sábado, 13 de agosto de 2016

CONSCIÊNCIA - INSTRUMENTO DE LIBERTAÇÃO

O título deste artigo poderia ser também um questionamento: Afinal, o que é a consciência?

Recentemente, em uma sessão mediúnica da qual participei como médium, a equipe espiritual que acompanhava o trabalho permitiu-me a captação de uma imagem em que visualizei uma angustiada entidade que por trás de uma porta de ferro acenava desesperadamente como para chamar-me a atenção, ao mesmo tempo que demonstrando inquietação, caminhava de um lado para outro no diminuto espaço em que se encontrava.

Após a intermediação do dirigente do trabalho uma médium comunicou aos presentes da reunião que a entidade, devido ao estado de desequilíbrio mental em que se encontrava, não tinha condições e nem permissão da equipe espiritual para dar passagem por intermédio de um médium presente, pois a mesma encontrava-se fixada em um "quadro mental" da situação de seu desencarne ocorrido há muitos anos em um manicômio, resultante de uma remota vivência de atrocidades cometidas enquanto ostentava o poder sobre povos humildes e indefesos.

Percebi, então, após o comunicado da médium, que o que havia captado fora a projeção da sintonia mental (consciencial) da referida entidade que em um lampejo de lucidez acenara pedindo socorro. E a médium ao receber as informações da equipe espiritual acabara de "explicar" o significado simbólico da experiência, a qual teve um desfecho de auxílio ao irmão aprisionado, ou seja, de sua atormentada consciência que o mantinha prisioneiro de si mesmo.

No sentido neuropsicológico, portanto, convencional, o conceito de consciência vem a ser uma propriedade emergente das atividades computacionais realizadas pelas redes de neurônios que constituem o cérebro. O cérebro é visto essencialmente como um "computador" para o qual as excitações neurais (correspondentes à atividade sináptica) seriam os estados de informação fundamentais (equivalentes aos bits). A partir desta visão, certos padrões de atividades neurais teriam estados mentais correlatos, sendo que oscilações sincronizadas no tálamo e no córtex cerebral produziriam uma conexão temporária dessas informações e a consciência surgiria como uma propriedade nova e singular, emergente da complexidade computacional das redes neurais atuando em sincronia.

Em Filosofia, consciência é uma qualidade psíquica, isto é, que pertence à esfera da psique humana, por isso diz-se também que ela é um atributo do espírito, da mente, ou do pensamento humano. Ser consciente não é a mesma coisa que perceber-se no mundo, mas ser no mundo; para isso, a intuição, a dedução e a indução tomam parte. O autoconhecimento, isto é, a consciência reflexiva, pressupõe a consciência pré-reflexiva, ou seja, a autoconsciência.

No sentido moral de conceituação espiritualista, conforme o espírito Emmanuel, psicografado por Chico Xavier, em toda personalidade existe uma fagulha divina - a consciência - que estereotipa em cada espírito a grandeza e a sublimidade de sua origem; no embrião, a princípio rude nas suas menores manifestações, a consciência se vai despindo dos véus de imperfeição e bruteza que a rodeiam, debaixo da influência de muitas vidas de seu ciclo evolutivo em diferentes ciclos de existência, até que atinja a plenitude do aperfeiçoamento psíquico e o conhecimento integral de seu próprio "eu" que, então, se unirá ao centro criador do universo, no qual se encontram todas as causas reunidas e de onde irradiará o seu poema eterno de sabedoria e de amor. É a consciência, centelha de luz divina, que faz nascer em cada individualidade a ideia da verdade, relativamente aos problemas espirituais, fazendo-lhe sentir a realidade positiva da vida imortal, atributo de todos os seres da criação.

Diante do exposto, o que precisamos, principalmente terapeutas alternativos, cientistas, filósofos, profissionais da área da saúde oficial e religiosos da fé raciocinada, é trabalharmos unidos no sentido de associarmos a ciência à espiritualidade, porque considerando-se as evidências desta "umbilical" união, não existe mais razão de continuarmos defendendo pontos de vista isolados que mais dizem respeito ao ego pessoal do que a verdade que está posta à nossa frente. A ciência não sobreviria sem a espiritualidade, assim como esta precisa do homem de inteligência e iniciativa científica que desbrave o conhecimento e o desconhecido em busca de respostas.

Encontra-se no binômio ciência-espiritualidade o avanço do conhecimento humano em todas as suas áreas, assim como paralelamente a este crescimento, a evolução moral necessária. Quando no futuro, chegarmos a este patamar, não haverá mais diferenças ou injustiças sociais, pois a ambição ao poder e à ganância, imperfeições características do homem fixado em seu próprio "ego", deixará de existir porque a consciência humana estará voltada para o bem comum e para o Uno, o centro criador do universo. Mas para que isto possa acontecer em nível coletivo, comecemos, individualmente, a utilizar desde já o nosso ainda desconhecido instrumento de libertação chamado consciência.

"O ser humano é uma parte do todo que conhecemos como 'universo', uma parte limitada pelo tempo e pelo espaço. Ele se experimenta e experimenta seus pensamentos e sentimentos como algo separado do resto - uma espécie de ilusão de ótica da consciência. Essa ilusão é um tipo de prisão, pois nos restringe a desejos pessoais e a uma afeição voltada para poucas pessoas mais próximas. Nossa tarefa consiste em libertar-nos da prisão ampliando nosso círculo de compaixão para que abarque todas as criaturas vivas e a totalidade da natureza em sua beleza". ("O ser humano", Albert Einstein)






Flávio Luiz Gomes Bastos
Psicanalista Clínico de Orientação Reencarnacionista







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CAMINHO ESPIRITUAL - CAMINHO DE LUZ

O ser humano veio à terra para fazer um trabalho e, primeiro que tudo, um trabalho sobre si mesmo, para se superar. É claro que todos os dias vemos as pessoas irem para o trabalho, mas os esforços que elas fazem têm sobretudo o objetivo de assegurar a sua subsistência, a sua segurança material, o seu bem-estar e o dos que lhes são próximos. Elas não pensam no trabalho psíquico que as tornaria senhoras de todas as situações. Os religiosos contam com o Senhor para estar protegidos e até é para isso que lhe dirigem orações. Quanto aos descrentes, é da sociedade que eles esperam ajuda e socorro.

Pois bem, os humanos devem saber que nem o Senhor nem a sociedade irão protegê-los. Eles foram enviados à Terra para aprender, para se desenvolver, e as dificuldades, as provações que eles encontram, surgem precisamente para os obrigar a isso, eles não podem escapar a esse processo de aprendizagem, de desenvolvimento. Então, em vez de correr por toda a parte para protestar, exigir e pedir ajuda, cada um deve fazer um trabalho interior, pois é em si mesmo que primeiro encontrará os remédios, os consolos e a esperança.

Agora que vos comprometestes no caminho da luz, deveis prosseguir incansavelmente a vossa marcha sem vos questionardes sobre quando chegareis ao fim. Um após outro, os obstáculos cedem diante daquele que não se detém no caminho, pois ele pôs em movimento as poderosas leis da vida.

A vida espiritual é como a ascensão de uma montanha muito alta. Naqueles caminhos estreitos, árduos e escarpadas, é inevitável que passeis por momentos de fraqueza, de desânimo, e também podeis ter uma queda, mas isso não é razão para parardes. Por momentos, talvez tenhais mesmo a sensação de estar a morrer... mas ressuscitareis! No desânimo mais profundo, deveis agarrar-vos a essa misteriosa luzinha que permanece em vós: ela vos dirá que “a morte” pela qual estais a passar será seguida de uma ressurreição e que ninguém melhor do que vós pode socorrer-vos, pois todas as forças da vida estão em vós. E prosseguireis o vosso caminho para o cume.

A prática da vida espiritual começa por afinar a percepção que tendes do vosso ser interior e é normal que nem sempre fiqueis contentes com aquilo que descobris: limitações, lacunas, fraquezas. Mas isso não é razão para desanimardes e parardes o trabalho; pouco a pouco, ireis ganhar forças e alargar, enriquecer, o vosso domínio.

Alguém que está sentado numa cadeira pode imaginar que é capaz de realizar as maiores façanhas. Mas, se tenta levantar-se, caminhar, correr, saltar, mede o verdadeiro estado das suas forças; aí, é forçado a perder as suas ilusões. Na sua decepção, vai julgar-se mais fraco do que é, mas essa tomada de consciência é, na realidade, o começo da sua força. Sentis dificuldade em vos afastar do vosso modo de existência passado? Isso é a prova de que tentais avançar, esforçar-vos. Vós direis: «Sim, mas faz-me sofrer.» Vós sofreis, é certo, mas isso acontece porque tendes percepções novas, porque vos dirigis para um mundo novo.





Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ACENDA A LÂMPADA DA SABEDORIA ESPIRITUAL (JNANA)

Não se pode escapar da inquietação enquanto a ignorância fundamental persistir; simples mudança de ocupação, motivada pelo desejo por mais conforto ou pela necessidade de satisfazer algum gosto passageiro não oferecerão satisfação duradoura. É como a esperança de melhorar a situação em um quarto escuro pelo mero rearranjo de mobiliário. Em vez disso, se uma lâmpada estiver acesa, a passagem para o outro lado da sala torna-se mais fácil, mesmo sem reorganizar o mobiliário. Não há nenhuma necessidade de mexer nos móveis. Igualmente, neste mundo é difícil mover-se verdadeiramente, corretamente e pacificamente sem se chocar contra um ou outro obstáculo. Como, então, você terá sucesso? Acenda a lâmpada da sabedoria espiritual (jnana)! Deixe-a revelar a realidade! Isso resolverá todas as dificuldades. Você pode reivindicar que vive de acordo com o dharma, mas já avaliou se os seus atos são feitos em um espírito de dedicação ao Divino? Se assim for, eles autenticamente serão identificados como "dharmicos". (Dharma Vahini, capítulo 3)





Sathya Sai Baba





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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

VERDADEIRO SILÊNCIO

O silêncio é a expressão da paz, da harmonia, da perfeição, e proporciona as melhores condições para a atividade psíquica e espiritual. «Aprendei a fazer o silêncio em vós», dizem-nos os sábios. Mas o silêncio só por si não traz grande coisa; na vida espiritual, ele não pode ser um fim em si mesmo, a sua verdadeira função é permitir a expressão do pensamento, da imaginação criadora.

Sempre que vos é dado viver momentos de verdadeiro silêncio, em vós ou na natureza, esforçai-vos por criar, pelo pensamento, algo puro, caloroso, luminoso, poderoso. No dia em que conseguirdes fazer vibrar a atmosfera em torno de vós, todos os que vierem visitar-vos ou que passarem por esses lugares receberão um impulso para o bem. Limitar-se a ficar imóvel não serve para nada. É preciso aprender a ser vivo e criador, mesmo na imobilidade e no silêncio.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

DIVISÃO DE EXTERIOR E INTERIOR

Na realidade não existe a divisão de exterior e interior.

Trata-se de um processo, de um movimento unitário, e quando se compreende o exterior, está-se também compreendendo o interior.

Mas, infelizmente, separamos, dividimos a vida em fragmentos: exterior, interior, bom, mau etc.

Assim como dividimos o mundo em nacionalidades, com as consequentes aflições e guerras, assim também dividimos a nossa existência em interior e exterior.

Essa se me afigura a pior coisa que se pode fazer: fracionar a existência em diferentes fragmentos.

Aí é que reside a contradição, contradição em que quase todos nós nos vemos enredados e, portanto, em conflito.




J. Krishnamurti




Fonte: do livro "A Importância da Transformação"
Tradução de Hugo Veloso
Ed. Cultrix, São Paulo-SP
Fonte da Gravura:
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

TENACIDADE - ESFORÇOS RENOVADOS

Os humanos consideram os seus defeitos e as suas fraquezas como obstáculos ao seu desenvolvimento. Isso é verdade, mas não completamente. Se, em vez de se deixarem enfraquecer e derrotar por esses defeitos, eles procurarem uma maneira de se servir deles, descobrirão que estes podem ser-lhes úteis. Vós direis: «Úteis como? Os defeitos têm de ser combatidos, completamente destruídos.» Vós já tentastes e vistes que não é fácil! Fostes vós que vencestes?...

Todas essas tendências inferiores que considerais como fraquezas, na realidade são forças. Aprendei a sentir todas as energias que elas representam. Se afastardes todos os vossos adversários, se suprimirdes tudo o que vos resiste, quem trabalhará para vós, quem vos servirá?... A sensualidade, a ganância, a vaidade ou a cólera são forças. Decidi-vos a mobilizá-las e elas ajudar-vos-ão a avançar na direção espiritual que decidistes tomar.

O poder do homem reside nos pequenos esforços renovados todos os dias. Infelizmente, muitas vezes é nisso que as pessoas capitulam. De vez em quando, elas conseguem superar-se e realizar façanhas. Mas vencer sempre a inércia, a preguiça, estar vigilante, controlar-se... é difícil! Contudo, o verdadeiro poder reside nisso: na tenacidade. Nada resiste àqueles que não se deixam deter pelo caminho, pois eles fazem atuar leis poderosas perante as quais os obstáculos acabam por ceder.

Muitos de vós concentram as suas energias no esforço de um instante! Se não sois bem-sucedidos, desistis, e é por isso que continuais a ser fracos. O verdadeiro poder adquire-se à custa de pequenos esforços renovados. Aprendendo a trabalhar de um modo contínuo, vós conseguireis encontrar o ritmo conveniente que vos permitirá ganhar terreno pouco a pouco. E que energias vós recebeis então para continuardes o vosso trabalho!





Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
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REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

Os anjos são leves porque não tem arrogância, esta é a origem de sua pureza. É a arrogância que deseja coisas. É ela que não gosta de coisas ou pessoas. É ela que é contra um e favorável a outro. É ela que não nos permite ceder às nossas próprias ideias para apoiar as ideias dos outros. Tanto a leveza como a pureza dos anjos é resultado da conquista da humildade sobre a arrogância. (Liliani Duarte, Revista Vida Plena, Março, 2005)

A razão para o descontentamento é a falta de realização. Quando uma pessoa está preenchida, ela é capaz de dar algo aos outros. Mas se falta algo, não é possível dar. Contentamento significa estar preenchido. Deus está sempre preenchido, por isso Ele é chamado de Oceano. Um rio às vezes seca, mas oceanos não. Torne-se então um mestre oceano como o Pai. Seja contente e dance de felicidade. Assim não haverá conflito nos seus relacionamentos. E mesmo que haja conflito com alguém, você não se afetará por isso. Obstáculos ou confusão serão como um jogo. Mesmo problemas serão um meio de diversão porque você tem conhecimento. Devido a sua fé constante, você será sempre vitorioso e contente.

Generosidade é mais do que dar dinheiro ou coisas materiais. É dar o eu, que não tem preço. No espírito de colocar os outros na frente, aqueles que abraçam a simplicidade doam seu tempo livremente aos outros. Isto é feito com gentileza, abertura, intenções puras e sem expectativas ou condições. As sementes das ações generosas dão frutos abundantes. (BK Andatta, Being and Living as a Trustee, World Renewal, September, 2004)

Apreciação é ser grato à vida pela chance de experimentá-la sem expectativas, sem apegos. Quando há apego não pode haver apreciação. Na polaridade entre estar extremamente envolvido ou distante de algo ou alguém, não pode haver apreciação. Então, apreciação é deixar as coisas serem, permitir que as coisas aconteçam. É viver na contínua maravilha de experimentar um estado agradecido sem a palavra “obrigado” em nossas mentes. (Luis Riveros)




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

MEDIUNIDADE SEM PRECONCEITO

De maneira mais ampla, em mediunidade, certos aspectos não podem deixar de ser considerados por aqueles que, sem preconceito, se dispõem a estudar o fenômeno, que não se prende apenas e tão somente aos padrões estabelecidos e aceitos pela vulgaridade.

Abaixo, enumeramos alguns deles:

- o espírito comunicante não carece, necessariamente, de estar fisicamente presente no recinto em que o médium esteja se entregando ao transe.

- na maioria das comunicações, escritas ou verbalizadas, o médium não reproduz senão a essência do pensamento do espírito que por ele se expressa.

- no ato mediúnico de natureza inteligente, a interpretação sempre cabe ao medianeiro, junto ao qual a independência do espírito comunicante é sempre relativa, e jamais absoluta.

- em determinados comunicados mediúnicos, ao suprir essa ou aquela deficiência do espírito, a interferência do médium chega a ser enriquecedora, e, portanto, desejável.

- não raro, o próprio espírito do médium pode-se comunicar com maior proveito que o faria um espírito que, por ele, se manifestasse.

- no estado de transe, o espírito do médium pode, inclusive, se manifestar como outra personalidade que haja animado em vida anterior.

- quase sempre, na gleba psíquica do médium, o espírito lança apenas a semente da ideia que deseja transmitir, deixando ao médium o trabalho de fazê-la florescer.

- na maioria dos médiuns, o que se rotula de fenômeno psicofônico ou psicográfico não passa de fenômeno de ordem intuitiva.

- em muitas ocasiões, o espírito que se manifesta pelo médium é o seu espírito protetor, que, então, assume, junto a ele, o papel de médium de outros espíritos.

- determinados espíritos emprestam as suas identidades (leia-se “nomes”) às comunicações que, em essência, não lhes pertencem de todo.

- o que o médium pensa e sente, ou seja, a sua formação intelectual e doutrinária, estabelece canais seletivos aos espíritos que o procuram, que, praticamente, não encontram ensejo de contradizê-lo.

- o fenômeno mediúnico de natureza intelectual se passa, integralmente, na esfera do pensamento, com a imaginação do médium criando o cenário para a história que o espírito pretende contar.

Os aspectos aqui relacionados, e outros mais que, no momento, nos escapam, autorizam-nos definir a mediunidade idônea como sendo percepção a serviço da Vida Imortal, dando ensejo a que o espírito, encarnado ou desencarnado, demonstre a sua independência da matéria.

O resto, a meu ver, é mero detalhe, no qual, com certeza, muitos se perdem, e continuarão a se perder, em polêmicas infindáveis, dando repasto à própria vaidade e personalismo.






Dr. Inacio Ferreira* / Carlos A. Baccelli

* Inácio Ferreira de Oliveira (1904 – 1988)
   Médico psiquiatra





Fonte: Mensagens Espíritas
https://temporecord.wordpress.com/page/194/
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QUANDO SE OFERECE TUDO A DEUS, A BARREIRA DO EGO É REMOVIDA

Os meios de obter a Graça Divina são: Bhakti (devoção), Prapathi (rendição), Niyama (disciplina ética), Vicharana (investigação) e Deeksha (determinação). Quando tiver êxito nesses testes, você experimentará a Graça do Divino. A devoção deve manifestar-se em todas as ações. Tudo feito por amor a Deus, e como uma oferenda a Deus, torna-se devoção. O devoto se enche de amor e o compartilha com todos os outros. As nove formas diferentes de adoração são apenas meios para cultivar a devoção. Mas o objetivo de todos eles é experimentar unidade com o Divino. Prapathi significa rendição total - oferecendo tudo ao Divino. O sentimento de ego separa o indivíduo do Divino. Quando o indivíduo oferece tudo a Deus, a barreira do ego é removida. De todas as doenças a que o homem está propenso, aquela decorrente de ahamkara (ego) é a mais mortal. A única panaceia para esta doença é a rendição à Vontade do Divino. (Divino Discurso, 21 de janeiro de 1988)





Sathya Sai Baba





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HISTÓRIA DA GOLDEN DAWN

Um clérigo inglês, Rev. A. F. A. Woodford passeava em Londres, ao longo da Farrington Street. Entrou na loja de um vendedor de livros de ocasião e aí encontrou manuscritos cifrados e uma carta em alemão. Isto se passou em 1880. O Rev. Woodford começou lendo a carta em alemão. Essa carta dizia que aquele que decifrasse o manuscrito podia comunicar-se com a sociedade secreta alemã “Sapiens Donabitur Astris” (S. D. A.), através de uma mulher, Anna Sprengel. Outras informações lhe seriam, então, comunicadas se ele fosse digno delas.

O Rev. Woodford, maçom e rosa+cruz, falou de sua descoberta a dois de seus amigos, o Dr. Woodman e o Dr. Winn Westcott, todos os dois eruditos eminentes e além do mais cabalistas. Ocupavam postos elevados na maçonaria. O Dr. Winn Westcott era “coroner”, posto jurídico muito conhecido dos leitores de romances policiais ingleses. Um “coroner” desempenha ao mesmo tempo o cargo de médico legista e de juiz de instrução. Em caso de morte suspeita, reunia um júri que pronunciava um veredicto, podendo, eventualmente, haver intervenção da justiça e da polícia. Em todo caso, Woodman e Westcott ouviram falar da “Sapiens Donabitur Astris”. Trata-se de uma sociedade secreta alemã composta, sobretudo de alquimistas. Essa sociedade, graças aos medicamentos de alquimia, salvou a vida de Goethe que os médicos comuns haviam desistido de curar.

O fato é perfeitamente conhecido e a Universidade de Oxford publicou um livro: “Goethe, o Alquimista”. A SDA parece existir ainda em nossos dias; estava ligada aos “círculos cósmicos” organizados por Stephan George, que combateram Hitler. O Conde von Stauffenberg, organizador do atentado de 20 de julho de 1944, fazia parte desses círculos cósmicos. O último representante conhecido da SDA foi o Barão Alexander von Bernus. (Autor do livro “Alquimia e Medicina”)

Westcott e Woodman decifraram facilmente o manuscrito e escreveram a Anna Sprengel. Receberam instruções para prosseguir nos trabalhos. Foram auxiliados por outro maçom, um personagem indeterminado, de nome Samuel Liddell Mathers, casado com a irmã de Henri Bergson. Era um homem de cultura espantosa, mas de ideias muito vagas. Redigiu o conjunto inédito dos “rituais Mathers”. Tais rituais se compõem de extratos do documento alemão original, de outros documentos de posse de Mathers, e mensagens recebidas pela Srª Mathers, pela clarividência. O conjunto foi submetido à SDA na Alemanha que autorizou o pequeno grupo inglês a fundar uma sociedade oculta exterior, isto é, aberta. A sociedade chamou-se “Order of the Golden Dawn in the outer”: Ordem da Aurora Dourada no Exterior. Em 1º de março de 1888, essa autorização foi dada a Woodman, Mac Gregor, Mathers e ao Dr. Westcott.

Em 1889, o nascimento dessa sociedade foi anunciado oficialmente. É interessante notar que foi a única vez no século XIX, assim como no século XX, que uma autoridade esotérica qualificada, a SDA, dá uma autorização para fundar uma sociedade exterior.

A sociedade começou a se desenvolver e atraiu homens de inteligência e cultura indiscutíveis. Citemos Yeats, que deveria obter o prêmio Nobel de Literatura, Arthur Machen, Algernon Blackwood, Sax Rohmer, o historiador A. E. Waite, a célebre atriz Florence Farr e outros. Os melhores espíritos da época, na Inglaterra, faziam parte da Golden Dawn. O centro ficava em Londres. Seu chefe, o Imperador, era W. B. Yeats. Havia outros centros na província inglesa, e em Paris, onde Mathers passa a residir, de preferência.

O ensinamento diz respeito à linguagem enoquiana de John Dee, cuja tradução é dada desde o primeiro grau do primeiro nível.

O ensinamento era em língua enoquiana; sobre alquimia, e, sobretudo sobre a dominação de si mesmo. Desde o segundo degrau do primeiro nível, o candidato era tratado de maneira a eliminar todos os seus males mentais e todas as suas fraquezas.

Durante milênios o homem sonhou um estado de consciência mais desperto que seu próprio despertar. A Golden Dawn chegou a isso. Sem dúvida. O que parece não tão certo, mas pelo menos provável, foi que a Golden Dawn chegou a traduzir o alfabeto enoquiano de John Dee, e que seus dirigentes leram a obra de John Dee, a de Trithème e, talvez, o manuscrito Voynich.




Jacques Bergier





Fonte do texto e da gravura: Golden Dawn Brasil
http://goldendawn.com.br/

A VIDA QUOTIDIANA

Deus deu-nos a vida, mas, para estarmos verdadeiramente vivos, não devemos ficar sem fazer nada. Depende de nós reforçar a vida que recebemos, torná-la mais bela, mais sutil. A vida tem uma infinidade de graus. Aqueles que permanecem nos seus graus inferiores só podem comunicar com as realidades que estão ao seu nível. Eles cortam interiormente a ligação com a Fonte divina e esse corte dá-lhes pouco a pouco a sensação de que nada tem sentido, para eles já não existe um poder superior que governa o universo, quer se lhe chame Deus ou um outro nome. Quando se fica com a sua consciência num nível tão baixo, como é que se pode captar alguma coisa das realidades sublimes, como é que se pode sentir regozijo com a existência de Deus? Não se sente Deus nem em si próprio nem no exterior de si. Para se sentir a vida divina, primeiro é preciso divinizar a sua própria vida. Só a vida divina em nós pode despertar os centros espirituais que nos permitirão sentir a presença de Deus em nós, em todos os seres e em todas as coisas.

A vida quotidiana é como uma corrente que vos arrasta, por vezes sem terdes o tempo e a possibilidade de vos aperceberdes da direção para a qual ela vos arrasta. É por isso que estais continuamente a deixar-vos “apanhar” por todo o tipo de atividades e compromissos que, no momento, vos parecem úteis, razoáveis; mas, algum tempo depois, apercebeis-vos de que perdestes muito tempo e muita energia para obter poucos resultados. Isto não quer dizer que deveis dedicar-vos exclusivamente a trabalhos espirituais. Na realidade, qualquer atividade pode ser benéfica, mas só se tivestes a precaução de vos agarrar bem a um alto ideal, a uma filosofia divina. No dia em que aprenderdes a construir em vós mesmos algo de sólido, de estável, em torno desse centro que é o vosso espírito, todas as vossas atividades, até as vossas distrações, contribuirão para alimentar a vida em vós. O espírito que habita num ser não rejeita o seu fígado, os seus intestinos ou os seus pés, com o pretexto de que eles não são tão nobres como ele. Tudo está no seu lugar e o espírito serve-se de tudo, mas permanece no centro. E é porque o espírito permanece no centro que esse ser está vivo.





Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 9 de agosto de 2016

REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

Recolher-se é desapegar. É dar um passo atrás da situação atual. É me distanciar da influência das situações externas que me prendem nas teias dos sentimentos e emoções. Para que eu possa me recolher é crucial entender que não preciso ficar apegado aos acontecimentos rotineiros ou às marés da vida. A meditação me ajuda a construir esse poder. Aprendo a ficar mais quieto. Falo menos. Penso menos. Desenvolvo uma disciplina interior. Para isso, preciso considerar minha mente como minha filha. Não devo repreendê-la por pensar negativo mas tratá-la com cuidado e amor. Isto trará perseverança e finalmente o poder de recolher-se.

Precisão é usar o tempo para fazer seu trabalho bem e sem erros. Mas há uma dimensão mais sutil que se refere aos bons poderes intuitivos. Estar no lugar certo e na hora certa também é precisão. Todos nós temos uma pequena voz interior que nos diz se algo não está muito correto. Quando desconsideramos esta voz, fazemos algo impreciso. Quando agimos de acordo com a voz interior geralmente ficamos agradavelmente surpresos sobre como tudo acabou tão bem. Precisão também é aproveitar as dicas que surgem em muitas situações na vida. Esses são os avisos e sinais que falam para nós, mas discretamente. Se estivermos conectados, notaremos.

Quando há autorrespeito a mente fica estável mesmo nos momentos mais desafiantes e difíceis. Em retorno, isso traz um julgamento correto que permite discernir o que é o certo e errado. Julgamentos corretos levam a ações corretas. Autorrespeito é quando sou capaz de apreciar minha singularidade e dar atenção a mim mesmo. Autorrespeito cria estabilidade que me torna leve e fácil diante das situações. E o sucesso vem como resultado.

Aqueles que são livres de preocupação tem a habilidade de transformar o que parecia ser uma situação negativa em algo muito positivo. Isso é possível porque o estado da mente é calmo. Pessoas assim pensam criativamente e conseguem ver o que está além da situação. Há clareza na tomada de decisão a ação rápida. Também não há perda de tempo. Quando sou despreocupado eu fico satisfeito comigo por consegui ver o positivo e encontrar soluções imediatas ao invés de olhar para o problema e me preocupar com ele. Esse silêncio interior dá um sentimento de poder que naturalmente leva à transformação.




Brahma Kumaris





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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

FIXAÇÕES E RESGATES DO PASSADO

Independentemente dos traços de caráter que trazemos de outras vidas, torna-se imprescindível à qualidade de vida do indivíduo a necessidade de saber direcionar sua vida conforme as suas escolhas em uma ordem de prioridades, ou seja, estabelecer, conforme critérios próprios, o que ele deseja para a sua vida.

No entanto, este autocentramento, este senso de orientação equilibrado em relação à própria vida, inicia nos tenros anos do indivíduo quando este começa a ter os primeiros contatos com os seus progenitores ou substitutos. Por isso, torna-se de suma importância a responsabilidade dos pais ou substitutos no sentido de "canalizarem", através da educação consciente, as más tendências de caráter que seus filhos trazem de outras vidas. A educação responsável, sob o ponto de vista psicológico, é a única forma de modificar-se positivamente um padrão comportamental de características negativas.

Em "Tendências: reflexos do passado" (O Reformador, n° 2.135), A. Merci Borges explica-nos que "é importante que o renascimento não ocorre aleatoriamente; há sempre uma programação com finalidade útil para o espírito renascente. Portanto, reencarnar não tem por objetivo único cumprir provas e expiações mas, sobretudo, promover o crescimento do espírito. Quanto maior o crédito acumulado mais curto se torna o caminho que conduz aos ideais superiores. Daí, a responsabilidade dos pais de investir na educação, no aprimoramento moral dos filhos ainda no período infantil, a fim de que a reencarnação deles seja proveitosa".

E conclui, Borges: "Assim, o conjunto de hábitos morais e intelectuais, adquiridos e aprimorados por uma educação bem direcionada, se agregarão às tendências inatas arquivadas ao longo da caminhada evolutiva e jamais se perderão com a desintegração da matéria".

Trago à pauta o tema do autodirecionamento, pelo fato de serem muitas as pessoas adultas que nos procuram com o objetivo inconsciente de obterem uma orientação no rumo de suas vidas. A maioria são indivíduos na faixa dos vinte ou trinta anos de idade que, angustiados com a falta de sentido em suas vidas, buscam na psicoterapia resgatar a orientação paterna ou materna que ficou "perdida" nos idos anos de suas infâncias. E dependentes da orientação parental que na realidade jamais ocorreu, permanecem fixados no passado, vendo o fluxo de suas existências bloqueado pela falta de segurança psicológica no sentido das escolhas ou decisões importantes que são negligenciadas pela falta de autodirecionamento.

Portanto, quando os pais ou substitutos por "n" motivos falham, cabe aos psicoterapeutas, através de suas metodologias investigativas do inconsciente, localizar no passado do paciente onde encontra-se esse "vazio" que tanta falta faz ao atual adulto e estimulá-lo por intermédio do processo terapêutico à necessária compreensão de sua situação para que a lacuna do pretérito seja preenchida pelo conteúdo da conscientização transformadora em relação a si mesmo. Nesta abordagem, a principal finalidade da psicoterapia é resgatar do passado o sentido de corrigir o rumo da história do indivíduo na relação direta da necessidade de ele próprio, com segurança e confiança, visualizar o direcionamento de sua vida.

O amor de forma equilibrada, dispensado à educação de uma criança, por si só poderá transformá-la em um adulto autocentrado e autodirecionado para o enfrentamento dos desafios de sua experiência vital.

"Como esperar o aprimoramento da humanidade sem a melhoria do homem, e como ajudar o homem renovado sem o amparo à criança?" (Emmanuel / Chico Xavier)






Flávio Luiz Gomes Bastos
Psicanalista Clínico e Reencarnacionista







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QUANTO OURO E PEDRAS PRECIOSAS POSSUÍMOS?

Quaisquer que sejam as circunstâncias, o prazer nunca deve ser tomado como um critério. Ou pelo menos é preciso saber que ele é um critério muito insuficiente. Porque, geralmente, aquilo que agrada aos humanos alimenta mais frequentemente os seus instintos do que a sua alma e o seu espírito. Como se prova isso? Basta ver aquilo em que eles encontram prazer: comer, beber, seduzir homens ou mulheres, jogar a dinheiro, viver luxuosamente, abusar do poder, vingar-se etc.; as possibilidades não faltam. Mas, assim, onde é que eles irão parar?

Ao procurar o prazer, cada um só pensa em si. O seu prazer é para ele; ele não procura o prazer dos outros, mas somente o seu. Assim, restringe o seu campo de consciência e, para obter esse prazer e o defender, é muitas vezes obrigado a usar métodos detestáveis, exige, ameaça. Quando lhe acontece ficar privado desse prazer, é violento, vingativo, e os outros, que o acham insuportável, não deixam de lhe fazer sentir isso. Então, que vantagens pode ele tirar verdadeiramente da sua forma de agir?

Calculai o tempo que passais todos os dias a comer, a dormir – o que, evidentemente, é útil, indispensável –, mas também a falar indiscriminadamente, a ocupar-vos com futilidades. Os anos passam, assim, longe da verdadeira vida, a vida da alma e do espírito. Que bagunça, que desperdício! E é por isso que, no dia em que tiverdes de partir para o outro mundo, estareis pobres e nus.

Impregnai-vos da ideia de que, ao deixardes este mundo, as únicas pedras preciosas que levareis serão as vossas virtudes, o único ouro será o vosso saber e as únicas vestes serão os ornamentos da vossa alma. No momento da morte, fica-se como aquelas pessoas que, por serem expulsas, têm de deixar as suas terras, as suas casas, os seus móveis: elas apressam-se a ir aos seus cofres para levar o ouro e as joias, que são os únicos objetos de valor graças aos quais, trocando-os por dinheiro, poderão sobreviver. Quando a morte chega, só se pode levar as suas qualidades e virtudes, tem de se abandonar tudo o resto. Então, perguntai a vós próprios, a partir de hoje, quanto ouro e pedras preciosas possuís.





Omraam Mikhaël Aïvanhov






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REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

A bateria do carro descarrega quando o carro não é ligado regularmente. O mesmo acontece com a alma. Se eu não me volto para dentro, se não fico silencioso e se não me refresco, fico descarregado. Me sinto cansado. Se continuo a olhar para os outros; se fico descontente com algo; minha bateria também descarrega. Para não descarregar, eu tenho que aprender a ser sempre contente. Como? Quando me lembro de Deus, eu me recarrego e o mundo todo se beneficia.

Aquele que vive plenamente tem a característica de abraçar o que vem. Nesse sentido, abraçar significa aceitar os outros como são e o mundo como é. Pessoas assim não perdem tempo com qualquer tipo de resistência como culpar, reclamar ou criticar. Elas não levam nada para o lado pessoal e nunca rejeitam ninguém. Elas são capazes de transformar todas as diversas formas de negatividade que possam vir no caminho. (Mike George, Dare to live, Clear Thinking, 04/07/10)

Que você seja um doador de suporte para todos e que você se torne vitorioso com base na fé. Aquele que tem fé no intelecto se torna vitorioso. Porém, ele não fala sobre sua vitória e sim aumenta a coragem nos outros. Ele não tenta fazer os outros parecerem inferiores a si, mas se torna um doador de suporte. Ele eleva aqueles que caíram. Ele sempre permanece longe do que é inútil. Ser livre de desperdício é ser vitorioso.

Bons votos são pensamentos puros que geram sentimentos puros e uma atitude que traz felicidade para o eu para os outros. Começa com uma mente limpa e alcança o coração que é honesto. Cultivar bons votos pelos outros é uma ação silenciosa e incógnita. Por isso é livre de ego. Ter bons votos é como dar uma vitamina a alguém, cria ânimo e entusiasmo instantaneamente.





Brahma Kumaris






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domingo, 7 de agosto de 2016

PSICOSES E VIDAS PASSADAS

A psicanálise, através de sua visão psicodinâmica, informa-nos sobre a existência de três grandes estruturas do inconsciente humano: as neuroses, as perversões e as psicoses, sendo esta última, um estado de confusão mental acompanhada de delírios e alucinações, sendo as auditivas (ouvir vozes) as mais comuns. A psicose, portanto, vem a ser um desmoronamento do mundo simbólico e de sua relação com a realidade consensual.

No entanto, como a tendência atual é de uma perspectiva interdisciplinar no sentido do tratamento das consideradas "doenças mentais", o Dr. Mario Sergio Silveira, em entrevista concedida à Érika Silveira (Revista Cristã do Espiritismo - n° 27), através de uma ótica espiritual, define a psicose como "a impossibilidade de construir uma personalidade, um eu atual, em razão da predominância das subpersonalidades anteriores, ainda presas aos dramas ocorridos em outros tempos, incluindo também os demais co-participantes que não se libertaram pelo benefício que somente o perdão poderia proporcionar. Deste modo, o ego, esta instância psíquica responsável pela noção de identidade e pelo critério de realidade, não pode operar, uma vez que não se constituiu, ficou com um "defeito" que chamamos "preclusão". Como a vivência da realidade é função do estado de consciência (postulado transpessoal), o ser fica a mercê da invasão de outras vivências de realidade. E aí estamos na experiência psicótica", conclui.

Em relação a recursos médicos e espirituais para evitar ou minimizar um quadro psicótico, Mario Sérgio lembra-nos "que a prevenção primária depende da evolução moral da humanidade". E, a respeito da importância do exercício consciente da maternidade e da paternidade, completa: "Quando pais mais equilibrados recebem em família espíritos em desajuste, maiores são as chances de recuperação, pois estes espíritos desajustados têm mais possibilidades de construírem uma nova personalidade sadia".

No sentido de "minimizar" um quadro psicótico, ou seja, tratar, terapeutizar, ele entende que o avanço psicofarmacológico associado às antigas e novas psicoterapias, assim como a terapia ocupacional, as terapias complementares e os centros espíritas e os centros de umbanda - na dimensão espiritual - são opções de profilaxia e tratamento.

Sobre a psicose sendo tratada através de uma visão interdisciplinar no Hospital Espírita Bom Retiro, de Curitiba, o Dr. Mario Sérgio relata-nos o caso de uma menina de 14 anos, com o diagnóstico de hebrefenia *, que, conforme a psicanálise, é a perda do mundo objetivo ou de todo interesse, onde o ego não realiza atividade alguma com a finalidade de "defender-se", onde recai no passado refugiando-se nos tipos infantis de receptividade passiva, talvez intra-uterinos e de existência mais ou menos vegetativa: "Ela chegou no hospital muito prostrada, afeto embotado, confusão mental, ouvindo vozes, apresentando grande dificuldade de contato. Foi medicada com psicofármacos, estimulada a participar de atividades terapêuticas, porém pouco respondia. Seu nome foi incluído no SAE - Serviço de Atendimento Espiritual. No grupo de desobsessão, foi atendida em desdobramento (projeção), o que facilitou muito o contato, pois adquiria maior consciência. Assim, nós soubemos que o tio que a abusou sexualmente, tendo desencadeado seu surto, tinha sido seu marido numa outra existência, quando em estado de embriaguez a matou. O próprio tio, em desdobramento, admitiu que preferia não ter nenhum parentesco, pois a desejava como mulher. Soubemos, também, que o obsessor, desafeto de outra existência, planejou sua vingança agindo sobre seus centros nervosos, de modo a embaralhar suas memórias de vidas passadas, como um arquivo que tivesse suas fichas todas misturadas".

E no seguimento de seu relato de caso, Mario Sergio conclui: "Felizmente, tivemos a oportunidade de ajudá-la a acessar estas memórias, revivendo-as e "fechando estas portas", uma a uma, num total de quatro encarnações. O obsessor foi afastado para tratamento e a equipe espiritual relatou a realização de uma espécie de cirurgia nos tecidos sutis de seu perispírito, reconstituindo o "buraco" que havia sido aberto pela ação espiritual. Não é preciso dizer que sua melhora foi surpreendente para os parâmetros da psiquiatria".

Em relação a outros casos atendidos no mesmo hospital, subjetivamente, Silveira refere-se ao núcleo "família" como importante fator de evolução ou, como é o enfoque, de desencadeamento de situações conflitantes que dizem respeito ao pretérito: "Em outros casos, encontramos, através do desdobramento, personalidades de outras encarnações que se recusam a aceitar o novo corpo, a família atual, geralmente composta de desafetos de outras existências, e também a condição social que ora se encontram. São almas orgulhosas, arrogantes que não desejavam reencarnar e passar pela experiência retificadora. Provavelmente, se trata de reencarnações compulsórias".

Para finalizarmos, o Dr. Mario Sergio responde sobre qual o tratamento mais adequado para o paciente psicótico: "O tratamento adequado é interdisciplinar, no mínimo. No Hospital Espírita Bom Retiro caminhamos rumo a transdisciplinariedade, numa visão bio-psico-sociocultural e espiritual, onde o espiritual ocupa o centro de integração dos diversos saberes, das diversas disciplinas e especialidades. Precisamos superar a divisão, a compartimentalização, caminhando para uma visão integral. Precisamos abandonar o formalismo, seja científico, filosófico ou religioso. Em suma, o tratamento médico, psicoterápico, ocupacional, familiar, energético e espiritual, de forma integrada".


MENSAGEM: "É necessário que confiemos que todos nós temos um Eu Divino, onde mora a saúde, a paz e principalmente o amor que tudo equilibra, dentro de um tempo que é transitório e diante da vida que é eterna. A tarefa desta encarnação é a de nos reencontrarmos com o nosso verdadeiro Eu, ainda encoberto pela sombra de nossos enganos na caminhada evolutiva". Dr. Mario Sérgio Silveira


* forma de esquizofrenia que surge na puberdade, com incoerência na fala e nas atitudes, comportamento tolo ou inapropriado; esquizofrenia hebefrênica (minha nota - conf. dicionário)






Flávio Luiz Gomes Bastos
Psicanalista Clínico de Orientação Reencarnacionista






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AS DUAS FACES DO DHAMMA (Dhamma (em páli: धम्म) ou Dharma (em sânscrito: धर्म))

Nosso primeiro encontro com o Buddhismo nos confronta com um paradoxo. Intelectualmente, ele parece ser o deleite do livre pensador: sóbrio, realista, não dogmático, quase científico, em sua estrutura e em seu método. Mas, se entramos em contato íntimo com o Dhamma vivo, descobrimos logo que ele tem um outro lado que parece ser a antítese de todos os nossos pressupostos racionalistas. Ainda aqui não encontramos credos rígidos ou especulações aleatórias, mas não deixamos de encontrar ideais religiosos de renúncia, contemplação e devoção; um corpo de doutrinas lidando com temas que transcendem a percepção sensorial e o pensamento; e - talvez o que seja mais desconcertante - um programa de treinamento no qual a fé aparece como uma virtude cardeal e a dúvida como um obstáculo, barreira e grilhão.

Quando tentamos determinar nosso próprio relacionamento com o Dhamma, nos vemos desafiados a descobrir um sentido nessas duas faces aparentemente irreconciliáveis: a face empírica, voltada para o mundo, que nos diz para investigar e verificar as coisas por nós mesmos; e a face religiosa, voltada para o além, aconselhando-nos a dissipar nossas dúvidas e depositar a confiança no Mestre e no seu Ensinamento.

Um modo de resolver esse dilema é aceitar somente uma face do Dhamma como autêntica, rejeitando a outra como espúria ou supérflua. Assim, com o pietismo tradicional buddhista, podemos abraçar o lado religioso da fé e da devoção, mas nos afastar da visão de mundo mais realista e da tarefa da inquirição crítica; ou, com a apologética buddhista moderna, podemos exaltar o empirismo do Dhamma e a semelhança com a ciência, mas nos defrontarmos embaraçosamente com o lado religioso.

Ainda assim, uma reflexão sobre os requisitos de uma espiritualidade buddhista genuína, torna claro que ambas as faces do Dhamma são igualmente autênticas, e que ambas devem ser levadas em consideração. Se fracassarmos em fazê-lo, não somente nos arriscamos a adotar uma visão parcial do ensinamento, mas nosso próprio envolvimento com o Dhamma será, provavelmente, dificultado por atitudes parciais e conflitantes.

O problema, entretanto, permanece: como integrar as duas faces do Dhamma sem cair em contradição? Sugerimos que a chave para alcançar essa reconciliação e assegurar assim a consistência interna de nossa própria perspectiva e prática repousa na consideração de dois pontos fundamentais: primeiro, o propósito condutor do Dhamma; segundo, a estratégia empregada para alcançar tal propósito. O propósito é a obtenção da libertação do sofrimento. O Dhamma não tem como objetivo a aquisição de informação fatual sobre o mundo, e assim, apesar de uma compatibilidade com a ciência, seus objetivos e preocupações são necessariamente diferentes daqueles da ciência. Primária e essencialmente, o Dhamma é um caminho de emancipação espiritual, de libertação da roda de nascimento, morte e sofrimento repetidos. Oferecido a nós como o meio insubstituível de libertação, o Dhamma não busca o mero assentimento intelectual, mas demanda uma resposta que deve ser totalmente religiosa. Ele nos chama do fundo do nosso ser; e de lá, ele desperta a fé, a devoção e o compromisso apropriados quando o objetivo final de nossa existência está em jogo.

Mas, para o Buddhismo, a fé e a devoção são somente incentivos que nos impelem a entrar e perseverar ao longo do caminho; elas não podem, por si mesmas, assegurar a libertação. A causa primária da prisão e do sofrimento – ensina-nos o Buddha - é a ignorância com relação à verdadeira natureza da existência; assim, na estratégia buddhista de libertação, o instrumento primário deve ser a sabedoria, o conhecimento e visão das coisas como elas realmente são. Investigação e inquirição crítica, calmas e descompromissadas, constituem o primeiro passo em direção à sabedoria, capacitando-nos a dissipar nossas dúvidas e ganhar uma compreensão conceptual das verdades das quais depende a nossa libertação. Mas a dúvida e o questionamento não podem continuar indefinidamente. Uma vez tendo decidido que o Dhamma será nosso veículo para a libertação espiritual, devemos embarcar nesse veículo, devemos deixar nossa hesitação para trás e entrar no curso do treinamento que nos levará da fé para a visão libertadora.

Para aqueles que se aproximam do Dhamma com o objetivo de gratificação intelectual ou emocional, inevitavelmente ele revelará duas faces, e uma delas permanecerá sempre uma incógnita. Mas se estivermos preparados para nos aproximar do Dhamma segundo seus próprios termos, como um caminho de libertação do sofrimento, não haverá, de modo algum, duas faces. Ao contrário, veremos o que estava lá desde o começo: a face única do Dhamma, a qual, como qualquer outra face, apresenta dois lados complementares.




Bhikkhu Bodhi






Fonte: do livro “Pensando o Buddhismo”
Este artigo apareceu na Newsletter n. 2 do Outono de 1985.
Tradução de Ricardo Sasaki - Equipe Nalanda
Edições Nalanda, 2000
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O EU E A ALMA (O EU NATUREZA E O OUTRO EU)

Considerai que, em vossa personalidade, existem dois órgãos que dirigem a consciência: um que conheceis, que vos faz dizer “eu”, e outro muito mais poderoso, que não conheceis. É para esse segundo eu, a alma, o alter ego, que devereis agora transmitir a direção. E podeis fazê-lo. Se o fizerdes, não tereis necessidade de vos agitar. Todas essas tensões desgastantes, essa torrente de sofrimentos e de misérias, deslizará sobre vós; vossos problemas serão resolvidos de maneira totalmente diferente. Vós, o eu nascido da natureza, não tereis mais necessidade de vos agitar, pois o Outro estará ativo em vós.

Não devereis ver nisso uma incitação à preguiça ou à displicência; não tomeis isso em sentido negativo, porém no sentido das palavras do Sermão da Montanha: “Buscai primeiro o reino de Deus”  que está em vós  “e todas as coisas vos serão dadas por acréscimo”.

Vivereis e experimentareis a vida de uma maneira nova; estareis no mundo, porém já não sereis do mundo.




J. van Rijckenborgh e Catharose de Petri






Fonte: do livro "A Gnosis Chinesa : comentários sobre o Tao Te King de Lao Tsé"
Tradução : Lectorium Rosicrucianum, 2. ed., Jarinu, SP, 2010
Escola Espiritual da Rosacruz Áurea
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JNANA YAJNA - CONHECIMENTO PRÁTICO E SABEDORIA

Quando o ego desaparece, o conhecimento brilha como sabedoria.

Jnana Yajna é especialmente recomendado para todos pelas escrituras. Jnana não significa simplesmente conhecimento adquirido a partir de estudiosos e livros, mas, na verdade, conduzir-se de acordo com esse conhecimento. Conhecimento nunca pode amadurecer em sabedoria enquanto o ego persistir na ânsia de resultados para satisfazer seus desejos. Quando o ego desaparece, o conhecimento brilha como sabedoria. Quando yajnas são executados exclusivamente para a paz e prosperidade do mundo (Loka-Kalyan), eles chegam a Deus. Jnana revela que em cada sacrifício, Deus é o Incitador, o Promotor, o Sacrificador, o Sacrifício, o Produto alcançado e o Destinatário do produto. Deus é o consumidor de toda a oferta sagrada (Yajnabhuk); Ele é o guardião do yajna (Yajna-bhrith) e seu intérprete (Yajna krith). Ele é tudo; é somente quando Ele é tudo que o ato torna-se um verdadeiro yajna. Se esta atitude puder saturar todas as atividades, ela santificará cada momento de sua vida e a tornará um yajna. (Discurso Divino, 02 de outubro de 1981)




Sathya Sai Baba






Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
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O MAIS BELO SORRISO (NOSSOS TRAÇOS FÍSICOS)

Tudo o que nós trazemos inscrito hoje no nosso corpo, no nosso rosto, primeiro foi preparado, formado, no nosso psiquismo, pois existe uma lei absoluta, implacável, segundo a qual cada pensamento, cada sentimento, desencadeia correntes de forças que produzem efeitos até no plano físico. Claro que isso não é imediatamente visível. Ao longo de um dia, nós somos atravessados por múltiplas emoções, sensações fugidias, e, embora esses estados de consciência se inscrevam imediatamente algures na nossa matéria sutil, não se fixam profundamente no nosso corpo físico nem sequer no nosso rosto.

Na vida corrente, o nosso rosto exprime o capital em ação, isto é, o que estamos a viver, e isso corresponde como que a uma ligeira ondulação à superfície da água. Só são profundamente inscritos em nós os movimentos desencadeados já há muito tempo e repetidos muitas vezes. Sabendo isso, vós compreendeis o poder que tendes para modelar o vosso corpo e os traços do vosso rosto.

É extraordinário ver como um sorriso pode transformar os rostos inexpressivos ou mesmo ingratos. Como um bom sorriso é acompanhado por um bom olhar, esse olhar cheio de amor, de bondade, expande uma tal luz que os traços do rosto parecem fundir-se nela: já só se vê essa luz. Então, que alegria, que conforto pode proporcionar-nos esse sorriso! É como um presente de que não se estava à espera. E o sorriso do sol quando emerge das nuvens para nos envolver com a sua luz!...

Mas o mais belo, o mais desejado, o sorriso a que toda a nossa alma aspira, é o que Deus nos concede depois de termos passado por sofrimentos aos quais pensávamos que não conseguiríamos sobreviver. Quando esse sorriso surge, a escuridão, a angústia, o medo, as imagens ameaçadoras, desaparecem, tudo se ilumina e se harmoniza. Esse sorriso vale mais do que todas as riquezas e todas as outras alegrias da terra. Nenhuma violência pode conquistá-lo, só o amor, a esperança e a fé. Muitas vezes, é preciso esperar durante bastante tempo para merecer um tal sorriso. Ele é a maior das recompensas.





Omraam Mikhaël Aïvanhov






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sábado, 6 de agosto de 2016

JUSTIÇA NA ESPIRITUALIDADE


Como atua o mecanismo da Justiça no Plano Espiritual?

No Mundo Espiritual, decerto, a autoridade da justiça funciona com maior segurança, embora saibamos que o mecanismo da regeneração vige, antes de tudo, na consciência do próprio indivíduo. Ainda assim, existem aqui, como é natural, santuários e tribunais, em que magistrados dignos e imparciais examinam as responsabilidades humanas, sopesando-lhes os méritos e deméritos. A organização do júri, em numerosos casos, é aqui observada, necessariamente, porém, constituída de espíritos integrados no conhecimento do Direito, com dilatadas noções de culpa e resgate, erro e corrigenda, psicologia humana e ciências sociais, a fim de que as sentenças ou informações proferidas se atenham a precisa harmonia, perante a Divina Providência, consubstanciada no amor que ilumina e na sabedoria que sustenta.

Há delinquentes tanto no Plano Terrestre quanto no Plano Espiritual, e, em razão disso, não apenas os homens recentemente desencarnados são entregues a julgamento específico, sempre que necessário, mas também as entidades desencarnadas que, no cumprimento de determinadas tarefas, se deixam, muitas vezes, arrastar por paixões e caprichos inconfessáveis.

É importante anotar que quanto mais inferior é o grau evolutivo dos culpados, mais sumário é o julgamento pelas autoridades cabíveis, e, quanto mais avançados os valores culturais e morais dos indivíduos, mais complexo é o exame dos processos de criminalidade em que se emaranham, não só pela influência com que atuaram nos destinos alheios, como porque o Espírito, quando ajustado à consciência dos próprios erros, ansioso de reabilitar-se perante a vida e diante daqueles que ama, suplica por si mesmo a sentença regenerativa que reconhece indispensável à própria restauração.





Francisco Cândido Xavier / André Luiz





Fonte: do livro "Apostilas da Vida", Ed. IDE
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal