quinta-feira, 3 de outubro de 2013

MISERICÓRDIA - AMOR - PUREZA - AUTORRESPEITO - VIRTUDE

Sentimentos de misericórdia vem de um estado mental elevado. Comover-se ao ver a dor dos outros, manter os melhores votos e sentimentos elevados, dar consolo, considerar nossa própria felicidade e conforto como sendo secundários frente a vontade de ajudar outros - isso é ter sentimentos misericordiosos. Tudo isso acontece apenas quando nós deixamos de ter sentimentos egoístas.

O amor é uma das qualidades originais da alma humana. Porém, se misturou tanto com apego, possessividade e dependência, que tais hábitos profundamente arraigados foram sendo aceitos como normais. Como resultado, o ser humano tem dificuldade de perceber a verdadeira forma de amor puro, que é incondicional. A qualidade do amor significa: eu me importo, eu compartilho e, em especial, eu liberto. O verdadeiro amor espiritual nunca gera dependência onde os outros não podem ser eles mesmos.

Pureza é um estado de honestidade e limpeza onde sou o mesmo dentro e fora. É quando não engano a mim nem os outros. Consequentemente, não há espaço para artificialidade. Pureza é o estado da verdade original, onde nenhuma violência é cometida contra os outros ou contra mim. Quando o eu está em sua pureza original, os outros não podem prejudicar ou destruir isso, mesmo se tentarem, porque há uma aura natural de proteção que atua como uma barreira invisível. Alcançar esse nível de pureza é respeitar todas as coisas.

O começo de todas as fraquezas é a ausência da palavra: auto. Quando ela é removida de autorrespeito, o vácuo é preenchido pela expectativa de receber consideração dos outros. Dessa forma, nos tornamos dependentes de forças externas, ao invés de dependentes de poderes internos. Mas quando renunciamos o desejo de receber respeito e nos estabilizamos em um estágio elevado de autorrespeito, o respeito nos seguirá como uma sombra.

Virtude é a beleza de uma pessoa. É o que a torna adorável e única. É a cor, a forma, o design da personalidade. Sua mais pura expressão é revelada no olhar, no agir, no falar. Tudo aquilo que estiver próximo a ela estará preenchido de qualidade. A virtude brilha de dentro para fora, tocando tudo o que encontra: as células, o corpo, o meio ambiente, a fibra do planeta. Preenche o que está vazio, cura o que está doente, acomoda o que perturba.



Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
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ESTAR EM COMUNHÃO COM O SOFRIMENTO

A maioria de nós não está em comunhão com coisa alguma. Não estamos diretamente em comunhão com nossos amigos, nossas esposas, nossos filhos. Então, para compreender o sofrimento, certamente você deve amar, não deve? Ou seja, você deve estar em comunhão direta com isto. Se você quiser compreender alguma coisa, seu vizinho, sua esposa ou qualquer relação; se você quiser compreender alguma coisa completamente, deve estar próximo dela. Deve chegar a ela sem nenhuma objeção, preconceito, condenação ou repulsão; deve olhar para ela, não deve? Se eu quiser compreender você, não devo ter preconceitos a seu respeito. Devo ser capaz de olhar para você, não através de barreiras, das telas dos meus preconceitos e condicionamentos. Devo estar em comunhão com você, o que significa que devo amá-lo. Do mesmo modo, se eu quiser compreender o sofrimento, devo amá-lo. Devo estar em comunhão com ele. Não posso fazer isso porque fico fugindo dele através de explicações, teorias, esperanças, adiamentos - que são os processos de verbalização. Assim, as palavras me impedem de estar em comunhão com o sofrimento. As palavras me impedem – palavras de explicações, racionalizações, que são ainda palavras, que é o processo mental – de estar em comunhão direta com o sofrimento. Só quando estou em comunhão direta com o sofrimento eu posso compreendê-lo.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
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AS CHAMAS ELEVAM-SE PARA O CÉU E AS CINZAS FICAM NO SOLO

O que sentimos nós diante do fogo? Há qualquer coisa no movimento das chamas que nos incita a arrancarmo-nos ao solo, a deixarmos o mundo da multiplicidade para regressarmos à unidade. Quaisquer que sejam os objetos que nos retêm em baixo, há um momento em que é preciso deixar o mundo da multiplicidade para tomar o caminho em direção ao alto. É assim que reconstituímos a unidade do nosso ser. Depois da dispersão, devemos sempre recentrar-nos em nós mesmos e subir. As chamas elevam-se para o céu e as cinzas ficam no solo. Aqueles que observam um fogo sentem o mistério, mas será que compreendem o seu ensinamento? Quantos não gostariam de que as cinzas também subissem para o céu! Quero eu dizer com isto que, na maior parte dos casos, os humanos procuram projetar os valores pesados e terrestres para o alto, deixam-nos governar a sua vida, contrariando assim o processo natural. Mas não, para nos elevarmos como o fogo, devemos abandonar os nossos interesses materiais, egoístas, e pôr toda a nossa vontade, todas as nossas faculdades, ao serviço do princípio divino em nós.



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
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A LEI ESTÁ SEMPRE EM AÇÃO - NÃO HÁ O ACASO

A maioria das pessoas é arrastada como a pedra que cai, obediente ao meio, às influências exteriores e às condições e desejos internos, não falando dos desejos e das vontades de outros mais fortes que ela, da hereditariedade, da sugestão, que a leva sem resistência da sua parte, sem exercício da Vontade. Movida, como os peões no jogo de xadrez da vida, ela toma parte neste e é abandonada depois que o jogo terminou. 

Mas os Mestres, conhecendo a regra do jogo, elevam-se acima do plano da vida material, e colocando-se em relação com as mais elevadas forças da sua natureza dominam as suas próprias condições, os caracteres, as qualidades e a polaridade, assim como o meio em que vivem, e deste modo tornam-se Motores em vez de Peões: Causas em vez de Efeitos. Os Mestres não escapam da causalidade dos planos mais elevados, mas concordam com as leis superiores, e assim dominam as circunstâncias no plano inferior. Eles formam parte consciente da Lei, sem serem simples instrumentos. Enquanto servem nos Planos Superiores, governam no Plano Material.

Porem, tanto nos superiores como nos inferiores, a Lei está sempre em ação. Não há coisa do acaso. As deusas cegas foram abolidas pela Razão. Agora podemos ver com os olhos esclarecidos pelo conhecimento que tudo é governado pela Lei Universal -- o infinito número de leis é simplesmente uma manifestação da única Grande Lei -- a Lei que é o Todo. É verdade, contudo, que nem mesmo um pardal fica descuidado à Mente do Todo, assim como os cabelos da nossa cabeça são contados, como disseram as escrituras. Nada há fora da Lei; nada do que acontece é contrário a ela. Contudo, não cometais o erro de supor que, por causa disso, o Homem é simplesmente um cego autônomo. Os preceitos Herméticos ensinam que o Homem pode usar a Lei contra as leis, e que a vontade superior prevalece contra a inferior, até que por fim procure refúgio na própria Lei, e olhe com desprezo as leis inferiores. Sois capaz de compreender a mais íntima significação disto?



Três Iniciados



Fonte: do livro "Caibalion", Ed. Pensamento
Fonte da Gravura: www.morguefile.com/


DOUTRINA ESPÍRITA E HUMANIDADE (MUDANÇA INDIVIDUAL E MELHORIAS SOCIAIS)

"Transformar o homem para transformar o mundo e transformar o mundo para transformar o homem". (Herculano Pires)

Uma questão muito dúbia e que ainda permeia o cerne do movimento espírita é a que diz respeito a expressão "materialistas" que comumente é utilizado para designar àqueles que aparentemente não acreditam em nada além da vida física.

Quando se utiliza o termo, e Kardec o fez muitas vezes, precisamos não confundi-lo com o MATERIALISMO enquanto doutrina de análise sociológica que busca, a partir de uma análise das relações e evolução dos modos de produção humana, determinar as formas a partir das quais a historia se manifesta. Em outros termos, a partir das relações MATERIAIS dos modos de produção, tenta explicar os fatos históricos e a evolução humana.

Portanto, nos parece bem claro que a Doutrina Política chamada MATERIALISMO e o comportamento individual/social MATERIALISTA são conceitos bastante diferenciados e que não podem ser confundidos.

Se não, vejamos: Existem muitos cristãos (católicos, espíritas etc.) que apesar de se dizerem espiritualistas, condenam os MATERIALISTAS, por não acreditarem em nada além da vida, e levam uma vida social baseada no consumo exacerbado, nos prazeres frugais, na exploração de seus trabalhadores (quando os tem), preocupados cada vez mais com o TER em detrimento do SER, pois "...numa sociedade fundada na busca do lucro exagerado e do enriquecimento privado, dominada pela competição, pelo egoísmo e pela "eficácia econômica" obtusa, os recursos são utilizados sem atentar para a suas consequências de longo prazo e, ainda menos, às suas repercussões sobre a natureza". 

Por outro lado conhecemos muitos que defendem o MATERIALISMO enquanto Doutrina política e social, não se dizem espiritualistas mas levam uma vida preocupados em melhorar as condições humanas, combatendo a pobreza (e não os pobres), buscando humanizar a humanidade, buscando diminuir as diferenças sociais, tentando fazer com a sociedade torne-se mais justa, fraterna, menos desigual... uma sociedade onde todos tenham acesso aos mesmos direitos de cidadão (saúde, educação, segurança...), onde a miséria possa ser aliviada através da geração de emprego e renda (uma das causas que levam as pessoas ao mundo das drogas/álcool), enfim... uma sociedade mais humana, pois, "...durante os últimos anos o poder do dinheiro apresentou uma nova máscara sob o seu rosto criminoso. Por cima de fronteiras sem importar raças ou cores, o poder do dinheiro humilha dignidades, insulta honestidades e assassina esperanças. Renomeado de neoliberalismo, o crime histórico da concentração de privilégios, riquezas e impunidades democratiza a miséria e a desesperança".

Portanto, concordamos com Herculano Pires, para que realmente aconteça evolução torna-se necessário duas coisas que andam juntas e são inseparáveis, e não se pode dizer que são independentes: mudança individual, pois precisamos nos equilibrar, nos tornar mais humanos, sem hipocrisias, sem fanatismos; e também contribuir para as melhorias sociais, permitindo que aqueles mais comprometidos tenham suas dores aliviadas convivendo numa sociedade mais fraterna e justa, a fim de que possamos, em outras vidas, desfrutar desta sociedade que ajudamos a construir, sem que isso implique em pervertermos os nossos valores espirituais. 

Entendo que devemos contribuir para o avanço das criaturas mediante trabalhos espirituais de esclarecimento, de transfusão de energia através do passe, de obras assistenciais, da mediunidade etc., mas também, devemos contribuir com a sociedade onde estamos inseridos, sendo críticos (não confundir com maledicência), esclarecidos com relação a Direitos Humanos inalienáveis, defendendo-os como forma de gerar consciência social. 

Somente assim evoluiremos sem dicotomizar o social do individual, pois afinal somos todos frutos de UM SÓ e para ELE devemos trabalhar.



Gerson Yamin



Fonte:  Boletim GEAE (Grupo de Estudos Avançados de Espiritismo) - Número 373 - de 30 de novembro de 1999
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É PRECISO UM PROFUNDO ESTADO DE NÃO-SABER

Jesus costumava dizer repetidas vezes a seus discípulos: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Quem tem olhos para ver, veja”. Dizia isso tantas vezes, como se pensasse que as pessoas não tinham ouvidos e olhos. E esta é a minha experiência também: todas as pessoas têm olhos, mas muito poucas são capazes de ver; todas as pessoas têm ouvidos, mas é raro, raríssimo até, encontrar alguém que seja capaz de ouvir - pois apenas ouvir as palavras não é ouvir, e apenas ver figuras não é ver. Se não se chegar ao significado, ao conteúdo; se não se ouvir o silêncio que é a alma das palavras, então não se está ouvindo.

É preciso escutar em profundo silêncio, em profunda agnosia. Lembre-se de Dionísio, de sua palavra agnosia: um estado de não-saber. Se você sabe, o seu próprio conhecimento já é um distúr­bio; você não pode ouvir. E por isso que os eruditos, os estudio­sos, são incapazes de ouvir: eles estão cheios demais de baboseiras. A mente deles vive tagarelando por dentro; talvez estejam reci­tando shastras, escrituras, mas isso não faz diferença; o que está acontecendo por dentro não tem valor algum.

A menos que você esteja em silêncio absoluto, sem nem mes­mo um único pensamento perturbando seu íntimo, nem uma minúscula onda no lago da consciência, você não será capaz de ouvir. E, se não puder ouvir, então tudo o que você achar que ou­viu estará errado.

Por esses motivos, Jesus foi mal compreendido, Sócrates foi mal compreendido, Buda foi mal compreendido. Eles falavam com bastante clareza. É impossível melhorar as afirmações de Só­crates — elas são muito claras, quase perfeitas, tão perfeitas quanto a linguagem permite. As afirmações de Buda são muito simples, nelas não há complexidade, mas mesmo assim surgem os mal-entendidos.

De onde surge todo esse mal-entendido? Por que todos os grandes profetas, teerthankaras, todos os grandes Mestres ilumi­nados, são mal compreendidos? Pelo simples motivo de que as pessoas não sabem ouvir. Elas têm ouvidos, por isso acreditam que são capazes de ouvir. Não são surdas, não precisam de apa­relho de audição, mas por trás de seus ouvidos há excesso de ba­rulho, e elas têm a mente ocupada tentando interpretar o que está sendo dito, para comparar, analisar, argumentar, duvidar - elas se perdem em todos esses processos.



Osho, em "Filhos do Universo: Reflexões Sobre Desiderata"



Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: www.freeimages.co.uk/

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

COMPREENSÃO ESPONTÂNEA

Nós nunca dizemos, “Deixe-me ver o que é essa coisa que sofre”. Você não pode ver pela força, pela disciplina. Deve olhar com interesse, com compreensão espontânea. Assim você verá que as coisas que chamamos sofrimento, dor, a coisa que evitamos e a disciplina, foram embora. Enquanto eu não tenho relação com a coisa como fora de mim, o problema não existe; no momento em que estabeleço uma relação com isto fora de mim, o problema existe. Enquanto eu tratar o sofrimento como algo do lado de fora – eu sofro porque meu irmão morreu, porque não tenho dinheiro, por isso ou por aquilo – eu estabeleço uma relação com isto e essa relação é fictícia. Mas se eu sou essa coisa, se vejo o fato, então a coisa toda se transforma, tudo tem um significado diferente. Então há completa atenção - atenção integrada - e aquilo que é completamente considerado é compreendido e dissolvido; e assim não há mais medo e, portanto, a palavra sofrimento não existe.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ALGO MAIS REAL DO QUE A ILUSÃO - FÍSICA QUÂNTICA

A física tradicional teve em Isaac Newton sua base fundamental. O paradigma mecanicista, que de forma popular foi representado pela queda da maçã da árvore, observada e estudada por Newton levando-o a enunciar a Lei da Gravitação Universal (Lei da Gravidade), abriu as portas para o desenvolvimento das ciências físicas.

No crepúsculo do segundo milênio, em 1900, Max Planck promoveu o início da revolução na física enunciando a Teoria dos Quanta. Quanta é uma palavra latina, plural de "quantum". Os "quanta" são pacotes de energia associados à radiações eletromagnéticas. Max Planck, prêmio Nóbel de física em 1918, descobriu que a emissão da radiação é feita por pequenos blocos ou "pacotes" de energia descontínuos. A descontinuidade da emissão das radiações rompeu com o determinismo matemático e absoluto da física clássica. Surgiu, então, o determinismo das probabilidades e estatístico.

Cinco anos depois, em 1905, Albert Einstein enuncia a Teoria da Relatividade cujo resultado foi a destronização do pensamento mecanicista positivista (materialista) e a introdução de novas concepções que, em muitos aspectos, aproximam-se da Metafísica e da visão espiritualista.

Em função das descobertas de Max Planck e, sobretudo, a partir da Teoria da Relatividade, o universo que vivemos deixa de ser tridimensional (comprimento, largura e altura), passando a apresentar outras possibilidades de dimensões, não detectadas pelos sentidos físicos, bem como outras possibilidades de concepção de tempo.

Johann Carl Friedrich Zollner, na obra Física Transcendental, aborda com muita propriedade os temas "quarta dimensão" e "hiperespaço", referindo-se à experiências realizadas em Leipzig, Alemanha. No mencionado livro, Zollner comenta a possibilidade de um objeto efetuar a passagem para outra dimensão, desaparecendo dos olhos do observador e retornar às dimensões convencionais voltando a ser percebido pelos órgãos visuais.

Vejamos algumas noções sobre espaço e dimensões:

Ao avaliarmos a extensão de um determinado espaço, por exemplo, de uma reta, utilizamos uma escala rígida como uma régua. Se a reta for maior que a régua, procuraremos verificar quantas vezes a régua cabe na extensão da reta. Estamos assim avaliando um elemento de apenas uma dimensão. A reta possui somente comprimento; não possui as outras dimensões, largura e altura.

Quando falamos em uma linha reta, podemos representá-la por um traço, ou seja, uma sucessão de pontos sobre uma superfície plana. Mas na realidade, o traço, por mais fino que seja, nunca será apenas uma linha, pois terá mais de uma dimensão, a largura do traço, por exemplo. Entretanto, nós não lembramos desta realidade, representamos a reta como uma linha, ignorando a outra dimensão que é a sua largura. O fato de ignorarmos a largura de uma reta, não torna menos real a sua existência. Assim, também, representamos uma linha reta como uma sucessão de pontos que compõem a mesma. Os pontos estariam situados rigorosamente em uma única direção. Podemos conceber, contudo, que a linha não goze desta propriedade. É possível imaginar uma linha onde seus pontos mudem de direção imperceptivelmente. O espaço linear seria então encurvado e do encurtamento da linha unidimensional (comprimento) surge o plano bidimensional (comprimento e largura). A ideia de um arame fino retorcido dá-nos a imagem de como se obtém a segunda dimensão a partir do encurvamento da primeira.

Da mesma forma, um plano bidimensional constituído de comprimento e largura, que representaríamos por uma face polida de uma lâmina de metal, igualmente pode ser encurvado. Ao efetuarmos o encurvamento, obrigaremos a superfície a ocupar um espaço de três dimensões. Surge assim o espaço tridimensional físico em que vivemos: comprimento largura e altura.

Da mesma forma como é possível encurvar a linha e o plano, os físicos admitem ser viável, outrossim, encurvar o nosso espaço tridimensional onde vivemos. Afinal seria nosso espaço físico uma exceção? Ou, o limite do universo? Por que estaria isento de curvatura? Em outras palavras, estaríamos no limite dimensional da série de espaços reais possíveis? Em função disto, pesquisadores admitem não só existir a quarta dimensão, mas "n" dimensões, ou infinitas dimensões no universo.

A compreensão de seres quadridimensionais só poderá estabelecer-se através de uma analogia. Podemos ter uma ideia aproximada de como seriam os objetos ou seres de um mundo imaginário de quatro dimensões, comparando as propriedades dos objetos de duas dimensões, com os de três dimensões.

Façamos um exercício:

Suponhamos a existência de seres pensantes, habitantes de um mundo plano (bidimensional); tanto os referidos "planianos" quanto o seu "mundo superficial" teriam duas dimensões, comprimento e largura, e viveriam como nossa sombra junto ao solo. Um "planiano" jamais poderia suspeitar, à simples vista de seu contorno, que fosse possível a existência de seres reais, como nós, que possuem três dimensões.

Assim como já vivemos em época na qual se imaginava ser a terra um orbe plano e depois descobriu-se ser ela arredondada, analogamente, até o advento da Teoria da Relatividade, afirmava-se que o espaço físico era isento de curvaturas (euclidiano). Considera-se atualmente, a possibilidade do espaço ser encurvado formando imensa figura cósmica tetradimensional. Admite-se, pois, de conformidade com a física moderna, a possibilidade de espaços paralelos e universos paralelos. Por que não, a existência de seres vivendo paralelamente ao nosso mundo?

Einstein admite o encurvamento do "continuum espaço-tempo". Sua teoria vem sendo desenvolvida gradativamente pelos físicos da novíssima geração que consideram ser possível chegar aos componentes últimos da matéria através de micro-curvaturas do espaço-tempo. O conjunto de conhecimentos acerca da lei da gravidade desenvolvido nos moldes da Teoria de Einstein gerou a Geometrodinâmica Quântica. Através desta nova disciplina científica, a física quântica se refere aos "miniblackholes" (mini-buracos negros) e "miniwhiteholes" (mini-buracos brancos) onde um objeto ou ser pode surgir ou desaparecer do "continuum espaço-tempo".

A realidade fundamental das nossas dimensões, conforme este modelo, é figurada como "um tapete de espuma espalhada sobre uma superfície ligeiramente ondulada" onde as constantes mudanças microscópicas na espuma equivalem às flutuações quânticas. As bolhas de espuma, conforme se refere John Wheeler na obra "Superspace and Quantum Geometrodynamics", p. 264, são formadas pelos mini-buracos negros e mini-buracos brancos os quais surgem e desaparecem (como bolhas de espuma de sabão) na geometria do "continuum espaço-tempo". Os mencionados mini-buracos negros e brancos seriam, portanto, portas para outras dimensões do universo. Através dos mesmos, seres aparecem ou desaparecem passando a não mais existir em uma dimensão e existindo em outra dimensão do universo. Os mini-buracos brancos e negros são, para os físicos, formados por luz auto capturada gravitacionalmente. 

Embora nos pareça difícil compreender estas elucubrações da física quântica, a partir delas os cientistas estão começando a introduzir um novo conceito, o da consciência pura; não como uma entidade psicológica  -  adverte-nos Hernani Guimarães Andrade  -  mas sim como uma realidade física. Ao considerar a existência de uma consciência, na visão do universo segundo o modelo que criaram, aproximam-se das questões espirituais.

Diversos físicos modernos passaram, no momento atual, a se interessar por conhecimentos esotéricos e filosofias orientais. Consideram eles, ser surpreendente a semelhança dos conceitos filosóficos da sabedoria milenar do oriente com as conclusões da física quântica.

A nova física está chegando a conclusão de que existem outras vias de acesso ao conhecimento, além dos métodos da atual ciência. Há evidências de que nossa mente, em certas circunstâncias, consegue desprender-se das amarras do corpo biológico e sair por aí em um corpo não desta dimensão, mas tão real quanto o nosso, o corpo astral.

Nesse novo estado, há possibilidade da consciência individual integrar-se com a consciência cósmica e aprender diretamente certas verdades, certos conhecimentos que podem também serem adquiridos normalmente, mas somente após exaustivos processos experimentais e racionais usados pela ciência.

Dr. Fritjof Capra, pesquisador em física teórica das altas-energias, no laboratório de Berkeley, e conferencista da Universidade da Califórnia em Berkeley, USA, escreveu os livros "O TAO DA FÍSICA", "O PONTO DE MUTAÇÃO" e "SABEDORIA INCOMUM". Nestas obras, o eminente físico traça um paralelo importante entre a sabedoria oriental e a moderna física. Ele admite que a exploração do mundo subatômico revelou uma limitação das ideias clássicas da ciência. Considera, aprofundando suas reflexões a este respeito, ser o momento da revisão de seus conceitos básicos. A antiga visão mecanicista já cumpriu sua função e deve ceder lugar a novos conceitos de matéria, espaço, tempo e causalidade.

Fritjof Capra indica como um dos melhores modelos da realidade, aquele que é chamado de "bootstrap" pelos físicos. Traduzindo em termos compreensíveis para nós, equivale dizer que a existência de cada objeto, seja um átomo ou uma partícula, está na rigorosa dependência da existência de todos os demais objetos do Universo. Qualquer um deles jamais poderia ter realidade própria se todos os objetos não existissem. Há uma identificação com os princípios holísticos nesta assertiva.

O modelo proposto pelos físicos resulta do fato dos mesmos, assim como os meditadores do oriente, terem chegado a mesma conclusão: A matéria em sua constituição básica é simplesmente uma ilusão, ou MAYA, como dizem os budistas. A aparente substancialidade da matéria decorre do movimento relativo criador de formas. Se a matéria é uma ilusão, certamente (dizemos nós), há de existir algo que seja transcendente a esta matéria e seja mais real que a ilusão...



Ricardo Di Bernardi



Fonte: do livro "Dos Faraós a Física Quântica", Livraria e Editora Universalista
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

VALORES QUE VALORIZAM A VIDA

Conformar-se com o que todos os demais estão fazendo pode comprometer princípios e valores. 

Viver tal vida pode ser fácil. 

Pode até haver realização momentânea, mas a pessoa estará abrindo mão de seus valores para não ficar fora do grupo. 

Porém, são os valores que tornam a vida valiosa de ser vivida. 

Aquele que personifica valores é uma fonte de força e inspiração para os outros. 

Mais cedo ou mais tarde essa pessoa é legitimada. 

Como disse Mahatma Gandhi: mesmo se você é uma minoria, a verdade é a verdade.




Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

OCASIÕES PARA PROGREDIR

Quem é que, de vós, ainda não ouviu dizer que a vida é uma escola?... Se tivésseis compreendido o que isso significa, perante cada nova dificuldade aceitaríeis ter nela novos exercícios para fazer e diríeis: «Ah!, aqui está mais uma ocasião para progredir!» E, depois de terdes ultrapassado essa dificuldade, ficaríeis cheio de regozijo como o estudante que passou num exame. Um sábio não pode ficar indiferente às queixas daqueles que vêm confiar-lhe as suas decepções e os seus sofrimentos. Mas ele é obrigado a constatar que o mal deles advém, em primeiro lugar, do fato de ignorarem esta verdade essencial: estamos todos na terra para estudar, para nos exercitarmos. A maior parte deles estão convencidos de que vieram aqui para conhecer a facilidade, o conforto, as riquezas, o amor dos outros, como se isso lhes fosse naturalmente devido. A Inteligência Cósmica quer que os humanos sejam felizes, mas ela fez as coisas de tal modo que eles só encontrarão a felicidade desenvolvendo a sua natureza superior. Ora, a natureza superior não se desenvolve no conforto e na facilidade.



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

NÃO CONDICIONE A FELICIDADE À POSSE - DESAPEGUE-SE DOS BENS TRANSITÓRIOS

Com a desencarnação, a alma será constrangida a abandonar tudo quanto se relacione ao corpo. Nada do que tenha relação com a vida orgânica acompanhará o ser no seu retorno à Pátria Espiritual.

Buda, em sua excelente sabedoria, já comentava a respeito da impermanência de tudo quanto se refere ao corpo. As coisas não são nossas propriedades definitivas, considerando que nos não acompanharão para além da morte. Em verdade, somos possuidores, meros detentores .

Tive oportunidade, enquanto elaborava este trabalho, de acompanhar uma cerimônia de casamento religioso. E, concluindo o ritual, o sacerdote formulou aquela frase bem conhecida: considero-os marido e mulher, até que a morte os separe. E, atento, constatei que o sacerdote, no ato mesmo do casamento, já anuncia e antecipa, aos noivos, que eles ficarão viúvos, ao dizer: até que a morte os separe. Note-se que os noivos não se casam enganados. Já sabem que, muito provavelmente (esta é a regra), não deverão chegar juntos ao túmulo. Ora, isto se dá no casamento e nas situações outras de um modo geral.

O desapego aos bens e valores transitórios trará efeitos muito positivos à sua vida, dentre eles permitindo-lhe apegar-se aos bens imperecíveis da alma.

Se a sua depressão tiver alguma relação com a perda de algo ou alguém que você considere importante, imprescindível, procure perceber com clareza tal situação. Enquanto não se detectar a causa com segurança, não se tem como erradicá-la.

Observe em que consiste a sua escala de valores, as suas motivações para viver.

Se a sua mente estiver fixada nos valores transitórios, denotando excessivo apego, saiba que você pode ser uma candidata em potencial à depressão pelo sentimento de perda. Por considerar que, fatalmente, será constrangida a tudo abandonar, se não durante a existência carnal, certamente quando se der a desencarnação.

Não se esqueça, portanto, de que a qualquer momento, pela desencarnação, pela enfermidade, pela aposentadoria, ou por outros fatores, você poderá estar sem a posse do que até então constituía a sua razão de viver.

Trabalhe desde já o seu sentimento de posse. Quanto menos sentimento de posse, menos apego, menos abatimento em face de uma eventual perda.

Fundamental, para a sua felicidade, que você tenha sempre na lembrança esta verdade irrefutável, qual seja, a de que as coisas não nos pertencem em definitivo. Assim entendendo, quanto possível evite o sentimento de posse ao deter este ou aquele bem, procurando não se escravizar a ele. Não condicione a sua felicidade à manutenção definitiva desse bem.

Exercite a renúncia, assim se antecipando à perda inevitável dos bens que não poderão permanecer indefinidamente com você.

Reflita sempre na transitoriedade da posse dos bens materiais. Busque a posse dos valores espirituais, os únicos reais, que acompanharão sempre a sua alma, mesmo depois da desencarnação.

Esforce-se por sair do casulo do egocentrismo, libertando-se das amarras negativas do apego.

Não se retenha nos anseios tormentosos do sentimento.

Compreenda que a vida impõe mudanças constantes e que não nos será possível reter tudo e todos sempre sob nosso controle.

Compreenda que os companheiros, como os beneficiários de nossas ações positivas, talvez não possam ficar ou seguir conosco até o termo de nossa jornada... ou acompanhar-nos de imediato além dela...

Assim, se você sofreu alguma perda expressiva, ouso ainda recomendar:

Prossiga confiando na Vida;

Permaneça confiando em Deus; 

Confie mais em você;

Prossiga confiando no amor, no bem...

Não se fixe indefinidamente no passado. Se devêssemos viver sempre olhando para trás, a Natureza teria posto um ou mais olhos em nossa nuca para que nunca perdêssemos de vista o sucedido anteriormente.

Os nossos veículos automotores são servidos por vidros retrovisores, no entanto, esses retrovisores apenas servem para orientar o motorista que, caso pretenda atingir o destino que o aguarda, deve dirigir para a frente.

Assim, a alma não deve andar de marcha à ré; deve, sim, marchar para a frente e para o alto!



Izaias Claro



Fonte: do livro "Depressão - Causas, Consequências e Tratamento", Casa Ed. O Clarim
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

UM LUGAR NA GUIRLANDA DO SENHOR

Desenvolva fé em si mesmo para que possa ficar como uma rocha, enfrentando as águas raivosas da enchente de negação. Essa fé o fará superar a mudança das circunstâncias do mundo exterior. Mantenha a chama do desapego (vairagya) queimando com pequenos galhos até que vire uma grande fogueira; acolha todas as chances de desenvolver discernimento (viveka). Acolha o Nome do Senhor e repita-O sempre. Cante ao Senhor com fé e entusiasmo. Deixe todo o ambiente reverberar com a devoção que colocou em cada Nome que canta. O Nome do Senhor promove a camaradagem e estabelece a concórdia, que acalma todas as tempestades e concede paz. Torne-se uma flor, exale a fragrância de Seva (serviço altruísta) e Prema (amor), então, você encontrará um lugar na guirlanda que enfeita o Senhor.



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

VIVER COM SOFRIMENTO

Todos nós temos sofrimento. Você não tem sofrimento de uma forma ou de outra? E você quer saber a respeito disto? Se quiser, pode analisá-lo e explicar por que você sofre. Pode ler livros sobre o assunto, ou ir à igreja, e logo saberá alguma coisa sobre o sofrimento. Mas eu não estou falando disso; estou falando sobre o fim do sofrimento. O conhecimento não acaba com o sofrimento. O fim do sofrimento começa quando se encara os fatos psicológicos dentro da pessoa e se fica totalmente consciente de todas as implicações desses fatos de momento a momento. Isto significa nunca fugir do fato de que se está sofrendo, não racionalizar isto, nunca oferecer uma opinião sobre isto, mas viver com o fato completamente. Você sabe, viver com a beleza daquelas montanhas e não se acostumar com isso é muito difícil. Você olhou as montanhas, ouviu a correnteza e viu as sombras se insinuando pelo vale, dia após dia; e você não reparou com que facilidade se acostumou com tudo isso? Você diz “sim, é muito bonito” e segue adiante. Viver com a beleza - ou viver com uma coisa feia - e não ficar habituado a isto requer enorme energia; uma conscientização que não permite que sua mente fique embotada. Você pode viver com ele, compreendê-lo, penetrá-lo - mas não para saber sobre ele. Você sabe que o sofrimento está ali; isto é um fato e não há nada mais para saber. Você tem que viver.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

CONQUISTA ÍNTIMA

Todos os estados enfermiços da alma se assemelham, no fundo, aos estados enfermiços do corpo, solicitando remédio adequado que lhes patrocine a cura.

E a impaciência que tantas vezes gera rixas inúteis é um deles, pedindo o específico da calma que a desterre do mundo íntimo.

Como, porém, obter a serenidade, quando somos impulsivos por vocação ou por hábito?

Justo lembrar que assim como nos acomodamos, obedientes, para ouvir o professor trazido a ensinar-nos, é forçoso igualmente assentar a emotividade, na carteira do raciocínio, a fim de educá-la, educando-nos; e, aplicando os princípios de fraternidade e de amor que abraçamos, convidaremos os nossos próprios sentidos à necessária renovação.

Feito isso, perceberemos que todo instante de turvação ou desequilíbrio, é instrumento de teste para avaliação de nosso próprio aproveitamento.

Aprenderemos, por fim, que, diante da crítica, estamos convocados à demonstração de benevolência; diante da censura, é preciso exercer a bondade; à frente do pessimismo, somos induzidos a cultivar a esperança; ante a condenação, somos indicados à bênção; e que, renteando com quaisquer aparências do mal, é imperioso pensar no bem, dispondo-nos a servi-lo.

Entregando-nos com sinceridade a semelhantes exercícios de compreensão e tolerância, estaremos em aula profícua, para a aquisição de valores eternos no terreno do espírito.

É assim que, em matéria de paciência, se a paciência nos foge, urge reconhecer que, perante as circunstâncias mais constrangedoras da vida, estamos, todos nós, no justo momento de conquistá-la.




Emmanuel / Francisco Cândido Xavier




Fonte: do livro "Rumo Certo", Ed. FEB
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A SOLUÇÃO DA CRISE ESTÁ AÍ MESMO: NESSE LUGAR TERRÍVEL!

Jacó acordou do seu sonho e disse: "Na verdade, Iahveh está neste lugar e eu não sabia!" Teve medo e disse: "Este lugar é terrível!  Não é nada menos que uma casa de Deus e a porta do céu!" Levantando-se de madrugada, tomou a pedra que lhe servira de travesseiro, ergueu-a como uma estrela e derramou óleo sobre o seu topo. A este lugar deu o nome de Betel, mas anteriormente a cidade se chamava Luso. (Gênesis, 28, 16-19)

Como já vimos, ter uma crise não é incomum; crise é o exercício da mente. Quando ela surge, às vezes inesperadamente, sentimo-nos quase sempre despreparados para enfrentá-la. Sobretudo quando afeta nossos bens materiais definidos em geral como "a minha mulher", "o meu filho", "a minha casa", "a minha empresa", enfim tudo aquilo que julgamos nos pertencer. "A minha mulher me abandonou", "o meu filho está tomando drogas", "a minha casa pegou fogo", "a minha empresa está indo mal" são lamúrias que ouvimos com uma certa assiduidade. "Apesar do tremendo esforço que eu faço para que tudo vá bem". "Eu faço tudo pela minha mulher!" "Eu trabalho 24 horas por dia na minha empresa!" E continua: "Eu estou sofrendo e ninguém me entende, nem os meus amigos." Uma forma comum de desabafo.

Você quer resolver os seus problemas e eles parecem insolúveis. Arrastam-se indefinidamente. A sua vida passa a ser um verdadeiro horror. Nesse horror chega-se bem depressa à depressão onde recorremos, por vezes, à medicação ou, então, à intervenção de um terapeuta competente. Mas o que significa tudo isso? Será um "mal-du-siècle" tal como era morrer de tuberculose na virada de 1900?

Não é assim. Sem dúvida, sempre há muito de uma situação de crise macro -- nacional ou internacional -- que nos afeta diretamente. Ao contrário do homem primitivo, vivemos em crise quase que permanente, senão macro, pelo menos micro... Por outro lado, há algo mais importante a ser compreendido quando do surgimento de qualquer crise: ao passarmos a nos preocupar com ela, esquecemos de nós mesmos. Olha-se para a crise e não se vê mais nada! A metáfora de Jacó existe para nos chamar a atenção para esse esquecimento.

O texto de Mateus...  é sintomático. Nós é que somos importantes porque somos o templo. Precisamos cuidar dele antes de mais nada. Esse cuidar de nós mesmos não é um processo egóico. Significa que você precisa cuidar da sua psique, do seu corpo, manter-se saudável para, então, cuidar daquilo que está ao seu redor e que, na realidade, não lhe pertence: a mulher não é sua, nem seu filho, nem a casa e muito menos a empresa.

Observe bem o seu corpo. Ele é provisório; esse templo mal tratado que você arrasta por aí. Basta lembrar que ao morrer você devolverá, com a sua última lufada de ar, aquele pouco que você inspirou pela primeira vez ao nascer. Jacó percebeu, ao acordar do seu sonho, que o lugar terrível era onde ele estava. Porque é o lugar onde ele sempre estaria tal como você está: dentro do seu corpo, onde ele sempre pisa. Não adianta ir ao Tibete, a algum ashram indiano ou então fazer peregrinações mil. Perceba que é aí mesmo onde você está agora, lendo estas linhas, que é o lugar terrível: o lugar de todas as crises! Por essa razão é que você precisa resolver os seus problemas, sem empurrá-los com a barriga.

Resolvendo os problemas é que podemos nos transformar em Israel, vencendo a Ele numa batalha solitária durante uma noite escura. Ainda que saindo da batalha com um ferimento que nos faça arrastar a perna... (Gênesis, 32,23-33). Parafraseando um jurista lúcido: "Afinal, é melhor um fim horroroso do que um horror sem fim!" Portanto, perceba o lugar em que você está e cuide-se! Olhando para dentro de si próprio você encontrará as verdadeiras soluções ou as grandes iniciações.



Leo Reisler



Fonte: do livro "Kabbalah - A Árvore da sua Vida", Ed. Nórdica
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

BUSQUE O CRESCIMENTO

Recentemente, recebi um e-mail de um aluno que perguntava: “Viver uma vida espiritual é um trabalho tão duro. Será que não existe nenhum momento em que possamos simplesmente descansar e ficar confortáveis?”

Por mais que eu quisesse dizer a esse aluno o que ele gostaria de ouvir, não pude fazê-lo. A verdade é que, enquanto estivermos vivos e respirando, o trabalho espiritual nunca estará completo.

Os kabalistas ensinam que aqueles que buscam apenas uma vida confortável nunca a encontrarão; mas aqueles que se desafiam experimentam verdadeira alegria e realização. Não precisamos olhar muito longe em nossas vidas para provar que isto é verdadeiro. Quantos anos vivemos correndo atrás do conforto e ele jamais nos tornou verdadeiramente felizes? Enquanto o conforto pode nos dar um senso de gratificação momentânea, o sentimento nunca é duradouro e geralmente é seguido por uma queda. Enquanto isso, desafiar-nos a nós mesmos é o que nos torna mais fortes, nos ajuda a crescer e nos dá um sentido mais duradouro de realização em longo prazo.

Quando você pensa nas pessoas em quem mais deseja se espelhar ou naqueles que mudaram o mundo para melhor, “Estou fazendo o suficiente” nunca foi uma declaração que constasse das suas afirmações. Os heróis que admiramos ao longo da história não foram aqueles que se contentaram com o conforto pessoal. Eles sabiam que havia inúmeras coisas ainda a realizar e quilômetros a percorrer antes que pudessem ir dormir.

Torne uma prioridade na sua lista de desejos espirituais transcender toda e qualquer preguiça. Isso não quer dizer que devamos nos tornar justos da noite para o dia, mas sim que precisamos nos motivar a fazer um pouco mais a cada dia que passa. Entender que a verdadeira realização que buscamos é o resultado dos nossos esforços de compartilhar mais, fazer mais e sermos pessoas melhores.

Buscar conforto é o que limita nossas bênçãos.

Busque o conforto e você poderá encontrar alguma coisa.

Busque o crescimento e você acabará tendo tudo.



Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

DEITAR O DRAGÃO POR TERRA

Vós quereis estar vivos, bem vivos? Dai à vossa natureza superior os meios para ela triunfar sobre a vossa natureza inferior. Do ponto de vista da Ciência Iniciática, os pensamentos, os sentimentos e os atos que não são inspirados pela natureza superior, que não recebem o cunho da alma e do espírito, conduzem à morte. Contudo, não deveis tentar aniquilar a vossa natureza inferior. Desde logo, porque não conseguireis, vós é que sereis aniquilados, pois ela não só é muito poderosa, como faz parte de vós. Deveis, pois, procurar apenas dominá-la, domá-la, para poderdes beneficiar da sua vitalidade e das suas riquezas. É esta mesma ideia que é expressa no Apocalipse com a imagem do Arcanjo Micael a deitar o dragão por terra. O Arcanjo não o mata, apenas o deita por terra. Do mesmo modo, o discípulo deve deitar por terra o dragão que é o seu eu inferior. Compreender o símbolo do dragão é já enfraquecê-lo. Meditai nesta imagem e ireis da morte para a vida, da escuridão para a luz, das limitações para o infinito, da escravatura para a liberdade, do caos para a harmonia.



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:St_George_by_Raphael.jpg

IDEIAS ESPARSAS

Não entesoures bens materiais porque em breve tempo desfará teu cabedal.

Procura em ti o espinho que te fere e arranca-o, mesmo que seja necessário pereceres com a dor que te causar.

Sentes sobre a tua fronte o suor do cansaço?
Caminha mais um passo.
Não podes? 
Arrasta-te e leva ainda o teu irmão, o teu cansaço e o dele.
E terás feito mais alta a tua ascensão.

Se tens sede, sacia-a; mas se vires o teu irmão também com sede, cede tua água a ele.

Aqui me tens. 
Que queres?
A luz do saber? 
Busca, procura. 
Faz a tua alma elevar-se. 
Faz com que ela, guiada pela sabedoria, abra as portas da perfeição.
Desprende-a de ti mesmo.
Faz com que procure saber de onde partiu a sua essência.



Herculano Araújo Annes



Fonte: do livro "Na estrada da vida"
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

O CENTRO DO SOFRIMENTO

Quando você vê a coisa mais linda, uma bela montanha, um belo pôr-do-sol, um sorriso encantador, um rosto encantador, esse fato surpreende você, e você fica em silêncio; isto já não lhe aconteceu? Então você abraça o mundo. Mas isso é uma coisa exterior que chega à sua mente, mas eu estou falando da mente que não está surpresa, mas que quer ver, observar. Ora, pode você observar sem toda esta excitação de condicionamento? Para uma pessoa em sofrimento, eu explico com palavras; o sofrimento é inevitável, o sofrimento é resultado da realização. Quando todas as explicações pararam completamente, só então você pode olhar – o que significa que você não está olhando a partir do centro. Quando você olha de um centro, suas faculdades de observação são limitadas. Se eu me agarro a um poste e quero ficar lá, há uma tensão, há dor. Quando eu olho do centro para o sofrimento, há sofrimento. É a incapacidade de observar que cria dor. Eu não posso observar se penso, funciono, vejo a partir de um centro – como quando digo “eu não devo ter dor, devo descobrir por que sofro, devo fugir”. Quando observo de um centro - seja o centro uma conclusão, uma ideia, esperança, desespero ou qualquer coisa - essa observação é muito restrita, muito estreita, muito pequena, e isso gera sofrimento. 



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

EM CASA - NINGUÉM FOGE À LEI DA REENCARNAÇÃO

Ontem, atraiçoamos a confiança de um companheiro, induzindo-o à derrocada moral.

Hoje, guardamo-lo na condição do parente difícil, que nos pede sacrifício incessante.

Ontem, abandonamos a jovem que nos amava, inclinando-a ao mergulho na lagoa do vício.

Hoje, temo-la de volta por filha incompreensiva, necessitada do nosso amor. 

Ontem, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes.

Hoje, partilhamos com ele, à feição de esposo despótico ou de filho problema, o cálice amargo da redenção.

Ontem, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio.

Hoje, reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filho, portador de moléstia irreversível, tutelando-lhe à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.

Ontem, abandonamos a companheira inexperiente, a míngua  de todo auxílio, situando-a nas garras da delinquência.

Hoje, achamo-la ao nosso lado, na presença da esposa conturbada e doente, a exigir-nos a permanência, no curso infatigável da tolerância.

Ontem, dilaceramos a alma sensível de pais afetuosos e devotados, sangrando-lhe o espírito, a punhaladas de ingratidão.

Hoje, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de aprender a plantar carinho e fidelidade.

À frente de toda dificuldade e de toda prova, abençoa sempre e faze o melhor que possas.

Ajuda aos que te partilham a experiência, ora pelos que te perseguem, sorri para os que te ferem e desculpa todos aqueles que te injuriam.

A humildade é chave de nossa libertação.

E sejam quais forem os teus obstáculos na família, é preciso reconhecer que toda construção moral do Reino de Deus, perante o mundo, começa nos alicerces invisíveis da luta em casa.



Emmanuel / Francisco Cândido Xavier



Fonte: do livro "Ideal Espírita"
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

PAZ - UM ESTADO HOLÍSTICO DE VIVER

A paz não pode ser estabelecida através do poder militar ou de cúpulas de paz. Tratados, cartas, acordos e alianças não podem trazer paz na Terra. Paz é mais do que apenas ausência de guerra ou conflito. Paz é um estado holístico de viver - um sentimento de total bem-estar no qual um ser humano vive em harmonia consigo, com os outros e o meio ambiente. Quando cada um fizer uma escolha consciente guiada pela sabedoria Divina de criar paz em seus pensamentos e ações, a era de paz duradoura se tornará uma realidade mais cedo do que pensamos. Acredite ou não, o processo já começou. Milhares de indivíduos ao redor do mundo estão vivendo em paz e compartilhando isso com outros em suas vidas cotidianas.



Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: www.imageafter.com/

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

COMPAIXÃO - UMA ATITUDE VOLTADA AO PRÓXIMO

Compaixão é um sentimento amoroso e puro na forma de simpatia, gentileza e misericórdia pelos outros. 

Uma pessoa compassiva desenvolve um olhar para as qualidades que fazem com que cada pessoa seja singular. 

Mesmo quando os outros estão de baixo astral é possível ajudá-los a restaurar sua autoconfiança ao manter uma visão firme e clara da bondade e especialidades deles. 

Ao adotar uma abordagem gentilmente encorajadora, eu não devo desistir de ninguém.



Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: www.aindamelhor.com

EXPERIÊNCIAS DIFÍCEIS

A beleza física pode provocar tragédias imprevisíveis para a alma, se esta não possui discernimento.

Excessivo dinheiro é porta para a indigência, se o detentor da fortuna não consolidou o próprio equilíbrio.

Demasiado conforto é desvantagem, se a criatura não aprendeu a arte de desprender-se.

Muito destaque é introdução a queda espetacular, se o homem não amadureceu o raciocínio.

Considerável autoridade estraga a alegria de viver, se a mente ainda não cultiva o senso das proporções.

Grande carga de responsabilidade extermina a existência daquele que ainda não ultrapassou a compreensão comum.

Enorme cabedal de conhecimento, em meio de inúmeras pessoas ignorantes, vulgares ou insensatas, é fruto venenoso e amargo, se o espírito ainda não se resignou à solidão.



André Luiz / Francisco Cândido Xavier



Fonte: do livro "Agenda Cristã"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ESQUIVANDO-SE DO SOFRIMENTO

A maioria de nós tem sofrimento sob diferentes formas – na relação, na morte de alguém, em não se realizar e definhar, ou em tentar conseguir, tentar se tornar algo e fracassar totalmente. E existe todo o problema do sofrimento no lado físico: doença, cegueira, incapacitação, paralisia e assim por diante. Em todo lugar existe esta coisa extraordinária chamada sofrimento, com a morte esperando na esquina. E nós não sabemos como encontrar o sofrimento; então ou nós o adoramos, o racionalizamos, ou tentamos fugir dele. Vá a qualquer igreja cristã e você descobrirá que o sofrimento é adorado; ele é transformado em algo extraordinário, sagrado, e é dito que só pelo sofrimento, pelo Cristo crucificado, você pode encontrar Deus. No oriente eles têm suas próprias formas de se esquivar, outros modos de evitar o sofrimento, e me parece uma coisa extraordinária que tão poucos, seja no oriente ou no ocidente, estejam realmente livres do sofrimento. Seria uma coisa maravilhosa se no processo de se ouvir sem emoção - não sentimentalmente - ao que está sendo dito, você pudesse realmente compreender o sofrimento e ficar totalmente livre dele; porque então não haveria auto engano  nem ilusões, angústias, medo, e o cérebro poderia funcionar claramente, sagazmente, logicamente. E então, talvez, a pessoa saberia o que é amor.




J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.aindamelhor.com

CAMINHAR PACIENTEMENTE

Não se pode dar alimento de adulto a uma criança - você deve adaptá-lo às necessidades e capacidades digestivas da criança e, gradualmente, deixar os paladares desenvolverem com a idade. Assim, também, não se pode atingir o pico em apenas um salto! É preciso um esforço persistente e progresso gradual para chegar ao topo, não é? Perceba que é um trabalho muito difícil negar a evidência dos sentidos. Você pode e deve superar as tendências que têm crescido dentro de si em consequência de centenas de nascimentos. A verdade de que o mundo é uma ilusão e é uma manifestação do Divino é clara para uns poucos que chegaram ao seu destino. Se você é um aspirante, até a realização o alcançar você deve persistir em seu caminho, pacientemente, com esperança e esforço sincero.



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de Autoria Pessoal

A CENTELHA DIVINA OCULTA EM CADA UM

Um Mestre espiritual esforça-se por ver nos seres as divindades que eles ainda não são. Como eles são agora, isso não lhe interessa. Sempre que encontra um ser, ele pensa na centelha divina que está oculta nesse ser e que aguarda o momento em que, finalmente, ele lhe dará a possibilidade de se manifestar. É esta a mais alta expressão do amor: saber ligar-se à centelha divina em cada criatura para a alimentar, para a reforçar. Como seriam diferentes as relações entre os humanos se também eles, quando se encontram, pensassem que o homem ou a mulher que têm diante de si é depositário de uma centelha saída do fogo divino! Mesmo num criminoso, há que procurar essa centelha para tentar avivá-la. Isso nem sempre é possível, mas, pelo menos, há que tentar. Nem sempre se sabe por que é que certos seres se deixaram arrastar por más inclinações e também não se sabe o que poderia fazer com que eles se levantassem e, subitamente, reanimassem a centelha neles. Por isso, nunca se deve fazer um juízo definitivo sobre quem quer que seja. 



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: www.2cemiltuparetama.blogspot.com