreu e foi revelado de forma oposta, e vamos gritar para que o Criador nos corrija.

Este protesto surge automaticamente, uma vez que uma ação leva a outra. Portanto, quando nós clamarmos, o Criador corrigirá a conexão entre nós e será revelado. A parte quebrada será revelada a nós na forma mais grosseira de separação entre dez pessoas. Então, nós vamos descobrir uma quebra cada vez mais delicada.

Primeiro, nós descobrimos a quebra na sua forma mais primitiva: 10 partes grandes de egoísmo, opostas uma a outra tentando arrancar uma a outra em pedaços com seus dentes, em vez de conectar, e agarrando com seus dentes, como engrenagens. Então nós pedimos pela correção e nos conectamos mais grosseiramente, e assim a Luz de Nefesh de Nefesh é revelada. Esta já é a revelação do Criador à criatura.

Esta é uma forma muito grosseira de conexão, que somos capazes de realizar no momento, 1/125 da conexão. Em seguida, a mesma coisa ocorre, mas a resolução é maior. Há as mesmas 10 Sefirot, mas nós penetramos mais profundamente nelas, descobrindo mais e mais partes individuais.

O principal é descobrir as dez primeiras Sefirot, o primeiro nível, porque é assim que você nasce e assume uma forma espiritual. Então, desta forma, você já começa a melhorar. A parte mais difícil é superar o primeiro nível.



Rav Dr. Michael Laitman, PhD.



Fonte: da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/10/12, Prefácio ao Livro do Zohar
http://laitman.com.br/2012/10/a-simples-lei-da-revelacao/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

VIBRAÇÕES MENTAIS


O poder mental, devidamente disciplinado, ensinam os sábios e santos gurus, adquire um desenvolvimento, uma capacidade que excede os limites das possibilidades comuns.


Se a repetição metódica das práticas mentais, individualmente realizadas, permite resultados inauditos, maravilhosos, a repetição metódica das práticas mentais, coletivas (cadeias magnéticas) produzem vibrações emanações, ondas ou formas de pensamentos de uma potencialidade e expansão incalculáveis. 

Mas, não basta sentar, fechar os olhos e manter-se em silêncio. É preciso saber pensar. Pensar plasticamente, diz o nosso Mestre, o Dr. Krumm-Heller. Formar, no mental, a imagem nítida do pensamento, vê-la, por assim dizer, e com todas as forças da sua vontade, da sua atenção, da sua concentração, emiti-la, projetá-la no alvo que pretende atingir. 

Não é fácil a produção integral do fenômeno. Ao contrário, é dificílima e daí a necessidade de perseverantes exercícios indispensáveis a posse do poder ou faculdade que nos há de outorgar a integridade da sua realização. 

A virtude das preces, o efeito dos votos, a eficácia dos mantras, a eficiência dos rituais, como dos seus opostos, dependem do conhecimento e execução desta técnica insubstituível. 

As preces, as orações, os votos, as vocalizações, os cerimoniais são fórmulas positivas de vibrações mentais, harmônicas, e portanto capazes de efeitos benéficos. As pragas, as imprecações, os esconjuros, os exorcismos, os sinais ou gestos mágicos, os sabbats, as missas negras são ao contrário, fórmulas negativas, desarmônicas e, por conseguinte, fontes de irradiações nocivas e perigosas. 

A eficiência ou eficácia dessas fórmulas depende, da força de vontade e atenção, do autodomínio, da técnica de concentração e, sobretudo, da capacidade de exteriorização ou propagação das ondas ou formas de pensamento de que dispõe o operador. 

É de boa ética, portanto, afastar de nossa mente todos os pensamentos negativos e desarmônicos. Não esquecer nunca que toda ação produz uma reação equivalente e automática. 

Quem com ferro fere, com o ferro será ferido. 

É preciso, além disso, prestar grande atenção ao que ouvimos e, maior ainda, ao que dizemos. Atribuir aos outros o que eles não proferiram é um delito tão grave como dizer dos outros o que não são ou não praticaram. A calúnia atrai e determina o pior dos Carmas. 

O pensamento é uma força cuja potencialidade aumenta na razão direta da sua sutileza. 

As palavras são mantras e os mantras gozam de um poder extraordinário de expansão e de realização. Mas, não devemos esquecer, são armas de dois gumes; tanto cortam para a direita, como para a esquerda. Tanto podem fazer um grande bem, como fazer um grande mal. 

Se um pensamento de afeto atrai, por analogia, pensamentos semelhantes de afeto, um pensamento de ódio atrai, também, por analogia, pensamentos semelhantes de ódio. 

Não podemos adquirir a ambicionada cultura física, enquanto nossa mente for um chão de pensamentos negativos e desarmônicos. 

Que acumulador e irradiador de males não é o indivíduo que vive a emitir, a projetar pensamentos de inveja, despeito e rancor? 

Intoxica-se e intoxica ou contamina os outros, física e psiquicamente. 

A ambição, a inveja, o rancor, o despeito só podem gerar pensamentos negativos e desarmônicos. 

Ninguém ignora, que as vibrações mentais atuam diretamente sobre o corpo emotivo do homem e, indiretamente, sobre o corpo físico. 

Os choques produzidos pelas vibrações mentais saturadas de ódio, sobre o veículo da sensibilidade, determinam desordens mórbidas que podem causar o afastamento completo do aglomerado físico e ocasionar o fenômeno que, vulgarmente denomina-se morte. 

Mas, não é só a vítima que está sujeita a esse desenlace. O algoz, mais cedo ou mais tarde, experimentará as funestas consequências do inevitável choque de retorno. 

Calcule-se, agora, uma família, uma instituição, uma sociedade, uma nação, a maioria da humanidade a emitir e a projetar, conscientemente ou inconsciente, pensamentos negativos e desarmônicos, e ter-se-á a explicação lógica e racional da animosidade dos conflitos, das desordens, das revoluções, das guerras e de toda essa babel que, no momento, anarquiza e infelicita o mundo inteiro. 

Substituímos os pensamentos de ódio, por pensamentos de amor. O pessimismo tenebroso e estéril, que tudo aniquila, pelo otimismo rutilante e fecundo, que tudo vitaliza. 

Em vez de vermos, constantemente e sistematicamente, um adversário ou um inimigo, em cada indivíduo, que se aproxima de nós, dominemos esse ímpeto de animalidade, esse impulso instintivo, essa defesa atávica, essa herança inconsciente ou esse efeito de integralizações ancestrais, e façamos tudo, ao nosso alcance, para considerá-lo um semelhante, um amigo, um irmão. 

Não há nada igual ou idêntico em toda a Natureza e, quiçá, em todo o Universo. 

Só há um Deus e só esse Deus único é absolutamente perfeito. 

As desigualdades e as imperfeições são incontáveis e positivas. As incapacidades e os defeitos, naturais e humanos, e por isto mesmo não devemos esquecer, nem por um instante, os sagrados preceitos da verdadeira moral Rosa-Cruz. 

Só a benevolência, a tolerância, a fraternidade e solidariedade poderão, em parte, isto é, moralmente, igualar, identificar, harmonizar esses elementos heterogêneos que são os homens e a própria humanidade, no vórtice da roda Cármica de seu destino.



Domingos Magarinos R+ 
Fraternitas Rosicruciana Antiqua



Fonte: Gnose - fevereiro, 1936
http://www.famafra.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

DOENÇAS MENTAIS


A questão das doenças mentais à luz do conhecimento espírita, está bem explicada na seguinte entrevista, via Internet, com o médico Dr. Ricardo di Bernardi, membro do Instituto de Cultura Espírita de Santa Catarina.

1 - O que são, e quais são as deficiências mentais?

RDB- São significativas dificuldades de desenvolver raciocínios, organizar ideias, manifestar sentimentos ou a aparente impossibilidade de expressar sentimentos e raciocínios. São inúmeras! Poderemos detalhar mais adiante.

2 - O que são e quais são os transtornos mentais?

RDB- Considero que são dificuldades súbitas ou secundárias a outros fatores, de expressar pensamentos e sentimentos. São inúmeros, dependendo da personalidade de cada pessoa, portanto, das peculiaridades de cada indivíduo.

3 - Qual a origem destes transtornos sob a ótica da medicina tradicional e sob a ótica espírita?

RDB- Não consigo raciocinar nem entender as deficiências mentais ou transtornos sem incluir o raciocínio espírita, mas, poderia dizer que surgem quando um indivíduo sente-se agredido por um fator externo o qual bloqueia seu raciocínio ou sua sensibilidade psíquica. É muito comum que um fato tenha ocorrido muitos anos atrás, na infância por exemplo, e um fato novo, muitas vezes simples e sem gravidade, seja associado, até inconscientemente, com fatos anteriores trazendo à tona questões antigas.

4 - Do ponto de vista espiritual, onde e quando se originam?

RDB- A origem é sempre espiritual, pois o cérebro não pensa, quem pensa é o espírito. O cérebro retransmite o que pensamos. O cérebro, também , não produz sentimentos, apenas reproduz sentimentos da alma. Nossos arquivos perispirituais contém registros de inúmeras encarnações que muitas vezes jazem adormecidos à espera do estímulo para serem corrigidos, burilados e reorganizados de forma equilibrada. Todo o raciocínio acima, da medicina tradicional, é aceito pela visão espírita, apenas é ampliado pelo conhecimento do espírito. E, isto vale para todas as questões nesta área.

5 - Sob o ponto de vista médico e espírita, quais as causas ou origens das deficiências mentais?

RDB - Existem do ponto de vista médico:

- As que se manifestam pelo encontro de genes do pai e da mãe, genes que trazem determinação para defeitos ou doenças;

- As que se manifestam por erros na separação ou distribuição de cromossomos no óvulo e/ou espermatozóide;

- As congênitas, ou seja, as que aparentemente surgem por problemas durante a gestação como provocadas pela rubéola e outras doenças;

- As que se manifestam por traumas de parto, como por exemplo falta de oxigenação cerebral, determinando paralisia cerebral etc.

- As adquiridas após o nascimento, ocasionadas por:

a) acidentes graves;
b) infecções que afetam o sistema nervoso central tipo encefalites e outras;
c) desequilíbrios hormonais como doenças da tireóide e outras;
d) intoxicações graves por venenos;
e) Senilidade ou seja envelhecimento do sistema nervoso central;
f) Doenças Degenerativas do cérebro, como Alzeimer;
g) Acidentes Vasculares Cerebrais, AVC (derrames, tromboses cerebrais).

E muitas outras ...

Na visão espírita, o corpo espiritual, (corpo astral, psicossoma, perispírito...) traz, de outras encarnações, alterações energéticas ou desequilíbrios que vibram em uma determinada frequência e, por isto, sintonizam, favorecem, ou atraem estas situações de distúrbios mentais. Há, também, situações decorrentes da atual existência. O espírito quando produz, constantemente, pensamentos ou expressa sentimentos de baixo nível ou seja , doentios, estes são veiculados pelo perispírito e manifestam-se no corpo gerando graves problemas e alterações no corpo físico modificando a expressão de ideias, pensamentos e sentimentos.

6 - Quais as finalidades ou objetivos espirituais das deficiências físicas e mentais? Débitos? Resgates?

RDB- As finalidades são, sempre, gerar benefícios, ou oportunidades de crescimento para o espírito. São consequências do automatismo da Lei Perfeita do Universo. Nunca são punições ou castigos. A LEI UNIVERSAL é automática. Deus é onipresente e, portanto, está dentro de nós. Quando o Mestre disse: "Vós sois deuses, Deus está em vós", quis nos dizer: Deus não é um ser emocional e externo a nós, que tenha uma personalidade mutável... a Lei está escrita na nossa consciência, no nosso espírito. A LEI Universal, não pune, não premia, não castiga e não perdoa, simplesmente é a LEI DE AMOR E JUSTIÇA... Como estamos mergulhados na Energia Divina, tudo que pensamos, sentimos ou fazemos retorna para nós, é a Lei de Ação e Reação. Automaticamente, há o retorno como há a liberdade em semear, mas há também a obrigatoriedade (automatismo) da colheita. No entanto, cabe-nos continuar a semear para colher ainda nesta vida melhoras importantes. Isto é o mais importante!

7 - Existe alguma deficiência mental e/ou física que não tenha causas espirituais? Toda deficiência física e mental é decorrente da ação do espírito?

RDB- Somos espíritos encarnados, tudo que ocorre no corpo biológico decorre de fragilidades e tendências (que podem ser amenizadas, tratadas ou evitadas) do nosso corpo espiritual as quais, por sua vez, refletem as tendências e fragilidades da essência espiritual. Até mesmo acidentes ocorrem devido a predisposições espirituais do indivíduo. Predisposições não são fatos ou situações que são determinadas, repito, são tendências a serem evitadas ou tratadas. Lembro que podem ser, também, predisposições ou atitudes do espírito tomadas na vida atual.

8 - Os transtornos mentais podem surgir subitamente em pessoas maduras?

RDB- Aparentemente sim, mas sabemos que os computadores do perispírito trazem não uma determinação, mas uma fragilidade ou tendência neste sentido. A manifestação pode ser evitada conforme seu modo de vida ou conforme as atitudes desta pessoa ou poderão não ser evitadas conforme seu modo de agir nesta encarnação.

9 - As deficiências e ou transtornos mentais manifestam-se em estágios? É possível alguém ser portador de uma deficiência mental de manifestação tão sutil que permite o ser desfrutar de uma vida normal? Elas podem ser hereditárias? Podem aparecer em fases da vida, de um momento para o outro? Quais os motivos?

RDB- Há uma autoprogramação nos nossos "computadores" perispirituais no sentido de que o indivíduo expresse uma tendência ou dificuldade na época mais adequada para a eliminação do corpo espiritual dessa deficiência. Tudo que fizemos em vidas anteriores está nos nossos arquivos, somos constituídos de trilhões de núcleos de energia.Tudo que somos, inclusive as questões que ainda não superamos constituem-se em registros ou núcleos de energia. Tais núcleos pulsam, irradiam vibrações que partem da profundidade do nosso espírito e atingem nosso corpo. Como continuamos pensando e emitindo sentimentos, estamos refazendo nosso destino e portanto com pensamentos de amor e harmonia neutralizando alguns núcleos, higienizando outros ou mantendo-os, e até estimulando novos registros. Problemas eclodem em certas épocas da vida dependendo das tendências anteriores, e das atitudes atuais. Há também registros que se exteriorizam na faixa etária correspondente a mesma idade que ocorreram no passado. É a nova oportunidade de refazermos o que fizemos de forma equivocada.

10 - No âmbito do perispírito, como podemos entender as deficiências físicas e mentais? São sempre provas?

RDB- Não, são muitas vezes oportunidades que pedimos para desenvolver novas habilidades, novas percepções, novas sensibilidades. Um grande missionário entre cegos solicitou que antes deste trabalho pudesse reencarnar como cego para associar todo seu amor e sabedoria a experiência de, também, ter sido cego. Associar teoria, amor, sabedoria e vivência prática.

11 - Os processos obsessivos prolongados podem resultar em danos mentais permanentes?

RDB- Sim, podem. Lembremos, no entanto, que esta história tem antecedentes. Ninguém está sendo obsediado sem uma longa história anterior que precisa ser detalhada, conhecida, analisada com amor e sabedoria.

12 - Explique a síndrome de Down.

RDB- Dá um livro bem grande... São espíritos que estão, por amor, tendo uma oportunidade de drenarem algumas deficiências perispirituais para o novo corpo físico. Estão se libertando de deficiências no corpo espiritual através desta drenagem. Cada caso é um caso específico. Seus pais ou afins que convivem, tem um histórico que os une e uma oportunidade de crescimento. Nunca devemos pensar em castigo nem punição esta é uma ideia distorcida e de influência judaico-cristã medieval. Exemplificando, na síndrome de Down (= Mongolismo), como o fenômeno ocorre: Um espírito possui lesões no corpo astral, ao sintonizar as suas vibrações com a psicosfera materna, e com o chakra genésico materno, o seu magnetismo perispiritual determina, automaticamente, que a ovulação se faça de forma patológica. O óvulo ao ser formado ao invés de conter 1 cromossomo de cada par, (numero haplóide) levará um dos pares colados (o par número 21 irá em número diplóide). Não se separam na meiose, ou seja, no processo em que o óvulo divide cada par em sua metade (daí meio = meiose) seus cromossomos. Antes de ser fecundado, este óvulo é envolvido pelas vibrações do espírito reencarnante refletindo o distúrbio perispiritual. As vibrações do óvulo, que correspondem às vibrações do espírito, atrairá o espermatozóide cujos genes estão na frequência vibratória do merecimento ou necessidades evolutivas do espírito. Assim se oportuniza sejam drenadas os desequilíbrios energéticos para o corpo físico, visando libertar o corpo astral de campos energéticos ainda não harmonizados.

13 - Há sofrimento para o portador de deficiência física ou mental acentuada, que não pode usar o livre arbítrio e é dependente integral de terceiros?

RDB- Depende de cada espírito, não se pode generalizar um conceito para todos os casos. Na realidade, o que importa é que está sendo muito beneficiado. Alguns (não todos!) podem estar nesta condição para serem protegidos de grandes equipes de perseguidores espirituais que o deixavam desesperado, outros estão, por amor, se exercitando para outras vidas, outros ainda drenando defeitos do perispírito, e outros se propondo a auxiliar os pais a vencerem dificuldades etc...

14 - Os filhos de mães dependentes químicos podem ser afetados em sua gênese fisio-psíquica e apresentarem deficiência mental ao nascer?

RDB- Sim. Ambos estariam entrelaçados por provas e expiações comuns.

15 - Qual a situação do deficiente mental durante o sono físico? Seu espírito emancipa-se do corpo físico? Ele tem percepção de sua situação atual? Ele goza de lucidez? Mantém a deficiência mental ou liberta-se dela?

RDB- É variável. Às vezes é importante que ele fique preso ao corpo biológico para sua proteção dos obsessores, às vezes se emancipa e retorna à consciência de seus conhecimentos, pois sua passagem aqui é para fins de experiência que solicitou. Às vezes é um espírito violento e, igualmente aos não-deficientes que são violentos, ao se libertar do corpo buscam companhias espirituais trevosas. Vejam, depende de cada caso. Não é possível generalizar.

16 - Os deficientes mentais comunicam-se com o mundo espiritual?

RDB- Sim. Pela emancipação da alma no sono, pela sintonia e influência dos protetores, pela sintonia e influência dos obsessores.

17 - Como ocorrem suas vivências espirituais e emocionais? Como é a percepção deles destes fenômenos?

RDB- Depende de cada caso. Alguns buscam ou são levados durante o sono às colônias de tratamento na espiritualidade, outros guardam percepções de encontros em outras regiões, outros ainda, registram no seu espírito-perispírito e cérebro novas intuições ou estímulos para despertar pensamentos e sentimentos.

18 - Ao desencarnar, o deficiente físico ou mental leva consigo, em seu perispírito, a deficiência experimentada na última existência?

RDB- A curto prazo, alguns sim, outros não. A médio e longo prazo depende da mudança do padrão vibratório mental ou seja da natureza do seu pensamento e sentimento. No seu futuro imediato ou longínquo, todos serão não-deficientes.

19 - Uma encarnação é suficiente para curar uma deficiência mental grave?

RDB- Depende da mudança íntima do espírito.

20 - Como entender a evolução do espírito perante a deficiência física e mental?

RDB- Cada indivíduo tem um histórico:

Em alguns, o desequilíbrio, consequência do passado, está sendo reequilibrado através da drenagem no corpo físico. É uma oportunidade, dada pela Lei de Amor, para que o espírito não permaneça no estágio de desequilíbrio;

Para outros é como um momento de repouso mental visando aliviar suas angústias ou seu desespero.

21 - Nas famílias onde há portadores de deficiências físicas e mentais, é sempre prova para os pais de filhos portadores ou apenas para o reencarnante?

RDB- Geralmente todos estão envolvidos por um passado em comum. Lembro que este envolvimento pode ser, também, por amor, ou por se oferecerem pra auxiliar, mas não há o "acaso" simplesmente.

22 - Como podemos entender o caso de uma pessoa normal, que manifesta uma deficiência mental após ser vítima de um acidente, e fica tolhida do uso de seu livre arbítrio, já na idade adulta? Isto também é prova?

RDB- Já havia nos arquivos do seu corpo espiritual regiões em desarmonia que não foram trabalhadas e, permanecendo em baixa vibração, atraíram ou sintonizaram fatores ambientais que o levaram ao acidente. Trata-se de uma consequência. Sempre será um aprendizado.

23 - O espírito que reencarnará com deficiência mental recebe antecipadamente auxílio daqueles que serão seus pais?

RDB- Alguns sim, se os pais tem condições. Outros tem pais que não possuem equilíbrio ou condições para tal, os protetores espirituais fazem este trabalho.

24 - Quais os aspectos do tratamento e da conduta do indivíduo que merecem maior ênfase, no caso dos transtornos mentais?

RDB- Disposição, na sua essência, para Reforma Íntima.

25 - Existe algum processo fisiopsíquico que permita a restauração do psicossoma de um deficiente mental? Como funcionaria?

RDB- Sim. Há casos de desencarnados que tratamos nas nossas sessões espíritas. Iniciamos esta restauração (tive a ousadia de criar o verbete perispiritoplastia para este processo). A maioria deles continua o processo nos hospitais da espiritualidade. Funciona pela impregnação perispiritual no enfermo de energias dos presentes, ectoplasma, energias da natureza e auxílio dos mentores espirituais. Não é infalível, não depende só de nós, sobretudo depende da fruta estar madura para ser colhida. Mas é preciso existir quem possa colhê-la.

26 - Quais as terapêuticas médica e espiritual indicada para o caso das deficiências mentais? E para os transtornos mentais?

RDB- Depende de cada tipo, melhor é associar várias frentes ou tratamento multidisciplinar com o espiritual: Psicológico, Médico Homeopático, Médico Clínico, Médico Psiquiátrico, Sessões de Desobsessão, Tratamento e Apoio aos Familiares, Serviço Social de Caso e de Grupo com Assistente social, Educação, Educação Espírita, Reunião Semanal de Harmonização no Lar.

27 - A terapêutica do passe pode auxiliar no tratamento de cura das deficiências mentais? E no caso dos transtornos mentais?

RDB- Sim, a transfusão de energias pode auxiliar em qualquer situação. Como sempre, depende de sintonia, ambiente adequado, conhecimento melhor do problema e dedicação.

28 - Quais as recomendações práticas, ao paciente e aos familiares, para lidar com as deficiências físicas e mentais e com os transtornos mentais?

RDB - Daria um livro bem grande... Resumindo: AMOR.

29 - Qual a importância da convivência social para os portadores de deficiências mentais e transtornos mentais? (educação escolar, trabalho, esporte etc.)

RDB- Aprendizado constante, exercício constante, renovação constante, oportunidade constante.

30 - A Casa Espírita, através da Doutrina Espírita, poderia evangelizar os portadores de deficiência e/ou transtorno mentais?

RDB - Sim, porém, com trabalhos adequados e especializados.


Dr. Ricardo di Bernardi
 
Fonte: entrevista, via Internet, com o médico Dr. Ricardo di Bernardi, membro do Instituto de Cultura Espírita de Santa Catarina.
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NÓS SOMOS IGUAIS


Por que eu não sinto o mesmo grau de entusiasmo e energia espiritual com todos?

Não há dúvida de que eu sinto todos de forma diferente. Isso depende de quão perto ou longe eles me parecem em minha atual percepção egoísta. Eu nem sequer noto alguns deles; outros, eu gosto de certa forma, e outros eu ainda rejeito.

Neste sentido, a chave é a minha personalidade ou ânimo, assim como vários detalhes, casos e acontecimentos que tenho ouvido falar, visto ou sentido. No entanto, isso não importa. Na verdade, no caminho espiritual, nós constantemente experimentamos um sentimento crescente de que somos todos iguais e que não há diferença entre branco, preto, vermelho, amarelo, atraente e feio. Nacionalidade, personalidade, língua, e todos os outros atributos externos desaparecem, uma vez que eles são um sinal da percepção limitada dentro das qualidades de nosso mundo.

Não importa como a pessoa foi criada e o que lhe foi ensinado; isso tudo é um mero casulo externo. Ao entrar em contato com desejo do outro, eu descubro uma centelha espiritual nele e seu lugar no sistema integral de almas. Então, eu a experimento apenas como parte do meu próprio corpo.

Então, a minha atitude muda; todos nós nos tornamos iguais. É semelhante à forma como uma mãe ama todos os seus filhos, prestando atenção a cada um deles conforme for necessário. Todos nós somos parte do sistema completo, e, na plenitude, nenhum detalhe pode ser mais importante que os outros.


Rav Dr. Michael Laitman, PhD.


Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 05/11/10, Escritos do Rabash
Bnei Baruch - Sabedoria da Cabala


Fonte: http://www.kabbalah.info/brazilkab/index.htm
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NÃO ADIE O QUE VOCÊ PODE FAZER HOJE


O melhor entre os homens é aquele que tem compaixão; o momento mais abençoado é o "presente", este exato segundo, e a melhor ação é aliviar a dor e o sofrimento dos outros. Você decide iniciar Naamasmarana (repetição do Nome do Senhor) na "próxima quinta-feira", como se a morte tivesse lhe assegurado por escrito que não virá chamá-lo até essa data. Não adie o que você pode fazer hoje ou agora, neste exato momento. Esforce-se pelo seu objetivo. O objetivo se aproximará de você mais rápido do que o ritmo com qual você se aproxima dele. Deus anseia tanto salvá-lo como você anseia ser salvo. Ele é Amor, Ele é Compaixão por todos que se debatem no caminho. Deus concede os desejos de cada um de Seus devotos e, consequentemente, Ele é chamado de Bhaktha Abheeshta Pradha.


Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O QUE É REATIVO E PROATIVO?


A Kabbalah se utiliza bastante dos termos "comportamento proativo" e "comportamento reativo". Proativo e reativo são duas palavras codificadas para definir a natureza da Luz e a do Receptor. A Luz é proativa, a força que causa o processo de criação; nós, como receptores, temos uma natureza reativa. Para que possamos adquirir similaridade de forma com a Luz e nos ligarmos a ela, temos que trabalhar para transformar nossa natureza reativa em proativa.

De uma forma muito simples, podemos explicar que ser Proativo é personificar e carregar os seguintes atributos: ser a causa, compartilhar, estar no controle das coisas, ser o criador de novas situações. Enquanto podemos afirmar que ser Reativo é a soma dos seguintes aspectos: ser o efeito, receber, estar sob o controle das coisas.

Como identificar o comportamento reativo em um nível prático e pessoal? O comportamento reativo está fundamentado sobre o desejo de receber para si mesmo. Ganância, egoísmo, ego. Ele pode ser definido como qualquer tipo de reação a uma situação externa. Esse comportamento pode incluir raiva, ciúme, inveja, excesso de confiança, baixa auto-estima etc.

É o comportamento reativo que nos motiva a tomar prozac quando nos sentimos deprimidos, lexotan quando sentimos ansiedade, álcool quando perdemos a auto-confiança. Todos esses sintomas são apenas falta de Luz.

Se o prozac faz você se sentir melhor, então o prozac é a causa e você é justamente o efeito. O alívio e a sensação de bem estar serão temporários e em pouco tempo iremos cair novamente nas emoções negativas.

Toda vez que assumimos um comportamento que está sendo motivado pelo nosso ego, não estamos compartilhando. Toda vez que reagimos a quaisquer estímulos, motivados por um fator externo, estamos sendo mero efeito e não a causa. Toda vez que deixamos forças externas influenciarem nossos sentimentos perdemos o controle.

Enquanto estivermos vivendo nossas vidas sem nenhum crescimento pessoal ou mudança interna de nossa natureza, não estaremos criando novos níveis espirituais de existência para nós mesmos.

Cada vez que uma reação seja provocada, devemos retomar a restrição original, pisar nos freios de nossas reações. Cada vez que fizermos isso estaremos nos movendo para mais próximos de nossa origem, estaremos promovendo a transformação de caráter com o propósito de adquirir Luz, realização e satisfação duradouras.


Rabino Joseph Saltoun
Diretor do Centro de Estudos da Cabala em São Paulo


Fonte: http://www.josephsaltoun.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal