sexta-feira, 7 de março de 2014

ANJOS - BELEZA - PENSAMENTOS PUROS

Geralmente os anjos são mostrados como criancinhas com asas, simbolizando inocência e pureza. A pureza de um anjo é representada pela aura ou auréola de luz. O amor de um anjo pela humanidade é ilimitado, mas completamente desapegado assim como o Amor do Supremo. Os pensamentos, palavras e ações de um anjo tem o efeito de abençoar outras pessoas, como se ele fosse capaz de perceber instintivamente as necessidades de cada um e atender à elas. Os anjos geralmente aparecem com varinhas mágicas nas mãos, com as quais derramam bênçãos sobre os outros. Um anjo é um farol conectado com Deus, que irradia os raios espirituais de luz, força, amor, paz, felicidade e poder Divino aos outros.

Quando alguém fala algo que toca o nosso coração, geralmente dizemos: Que pessoa linda! Nesse momento estamos incorporando a ideia de que beleza vem do caráter. Cada caráter, incluindo o nosso, contem esse potencial de beleza. Portanto, ao invés de basear nossa beleza em nossa aparência, devemos transferi-la para o seu caráter.

Pureza nos pensamentos é estar livre de influências negativas. Pensamentos puros são seguidos de palavras e ações positivas. Pessoas que tem pensamentos puros expressam sua própria positividade em cada ato e cada relacionamento. Todo esforço que elas fazem é para sustentar tais pensamentos, gerando frutos no seu próprio tempo. Pensamentos puros fortalecem e trazem poder em todas as áreas da vida.




Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
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quinta-feira, 6 de março de 2014

LIGAÇÕES DE UMA ALMA

Uma alma que vem encarnar-se na terra tem ligações não só com o mundo dos homens, mas também com os reinos animal, vegetal e mineral. E tem também ligações com os anjos e os arcanjos. Romper certos laços e desenvolver outros para se ficar só ligado ao Céu e aos seres mais evoluídos é difícil para a maior parte dos humanos, pois essas ligações que eles ignoram têm numerosas ramificações. Vós podeis estar doentes, fisicamente ou psiquicamente, sem serdes a causa direta dessa doença, mas porque, no passado, estabelecestes ligações com certos seres de uma evolução inferior que agora têm de atravessar certas provas para se libertarem, e é isso que vós sentis, por causa dessas ligações. Podemos dizer que há numerosas famílias psíquicas e espirituais. Mesmo que vós afirmeis que sois independentes e livres, podeis ser membros de várias famílias e, pelos vossos pensamentos, pelos vossos desejos, estais ligados a elas. Quando vos libertais de uma fraqueza, de um vício, quando venceis uma tentação, quando ultrapassais uma dependência, sentis uma alegria nova. É como um novo nascimento: sois acolhidos na família dos seres de luz.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
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SILÊNCIO - AFASTAR, OBSERVAR E TRANSFORMAR - RELACIONAMENTOS

Vivemos um paradoxo. Ao consumir a avalanche de informações a que somos submetidos, nos tornamos mais vazios. Vamos perdendo a capacidade de discernir o que queremos e o que não queremos deixar entrar na privacidade mental. O ruído provocado pelo excesso de informação esconde o chamado da alma. Se queremos realmente nos preencher, precisamos inserir momentos de silêncio em nossa agenda. Apreciar o silêncio é apreciar a si. Distanciar-se do silêncio é distanciar-se de si.

Quando situações estressantes surgirem, pratique esses três passos:

(1) afaste-se mentalmente e fisicamente da cena por alguns minutos;

(2) veja novamente a situação como um espectador ou observador desapegado; pergunte a si mesmo se os pensamentos que surgem estão indo na direção que você escolheu;

(3) no silêncio resultante, oriente o seu pensamento usando afirmações pessoais como 'Eu estou consciente de que sou calmo e pacífico' ou 'Eu sou o mestre da minha mente'.

Através dessa técnica você pode mudar suas atitudes e sentimentos, influenciando positivamente as situações e a forma como os outros reagem.

Para criar bons relacionamentos:

(1) Com sua mente, pense sobre o que você pode aprender com os outros;

(2) Com seus olhos, olhe para as boas qualidades dos outros;

(3) Com suas palavras, reconheça, valorize e aprecie as realizações dos outros;

(4) Com suas ações, coopere e faça algo para os outros.




Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
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O QUE É SÁBIO ESPERAR DO YOGA?


Damos toda a razão a quem pretender com o Yoga melhorar suas condições físicas e psicológicas. Você poderá colher tais frutos. Seu corpo remoçará, como o desejo. Os sinais de decadência física, própria da idade avançada, seguramente serão retardados ou substituídos pelos aspectos juvenis que dão encanto às pessoas moças. As adiposidades desaparecerão. A cor rosada e sadia brilhará em seu rosto. As linhas elegantes, o tórax desenvolvido, a harmonia dos gestos, o porte ereto, tudo enfim que embeleze a figura, se encontram a seu dispor. No plano psicológico, alcançará, concomitantemente, outras tantas vantagens. Ao tratar de cada asana e de cada pranayama, em "Autoperfeição com Hatha Yoga" e em "Yoga para nervosos", fiz referência à vantagens terapêuticas. Essas referências foram retiradas de tratados respeitáveis bem como de minha experiência com milhares de casos.

Tão flagrantes e seguros são os proveitos do Yoga que atraíram uma infinidade de aficionados no mundo todo. Como você e eu, homens e mulheres, jovens, velhos e de todas as categorias sociais e profissionais se atiram avidamente à prática. Que pretendem?


Propaganda intensa e eficaz tem divulgado o Hatha Yoga. O conhecimento divulgado, no entanto, é de certa forma infiel. O Hatha Yoga tem sido apresentado como uma nova panacéia, capaz de servilmente recompor a saúde e a forma física de quem delas precisa para triunfos mundanos. Artistas de cinema, elementos do "society", pessoas ociosas do mundo ocidental abraçaram o Yoga, que se transformou em passatempo, mania, moda, divertimento, sei lá o que… Evidentemente, uma deturpação lamentável. Tais homens e mulheres, do Yoga só desejam as vantagens, ao mesmo tempo em que se furtam a um austero comportamento e às implicações de ordem espiritual. Verdadeiros tontos, inebriados pelo mais evidente e mais facilmente desejável, praticam Yoga como quem joga um novo tipo de carteado, como quem vai à sauna ou salão de beleza.

Mesmo a essas pessoas o Yoga faz bem, no plano físico. Não faz todo o bem que poderia fazer, no entanto, em virtude de não atuar mais profundamente no plano psicoespiritual. O que um diletante consegue, praticando asanas por motivos esportivos ou estéticos, é muito menos do que lucraria, se, a par de fazer as técnicas, também amasse o próximo, ajudasse os outros e se comportasse com alta dignidade. A saúde e plástica de uma estrela de cinema naturalmente melhoram com os exercícios, mas muito menos do que se ela transformasse sua vida numa permanente oferenda a Deus. Os frutos mais doces da árvore do Yoga só podem ser colhidos nos ramos mais altos e mais tenros, portanto verdadeiramente impraticáveis àqueles cujo egoísmo pesa uma tonelada. Refiro-me às realizações, às experiências e as vivências mais transcendentes e libertadoras. Os diletantes se contentam em apanhar as frutas do chão que os pássaros já não querem.

Contam que um tolo, ao comer bananas, devorava as cascas e lançava fora a polpa saborosa. Da mesma forma, as pessoas vaidosas se iludem dizendo que praticam Yoga quando apenas cultivam o impermanente. Algumas chegam mesmo a se dizerem yoguinis, quando apenas se contentam com resultados superficiais.

Se no plano físico o Yoga deturpado apenas oferece vantagens menores, no plano ético-espiritual chega mesmo a ser maléfico e luciferino. Já viu o leitor que alimentar o ahamkara (egoísmo) é a fonte de todos os pecados, de toda a fragilidade, dor e angústia. Ao mesmo tempo causa e efeito da vaidade, da cobiça, da inquietude e das vicissitudes, o ahamkara nos mantém exilados da casa paterna. Tudo o que contribui para engordar e criar apego ao eu superficial; tudo o que vier a criar novas ilusões e grilhões novos; tudo, enfim, que levar a crer que o homem é apenas sua posição social, suas vitórias profissionais ou artísticas, que é um amontoado de lembranças, imagens e ideias; tudo o que fizer o homem considerar-se este frágil arranjo temporário de experiências psico-sociais e moléculas químicas; tudo o que o afastar do objetivo último – a unificação – não passa de perigoso inimigo. O Hatha Yoga, mal utilizado, pode ser esse inimigo.

Ora, é certo que morreremos. É certo que somos sujeitos à doenças, acidentes, envelhecimento e dor. Por mais miraculoso que seja o Hatha Yoga, não nos salva dessas coisas. Aliás, elas não são males. São naturais. “A doença é o aluguel que pagamos por morar no corpo”, lembra Ramakrishna. Os sofrimentos são-nos não só naturais, mas também necessários. Por que nos perturbarmos quando ele nos chegar e por que dele tentar fugir? É ainda o muito amado Ramakrishna que nos ensina: “É preciso esquentar o ferro várias vezes e martelá-lo muito tempo, antes que ele possa tornar-se aço temperado. E só então é possível dar-lhe a forma que se deseja e dele fazer uma espada cortante. Da mesma forma, um homem deve passar várias vezes pela fornalha das tribulações, deve ser batido pelas perseguições do mundo antes de tornar-se humilde, puro e capaz de ascender à presença de Deus”.

Qual a atitude mais sábia que se deve manter, na doença e em face do envelhecimento? Temê-las? Tentar fugir?

Devemos cumprir tudo o que é possível e razoável, a fim de preservar a saúde e as energias da mocidade. Não devemos, entretanto, fazer nossa felicidade depender de tais coisas. Não devemos desesperar ao cairmos doentes. Não convém entregarmo-nos ao abatimento quando perdemos cabelos ou notamos rugas no rosto. A Sabedoria Universal ensina que só o espírito é eterno. Só ele pode servir de alicerce à nossa felicidade.

“Todo aquele, pois, que ouve essas minhas palavras e as observa será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Desceu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela não caiu, pois estava edificada sobre a rocha. Mas todo aquele que ouve essas minhas palavras e não as observa será comparado a um homem néscio, que edificou a sua casa sobre a areia. Desceu a chuva, vieram os ventos e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e foi grande a sua ruína.” (Mateus 7:24)

Edifiquemos, portanto, a nossa sobre a rocha eterna do espírito.

Há os que se dedicam ao Yoga em busca de siddhis, isto é, poderes psíquicos. É uma outra forma de desvirtuar o Yoga e de colher desenganos. A ninguém é lícito brincar de aprendiz de feiticeiro. Essas pretensões são antinaturais e ainda distraem o discípulo de seu objetivo verdadeiro. Disse Krishna a Arjuna: “Podeis estar certo de que um homem que se esforça para obter os poderes psíquicos não realiza Deus. O exercício desses poderes implica o ahamkara, o egoísmo, que é um obstáculo no caminho da realização.”

Quero que o leitor entenda que, se com a prática do Hatha Yoga aspira a lucros mundanos e ligados ao ahamkara, isto é, lucros egoísticos, estará acumulando futuras decepções e perdendo terreno na grande tarefa de sua existência: a libertação, o Reino dos Céus, o “regresso”…

No Hatha Yoga, como em tudo, devemos comportar-nos segundo o preceito evangélico: “Procurai em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça, e todas as outras coisas vos serão dadas de acréscimo”.

Se as praticamos com essa disposição, só teremos proveito e nenhum dano.

“Se conhecerdes o Único, podereis tudo conhecer. Os zeros que se colocam depois do algarismo 1 tornam-se centenas de milhares. Mas se apagardes esse algarismo 1, nada restará.” (Ramakrishna)

Saúde, beleza, energia, poderes ocultos, eficientes realizações mundanas, tudo enfim que o Hatha Yoga proporciona, são apenas zeros. Zeros e mais zeros enfileirados não fazem mais do que zero, se não forem precedidos pelo “1” da realização do Yoga, ou Integração.


Prof. José Hermógenes




Texto (originalmente publicado na década de 1960) extraído das páginas 203 a 206 da 38ª edição, de 1998, do livro Autoperfeição com Hatha Yoga, e digitado por Cristiano Bezerra em 10 de abril de 2001.




Fonte do Texto: EKADANTA YOGA
http://www.ekadantayoga.com.br/
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/r%c3%a3s-cogumelos-personagens-divers%c3%a3o-1175798/


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quarta-feira, 5 de março de 2014

CUIDADO COM O TIPO DE PENSAMENTO QUE ABRIGAMOS

Se você joga uma pedra na água, uma pequena ondulação se origina e se espalha até o final do rio. Você pode ou não ser capaz de ver, mas a ondulação começa bem no ponto onde a pedra encontra a água. Da mesma forma, no lago de sua mente, quando você joga uma pedra de pensamento, ondas de ondas de pensamento começam a espalhar-se por todo o corpo. A mesma ondulação reflete em seus olhos, cérebro, ouvidos, coração e também em suas mãos e pernas. Portanto, você deve ter muito cuidado com o tipo de pensamentos que permite penetrar em sua personalidade. Quando você obtém pensamentos puros, todos os seus sentidos serão purificados por eles. No entanto, se receber maus pensamentos, seus sentidos serão pervertidos e isso se espalhará rapidamente para os olhos, o coração, as mãos e o cérebro. Sempre tenha pensamentos puros. Se você fizer isso, seu corpo, sentidos e ações serão purificados.




Sathya Sai Baba




Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
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APEGO À EXISTÊNCIA TERRESTRE

Há muitas pessoas que se agarram desesperadamente à sua existência terrestre! Elas ignoram que a sua vida não terminará com aquilo a que se convencionou chamar morte e algumas vão mesmo ao ponto de, para prolongar a sua vida, ser capazes de cometer crimes. O espiritualista tem uma concepção completamente diferente das coisas. Ele ama a vida, cujo sentido e cuja beleza descobre todos os dias, e, ao mesmo tempo, essa vida, com as limitações, os constrangimentos e os sofrimentos que impõe, por vezes parece-lhe um fardo. Como não há de aspirar a essa outra vida que ele pressente que é mais real do que a sua existência terrestre? Mas, como ele também sabe que desceu à terra para aqui fazer um trabalho, para reparar os seus erros do passado, para se aperfeiçoar, aceita, pensando que, quando tiver terminado esse trabalho, partirá livre para o espaço. É esta a verdade que os espiritualistas conhecem e é por isso que, mesmo sabendo que a verdadeira vida é noutro plano, eles estão convictos de que têm algo a fazer na terra. Enquanto não tiverem terminado o trabalho para o qual vieram, o resto é-lhes indiferente, eles não se questionam se preferem viver ou morrer, querem unicamente terminar o seu trabalho. Mas, assim que ele está terminado, eles vão embora em paz e com alegria.





Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
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POSITIVIDADE

Tudo que é preciso para terminar com a escuridão é um pouco de luz. O que é real é a luz e o que precisa ir embora é a escuridão. Da mesma forma, a negatividade é nada menos do que a falta de positividade. Aquele que é capaz de usar a positividade nas situações, consegue terminar com a negatividade muito naturalmente. Há uma influência poderosa desta positividade no interior, nenhuma negatividade do eu ou dos outros permanece. Quando uso o poder da positividade, sinto-me livre da influência da negatividade. Sou poderoso em todas as situações e lido com elas com grande facilidade. Os outros ou as situações não têm influência sobre mim. Em vez disso, sou capaz de influenciar os outros com o meu próprio comprometimento com a positividade.




Brahma Kumaris




Fonte:www.bkumaris.org.br
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terça-feira, 4 de março de 2014

O DESEJO DE IMORTALIDADE

A morte é uma mudança de estado que nos permite atravessar regiões a que não temos acesso com o nosso corpo físico. Viver na terra e viver do outro lado são momentos necessários à nossa evolução. É por isso que nós vimos, depois partimos... e voltamos outra vez... O desejo de imortalidade que habita nos humanos não é uma quimera, tem um fundamento real, mas, como eles não sabem o que em si é imortal, agarram-se à vida física tanto quanto podem, coitados... Eles sentir-se-ão imortais no dia em que tiverem aprendido a trabalhar sobre os seus pensamentos, os seus sentimentos e os seus atos, pois a vida eterna é isso. Aqueles que vivem essa vida, que compreenderam verdadeiramente o que é essa vida, não têm medo da morte. Eles têm consciência de que as riquezas que acumularam no seu coração, na sua alma, nunca os abandonarão. Pelo contrário, eles sabem que as encontrarão amplificadas no mundo invisível, pois é no mundo invisível que temos a nossa origem.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
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CONFIANÇA - FOCO POSITIVO - FÉ

Normalmente há dois polos nas organizações criadas com base na hierarquia: eles e nós. No momento em que isso acontece, a confiança é a primeira a ir embora e a última a retornar. Diariamente, em cada interação, seja por meio segundo ou meia hora, estou diante da oportunidade de aumentar ou diminuir a confiança. Confiança e influência são irmãs. Se eu quiser influenciar alguém preciso criar confiança. E atrás da confiança, bem juntinho, vem o respeito, o valor que nos conecta a outros.

Faça uma lista das coisas que você mais se preocupa e veja se elas estão sob sua influência ou se você está sendo influenciado por elas. Pense no que você pode realmente fazer para ter uma influência sobre cada uma delas de forma eficaz. Ao determinar qual desses dois lados predomina você pode descobrir muito sobre o seu nível de positividade. Pessoas positivas se concentram nas coisas sobre as quais podem fazer algo a respeito. Se necessário, elas mudam de atitude. Elas sabem que não podem mudar as circunstâncias, mas podem melhorar a própria atitude interior. Foco positivo é isso: ser criativo, pensar de forma diferente, ser aberto a ouvir, ser mais compreensivo, ser mais comunicativo e mostrar mais solidariedade.

Fé combina confiança e humildade. Fé diz: "Plante as sementes certas, faça o esforço certo, mas também deixe a coisas serem". Fé não significa ser passivo. Fé é ter agido e pensado sobre algo e então ter a paciência e a confiança de que o Drama da Vida também está cuidando disso. Fé é saber que o resultado de qualquer ação não depende só de mim. Que hoje eu tenha fé.




Brahma Kumaris




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segunda-feira, 3 de março de 2014

ALGUMAS VERDADES NUAS E CRUAS

O que é vazio, inútil e temporário tem muito valor neste mundo. O que é verdadeiro, inestimável e eterno é ridicularizado por aqueles que tentam lucrar com a nossa dor. Mas nós não somos vítimas. Somos constantemente tentados a perseguir tudo o que está vazio, inútil e temporário em prol da satisfação do nosso ego. É preciso quase ter a força de super-homem para correr atrás e aceitar a verdade, e se contentar apenas com as coisas que o dinheiro não pode comprar, pois estas são inestimáveis. Toda vez que fazemos a escolha certa, nós mudamos o mundo. Todas as nossa ações individuais mudam tudo, em todos os momentos. Nós não experimentamos essa mudança profunda porque a todo momento as ações dos outros também estão mudando o mundo. O estado e a condição do nosso mundo é apenas a soma total das escolhas individuais que cada um de nós fazemos.

Imagine tentar se secar ainda imerso no oceano. É impossível. Não importa o quanto você se esforce para se enxugar, a água gruda em você como se fosse sua segunda pele. Estamos em um mar do Oponente, um oceano de ego e interesse próprio implacáveis. Nós não podemos nos libertar do ego e de todos os nossos interesses ocultos. Estão sempre aqui. A chave não é destruir nosso ego. A chave é vê-lo e reconhecê-lo e, em seguida, não reagir a ele. O ego só desaparecerá no final dos tempos. Um peixe não tem ideia de que está nadando na água. Nós não fazemos ideia de que estamos submersos no oponente chamado "Satan" (1). A Kabbalah nos acorda para que possamos enxergar e, dessa forma, não reagir aos impulsos do ego.

Nossas lágrimas abrem os portões do céu. Nossas lágrimas mantém os portões do céu fechados. Como ambas as afirmações podem estar certas? As lágrimas que derramamos em nome de terceiros, essas lágrimas escancaram os portões. As lágrimas que derramamos por nós mesmos, por tudo o que não temos, por tudo que cobiçamos e que pertence aos outros, essas lágrimas mantém os portões do céu fechados. Quando uma massa crítica de seres humanos chorar e rezar em prol dos outros, ao invés de si mesmos, o mundo conhecerá a paz e a humanidade testemunhará o fim absoluto de toda a dor, de todo o sofrimento e da morte.




Billy Phillips




Fonte: Estudantes de Kabbalah
http://estudantesdekabbalah.com/2014/03/01/algumas-verdades-nuas-e-cruas/
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(1) "Satan" não se refere à entidades (diabo, demônio, satanás etc.); apenas é uma palavra que foi deturpada pelas religiões e pelo senso comum. O sentido original e real é "oponente"; tudo que se opõe à luz (ego etc.). (Minha observação)

CONSIDERANDO A REENCARNAÇÃO

A reencarnação é Lei da Vida.

Impositivo estabelecido, irrefragavelmente (incontestavelmente), constitui processo de evolução, sem o qual a felicidade seria impossível.

Programada pelo Criador, faculta os mecanismos naturais de desenvolvimento dos valores que jazem latentes, no ser espiritual, que assim frui, em igualdade de condições, dos direitos que a todos são concedidos.

A reencarnação favorece com dignidade os códigos da justiça divina, demonstrando as suas qualidades de elevação e de amor.

Sem a reencarnação - que proporciona a liberdade de opção, com as consequências decorrentes da escolha - a vida não teria sentido para os párias sociais, os homens primitivos, os limitados mentais, os amargurados e infelizes...

Sem a reencarnação, o ódio inato e o amor espontâneo constituiriam aberração perturbadora na natureza humana.

Da mesma forma, as tendências e propensões que comandam a maioria dos destinos, seriam fenômenos cruéis de um determinismo absurdo, violentador das consciências e dos sentimentos.

Sem a reencarnação, permaneceriam como incógnitas geradoras de revolta, as razões dos infortúnios morais, das enfermidades de alto porte, mutiladoras e degradantes, da miséria social e econômica que vergastam expressivas massas e grupos da sociedade terrestre.

Sem a reencarnação, os laços de família se diluiriam aos primeiros impactos defluentes dos acontecimentos danosos...

A reencarnação enseja reequilíbrio, resgate, reparação.

Faculta o prosseguimento das atividades que a morte pareceria interromper.

Proporciona restabelecimento da esperança, entrelaçando as existências corporais que funcionam como classes para o aprendizado evolutivo no formoso Educandário da vida terrestre.

Oferece bênçãos, liberando de qualquer fatalidade má, que candidataria o Espírito a um estado permanente de desgraça.

A reencarnação enobrece o calceta (condenado), santifica o vilão, eleva o caído, altera a paisagem moral do revoltado, dulcificando-o ao largo do tempo, sem pressa, nem violência.

A reencarnação é convite ao aproveitamento da oportunidade e do tempo, que sempre devem ser colocados a serviço do progresso espiritual e da perfeição, etapa final da contínua busca do ser.



Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis





Fonte: do livro "Responsabilidade", LEAL
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PENSAMENTO - AÇÃO - HUMILDADE

É o poder do pensamento que cria a atmosfera numa sala, numa casa, numa empresa. Se eu consigo controlar a mente e desenvolver seu poder positivo, posso influenciar, mais do que ser influenciado pela atmosfera ao meu redor. A dependência dos outros e das coisas físicas irá diminuir, nada parecerá difícil. A vontade de escapar do sistema não virá, porque, apesar de permanecer nele, nos meus pensamentos, estou além de suas influências negativas.

É através das ações que o mundo me acessa. É através das ações que eu determino a qualidade do meu destino. Se elas são tão importantes assim, por que não investir em monitorá-las? Quando liberto minhas ações de motivos egoístas, quando faço coisas pelas quais não tenho que pedir desculpa nem me arrepender, estou criando um futuro melhor, não só para mim, mas, para toda a humanidade.

Quando uma árvore está carregada, ela se curva e disponibiliza seus frutos a todos. Da mesma forma, quando uma pessoa está preenchida ela se curva com humildade. Uma pessoa assim pode beneficiar todos aqueles que a rodeiam. A humildade nos faz doador em todas as situações. A humildade faz com que seja fácil aos outros receber o que temos a oferecer. Nas nossas interações com os outros é mais importante ver o que podemos dar a eles do que apenas esperar deles.




Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
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sábado, 1 de março de 2014

GENTILEZA - CORAÇÃO - DOÇURA

Gentileza é normalmente vista como um toque suave, um olhar que acalma, palavras de conforto. Mas, na verdade, gentileza é a manifestação da nossa força interior, com base no entendimento dos sentimentos dos outros. Ela não perturba, não empurra, não impõe; simplesmente oferece ajuda. Gentileza é como o espírito de uma criança, cujo otimismo espontâneo mantém as pessoas leves e felizes.

Até que a mente e o intelecto estejam em sintonia, o coração não pode funcionar bem. As coisas velhas, quando guardadas no coração, influenciam a mente. Mas o intelecto pode acalmar a mente através do entendimento e da razão. Isso faz com que a mente experimente a paz e o coração experimente a cura. A mente funciona bem quando o coração está curado. Com um coração forte nada pode influenciar a alma.

Doçura na linguagem e no temperamento é uma grande virtude. As pessoas que conseguem discernir apenas as boas qualidades nos outros possuem grande mérito. Assim como as abelhas coletam a doçura das flores, aqueles que têm um olho para o mérito dos outros e que consideram apenas as boas palavras que ouvem, também se tornam um estoque de doçura como um favo de mel.



Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
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MUDANÇAS E TRANSFORMAÇÕES CONSCIENCIAIS

Nunca tenha receio de deixar que caiam as suas paredes, pois é só assim que crescemos e amadurecemos.

Nada do que construímos é definitivo, nem mesmo a nossa personalidade. Tudo está o tempo todo se transformando, tudo é impermanente.

Não se apegue a nada em demasia para que a transição para algo diferente não seja tão dolorosa.

O progresso e a evolução só se dão na medida em que mudamos interiormente. E quanto mais nos recusamos a mudar, mais sofrido é o aprendizado e o progresso.

Na verdade, nós nunca paramos de crescer espiritualmente, só que, na maioria das vezes, fazemos isso de forma inconsciente.

Quando, no entanto, nos tornamos mais conscientes desse processo é que percebemos o quanto poderíamos ter evitado dos sofrimentos e dissabores anteriormente vividos.

Busque crescer sem se apegar demais ao que você já construiu ou ao que já aprendeu. Permita-se conhecer o novo, o diferente, o inusitado. Permita-se conhecer-se de um novo ponto de vista. Permita-se reconhecer que quer mudar e que o que tem até aqui já não lhe basta.

Com isso, você irá descobrindo novos conhecimentos a respeito dos outros, da vida e de si mesma. E isso lhe dará imenso prazer, pode acreditar, pois lhe dará novas perspectivas, novas possibilidades e novos cenários.

Mais cedo ou mais tarde, todos descobrimos em nós mesmos características que nos desagradam. Cabe a nós mudar isso, sem nos sentirmos culpados ou inferiores por este ou aquele defeito.

Tudo o que somos é parte de nós, do nosso aprendizado, e precisa estar exatamente onde está para que possamos transcendê-lo. Somente ao percebermos e aceitarmos os nossos defeitos, e tentarmos TRANSFORMÁ-LOS é que, de fato, começamos a superá-los.

Veja que eu disse TRANSFORMÁ-LOS e não ELIMINÁ-LOS, porque eles são parte da nossa consciência e não podem ser retirados, apenas mudados, trabalhados, superados e transformados em algo melhor.



Maísa Intelisano





Fonte: www.ippb.org.br
mintelis@uol.com.br
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UM CONTENTAMENTO QUE NÃO É DA MENTE

O descontentamento não é essencial, não para ser sufocado, mas para ser encorajado, investigado, sondado, de modo que com a compreensão do que é chegue o contentamento? Esse contentamento não é o contentamento produzido por um sistema de pensamento; mas é aquele contentamento que surge com a compreensão do que é. Esse contentamento não é produto da mente – a mente que está perturbada, agitada, incompleta, quando busca paz, quando procura um caminho distante do que é. E assim a mente, através de justificação, comparação, julgamento, tenta alterar o que é, e espera chegar a um estado em que não estará perturbada, quando estará em paz, quando houver quietude. E quando a mente está perturbada por condições sociais, por pobreza, fome, degradação, pela apavorante miséria, vendo tudo isso, ela quer alterar isto; fica enredada no modo de alterar, no sistema para alterar. Mas se a mente for capaz de olhar o que é sem comparação, sem julgamento, sem o desejo de alterar para outra coisa, então você verá que surge um tipo de contentamento que não é da mente. O contentamento que é produto da mente é uma fuga. É estéril. Está morto. Mas existe contentamento que não é da mente, que surge quando existe compreensão do que é, em que há uma profunda revolução que afeta a sociedade e a relação individual.





J. Krishnamurti





Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
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CONDUÇÃO DOS NOSSOS PENSAMENTOS

"A Mente é um macaco louco pulando de galho em galho". O que equivale dizer que nossos pensamentos estão desordenados, muitas vezes em convulsão, quando conversamos fazemos "colcha de retalhos".

Você concordaria com a afirmação de que normalmente não conseguimos centrar a nossa conversação em um só assunto. Quero dizer interrompemos o nosso raciocínio e enveredamos por outro assunto ou suspendemos a nossa exposição para darmos atenção a algo que está fora do tema presente.

Quanta energia dissipada tentando se atentar para tudo e não atendendo a nada! Isto se deve a forma de conduzir nossos pensamentos. Nós não aprendemos a parar de pensar, no sentido meditativo.

A massificação nos bombardeia com ideias e estímulos que dominam as nossas características competitivas e nós não queremos perder, pois que senão seremos ultrapassados e a "vida é curta" "é uma só", sob o ponto de vista materialista ou de algumas ideologias.

Diz-se em auto-reprogramação-humana (ARH), que esta é uma característica do pensamento-horizontal. O pensamento-horizontal desvia o nosso foco do que acontece em nós e no meio ambiente que nos rodeia, divide o tempo e também nos divide: ou/ora vivemos no passado; ou/ora no presente; ou/ora no futuro.

Viver no passado, "no meu tempo", é uma característica da mente-velha, retrograda, limitada, sem aspiração, fator de depressão. As pessoas idosas têm fortíssima tendência a viver no passado.

Os que pensam mais na atualidade, em geral os de meia idade e também boa parte dos jovens, expõem-se a impulsividade, pelo querer aproveitar tudo ao máximo da vida, o que os tornam intempestivos ou ansiosos e quando não conseguem caem no oposto, tédio (fossa) e passividade. Acontece um evento musical, um festival de cinema, e querem ver tudo ao mesmo tempo, faltam aulas e serviço ou deixam tudo pela metade e se não conseguem, sentem-se frustrados.

Já os que pensam mais no futuro em geral a juventude, ficam sujeitos à ansiedade e à fantasia. O medo do que vai ainda acontecer pode tornar-se mórbido e causar alienação. A competição pode gerar distúrbios emocionais que afetam sensivelmente a personalidade em formação, criando gerações neuróticas e paranoicas como já é o caso da juventude de alguns países ditos de primeiro mundo. Hoje a depressão jovem já é fato.

Na linha do pensamento-vertical temos a atenção voltada ao máximo para a percepção da realidade interna e externa do que estamos vivenciando no momento. É o que Dr. Nilson Ruiz Sanches chama em seu livro ARH - Auto-reprogramação Humana, de "presentificação" do pensamento. Não quer dizer absolutamente fato momentoso e sim, AGORA, MOMENTO, da meditação. O pensamento-vertical, o momento, o agora, aciona o pensamento racional e o pensamento intuitivo e aditaria o pensamento inspirado.

O pensamento-vertical nos coloca da melhor maneira dentro do contexto. Desenvolve o "músculo da atenção" favorecendo a concentração e a percepção da realidade interna, do momento envolto, da família, do grupo social, do mundo.

Auto analisando-se e 'presentificando-se'; realizando visualizações e abrindo a mente para o mundo espiritual (novos paradigmas para muitos), o ser humano se coloca inteiramente dentro do contexto em nível de Consciência Superior, queremos dizer Racional e Intuitivo Superiores.

Temos uma forma racional de pensar em nível de consciência inferior, o estado de sono e o superior em que o ser, centrado em si, faz o "nível de consciência de si".

Consciência de si é aquele nível no qual o ser humano deixou de ser apenas máquina, pois que conseguiu o "total controle da máquina".





Valdomiro Halvei Barcellos





Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/valdomiro/conducao-dos-nossos-pensamentos.html
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

SOB O IMPÉRIO DE MOMO A “CARNIS” COBIÇA "VALLES" - É CARNAVAL!

A cada ano pessoas mergulham numa falsa felicidade de 3 dias de “folia” (1) seguida de 362 dias de novas e reconstruídas aflições. Será lícito confundir “diversão” passageira com alegria real? O carnaval é um desses delírios coletivos que costumam ser classificados como “extravasadores de energias reprimidas” – será mesmo? Em verdade o entrudo (2) representa o momento em que pessoas projetam o que há de mais irracional e de mais incivilizado em si mesmas.

Há quem afirme ser o período do carnaval marcado pelo "adeus à carne", ou do latim "carne vale", dando origem à palavra. Embora não haja unanimidade entre os estudiosos, a terminologia pode estar associada à ideia de encanto dos prazeres do corpo (carnal) marcado pela expressão "carnis valles", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres.

Já foi no passado a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica (bacanália); na velha Roma imolava-se nessas ocasiões uma vítima humana (saturnália); na Idade Média era uma comemoração adotada pela Igreja romana, no século VI. Isso nos remete ao início do período da quaresma, uma pausa de 40 dias nos excessos cometidos durante o ano (mormente alimentação). (3) Assim, em sua origem não era apenas um período de reflexão espiritual, como também uma época de privação de certos alimentos como a carne.

Em Roma, em homenagem ao Deus Saturno, carros alegóricos (a cavalo) desfilavam com homens e mulheres. Eram os carrum navalis. O termo carnaval pode derivar das iniciais da frase: “carne nada vale”. Outra interpretação para a etimologia da palavra é a de que esta derive de currus navalis, expressão anterior ao Cristianismo e que significa carro naval. (4)

Há muitos séculos o carnaval era marcado por grandes festas, em que se comia, bebia e participava de frenéticas celebrações e busca incessante dos prazeres. (5) Prolongava-se por sete dias (de dezembro) nas ruas, praças e casas da antiga Roma. Todas as atividades e negócios eram suspensos nesse período; os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que quisessem e as restrições morais eram relaxadas. Um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (saturnalicius princeps).

O carnaval atual é modelado na sociedade da corte (vitoriana) do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da homenagem a Momo para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas.

Um fato é incontestável: a cultura do carnaval estabelece tudo o que aguça o primarismo humano, volúpia, sensualidade e prazer. Não propomos quaisquer normas proibitivas ou restrição de anseios pessoais. Até porque temos o livre arbítrio, e viver na Terra é fazer as escolhas pessoais. Sem medo de correr o risco de ser taxado de moralista, lembro que a Lei de Causa e Efeito preconiza a obrigatoriedade da colheita em tudo o que foi semeado livremente.

Para todas as situações da vida, lembremos sempre da recomendação de Paulo de Tarso: “Todas as coisas me são lícitas”. (6) Há os que julgam que a participação nas festas de Momo nenhum mal acarreta à integridade fisiopsicoespiritual. Divergimos desse ponto de vista.

A Doutrina Espírita nada proíbe, nem nada obriga, nem censura o carnaval; mas igualmente, não endossa sua realização. Sabe-se que durante a folia de Momo são perpetrados abusos de todos os tipos e, mormente, desregramentos da carga erótica de adolescentes, jovens, adultos e até velhos (mal resolvidos); há consumo exagerado de álcool e outras drogas, instalação da bestialidade generalizada, excessos esses que atraem espíritos vinculados ao deletério parasitismo magnético, semelhantes às hienas diante de carcaças deterioradas (carniças).

É verdade! A Doutrina Espírita nem apoia nem condena o carnaval; todavia clarifica muitos aspectos ligados ao evento. Inobstante não dite regras coercitivas, cremos que o espírita deve ter completa ciência das implicações infelizes advindas desses festejos alucinantes. Logicamente não precisa se condenar o carnaval, nem temer por acreditá-lo uma festa “diabólica”; não precisa evadir-se por receio de atração dos seus “encantos”, porém vigiar à distância da agitação. Se se aprecia o folguedo de Momo, deve-se ser um observador atento e equilibrado.

Não fossem os exageros, o carnaval, como festa de integração sociocultural, poderia se tornar um acontecimento compreensível, até porque não admitir isso é incorrer em erro de intolerância. Há muita gente que busca fazer do carnaval um momento de esperança, oportunizando empregos, abrigando menores, e isso é muito valioso. Entretanto, o grande saldo da festa se resume em três palavras: violência, ilusão e sensualidade.

Particularmente, não vejo outro caminho que não seja o da “abstinência sincera das folias”. O ideal seria o emprego do feriadão para a descoberta de si mesmo, entrosamento com os familiares, leitura de livros instrutivos, frequência a reuniões espíritas, participação em eventos educacionais, culturais ou mesmo o descanso, já que o ritmo frenético do dia a dia exige, cada vez mais, preparo e estrutura físico-psicológica para os embates pela sobrevivência.

Não há como “tapar o sol com a peneira” e ignorar que nesses períodos os foliões fascinados surgem de todos os antros para busca da perversão. A efervescência momesca é episódio que satura em si a carga da barbárie e do primitivismo. Há os que aniquilam as finanças familiares para experimentar o momento efêmero de “desfrutar” dias de total paranoia. Adolescentes, adultos e decrépitos se abandonam nas arapucas pegajosas das estéreis fanfarras. Não percebem que bandos de malfeitores do além (obsessores) igualmente colonizam as “avenidas e ruas” num lúgubre show de bizarrices. Malfeitores das penumbras espirituais se acoplam aos histriões fantasiados pelos fios invisíveis do pensamento por causa dos entulhos lascivos que trazem na intimidade.

Todos estamos sob influências das entidades do além-túmulo. Muitas fantasias de expressões ridículas são inspiradas pelos espíritos que vivem em regiões penumbrosas do além. Os espíritos excitam “nossos pensamentos e ações e essa influência é maior do que imaginamos porque, frequentemente, são eles [os espíritos] que nos conduzem”. (7) Pode parecer assustador tal afirmativa, ainda mais que se tem tais espíritos à conta de “demônios”.

Os três dias de Momo, portanto, poderão se transformar em três séculos de penosas reparações. Será que vale a pena pagar preço tão elevado? Os foliões incuráveis declaram que o carnaval é um extravasador de tensões, “liberando as energias”… Entretanto, no carnaval não são abrandadas as taxas de agressividade e nem as neuroses. O que se observa é um somatório da bestialidade urbana e de desventura doméstica. Após os festejos surgem as gravidezes indesejadas e a consequente proliferação de abortos, incidem graves acidentes de trânsito, acréscimo da criminalidade, estupros, suicídios, ampliação do consumo de várias substâncias estupefacientes, alcoólicos, assim como o surgimento de novos drogados, disseminação das enfermidades sexualmente transmissíveis (inclusive a AIDS).

Existem muitas outras formas de diversão, recreação ou entretenimento disponíveis ao homem contemporâneo, algumas verdadeiros meios de alegria salutar e aprimoramento (individual e coletivo), para nossa escolha. Para os espíritas, merece reflexão a advertência de André Luiz: “Afastar-se de festas lamentáveis, como aquelas que assinalam a passagem do CARNAVAL, inclusive as que se destaquem pelos excessos de gula, desregramento ou manifestações exteriores espetaculares. A verdadeira alegria não foge da temperança.”. (8) [grifamos]

Existem alguns centros espíritas que fecham suas portas nos feriados do carnaval por diversos pretextos inaceitáveis. Repensemos o seguinte: uma pessoa com necessidades imediatas de atendimento fraterno ou dos recursos espirituais urgentes em caso de obsessão – seria lógico fazê-la esperar para ser atendida após as "cinzas", uma vez ocorrendo essa infelicidade em dia de feriado momesco?

Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. Em seu lugar então predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade.



Jorge Hessen



Referências:

(1) Do francês folle, que significa loucura ou extravagância sem que tenha existido perda da razão
(2) O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias.
(3) Excessos esses que incluem, segundo a crença da igreja romana, a alimentação
(4) Esta interpretação baseia-se nas diversões próprias do começo da Primavera, com cortejos marítimos ou carros alegóricos em forma de barco, tanto na Grécia como em Roma e, posteriormente, entre os teutões (povos germânicos que viveram no centro e norte da Europa).
(5) A Festa do deus Líber em Roma; a Festa dos Asnos que acontecia na igreja de Ruan no dia de Natal e na cidade de Beauvais no dia 14 de janeiro, entre outras inúmeras festas populares em todo o mundo e em todos tempos, têm esta mesma função.
(6) I Coríntios 10:23
(7) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, questão 460, RJ: Ed FEB, 1990
(8) Xavier, Francisco Cândido e Vieira Waldo. Conduta Espírita, ditado pelo espírito André Luiz, RJ: Ed. FEB, 1999




Fonte do Texto e da Gravura: ARTIGOS ESPÍRITAS - JORGE HESSEN
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.pt/
http://aluznamente.com.br

AUTODESCOBRIMENTO - PROBLEMAS DA EVOLUÇÃO

A encarnação é uma punição? 
Não há senão espíritos culpados que a ela estejam obrigados?

A passagem pela vida corporal é necessária para que possam cumprir os desígnios de Deus; ela é necessária a eles mesmos porque a atividade a que estão obrigados desenvolvem sua inteligência. Deus, que é soberanamente justo, considera igualmente todos os seus filhos, dá a todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações e a mesma liberdade.

A encarnação é para todos, um estado transitório; uma tarefa que Deus lhes impõe como prova para uso do seu livre arbítrio. Aqueles que as cumpre com zelo, vencem mais rapidamente, menos penosamente e gozam mais cedo dos frutos do seu trabalho. Os que retardam o seu adiantamento, prolongam  indefinidamente a necessidade de reencarnar; isso porém não é castigo, não é nenhuma punição, mas sim a obrigação de recomeçar o mesmo trabalho para sua própria experiência e aprendizado.

A encarnação tem um fim útil. Quis Deus que encontrando-se os espíritos em novas reencarnações, tivessem ocasião de reparar os seus erros recíprocos, melhorarem suas relações anteriores, assentar os laços de família sobre base espiritual, e apoiar sobre uma lei natural os princípios de solidariedade, fraternidade e de igualdade. (Baseado em "O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 4, item 25)


PROBLEMAS DA EVOLUÇÃO

Em cada etapa nova, remanescem as ocorrências da anterior, em uma cadeia sucessória natural. A criatura humana, encarna-se e reencarna-se, repetindo as façanhas existenciais até atingir o clímax que a aguarda; e através desse mecanismo, abrem-se espaços a conquistas, mais amplas e complexas, assim como um fracasso em determinado comportamento estabelece processos que impõem problemas no desenvolvimento.

Pelas evocações inconscientes, ou sem elas, a criatura caracteriza-se, psicologicamente, por atitudes de ser fraco ou forte, podendo, bem ou mal, enfrentar os dissabores ou propostas de crescimento. Graças a essa conduta, se torna feliz ou atormentada. Ninguém está isento do patrimônio de si mesmo, como resultado dos próprios atos, o que constitui para o ser, um grande estímulo liberando-o dos processos de transferência de responsabilidade para outrem ou para fatores circunstanciais, sociais. Mesmo quando os imperativos genéticos insculpem situações orgânicas ou psíquicas constritoras, esses ainda derivam da conduta pessoal anterior, devendo serem considerados como estímulos e métodos corretivos, educadores, a que as leis da vida recorrem para o seu aprimoramento.

O estado de humanidade já é conquista valiosa, no entanto é o passo inicial de nova ordem de valores. O psiquismo evolve da insensibilidade inicial à percepção primária, dessa à sensibilidade, ao instinto, à razão, em escala ascendente, passando à intuição, e atingindo níveis elevados de interação com a Mente Cósmica.

Em se considerando  o estágio de humanidade, os indivíduos mergulhados no processo do crescimento, raramente se dão conta de que o sofrimento é fator de aprimoramento e constitui instrumento de evolução. Quando imaturo, o ser lamenta-se, teme e transforma o instrumento de educação em flagelo que o dilacera, tornando-se desventurado pela rebeldia ou entrega-se ao desanimo, negando-se à luta e autodestruindo-se, sem dar-se conta. Surge então da falta de valor moral, os transtornos depressivos, lamentável auto-abandono, portanto de autocídio.

É lícito e natural que cada pessoa se considere humana, isto é, com direitos aos erros e aos acertos; porém não incólume, não especial. Quando erra, repara; quando acerta cresce. A evolução ocorre através de vários e repetidos mecanismos de erro e acerto, desde os primeiros passos até a firmeza de decisão e de marcha.

A estrutura psicológica social - soma de todas as experiências, culturais, históricas, políticas, religiosas - exerce uma função compressiva no comportamento do homem, que se deve libertar mediante o amadurecimento pessoal. Reflexão e diálogo, honestidade para consigo mesmo e para com o seu próximo, esforço constante para a identificação dos seus limites e ampliação deles, constituem terapias e métodos para transformar os problemas em soluções, as dificuldades em experiências vitoriosas, crescendo sem cessar.

Os problemas, as dificuldades naturais, fazem parte do desempenho pessoal e da sua estruturação psicológica. A vida são todos as ocorrências, agradáveis ou não, que trabalham pelo progresso. Importante, desse modo, é manter-se o equilíbrio entre ser e exteriorizar o que se é, sem conflitos, eliminando os estados de tensão resultantes da insatisfação ou do comodismo, realizando-se interior e exteriormente.

Nesta luta, os conteúdos ético-morais da vida têm prevalência, devendo ser incorporados à conduta que os automatiza, não mais gerando áreas resistentes à auto-realização, e liberando-as para um estado de plenitude relativa, naturalmente em razão da transitoriedade da existência física. A integridade e a segurança defluem do que se é jamais do que se tem.

Há aqueles que afirmam ter problemas, e os cultiva sem cessar, há aqueles que têm problemas, e não se encontram dispostos a enfrentá-los, a solucioná-los, esperando que outros o façam, porque se consideram isentos de acontecimentos dessa ordem, há os que vivem sob  problemas, preservando-os mediante transferências psicológicas continuadas, adiando as soluções no tempo e no lugar, ignorando-os e ignorando-se.

Na maioria das vezes, porém, as pessoas são os problemas, que não solucionam pequenos desafios, mas os transformam em impedimentos, deixando-se consumir por desequilíbrios íntimos nos quais se realizam psicologicamente.

O ser psicológico, amadurecido, ama e confia, fitando o alvo e avançando para ele, Sem Ter, Nem Ser problema na própria trajetória. Já não se compadece da própria fraqueza, porém busca fortalecer-se; tampouco de considera inferior em relação aos demais, por saber-se detentor de energias equivalentes. Mergulhado na harmonia geral, contribuí conscientemente para mantê-la, observando-a e com ela se identificando, observado e em sintonia, diante do conjunto que também o envolve no ato de observar.

É indispensável, assim, que tome consciência de si, o que lhe independe da inteligência, da atividade de natureza mental. A consciência expressa-se em uma atitude perante a vida, um desvendar de si mesmo, de quem se é, de onde se encontra, analisando, depois, o que se sabe e quanto se ignora, equipando-se de lucidez que não permite mecanismos de evasão da realidade. Não finge que sabe, quando ignora; tampouco aparenta desconhecer, se sabe. Trata-se portanto, de uma tomada de conhecimento lógico.



Marisa de Mello
Psicóloga





(Desconheço a fonte do Texto)
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

SOMENTE O SERVIÇO CONFERE SATISFAÇÃO PERMANENTE

As pessoas veneram Deus com devoção e sinceridade, mas Deus não se satisfaz com veneração. Você deve servir à sociedade. Somente o serviço pode lhe conferir bem-aventurança. Oferecendo serviço à sociedade, você pode mitigar os sofrimentos das pessoas e também produzir transformação em sua vida. Yad Bhavam Tad Bhavathi (assim como é o sentimento, assim é o resultado). Quando se serve com sentimentos sagrados, está-se destinado a resultados sagrados. Sirva à sociedade ao máximo de sua capacidade. A satisfação que se obtém com bhajans (cantos devocionais) é temporária, enquanto que o serviço confere satisfação permanente. O tempo é o presente mais precioso de Deus, mas você está desperdiçando-o em buscas vãs e sentimentos não sagrados. Santifique o tempo que lhe foi dado servindo à sociedade. Somente pelo serviço pode-se livrar-se de aborrecimentos, ego, pompa e exibição, e outras características más.




Sathya Sai Baba




Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

MEDO DA MORTE - SINTA O ESTADO DA MORTE

Por que você tem medo da morte? Talvez seja porque você não sabe como viver? Se você soubesse como viver totalmente, teria medo da morte? Se você amasse as árvores, o pôr do sol, os pássaros, a folha caída, se estivesse consciente de homens e mulheres em prantos, dos pobres, e realmente sentisse amor em seu coração, você teria medo da morte? Teria? Não seja persuadido por mim. Vamos pensar nisto juntos. Você não vive com alegria, não está feliz, não é vitalmente sensível às coisas; e é por isso que pergunta o que acontecerá quando você morrer? A vida para você é sofrimento e, assim, você está muito mais interessado na morte. Você sente que talvez exista felicidade depois da morte. Mas esse é um tremendo problema, eu não sei se você quer entrar nele. Afinal, o medo está no fundo de tudo isto – medo de morrer, medo de viver, medo de sofrer. Se você não pode compreender o que causa o medo e se livrar dele, então não importa muito se você está vivo ou morto.

Nós temos medo de morrer. Para acabar com o medo da morte devemos entrar em contato com a morte, não com a imagem que o pensamento criou da morte, mas devemos de fato sentir o estado. De outro modo não há fim para o medo, porque a palavra morte cria medo, e nós nem queremos falar nisto. Sendo saudável, normal, com capacidade de raciocinar claramente, pensar objetivamente, observar, é possível para nós entrar em contato com o fato, totalmente? O organismo, pelo uso, por doença, finalmente vai morrer. Se formos saudáveis, queremos descobrir o que a morte significa. Não é um desejo mórbido, pois talvez morrendo compreendamos o viver. Viver, como acontece hoje, é tortura, tumulto infinito, uma contradição, e assim há conflito, miséria e confusão. A rotina de ir todo dia ao escritório, a repetição do prazer com suas dores, a angústia, a tentativa, a incerteza – é isso que chamamos viver. Nós nos acostumamos a esse tipo de vida. Aceitamos isto; envelhecemos com isto e morremos. Para descobrir o que é viver assim como descobrir o que é morrer, a pessoa deve entrar em contato com a morte; ou seja, deve acabar todo dia com todas as coisas que conheceu. Deve acabar com a imagem que construiu sobre si mesma, sobre sua família, sobre suas relações, a imagem que construiu através do prazer, através da relação com a sociedade, tudo. É isso que vai acontecer quando a morte ocorrer.



J. Krishnamurti





Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
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VIVER E DEIXAR VIVER

Na condição de seres humanos, sempre vemos o copo meio vazio: olhamos para as pessoas e imediatamente as julgamos por seus defeitos. A maioria de nós não se dirige a outro ser humano e diz: “Como você é maravilhoso!" Geralmente começamos procurando defeitos, aqueles lugares que nos parecem escuros.

Hoje, dedique um tempo a dar um passo atrás e dar valor às pessoas ao seu redor. Talvez os valores deles sejam diferentes dos seus. Talvez tenham um estilo de vida diferente do seu. Independente do que forem, perceba que sua tarefa é aceitá-los - exatamente do jeito que são - como parte de sua vida.

Finalmente, lembre-se disso: no momento em que decidimos julgar a forma como outra pessoa vive, nos colocamos no papel do Criador. E nós não somos o Criador. Ninguém o é.




Karen Berg




Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
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O LAMPEJO DE COMPREENSÃO

Eu não sei se você notou que há compreensão quando a mente está muito quieta, mesmo por um segundo; há o lampejo da compreensão quando a verbalização do pensamento não existe. Apenas experimente isto e verá por si mesmo que você tem o lampejo da compreensão, essa extraordinária rapidez do insight, quando a mente está muito imóvel, quando o pensamento está ausente, quando a mente não está oprimida por seu próprio ruído. Então, a compreensão de qualquer coisa - de um quadro moderno, de uma criança, de sua esposa, seu vizinho, ou a compreensão da verdade, que está em todas as coisas - só pode chegar quando a mente está muito imóvel. Mas tal imobilidade não pode ser cultivada porque se você cultiva uma mente imóvel, não é uma mente imóvel, é uma mente morta. Quanto mais você está interessado em alguma coisa, quanto mais sua intenção de compreender, mais simples, clara, livre está a mente. Então a verbalização cessa. Afinal, pensamento é palavra, e é a palavra que interfere. É a tela das palavras, que é memória, que intervém entre o desafio e a resposta. É a palavra que está respondendo ao desafio, o que chamamos de intelecção. Então, a mente que fica tagarelando, que fica verbalizando, não pode compreender a verdade - verdade na relação, não uma verdade abstrata. Não existe verdade abstrata. Mas a verdade é muito sutil. Como um ladrão na noite, ela chega obscuramente, não quando você está preparado para recebê-la.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
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