sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O ARQUEIRO E A FLECHA

Enquanto disciplina espiritual, o tiro com arco exige uma longa aprendizagem. Mas, mesmo para quem não tem a intenção de a praticar, é interessante estudar as correspondências que é possível ver entre esta disciplina e o signo zodiacal do Sagitário, o arqueiro celeste. Há uma primeira interpretação deste símbolo que salta aos olhos: o arqueiro é aquele que aprendeu a defender-se e a defender os outros. Depois, a flecha pode ser também a do pensamento que visa um objetivo elevado e longínquo, a fim de desencadear as forças do alto. Mas, para o conseguir, é preciso que esse pensamento esteja não só concentrado mas também impregnado de um sentimento de amor. Na medida em que põem em relação o mundo de baixo com o mundo do alto, a meditação e a magia podem ser consideradas como formas de tiro com arco. A partir do instante em que pomos o nosso pensamento a trabalhar, somos como um arqueiro.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

FÉ NO DESTINO E NO PROPÓSITO DE DEUS

Em cada um, Deus é o espírito em movimento, a própria Alma; como, então, você pode ser mal, quando está aqui cumprindo o propósito de Deus, segundo Sua vontade, Seu plano e Sua lei? Deus lhe dotou de muitas faculdades, de modo que possa buscá-Lo e chegar até Ele. Você não é, portanto, um indivíduo impotente e negligenciado, passando por uma sentença de morte. Você é uma personificação da bem-aventurança, nascido para uma rica herança, que é toda sua! Só que você deixa de reclamá-la. Tenha fé em seu destino e trabalhe firmemente para alcançá-la! Devoção é apego a Deus - você não precisa deixar casa e lar para isso. Se a semente for plantada distante da árvore materna, ela crescerá diferente? Não! Ferva a semente e ela, então, não crescerá novamente. Da mesma forma, ferva seus instintos e impulsos, e queime os desejos sensoriais que escravizam. Então você chegará mais perto de Deus, onde quer que esteja.




Sathya Sai Baba




Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

ESSE LONGO SONHO CHAMADO VIDA

Temos um hábito profundamente enraizado de acreditar que nossa realidade cotidiana — esse longo sonho que chamamos vida — é inerentemente verdade. Isso é ignorância. Como não reconhecemos que estamos sonhando, temos apego ou aversão pelas diferentes circunstâncias que surgem. Apego, aversão e ignorância perpetuam o sonho. Ao sonharmos, criamos mais sonhos. Como nossa sabedoria é obscurecida pela confusão e venenos mentais, podemos fazer muito pouco. Contudo, ao praticar os métodos do caminho do bodhisattva, podemos realizar a verdadeira natureza desse sonho para não mais nos perdermos nele. Os 84 mahasiddhas, bodhisattvas altamente realizados da Índia Budista, atingiram completa realização da verdade absoluta e eram tão conscientes da qualidade de sonho da realidade que podiam deixar pegadas em pedras e voar pelo céu.

Através da meditação, nós também podemos acordar para a verdade absoluta e ver através de nossa experiência, nos tornando mestres da ilusão. O grande Shantideva afirmou que a natureza da mente não pode ser experimentada com o intelecto ou compreendida por conceitos ordinários. No entanto, precisamos começar de algum lugar, e palavras podem ser úteis. Elas são como um dedo apontando para a lua, dando alguma indicação de onde encontrá-la. Mas para termos uma experiência real de nossa verdadeira natureza, precisamos meditar.




Chagdud Rinpoche




Fonte: “Change of Heart“
http://darma.info/trechos/2006/11/esse-longo-sonho-chamado-vida
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

NÃO EXISTE LIBERDADE DE PENSAMENTO

Não sei se está claro para cada um de nós que vivemos num estado de contradição. Nós falamos de paz, e preparamos a guerra. Falamos de não-violência, e somos fundamentalmente violentos. Falamos de ser bons, e não somos. Falamos de amor, e somos cheios de ambição, competitividade, cruel eficiência. Então existe contradição. A ação que brota dessa contradição só gera frustração e mais contradição. Vejam, senhores, todo pensamento é parcial porque a memória é o resultado da experiência, então o pensamento é a reação de uma mente condicionada pela experiência. Todo pensar, toda experiência, todo conhecimento é inevitavelmente parcial; portanto, o pensamento não pode resolver os muitos problemas que temos. Você pode tentar raciocinar logicamente, sensatamente, sobre estes problemas, mas se observar sua própria mente verá que seu pensar está condicionado por suas circunstâncias, pela cultura em que você nasceu, pela comida que come, pelo clima em que vive, pelos jornais que lê, pelas pressões e influências de sua vida cotidiana. Então devemos compreender claramente que nosso pensar é a resposta da memória, e a memória é mecânica. O conhecimento é sempre incompleto, e todo pensar nascido do conhecimento é limitado, parcial, nunca livre. Então não existe liberdade de pensamento. Mas nós podemos começar a descobrir uma liberdade que não é um processo de pensamento, e na qual a mente está simplesmente vigilante a todos os seus conflitos e a todas as influências impostas sobre ela.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

O PONTO DE VISTA

A ideia clara e precisa que se faça da vida futura proporciona inabalável fé no porvir, fé que acarreta enormes consequências sobre a moralização dos homens, porque muda completamente o ponto de vista sob o qual encaram eles a vida terrena. Para quem se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é indefinida, a vida corpórea se torna simples passagem, breve estada num país ingrato. As vicissitudes e tribulações dessa vida não passam de incidentes que ele suporta com paciência, por sabê-las de curta duração, devendo seguir-se-lhes um estado mais ditoso. A morte nada mais restará de aterrador; deixa de ser a porta que se abre para o nada e torna-se a que dá para a libertação, pela qual entra o exilado numa mansão de bem-aventurança e de paz. Sabendo temporária e não definitiva a sua estada no lugar onde se encontra, menos atenção presta às preocupações da vida, resultando-lhe daí uma calma de espírito que tira àquela muito do seu amargor.

Pelo simples fato de duvidar da vida futura, o homem dirige todos os seus pensamentos para a vida terrestre. Sem nenhuma certeza quanto ao porvir, dá tudo ao presente. Nenhum bem divisando mais precioso do que os da Terra, torna-se qual a criança que nada mais vê além de seus brinquedos. E não há o que não faça para conseguir os únicos bens que se lhe afiguram reais. A perda do menor deles lhe ocasiona causticante pesar; um engano, uma decepção, uma ambição insatisfeita, uma injustiça de que seja vítima, o orgulho ou a vaidade feridos são outros tantos tormentos, que lhe transformam a existência numa perene angústia, infligindo-se ele, desse modo, a si próprio, verdadeira tortura de todos os instantes. Colocando o ponto de vista, de onde considera a vida corpórea, no lugar mesmo em que ele aí se encontra, vastas proporções assume tudo o que o rodeia. O mal que o atinja, como o bem que toque aos outros, grande importância adquire aos seus olhos. Aquele que se acha no interior de uma cidade, tudo lhe parece grande: assim os homens que ocupem as altas posições, como os monumentos. Suba ele, porém, a uma montanha, e logo bem pequenos lhe parecerão homens e coisas.

É o que sucede ao que encara a vida terrestre do ponto de vista da vida futura; a Humanidade, tanto quanto as estrelas do firmamento, perde-se na imensidade. Percebe então que grandes e pequenos estão confundidos, como formigas sobre um montículo de terra; que proletários e potentados são da mesma estatura, e lamenta que essas criaturas efêmeras a tantas canseiras se entreguem para conquistar um lugar que tão pouco as elevará e que por tão pouco tempo conservarão. Daí se segue que a importância dada aos bens terrenos está sempre em razão inversa da fé na vida futura.

Se toda a gente pensasse dessa maneira, dir-se-ia, tudo na Terra perigará, porquanto ninguém mais se iria ocupar com as coisas terrenas. Não; o homem, instintivamente, procura o seu bem-estar e, embora certo de que só por pouco tempo permanecerá no lugar em que se encontra, cuida de estar aí o melhor ou o menos mal que lhe seja possível. Ninguém há que, sentindo um espinho debaixo de sua mão, não o retire, para se não picar. Ora, o desejo do bem-estar força o homem a tudo melhorar, impelido que é pelo instinto do progresso e da conservação, que está nas leis da Natureza. Ele, pois, trabalha por necessidade, por gosto e por dever, obedecendo, desse modo, aos desígnios da Providência que, para tal fim, o pôs na Terra. Simplesmente, aquele que se preocupa com o futuro não liga ao presente mais do que relativa importância e facilmente se consola dos seus insucessos, pensando no destino que o aguarda.

Deus, conseguintemente, não condena os gozos terrenos; condena, sim, o abuso desses gozos em detrimento das coisas da alma. Contra tais abusos é que se premunem os que a si próprios aplicam estas palavras de Jesus: Meu reino não é deste mundo.

Aquele que se identifica com a vida futura assemelha-se ao rico que perde sem emoção uma pequena soma. Aquele cujos pensamentos se concentram na vida terrestre assemelha-se ao pobre que perde tudo o que possui e se desespera.

O Espiritismo dilata o pensamento e lhe rasga horizontes novos. Em vez dessa visão, acanhada e mesquinha, que o concentra na vida atual, que faz do instante que vivemos na Terra único e frágil eixo do porvir eterno, ele, o Espiritismo, mostra que essa vida não passa de um elo no harmonioso e magnífico conjunto da obra do Criador. Mostra a solidariedade que conjuga todas as existências de um mesmo ser, todos os seres de um mesmo mundo e os seres de todos os mundos. Faculta assim uma base e uma razão de ser à fraternidade universal, enquanto a doutrina da criação da alma por ocasião do nascimento de cada corpo torna estranhos uns aos outros todos os seres. Essa solidariedade entre as partes de um mesmo todo explica o que inexplicável se apresenta, desde que se considere apenas um ponto. Esse conjunto, ao tempo do Cristo, os homens não o teriam podido compreender, motivo por que ele reservou para outros tempos o fazê-lo conhecido.




Allan Kardec




Fonte: do livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo", cap. 2
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A TERRA

A Terra é um magneto enorme, gigantesco aparelho cósmico em que fazemos, a pleno céu, nossa viagem evolutiva.

Comboio imenso, a deslocar-se sobre si mesmo e girando em torno do Sol, podemos comparar as classes sociais que o habitam a grandes vagões de categorias diversas.

De quando em quando, permutamos lugar com os nossos vizinhos e companheiros.

Quem viaja em instalações de luxo volta a conhecer os bancos humildes em carros de condição inferior.

Quem segue nas acomodações singelas, ergue-se, depois, a situações invejáveis, alterando as experiências que lhe dizem respeito.

Temos aí o símbolo das reencarnações.

De corpo em corpo, como quem se utiliza de variadas vestiduras, peregrina o Espírito de existência em existência, buscando aquisições novas para o tesouro de amor e sabedoria que lhe constituirá divina garantia no campo da eternidade.

Podemos, ainda, filosoficamente, classificar o Planeta, com mais propriedade, tomando-o por nossa escola multimilenária.

Há muitos aprendizes que lhe ocupam as instalações, na expectativa inoperante, mas o tempo lhes cobra caro a ociosidade, separando-os, por fim, de paisagens e criaturas amadas ou relegando-os à paralisia ou à cristalização, em largos despenhadeiros de sombra.

Outros alunos indagam, dia e noite... e, com as perquirições viciosas, perdem os valores do tempo.

Imaginemos um educandário, em cuja intimidade comparecessem os discípulos de primária iniciação, exigindo retribuições e homenagens, antes de se confiarem ao estudo das primeiras lições.

O menino bisonho não poderia reclamar esclarecimentos, quanto à congregação que dirige a casa de ensino onde está recebendo as primeiras letras.

E, ante a grandeza infinita da vida que nos cerca, não passamos de crianças no conhecimento superior.

Vacilamos, tateamos e experimentamos, a fim de aprender e amealhar os recursos do Espírito.

Compete-nos, assim, tão-somente, um direito: - o direito de trabalhar e servir, obedecendo às disciplinas edificantes que a Sabedoria Perfeita nos oferece, através das variadas circunstâncias em que a nossa vida se movimenta.

Ninguém se engane, julgando mistificar a Natureza.

O trabalho é divina lei.

Pesquisar indefinidamente, na maioria das vezes é disfarçar a preguiça intelectual.

A vida, porém, é ciosa dos seus segredos e somente responde com segurança aos que lhe batem à porta com o esforço incessante do trabalho que deseja para si a coroa resplandecente do apostolado no serviço.



Emmanuel / Francisco Cândido Xavier





Fonte: do livro "Roteiro"
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

NENHUM OBJETIVO, NENHUMA TÉCNICA

Toda técnica é contra a natureza, contra o Tao; todo esforço é contra o Tao. Se você conseguir deixar tudo por conta da natureza, então nenhuma técnica é necessária, porque essa é a técnica suprema. Se você conseguir deixar tudo por conta do Tao, essa é a mais profunda entrega possível. Você está entregando a si mesmo, o seu futuro, as suas possibilidades, está entregando o próprio tempo, todos os esforços. Isso significa paciência e espera infinitas.

Depois que você entregar tudo à natureza, não há esforço, você apenas flui; você está num profundo estado de deixar acontecer. Coisas lhe acontecem, mas você não está fazendo nenhum esforço para que elas aconteçam, não está nem mesmo procurando-as. Se elas acontecerem, tudo bem; se não acontecerem, tudo bem; você não escolhe. Tudo o que acontece, acontece; você não tem expectativas e, é claro, nenhuma frustração.

A vida flui e você flui com ela. Você não tem nenhum objetivo a alcançar, porque com o objetivo entra o esforço. Você não tem nenhum lugar para ir, porque, se tiver algum lugar para ir, o esforço virá; ele está implícito. Você não tem nenhum lugar para ir, nenhum lugar para alcançar, nenhum objetivo, nenhum ideal; nada precisa ser atingido, você entrega tudo, e, nesse momento de entrega, nesse exato momento, tudo lhe acontece.

O esforço requer tempo, a entrega não leva tempo; técnica leva tempo, a entrega não leva tempo. É por isso que chamo a entrega de técnica suprema; ela é uma não-técnica. Você não pode praticá-la, não se pode praticar a entrega. Se você praticar, ela não é entrega; então você está contando consigo mesmo e não está totalmente impotente; então você está tentando fazer alguma coisa. Mesmo se for entrega, você está tentando fazê-la, e a técnica entrará em cena e, com a ela, entra o tempo, o futuro.

A entrega não é temporal, ela está além do tempo. Se você se entrega, nesse exato momento você está fora do tempo, e tudo o que pode acontecer acontecerá. Mas então você não a está procurando, não a está buscando, não está ávido por ela. Você absolutamente não está pensando nela; para você, dá no mesmo se ela acontecer ou não acontecer.

Tao significa entrega, entrega à natureza, e então o ego não existe. O tantra e a ioga são técnicas, e por meio delas você atinge um ponto de entrega, mas será um longo processo. No final, depois de cada técnica, você terá de se entregar, mas com as técnicas a entrega acontecerá no final. Com o Tao, no Tao, ela virá no começo. Se você puder se entregar agora mesmo, nenhuma técnica é necessária.

Você precisa ser descondicionado. Se você estiver no Tao, então nenhuma técnica é necessária; se você for saudável, então nenhum remédio é necessário. Todo remédio é contra a saúde; mas você está doente, e o remédio é necessário. Esse remédio matará sua enfermidade; ele não pode lhe dar saúde, mas, se a doença for removida, a saúde lhe acontecerá. Nenhum remédio pode lhe dar saúde; basicamente, todo remédio é um veneno, mas você coletou algum veneno e precisa de um antídoto que criará um equilíbrio, e a saúde será possível.

A técnica não lhe dará a sua divindade, não lhe dará a sua natureza. Ela destruirá tudo o que você juntou à volta da sua natureza; ela apenas tirará os seus condicionamentos. Você está condicionado e, no momento, não pode saltar em direção à entrega. Se você puder saltar, ótimo, mas você não pode... Seus condicionamentos perguntarão: "Como?" Então as técnicas serão de ajuda.

Quando a pessoa vive no Tao, nenhuma ioga, nenhum tantra e nenhuma religião são necessários. A pessoa está perfeitamente saudável, e nenhum remédio é necessário. Toda religião é medicinal. Quando o mundo viver totalmente no Tao, as religiões desaparecerão e nenhum mestre, nenhum Buda e nenhum Jesus serão necessários, porque cada um será um Buda ou um Jesus. Mas, no momento, como você é, você precisa de técnicas; essas técnicas são antídotos.

Você juntou à sua volta uma mente tão complexa que complicará tudo o que for dito e for dado a você; você tornará tudo mais complexo, mais difícil. Se eu lhe disser: "Entregue-se", você perguntará: "Como?"; se eu disser: "Use técnicas", você perguntará: "Técnicas? As técnicas não são contra o Tao?"; se eu disser: "Nenhuma técnica é necessária, simplesmente se entregue e a divindade lhe acontecerá", imediatamente você perguntará: "Como?" Essa é a sua mente.

Se eu disser: "O Tao está exatamente aqui e agora, você não precisa praticar nada; simplesmente dê um salto e se entregue", você perguntará: "Como? Como posso me entregar?" Se eu lhe der uma técnica para responder ao seu "como", sua mente dirá: "Mas um método, uma técnica e uma abordagem não são contra o Tao? Se a divindade for a minha natureza, então como pode ser alcançada por meio de uma técnica? Se ela já está presente, então a técnica é inútil, é desnecessária. Por que perder tempo com técnicas?" Observe essa mente!

Certa vez aconteceu de um homem, pai de uma jovem, pedir ao compositor Leopold Godowsky para ir à sua casa e dar aula à sua filha. Ela estava aprendendo piano e Godowsky foi à casa deles e, pacientemente, ouviu a jovem tocar. Quando ela terminou, o pai riu exultante, deu um grito de felicidade e perguntou a Godowsky: "Ela não é maravilhosa?"

Conta-se que Godowsky respondeu: "Ela tem uma técnica impressionante. Nunca ouvi alguém tocar uma peça tão simples com uma dificuldade tão grande".

É isso o que acontece na sua mente.

Mesmo uma coisa simples, você a tornará complicada, difícil para si mesmo. E essa é uma medida de defesa, porque, quando você cria dificuldade, não precisa fazê-la; primeiro o problema precisa ser resolvido, e só depois você pode fazê-la.

Lembre-se, você pode seguir em frente indefinidamente nesse círculo vicioso, mas precisará quebrá-lo em algum ponto e sair dele. Seja determinado, porque somente com decisão nasce a sua humanidade, somente com decisão você se torna humano. Seja determinado; se você puder se entregar, entregue-se; se não puder se entregar, então não crie problemas filosóficos e use alguma técnica. De ambas as maneiras, a entrega lhe acontecerá.




Osho, em "Tao - Sua História e Seus Ensinamentos"




Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

O DESCONTENTAMENTO NÃO TEM RESPOSTA

Com o que estamos descontentes? Certamente com o que é. O que é pode ser a ordem social, o que é pode ser a relação, o que é pode ser o que somos, a coisa que somos essencialmente – ou seja, o feio, os pensamentos dispersivos, as ambições, as frustrações, os inumeráveis medos; é isso que somos. Afastando-nos disso, pensamos que encontraremos uma resposta para nosso descontentamento. Assim estamos sempre procurando um modo, um meio para mudar o que é – é com isso que nossa mente está interessada. Se estou descontente e se quero encontrar um modo, um meio para o contentamento, minha mente fica ocupada com o meio, a forma e a prática de um modo de chegar ao contentamento. Então não estou mais interessado com o descontentamento, com as brasas, a chama que está queimando, que chamamos de descontentamento. Nós não descobrimos o que há por trás desse descontentamento. Só estamos interessados em nos afastar dessa chama, dessa ansiedade abrasadora. Isto é imensamente difícil porque nossa mente nunca está satisfeita, nunca está contente com o exame do que é. Ela sempre quer transformar o que é em outra coisa, que é o processo de condenação, justificação ou comparação. Se você observar sua própria mente verá que quando ela fica face a face com o que é, então ela condena, compara com “o que deveria ser”, ou justifica e assim por diante, e empurra o que é, deixando de lado a coisa que causa a perturbação, a ansiedade, a dor.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O LÓTUS DAS MIL PÉTALAS

O lótus das mil pétalas que se abre no topo da cabeça de um Iniciado é um símbolo de uma grande beleza e compreende-se que ele possa fascinar todos os que aspiram à realização espiritual. Mas é longo e difícil o caminho que conduz à iluminação e à beatitude. Para que as pétalas do lótus sagrado possam abrir-se, o discípulo deve triunfar sobre tudo o que nele é fator de perturbação. Se ele procurar desenvolver este lótus antes de ter neutralizado os elementos impuros que em si existem, sofrerá abalos que romperão as suas pétalas. Por esta imagem deve-se entender que o funcionamento dos seus centros espirituais será perturbado e, em vez de saborear as alegrias celestes, ele viverá no inferno. O mundo interior do discípulo começa por assemelhar-se a um jardim onde crescem plantas com espinhos, cardos, mato: os maus pensamentos e os maus sentimentos que ele alimenta. Quando ele tiver tirado os cardos e o mato desse jardim, nada o deterá no caminho ascendente da luz, e então ele sentirá as mil pétalas do lótus abrirem-se uma a uma no topo da sua cabeça.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

domingo, 8 de dezembro de 2013

VER A PRESENÇA DE DEUS

A vida que experimentamos aqui nesta Terra frequentemente está coberta com véus de negatividade. De fato, num mundo onde o caos é abundante, desde terremotos até grandes inundações, ataques terroristas e guerras, podemos nos perguntar se há alguma forma segura de estarmos protegidos.

Segundo os cabalistas, temos o poder, através de nossas ações positivas e de nossa habilidade e desejo de compartilhar com os outros, de criar um escudo espiritual que nos proteja de qualquer coisa negativa que cruze em nosso caminho. Por quê? Porque vivemos num mundo de manifestação, num mundo onde o Criador se revela através de nossas ações positivas.

Muitas vezes pedimos para ver a Deus, como um auxílio para sentir Sua Presença. Mas em nossa busca, frequentemente deixamos passar por alto as oportunidades de experimentar o Criador que está exatamente diante de nós a todo o momento.




Karen Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

TODO PENSAMENTO É DISTRAÇÃO

Uma mente que é competitiva, presa no conflito de vir a ser, pensando em termos de comparação, não é capaz de descobrir o real. Pensamento-sentimento que é intensamente vigilante está no processo de constante autodescoberta - em que a descoberta, sendo verdadeira, é libertadora e criativa. Tal autodescoberta gera liberdade da ganância e da complexa vida do intelecto. É esta complexa vida do intelecto que encontra gratificação no hábito: curiosidade destrutiva, especulação, mero conhecimento, capacidade, mexerico e assim por diante; e estes obstáculos impedem a simplicidade da vida. Um hábito, uma especialização confere esperteza à mente, um meio de focar o pensamento, mas não é o florescimento do pensamento-sentimento na realidade. A liberdade da distração é mais difícil já que não compreendemos completamente o processo de pensar-sentir que se tornou nele mesmo um meio de distração. Estando sempre incompleto, capaz de curiosidade especulativa e formulação, ele tem o poder de criar seus próprios obstáculos, ilusões, que impedem a vigilância do real. Assim ele se torna sua própria distração, seu próprio inimigo. Como a mente é capaz de criar ilusão, este poder deve ser compreendido antes de poder ficar totalmente livre das próprias distrações por ele criadas.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

IMERSO EM "ANANDA"

Assim como um peixe que pode viver apenas quando está imerso em água, quando sente o elemento em torno dele, assim também o homem é um ser que pode viver apenas quando imerso em Ananda (bem-aventurança); é preciso ter Ananda não apenas em casa, na sociedade e no mundo, mas mais do que tudo, no coração. Na verdade, Ananda no coração produz Ananda em tudo; o coração é a fonte da alegria. Tal fonte tem de ser atingida pela meditação constante, recitação e pelo convívio intermitente com a glória, a graça e as manifestações inesgotáveis do Senhor, ou seja, smarana, chethana e manana. Abrace o objetivo; o devoto nunca deve voltar a trás. Nunca dê lugar à dúvida ou ao desespero.




Sathya Sai Baba




Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

A VIDA SÓ SE TORNA UMA DANÇA QUANDO É UMA AVENTURA

O homem moderno é o primeiro em toda a história que não tem uma ideia do sagrado, que vive uma vida muito mundana. Ele está interessado em dinheiro, poder, prestígio, e acha que isso é tudo. É uma noção muito estúpida.

Sua vida é repleta de coisas pequenas, muito pequenas. Ele não tem ideia de coisa alguma maior que ele mesmo. Negou Deus, disse que Deus está morto. Negou a vida após a morte, negou a vida interior.

Ele só acredita em negar o centro; por isso, vemos tédio em toda parte. Isso é natural, porque, sem algo maior com que você possa se identificar, sua vida vai ser entediante, chata.

Uma vida só se torna uma dança quando é uma aventura. E só pode se tornar uma aventura quando há algo maior que você para ir atrás, para alcançar.

O sagrado significa simplesmente que nós não somos o fim, que somos apenas uma passagem, que nem tudo já aconteceu, muito ainda está por vir.

A semente tem de se tornar um broto, o broto tem de se tornar uma árvore, e essa árvore tem de esperar pela primavera e tem de se abrir em milhares de flores e lançar sua alma no cosmos. Só então haverá realização.

E o sagrado não está longe, só temos de começar a procurá-lo. No início tateamos no escuro, é claro, mas logo as coisas começam a entrar em sintonia, logo passamos a vislumbrar o além, uma música inaudível vai chegando ao nosso coração.

Ela agita nosso ser, começa a nos dar uma nova cor, uma nova alegria, uma nova vida.




Osho, em "Meditações Para o Dia"




Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 7 de dezembro de 2013

A VERDADE POSSUI UM REAL PODER MÁGICO

Para a vida espiritual, é preciso ter-se um bom método de trabalho. Vós ledes ou ouvis pronunciar uma frase que vos fascina e, durante alguns minutos, sentis que nascestes para uma vida nova. Não é uma ilusão: todas as palavras que transmitem verdade possuem um real poder mágico. Mas não vos limiteis a ficar fascinados. Pegai nessas palavras e procurai viver o dia inteiro com elas. Enquanto trabalhais, passeais, escutais música, cozinhais ou fazeis a vossa higiene pessoal, não as largueis e estudai-as sob todos os seus aspetos, procurai compreender como elas se aplicam a todos os domínios e em todas as circunstâncias da vida, para as fazerdes encarnarem-se em vós. É o único bom método de trabalho. Nunca esquecereis todas as verdades que soubestes tornar carne e osso em vós, mesmo que um dia percais a memória. Podereis não saber expressá-las por palavras, porque tereis perdido a memória enquanto faculdade do corpo mental, mas o seu registo permanecerá em vós mais profundamente: partireis para o outro mundo com o conhecimento dessas verdades e, quando voltardes à terra, trá-las-eis de novo convosco, porque elas serão a quinta-essência do vosso ser.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

PRECEITOS DE TODA HORA

Caminhe com firmeza. Quem se acomoda com a precipitação tropeça a cada instante.

Examine a você mesmo. Na vigilância constante, educará você os próprios impulsos.

Higienize a própria mente, trabalhando no bem sem desânimo. Os cérebros preguiçosos acumulam resíduos indesejáveis.

Escute seu irmão sem reprovações. A caridade real começa na atenção generosa e amiga.

Aperfeiçoe o procedimento. Hoje melhorado é amanhã mais feliz.

Ampare o coração combalido. Ninguém pode prever a saúde próxima do próprio coração.

Faça luz com a sua palavra. Se hoje pode você orientar é possível que amanhã esteja você rogando conselhos.

Sofra com paciência e serenidade. No braseiro da revolta, ninguém consegue aproveitar a dor.

Melhores o vocabulário. Há palavras que, excessivamente repetidas, perdem a significação que lhe é própria.

Cultive a simplicidade. Embora não pareça, o Universo é imponente conjunto de leis claras e cousas simples.

Sirva sempre. O tédio é o salário de quem vive reclamando o serviço dos outros.

Improvise o bem onde você estiver. A sombra do mal é assim como o detrito que invade tudo, quando a limpeza está ausente.




André Luiz / Francisco Cândido Xavier




Fonte: do Livro "Ideal Espírita"
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

NÃO TENHO TEMPO...

Há, entre os estudantes de ocultismo e mesmo entre os Aspirantes a R+C, uma frase que conseguiu fazer época porque baila constantemente nos lábios dos que procuram justificar a debilidade de sua vontade.

É assim que ouvimos, constantemente, as mesmas queixas enquadradas perfeitamente na frase que já se tornou clássica: "Não tenho tempo..."

Gostaria de me dedicar com ardor aos estudos ocultos, porém, vou cedo para o trabalho, regresso à tardinha, fatigado, exausto, sem disposição para coisa alguma... Infelizmente, "não tenho tempo..."

- Pela manhã não me é possível fazer as minhas práticas; tenho diversas obrigações a que atender antes de ir para o escritório - por mais que me esforce "não tenho tempo" disponível para me dedicar, como desejaria, a estes assuntos...

- Depois do jantar, leio os jornais, descanso um pouco e me vou para a cama sem disposição para fazer as minhas práticas - porque essas coisas só devemos fazê-las quando houver disposição para tal: do contrário não produzirão resultado. "Se dispusesse de tempo..."

Quando meditamos um pouco nas esfarrapadas desculpas habitualmente engendradas pela mente inferior para esconder nossa vergonhosa fraqueza de vontade, na superficialidade em assuntos que deveriam merecer um carinho especial por dizerem respeito à nossa vida superior, é que verificamos quão indignos somos de receber a designação de homens.

Homem, segundo a etimologia da palavra, é o pensador; aquele que crê, aquele que vive e compreende a vida.

O Espírito é como o corpo: falta de alimento, debilita-se; com tóxicos, perece. Precisamos, portanto, nutri-lo com os melhores alimentos.

É lamentável, profundamente lamentável, que a maioria das pessoas não tem tempo disponível para empregá-lo na cultura da inteligência, no refinamento da alma, na contemplação maravilhosa de um nascer ou de um pôr de Sol - sobrando-lhes, entretanto, muito, muito tempo para esbanjar, durante horas a fio, em trivialidades, em palestras pueris nas mesas dos cafés, nos cinemas, nas ruas, nos salões de bailes, nos clubes etc.

À miséria moral que convulsiona o mundo é a resultante da nossa vergonhosa atitude de espíritos superficiais.

Não temos tempo para dedicar, sequer, meia hora diária à leitura e à meditação das obras primas de literatura, de arte e de filosofia. Não temos tempo para pensar, para refletir no papel que representamos no concerto universal. Não temos tempo para encaminhar nossos passos pela senda que conduz a um ideal de perfeição.

Enfim, sobeja-nos tempo para tudo o que nos leva à ruína, ao vício, à inatividade, à indecisão e à covardia.

"Não tenho tempo..."



Thurizar R + C




Fonte: Fraternitas Rosicruciana Antiqua 
Revista Gnose, 27 de fevereiro de 1939
www.fra.org.br
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

NUNCA É CEDO PARA INICIAR A CAMINHADA ESPIRITUAL

Uma vez um avarento vivia em uma casa com vazamento. A água da chuva derramava através do telhado em sua casa e ele, infeliz, esperava a noite toda a chuva acabar. Os vizinhos, vendo sua situação, sugeriram que ele reparasse o telhado. O avarento comentou: "Deixe as chuvas diminuírem, como posso reparar isso agora?" E quando a chuva parou, ele respondeu: "Por que devo me preocupar com o vazamento, agora que as chuvas pararam?" Não tome essa atitude. Em vez de escolher sofrer quando as chuvas vierem, como elas certamente virão, não seria sábio consertar o telhado agora? Este exemplo transmite a importância que você deve dar para familiarizar-se com livros e textos básicos espirituais sem adiar isso por um momento sequer. Comece agora as primeiras lições de silêncio, oração e repetição do nome do Senhor. Nunca é cedo demais para começar a jornada espiritual.




Sathya Sai Baba




Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

TRANSMUTAÇÃO



Fonte: A.M.O.R.C GLP  
Presença & Harmonia - Transmutação

Fonte do Vídeo: http://youtu.be/xsyim73z8Nw

VÍTIMAS DA IRRESPONSABILIDADE

Como são publicados cada vez mais livros sobre ciências ocultas, cada vez mais pessoas ouvem falar de magia negra. Então, de tanto ouvirem falar, algumas mais crédulas, mais frágeis, veem magia em toda a parte: logo que se sentem angustiadas, logo que lhes acontece qualquer coisa um pouco difícil ou dolorosa, dizem-se vítimas, imaginam que toda a gente lhes quer mal. Elas que reflitam um pouco: será que representam algo assim tão poderoso, tão temível, que leve o mundo inteiro a coligar-se contra elas? A verdade é que elas são sobretudo ignorantes e fracas. Habituaram-se tanto a chafurdar no plano astral, que, em vez de tomarem consciência de que são elas as responsáveis pelos seus tormentos, acusam os outros.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

A LUZ SEM FONTE

Perguntaram a Osho:

Você mencionou que os movimentos rápidos dos olhos indicam processos mentais e que, se os movimentos dos olhos forem parados, os processos mentais também cessarão. Mas esse controle fisiológico dos processos mentais, essa cessação dos movimentos dos olhos, parece criar tensões psíquicas, como acontece quando nós mantemos nossos olhos fechados sob uma venda por um longo tempo.

Em primeiro lugar, sua mente e seu corpo não são duas coisas no que se refere ao tantra. Lembre-se disso sempre. Não diga “processo fisiológico” e “processo mental”. Eles não são dois - simplesmente duas partes de um lodo. Tudo o que você faz fisiologicamente, afeta a mente. Tudo o que você faz psicologicamente, afeta o corpo. Eles não são dois, eles são um.

Você pode dizer que o corpo é um estado sólido da mesma energia e a mente é um estado líquido da mesma energia. Então, não importa o que você esteja fazendo fisiologicamente, não pense que é apenas fisiológico. Não se pergunte como isso irá ajudar alguma transformação na mente. Se você toma álcool, o que acontece à sua mente? O álcool é tomado no corpo, não na mente, mas o que acontece à mente? Se você toma LSD, ele vai para o corpo, não para a mente, mas o que acontece à mente?

Ou se você faz um jejum, o jejum é feito pelo corpo, mas o que acontece à mente? Ou outro extremo: se você tem pensamentos sexuais, o que acontece ao seu corpo? O corpo é afetado imediatamente. Você pensa na mente em um objeto sexual e seu corpo começa a ficar pronto.

Há uma teoria de William James. Na primeira parte deste século, ela aparentemente parecia muito absurda, mas em um certo sentido ela está certa. Ele e outro cientista chamado Lange propuseram essa teoria que é conhecida como teoria James-Lange. Comumente, nós dizemos que você está com medo e por isso você foge e sai correndo, ou você está com raiva e por isso seus olhos ficam vermelhos e você começa a bater em seu inimigo.

Mas James e Lange propuseram exatamente o contrário. Eles disseram que, porque você corre, por isso você sente medo; e porque seus olhos ficam vermelhos e você começa a bater em seu inimigo, você sente raiva. É exatamente o oposto. Eles diziam que se não fosse assim, então, nós queremos ver ao menos um instante de raiva, quando os olhos não estão vermelhos e o corpo não está afetado e a pessoa está simplesmente com raiva. Não permita que seu corpo seja afetado e tente ficar com raiva — então, você saberá que não pode ficar com raiva.

No Japão, os pais ensinam seus filhos um método muito simples de controle da raiva. Eles dizem que, sempre que você sentir raiva, não faça nada com a raiva, apenas comece a fazer respirações profundas. Tente isso, e você não será capaz de ficar com raiva. Por quê? Só por você respirar profundamente, por que você não pode ficar com raiva? Torna-se impossível ficar com raiva. Duas razões... Você começa a fazer respirações profundas - mas a raiva precisa de um ritmo especial de respiração. Sem esse ritmo a raiva não é possível. Um ritmo especial na respiração, ou respiração caótica é necessária para a raiva existir.

Se você começa a fazer respirações profundas, é impossível a raiva sair. Se você está conscientemente fazendo respirações profundas, então, a raiva não pode expressar-se. Ela precisa que uma respiração diferente seja permitida. Você não precisa fazê-lo; a raiva o fará por si mesma. Com respiração profunda, você não pode ficar com raiva.

E em segundo lugar, sua mente muda. Quando você sente raiva e você começa a fazer respirações profundas, sua mente é mudada da raiva para a respiração. O corpo não está em um estado para ficar com raiva, e a mente mudou sua concentração em direção a alguma outra coisa. Então, é difícil ficar com raiva. Eis por que os japoneses são as pessoas mais controladas da Terra. É simplesmente um treinamento da infância.

É difícil encontrar em qualquer outro lugar um tal incidente, mas no Japão acontece até mesmo hoje em dia. Está acontecendo cada vez menos e menos, porque o Japão está se tornando cada vez menos e menos japonês. Ele está se tornando cada vez mais e mais ocidentalizado, e os métodos e caminhos tradicionais estão se perdendo. Mas acontecia, e acontece ainda hoje.

Um de meus amigos estava em Kyoto e ele me escreveu uma carta dizendo: “Eu vi um fenômeno tão bonito hoje que quis escrever-lhe sobre ele. E quando eu voltar, eu vou querer entender como isso é possível. Um homem foi atropelado por um carro. Ele caiu, levantou-se, agradeceu ao motorista e foi embora — ele agradeceu ao motorista”!

No Japão, isso não é difícil. Ele deve ter feito algumas respirações profundas e, então, isso tornou-se possível. Você é transformado para uma atitude diferente, e você pode até mesmo agradecer a uma pessoa que estava indo matá-lo, ou que tinha tentado matá-lo.

Processos fisiológicos e processos psicológicos não são duas coisas, eles são uma só e você pode começar de um pólo para afetar e mudar o outro. E qualquer ciência fará isso. Por exemplo: o tantra acredita profundamente no corpo. Somente a filosofia é vaga, aérea, verbal; ela pode começar de qualquer outro lugar. Ao contrário, qualquer abordagem científica está fadada a começar no corpo, porque ele está dentro de seu alcance. Se eu falo de alguma coisa que está além de seu alcance, você pode escutar, você pode guardar aquilo na sua memória, você pode falar sobre aquilo, mas nada acontece. Você permanece o mesmo. Sua informação é aumentada, mas não o seu ser. Seu conhecimento continua aumentando, mas o seu ser permanece a mesma pobre mediocridade; nada acontece a ele.

Lembre-se: o corpo é aquilo que está dentro de seu alcance: exatamente agora você pode fazer alguma coisa com ele e mudar a sua mente através do corpo. Em pouco tempo você se tornará um mestre do corpo e, então, você se tornará um mestre da mente. E quando você se tornar um mestre da mente, você mudará a mente cada vez mais e mais, e você estará se movendo para além dela. Se o corpo muda, você se move para além do corpo. Se a mente muda, você se move para além da mente. E sempre faça alguma coisa que você pode fazer.

Por exemplo: você pode não ser capaz de se tornar um mestre da raiva, como um Buda, exatamente agora. Como pode? Mas você pode mudar sua respiração e, então, você pode sentir o efeito sutil, a mudança. Faça isso. Se você se sente preenchido de paixão, paixão sexual, faça umas poucas respirações profundas e sinta o efeito: a paixão terá desaparecido.

A esposa de Aldous Huxley, Laura Huxley, escreveu um belo livro - apenas conselhos simples para se fazer certas coisas. Se você sente raiva, Laura Huxley diz: retese o seu rosto. Você pode retesar de uma maneira - por exemplo, no banheiro — de forma que ninguém poderá ver.

Uma pessoa está sentada exatamente em sua frente e você sente raiva — então, apenas retese o seu rosto. Continue retesando-o tanto quanto você possa e, então, de repente, relaxe e sinta a diferença. A raiva terá ido embora. Ou se ela não foi, faça-o novamente. Continue fazendo isso — duas vezes, três vezes... O que acontece? Se você retesa seus músculos faciais e os continua retesando e tencionando, a energia que estava se tornando raiva move-se para o seu rosto.

E é muito fácil ela se mover para o rosto. Quando você está com raiva, como você se sente? Você sente que quer bater em alguém com seus punhos. A energia está presente; assim, use-a. Se você puder usá-la, ela é dispersa. Seu rosto se tornará relaxado, e a outra pessoa nem mesmo será capaz de saber que você estava com raiva. Parecerá como se nada lhe tivesse acontecido. E uma vez que você conheça essas coisas, você se tornará cada vez mais e mais consciente de que a energia pode ser transformada, desviada, detida, liberada ou impedida de ser liberada, ou usada de um modo diferente. Se você pode usar a sua energia, você se torna um mestre. Então, um dia você pode não usá-la absolutamente; você pode preservá-la.

Esse exercício não é bom para um Buda - fechar os punhos. Isso não é bom para um Buda, porque isso é desperdício de energia. Mas isso é bom para você. Pelo menos, o outro fica a salvo de você, e um círculo vicioso é evitado. Se você ficar com raiva, ele ficará com raiva e não há fim para isso. Isso pode perturbar toda a sua noite, e pode continuar como uma ressaca por uma semana. E, então, por causa dessa ressaca, você pode fazer muitas coisas que nunca tencionou fazer. Não diga que isso é apenas fisiológico. Você é fisiológico; assim, o que pode ser feito? Você é físico; você não pode negar esse fato. Use a sua energia. Não há nenhuma necessidade de negá-la.

Se você fecha seus olhos, algumas vezes você pode sentir uma certa tensão se ajuntando ali, ou um desconforto. Então, há certas coisas que você pode fazer. Uma: quando você fechar seus olhos, não se torne tenso com isso, deixe-os estarem relaxados. Você pode fechar seus olhos com força - então, ficará tenso. Então, seus olhos ficarão cansados e, internamente, você se sentirá desconfortável. Relaxe o rosto, relaxe os olhos e deixe-os ficarem fechados. Eu digo: deixe-os ficarem fechados; não os feche. Relaxe! Sinta-se relaxado. Deixe as pálpebras caírem e deixe os olhos ficarem fechados. Não os force! Se você os forçar, isso não é bom.

Se você não pode sentir a diferença, então, faça isso: primeiro, force-os a fecharem-se. Deixe todo o seu rosto se tornar tenso, retesado e, então, feche seus olhos com força. Por uns poucos momentos, permaneça retesado, então, relaxe. Novamente, feche seus olhos relaxadamente. Então, você sentirá a diferença. Não faça nada à força — isso irá lhe cansar.

Segunda coisa: quando os olhos estiverem fechados e seu rosto estiver relaxado, olhe como se tudo tivesse ficado escuro. Uma profunda escuridão o envolve. Imagine que você está no meio da escuridão, em uma escuridão profunda, aveludada, envolvido por ela, em uma noite profunda e escura. Continue sentindo essa escuridão. Isso ajudará seus olhos a cessarem seus movimentos. Sem nada para ser visto, os olhos irão parar. Fique na escuridão.

Você pode fazer isso em um quarto escuro. Abra os seus olhos, olhe para a escuridão; então, feche os olhos e sinta a escuridão. Novamente, abra os olhos, sinta a escuridão; feche os olhos, sinta-a interiormente. A escuridão é profundamente relaxante. A escuridão está fora e dentro de você; tudo está morto — escuro e morto. Ambos estão relacionados. Eis por que nós pintamos a morte de preto, escura. Por todo o mundo a morte é pintada toda de preto, e as pessoas temem a escuridão.

Enquanto fazendo esse método, sinta a escuridão, ame a escuridão, e sinta interiormente que você está morrendo. A escuridão está por toda volta e você, está morrendo. Os olhos irão parar. Você sentirá que eles não podem se mover, eles terão parado. Nessa parada, de repente, a energia subirá e começará a martelar o terceiro olho. Quando ela começar a martelar, você ouvirá, você sentirá. Um calor chegará, um fogo fluirá - um fogo líquido tentará encontrar um novo caminho.

Não fique com medo. Ajude-o, coopere com ele, deixe-o mover-se, torne-se ele. E quando o terceiro olho se abrir pela primeira vez, a escuridão desaparecerá e haverá luz - luz sem nenhuma fonte. Você viu luz, mas sempre com uma fonte. Ou ela vem do sol ou vem das estrelas ou da lua ou de uma lâmpada, mas alguma fonte existe.

Quando sua energia se mover através do terceiro olho, você conhecerá a luz sem fonte. Ela não está vindo de nenhuma fonte, ela simplesmente existe, sem vir de algum lugar. Eis por que os Upanishads dizem que Deus não é como o sol ou como uma chama. Ele é uma luz sem fonte. Não há nenhuma fonte em nenhum lugar, simplesmente há luz, exatamente como se fosse de manhã.

O sol não surgiu, mas a noite desapareceu. No meio, há o alvorecer - o pré-alvorecer. Ou à tarde, o sol se pôs e a noite ainda não veio. Exatamente no meio há uma margem. Eis por que os hindus escolheram sandhya como um momento apropriado para meditação. Sandhya é o momento entre — nem noite nem dia, apenas a linha que divide. Por quê? Simplesmente como um símbolo. A luz está presente, mas sem uma fonte. O mesmo acontecerá dentro; a luz estará presente sem uma fonte. Espere por ela; não a imagine.

A última coisa a ser lembrada: você pode imaginar qualquer coisa; assim, é perigoso lhe contar muitas coisas. Você pode imaginá-las. Você fechará os olhos e sentirá que “agora o terceiro olho se abriu” ou “está se abrindo”, e você pode imaginar luz também. Não imagine; resista à imaginação. Feche os seus olhos. Espere! O que quer que venha, sinta-o, coopere com aquilo, mas espere. Não pule à frente; do contrário nada acontecerá. Você estará tendo um sonho - um sonho belo e espiritual, mas nada mais.

As pessoas continuam vindo a mim e dizem: “Nós vimos isso e nós vimos aquilo”. Mas elas imaginaram aquilo - porque se realmente tivessem visto, elas estariam transformadas. Mas elas não estão transformadas. Elas são as mesmas pessoas, somente que agora um orgulho espiritual foi adicionado. Elas tiveram algum sonho - sonhos belos, espirituais: alguém está vendo Krishna tocando a sua flauta, alguém está vendo luz, alguém está vendo a kundalini subindo. Elas continuam vendo coisas e elas permanecem as mesmas - medíocres, estúpidas, obtusas. Nada aconteceu a elas; elas continuam relatando que isso está acontecendo, que aquilo está acontecendo, mas permanecem as mesmas - raivosas, tristes, infantis, estúpidas. Nada mudou.

Se você realmente vir a luz que está lá esperando por você, para ser vista através do terceiro olho, você será uma pessoa diferente. E, então, você não precisará contar a ninguém. As pessoas saberão que você se tornou uma pessoa diferente. Você não pode nem escondê-lo; isso será sentido. Aonde quer que você vá, os outros sentirão que “alguma coisa aconteceu a esse homem”.

Assim, não imagine; espere, e deixe as coisas tomarem seu próprio curso. Você faz a técnica e, então, espera. Não salte à frente.



Osho, em "O Livro dos Segredos"



Fonte: http://www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

MAIS UM POUCO

Quando estiveres à beira da explosão na cólera, cala-te mais um pouco e o silêncio nos poupará enormes desgostos.
*
Quando fores tentado a examinar as consciências alheias, guarda os princípios do respeito e da fraternidade mais um pouco e a benevolência nos livrará de muitas complicações.
*
Quando o desânimo impuser a paralisação de tuas forças na tarefa a que foste chamado, prossegue agindo no dever que te cabe, exercitando a resistência mais um pouco e a obra realizada ser-nos-á bênção de luz.
*
Quando a revolta espicaçar-te o coração, usa a humildade e o entendimento mais um pouco e não sofreremos o remorso de haver ferido corações que devemos proteger e considerar.
*
Quando a lição oferecer dificuldades à tua mente, compelindo-te à desistência do progresso individual, aplica-te ao problema ou ao ensinamento mais um pouco e a solução será clara resposta à nossa expectativa.
*
Quando o trabalho te parecer monótono e inexpressivo, guarda fidelidade aos compromissos assumidos mais um pouco e o estímulo voltará ao nosso campo de ação.
*
Em qualquer dificuldade ou impedimento, não te esqueças de usar um pouco mais de paciência, amor, renúncia e boa vontade, em favor de teu próprio bem-estar.
*
O segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte do aprender, imaginar, esperar e fazer mais um pouco.



André Luiz/Francisco Cândido Xavier



Fonte: do livro "Apostilas da Vida"
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O REGENTE ESOTÉRICO DE SAGITÁRIO


Em Escorpião o ser humano aprende, através da auto-observação, o significado do apego e do desapego. A concentração da mente aplicada ao conflito. Intensidade emocional.

Em Sagitário este conflito fica longe, e graças a isto o sagitariano se sente livre, e com o poder do pensamento livre “cavalga” em prol de sua grande verdade. A liberdade da mente aplicada a um objetivo. Poder criativo dirigido.

O símbolo deste signo nos mostra um cavalo-homem com um arco que aponta com a flecha. Os poderes básicos da natureza (cavalo) estão unidos com o poder do pensamento (homem) e sua capacidade de intenção criativa (arco), inspirados pela intuição ou objetivo (flecha dirigida). A aspiração valente do todo para a “visão”.

O otimismo sempre se esconde por trás daquele que tem o objetivo claro. Não há dúvidas nem temores, e sim uma forte intenção de utilizar e orientar todas as forças implicadas em prol dos “desejado - pensado”.

A casa IX é a casa de Sagitário, o lugar divino, onde a Mente de Deus se faz presente no Homem. Isto pode ocorrer através de uma viagem evocadora, ou talvez com a leitura de um livro inspirador, ou através da capacidade de mostrar caráter espiritual, expansivo e profundo. A casa IX é a flecha do horóscopo, o lugar onde o conhecimento divino inspira a conquista da união da dualidade Homem Espiritual – Homem Animal.

O sentido da Justiça Divina é o dom do Centauro que dirige seus pensamentos para o céu, sem se esquecer de que seus pés estão no solo.


Regentes

Júpiter: o Amor, a qualidade que expande o universo e, ao mesmo tempo, o unifica. A sabedoria que, graças à sua identificação compreensiva com o Amor, une o divino com o terreno. Júpiter é o regente exotérico de Sagitário, porque todo ser humano (qualquer que seja o seu grau de evolução) é obrigado a unificar seus “desejos” principais com as capacidades da sua natureza herdada, e é possível alcançar esta união, graças ao grande coração que Júpiter esconde.

A orientação para “um lugar” onde se alcança a unificação desejada está sempre presente em Sagitário. O lugar dependerá do tipo de consciência que motiva o objetivo. Uma pessoa terá a necessidade de alcançar certa união através de experiências sensuais, e outra talvez deseje conquistas intelectuais ou a obtenção de percepções espirituais…. não faz diferença, o importante é a confiança que Júpiter concede, já que O une através “da verdade de um desejo”. Em sua qualidade, o poder do pensamento está perto do coração, e esta proximidade produz realidades.




Terra: Para toda consciência com uma orientação mais básica ou materialista, seus desejos estarão dirigidos à obtenção de experiências físicas - emocionais – mentais, unindo e aperfeiçoando com isso os diferentes aspectos da própria personalidade. Com esta atitude, a relação com o entorno do planeta Terra é antes interessada, pouco sensível ao ambiente, atitude egocêntrica.

Para uma consciência sagitariana mais orientada para os mundos subjetivos ou espirituais, sua aspiração, (desejo sublimado pelo poder da Flecha), é poder ter uma experiência equilibrada entre seu mundo subjetivo e o mundo objetivo terreno. Esta atitude demanda um grande respeito pelas leis que regem o planeta Terra, daí que este seja seu regente esotérico. A primeira coisa que um bom Sagitário deve aprender é que o poder que lhe outorgam sua liberdade de pensamento, intuição e visão, só poderá ser manifestado de forma satisfatória, se levar em conta as leis de expressão do lugar da experiência.

TERRA é um planeta que tem a qualidade do III Raio (inteligência prática – matéria adaptável), portanto, todo ser vivo que nela habita deve evoluir respeitando referida qualidade. O mundo animal o faz através do instinto que o une à manada e, nas proximidades do homem, o faz obedecendo a ele com a devoção de um animal doméstico. O mundo mineral, adaptando sua rudeza inerte para que acabe expressando a preciosa geometria irradiante. O vegetal, através da adaptação sábia e generosa ao entorno, gerando harmonia e beleza. O reino humano, através da aplicação prática, do conhecimento que relaciona o divino com o material. Todos eles são exemplos de atitudes com “senso comum”, a linha de menor resistência, para expressar com naturalidade no planeta Terra o destino que é próprio a cada reino.

Na psicologia de uma consciência que avança no caminho, o livre pensamento tem um grande poder, que pode ser ofensivo e destrutivo e, para que isto não aconteça, esta consciência deve praticar a inofensividade de pensamentos, palavras e atos. Silêncio mental, liberdade responsável, compreensão do ambiente, atitudes descentralizadas, autoesquecimento, alegria “natural” ou condicionada pela Alma, ausência de crítica desnecessária, controle da palavra, discriminação entre alma e personalidade; são atitudes com senso comum (inteligentes e práticas), que relacionam com sabedoria o poder do mundo espiritual com o receptivo entorno terreno. Sem ser ofensivas, estas atitudes, aplicadas ao lugar da experiência, são criadoras de oportunidades de reflexão e crescimento tanto para a própria pessoa como para os demais.

O Homem/Mulher neste planeta estão estimulados pela necessidade de solucionar nosso conflito entro o divino e o material; para isso aprendemos a utilizar o poder da mente, através do conhecimento aplicado de forma inteligente e prática, conquistando assim a experiência que, com o tempo, nos traz a expansão da consciência.


Frase para a Alma:

                    Eu vejo a meta, Eu atinjo esta meta e, então, vejo outra.”

Nesta frase fica claro, a confiança e o poder de expansão deste signo. Mas sem esquecer que para avançar para o que está longe, primeiro é preciso proteger o que está mais perto.

A personalidade purificada, graças aos conselhos (metas) da Alma, é cada vez menos exigente para suas coisas, demonstrando com isso conhecimento inteligente ….

Sagitário é um todo, o Cavaleiro com cavalo Branco que percorre os caminhos expressando a justiça do Seu Amor.


Astrologia

Talvez, para entender melhor o que foi dito com relação à função do planeta Terra, seria aconselhável raciocinar de uma vertente puramente astrológica.

A Terra, em um horóscopo, está situada no signo oposto ao signo solar, e todo oposto no zodíaco é seu complementar. Como sabemos, o Sol é símbolo das tendências da personalidade, se entendemos que a Terra é o lugar da experiência, o lugar onde podemos demonstrar conhecimento inteligente e prático, podemos pensar então que o signo onde ela (a Terra) se encontra, é o complemento ideal para as nossas tendências pessoais.

No conhecimento da qualidade do signo onde está a Terra reside a oportunidade de purificar a qualidade pessoal - solar. Portanto, se queremos enriquecer e tornar as nossas tendências pessoais do signo solar mais efetivas, devemos complementá-las com os dons do seu signo oposto.

Este exercício reflexivo que pretende unir o signo solar (personalidade), com o signo complementar onde está a Terra, (lugar de experiência), é um exercício que adquire uma dimensão mais importante para uma carta natal com ascendente em Sagitário, já que para referido horóscopo seu regente é a Terra, o planeta através do qual a Alma sagitariana pode alcançar maior integração.


Raios:

Em Sagitário:
  • Raio II de Amor Sabedoria é a sua capacidade de unir de forma expansiva e, ao mesmo tempo, incluente. A sabedoria do que ama graças à união da mente com o coração.

  • Raio IV de Harmonia através do Conflito são as intensas inércias que gera o fato de ter o poder de unir as diferenças entre a natureza animal humana e divina. A solução deste conflito se expressa em harmonia e beleza.

  • Raio VI de Devoção e Ideal no fato de que todo objetivo sagitariano é tomado e lutado do profundo sentimento de quem crê em uma orientação justa, merecida. O cavalo ou forma Lunar emotiva é ativado por referido objetivo. Marte está muito presente no centauro purificado. 
a cruz da matéria dirigida








Fonte do Texto e das Gravuras: 
LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com/2013/12/regente-esoterico-sagitario.html