quarta-feira, 11 de março de 2015

PARA REALMENTE FAZER O BEM

A maior parte das pessoas não são más nem mal-intencionadas, muitas desejam sinceramente ser úteis aos outros e são mesmo capazes disso. Mas os bons sentimentos e as boas intenções não são suficientes para fazer realmente o bem. Quem quer ajudar os outros deve começar por se estudar e procurar desembaraçar-se de todos os elementos que nele se opõem a esse bem que ele quer realizar. 

Com efeito, o bem e o mal estão tão intimamente intrincados em cada ser que, por vezes, há forças obscuras que conseguem aproveitar-se da sua boa vontade. E, embora ele esteja convencido de que será útil, misturam-se nas suas ações todo o tipo de elementos contrários, e as pessoas que deveriam se beneficiar dessas ações acabam por ser vítimas delas.

Quereis realmente ajudar os outros, fazer-lhes bem? Por um trabalho diário paciente, esforçai-vos por neutralizar os estados interiores que podem servir de atrativos para as correntes negativas que circulam na atmosfera. E, ao mesmo tempo, procurai intensificar os estados que atraem a vós as influências benéficas.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O RELACIONAMENTO É O ESPELHO

O relacionamento é o espelho em que podemos ver-nos como somos. Toda a vida é um movimento de relacionamento. Não existe nada vivo na Terra que não esteja relacionado com uma coisa ou com outra. Mesmo o eremita, o homem que parte para um lugar solitário, está relacionado com o seu passado, está relacionado com aqueles que estão ao seu redor. Não há como fugir ao relacionamento. Nesse relacionamento que é o espelho no qual podemos ver-nos, podemos também descobrir o que somos, as nossas reações, os nossos preconceitos, os nossos medos, depressão, ansiedades, solidão, sofrimento, dor, pesar. Podemos também descobrir se amamos ou se o amor não existe. Por conseguinte examinaremos a questão do relacionamento porque ele é a base do amor. (Mind Without Measure p 79)

Viver é estar relacionado. Portanto tenho que compreender e tenho que mudar. Tenho que descobrir como ocasionar uma mudança radical na minha relação, porque, afinal, isso produz guerras; é isso que está acontecendo neste país entre os paquistaneses e os hindus, entre os muçulmanos e os hindus, entre os árabes e os judeus. Não há , portanto, saída através do templo, através da mesquita, através das igrejas cristãs, através da discussão da Vedanta, deste e daquele e dos outros sistemas diferentes. Não há saída a menos que você, como ser humano, mude radicalmente a sua relação. Surge agora o problema: Como vou mudar, não abstratamente, a relação que está agora baseada em procuras e prazeres egocêntricos? (The Collected Works vol XVI pp 34-35)

A relação só tem um significado verdadeiro quando é um processo de autorrevelação, quando nos revela a nós mesmos na própria ação da relação. Mas a maior parte de nós não quer ser revelada na relação. Pelo contrário, usamos a relação como um meio de encobrir a nossa própria insuficiência, as nossas próprias dificuldades, a nossa própria incerteza. A relação torna-se, portanto, mero movimento, mera atividade. Não sei se repararam que a relação é muito dolorosa, e que desde que não seja um processo revelador em que você descobre a si mesmo, a relação é simplesmente um meio de fuga de si mesmo. (The Collected Works vol V p 230)

A compreensão de nós mesmos não chega através do processo de afastamento da sociedade ou através do isolamento numa torre de marfim. Se vocês e eu investigarmos realmente o assunto cuidadosa e inteligentemente, veremos que só conseguimos compreender a nós próprios na relação e não no isolamento. Ninguém consegue viver em isolamento. Viver é estar relacionado. Só no espelho da relação é que compreendo a mim mesmo, o que significa que tenho que estar extraordinariamente alerta nos meus pensamentos, sentimento e ações na relação. Isto não é um processo difícil ou um empreendimento super-humano; e como em todos os rios, enquanto a nascente dificilmente é perceptível, as águas ganham ímpeto à medida que se movem, à medida que se aprofundam. Neste mundo louco e caótico, se investigarem este processo deliberadamente, com cuidado, com paciência, sem condenar, verão como ele começa a ganhar ímpeto e que não é uma questão de tempo. (The Collected Works vol VI, pp 37-8)

Em um mundo de vastas organizações, vastas mobilizações de pessoas, movimentos em massa, temos medo de agir em pequena escala; temos medo de ser gente insignificante pondo em ordem a nossa própria parte. Dizemos a nós mesmos: “Que posso eu fazer pessoalmente? Preciso unir-me a um movimento de massas para fazer uma reforma.” Pelo contrário, a verdadeira revolução não ocorre por meio de movimento em massa mas mediante a revolução interior do relacionamento – só isso é reforma verdadeira, uma revolução radical, contínua. Temos receio de começar em pequena escala. Porque o problema é tão vasto, pensamos que temos de enfrentá-lo com grande quantidade de pessoas, com uma grande organização, com movimentos em massa. Certamente, temos de começar a procurar resolver o problema em pequena escala e na pequena escala do “eu” e do “você”. Quando eu compreendo a mim mesmo, compreendo você, e dessa compreensão vem o amor. (The Collected Works vol V p 96)

Tomemos por exemplo o mal que cada ser humano sofre desde a infância. É-se magoado pelos próprios pais, psicologicamente; depois magoado na escola, na universidade, através da comparação, através da competição, através de se dizer que tem que se ser excelente nesta matéria, etc. Durante toda a vida existe este processo constante de se ser magoado. Sabe-se isto, e que todos os seres humanos são magoados, profundamente, coisa de que podem não ter consciência, e que de tudo isto surgem todas as formas de ações neuróticas. Tudo isso faz parte da consciência da pessoa – uma consciência em parte oculta e em parte manifesta de que se é magoado. Agora, é possível não se ser de todo magoado? Porque as consequências de se ser magoado são a edificação de um muro em torno de si mesmo, afastando-se no relacionamento com os outros para não se ser mais magoado. Nisso há medo e um isolamento gradual. Agora, perguntamos: É possível não só ficar livre de males passados, mas também jamais ser magoado novamente? (The Flame of Attention, pp 87-88)




J. Krishnamurti





Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura:
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

MAESTRIA - HUMOR - PACIÊNCIA - OLHAR FRATERNO

Torne puro cada momento seu. Lembre-se de que você é o mestre da mente e do corpo. Então dê suas instruções a ambos e mantenha-os em ordem. Quando você aprende como dizer à sua mente o que fazer, velhas formas de pensar irão mudar. Você não verá mais as coisas como parecem mas como realmente são. Você reage menos, responde mais. Sua simples presença se torna um convite à verdade. Todos ao seu redor são beneficiados.

Como líderes, precisamos encontrar maneiras de ajudar as pessoas a trabalhar com paz interior, mesmo em meio ao tumulto. Experimente começar qualquer tarefa com dois minutos de contemplação silenciosa. Veja o poder que resulta desse hábito. É incrível como tudo muda quando temos esses momentos de lembrança de Deus. Ficamos mais abertos para sugestões e reclamações. E mais sábios para a tomada de decisões. Líderes que amam também escutam com humildade e sinceridade àqueles que fazem parte da organização. (Dadi Prakashmani)

Enquanto tivermos o mundo a nossa volta como nossa fonte de felicidade e alegria, nosso humor flutuará até mesmo com a mudança do tempo. Mas quando somos espiritualmente fortes, nossa alegria vem de dentro. Assim somos estáveis diante do insulto ou louvor, perda ou ganho. Ficamos no controle de nossas vidas e sentimentos. E mesmo que não possamos controlar as ondas do oceano ao nosso redor, podemos sim controlar e escolher como responder às situações e às pessoas. A vida para de ser uma montanha russa e vira um cruzeiro. Ela será mais uma brisa gentil do que uma tempestade.

Paciência é uma daquelas virtudes que pode transformar um momento de grande ansiedade em quietude, uma rápida agitação mental no fluir suave de um rio. Na presença de uma pessoa paciente somos envoltos por uma aura de calma como se entrássemos na luz tranquila da ausência de pressa dela. Mesmo quando ela está ocupada, a qualidade da sua ocupação irradia paciência. Para ser paciente, observe a natureza. A natureza está sempre pacientemente ocupada. (Mike George)

Olhar espiritual significa olhar através das janelas dos olhos na consciência de que eu sou um ser pacífico, puro e imortal chamado de alma. Com essa consciência sou capaz de me relacionar com a Fonte Suprema de paz, amor e felicidade constante. Enquanto olhando para os outros, eu olho para o centro da testa e lembro que é a alma - uma centelha de luz – que está ali. Este é o olhar fraterno.




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 10 de março de 2015

A SOCIEDADE É O PRODUTO DAS NOSSAS RELAÇÕES

Por que é que nós, seres humanos, não temos sido capazes de resolver este problema do relacionamento embora tenhamos vivido nesta Terra durante milhões de anos? É por que cada um tem sua própria imagem específica construída pelo pensamento, e o nosso relacionamento está baseado em duas imagens: a imagem que o homem cria sobre a mulher, e a imagem que a mulher cria sobre o homem? Portanto, neste relacionamento somos como duas imagens vivendo juntas. Isso é um fato. Se você se observar muito cuidadosamente, se me permite salientar, você verá que criou uma imagem dela e ela criou uma imagem, uma estrutura verbal, sua. Portanto o relacionamento dá-se entre estas duas imagens. Estas imagens foram construídas pelo pensamento. E pensamento não é amor. (The Network of Thought, p 87)

Por que temos imagens de nós mesmos? Essas imagens separam as pessoas. Se você tem uma imagem de si mesmo como suíço, ou britânico, ou francês, etc., essa imagem não só distorce sua observação da humanidade, mas também o separa dos demais. E onde quer que haja separação, divisão, tem que haver conflito – como há conflito acontecendo por todo o mundo, os árabes contra os israelitas, os muçulmanos contra os hindus, uma igreja cristã contra outra. A divisão nacional e a divisão econômica resultam de imagens, conceitos, ideias e o cérebro agarra-se a estas imagens. Por quê? (The Network of Thought, pp 40-41)

Qual é a relação entre você e a infelicidade, a confusão, tanto dentro como em torno de si? Por certo esta confusão, esta infelicidade, não surgiu sozinha. Você e eu a criamos, não uma sociedade capitalista ou comunista ou fascista, mas você e eu a criamos em nossa relação um com o outro. O que você é interiormente foi projetado no exterior, no mundo; o que você é, o que você pensa e o que você sente, o que você faz em sua existência diária é projetado exteriormente, e isso constitui o mundo. Se você está infeliz, confuso, caótico por dentro, isso, por projeção se torna o mundo, se torna a sociedade, pois a relação entre você e eu, entre eu e outra pessoa é a sociedade – a sociedade é o produto das nossas relações – e se a nossa relação for confusa, egocêntrica, restrita, limitada, nacional, projetamos isso e trazemos o caos ao mundo. (The First and Last Freedom, p 36)

A maioria de nós neste mundo confuso e brutal tenta forjar uma vida privada propriamente sua, uma vida em que possamos ser felizes e pacíficos, e, ainda assim, viver com as coisas deste mundo. Parecemos pensar que a vida diária que levamos, a vida de luta, conflito, dor e sofrimento é algo separado do mundo externo de infelicidade e confusão. Parecemos pensar que o indivíduo, o “você”, é diferente do resto do mundo com todas as suas atrocidades, guerras e motins, desigualdade e injustiça, e que isso é algo inteiramente diferente da nossa vida individual particular. Ao olhar um pouco mais de perto, não somente para sua própria vida mas também para o mundo, você verá que aquilo que você é – sua vida diária, o que você pensa, o que você sente – é o mundo externo, o mundo ao seu redor. (Talks with American Students, p 8)

Este vasto problema do mundo é seu problema e meu problema, ou é independente de nós? A guerra é independente de você? O conflito nacional independe de você, a luta comunitária independe de você? A corrupção, a degradação, a desintegração moral – essas coisas são independentes de cada um de nós? Esta desintegração está diretamente relacionada conosco, e, portanto, a responsabilidade cabe a cada um de nós. Certamente, esse é o problema principal, não é? Isto é, por outras palavras: o problema deve ser deixado para os poucos líderes, quer da esquerda quer da direita, para o partido, para a disciplina, para uma ideologia, para as Nações Unidas, para o perito, para o especialista? Ou se trata de um problema que nos envolve diretamente, o que quer dizer: Somos diretamente responsáveis por estes problemas, ou não? Por certo, essa é a questão, não é? (The Collected Works vol V, p 182)




J. Krishnamurti





Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura:
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
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segunda-feira, 9 de março de 2015

DETERMINAÇÃO - VISÃO - POSITIVIDADE - RESPEITO - PACIÊNCIA


Determinação na mente torna você a personificação do sucesso. O que você pensar acontecerá. Seus pensamentos seriam positivos, certo? Você não pensaria nada negativo porque o caminho para os pensamentos negativos está fechado para sempre. Você sabe como fechá-lo? Ou às vezes ele se abre por si só assim como as portas que se abrem sozinhas durante as ventanias? Não é assim, certo? As vezes você pode pensar que fechou bem a porta mas a ventania conseguiu abri-la. Então cuide para não deixar a porta frouxamente fechada.

Nunca acredite em ninguém que diz que não podemos mudar. A visão é um dos segredos da transformação pessoal. Somos todos artistas. Nossa mente é o palco da criação e da visão. Qual é a visão que você tem de si hoje? Paciente? Descontraído? Positivo? Tenso? Pressionado? O que você prefere? Então seja criativo! A paciência se parece com que? Sinta isso! O que você sente quando está usando o seu poder de esperar? Sempre comece com uma visão, não com uma ação. Veja isso e você será isso. Seja isso e você fará isso. É assim que criamos nossa própria vida. (Mike George)

Qual é a melhor maneira de definir positividade? Positividade é algo que me leva - e os outros também - em direção a um estado de verdade, ou seja, quando há experiência das virtudes de paz, amor, alegria, pureza e força. Nesse estado, tudo que flui e irradia da alma - cada pensamento, sentimento, palavra ou ação que ela cria, fala ou faz - é preenchido com essas qualidades. Então, quando eu me aproximo e aproximo outros desse estado, isto é positividade. Se o meu pensamento, palavra ou ação tira os outros desse estado de verdade, isto é negatividade.

A necessidade de ser respeitado indica que há lacunas no senso do eu. Preencha todas essas lacunas ao continuar explorando seu verdadeiro valor espiritual. À medida que essa percepção é colocada em ação você achará fácil respeitar os outros. Quando você está completo fica fácil tornar os outros completos. Quando você está completo passa em todos os testes. E, passando em todos os testes, você se torna digno do respeito dos outros.

O trabalho do jardineiro é preparar o solo, semear e regar. Porém ele sabe que o milagre da vida ficará a cargo da natureza. Ele deve manter-se atento, certificar-se de que há água suficiente, de que insetos não irão atacar, mas ele não pode dominar o processo. O mais belo jardim é um produto da parceria entre o jardineiro e a natureza; ele alinha-se às leis dela, entendendo quando intervir para ajudar e quando esperar.




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A CONSCIÊNCIA DO SAGRADO FEMININO

Resgatando o passado, construindo o futuro

Durante os milênios da supremacia patriarcal, refletida nos valores espirituais, culturais, sociais, comportamentais e amparada pela hierarquia divina masculina, foi negada e reprimida qualquer manifestação da energia feminina, divina e humana. Resultou assim em uma cultura exclusiva e destrutiva, centrada na violência, conquista e dominação, com o consequente desequilíbrio global atual.

Os homens – como gênero – não foram os únicos responsáveis pelas agressões e atitudes extremistas a eles atribuídas; a causa pode ser atribuída à maneira pela qual a identidade masculina foi criada e reforçada pelos modelos e comportamentos de “heróis” e “super-homens”. Fundamentados em seus direitos “divinos”, outorgados inicialmente por deuses guerreiros e depois reiterados pela interpretação tendenciosa dos preceitos bíblicos, os homens foram inspirados, instigados e recompensados para desconsiderar e deturpar as milenares tradições matrifocais e os cultos geocêntricos. Em lugar de valores de paz, prosperidade e parceria igualitária, foram instaurados princípios e sistemas de conquista, exploração e dominação da Terra, das mulheres, crianças e de outros homens.

Pela sistemática inferiorização e perseguição da mulher, o patriarcado procurava apagar e denegrir os cultos da Grande Mãe, interditando os seus rituais, “demonizando” e distorcendo seus símbolos e valores. A relação igualitária homem-mulher foi renegada, a mulher declarada um ser inferior, desprovido de alma, amaldiçoado por Deus, responsável pelos males do mundo e por isso destinada a sofrer e a ser dominada pelo homem. Os princípios masculino e feminino – antes pólos complementares da mesma unidade – foram separados e colocados em ângulos opostos e antagônicos. Enalteceu-se o Pai, negou-se a Mãe e usou-se o nome de Deus para justificar e promover o código patriarcal, a subjugação e exploração da Terra e das mulheres. A tradição, os cultos e a simbologia da Deusa foram relegados ao ostracismo e paulatinamente caíram no esquecimento. Patriarcado e cristianismo se uniram na construção de uma sociedade hierárquica e desigual, baseada em princípios, valores, normas, dogmas religiosos, estruturas sociais e culturais masculinas.

As últimas décadas do século passado proporcionaram uma gradativa mudança de paradigmas nas relações e nos conceitos relativos ao masculino e feminino. No entanto, para que este avanço teórico se concretize em ações e modificações comportamentais e espirituais, é imprescindível reconhecer a união harmoniosa e complementar das polaridades e procurar novos símbolos e rituais para o seu fortalecimento e equilíbrio.

Com o surgimento progressivo de uma dimensão feminina da Divindade na atual consciência coletiva, está sendo fortalecido o retorno à Deusa e a revalorização do Sagrado Feminino. Somos nós que estamos voltando à Deusa, pois Ela sempre esteve ao nosso lado, apenas oculta na bruma do esquecimento e velada pela nossa falta de compreensão e conexão com seu eterno amor e poder.

A principal diferença entre o Pai patriarcal, celeste e a Mãe cósmica e telúrica universal é a condição transcendente e longínqua do Criador e a essência imanente e eternamente presente da Criadora, em todas as manifestações da Natureza.

A redenção do Sagrado Feminino diz respeito tanto à mulher quanto ao homem. Ao esperar respostas e soluções vindas do Céu, esquecemos de olhar para baixo e ao redor, ignorando as necessidades da nossa Mãe Terra e de todos os nossos irmãos de criação.

Para que os valores femininos possam ser compreendidos e vividos, são necessárias profundas mudanças em todas as áreas: social, política, cultural, econômica, familiar e espiritual. Uma nova consciência do Sagrado Feminino surgirá tão somente quando for resgatada a conexão espiritual com a Mãe Terra, percebida e honrada a Teia Cósmica à qual todos nós pertencemos e assumida a responsabilidade de zelar pelo seu equilíbrio e preservação.

O reconhecimento do Sagrado Feminino deve ser uma busca de todos, porém cabe às mulheres uma responsabilidade maior, devido à sua ancestral e profunda conexão com os arquétipos, atributos, faces, ciclos e energias da Grande Mãe.

Uma grande contribuição na transformação da mentalidade do passado e na expansão atual da consciência coletiva são os encontros de homens e mulheres em círculos e vivências comunitárias, para despertar e alinhar mentes, corações e espíritos em ações que visem a cura e a transmutação das feridas da psique, infligidas pelo patriarcado.

Apaziguar a si mesmo, harmonizar seus relacionamentos, vencer o separatismo, reconhecer e honrar a interdependência de todos os seres, evitar qualquer forma de violência, dominação, competição ou discriminação são desafios do ser humano contemporâneo, no nível pessoal, coletivo e global.

Incentivando a parceria entre os gêneros e a interação dos planos energéticos (celeste, telúrico, ctônico) criam-se condições que favorecem a expansão da consciência individual e contribuem para a evolução planetária.




Mirella Faur





Fonte: www.teiadethea.org
Através da Biblioteca Virtual da Antroposofia
http://www.antroposofy.com.br/wordpress/
Fonte da Gravura: Ser Revelador
Pintura de Freydoun Rassouli
http://www.rassouli.com/

domingo, 8 de março de 2015

ESAÚ E JACÓ - O SACRIFÍCIO DA DIGNIDADE EM TROCA DE PRAZERES IMEDIATOS

Esaú, esfomeado, cedendo o seu direito de progenitura ao irmão Jacob em troca de um prato de lentilhas – vós conheceis certamente este episódio do Antigo Testamento.

Evidentemente, trata-se de um relato simbólico que é preciso interpretar.

Esaú representa o ser humano pronto a sacrificar essa dignidade, simbolizada pelo direito de progenitura, que lhe atribui uma enorme importância aos olhos do seu Pai Celeste, em troca de prazeres imediatos – o prato de lentilhas –, pois a fome simboliza todos os apetites, todas as cobiças.

Há tantas outras fomes além da física que exigem ser satisfeitas e fazem os humanos perder o seu direito de progenitura, a sua dignidade de filhos de Deus!

Sempre que um ser cede a um instinto, não só à gula, mas também à sensualidade, à cólera, ao ciúme, à ambição, ao ódio… vende o seu direito de progenitura, a sua realeza interior, por um prato de lentilhas, e fica mais pobre, submete-se, torna-se escravo.

Em troca de qualquer coisa que não vale a pena, abandona um bem extremamente precioso nele: a vida divina.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

QUEM TEM MEDO DA MORTE EM VOCÊ?

A morte é uma parte da vida, orgânica e integral e é muito amigável com a vida. Sem ela a vida não poderia existir. A vida existe por causa da morte, a morte dá a sustentação. A morte é, de fato, um processo de renovação. E a morte também acontece a cada momento, como a vida acontece, porque a renovação é necessária a cada momento.

No momento em que você inspira e no momento que você expira, ambas acontecem. Inspirando, a vida acontece, expirando, a morte acontece. Por isso, quando uma criança nasce, a primeira coisa que ela faz é inspirar, então a vida começa. E quando um homem velho está morrendo, a última coisa que ele faz é expirar, então a vida se afasta. Expirando é a morte, inspirando é a vida – e ambos são como duas rodas de um carro de boi. Você vive pela inspiração na medida em que você vive pela expiração. A inspiração é a parte da expiração. Você não pode inspirar, se você parar de expirar. Você não pode viver se você parar de morrer.

O homem que compreende o que é a sua vida, permite que a morte aconteça, ele a acolhe. Ele morre a cada momento e em cada momento ele ressuscita. Sua vida e sua ressurreição estão continuamente acontecendo como um processo. Ele morre para o passado a cada momento e que ele nasce de novo e de novo para o futuro.

Se você olhar para a vida, você será capaz de saber o que é a morte. Se você entender o que é a morte, então você é capaz de entender o que é a vida. Eles são orgânicos. Normalmente, por medo, criamos uma divisão. Nós pensamos que a vida é boa e a morte é ruim.

Nós pensamos que a vida tem deve ser desejada e a morte deve ser evitada. Achamos que de alguma forma temos que nos proteger contra a morte. Esta ideia absurda cria misérias infinitas em nossas vidas, porque uma pessoa que se protege contra a morte torna-se incapaz de viver. Ela é a pessoa que tem medo de expirar, então ela não pode inalar, então ela está presa. Então ela simplesmente afunda, sua vida já não é um fluxo, a sua vida não é mais um rio. Se você realmente quer viver você tem que estar pronto para morrer.

Quem tem medo da morte em você? É a vida com medo da morte? Isso não é possível. Como a vida pode ter medo do seu próprio processo integral?

Outra coisa é que provoca o medo da morte em você. O ego tem medo em você. Vida e morte não são opostos; ego e morte são opostos. Vida e morte não são opostos; ego e vida são opostos. Ego é contra a vida e a morte. O ego tem medo de viver e o ego tem medo de morrer. Ele tem medo de viver, pois cada esforço, cada passo em relação à vida, traz a morte para mais perto.




Osho





Fonte: The Art of Dying, Talk #1
http://www.osho.com/pt/read/osho/osho-on-topics/death
Fonte da Gravura:
http://www.iosho.co.in/index.php/category/photos/

sábado, 7 de março de 2015

OS 12 APÓSTOLOS E O ZODÍACO

“Tudo o que a sua mão encontrar para fazer, faça-o com todo o seu coração.” (Jesus)

Jesus sentado no centro representa o centro do universo, caracterizando as qualidades de todos os doze signos.

Da direita para a esquerda:

O apóstolo Simão (o Zelote) representa Áries;
Judas Tadeu, Touro;
Mateus, Gêmeos;
Filipe, Caranguejo;
Tiago (o Menor), Leão;
Tomé, Virgem;
João, Libra;
Judas, Escorpião;
Pedro, Sagitário;
André, Capricórnio;
Tiago (o Maior), Aquário
Bartolomeu, Peixes.

Leonardo esquematizou a disposição dos apóstolos de acordo com a posição astronômica, da direita para a esquerda de quem vê o quadro.


Simão – Áries

Na cabeceira da mesa é Simão, que corresponde ao signo de Áries. Signo de fogo e de ação, Simão indica com as mãos a direção a tomar. Áries rege a cabeça na anatomia astrológica, e a testa de Simão é bem realçada na pintura. Sua prontidão ariana também é mostrada pelas mãos desembaraçadas, para agirem conforme a vontade e coragem cardeal de Áries.

Judas Tadeu – Touro

Ao seu lado, está Judas Tadeu, o taurino. Seu semblante é sereno; enquanto escuta Simão (Áries/cérebro) vai digerindo lentamente suas impressões, acolhendo-as com uma das mãos, revelando a possessividade de Touro (que é terra/receptivo). No corpo humano, Touro rege o pescoço e a garganta, e o de Judas Tadeu está bem destacado.

Mateus – Gêmeos

Mateus vem em seguida, correspondendo à Gêmeos, signo duplo que necessita de interação com as pessoas e de colher informações. Mateus tem as mãos dispostas para um lado e o rosto para o outro, revelando a dinâmica geminiana de querer falar e ouvir a todos ao mesmo tempo. Mateus era repórter e historiador da vida de Jesus e Gêmeos rege a casa III, setor de comunicação e conhecimento.

Filipe – Câncer

Logo após está Filipe, o caranguejo. Suas mãos em direção ao peito mostram a tendência canceriana para acolher, proteger e cuidar das coisas. Regido pela Lua, Câncer trabalha com o sentir; Filipe está inclinado, como se estivesse se oferecendo para alguma tarefa.

Tiago Menor – Leão

Ao lado de Filipe está Tiago Menor, o leonino, de braços abertos, revelando nesse gesto largo o poder de irradiar amor (Leão rege o coração e o chacra cardíaco), ele se impõe nesse gesto confiante, centralizando atenções.

Tomé – Virgem

Atrás de Tiago Menor, quase que escondido, está Tomé, o virginiano, que, apesar de modesto, não deixa de expressar o lado crítico e inquisitivo de Virgem – com o dedo em riste ele contesta diante de Jesus; foi Tomé quem quis o ver para crer.

João – Libra

Libra é simbolizada por João, o discípulo amado de Jesus. Com as mãos entrelaçadas, ele pondera e considera todas as opiniões antes de tomar posições – Libra rege a casa VII, é o setor do outro e isso requer imparcialidade e diplomacia.

Judas Iscariotes – Escorpião

Ao lado de Judas, está Judas Iscariotes, representando Escorpião. Com uma das mãos ele segura um saco de dinheiro, pois era o organizador das finanças da comunidade dos apóstolos (Escorpião rege a casa VIII, que trata dos bens e valores dos outros) e com a outra mão ele bate na mesa, protestando.

Pedro – Sagitário

Sagitário é representado por Pedro, o Pescador de Almas. Foi ele quem fez o dogma e instituiu a lei da Igreja – Sagitário rege a casa IX, setor das leis, religiões e filosofia. Seu dedo aponta para Jesus – a meta de Sagitário é espiritual – e na outra mão ele segura uma faca, representando o lado instintivo nos homens. Ele se eleva entre outros dois apóstolos, trazendo esclarecimentos (luz) à discussão.

André – Capricórnio

Ao lado de Pedro está André, que representa Capricórnio. Conhecedor das responsabilidades, com seu gesto restritivo impõe limites. Seu rosto magro e ossos salientes revelam o biótipo capricorniano. Seus cabelos e barbas brancas e seu semblante sério mostram a relação de Capricórnio com o tempo e a sabedoria.

Tiago Maior – Aquário

Os temores de André são apaziguados por Tiago Maior, aquariano, que debruça uma de suas mãos sobre seus ombros, num gesto amigável, enquanto a outra se estende aos demais. Ele visualiza o conjunto, percebendo ali o trabalho em grupo liderado pelo Mestre. Aquário rege a casa XI, que é o setor dos grupos, amigos e esperanças.

Bartolomeu – Peixes

O último da mesa é Bartolomeu, que representa Peixes. Seus pés estão em destaque (que são regidos por Peixes na anatomia astrológica). Ele parece absorvido pelo que acontece à mesa, e, com as mãos apoiado, quase debruçado, revela devoção envolvido pelo clima desse último encontro entre os apóstolos e Jesus, já que numa determinada hora as coisas ficaram um pouco confusas, pois Jesus revelou que “a mão do que me trai está comigo à mesa”.





Fonte da Gravura e do Texto:
Biblioteca Virtual da Antroposofia
http://www.antroposofy.com.br/wordpress/

O QUE É NOSSO É NOSSO

O Midrash (...) conta a historia de uma família que fazia o incenso para o Templo sagrado, e o perfume desse incenso era tão maravilhoso que subia direto para o Paraíso!

O segredo da receita foi passado de geração a geração e mantido na família que não o compartilhou com ninguém. Mas, no final, o segredo se perdeu.

Diz-se que o que realmente pertence a uma pessoa nunca pode ser tirado dela. O que é nosso é nosso.

Mas não somos nós que determinamos o que nos pertence e o que não nos pertence. Não sabemos o que realmente nos pertence, mas precisamos compartilhar – nosso dinheiro, nossos talentos, nosso conhecimento, nossa espiritualidade – independente de qualquer coisa! Isso não significa que devemos sair e doar tudo e ficar sem nada. Ao invés disso, devemos saber que o que realmente nos pertence ficará conosco independente de qualquer coisa.



Karen Berg




Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 6 de março de 2015

NO TERMINAR HÁ UM NOVO COMEÇO

Nunca fazemos contato com essa coisa extraordinária chamada morte. A morte consiste em morrer para todas as coisas do passado, morrer para o seu prazer. Você já tentou alguma vez – sem discussão, sem persuasão, sem compulsão, sem necessidade – morrer para um prazer? Você vai morrer inevitavelmente. Mas você tentou morrer hoje, facilmente, com alegria, para o seu prazer, para as suas lembranças, os seus ódios, suas ambições, sua urgência de juntar dinheiro? Tudo o que você quer da vida é dinheiro, posição, poder e a inveja dos outros. Será que você consegue morrer para essas coisas, morrer para as coisas que você conhece, com facilidade, sem discussão, sem nenhuma explicação? (The Collected Works vol XV, p 79)

Você sempre pergunta o que é que acontece depois da morte. Entretanto, você nunca perguntou o que acontece antes da morte, o que acontece agora na sua vida. Em que consiste a sua vida? – trabalho, escritório, dinheiro, dor, esforço, subir a escadaria do sucesso. Essa é a sua vida, e a morte põe fim a tudo isso. E seria possível pôr fim, ainda em vida, ao seu apego, à sua crença? Enfim, a beleza de por fim a alguma coisa voluntariamente, sem motivo, sem prazer – você consegue fazer isso? No terminar há um novo começo. Se você terminar, existe algo, as portas se abrem, mas você quer ter certeza, antes de terminar, que a porta se abrirá. Então você nunca termina, nunca acaba com o seu motivo. A compreensão da morte é viver uma vida findando interiormente. (Mind Without Measure, p 30)

Será possível morrer todos os dias para tudo que se conhece – exceto, claro, o conhecimento tecnológico, a direção em que fica a sua casa, e coisas assim. Noutras palavras, pode-se morrer psicologicamente todos os dias, de modo que a mente permaneça fresca, jovem e inocente? Isso é morte. E, para se deparar com isso, é preciso não haver qualquer sombra de medo. Desistir sem discussão, sem resistência alguma – isso é morrer. Já tentou fazê-lo? Desistir sem um murmúrio, sem restrição, sem resistência, da coisa que lhe dá mais prazer (as coisas penosas, é claro, a pessoa quer afastar mesmo). Realmente desistir, deixá-las ir. Tente isso. Então, se você o fizer, verá que a mente se torna extraordinariamente alerta, viva e sensível, livre e aliviada. A velhice então assume significado bem diferente, e não algo a ser temido. (You are the World, p. 135)

Quando a morte chega, ela não lhe pede permissão; ela vem e leva você; ela o destrói no local. Do mesmo modo, será que você consegue abandonar o ódio, a inveja, o orgulho das posses, o apego a crenças, a opiniões, a ideias, a determinado modo de pensar? Será que você consegue abandonar isso tudo num instante? Não existe um “como abandonar isso”, pois isso seria apenas outra forma de continuidade. Abandonar opiniões, crenças, avidez ou inveja, é morrer – morrer todos os dias, todos os momentos. Se houver o findar de toda ambição, de momento a momento, então você conhecerá o extraordinário estado de ser nada, de chegar ao abismo de um movimento eterno, por assim dizer, e cair borda abaixo – que é a morte. Quero saber tudo sobre a morte, porque a morte pode ser a realidade; ela pode ser o que chamamos Deus – aquele algo extraordinário que vive e se move e, não obstante, não tem começo nem fim. (The Collected Works vol XI, p 242)

Conhecemos apenas fragmentariamente essa coisa extraordinária chamada vida; nunca olhamos para o sofrimento, exceto através do filtro das fugas. Nós nunca vimos a beleza, a imensidade da morte, e só a conhecemos através do medo e da tristeza. Só pode haver compreensão da vida, do significado e da beleza da morte quando a mente percebe instantaneamente “o que é”. Os senhores sabem que, embora nós os diferenciemos, o amor, a morte e o sofrimento são todos a mesma coisa, pois, certamente, o amor, a morte e o sofrimento são o incognoscível. No momento em que você conhece o amor, você já deixou de amar. O amor está além do tempo, não tem começo nem fim, ao passo que o conhecimento tem começo e fim. Logo, quando você diz: “Sei o que é o amor”, você não sabe. Você só conhece uma sensação, um estímulo. Você conhece a reação ao amor, mas essa reação não é amor. Do mesmo modo, você não sabe o que é a morte. Você só conhece as reações à morte, e só descobrirá a inteira profundidade e o inteiro significado da morte quando as reações tiverem cessado. (The Collected Works vol XI, p 288)




J. Krishnamurti





Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura:
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

quinta-feira, 5 de março de 2015

A PSICOLOGIA DA RAIVA

A psicologia da raiva é que você queria algo e alguém lhe impediu de conseguir isso. Alguém veio como um bloqueio, como um obstáculo. Toda sua energia estava indo conseguir algo e alguém bloqueou a energia. Você não conseguiu o que queria. Agora essa energia frustrada transforma-se em raiva… raiva contra a pessoa que destruiu a possibilidade de realizar seu desejo.

Você não pode impedir que a raiva aconteça porque ela é um subproduto, mas você pode fazer algo para que o subproduto (raiva) não aconteça de jeito nenhum.

Na vida, lembre-se de uma coisa: nunca deseje coisa alguma tão intensamente como se isso fosse uma questão de vida ou morte. Seja um pouco brincalhão. Não estou dizendo, não deseje – porque isso se tornará uma repressão em você. Estou dizendo, deseje, mas deixe seu desejo ser brincalhão. Se você puder realizá-lo, ótimo. Se você não realizá-lo, talvez não fosse o tempo certo; veremos da próxima vez. Aprenda algo da arte de brincar.

Ficamos tão identificados com o desejo que quando este é bloqueado ou impedido nossa energia pega fogo; ela lhe queima. E nesse estado de quase insanidade você pode fazer alguma coisa da qual você irá se arrepender. Isso pode gerar uma série de eventos que toda sua vida pode ficar enrolada nisso. Devido a isso, por milhares de anos, eles ficaram dizendo, “Sejam sem desejos”. Agora isso está pedindo por algo desumano. Mesmo as pessoas que disseram, “Sejam sem desejos” também deram a vocês um motivo, um desejo: se você ficar sem desejos você irá alcançar a suprema liberdade da moksha, nirvana. Isso também é um desejo.

Você pode reprimir um desejo por algum outro desejo maior, e você pode até esquecer que você ainda é a mesma pessoa. Você só mudou o alvo. Certamente, que não há muitas pessoas que estejam tentando conseguir moksha, assim você não terá muita competição.

De fato, as pessoas ficarão muito felizes porque você partiu em direção a moksha – um competidor a menos na vida. Contudo, no que se refere a você nada mudou. E se alguma coisa pode ser criada que possa perturbar seu desejo por moksha, de novo a raiva pegará fogo. E dessa vez será bem maior, porque agora o desejo é muito maior.

A raiva é sempre proporcional ao desejo.
(...)



Osho




Fonte: The Sword and the Lotus, Discurso #9
http://www.osho.com/pt/read/featured-articles/emotional-ecology/the-psychology-of-anger
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 14 de fevereiro de 2015

NÃO TE IMPACIENTES

A Paternidade Divina é amor e justiça para todas as criaturas.

Quando os problemas do mundo te afogueiam a alma, não abras o coração à impaciência, que ela é capaz de arruinar-te a confiança.

Quantos perderam as melhores oportunidades da reencarnação, unicamente por se haverem abraçado com o desespero!

A impaciência é comparável à força negativa que, muitas vezes, inclina o enfermo para a morte, justamente no dia em que o organismo entra em recuperação para a cura.

Se queres o fruto, não despetales a flor.

Nas situações embaraçosas, medita caridosamente nos empeços que lhe deram origem! Se um irmão faltou ao dever, reflete nas dificuldades que se interpuseram entre ele os compromissos assumidos. Se alguém te nega um favor, não te acolhas a desânimo ou frustração, de vez que, enquanto não chegarmos ao plano da Luz Divina, nem sempre nos será possível conhecer, de antemão, tudo o de bom ou de mal que poderá sobrevir daquilo que nós pedimos. Não te irrites diante de qualquer obstáculo, porquanto reclamações ou censuras servirão, apenas para torná-los maiores.

Quase sempre a longa expectativa, em torno de certas concessões que disputamos, não é senão o amadurecimento do assunto para que não falhem minudências importantes.

Não queremos dizer que será mais justo te acomodes à inércia. Desejamos asseverar que impaciência é precipitação e precipitação redunda em violência.

Para muitos, a serenidade é a preguiça vestida de belas palavras. Os que vivem, porém, acordados para as responsabilidades que lhes são próprias sabem que paciência é esperança operosa: recebem obstáculos por ocasiões de trabalho e provações por ensinamentos.

Aguarda o melhor da vida, oferecendo à vida o melhor que puderes.

O lavrador fiel ao serviço espera a colheita, zelando a plantação.

A casa nasce dos alicerces, mas, para completar-se pede atividades e esforços de acabamento.

Não te irrites.

Quem trabalha pode contar com o tempo. Se a crise sobrevém na obra a que te consagras, pede a Deus, não apenas te abençoe a realização em andamento, mas também a força precisa para que saibas compreender e servir, suportar e esperar.




Emmanuel / Francisco Cândido Xavier





Fonte: do livro "Caminho Espírita"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

AMOR (PREMA) - A BASE DE TUDO

Amor (Prema) não pode ser afetado ou modificado por considerações de casta, credo ou religião; ele não pode ser manchado por inveja, malícia ou ódio.

Preserve o Amor contra o envenenamento por estes males; esforce-se para cultivar os sentimentos desprovidos de ódio e livres de distinção.

A raiz de todas as religiões, a substância de todas as escrituras, o ponto de encontro de todas as estradas, a inspiração de todos os indivíduos é o Princípio do Amor (Prema). É o alicerce mais firme para a missão da vida de cada ser humano. É a Luz que assegura paz e prosperidade mundial.

Preencha cada palavra sua com Amor. A palavra que emerge de sua língua não deve apunhalar como uma faca, nem ferir como uma flecha ou bater como um martelo. Ela deve ser uma base de doce néctar, um conselho de sabedoria espiritual consoladora (Vedanta) e um caminho suave de flores; ela deve verter paz e alegria.




Sathya Sai Baba




Fonte:http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O CONFLITO DOS OPOSTOS

Pergunto-me se existe tal coisa como o mal? Por favor, dê sua atenção, venha comigo, vamos investigar juntos. Dizemos que existe bem e mal. Existe inveja e amor, e dizemos que inveja é mal e amor é bem. Por que nós dividimos a vida, chamando isto de bem e aquilo de mal, criando, assim, o conflito dos opostos? Não que não exista inveja, ódio, brutalidade na mente e no coração humano, uma ausência de compaixão, amor, mas por que dividimos a vida na coisa chamada bem e na coisa chamada mal? De fato, não existe apenas uma coisa, que é uma mente não atenta? Certamente, quando há completa atenção, isto é, quando a mente está totalmente cônscia, alerta, vigilante, não existe tal coisa como bem ou mal; existe apenas um estado alertado. Aí bondade não é uma qualidade, não é uma virtude, é um estado de amor. Quando existe amor, não há bom ou mau, existe apenas amor. Quando você realmente ama alguém, não está pensando em bom ou mau, todo o seu ser está pleno desse amor. Apenas quando há a cessação completa da atenção, do amor, surge o conflito entre o que eu sou e o que eu deveria ser. Então, aquilo que eu sou é mau, e aquilo que eu deveria ser é chamado bom. Você olha sua própria mente e verá que no momento em que a mente para de pensar em termos de se tornar uma coisa, há uma cessação de ação que não é estagnação; é um estado de total atenção, que é bondade.





J. Krishnamurti






Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura:
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

UM LUGAR NA SOCIEDADE

Há homens e mulheres que não encontram o seu lugar na sociedade: sentem-se ignorados, menosprezados e, sobretudo, inúteis, o que é um dos piores sofrimentos que existem. Então, em que é que eles vão usar as suas energias?

Como não lhes dão a possibilidade de construir qualquer coisa, só lhes resta destruir tudo o que podem à sua volta. Não é que a sua natureza seja particularmente má, mas, quando alguém se sente injustamente tratado, ignorado, desconhecido, sente-se tentado a atrair a atenção cometendo atos de violência. E aí, evidentemente, faz-se notar. Mas para ganhar o quê?

Ser sensível ao olhar, à opinião dos outros, não é repreensível em si. Só que a autoestima de um ser humano, o sentido do seu próprio valor, nunca deve depender desse olhar, dessa opinião, mas da consciência do trabalho que ele faz em segredo no seu coração para o bem de todo o mundo.

Portanto, mesmo que pareça que a sociedade não necessita de vós, isso não deve afligir-vos: encontrareis sempre, aqui ou ali, onde fazer algo de bom, de belo. E, quer sejais reconhecidos, quer não, sentireis que cresceis interiormente.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 24 de janeiro de 2015

TODOS TÊM O SEU PAPEL NO DRAMA CÓSMICO

O silêncio é o primeiro passo no Sadhana, o que torna as outras etapas fáceis. Ele promove autocontrole, diminui as chances de raiva, ódio, malícia, avareza e orgulho. Além disso, você pode ouvir Seus passos somente quando o silêncio reina na mente. A Pureza abre as portas para a Devoção. Pureza interior e exterior são essenciais para instalar Deus dentro de seu coração. O serviço protege-o da agonia que você adquire com o sofrimento do outro; ele amplia sua visão, amplia sua consciência e aprofunda sua compaixão. Todas as ondas originam-se do mesmo mar e também se mesclam nele. Seva (serviço) ensina-o a ser firme neste conhecimento. Pratique Amor. Pratique a ausência de ódio. Ninguém deve ser encarado como secundário, inferior ou sem importância. Todos têm seu papel atribuído no drama projetado pelo Todo-Poderoso. Não despreze, insulte ou fira ninguém, pois, Ele está em todos os seres e seu desprezo torna-se assim um sacrilégio.




Sathya Sai Baba




Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ALEGRIA - ANJOS - BONS VOTOS

Alegria supra sensorial é um estado muito sutil e puro do ser. Nesse estado não ficamos envolvidos com os sentidos ou mesmo com as emoções ou sentimentos. Ele é experimentado puramente através da percepção do verdadeiro eu. Quando realmente experimentamos quem somos, quando experimentamos nossa bondade inata, quando sentimos nossa divindade  e magnificência, quando nos sentimos pertencendo à Deus, quando estamos em harmonia com os demais seres humanos, podemos ser bem-aventurados.

Anjos não colocam os pés no chão. Anjos são aqueles que voam. Eles não podem ser atraídos por nada que esteja abaixo. Se eles permanecem embaixo eles se tornam presas para os caçadores. Mas se eles ficam voando acima, ninguém pode fazer nada com eles. Portanto, não importa a beleza de uma gaiola dourada, não fique preso nela. Apenas aqueles que são sempre independentes e livres de escravidões podem chegar ao estágio voador.

Quando concentrados, os bons votos atuam como um raio laser que pode destruir as teias dos pensamentos negativos e inúteis ou promover projetos que, devido a opiniões contrárias e prejulgamentos, ficam paralisados. Nos relacionamentos, os bons votos trabalham como um bálsamo que cura corações machucados pelas memórias ácidas e emoções amargas, incentivando uma ligação digna. Bons votos libertam tanto aquele que envia quanto aquele que recebe. (The power of pure thoughts, Purity, September, 2013)




Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

PSICOLOGIA DA ALMA (7 RAIOS OU 7 CAMINHOS)

Psicologia da alma

“Do ponto de vista da psicologia esotérica, a evolução é a evolução da consciência, mediante a qual o fragmento da alma incrustado na personalidade, progressivamente identifica a sua fonte espiritual e se unifica com ela.” 1


Esta identificação progressiva começa quando a consciência dá mostra de estar saturada, saciada, ou desenganada dos aspectos mais materiais da personalidade e paulatinamente “presta seu olhar” para outro tipo de valores mais espirituais.

O Amor Impessoal ou Incluente, o Altruísmo, a Fé, Tolerância, Respeito, Aceitação, Inofensividade, Humildade, Paz, Silêncio Interior, Alegria, Beleza, Ternura, Bondade, Vontade-para-o-bem, Perdão, Responsabilidade, Equilíbrio, … são valores que, entendidos a partir da “consciência do coração” permitem à alma se aproximar da sua fonte espiritual.

A assimilação real (não intelectual e/ou interessada) destes valores por parte da consciência permite a esta poder reestruturar ou purificar seu corpo físico, emocional e mental, conquistando assim um maior acordo com a nova atitude que requer a aquisição destes novos valores.

Trata-se de um longo processo, (de vidas), no qual o corpo físico, graças à Luz ou Inteligência da Alma, deixa de ser egoísta e exigente com sua satisfação para se tornar purificado e disciplinado na correta expressão de um serviço altruísta eficiente.

Trata-se de um longo processo, (de vidas), no qual o corpo emocional, graças ao Amor da Alma, deixa de estar excessivamente centrado em seus próprios desejos para se tornar amorosamente compreensivo com a necessidade que há no coração de seu irmão.

Trata-se de um longo processo, (de vidas), no qual o corpo mental, graças à Intuição evocada pela Alma, deixa de ser orgulhosamente ambicioso para se tornar receptivo aos propósitos espirituais ou planos divinos para com a humanidade.


O retorno

Claramente este é o caminho de retorno de que fala a parábola do “filho pródigo” dos Evangelhos, onde, o filho, uma vez tendo saciado no caminho de partida todos os seus desejos e ambições materiais, entra em decadência e, sem recursos, amigos nem consolo, se volta para si e decide retornar à casa do Pai. Uma casa à qual só é possível voltar muito leve de bagagem, isto é, como diz a parábola: “sinceramente arrependido”, a simplicidade que permite recobrar a divindade perdida.

Tudo o que conseguiu no caminho de partida para o bem do “eu sou” deve ser devolvido para o bem do “tu és” no caminho de retorno. Na primeira parte do caminho se adquire experiência, na segunda se oferece sabedoria.


7 Raios ou 7 Caminhos

Há que entender que a consciência ou Alma compreende e expressa este caminho de retorno através de 7 formas diferentes. 2 (vide esquema no topo)

Os raios 1-7 são afins e trabalham com a vontade dinâmica. Os raios 2-6 com a compreensão amorosa. Os raios 3-5 com a inteligência que ilumina (dirige). O raio 4, por sua vez, “está só” no centro, ele, que é o que percebe com a mesma intensidade tanto o poder do de cima como do de baixo é o que luta pelo equilíbrio, evocando, com a necessidade que gera seu intenso conflito, a intuição criadora de beleza e harmonia. Mas, em última instância, o raio 4 tem mais simpatia pelos raios pares que pelos ímpares.

É muito importante entender esta variedade no planejamento que exercem as consciências para enfrentar o caminho, já que um excesso de identificação com a própria forma de avançar pode gerar incompreensão frente às outras práticas, igualmente corretas que a própria.


O raio da Alma e seus complementos

O Raio da Alma não varia durante as muitas vidas em reencarnação, mas sim, que em cada vida se dão múltiplos e variados padrões energéticos com os quais o Raio principal da Alma, segundo seja a necessidade evolutiva da Consciência que reencarna, deverá conviver e se complementar.

Esses padrões energéticos secundários (diferentes em cada vida)basicamente são o raio da personalidade que no caminho de retorno pode ser considerado um sub-raio do raio principal da Alma; os importantes raios menores que condicionam o corpo mental, emocional e físico; e as não menos importantes energias e tendências astrológicas, signo ascendente, solar, lunar, e seus regentes, oferecendo tudo isso uma rica inter-relação de matizes e oportunidades para o graduado reconhecimento do todo maior ou Fonte Espiritual.

Há que saber que à medida que se avança no caminho as diversas linhas de expressão têm tendência de se aproximar e se fusionar, daí que os grandes Sábios ou Mestres sejam capazes de expressar com Suas vidas uma poderosa síntese.

De um ponto de vista técnico astrológico, este último parágrafo é a razão principal pela qual em um horóscopo se pode observar que quanto mais evoluída é a consciência de seu dono, mas nitidamente ficam refletidos nele os raios, signos e planetas regentes que condicionam referida consciência.



- 1 este parágrafo entre aspas foi extraído da contracapa do livro de Alice Bailey “Psicologia Esotérica I”
- 2 o esquema das 7 diferentes formas de compreender e expressar a espiritualidade foi extraído do capitulo VIII do livro de Alice Bailey “Iniciação Humana e Solar”







Fonte do texto e da gravura:
LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com/