segunda-feira, 22 de julho de 2013

A DUALIDADE CRIA CONFLITO

Conflito de qualquer tipo – fisicamente, psicologicamente, intelectualmente – é um desperdício de energia. Por favor, é extraordinariamente difícil compreender e estar livre disto porque a maioria de nós é educada para lutar, fazer esforço. Quando estamos na escola, essa é a primeira coisa que nos ensinam, fazer esforço. E essa luta, esse esforço é levado pela vida afora, ou seja, para ser bom você tem que lutar, deve brigar como o diabo , resistir, controlar. Assim, educacionalmente, sociologicamente, religiosamente, os seres humanos são ensinados a lutar. Dizem a você que para encontrar Deus você tem que trabalhar, se disciplinar, praticar, retorcer e torturar sua alma, sua mente, seu corpo, negar, suprimir; que não deve olhar; que deve lutar, lutar, lutar nesse chamado nível espiritual que não é absolutamente nível espiritual. Então, socialmente cada um é por si, por sua família.Assim, por todo lado, estamos desperdiçando energia. E esse desperdício de energia em essência é conflito: o conflito entre “Eu deveria” e “Eu não deveria”, “Eu devo” e “Eu não devo”. Uma vez criada a dualidade, o conflito é inevitável. Então a pessoa tem que compreender esta totalidade do processo da dualidade não que não existe homem e mulher, verde e vermelho, luz e escuridão, alto e baixo; tudo isso são fatos. Mas no esforço que passa por esta divisão entre o fato e a ideia, há desperdício de energia.



 
J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ATRAVESSANDO MOMENTOS DIFÍCEIS


Se ultimamente você tem achado mais difícil ficar inspirado ou proativo, tenha a certeza de que não está sozinho. O calendário kabalístico nos dá conhecimento de que existem determinados momentos do ano em que o universo se encontra alinhado de tal forma que sentimos que podemos alcançar tudo, enquanto existem outros momentos em que não sentimos sequer vontade de sair da cama. (...)

Muitos de nós podemos estar até enfrentando alguns desafios sérios ou nossa certeza pode estar sendo testada.

Ainda assim, os kabalistas ensinam que não importa o que aconteça, existe sempre uma forma de sair da escuridão e passar para a Luz. (...)

Como isso é possível?

O Rav sabia que existe na realidade mais Luz disponível do que o normal durante esses dias, porque os momentos difíceis são como uma pista de alta velocidade para a linha de chegada no sentido de manifestar nosso potencial maior. Ao transformar nosso egoísmo agora, quando é mais difícil fazê-lo, podemos apressar a remoção de tudo que nos segura, mudando padrões repetitivos e criando novos caminhos logo em seguida. Podemos nos tornar a pessoa melhor que estamos destinados a ser.

Com essa mudança em nossa consciência, nos damos conta de que não é um período para sentir medo, mas sim para despertar o senso de urgência para enfrentar o verdadeiro trabalho árduo que temos que realizar, a fim de causar uma mudança positiva em nossas vidas.

Qualquer quantidade de escuridão sempre é igual à quantidade de Luz que pode ser revelada. (...)

Seremos apresentados às coisas que precisamos mudar e receberemos oportunidades de nos elevar além das nossas limitações. Se agarrarmos essas oportunidades, sairemos do outro lado mais fortes, mais seguros e com maior consciência sobre nossas próprias aptidões.

Rav Yehuda Berg 
 
Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

CORPO - ENFERMIDADES - JUSTIÇA



1 - O que estrutura espiritualmente o corpo de carne?

Emmanuel - O corpo espiritual ou perispírito é o corpo básico, constituído de matéria sutil, sobre o qual se organiza o corpo de carne.

2 - O erro de uma encarnação passada pode incluir na encarnação presente, predispondo o corpo físico às doenças? De que modo?

Emmanuel - A grande maioria das doenças tem a sua causa profunda na estrutura semi-material do corpo espiritual. Havendo o espírito agido erradamente, nesse ou naquele setor da experiência evolutiva, vinca o corpo espiritual com desequilíbrios ou distonias, que o predispõem à instalação de determinadas enfermidades, conforme o órgão atingido.

3 - Quais os dois aspectos da Justiça?

Emmanuel - A Justiça na Terra pune simplesmente a crueldade manifesta, cujas consequências transitam nas áreas do interesse público, dilapidando a vida e induzindo à criminalidade; entretanto, esse é apenas o seu aspecto exterior, porque a Justiça é sempre manifestação constante da Lei Divina, nos processos da evolução e nas atividades da consciência.

4 - Qual a relação existente entre doenças e a Justiça?

Emmanuel - No curso das enfermidades, é imperioso venhamos a examinar a Justiça, funcionando com todo o seu poder regenerativo, para sanar os males que acalentamos.

5 - O que faz o Espírito, antes de reencarnar-se visando à própria melhoria?

Emmanuel - Antes da reencarnação, nós mesmos, em plenitude de responsabilidade, analisamos os pontos vulneráveis da própria alma, advogando em nosso próprio favor a concessão dos impedimentos físicos que, em tempo certo, nos imunizem, ante a possibilidade de reincidência nos erros em que estamos incursos.

6 - Que pedem, para regenerar-se, os intelectuais que conspurcaram os tesouros da alma?

Emmanuel - Artífices do pensamento, que malversamos os patrimônios do espírito, rogam empeços cerebrais, que se façam por algum tempo alavancas coercitivas, contra as nossas tendências ao desequilíbrio intelectual.

7 - Que medidas de reabilitação rogam os artistas que corromperam a inteligência?

Emmanuel - Artistas, que intoxicamos a sensibilidade alheia com os abusos da representação viciosa, imploramos moléstias ou mutilações, que nos incapacitem para a queda em novas culpas.

8 - Que emendas solicitam os oradores e pessoas que influenciaram negativamente pela palavra?

Emmanuel - Tarefeiros da palavra, que nos prevalecemos dela para caluniar ou para ferir, solicitamos as deficiências dos aparelhos vocais e auditivos, que nos garantam a segregação providencial.

9 - Que providências retificadoras pedem para si próprios aqueles que abraçaram graves compromissos do sexo?

Emmanuel - Criaturas dotadas de harmonia orgânica, que arremessamos os valores do sexo ao terreno das paixões aviltantes, enlouquecendo corações e fomentando tragédias, suplicamos as doenças e as inibições genésicas que em nos humilhando, servem por válvulas de contenção dos nossos impulsos inferiores.

10 - Todas as enfermidades conhecidas foram solicitadas pelo Espírito do próprio enfermo, antes de renascer?

Emmanuel - Nem sempre o Espírito requisita deliberadamente determinadas enfermidades de vez que, em muitas circunstâncias quais aqueles que se verificam no suicídio ou na delinquência, caímos, de imediato, na desagregação ou na insanidade das próprias forças, lesando o corpo espiritual, o que nos constrange a renascer no berço físico, exibindo defeitos e moléstias congênitas, em aflitivos quadros expiatórios.

11 - Quais são os casos mais comuns de doenças compulsórias, impostas pela Lei Divina?

Emmanuel - Encontramos numerosos casos de doenças compulsórias, impostas pela Lei Divina, na maioria das criaturas que trazem as provações da idiotia ou da loucura, da cegueira ou da paralisia irreversíveis, ou ainda, nas crianças-problemas, cujos corpos, irremediavelmente frustrados, durante todo o curso da reencarnação, mostram-se na condição de celas regenerativas, para a internação compulsória daqueles que fizeram jus a semelhantes recursos drásticos da Lei. Justo acrescentar que todos esses companheiros, em transitórias, mas duras dificuldades, renascem na companhia daqueles mesmos amigos e familiares de outro tempo que, um dia, se acumpliciaram com eles na prática das ações reprováveis em que delinquiram.

12 - A mente invigilante pode instalar doenças no organismo? E o que pode provocar doenças de causas espirituais na vida diária?

Emmanuel - A mente é mais poderosa para instalar doenças e desarmonias do que todas as bactérias e vírus conhecidos. Necessário, pois, considerar igualmente, que desequilíbrios e moléstias surgem também da imprudência e do desmazelo, da revolta e da preguiça. Pessoas que se embriagam a ponto de arruinar a saúde; que esquecem a higiene até se tornarem presas de parasitas destruidores; que se encolerizam pelas menores razões, destrambelhando os próprios nervos; os que passam, todas as horas em redes e leitos, poltronas e janelas, sem coragem de vencer a ociosidade e o desânimo pela movimentação do trabalho, prejudicando a função dos órgãos do corpo físico, em razão da própria imobilidade, são criaturas que geram doenças para si mesmas, nas atitudes de hoje mesmo, sem qualquer ligação com causas anteriores de existências passadas.

13 - Qual a advertência de Jesus para que nos previnamos dos males do corpo e da alma?

Emmanuel - Assinalando as causas distantes e próximas das doenças de agora, destacamos o motivo por que os ensinamentos da Doutrina Espírita nos fazem considerar, com mais senso de gravidade, a advertência do Mestre: “Orai e vigiai, para não cairdes em tentação”.




EMMANUEL/Francisco Cândido Xavier




Fonte: do livro “Leis do Amor”

Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

domingo, 21 de julho de 2013

GRATULAÇÃO

No torvelinho das aflições, fácil é para o homem esquecer-se das doações superiores com que o Senhor da Vida o aquinhoou.

Por qualquer insignificante problema, a contrariedade lhe tisna a lucidez, fazendo que blasfeme ou se desgaste em injustificável rebelião. Diz-se comumente que a vida não merece ser vivida, pois que somente decepções e lutas se amontoam por todo lado, em torva conspiração contra a paz.

E há tanta beleza e harmonia na Terra!

No entanto, acostumado às bênçãos, não as aquilata devidamente, reportando-se ao seu valor somente quando as circunstâncias o privam de qualquer uma dessas concessões.

Necessário é, portanto, sair um pouco do castelo do eu para examinar com lucidez a Casa do Pai Criador e valorizar os tesouros de que pode dispor, exaltando a glória do viver.

Se possuís visão, recorda os que a perderam. Se dispões da audição, pensa nos que não conseguem ouvir.

Se podes movimentar-te, evoca os limitados na paralisia.

Se desfrutas saúde, considera os padecentes das múltiplas enfermidades.

Se és aquinhoado com um lar, examina a situação dos desabrigados.

Se te fizeste pai ou mãe, tem em mente os que não lograram fruir tal aspiração.

Se reténs os valores transitórios, medita a respeito dos que nada possuem.

Mas se te escasseia esta ou aquela dádiva, tem paciência e espera.

Ninguém na Terra se encontra afortunadamente completo, como ninguém há que esteja em abandono total.

Aqueles que te parecem felizes, apenas parecem. E os que se te afiguram desgraçados, estão temporariamente resgatando dívidas, dirigidos por sábios desígnios.

Gratidão é rara moeda entre os homens. Habituados à ambição desenfreada, da vida somente desejam gozar, sem outra aspiração, aquela que conduz à plenitude permanente, a dos valores imperecíveis.

Os problemas são frutos da inércia do próprio homem que, negligente, acumula dificuldades, por egoísmo, desaire ou precipitação.

A vida é um desafio que merece carinhoso esforço de coragem e significativa contribuição de trabalho.

Ser grato pela oportunidade de crescer, significa o mínimo que se pode responder a esse empreendimento que é a reencarnação.

Todos rogam atingir novas metas, sem embargo não se fazem reconhecidos do Senhor pelos alvos lobrigados.

Gratidão, por isso, nas horas da agonia, como do testemunho, mediante a humildade ante as provações redentoras, necessárias.

Em qualquer situação em que te encontres, agradece a Deus, abençoando por meio da confiança no futuro as horas difíceis do presente.

Convidado diretamente ao desespero, não olvides as alegrias fruídas, e, conduzido à rebeldia, recua na direção da paz já desfrutada.

(...)



Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis



Fonte: do livro "Florações Evangélicas"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A ENERGIA CRIA SUA PRÓPRIA DISCIPLINA

Buscar a realidade requer imensa energia, e se um homem não está fazendo isto, ele dissipa sua energia de formas que criam danos, e assim a sociedade tem que controlá-lo. Ora, é possível liberar energia buscando Deus ou a verdade e, no processo de descobrir o que é verdadeiro, ser um cidadão que compreende as questões fundamentais da vida e que a sociedade não pode destruir? Veja, o homem é energia, e se o homem não busca a verdade, esta energia se torna destrutiva; consequentemente a sociedade controla e modela o indivíduo, o que abafa esta energia. E talvez você tenha notado um outro fato interessante e muito simples: que no momento em que você quer realmente fazer alguma coisa, você tem a energia para fazê-la. Essa própria energia se torna o meio de controlá-la, então você não precisa de disciplina exterior. Na busca da realidade, a energia cria sua própria disciplina. O homem que está buscando a realidade espontaneamente se torna o tipo correto de cidadão, que não é aquele de acordo com o padrão de um governo ou sociedade particular.





J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 20 de julho de 2013

CADA VIBRAÇÃO TENDE A ENCONTRAR OUTRA VIBRAÇÃO SEMELHANTE PARA SE FUNDIR COM ELA


A lei da afinidade ensina-nos que, uma vez que cada vibração tende a encontrar outra vibração semelhante para se fundir com ela, todas as criaturas, pelas suas vibrações, pelos seus comprimentos de onda, entram em relação com outros seres, outras entidades e outras forças do cosmos que têm os mesmos comprimentos de onda, as mesmas vibrações.

 
Assim, pelos seus pensamentos, sentimentos e atos, o homem entra em afinidade com regiões e entidades que vibram no mesmo comprimento de onda e, pela força da atração, mais cedo ou mais tarde eles irão encontrar-se.

 
Quer tenhais consciência disso, quer não, vós sois atraídos e absorvidos pela região com a qual estais em ressonância; vós mesmos determinais isso ao escolherdes o vosso ideal. Se o vosso ideal for a beleza, a luz, determinais-vos instantaneamente no alto, no mundo sutil. Mas é evidente que, para sentirdes as consequências disso no plano físico, ainda tereis de trabalhar muito...


Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

TRANSMUTAR CONHECIMENTO EM SABEDORIA

Sabedoria: a síntese do amor e conhecimento. (Divaldo Pereira Franco)

Ser sábio é não fazer do mundo um fim, quando ele não é senão um meio. (Pietro Ubaldi)

O conhecimento reside em cabeças com pensamentos alheios. A sabedoria em mentes que refletem por si mesmas. (Helena Petrovna Blavatsky)

A verdadeira sabedoria não apenas abrange a maneira de pensar e de agir da pessoa, mas também preocupa-se com as relações entre pessoas e com o ordenamento da sociedade. (N. Sri Ram)

Evita, domina, foge de tudo o que não for o bem! Isso desagradará aos insensatos, porém agradará aos sábios. (Dhamapada – Buda)

Da mesma forma que a rocha não é abalada pela tempestade, o sábio se mantém impertubável diante das censuras, ou dos elogios. (Dhamapada - Buda)

Em qualquer circunstância, o sábio não emprega palavras fúteis, nem se deixa levar pelo desejo; a dor e a alegria não o alteram. (Dhamapada – Buda)



Informações possuem pouco valor se não vivermos o que se entende ser correto. O conhecimento genuíno fundamenta-se na vivência e na consciência plena, o que resulta na sabedoria.

A sabedoria é a expressão pura do conhecimento direto da realidade. Emerge do interior do ser à medida que a consciência se expande e o conhecimento se torna vivenciado. A sabedoria está além da erudição, pois esta se constitui de informações geralmente teóricas.

A sabedoria fala tanto pelo silêncio quanto pela palavra e é transformadora e infinita, manifestando-se em graus de aprofundamento.

É fruto da união consciente da personalidade (nosso eu atual) com a alma (o "eu" superior permanente), e estimulada pelo amor à verdade.

O conhecimento pode apenas condicionar as pessoas mal preparadas para uma vida útil, mas sem objetivo. O condicionamento torna-se nefasto quando é visto apenas como posse, um fim e não como um caminho, um meio. Ao contrário, a sabedoria é liberdade e objetivo pleno.

Na realidade, a sabedoria tem como missão não somente a sabedoria em si mesma, mas também a erradicação das causas do sofrimento.

Sabedoria, portanto, é o conhecimento amplificado pelo amor, pela revelação (a herança espiritual da humanidade), pela compaixão e por um propósito elevado e em conformidade com o Plano Divino.


Prof. Hermes Edgar Machado Jr. (Issarrar Ben Kanaan)



Fonte da Imagem: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 19 de julho de 2013

COMUNICAÇÕES

"Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus." - (1 JOÃO, cap. 4, v 1)


Os novos discípulos do Evangelho, em seus agrupamentos de intercâmbio com o mundo espiritual, quase sempre manifestam ansiedade em estabelecer claras e perfeitas comunicações com o Além.

Se muitas vezes aparecem fracassos, nesse particular, se as experimentações são falhas de êxito, é que, na maioria dos casos, o indagador obedece muito mais ao egoísmo próprio que ao imperativo edificante.

O propósito de exclusividade, nesse sentido, abre larga porta ao engano. Através dela, malfeitores com instrumentos nocivos podem penetrar o templo, de vez que o aprendiz cerrou os olhos ao horizonte das verdades eternas.

Bela e humana a dilatação dos laços de amor que unem o homem encarnado aos familiares que o precederam na jornada de Além-Túmulo, mas é inaceitável que o estudante obrigue quem lhe serviu de pai ou de irmão a interferir nas situações particulares que lhe dizem respeito.

Haverá sempre quem dispense luz nas assembléias de homens sinceros, O programa de semelhante assistência, contudo, não pode ser substancialmente organizado pelas criaturas, muita vez inscientes das necessidades próprias. Em virtude disso, recomendou o apóstolo que o discípulo atente, não para quem fale, mas para a essência das palavras, a fim de certificar-se se o visitante vem de Deus.



Francisco Cândido Xavier/Emmanuel



Fonte: do livro "Caminho, Verdade e Vida" 
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

EGOÍSMO FINAMENTE DISFARÇADO

O desânimo de Arjuna era um caso de egoísmo finamente disfarçado. Ele foi um herói, até que chegou ao campo de batalha e tornou-se um covarde. Era tudo sobre "eu e meu", "eu vou para o inferno, eu preferiria implorar, eu não vou lutar contra o meu tio, meu guru, meu primo etc." "Eu e meu" são duas presas venenosas; elas devem ser removidas para que você se torne inofensivo. Krishna aconselhou Arjuna: "Você não está matando, por isso não seja vaidoso; eles são imortais; a sentença de morte de seus corpos já foi pronunciada e você está apenas executando a vontade de Deus!" Krishna tornou Arjuna consciente de si mesmo e removeu seus delírios. Arjuna percebeu que era apenas um instrumento nas mãos do Senhor. Você também deve aprender com essa lição, caso contrário, não haverá fim ao seu sofrimento. Sempre reze "Thamaso maa jyothirgamaya" - Conduza-me da escuridão para a luz. O egoísmo são as trevas (thamas); Rendição (Sharanagathi) é a luz.





Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

LIBERDADE DO CONDICIONAMENTO

O desejo de libertar a si mesmo do condicionamento apenas favorece o condicionamento. Mas se, em vez de tentar suprimir o desejo, a pessoa compreender todo o processo do desejo, nessa própria compreensão vem a liberdade do condicionamento. Liberdade do condicionamento não é um resultado direto. Compreende? Se eu me determino deliberadamente a me libertar de meu condicionamento, esse desejo cria seu próprio condicionamento. Posso destruir uma forma de condicionamento mas fico preso em outra. Ao contrário, se houver uma compreensão do desejo em si, que inclui o desejo de ser livre, então essa própria compreensão destrói todo o condicionamento. Liberdade do condicionamento é um subproduto; não é importante. A coisa importante é compreender o que cria o condicionamento.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 15 de julho de 2013

POR QUE O HOMEM SOFRE?

O homem sofre por causa de seu desejo ardente, desejo de possuir aquilo que não pode ser possuído e desejo de manter as coisas que são essencialmente transitórias para sempre consigo.

E a mais importante dessas coisas é seu próprio ego, sua própria persona.
 
Mas todas as coisas são transitórias.


Exceto pela mudança em si, tudo muda.
 
Na verdade, nada é porque tudo é somente um processo, então assim que alguém tenta possuir qualquer coisa, ela escorrega e se vai.
 
O possuidor em si está escorregando e indo constantemente!
 
Então há frustração, e então há sofrimento. 


Conheça isto bem, entenda isto bem e não haverá sofrimento porque então você levantou a raiz.


Osho, em "Uma Xícara de Chá"




Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

AS DOENÇAS DOS CORPOS INTERNOS

A insistência, por parte dos estudos gnósticos, em afirmar que o trabalho sobre si mesmo, a depuração de nossa psique de todos os chamados defeitos psicológicos – ou Ego – é a condição "sine qua non" para a aquisição da saúde perfeita, da longevidade e de uma qualidade de vida ideal para atingirmos a autêntica felicidade. Essa depuração cria condições de um equilíbrio estável dos nossos Corpos Internos (etérico, astral, mental e causal). Esses Corpos, quando em desequilíbrio, vibram num estado que chamamos comumente de “Doença”.

É do mundo das emoções e da mente onde se origina a maioria das enfermidades, loucuras e doenças existentes hoje. Acredita-se que as grandes guerras mundiais, as pavorosas epidemias, as grandes obsessões e taras que infestam ciclicamente o mundo são unicamente as consequências materiais dos estados interiores, resultados de uma série de poluições mentais que vemos na atualidade:

Falsa educação, músicas desarmônicas, mensagens subliminares absurdas, manchetes negativistas, sexualidade desenfreada, programas de tevê infestados de violência, gerando entre outras coisas o desrespeito a valores universalmente aceitos, como a família, a fraternidade, o livre-arbítrio etc.

Sem dogmatismos ou falso moralismo, acreditamos sinceramente que os atributos espirituais do ser humano são os verdadeiros alimentos para uma sociedade mais justa e perfeita.

Afirma-se que quando se gera coletivamente um estado emocional negativo, essa vibração é recolhida pelas dimensões superiores da Natureza. E quando as circunstâncias cósmicas e telúricas permitirem, essa energia armazenada retorna, desce, inexoravelmente ao mundo físico, aos que a geraram, criando assim os chamados Carmas individuais, coletivos, nacionais e até mesmo os planetários.

Exatamente como a umidade que é recolhida nos céus e depois de certo tempo cai em bendita chuva ou terríveis inundações…

Quando o ser humano viola as leis das causas naturais, essa violação é devolvida na forma de catástrofes, enfermidades, terremotos, morte e desolação. Por isso dissemos que o homem é um Deus em potencial. Ele tem o poder de criar ou destruir a si mesmo e a seu ambiente.

No mundo interior do homem ocorre o mesmo que no exterior. Quando leis são violadas, formas de agir e sentir são erroneamente manifestadas, ocorrem as chamadas enfermidades kármicas (desta e/ou de vidas anteriores). Aclaramos:

Doenças do Corpo Causal: Graves danos no corpo (ou da Vontade) podem produzir o "Karmaduro", o chamado karma inegociável, além de enfermidades como a Aids, a arteriosclerose, gota, males cardíacos e outros desequilíbrios da sociedade contemporânea.

Doenças do Corpo Mental: Um mental mal trabalhado em desequilíbrio pode gerar desde loucuras, cretinices, idiotias e outras doenças mentais, até insônias, anemias, cistites, ciática, raquitismo, enxaquecas, dores de cabeça crônicas etc.

Doenças do Corpo Astral: O astral normalmente é o campeão na produção e distribuição de enfermidades. Ali podem ser gerados desde os simples abscessos às bronquites, o bócio, alguns problemas cardíacos, câncer, diabetes, nefrites (rins), gangrenas, gastrites e úlceras gástricas, gripes, malária, hemorroidas, tuberculose etc.

Doenças do Corpo Etérico/Vital: Já as doenças originárias no corpo etérico (vital) são bastante interessantes de se analisar. Por ser contraparte energética do corpo físico, o etérico atua principalmente nos sistemas nervoso e imunológico: Irritações, alergias diversas, calvície, hiperidrose, convulsões, conjuntivites, epilepsia, diarreia, varizes etc.

Quanto às doenças eminentemente kármicas, ou seja, geradas por atos e/ou emoções negativas em passadas encarnações, podemos citar:

- A ira desenfreada gera a cegueira;
 
- A mentira contumaz cria deformidades físicas horríveis;
 
- O abuso da maravilhosa energia sexual é um dos causadores do câncer e da difteria;

- O medo e a insegurança geram rins e corações débeis;

- A ansiedade descontrolada e o ateísmo afetam os pulmões, além de induzir à malária, ao raquitismo e à tuberculose;

- A inveja debilita o estômago, os intestinos e o sangue;

- A luxúria ataca o cérebro, a memória, os olhos e debilita a vontade;

- O ódio enferma o fígado e o coração;

- A gula enferma a garganta, o estômago, o fígado, o pâncreas (diabetes);

- O medo e o egoísmo transtornam o cérebro, a mente, o coração, o estômago, o fígado e os sistemas circulatório e respiratório;

- A tuberculose é o fruto do abuso no ateísmo e diversos vícios, e na violação das leis divinas e naturais;

- A cólera produz a paralisia parcial do sistema capilar…

Diz-se: “Está vermelho de ira, branco de raiva… Tudo é sinônimo da supressão temporal da ação do grande motor da circulação, e tais perturbações influem seriamente no coração e no espírito.

Isso se deve a que nossos pensamentos, emoções e atitudes atraem átomos e energias inferiores que danificam nossos corpos internos, repercutindo no corpo físico da próxima encarnação (ou Retorno).

Significa que na próxima vida o código genético terá mais ou menos dificuldades em responder às ordens harmonizantes dos átomos divinos do Íntimo. 

(...)

Desalinhamento dos Corpos Internos

"Mens sana in corpore sano" - mente são em corpo são, é o que diziam os antigos… Uma vida interna saudável gera carmas positivos na vida, e quanto mais equilibrada for nossa vida, mais luminosos e saudáveis serão nossos corpos internos, refletindo no mundo físico grande vigor, saúde, potência sexual e equilíbrio mental.

Quando há algum abuso, seja de que natureza for, podem-se produzir rasgos, choques, rupturas das células sutis dos corpos internos, ocasionando doenças gravíssimas. Esses danos podem ter diversas causas: ambiente onde se concentram energias deletérias (muito estudadas pelo Feng Shui), larvas astrais, entidades negativas do astral (elementais trabalhados pela magia negra, magos negros, espíritos obsessores, energia de inveja de encarnados etc.), notícias muito negativas etc.

Essas causas podem gerar os seguintes distúrbios: Um grave dano no corpo mental ao transmitir-se reflexamente ao cérebro físico produzindo a loucura. A desconexão entre o corpo astral e o mental ocasiona loucura furiosa. Se não há ajuste entre o astral e o etérico, produz-se o idiota ou o cretino...

(...)

Enfim, demos uma pequena mostra de como nossa vida “moderna” e sedentária tem nos levado ao aumento dos volumes dos livros de catalogação de doenças das faculdades de medicina.

Graças a Deus não existem doenças incuráveis (com exceção do chamado "Karmaduro" ou "Kamaduro"), pois negar qualquer possibilidade de cura é negar a misericórdia do próprio Deus, fonte do princípio universal da Vida.

A grande mensagem dos grandes mestres-magos é da urgente necessidade de nosso retorno ao Jardim do Éden primordial, a Mãe Natureza. Ali, com certeza, seremos agraciados com seus mais belos frutos, como a saúde, a prosperidade verdadeira, a singeleza.

Quando retornarmos ao “suave jugo” e à simplicidade dos seres espirituais que nos rodeiam, teremos então encontrado a verdadeira fonte da eterna juventude e felicidade.
 
(...)



Fonte: baseado em artigo publicado no sítio "Gnosis OnLine"
http://www.gnosisonline.org/medicina-esoterica/as-doencas-dos-corpos-internos
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A CAMINHADA NA SENDA DO DISCIPULADO


Fala-se muito que o caminho espiritual é árduo e austero. Os grandes mestres da espiritualidade nos ensinam sobre uma certa austeridade como fator de preparação ao discipulado. Mas também nos indicam que é uma austeridade aparente. Significando, em verdade, o incentivo forte que capacita e conscientiza profundamente cada discípulo na necessidade atual da revelação, do exemplo e do serviço.

Por isto é que se fala em austeridade, porque “os discípulos são almas que entram nos reinos da força espiritual, tomam o que necessitam e desejam e trabalham com inteligência para que haja uma sensata distribuição de força energética, psíquica e espiritual dentro da zona escolhida de serviço”, como disse Alice Bailey.

A árdua disciplina constitui-se na preparação para o “reino”. E tal preparação é um grande desafio, pois “cada discípulo deve aceitar-se a si mesmo tal como é, em qualquer momento, com qualquer equipamento intelectual e espiritual de que disponha e sob quaisquer circunstâncias de vida. Então, cada um procura subordinar-se a si mesmo, seus negócios e seu tempo à necessidade do momento” (A. Bailey).

Sabemos perfeitamente que um conjunto de pessoas possui um enorme poder. E quando ouvimos falar na “esperança do mundo”, logo desejamos e almejamos um mundo melhor, mais justo, mais perfeito e mais iluminado. Porém, para que assim ocorra, deve-se crer no poder do conjunto agindo num mesmo propósito, numa mesma direção. E esta ocorrência está intimamente ligada à disciplina conseguida com persistência, ritmo e austeridade, tanto pessoal quanto grupal.

Mas quem poderá sabiamente, até certo ponto, guiar e esclarecer para que o mundo mude e melhore? Uma das respostas, e talvez a mais urgente em nossos dias, é a que sugere a necessidade de grupos de pessoas que consigam enxergar, pelo menos um pouco, além da ilusão e dos interesses pessoais, um discipulado como esperança do mundo. Grupos de discípulos que se preparem e se especializem para serem agentes das mudanças necessárias, em conformidade com o Plano Divino.

Se quisermos uma nova era, com um mundo melhor, deveríamos nos comprometer com esta visão e intenção. As energias e orientações espirituais encontram-se sempre prontas e à disposição de todos aqueles que as buscam com corretos propósitos. São energias espirituais profundas e cheias de oportunidades que se fazem sempre presentes e prontas para dar um novo impulso evolutivo.

Crises, choques, elevação de padrão de energias, avanços científicos, cultura etc., são fatores que provocam novos impulsos. Invocam e evocam direcionamentos mais superiores. Tudo está interligado. A Hierarquia espiritual, a Grande Fraternidade Branca, os Espíritos de Luz, atuam em diversos departamentos dos assuntos humanos (política, artes, ensino, ciência, sociedade etc.), e não apenas na “religião”. Tudo isto leva a uma “aceleração” evolutiva e a uma maior aspiração da humanidade.

O caminho espiritual é considerado árduo porque exige uma construção do ser em diversos níveis. Na verdade uma reconstrução. E mais exato ainda uma relembrança de si mesmo. Evoluir é relembrar, nos indicam os ensinamentos espirituais.

Talvez aí esteja o ponto forte daquilo a que denominamos de “construtivismo” na educação, cuja ideia central nos fala do sujeito construindo o seu próprio desenvolvimento e conhecimento. Esta ideia não é nova, pois já era defendida por Sócrates, Rousseau, Pestalozzi, Montessori, Piaget, Vygotsky e outros. Eles nutriam a ideia de que o homem é um ser integral (biológico, social, moral e espiritual) e viam, alguns deles, a existência de um princípio espiritual que determina o desenvolvimento numa interação com o meio ambiente. É a ideia de um ser espiritual em manifestação, e que, a partir de então, constrói o desenvolvimento. Portanto, uma relembrança e exteriorização do que já se é no íntimo, como um ser transcendente e divino.

Vários seres humanos têm elevado suas aspirações, buscado o caminho na senda, buscado a verdade. Isto tem como causa as muitas atividades em várias áreas do pensamento e atuação do ser humano e se processa no mundo inteiro. É uma tendência, uma necessidade evolutiva. E em todas as épocas há aqueles que se qualificam para isto, cada um dentro de uma área e de seu grau evolutivo.

Apesar das grandes e pequenas desordens mundiais, nacionais e locais, que percebemos diariamente, e que até nos desencorajam muitas vezes, é correto dizer que estas desordens são verdadeiros acontecimentos que provocam o surgimento de novos tempos. São choques provocando um despertar e uma tomada de consciência em vários setores humanos e que se traduzem como uma nova consciência e espiritualidade.

Eis, portanto, a importância da “austeridade” e de um discipulado mais consciente e desinteressado para este mundo.


Prof. Hermes Edgar Machado Jr. (Issarrar Ben Kanaan)



Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 13 de julho de 2013

OBSERVE COMO SE FORMAM HÁBITOS


Sem liberdade do passado não existe liberdade de fato, porque a mente nunca está nova, pura, inocente. Só a mente pura, inocente é livre. Liberdade não tem nada a ver com idade, não tem nada a ver com experiência; e me parece que a própria essência da liberdade está em compreender todo o mecanismo do hábito, tanto consciente como inconsciente. Não é uma questão de acabar com o hábito, mas de ver totalmente a estrutura do hábito. Você tem que observar como os hábitos são formados e como, negando ou resistindo a um hábito, outro é criado. O que importa é estar totalmente consciente do hábito, porque então, como você verá por si mesmo, não há mais a formação de hábito. Resistir ao hábito, lutar com ele, negá-lo, só dá continuidade ao hábito. Quando você luta contra um hábito particular, dá vida a esse hábito, e então o próprio lutar se torna outro hábito. Mas se você está simplesmente consciente de toda a estrutura do hábito sem resistência, então descobrirá que há liberdade do hábito, e nessa liberdade uma coisa nova acontece.É só a mente embotada, adormecida que cria e se prende ao hábito. Uma mente que está atenta de momento a momento, atenta ao que está dizendo, atenta ao movimento de suas mãos, de seus pensamentos, de seus sentimentos, descobrirá que a formação de mais hábitos chegou a um fim. Isto é muito importante de compreender, porque enquanto a mente está rompendo um hábito, e nesse próprio processo criando outro, ela obviamente nunca será livre; e só a mente livre pode perceber alguma coisa além dela mesma.



J. Krishnamurti




Fonte: do livro The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt

Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O REBELDE TEM DE APRENDER UMA NOVA ARTE

O rebelde é aquele que vive do seu próprio modo, que age conforme sua própria inteligência. Ele cria seu caminho andando por ele, não segue a multidão na estrada principal. 

A vida dele é perigosa - mas uma vida sem perigo não é vida. Ele aceita o desafio do desconhecido. Ele não encontra o desconhecido que vem do futuro preparado pelo passado. Isso cria a angústia da humanidade; o passado lhe prepara, e o futuro nunca vai ser o passado. O seu ontem nunca será o seu amanhã. 

Mas até agora é assim que o homem tem vivido: seus ontens o preparam para os seus amanhãs. A própria preparação se torna um obstáculo. Você não consegue respirar livremente, não consegue dançar livremente - o passado o podou de todas as maneiras. A carga do passado é tão pesada que todas as pessoas estão esmagadas sob ela. 

O rebelde simplesmente diz adeus ao passado. 

É um processo constante; assim, ser um rebelde significa estar continuamente em rebeldia - pois cada momento se tornará o passado; todos os dias se tornarão o passado. 

Não é que o passado já esteja na cova - você está passando por ele a cada momento. 

Assim, o rebelde tem de aprender uma nova arte: a arte de morrer para cada momento que passar, para que ele possa viver livremente no novo momento que chegou. 


Osho, em "Rebeldia: Uma Qualidade Essencial" 


Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 10 de julho de 2013

CULTIVE O AMOR (PREMA)

Cultive Amor (Prema) por todos; ele destruirá inveja, raiva e ódio. Deus e Desejo (Rama e Kama) não podem coexistir no mesmo coração. 

Confiança gera confiança, amor gera amor. Se você falar com outro com muito amor, ele não pode desenvolver ódio contra você. O amor torna o mundo todo aparentado. É o maior instrumento de concórdia. 

O agricultor planta as mudas e cuida delas com muito cuidado. Ele remove as ervas daninhas, destrói as pragas, rega as mudas como e quando necessário, espalha adubo e aguarda o dia em que pode fazer a colheita e encher seu celeiro. Igualmente, você deve cuidadosamente nutrir amor e arrancar as ervas daninhas do ódio e da inveja dentro de si. 

Use os óculos de amor e todo o mundo lhe parecerá amável e bom. Você terá o que busca, verá o que seus olhos desejam. Desenvolva uma visão sagrada, então você verá a santidade em todos os lugares.




Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SER FÁCIL

Se outras pessoas acharem difícil cooperar com você, mostre a elas pelo seu exemplo. 

Coopere com elas. 

Seja flexível e esteja pronto para mudar quando necessário. 

Esse é o poder de ajustar-se. 

Uma natureza fácil torna você fácil e os outros também. 

Deixe-se apenas ser. Vá com o fluxo. 

Para isso, auto educação é indispensável. 

Reserve um tempo para o aprimoramento interior. 

Mantenha a companhia de boas pessoas que incentivam seu esforço por uma mudança positiva.



Brahma Kumaris


Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A DESTRUTIVIDADE É A CONSEQUÊNCIA DE UMA VIDA NÃO VIVIDA

O psicólogo, filósofo humanista e sociólogo alemão Erich Fromm (1900-1980), conhecido popularmente por seu livro “A Arte de Amar” (1956), não é obviamente a única referência a definir as origens da destrutividade e agressão humanas, mas é uma das fontes mais interessantes sobre o assunto, e o que impressiona é essa relação direta que traça entre a destrutividade e o viver sem vida, sem expressão, sem espontaneidade - um realidade contemporânea apesar de nossa aparente liberdade. Uma das partes do seu trabalho foi estudar o caráter humano, e os dois trechos abaixo buscam decifrar essa característica da destrutividade, que, segundo ele, seria uma transformação da energia da vida gerada a partir dos cerceamentos da expressividade espontânea do viver. O primeiro trecho é do livro “Em Nome da Vida: Um Retrato Através do Diálogo“, publicado 6 anos após sua morte mas que contém a transcrição de palestras que Fromm realizou em 1970 para uma rádio alemã. O segundo é do seu primeiro livro, “O Medo à Liberdade” (Escape From Freedom), de 1941, da época em que Fromm viveu nos Estados Unidos, retirado da Europa depois da tomada do poder na Alemanha pelo partido nazista.

Fromm geralmente usa o termo destrutividade, talvez porque se refira a comportamentos consolidados nas pessoas, mas acredito que seja possível incluir o conceito de agressão nas duas descrições abaixo. Não a agressão no sentido “saudável”, digamos assim, como Fritz Perls definiria, mas a “agressão anti social“, contra os outros ou contra si mesmo. Uma interpretação particular dessa agressividade, e que pode servir de convite à mais reflexões nossas aqui, incluiria a agressividade mais comum, como a postura repetidamente crítica como traço de caráter ou a “contrariedade” como maneira de relacionamento com o mundo.

Uma ressalva importante é que essa destrutividade precisa ser compreendida no contexto mais amplo do trabalho inteiro de Fromm, onde ele apresenta a importância das assimilações sociais e o conceito da “liberdade de” (diferente da “liberdade para”), que indica claramente a influência de um ambiente cerceador. Em outro post pretendo trazer algum conteúdo sobre o que Fromm quer dizer quando fala em “vida não vivida”.

Seguem os dois trechos:

“Em última análise, pode-se dizer que uma pessoa que não encontra alegria na vida tentará vingar-se e preferirá destruir a vida a sentir que não consegue encontrar qualquer sentido em sua vida. Pode estar ainda viva fisiologicamente mas psicologicamente está morta. É isso que dá origem ao desejo ativo de destruir e à necessidade apaixonada de destruir tudo, incluindo a própria pessoa, em vez de confessar que nasceu mas não logrou se tornar um ser humano vivo. Isso é um sentimento amargo para quem o experimenta e não nos entregamos a mera especulação se admitirmos que o desejo de destruir decorre desse sentimento como uma reação quase inevitável.” ~ Erich Fromm, em “Em Nome da Vida: um Retrato Através do Diálogo” (For The Love of Life, 1986)

“Parece que a quantidade de destrutividade encontrada nos indivíduos é proporcional à quantidade em que a expansividade da vida é cerceada. Não estou me referindo às frustrações individuais deste ou daquele desejo instintivo, mas à frustração do todo da vida, ao bloqueio da espontaneidade do crescimento e da expressões das capacidades sensíveis, emocionais e intelectuais do homem. A vida tem um dinamismo interno por si mesma; a vida tende a crescer, a ser expressada, a ser vivida. Parece que se essa tendência é cortada, a energia dirigida à vida passa por um processo de decomposição e muda em energias dirigidas à destruição. Em outras palavras, a vontade de viver e a vontade por destruir não são fatores mutuamente independentes, mas estão em uma interdependência revertida. Quanto mais a vontade em direção à vida é cerceada, mais forte é a energia pela destruição; quanto mais a vida é realizada, menor a força da destruição. A destruição é a consequência de uma vida não vivida. As condições individuais e sociais que geram a supressão da vida produzem a paixão pela destruição que cria, por assim dizer, o reservatório da qual as tendências hostis particulares – seja contra os outros ou contra si mesmo – são nutridas”. ~ Erich Fromm, em “O Medo à Liberdade” (Escape From Freedom, 1941)


Nando Pereira



Fonte:  do blog DHARMALOG (blog sobre auto conhecimento)
http://dharmalog.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 9 de julho de 2013

A TRADIÇÃO TAMBÉM É UMA TRAIÇÃO

Jesus nasceu judeu: os judeus não o aceitaram. Buda nasceu hindu: os hindus não o aceitaram. É assim que sempre foi. Por quê? Porque sempre que um homem como Jesus ou Buda nasce, ele é tanta rebelião que tudo que está estabelecido é abalado.

Um homem comum vive no passado - e para o homem comum o passado é mais importante, porque o passado já está estabelecido, enraizado. Ele tem muita coisa do passado em jogo, tem muito investimento no passado. Por exemplo, se de repente vou até você e lhe digo que o modo como você está rezando é errado, e você esteve rezando desse modo por cinquenta anos - agora há muito em jogo. Acreditar em mim será acreditar que seus cinquenta anos foram inúteis. Acreditar em mim será desacreditar cinquenta anos da sua vida; acreditar em mim será acreditar que você esteve sendo um tolo durante cinquenta anos. Isso é demais! Você lutará, você se defenderá.

E quando se trata de toda uma raça... Por milhares de anos aquele povo esteve fazendo certas coisas e, então, vem um Jesus e bota tudo de cabeça para baixo! Tudo vira um caos novamente. Ele dissolve tudo que estava estabelecido, arranca tudo o que se pensava ser muito significativo, cria uma confusão. Mas ele não podia deixar de fazê-lo, porque ele trazia agora a coisa certa. Mas durante séculos você esteve acreditando que outra coisa era o certo. O que escolher — Jesus ou seu longo passado? O que escolher — Jesus ou a tradição?

Você sabe de onde vem a palavra “tradição”? Ela vem da mesma raiz que a palavra inglesa "trade" (comércio). Ela também vem da mesma raiz que a palavra "traitor" (traidor). A tradição é uma marca, é um negócio - e a tradição também é uma traição.

A tradição crê em certas coisas que não são verdadeiras — a tradição é uma traidora da verdade. Assim, sempre que chega a verdade, há conflito.



Osho, em "Palavras de Fogo: Reflexões Sobre Jesus de Nazaré"


Fonte: http://www.palavrasdeosho.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NOÉ - DILÚVIO - ARCA (UMA VIVÊNCIA INTERIOR)


Um aspecto pouco lembrado quando estudamos a Torá (Pentateuco) é que o povo judeu foi subjugado mais de uma vez por outras nações (Assíria, Babilônia, Egito etc.). É compreensível, portanto, que no cativeiro o povo judeu teve contato com o folclore e tradições desses outros povos e, num processo muito natural, acabou incorporando elementos estrangeiros ao seu.

A Gênese, por exemplo, é visivelmente uma interpretação ou visão da Saga de Gilgamesh (Babilônia). Sabemos que grandes enchentes e catástrofes ocorreram (como sempre ocorrem) em vários pontos do planeta. Praticamente todas as culturas antigas falam de uma grande cheia e, a partir desse fato, surgiram muitas histórias, narrações e mitos simbólicos.

Tendo em vista a degradação moral, mental e espiritual dos povos daquela época por um lado, e a ocorrência de uma grande enchente (ou várias enchentes) por outro lado, a associação tomou um sentido moral e teológico. Assim, em todas as tradições e mitos o homem era purificado de sua degeneração, colhendo dos males que ele mesmo plantou, pela ação dos elementos, no caso em questão, a água. Esta assume uma qualidade de purificadora e restauradora.

Mas o mais importante em todas as narrativas e mitos simbólicos é que acabam por esclarecer, mostrar e exemplificar os diversos aspectos da caminhada evolutiva humana. A lenda ou narrativa do "dilúvio", nos mostra, claramente, dentre inúmeras interpretações e ensinamentos válidos, duas lições: a primeira delas é que a natureza (o Criador) sempre preserva a criação, ou o melhor da criação, sob todas as circunstâncias. A segunda lição que podemos tomar é que quando momentos caóticos ("diluvianos") acontecem na vida humana, precisamos nos "salvar" construindo uma "arca", ou seja, um espaço interior para análise, reflexão e novos rumos na vida. O mesmo acontece com a humanidade como um todo.

Portanto, os relatos das Sagradas Escrituras, de todos os povos, nunca devem ser tomados literalmente, pois geralmente são atemporais e muito pouco se referem a fatos históricos reais. O valor está nas entrelinhas, na interpretação correta dos códigos simbólicos sempre a nos indicar e sugerir um esclarecimento atual, pessoal ou coletivo.




Prof. Hermes Edgar Machado Junior (Issarrar Ben Kanaan)




Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal