sexta-feira, 23 de novembro de 2012

EU, OUTRO, APEGO E AVERSÃO


Como não reconhecemos nossa natureza essencial — não compreendemos que embora aparências surjam incessantemente, não há nada de fato ali — damos solidez e realidade à aparente verdade do eu, outro e ações entre esse eu e o outro.

Esse obscurecimento intelectual faz surgir apego e aversão, seguido por ações e reações que criam karma, se solidificam em hábitos e perpetuam os ciclos de sofrimento.

Esse processo inteiro precisa ser purificado.



Chagdud Tulku Rinpoche




Fonte: "In The Presence Of Masters"
http://darma.info/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SÍMBOLOS - UM MUNDO VIVO



Podemos comparar um símbolo a uma semente que pomos na terra. Tal como faria em relação a uma semente, o Iniciado enterra cada símbolo na sua cabeça e rega-o com frequência; pouco a pouco, aparece um pequeno caule que cresce e se reforça até se tornar uma árvore imensa. Então, o Iniciado regozija-se, trabalha à sombra dessa árvore, colhe os seus frutos, semeia as sementes desses frutos e tudo recomeça.

O mundo dos símbolos é um mundo vivo. Do mesmo modo que uma semente contém em potência uma árvore completa, um símbolo sintetiza todo um lado do saber. Se me perguntardes: «Mas, para que serve um símbolo?», eu responder-vos-ei: «E para que serve uma semente?» Trabalhando com uma dezena de símbolos, vós possuís todo o saber. É-nos impossível levar conosco para toda a parte uma grande biblioteca, mas, com alguns símbolos, nós transportamos todos os livros sagrados da humanidade, pois todos esses livros se resumem em alguns símbolos. Mas, para decifrar esses símbolos, para que eles nos falem, é preciso que os tornemos vivos em nós.


Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

A TERRA PROMETIDA



O cabalista lê a Bíblia de uma maneira diferente. Ele sabe que este é um livro divino, codificado, e que lembra histórias que são sempre atuais para a humanidade.

Uma história bíblica bem conhecida é a de Moisés, aquele que retirou o povo hebreu da escravidão. A história conta que para salvar a vida de seu bebê, a mãe de Moisés deixou-o em uma pequena cesta às margens do rio Nilo. A filha do Faraó encontrou o bebê e acabou criando-o no palácio real, com todo o conforto. Um dia, já crescido, Moisés resolveu sair do palácio e ver o que se passava fora dele. Ao defender um escravo hebreu que era surrado violentamente por um egípcio, acabou matando o egípcio. E por isto teve que se afastar. 

Durante o exílio, Moisés viveu em uma cidade vizinha. E foi lá que ele recebeu pela primeira vez a revelação de Deus. Moisés caminhava à luz do dia, em profundo estado meditativo, quando se deparou com uma sarça ardente. A sarça era um tipo de planta comum naquela região e era comum arbustos daquele tipo pegarem fogo devido ao calor. No entanto, este arbusto continuava a pegar fogo e jamais se consumia. Mantinha-se ileso. E foi assim que Moisés pela primeira vez viu a face de Deus.

É interessante observar que a primeira revelação de Deus a Moisés se deu através de uma planta comum, em uma situação comum, quando ele olhava para baixo. Normalmente temos a ideia de que uma revelação de Deus deveria se dar em uma grande aparição no céu, em uma noite magnífica. Mas Deus está em todo lugar, e para aquele que está preparado, tomado pela consciência da humildade (e ele olhava para baixo) esta revelação pode se dar a qualquer momento. Todo momento pode ser especial. Naquele momento Moisés era eleito para libertar os hebreus da escravidão e a partir de então travou uma grande batalha espiritual contra o Faraó, até que conseguiu libertar seu povo, promovendo a abertura do mar.

A história é toda repleta de códigos. O Faraó, mencionado no texto, representa nosso ego exacerbado, que faz-nos esquecer que somos parte de um todo muito maior, e nos impele no desejo de receber só para nós mesmos. É a pura visão da casca. Tanto que os faraós, ao morrer, retiravam os órgãos e mumificavam o corpo, ou melhor, a casca do corpo. 

O Egito é uma palavra-código que se refere a uma situação de escravidão à qual a grande maioria dos seres humanos está submetida. É o nosso comportamento repetitivo, caracterizado por padrões compulsivos, que nos afasta de uma vida significativa. 

A Travessia do Deserto é o caminho longo, árduo e cheio de dificuldades, que percorremos para sair deste estado de escravidão do aparente e chegar a uma nova consciência.

Finalmente, a Terra Prometida é o estado de consciência elevada, que dá real sentido à nossa existência. Momento em que compreendemos nosso lugar nesta existência, em que atingimos o significado da palavra Amor. Neste estado não há espaço para o medo. Nesta dimensão compreendemos o valor de cada obstáculo com que nos deparamos. Cada um deles traz um significado a mais à nossa vida.

Este episódio nos ensina sobre uma possibilidade sempre atual de mudarmos nossa consciência. Sair do mundo da escravidão significa mergulhar em um mundo desconhecido, para uma travessia muito longa e difícil. Somente com um propósito muito claro é possível enfrentar os confrontos áridos deste deserto e encontrar os caminhos que levam a uma vida significativa.


Ian Mecler


Fonte: do livro “Os Segredos da Cabala”
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PROJEÇÃO NO FUTURO



Instintivamente, os humanos estão sempre a projetar-se no futuro, eles vivem na esperança de que o amanhã será melhor, mas, muitas vezes, esta projeção no futuro não passa de uma fuga. Em que baseiam eles a esperança de que o futuro pode ser melhor do que o presente? A verdade é que o futuro será ainda pior se eles se limitaram a esperar sem trabalhar. As coisas boas raramente chegam do exterior. Se elas chegam, tanto melhor; mas sois vós, sobretudo, que tendes o poder de fazer virar os acontecimentos a vosso favor ou a vosso desfavor, pois podeis viver cada acontecimento de duas maneiras: uma que vos eleva acima de vós mesmos e outra que vos faz descer ou mesmo cair. Trabalhai com a sabedoria, o amor e a vontade e transformareis as condições exteriores mais desfavoráveis em bênçãos para vós e para os outros.


Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

NA REVOLUÇÃO ESPIRITUAL




Afirmação de fé. Exemplo de confiança.

As sombras se agitam, desorientadas, quando a luz se faz mais intensa. Indiscutivelmente, os problemas não desaparecem de vez. No entanto, é forçoso que o servidor se mantenha firme no posto de ação e vigilância, com a alegria de quem cumpre o dever.


Rogamos observação e prece, firmeza de ânimo e disposição a servir.


Estamos na condição do cultivador que se encontra em árduo serviço no solo, achanando a gleba e manejando o arado para lançar, por fim, a semente renovadora e produtiva. Realizado o trabalho da plantação, surge o período abençoado da espera.


E de tanta paz carecemos na complementação do serviço que, para sermos mais precisos, somos impelidos a lembrar a tarefa do cirurgião cujo esforço, em seguida ao trabalho operatório, é compelido a aguardar as respostas orgânicas do paciente.


Estejamos no desempenho de nossas atividades normais, dentro daquele preceito do “orai e vigiai”, porquanto, aqueles irmãos nossos do passado, a quem suplicamos renovação para eles e para nós, muito dificilmente se dispõem a essa mesma renovação.


Tenhamos paciência e calma, bom ânimo e fé, e assim, como usamos medicamentos, em doses certas e nas ocasiões certas, a fim de que o desequilíbrio do corpo desapareça em favor da saúde, adotemos comportamento análogo mobilizando palavras de paz, amor e bênção, ante as dificuldades da alma, para que se nos refaça a harmonia espiritual.



Francisco Cândido Xavier / Batuira



Fonte: do livro "Mais Luz"
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terça-feira, 20 de novembro de 2012

A REVELAÇÃO É A DESCOBERTA DA ALMA



A noção popular do que seja uma revelação, é a previsão do futuro. 

Nos passados oráculos da alma, a compreensão tenta encontrar respostas a perguntas sensuais, e se propõe a extorquir de Deus o tempo pelo qual os homens existirão, o que suas mãos farão e quem serão seus companheiros, acrescentando até mesmo nomes, datas e lugares. 

Mas não devemos forçar as fechaduras. Devemos reprimir esta curiosidade. Uma resposta em palavras é enganadora; ela não responde realmente a pergunta que fazemos. 

Não exijas uma descrição dos países para os quais irás viajar. A descrição não os descreve, e amanhã chegarás lá e os conhecerás habitando-os. 

Os homens perguntam pela imortalidade da alma, e pelas ocupações do céu, e não pelo estado do pecador, e assim por diante. Eles chegam mesmo a sonhar que Jesus deixou precisamente respostas para esses interrogatórios.

A revelação é a descoberta da alma.



Ralph Waldo Emerson



Fonte: de escritos Rosacruzes (Ordem Rosacruz - AMORC)
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/c%c3%a9u-em-chamas-revela%c3%a7%c3%a3o-nuvens-luz-2147351/

AMA SEMPRE


Encontrarás talvez, junto de ti, os que te pareçam errados.

Esse cometeu falta determinada, aquele se acomodou numa situação considerada infeliz.

Respeita o tribunal que lhes indicou tratamento, sem recusar-lhes auxílio. Quem conhecerá todas as circunstâncias para sentenciar, em definitivo, quanto às atitudes de alguém, analisando efeitos sem penetrar as causas profundas?

Deliciava-se certa jovem com o perfume das rosas que lhe vinham desabrochar na janela. Orgulhosa das ramas que escalavam paredes, de modo a ofertar-lhe as flores, quis corrigir o jardim, no pedaço de chão em que a planta se levantava. Pequeno monte de terra adubada, a destacar-se de nível, foi violentamente arrancado, mas justamente aí palpitava o coração da roseira.

Decepada a raiz, morreram as flores. Quantas criaturas estarão resignadas à moradia em situações categorizadas por lodo, para que as rosas da alegria e da segurança possam brilhar nas janelas de nossa vida?

Aceita os outros tais quais são.

Espera e serve.

Abençoa e ama sempre.

O errado hoje, em muitos casos, será o certo amanhã.

O julgamento é dos homens, mas a Justiça é de Deus.
 

Francisco Cândido Xavier / Meimei
 

Fonte: do livro "Amizade"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

AVALIE A SI MESMO



UMA OBSERVAÇÃO IMPORTANTE
 
O que é reformar?
É restituir ou restabelecer à organização primitiva.
 
O que é transformação?
É o ato ou efeito de transformar ou de ser transformado. É uma alteração, modificação ou uma mudança de uma forma em outra. Pode ser uma evolução ou mutação mais ou menos lenta de qualquer coisa.
 
O que é modificação?
É o ato ou efeito de transformar. É mudança no modo de ser de qualquer coisa. É transformação de uma coisa sem prejuízo da essência.
 
O que é alteração?
É o ato ou efeito de modificar o estado normal de alguma coisa. Pode ser, também, o ato de decompor, ou degenerar alguma coisa.
 
Assim, adotamos a palavra transformação por achá-la mais adequada ao que se refere às mudanças comportamentais.
 
TRANSFORMAÇÃO ÍNTIMA
 
O QUE É TRANSFORMAÇÃO ÍNTIMA?
É um processo contínuo de auto-análise, de conhecimento de nossa intimidade espiritual, libertando-nos de nossas imperfeições e permitindo-nos atingir o domínio de nós mesmos.

O QUE PODEMOS FAZER PARA NOS TRANSFORMARMOS INTIMAMENTE?
Podem-se e devem-se substituir nossos defeitos como por exemplo, o Egoísmo ou Personalismo, o Orgulho, a Inveja, o Ciúme, a Agressividade, a Maledicência e a Intolerância por virtudes, tais como Humildade, Caridade, Resignação, Sensatez, Generosidade, Afabilidade, Tolerância, Perdão etc.

QUANTO TEMPO PODERÁ LEVAR PARA QUE TAIS MUDANÇAS OCORRAM?
O tempo não importa, o que importa é o esforço contínuo que se faz para atingir a Transformação Íntima. (“Reconhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que emprega para domar as suas más inclinações”. Allan Kardec in O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XVII, Sede Perfeitos).  Não se trata de esforço físico, mas de firme contenção de espírito, de um empenho que não sofra excessiva solução de continuidade. "Excessiva", porque, na verdade, também não podemos estar "continuamente" empenhados na transformação de nós mesmos. Deve haver, isto sim, uma persistência de propósito, e a esta persistência chamamos esforço. Em outras palavras, não é bom sintoma abandonar uma atividade ou desviar a energia para um curso mais fácil de ação, ao primeiro sinal de dificuldade. A referência do esforço é nesse sentido: continuidade, persistência em face das dificuldades. Mesmo que no dia a dia dê  a impressão de que não houve nenhuma mudança, não se deve desanimar nem abandonar o propósito da transformação. Por isso devemos dizer que este esforço é para a vida toda. Estudar o Evangelho de Jesus, ouvir sugestões de pessoas experientes, assistir conferências,  ler artigos e livros referentes a este assunto nos levará a conhecer ainda mais, e assim nos auxiliar na identificação dos defeitos que nos afetam em cada situação da vida e aprender aos poucos a prática das virtudes que irão substituí-los.
 
COMO FAZER?
O Conhecer a si mesmo é o primeiro passo para a nossa Transformação Íntima, e Santo Agostinho em resposta à q. 919ª de O Livro dos Espíritos nos oferece uma excelente receita para isto:
 
“Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa. Se a censurais noutrem, não a podereis ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça. Procurai também saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião dos vossos inimigos, porquanto estes nenhum interesse têm em mascarar a verdade, e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria um amigo. Perscrute, conseguintemente, a sua consciência, aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas; dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros e eu vos asseguro que a conta destes será mais avultada que a daquelas. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida.
 
Formulai, pois, de vós para convosco, questões nítidas e precisas e não temais multiplicá-las. Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna. Não trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que vos garantam repouso na velhice? Não constitui esse repouso o objeto de todos os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações temporárias? Pois bem! Que é esse descanso de alguns dias, turbado sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera o homem de bem? Não valerá este outro a pena de alguns esforços? Sei haver muitos que dizem ser positivo o presente e incerto o futuro. Ora, esta exatamente a ideia que estamos encarregados de eliminar do vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de modo a não restar nenhuma dúvida em vossa alma.”  
 
Temos a tendência natural de sempre justificar nossos defeitos com racionalismos. São artimanhas e tramas inconscientes. Portanto, procuremos conhecer a fundo esses defeitos em todas as suas particularidades, e em como eles nos afetam, localizando as ocasiões em que estamos mais vulneráveis à sua manifestação. Procuremos então nos afastar desses procedimentos e buscar ferramentas adequadas para substituí-los em nosso comportamento.
(...)

A IMPORTÂNCIA DAS QUEDAS
 
Um ponto importante é que precisamos contar com as quedas, até que cresçamos espiritualmente, afinal somos como crianças aprendendo a andar, e são as quedas que fortalecem nossa vontade, e nos ensinam a ter persistência.
 
Somos aquilo que conseguimos realizar e não aquilo que prometemos. Através das quedas aprendemos mais sobre nós mesmos e podemos aperfeiçoar o modo de evitá-las. Mas se cairmos porque nos falta vontade de acertar estaremos no caminho descendente e, de queda em queda, nos enfraqueceremos.
 
A criança aprende a andar porque está determinada a fazê-lo. Então, não desanimemos nunca, levantemo-nos logo e sigamos em frente com tranquilidade, sem nos martirizarmos, com conhecimento de causa, na firme determinação de não mais errarmos.
 
CONCLUSÃO
 
A cada minuto de nossa vida, antes de iniciar qualquer ação, façamos este exercício de nos perguntarmos sempre:

Isto que estou fazendo agora seria bem aceito por Deus ou pela minha consciência?
 
Se for, o procedimento é correto; se não for devemos descontinuar imediatamente o que iriamos fazer e não pensar mais nisso.
 
“Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. Dirigi, pois, a vós, mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes alguma ação que não ousaríeis confessar. Perguntai ainda mais: Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocultado?
 
Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descanso para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado.”  - (SANTO AGOSTINHO in O Livro dos Espíritos, q. 919a)

A auto-análise permite que alinhemos as nossas ações e pensamentos na direção das correções que necessitamos realizar, para que ajustemos os nossos atos de acordo com os ensinamentos do Mestre, tanto com relação a Deus como em relação ao nosso próximo.
 
Através do esforço próprio e de exercícios repetidos em direção às boas causas, sedimentaremos em nós o próprio Bem.
 
Este processo é árduo, assim necessitaremos de muita coragem, perseverança e determinação para o realizarmos. Deus assiste e auxilia sempre, mas precisamos fazer a nossa parte se desejamos verdadeiramente melhorar.

Invistamos em nosso interior e procuremos melhorar nosso espírito eterno, transformando o que esta sociedade transitória estabeleceu como "normal" para nós. Lutemos o bom combate e não a luta mesquinha dos materialistas. A humanidade continuará ainda por muito séculos como é agora, mas nós, que já estamos disposto às mudanças de atitude, que já sentimos o amor ensinado pela Doutrina Espírita, que já estamos conscientes da realização de nossa evolução espiritual, que já começamos a compreender as palavras de nosso grande Mestre (Jesus), podemos fazer a nossa pequena parte vivendo a solidariedade no mais alto grau que é a caridade e realizar a transformação no íntimo de cada um, fazendo a Alquimia moderna de transformar chumbo em ouro.
 
ELIO MOLLO
 
Fonte: http://www.aeradoespirito.net/ArtigosEM/AVALIE_A_SI_MESMO.html 
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

Referências:
-O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
-O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec
-Reforma íntima (artigo) - Paulo Antonio Ferreira - http://home.ism.com.br/~pauloaf/ 
-Manual Prático do Espírita de Ney Prieto Peres, da Editora Pensamento.
-Fundamentos da Reforma Íntima - Abel Glaser pelo Espírito Caibar Schutel, da Editora O Clarim.
-Reforma Íntima (artigo) - João Batista Armani - http://www.espirito.org.br/portal/palestras/diversos/reforma-intima.html

EU SOU A HARMONIA NOS PENSAMENTOS, SENTIMENTOS, PALAVRAS E OBRAS



EU SOU O QUE O CRIADOR É. LOGO:
EU SOU A INTELIGÊNCIA. EU SOU A BELEZA. EU SOU A HARMONIA NOS PENSAMENTOS, SENTIMENTOS, PALAVRAS E OBRAS.


Feliz é o aspirante que chega a sentir isto. A substância que rodeia o corpo é demasiadamente sensível e susceptível ao pensamento e sentimento conscientes, pelos quais se pode modelar qualquer forma.

Esta substância do corpo pode, pelo pensamento e sentimento conscientes, ser modulada e modelada à mais extraordinária beleza. Olhar no espelho e desejar a beleza aos olhos, ao rosto e às suas expressões, usando as afirmações conscientemente, sem dúvida a substância sensível e invisível os revestirá com a beleza do sentimento e do pensamento. Não muda a cor dos olhos, mas, os dota de uma simpatia demasiadamente atrativa e assim moldará o rosto com as irradiações que fluem dele.

O homem aspira os átomos afins aos seus pensamentos.

Dr. Jorge Adoum .'.

Fraternitas Rosicruciana Antiqua


Fonte:  http://br.groups.yahoo.com/group/magojefa

Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/vectors/medita%C3%A7%C3%A3o-zen-natureza-l%C3%B3tus-lago-8314420/

A LINGUAGEM DO INCONSCIENTE

Todos nós, no fim das contas, temos de aceitar as consequências de nossas opções. As opções nunca são tão simples quanto parecem. Mesmo a mais sábia das pessoas faz más opções, e são exatamente esses "erros", com toda a dor de suas consequências, que nos permitem adquirir alguma sabedoria.

(...)

É muito mais fácil culpar os pais por nossos problemas psicológicos, esquecendo conscientemente, que o poder que eles têm deriva do que é projetado neles; é mais fácil sair de um relacionamento ou de um casamento porque a monogamia está "fora de moda", ou porque o parceiro obviamente é uma besta totalmente responsável pela trapalhada. O reconhecimento da elemento de projeção é uma carga que muitos de nós não deseja assumir, pois se realmente assumimos essa carga, nem um só incidente - nem uma só discussão, disposição de ânimo, ataque de raiva, suspeita secreta ou explosão de ressentimento - pode passar sem o reconhecimento das próprias motivações. E também é preciso conversar sobre muita coisa, o que implica um tipo de confiança que não estamos acostumados a ter em nossos semelhantes, porque não confiamos em nós próprios. Não somos apenas completamente não educados nessa forma de olhar para dentro; também somos sujeitos a uma certa apatia, uma inércia que recusa o esforço de aprender a ver, preferindo o refúgio da inconsciência. 

É preciso ter coragem de sofrer a morte das ilusões e a dissolução das projeções. É preciso ter coragem de errar. É preciso ter coragem de ser vulnerável, de ser inferior, de ser suficientemente magnânimo para permitir o fracasso dos outros, porque todo mundo está sujeito a eles; e é preciso ter a coragem de sofrer (e infligir) dor e orgulho ferido, também, às vezes, como um ego totalmente (machucado e magoado) que precisa ser sacudido para sair de sua autocomplacência. É preciso conservar o senso de humor. E é preciso estar disposto a aceitar o elemento da conivência inconsciente em todas as situações, por mais que pareçam ser a culpa de outra pessoa, pois nas raízes mais profundas de nosso ser, somos todos uma psique, e a mesma correnteza da vida nos impregna a todos.

Em cada um de nós existe o santo, o mártir, o assassino, o ladrão, o artista, o estuprador, o professor, o curador, o deus e o demônio. Os indivíduos são diferentes, mas a psique coletiva dá origem a todos nós.

É preciso reconhecer tanto a pequenez como a grandeza do SELF pessoal em todas as questões de opção.

Entretanto, há espaço, em cada um de nós, para a criança negligenciada, a criança cheia de potencialidades, que eternamente condenamos e reprimimos porque não se ajusta à nossa auto-imagem e às imagens das pessoas à nossa volta. Valorizar a criança permite que nos valorizemos a nós mesmos como pessoas inteiras, e só podemos nos valorizar enquanto pessoas inteiras. Precisamos nos educar para olhar através do egoísmo, da voracidade, da dependência, do ciúme, da possessividade e da vontade de poder e discernir as necessidades e energias que os governam; é essa discriminação modesta e não-dogmática, que vai nos capacitar a transmutar o desajeitado e feio em algo vulnerável e precioso.

Todos nós, em resumo, precisamos nos tornar alquimistas, e o trabalho da transmutação é sinônimo de aprender a amar. O mandamento de Cristo é amar o próximo como a si mesmo. Mas se você não se amar, o que vai ser capaz de fazer ao seu próximo, escorando-se no farisaísmo do seu próprio julgamento.

Mas enquanto é fácil se identificar com o herói, é um pouco mais difícil reconhecer que o inimigo, o feiticeiro, o dragão, a bruxa e a madrasta malvada, assim como a amada, são figuras que existem autonomamente e exercem poder dentro da nossa própria psique.

Não é fácil viver com a própria inferioridade, admiti-la, dar-lhe um santuário, alimentá-la e valorizá-la por si mesma. Todos nós ficamos terrivelmente embaraçados ao exibi-la mesmo para aqueles que amamos. E depois precisamos arranjar desculpas esfarrapadas quando, em vingança, o que deserdamos reivindica sua herança e executamos atos de violência contra os outros. Encarar o lado secreto e transexual da própria Natureza, iniciar o longo trabalho para libertá-lo e redimi-lo, também requer coragem. Preferimos deixar que um parceiro o vivencie por nós, de modo que, se ocorrer algum tipo de fracasso, será responsabilidade de outra pessoa.

Vivendo através e além do horóscopo do nascimento, está o indivíduo, que - no que diz respeito à consciência que desenvolve - não está limitado pelo seu Mapa Astrológico. Quem quer que tente diagnosticar problemas de relacionamento a partir da suposta incompatibilidade de signos vai ficar completamente desapontado. Porque, no fim, não é possível fugir do fato de que metade do relacionamento é sua própria criação e precisa ser investigado e manejado através do reconhecimento de sua própria Natureza, consciente e inconsciente - assim como o reconhecimento das motivações operando nele quando executa qualquer ato ou toma qualquer decisão importante. Se um indivíduo quer conhecer e experimentar o outro, precisa primeiro se conhecer e experimentar-se, e, para tanto, como nos dizem os contos de fadas, é preciso iniciar uma saga, uma jornada, durante a qual vai se deparar com os habitantes desconhecidos de seu próprio mundo interior, em estranhas formas e disfarces. E é preciso chegar à percepção de que eles não são criação do ego, mas participam, com o ego, da totalidade psíquica - e, nessa totalidade, o ego desempenha o papel de redentor amoroso e do servo dos deuses, não do ditador ou do escravo.

O verdadeiro terapeuta ou conselheiro é o processo de viver; é somente vivendo a própria vida com lealdade em relação ao SELF total, que se pode aprender a compreendê-la e tomar o conhecimento - quer na linguagem psicológica ou astrológica - realmente seu. Na época oportuna, no entanto, alguns indivíduos podem se beneficiar com a orientação, o aconselhamento ou a participação de experiência grupal; é só o medo e o orgulho sem sentido que nos convencem de que deveríamos ser sempre capazes de nos enxergar e nos ajudar calados e sozinhos. Muitos de nós também podem se beneficiar muito com a compreensão da astrologia, mas existem numerosas formas expressar o que o mapa simboliza, e nem todos entendem os mesmos símbolos. Acontece que, antes de a pessoa chegar a qualquer compreensão verdadeira, ela precisa tentar muitas coisas, vaguear por muito tempo na escuridão, sendo guiada somente por uma vaga intuição.

Nos momentos de maior necessidade, a psique inconsciente oferece ao consciente seus próprios símbolos de inteireza e do próximo estágio da jornada; se não quisermos viajar às cegas, precisamos aprender a ler esses símbolos em nossos sonhos e fantasias, assim como no horóscopo. É no reino dos símbolos, dos sonhos, dos mitos e contos de fadas, no domínio da sombra, no reino do filho idiota e do parceiro interior aprisionado que precisamos viajar, traçando nosso mapa enquanto caminhamos.

"O amor é uma força do destino cujo poder alcança desde o céu até o inferno" - JUNG

Mesmo a mais distorcida das projeções, se tiver o poder de impulsionar o indivíduo a se tornar maior do que era - a lutar, aspirar, crescer, tentar alcançar o outro -, abriga em algum lugar, o demônio do amor. Embora precisemos introjetá-las, as projeções também devem ser respeitadas, pois são emanações de nossa alma. Não é errado projetar. Pelo contrário, é muito provável que sejamos projeções do SELF. É só quando nos recusamos a reconhecer nossas projeções que somos culpáveis. O conteúdo de uma projeção é um aspecto, uma parte inseparável, da própria essência do indivíduo.

Não se trata de superar as ilusões infantis. Trata-se de aprender a viver tanto no mundo interior como no exterior, reconhecendo a linguagem de ambos - e que eles, e nós, fazemos parte da mesma totalidade.


LIZ GREENE


Fonte: do livro "Relacionamentos"
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/m%C3%A1scaras-veneza-m%C3%A1scara-veneziana-2415706/



"Ai do homem que vê apenas a máscara. Ai do homem que vê apenas o que está escondido atrás dela. Somente o homem que tem a verdadeira visão vê ao mesmo tempo, e num simples relance, a bela máscara e a horrível face por trás dela. Feliz o homem, que por trás de sua fronte, cria essa máscara e essa face numa síntese ainda desconhecida da Natureza. Somente ele pode tocar com dignidade e graça a flauta dupla da vida e da morte."

NIKO KAZANTZAKIS

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A CRISE DA VELHA MORAL



[...] A moral é um instrumento de evolução enquanto procura educar o homem para uma forma de vida mais elevada. Para realizar esta ascensão, o ideal, antecipando o futuro, toma forma concreta em normas de conduta com o objetivo, através de longa repetição, de fazer o indivíduo assimilar hábitos e com isso enriquecê-lo de novas qualidades, de modo a transformá-lo num tipo biológico mais evoluído.

Ora, pode acontecer um choque entre a vontade superior do homem que quer fazê-lo evoluir, e a inferior que resiste, porque rebelde a realizar o esforço que aquela vontade exige para sua própria transformação. Temos uma luta entre o alto e o baixo, isto é, entre dois planos de evolução, um mais avançado e outro menos, o primeiro fazendo pressão para impor-se ao segundo, que ao contrário, quer ficar nas suas velhas e seguras posições, sem o esforço de criar o novo e o risco de aventurar-se no desconhecido. [...]

[...] O contraste resulta evidente em nosso mundo. Aqui a realidade biológica, em pleno vigor, impõe sua lei, bem diversa do ideal, proclamada pelas religiões. Porventura, não pregam estas que é necessário sermos bons? No entanto, o choque surgiu logo que apareceu o homem [...]

[...] Consoante a moral da vida, não há senão duas posições: a do forte, que vence e comanda, e a do débil, que, vencido, deve obedecer. Impondo-se à força, o primeiro expande-se e se satisfaz à custa do segundo; e este, suportando por bondade, retrai-se e renuncia a favor do primeiro. Então, a moral serve para os fortes em prejuízo dos fracos, ou seja, para impor deveres e renúncias a estes últimos, para vantagem daqueles. Em regime de plena moral, triunfa a lei do mais forte, a da Terra, ficando o ideal aqui invertido e vencido. [...]

[...] Isto é inevitável em um mundo de rivalidades, onde a vantagem de um se paga com o dano do outro. O resultado de tudo isso é que a moral, imersa em nossa realidade biológica, reduz-se a um meio para dominar; que bondade e honestidade se tornam defeitos que a vida pune, enquanto força e astúcia são virtudes que ela recompensa. [...]

[...] A religião pode tornar-se não um oásis de super-homens, mas um refúgio de instintos que nela procuram proteção mascarando sua fraqueza sob um manto de virtudes. A moral, então, é feita sobretudo para domar os fortes, que sabem lutar para sobreviver e resistir às restrições à sua expansão vital, e a eles deveria dirigir-se, antes que aos fracos, já por sua natureza submissos, necessitados de defesa. Estes são simples, de boa fé, acreditam com facilidade, enquanto a luta pela vida exige astúcia, desconfiança, sobretudo para com aqueles que os aconselham a crer. Para este ingênuo rebanho de crentes seria mais conveniente uma moral de tipo oposto, não restrito, mas vigorosa, não uma escola de sofrimentos, mas aquela que ensinasse a desvendar todas as velhacarias humanas. Além de virtude, honestidade e fé, uma escola que os habituasse a descobrir todos os truques de falsa moral, torcida a seu serviço pelos mais hábeis para enganar os bons [...]

[...] Estamos, portanto, de pleno acordo com os tempos, porque é exatamente agora que a nova geração está se levantando contra aquela moral do passado. Antes, nós o iniciamos quando esta estava em pleno poder e, portanto, tinha toda a razão. É certo que tais explicações não podem agradar a quem tem interesse que o belo jogo fique escondido e continue. Mas os tempos mudaram, e ele não governa mais. Então, é caridade cristã esclarecer os ingênuos, mesmo que os interessados se rebelem contra isso, com gritos de escândalo, porque terminada a boa-fé, perde-se a clientela. [...]

[...] Observemos, por exemplo, o que é na realidade a virtude da beneficência. Para poder fazê-la é necessário ter os meios isto é, ser rico. Mas, honestamente, apenas à força de trabalho, é difícil tornar-se rico. Então, não se pode fazer beneficência se não se foi primeiramente desonesto para poder enriquecer. O próprio Evangelho diz que se dê aos pobres o supérfluo. Entretanto, para dar aos pobres é necessário antes chegar a possuir. E evidente que não se pode ser generoso se, inicialmente, não se acumulou fortuna. O pobre tem mais em que pensar do que fazer beneficência. Ele está suficientemente oprimido pela sua própria luta, para poder encarregar-se à dos outros e ajudá-los. Assim, a virtude da beneficência permanece um luxo dos ricos, um embelezamento reservado para lhes servir de adorno, é qualidade vedada aos pobres, juntamente com a sua recompensa no paraíso, o que, ao contrário, os ricos esperam como benefício adquirido por direito. [...]

[...] na Terra, ideais, princípios, moral são utilizados para finalidades humanas. Observamos que isso se verifica em todos os campos, tanto em relação ao Cristianismo, como ao Comunismo, tanto para os conservadores, como para os revolucionários. Por exemplo, que objetivos diferentes da santidade se prestaram as Cruzadas! Tudo é utilizado para servir ao que mais convém: guerra, negócios, carreiras, conquistar posições, dominar, desabafar instintos etc. Esta é a realidade basilar, que depois é coberta de santas finalidades. O grande iniciador de cada movimento, com os seus métodos e princípios, em pouco tempo é posto de lado. Isto correu com Cristo, como com Karl Marx. Depois, por necessidade de adaptação à realidade, surge o revisionismo, conhecido pela Igreja. Assim, católicos e protestantes se dividiram, para um destes dois grupos construir um Cristo de acordo com as suas próprias necessidades, que eram diferentes. Com Karl Marx e Lenine, russos e chineses fizeram o mesmo. [...]


Pietro Ubaldi


Fonte: Trechos do capítulo 11 do livro "Um Destino Seguindo Cristo"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O CUME DO SER HUMANO


Um microcosmos criado à imagem do macrocosmos – é assim que a Ciência Iniciática apresenta o ser humano. E, como no cume do universo reina o Senhor, no ser humano também existe um cume que representa o Senhor, e esse cume é o seu Eu superior. Por isso, quando vos concentrais no Senhor para que Ele satisfaça os vossos desejos, vós tocais no cume do vosso ser e então desencadeiam-se vibrações tão puras e subtis que, ao propagarem-se, produzem em vós transformações extremamente benéficas. E mesmo que vós não obtenhais do Senhor tudo o que pedistes, ganhareis alguma coisa, um elemento muito espiritual. É certo que, muitas vezes, os vossos pedidos não são atendidos, porque o Céu entende que aquilo que pedis não seria muito bom para vós e, então, pode acontecer ele recusar-se a conceder-vos isso. Mas a utilidade desse pedido é que vós conseguistes contactar o cume em vós mesmos. Pudestes desencadear assim um poder superior que, ao propagar-se, influencia todas as vossas células, todas as entidades que existem interiormente em vós, e que vos traz elementos extremamente preciosos. 


Omraam Mikhaël Aïvanhov


Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/diversidade-diferen%c3%a7as-qualidades-1350043/

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

COMO ALCANÇAR A VERDADEIRA META



Alcançaremos nossa verdadeira meta através do seguinte: desinteresse, inocuidade e discurso ético; empenho crescente por perfeição; serviço abnegado; estudo; meditação; perseverança; paciência.

Desinteresse, inocuidade e discurso ético nos ajudarão a tingir a nossa verdadeira meta. O empenho crescente é necessário para manter a pessoa caminhando em direção à sua meta. Existem grandes perigos aguardando os que, no Caminho, relaxam e se acomodam, ou, no Caminho, se envolvem com atividades inúteis. O empenho crescente é necessário para manter afiada a espada da nossa vontade.

O serviço abnegado mantém uma pessoa no Caminho certo em direção à meta porque todo verdadeiro serviço abnegado liberta uma parte do seu verdadeiro "Self".

O estudo do que é mais essencial é importante, usando a ciência esotérica como guia.

A meditação, que é a contínua  comunicação com a sua meta e propósito, é um aspecto importante para atingir a meta.

A perseverança, um esforço crescente direção à meta, é necessária.

A paciência, a capacidade de ver as coisas na luz do Eterno, nos ajudará no caminho para a nossa meta.

Esses sete passos serão os nossos maiores companheiros no Caminho.

Existem nove forças que nos puxam para baixo no alcançar da nossa meta. São: ganância, medo, raiva, ciúme, maledicência, maldade, ego, vaidade e vingança. Nós somos envenenados por essas forças; perdemos a força e o incentivo para escalar a montanha porque essas forças curto circuitam o nosso sistema de energia. Se alguém está ansioso para atingir a meta, deve tentar livrar-se deles, ou então elas o puxarão para baixo. 

Muitos de nós fracassam quando se identificam com o trabalho e perdem de vista o propósito do trabalho.


Torkom H. Saraydarian



Fonte: do livro "O Senso de Responsabilidade na Sociedade"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A ÁRVORE DA VIDA E A VISÃO FRAGMENTADA



Entre os diversos códigos contidos na passagem de Adão e Eva, no Jardim do Éden, encontramos duas diferentes "árvores". Uma é chamada "Árvore da Penetração do Bem e do Mal" e a outra é chamada "Árvore da Vida". 

A primeira "árvore" indica algo muito diferente da interpretação literal, que ouvimos desde crianças. Ela indica a visão fragmentada que nos faz enxergar o mundo físico, ou mundo dos dez por cento, completamente separado do mundo dos outros noventa por cento.

Já a Árvore da Vida vem a representar o mundo dos cem por cento, ou a consciência que permite-nos identificar nosso mundo físico como parte integrada à diversas outras dimensões. Esta estrutura é alimentada por uma substância primordial e infinita, que é a origem e satisfação de todos os nossos desejos, denominada Luz. E o desejo de receber esta luz é a nossa essência e o que nos mantém vivos.

Mas se temos disponível uma infinita fonte de luz e nossa essência é o desejo de receber luz como se explicaria o fato de tantas pessoas passarem a vida repletas de escuridão e sombra?

O problema é que no caminho extrafísico pelo qual esta luz se propaga, desde sua emanação até chegar aqui em nós, existem dez diferentes cortinas. O mundo físico, dos dez por cento aparentes, no qual vivemos, se encontra após a décima cortina, e é portanto onde se tem menor visão da totalidade. Por ficar delimitado por uma cortina passamos a achar que ele é tudo que existe.

Assim, quando surgem os obstáculos em nossa vida, normalmente os enxergamos apenas pela ótica mais aparente. Desta forma enxergamos apenas a ponta de todo o processo. E fica muito difícil resolver um problema enxergando, no máximo, um décimo de sua totalidade. Surgem então aqueles inúmeros problemas sem solução:

. Minha crise financeira não tem mais saída.

. Nunca tive sucesso em minha vida afetiva.

. Estou sempre com uma doença diferente.

Todos estes impasses, situações aparentemente sem solução, que assistimos com frequência em nosso cotidiano, são visões fragmentadas da realidade, de quem enxerga apenas o mundo aparente dos dez por cento. Quando passamos a enxergar a totalidade, ou seja, o mundo dos cem por cento, nossa visão se amplia em dez vezes e passamos a identificar um tesouro em cada obstáculo com que nos deparamos. Algo essencial para o nosso crescimento, pois somente vendo-se além do aparente é que é possível entender a profunda dinâmica relacionada a tudo aquilo que se apresenta em nosso caminho.


Ian Mecler


Fonte: Portal da Cabala
www.portaldacabala.com.br
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/%c3%a1rvore-floresta-%c3%a1rvore-de-abeto-706386/

MEDICAÇÃO PARA SANAR AMARGURAS




Aceite-se, tal que é, buscando melhorar-se.

Suporte com paciência as provas do caminho.

Se você caiu, erga-se logo para seguir adiante.

Se já conhece o que seja tentação, já sabe claramente como evitá-la.

Deixe de criar motivações a sofrimentos de que não tem necessidade.

Abstenha-se de relações que lhe prejudiquem a paz.

Não tente sanar amarguras da alma com medicações que lhe criem exagerada dependência.

Cultive fortaleza de ânimo e acolha a realidade, tal como se apresenta.

Faça todo bem que puder, auxiliando a todos, mesmo quando não possa estar com todos.

Trabalhe sempre, confiando em Deus.

Não diga que isso é óbvio ou que você já sabe tudo isso, porque os planos do bem devem ser infinitamente repetidos e a construção mais simples é sempre a mais difícil de se fazer.


Francisco Cândido Xavier / André Luiz 



Fonte: do livro "Sinais de Rumo"
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/sakura-flores-abelha-inseto-2222228/

VOCÊ FOI CAPAZ DE SER VOCÊ MESMO?


Nunca tente ser outra pessoa. Apenas tente descobrir quem você é, e permita-se ser, aceite isso, dê-lhe as boas-vindas, deleite-se nisso, aprecie, de modo que seu ser seja nutrido, de modo que ele cresça.

Através de você, Deus está tentando se tornar alguém que ele nunca tentou antes.


Deus não é repetitivo; sua criatividade é infinita. Ele nunca dirige o mesmo modelo novamente — ele não é um Henry Ford.


Ele é absolutamente inventivo: todos os dias vai tentando o novo, o fresco, nunca tem o incômodo de repetir um modelo novamente, vai sempre aperfeiçoando; é um grande inovador. É isso que é criatividade.


Assim, não tente se tornar um Jesus — porque então Deus não o receberá.


Um hassídico estava morrendo. Seu nome era Josias. Alguém lhe perguntou:


— Você orou a Deus, já fez a sua paz com Deus? Tem certeza de que Moisés será uma testemunha sua?

Josias olhou para o questionador e respondeu:

— Não estou preocupado com Moisés, porque, quando estiver frente a frente com Deus, sei perfeitamente bem que ele não me perguntará: "Josias, por que você não foi um Moisés?" Ele me perguntará: "Josias, por que você não foi um Josias?"  Assim, estou preocupado comigo. Parem de falar absurdos! Moisés — o que eu vou fazer com Moisés? Toda a minha vida foi um desperdício nisso. Agora estou morrendo e encarando a verdadeira questão que ele me perguntará: "Você foi um Josias ou não? Eu o fiz para você ser alguém especial, alguém único. Você alcançou esse pico ou não? Você perdeu a oportunidade?"

Deus lhe perguntará certamente: "Você foi capaz de ser você mesmo?"

Nenhuma outra pergunta pode ser feita.



Osho, em "Palavras de Fogo: Reflexões Sobre Jesus de Nazaré"



Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/consci%c3%aancia-corpo-fantasma-alma-6849140/

terça-feira, 13 de novembro de 2012

DIRIGINDO CORRETAMENTE OS PENSAMENTOS


(...) Sendo o homem racional e portanto uma criatura pensante, nada há de mais meritório para seu ser que dirigir e empregar corretamente seus pensamentos; disso depende tanto a sua utilidade para os outros quanto seu próprio benefício presente e futuro em todos os respeitos.

A consideração deste assunto me tem obrigado a lamentar a infelicidade da humanidade, a qual, por fazer uma grande mistura e confusão de pensamentos, não tem sido capaz de fazer um julgamento seguro ou amadurecido das coisas.

A isto se devem as várias incertezas e confusões que vemos no mundo, e o zelo sem temperança que as ocasiona. A isto também, se deve atribuir o conhecimento imperfeito que temos das coisas, e o lento progresso que fazemos na obtenção de um conhecimento melhor (...).

Clareia, portanto, tua mente, organiza e dirige corretamente teus pensamentos e ganharás tempo, discernirás e farás bem teu trabalho; pois teu julgamento será claro, tua mente livre e tuas faculdades fortes e regulares. (...)


William Penn



Fonte: dos escritos Rosacruzes (Ordem R+C AMORC)
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

EU SOU O PRINCÍPIO DA VIDA, AMOR E PODER


EU SOU O QUE O CRIADOR É. LOGO:
EU SOU O PRINCÍPIO DA VIDA, AMOR E PODER.

Cada filho de Deus tem a consciência que é onipresente e individualizada. NÃO É CERTO que Deus atua de acordo com sua PRÓPRIA VONTADE NA VIDA DE UM SER OU UM POVO. Deus é o PRINCÍPIO DA VIDA em cada mente individualizada e revestida de personalidade. Então, a personalidade é o veículo para o uso e expressão desta Poderosa Individualização, que é a Vontade de DEUS, ou seja o nosso livre-arbítrio. O mal somente se manifesta por nossa direção consciente. Meditemos nisto: A VONTADE LEI DE DEUS É UMA PARA TODOS OS MUNDOS E SERES; SÓ O HOMEM COM SUA MENTE CONSCIENTE PODE DESOBEDECER A LEI, PRIMEIRO PELO PENSAMENTO QUE SEMPRE PRECEDE AO ATO E LOGO PELA REPETIÇÃO DO ATO QUE FORMA O CARÁTER E O DESTINO DO HOMEM. Estes pensamentos e atos voluntários que desobedecem à LEI são os que causam as desgraças, as enfermidades e a desarmonia que aprisionam o — EU SOU — (temporariamente) e impedem que ELE EXPRESSE SUA VONTADE no homem. "VENHA A NÓS O TEU REINO (primeiramente) E FAÇA-SE TUA VONTADE".


Dr. Jorge Adoum .'.
Fraternitas Rosicruciana Antiqua

Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal