quarta-feira, 10 de agosto de 2016

MEDIUNIDADE SEM PRECONCEITO

De maneira mais ampla, em mediunidade, certos aspectos não podem deixar de ser considerados por aqueles que, sem preconceito, se dispõem a estudar o fenômeno, que não se prende apenas e tão somente aos padrões estabelecidos e aceitos pela vulgaridade.

Abaixo, enumeramos alguns deles:

- o espírito comunicante não carece, necessariamente, de estar fisicamente presente no recinto em que o médium esteja se entregando ao transe.

- na maioria das comunicações, escritas ou verbalizadas, o médium não reproduz senão a essência do pensamento do espírito que por ele se expressa.

- no ato mediúnico de natureza inteligente, a interpretação sempre cabe ao medianeiro, junto ao qual a independência do espírito comunicante é sempre relativa, e jamais absoluta.

- em determinados comunicados mediúnicos, ao suprir essa ou aquela deficiência do espírito, a interferência do médium chega a ser enriquecedora, e, portanto, desejável.

- não raro, o próprio espírito do médium pode-se comunicar com maior proveito que o faria um espírito que, por ele, se manifestasse.

- no estado de transe, o espírito do médium pode, inclusive, se manifestar como outra personalidade que haja animado em vida anterior.

- quase sempre, na gleba psíquica do médium, o espírito lança apenas a semente da ideia que deseja transmitir, deixando ao médium o trabalho de fazê-la florescer.

- na maioria dos médiuns, o que se rotula de fenômeno psicofônico ou psicográfico não passa de fenômeno de ordem intuitiva.

- em muitas ocasiões, o espírito que se manifesta pelo médium é o seu espírito protetor, que, então, assume, junto a ele, o papel de médium de outros espíritos.

- determinados espíritos emprestam as suas identidades (leia-se “nomes”) às comunicações que, em essência, não lhes pertencem de todo.

- o que o médium pensa e sente, ou seja, a sua formação intelectual e doutrinária, estabelece canais seletivos aos espíritos que o procuram, que, praticamente, não encontram ensejo de contradizê-lo.

- o fenômeno mediúnico de natureza intelectual se passa, integralmente, na esfera do pensamento, com a imaginação do médium criando o cenário para a história que o espírito pretende contar.

Os aspectos aqui relacionados, e outros mais que, no momento, nos escapam, autorizam-nos definir a mediunidade idônea como sendo percepção a serviço da Vida Imortal, dando ensejo a que o espírito, encarnado ou desencarnado, demonstre a sua independência da matéria.

O resto, a meu ver, é mero detalhe, no qual, com certeza, muitos se perdem, e continuarão a se perder, em polêmicas infindáveis, dando repasto à própria vaidade e personalismo.






Dr. Inacio Ferreira* / Carlos A. Baccelli

* Inácio Ferreira de Oliveira (1904 – 1988)
   Médico psiquiatra





Fonte: Mensagens Espíritas
https://temporecord.wordpress.com/page/194/
Fonte da Gravura: Tumblr.com

QUANDO SE OFERECE TUDO A DEUS, A BARREIRA DO EGO É REMOVIDA

Os meios de obter a Graça Divina são: Bhakti (devoção), Prapathi (rendição), Niyama (disciplina ética), Vicharana (investigação) e Deeksha (determinação). Quando tiver êxito nesses testes, você experimentará a Graça do Divino. A devoção deve manifestar-se em todas as ações. Tudo feito por amor a Deus, e como uma oferenda a Deus, torna-se devoção. O devoto se enche de amor e o compartilha com todos os outros. As nove formas diferentes de adoração são apenas meios para cultivar a devoção. Mas o objetivo de todos eles é experimentar unidade com o Divino. Prapathi significa rendição total - oferecendo tudo ao Divino. O sentimento de ego separa o indivíduo do Divino. Quando o indivíduo oferece tudo a Deus, a barreira do ego é removida. De todas as doenças a que o homem está propenso, aquela decorrente de ahamkara (ego) é a mais mortal. A única panaceia para esta doença é a rendição à Vontade do Divino. (Divino Discurso, 21 de janeiro de 1988)





Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Tumblr.com

HISTÓRIA DA GOLDEN DAWN

Um clérigo inglês, Rev. A. F. A. Woodford passeava em Londres, ao longo da Farrington Street. Entrou na loja de um vendedor de livros de ocasião e aí encontrou manuscritos cifrados e uma carta em alemão. Isto se passou em 1880. O Rev. Woodford começou lendo a carta em alemão. Essa carta dizia que aquele que decifrasse o manuscrito podia comunicar-se com a sociedade secreta alemã “Sapiens Donabitur Astris” (S. D. A.), através de uma mulher, Anna Sprengel. Outras informações lhe seriam, então, comunicadas se ele fosse digno delas.

O Rev. Woodford, maçom e rosa+cruz, falou de sua descoberta a dois de seus amigos, o Dr. Woodman e o Dr. Winn Westcott, todos os dois eruditos eminentes e além do mais cabalistas. Ocupavam postos elevados na maçonaria. O Dr. Winn Westcott era “coroner”, posto jurídico muito conhecido dos leitores de romances policiais ingleses. Um “coroner” desempenha ao mesmo tempo o cargo de médico legista e de juiz de instrução. Em caso de morte suspeita, reunia um júri que pronunciava um veredicto, podendo, eventualmente, haver intervenção da justiça e da polícia. Em todo caso, Woodman e Westcott ouviram falar da “Sapiens Donabitur Astris”. Trata-se de uma sociedade secreta alemã composta, sobretudo de alquimistas. Essa sociedade, graças aos medicamentos de alquimia, salvou a vida de Goethe que os médicos comuns haviam desistido de curar.

O fato é perfeitamente conhecido e a Universidade de Oxford publicou um livro: “Goethe, o Alquimista”. A SDA parece existir ainda em nossos dias; estava ligada aos “círculos cósmicos” organizados por Stephan George, que combateram Hitler. O Conde von Stauffenberg, organizador do atentado de 20 de julho de 1944, fazia parte desses círculos cósmicos. O último representante conhecido da SDA foi o Barão Alexander von Bernus. (Autor do livro “Alquimia e Medicina”)

Westcott e Woodman decifraram facilmente o manuscrito e escreveram a Anna Sprengel. Receberam instruções para prosseguir nos trabalhos. Foram auxiliados por outro maçom, um personagem indeterminado, de nome Samuel Liddell Mathers, casado com a irmã de Henri Bergson. Era um homem de cultura espantosa, mas de ideias muito vagas. Redigiu o conjunto inédito dos “rituais Mathers”. Tais rituais se compõem de extratos do documento alemão original, de outros documentos de posse de Mathers, e mensagens recebidas pela Srª Mathers, pela clarividência. O conjunto foi submetido à SDA na Alemanha que autorizou o pequeno grupo inglês a fundar uma sociedade oculta exterior, isto é, aberta. A sociedade chamou-se “Order of the Golden Dawn in the outer”: Ordem da Aurora Dourada no Exterior. Em 1º de março de 1888, essa autorização foi dada a Woodman, Mac Gregor, Mathers e ao Dr. Westcott.

Em 1889, o nascimento dessa sociedade foi anunciado oficialmente. É interessante notar que foi a única vez no século XIX, assim como no século XX, que uma autoridade esotérica qualificada, a SDA, dá uma autorização para fundar uma sociedade exterior.

A sociedade começou a se desenvolver e atraiu homens de inteligência e cultura indiscutíveis. Citemos Yeats, que deveria obter o prêmio Nobel de Literatura, Arthur Machen, Algernon Blackwood, Sax Rohmer, o historiador A. E. Waite, a célebre atriz Florence Farr e outros. Os melhores espíritos da época, na Inglaterra, faziam parte da Golden Dawn. O centro ficava em Londres. Seu chefe, o Imperador, era W. B. Yeats. Havia outros centros na província inglesa, e em Paris, onde Mathers passa a residir, de preferência.

O ensinamento diz respeito à linguagem enoquiana de John Dee, cuja tradução é dada desde o primeiro grau do primeiro nível.

O ensinamento era em língua enoquiana; sobre alquimia, e, sobretudo sobre a dominação de si mesmo. Desde o segundo degrau do primeiro nível, o candidato era tratado de maneira a eliminar todos os seus males mentais e todas as suas fraquezas.

Durante milênios o homem sonhou um estado de consciência mais desperto que seu próprio despertar. A Golden Dawn chegou a isso. Sem dúvida. O que parece não tão certo, mas pelo menos provável, foi que a Golden Dawn chegou a traduzir o alfabeto enoquiano de John Dee, e que seus dirigentes leram a obra de John Dee, a de Trithème e, talvez, o manuscrito Voynich.




Jacques Bergier





Fonte do texto e da gravura: Golden Dawn Brasil
http://goldendawn.com.br/

A VIDA QUOTIDIANA

Deus deu-nos a vida, mas, para estarmos verdadeiramente vivos, não devemos ficar sem fazer nada. Depende de nós reforçar a vida que recebemos, torná-la mais bela, mais sutil. A vida tem uma infinidade de graus. Aqueles que permanecem nos seus graus inferiores só podem comunicar com as realidades que estão ao seu nível. Eles cortam interiormente a ligação com a Fonte divina e esse corte dá-lhes pouco a pouco a sensação de que nada tem sentido, para eles já não existe um poder superior que governa o universo, quer se lhe chame Deus ou um outro nome. Quando se fica com a sua consciência num nível tão baixo, como é que se pode captar alguma coisa das realidades sublimes, como é que se pode sentir regozijo com a existência de Deus? Não se sente Deus nem em si próprio nem no exterior de si. Para se sentir a vida divina, primeiro é preciso divinizar a sua própria vida. Só a vida divina em nós pode despertar os centros espirituais que nos permitirão sentir a presença de Deus em nós, em todos os seres e em todas as coisas.

A vida quotidiana é como uma corrente que vos arrasta, por vezes sem terdes o tempo e a possibilidade de vos aperceberdes da direção para a qual ela vos arrasta. É por isso que estais continuamente a deixar-vos “apanhar” por todo o tipo de atividades e compromissos que, no momento, vos parecem úteis, razoáveis; mas, algum tempo depois, apercebeis-vos de que perdestes muito tempo e muita energia para obter poucos resultados. Isto não quer dizer que deveis dedicar-vos exclusivamente a trabalhos espirituais. Na realidade, qualquer atividade pode ser benéfica, mas só se tivestes a precaução de vos agarrar bem a um alto ideal, a uma filosofia divina. No dia em que aprenderdes a construir em vós mesmos algo de sólido, de estável, em torno desse centro que é o vosso espírito, todas as vossas atividades, até as vossas distrações, contribuirão para alimentar a vida em vós. O espírito que habita num ser não rejeita o seu fígado, os seus intestinos ou os seus pés, com o pretexto de que eles não são tão nobres como ele. Tudo está no seu lugar e o espírito serve-se de tudo, mas permanece no centro. E é porque o espírito permanece no centro que esse ser está vivo.





Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 9 de agosto de 2016

REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

Recolher-se é desapegar. É dar um passo atrás da situação atual. É me distanciar da influência das situações externas que me prendem nas teias dos sentimentos e emoções. Para que eu possa me recolher é crucial entender que não preciso ficar apegado aos acontecimentos rotineiros ou às marés da vida. A meditação me ajuda a construir esse poder. Aprendo a ficar mais quieto. Falo menos. Penso menos. Desenvolvo uma disciplina interior. Para isso, preciso considerar minha mente como minha filha. Não devo repreendê-la por pensar negativo mas tratá-la com cuidado e amor. Isto trará perseverança e finalmente o poder de recolher-se.

Precisão é usar o tempo para fazer seu trabalho bem e sem erros. Mas há uma dimensão mais sutil que se refere aos bons poderes intuitivos. Estar no lugar certo e na hora certa também é precisão. Todos nós temos uma pequena voz interior que nos diz se algo não está muito correto. Quando desconsideramos esta voz, fazemos algo impreciso. Quando agimos de acordo com a voz interior geralmente ficamos agradavelmente surpresos sobre como tudo acabou tão bem. Precisão também é aproveitar as dicas que surgem em muitas situações na vida. Esses são os avisos e sinais que falam para nós, mas discretamente. Se estivermos conectados, notaremos.

Quando há autorrespeito a mente fica estável mesmo nos momentos mais desafiantes e difíceis. Em retorno, isso traz um julgamento correto que permite discernir o que é o certo e errado. Julgamentos corretos levam a ações corretas. Autorrespeito é quando sou capaz de apreciar minha singularidade e dar atenção a mim mesmo. Autorrespeito cria estabilidade que me torna leve e fácil diante das situações. E o sucesso vem como resultado.

Aqueles que são livres de preocupação tem a habilidade de transformar o que parecia ser uma situação negativa em algo muito positivo. Isso é possível porque o estado da mente é calmo. Pessoas assim pensam criativamente e conseguem ver o que está além da situação. Há clareza na tomada de decisão a ação rápida. Também não há perda de tempo. Quando sou despreocupado eu fico satisfeito comigo por consegui ver o positivo e encontrar soluções imediatas ao invés de olhar para o problema e me preocupar com ele. Esse silêncio interior dá um sentimento de poder que naturalmente leva à transformação.




Brahma Kumaris





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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

FIXAÇÕES E RESGATES DO PASSADO

Independentemente dos traços de caráter que trazemos de outras vidas, torna-se imprescindível à qualidade de vida do indivíduo a necessidade de saber direcionar sua vida conforme as suas escolhas em uma ordem de prioridades, ou seja, estabelecer, conforme critérios próprios, o que ele deseja para a sua vida.

No entanto, este autocentramento, este senso de orientação equilibrado em relação à própria vida, inicia nos tenros anos do indivíduo quando este começa a ter os primeiros contatos com os seus progenitores ou substitutos. Por isso, torna-se de suma importância a responsabilidade dos pais ou substitutos no sentido de "canalizarem", através da educação consciente, as más tendências de caráter que seus filhos trazem de outras vidas. A educação responsável, sob o ponto de vista psicológico, é a única forma de modificar-se positivamente um padrão comportamental de características negativas.

Em "Tendências: reflexos do passado" (O Reformador, n° 2.135), A. Merci Borges explica-nos que "é importante que o renascimento não ocorre aleatoriamente; há sempre uma programação com finalidade útil para o espírito renascente. Portanto, reencarnar não tem por objetivo único cumprir provas e expiações mas, sobretudo, promover o crescimento do espírito. Quanto maior o crédito acumulado mais curto se torna o caminho que conduz aos ideais superiores. Daí, a responsabilidade dos pais de investir na educação, no aprimoramento moral dos filhos ainda no período infantil, a fim de que a reencarnação deles seja proveitosa".

E conclui, Borges: "Assim, o conjunto de hábitos morais e intelectuais, adquiridos e aprimorados por uma educação bem direcionada, se agregarão às tendências inatas arquivadas ao longo da caminhada evolutiva e jamais se perderão com a desintegração da matéria".

Trago à pauta o tema do autodirecionamento, pelo fato de serem muitas as pessoas adultas que nos procuram com o objetivo inconsciente de obterem uma orientação no rumo de suas vidas. A maioria são indivíduos na faixa dos vinte ou trinta anos de idade que, angustiados com a falta de sentido em suas vidas, buscam na psicoterapia resgatar a orientação paterna ou materna que ficou "perdida" nos idos anos de suas infâncias. E dependentes da orientação parental que na realidade jamais ocorreu, permanecem fixados no passado, vendo o fluxo de suas existências bloqueado pela falta de segurança psicológica no sentido das escolhas ou decisões importantes que são negligenciadas pela falta de autodirecionamento.

Portanto, quando os pais ou substitutos por "n" motivos falham, cabe aos psicoterapeutas, através de suas metodologias investigativas do inconsciente, localizar no passado do paciente onde encontra-se esse "vazio" que tanta falta faz ao atual adulto e estimulá-lo por intermédio do processo terapêutico à necessária compreensão de sua situação para que a lacuna do pretérito seja preenchida pelo conteúdo da conscientização transformadora em relação a si mesmo. Nesta abordagem, a principal finalidade da psicoterapia é resgatar do passado o sentido de corrigir o rumo da história do indivíduo na relação direta da necessidade de ele próprio, com segurança e confiança, visualizar o direcionamento de sua vida.

O amor de forma equilibrada, dispensado à educação de uma criança, por si só poderá transformá-la em um adulto autocentrado e autodirecionado para o enfrentamento dos desafios de sua experiência vital.

"Como esperar o aprimoramento da humanidade sem a melhoria do homem, e como ajudar o homem renovado sem o amparo à criança?" (Emmanuel / Chico Xavier)






Flávio Luiz Gomes Bastos
Psicanalista Clínico e Reencarnacionista







Fonte: www.flaviobastos.com
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QUANTO OURO E PEDRAS PRECIOSAS POSSUÍMOS?

Quaisquer que sejam as circunstâncias, o prazer nunca deve ser tomado como um critério. Ou pelo menos é preciso saber que ele é um critério muito insuficiente. Porque, geralmente, aquilo que agrada aos humanos alimenta mais frequentemente os seus instintos do que a sua alma e o seu espírito. Como se prova isso? Basta ver aquilo em que eles encontram prazer: comer, beber, seduzir homens ou mulheres, jogar a dinheiro, viver luxuosamente, abusar do poder, vingar-se etc.; as possibilidades não faltam. Mas, assim, onde é que eles irão parar?

Ao procurar o prazer, cada um só pensa em si. O seu prazer é para ele; ele não procura o prazer dos outros, mas somente o seu. Assim, restringe o seu campo de consciência e, para obter esse prazer e o defender, é muitas vezes obrigado a usar métodos detestáveis, exige, ameaça. Quando lhe acontece ficar privado desse prazer, é violento, vingativo, e os outros, que o acham insuportável, não deixam de lhe fazer sentir isso. Então, que vantagens pode ele tirar verdadeiramente da sua forma de agir?

Calculai o tempo que passais todos os dias a comer, a dormir – o que, evidentemente, é útil, indispensável –, mas também a falar indiscriminadamente, a ocupar-vos com futilidades. Os anos passam, assim, longe da verdadeira vida, a vida da alma e do espírito. Que bagunça, que desperdício! E é por isso que, no dia em que tiverdes de partir para o outro mundo, estareis pobres e nus.

Impregnai-vos da ideia de que, ao deixardes este mundo, as únicas pedras preciosas que levareis serão as vossas virtudes, o único ouro será o vosso saber e as únicas vestes serão os ornamentos da vossa alma. No momento da morte, fica-se como aquelas pessoas que, por serem expulsas, têm de deixar as suas terras, as suas casas, os seus móveis: elas apressam-se a ir aos seus cofres para levar o ouro e as joias, que são os únicos objetos de valor graças aos quais, trocando-os por dinheiro, poderão sobreviver. Quando a morte chega, só se pode levar as suas qualidades e virtudes, tem de se abandonar tudo o resto. Então, perguntai a vós próprios, a partir de hoje, quanto ouro e pedras preciosas possuís.





Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
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REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

A bateria do carro descarrega quando o carro não é ligado regularmente. O mesmo acontece com a alma. Se eu não me volto para dentro, se não fico silencioso e se não me refresco, fico descarregado. Me sinto cansado. Se continuo a olhar para os outros; se fico descontente com algo; minha bateria também descarrega. Para não descarregar, eu tenho que aprender a ser sempre contente. Como? Quando me lembro de Deus, eu me recarrego e o mundo todo se beneficia.

Aquele que vive plenamente tem a característica de abraçar o que vem. Nesse sentido, abraçar significa aceitar os outros como são e o mundo como é. Pessoas assim não perdem tempo com qualquer tipo de resistência como culpar, reclamar ou criticar. Elas não levam nada para o lado pessoal e nunca rejeitam ninguém. Elas são capazes de transformar todas as diversas formas de negatividade que possam vir no caminho. (Mike George, Dare to live, Clear Thinking, 04/07/10)

Que você seja um doador de suporte para todos e que você se torne vitorioso com base na fé. Aquele que tem fé no intelecto se torna vitorioso. Porém, ele não fala sobre sua vitória e sim aumenta a coragem nos outros. Ele não tenta fazer os outros parecerem inferiores a si, mas se torna um doador de suporte. Ele eleva aqueles que caíram. Ele sempre permanece longe do que é inútil. Ser livre de desperdício é ser vitorioso.

Bons votos são pensamentos puros que geram sentimentos puros e uma atitude que traz felicidade para o eu para os outros. Começa com uma mente limpa e alcança o coração que é honesto. Cultivar bons votos pelos outros é uma ação silenciosa e incógnita. Por isso é livre de ego. Ter bons votos é como dar uma vitamina a alguém, cria ânimo e entusiasmo instantaneamente.





Brahma Kumaris






Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

domingo, 7 de agosto de 2016

PSICOSES E VIDAS PASSADAS

A psicanálise, através de sua visão psicodinâmica, informa-nos sobre a existência de três grandes estruturas do inconsciente humano: as neuroses, as perversões e as psicoses, sendo esta última, um estado de confusão mental acompanhada de delírios e alucinações, sendo as auditivas (ouvir vozes) as mais comuns. A psicose, portanto, vem a ser um desmoronamento do mundo simbólico e de sua relação com a realidade consensual.

No entanto, como a tendência atual é de uma perspectiva interdisciplinar no sentido do tratamento das consideradas "doenças mentais", o Dr. Mario Sergio Silveira, em entrevista concedida à Érika Silveira (Revista Cristã do Espiritismo - n° 27), através de uma ótica espiritual, define a psicose como "a impossibilidade de construir uma personalidade, um eu atual, em razão da predominância das subpersonalidades anteriores, ainda presas aos dramas ocorridos em outros tempos, incluindo também os demais co-participantes que não se libertaram pelo benefício que somente o perdão poderia proporcionar. Deste modo, o ego, esta instância psíquica responsável pela noção de identidade e pelo critério de realidade, não pode operar, uma vez que não se constituiu, ficou com um "defeito" que chamamos "preclusão". Como a vivência da realidade é função do estado de consciência (postulado transpessoal), o ser fica a mercê da invasão de outras vivências de realidade. E aí estamos na experiência psicótica", conclui.

Em relação a recursos médicos e espirituais para evitar ou minimizar um quadro psicótico, Mario Sérgio lembra-nos "que a prevenção primária depende da evolução moral da humanidade". E, a respeito da importância do exercício consciente da maternidade e da paternidade, completa: "Quando pais mais equilibrados recebem em família espíritos em desajuste, maiores são as chances de recuperação, pois estes espíritos desajustados têm mais possibilidades de construírem uma nova personalidade sadia".

No sentido de "minimizar" um quadro psicótico, ou seja, tratar, terapeutizar, ele entende que o avanço psicofarmacológico associado às antigas e novas psicoterapias, assim como a terapia ocupacional, as terapias complementares e os centros espíritas e os centros de umbanda - na dimensão espiritual - são opções de profilaxia e tratamento.

Sobre a psicose sendo tratada através de uma visão interdisciplinar no Hospital Espírita Bom Retiro, de Curitiba, o Dr. Mario Sérgio relata-nos o caso de uma menina de 14 anos, com o diagnóstico de hebrefenia *, que, conforme a psicanálise, é a perda do mundo objetivo ou de todo interesse, onde o ego não realiza atividade alguma com a finalidade de "defender-se", onde recai no passado refugiando-se nos tipos infantis de receptividade passiva, talvez intra-uterinos e de existência mais ou menos vegetativa: "Ela chegou no hospital muito prostrada, afeto embotado, confusão mental, ouvindo vozes, apresentando grande dificuldade de contato. Foi medicada com psicofármacos, estimulada a participar de atividades terapêuticas, porém pouco respondia. Seu nome foi incluído no SAE - Serviço de Atendimento Espiritual. No grupo de desobsessão, foi atendida em desdobramento (projeção), o que facilitou muito o contato, pois adquiria maior consciência. Assim, nós soubemos que o tio que a abusou sexualmente, tendo desencadeado seu surto, tinha sido seu marido numa outra existência, quando em estado de embriaguez a matou. O próprio tio, em desdobramento, admitiu que preferia não ter nenhum parentesco, pois a desejava como mulher. Soubemos, também, que o obsessor, desafeto de outra existência, planejou sua vingança agindo sobre seus centros nervosos, de modo a embaralhar suas memórias de vidas passadas, como um arquivo que tivesse suas fichas todas misturadas".

E no seguimento de seu relato de caso, Mario Sergio conclui: "Felizmente, tivemos a oportunidade de ajudá-la a acessar estas memórias, revivendo-as e "fechando estas portas", uma a uma, num total de quatro encarnações. O obsessor foi afastado para tratamento e a equipe espiritual relatou a realização de uma espécie de cirurgia nos tecidos sutis de seu perispírito, reconstituindo o "buraco" que havia sido aberto pela ação espiritual. Não é preciso dizer que sua melhora foi surpreendente para os parâmetros da psiquiatria".

Em relação a outros casos atendidos no mesmo hospital, subjetivamente, Silveira refere-se ao núcleo "família" como importante fator de evolução ou, como é o enfoque, de desencadeamento de situações conflitantes que dizem respeito ao pretérito: "Em outros casos, encontramos, através do desdobramento, personalidades de outras encarnações que se recusam a aceitar o novo corpo, a família atual, geralmente composta de desafetos de outras existências, e também a condição social que ora se encontram. São almas orgulhosas, arrogantes que não desejavam reencarnar e passar pela experiência retificadora. Provavelmente, se trata de reencarnações compulsórias".

Para finalizarmos, o Dr. Mario Sergio responde sobre qual o tratamento mais adequado para o paciente psicótico: "O tratamento adequado é interdisciplinar, no mínimo. No Hospital Espírita Bom Retiro caminhamos rumo a transdisciplinariedade, numa visão bio-psico-sociocultural e espiritual, onde o espiritual ocupa o centro de integração dos diversos saberes, das diversas disciplinas e especialidades. Precisamos superar a divisão, a compartimentalização, caminhando para uma visão integral. Precisamos abandonar o formalismo, seja científico, filosófico ou religioso. Em suma, o tratamento médico, psicoterápico, ocupacional, familiar, energético e espiritual, de forma integrada".


MENSAGEM: "É necessário que confiemos que todos nós temos um Eu Divino, onde mora a saúde, a paz e principalmente o amor que tudo equilibra, dentro de um tempo que é transitório e diante da vida que é eterna. A tarefa desta encarnação é a de nos reencontrarmos com o nosso verdadeiro Eu, ainda encoberto pela sombra de nossos enganos na caminhada evolutiva". Dr. Mario Sérgio Silveira


* forma de esquizofrenia que surge na puberdade, com incoerência na fala e nas atitudes, comportamento tolo ou inapropriado; esquizofrenia hebefrênica (minha nota - conf. dicionário)






Flávio Luiz Gomes Bastos
Psicanalista Clínico de Orientação Reencarnacionista






Fonte: www.flaviobastos.com
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AS DUAS FACES DO DHAMMA (Dhamma (em páli: धम्म) ou Dharma (em sânscrito: धर्म))

Nosso primeiro encontro com o Buddhismo nos confronta com um paradoxo. Intelectualmente, ele parece ser o deleite do livre pensador: sóbrio, realista, não dogmático, quase científico, em sua estrutura e em seu método. Mas, se entramos em contato íntimo com o Dhamma vivo, descobrimos logo que ele tem um outro lado que parece ser a antítese de todos os nossos pressupostos racionalistas. Ainda aqui não encontramos credos rígidos ou especulações aleatórias, mas não deixamos de encontrar ideais religiosos de renúncia, contemplação e devoção; um corpo de doutrinas lidando com temas que transcendem a percepção sensorial e o pensamento; e - talvez o que seja mais desconcertante - um programa de treinamento no qual a fé aparece como uma virtude cardeal e a dúvida como um obstáculo, barreira e grilhão.

Quando tentamos determinar nosso próprio relacionamento com o Dhamma, nos vemos desafiados a descobrir um sentido nessas duas faces aparentemente irreconciliáveis: a face empírica, voltada para o mundo, que nos diz para investigar e verificar as coisas por nós mesmos; e a face religiosa, voltada para o além, aconselhando-nos a dissipar nossas dúvidas e depositar a confiança no Mestre e no seu Ensinamento.

Um modo de resolver esse dilema é aceitar somente uma face do Dhamma como autêntica, rejeitando a outra como espúria ou supérflua. Assim, com o pietismo tradicional buddhista, podemos abraçar o lado religioso da fé e da devoção, mas nos afastar da visão de mundo mais realista e da tarefa da inquirição crítica; ou, com a apologética buddhista moderna, podemos exaltar o empirismo do Dhamma e a semelhança com a ciência, mas nos defrontarmos embaraçosamente com o lado religioso.

Ainda assim, uma reflexão sobre os requisitos de uma espiritualidade buddhista genuína, torna claro que ambas as faces do Dhamma são igualmente autênticas, e que ambas devem ser levadas em consideração. Se fracassarmos em fazê-lo, não somente nos arriscamos a adotar uma visão parcial do ensinamento, mas nosso próprio envolvimento com o Dhamma será, provavelmente, dificultado por atitudes parciais e conflitantes.

O problema, entretanto, permanece: como integrar as duas faces do Dhamma sem cair em contradição? Sugerimos que a chave para alcançar essa reconciliação e assegurar assim a consistência interna de nossa própria perspectiva e prática repousa na consideração de dois pontos fundamentais: primeiro, o propósito condutor do Dhamma; segundo, a estratégia empregada para alcançar tal propósito. O propósito é a obtenção da libertação do sofrimento. O Dhamma não tem como objetivo a aquisição de informação fatual sobre o mundo, e assim, apesar de uma compatibilidade com a ciência, seus objetivos e preocupações são necessariamente diferentes daqueles da ciência. Primária e essencialmente, o Dhamma é um caminho de emancipação espiritual, de libertação da roda de nascimento, morte e sofrimento repetidos. Oferecido a nós como o meio insubstituível de libertação, o Dhamma não busca o mero assentimento intelectual, mas demanda uma resposta que deve ser totalmente religiosa. Ele nos chama do fundo do nosso ser; e de lá, ele desperta a fé, a devoção e o compromisso apropriados quando o objetivo final de nossa existência está em jogo.

Mas, para o Buddhismo, a fé e a devoção são somente incentivos que nos impelem a entrar e perseverar ao longo do caminho; elas não podem, por si mesmas, assegurar a libertação. A causa primária da prisão e do sofrimento – ensina-nos o Buddha - é a ignorância com relação à verdadeira natureza da existência; assim, na estratégia buddhista de libertação, o instrumento primário deve ser a sabedoria, o conhecimento e visão das coisas como elas realmente são. Investigação e inquirição crítica, calmas e descompromissadas, constituem o primeiro passo em direção à sabedoria, capacitando-nos a dissipar nossas dúvidas e ganhar uma compreensão conceptual das verdades das quais depende a nossa libertação. Mas a dúvida e o questionamento não podem continuar indefinidamente. Uma vez tendo decidido que o Dhamma será nosso veículo para a libertação espiritual, devemos embarcar nesse veículo, devemos deixar nossa hesitação para trás e entrar no curso do treinamento que nos levará da fé para a visão libertadora.

Para aqueles que se aproximam do Dhamma com o objetivo de gratificação intelectual ou emocional, inevitavelmente ele revelará duas faces, e uma delas permanecerá sempre uma incógnita. Mas se estivermos preparados para nos aproximar do Dhamma segundo seus próprios termos, como um caminho de libertação do sofrimento, não haverá, de modo algum, duas faces. Ao contrário, veremos o que estava lá desde o começo: a face única do Dhamma, a qual, como qualquer outra face, apresenta dois lados complementares.




Bhikkhu Bodhi






Fonte: do livro “Pensando o Buddhismo”
Este artigo apareceu na Newsletter n. 2 do Outono de 1985.
Tradução de Ricardo Sasaki - Equipe Nalanda
Edições Nalanda, 2000
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O EU E A ALMA (O EU NATUREZA E O OUTRO EU)

Considerai que, em vossa personalidade, existem dois órgãos que dirigem a consciência: um que conheceis, que vos faz dizer “eu”, e outro muito mais poderoso, que não conheceis. É para esse segundo eu, a alma, o alter ego, que devereis agora transmitir a direção. E podeis fazê-lo. Se o fizerdes, não tereis necessidade de vos agitar. Todas essas tensões desgastantes, essa torrente de sofrimentos e de misérias, deslizará sobre vós; vossos problemas serão resolvidos de maneira totalmente diferente. Vós, o eu nascido da natureza, não tereis mais necessidade de vos agitar, pois o Outro estará ativo em vós.

Não devereis ver nisso uma incitação à preguiça ou à displicência; não tomeis isso em sentido negativo, porém no sentido das palavras do Sermão da Montanha: “Buscai primeiro o reino de Deus”  que está em vós  “e todas as coisas vos serão dadas por acréscimo”.

Vivereis e experimentareis a vida de uma maneira nova; estareis no mundo, porém já não sereis do mundo.




J. van Rijckenborgh e Catharose de Petri






Fonte: do livro "A Gnosis Chinesa : comentários sobre o Tao Te King de Lao Tsé"
Tradução : Lectorium Rosicrucianum, 2. ed., Jarinu, SP, 2010
Escola Espiritual da Rosacruz Áurea
Fonte da Gravura: Tumblr.com

JNANA YAJNA - CONHECIMENTO PRÁTICO E SABEDORIA

Quando o ego desaparece, o conhecimento brilha como sabedoria.

Jnana Yajna é especialmente recomendado para todos pelas escrituras. Jnana não significa simplesmente conhecimento adquirido a partir de estudiosos e livros, mas, na verdade, conduzir-se de acordo com esse conhecimento. Conhecimento nunca pode amadurecer em sabedoria enquanto o ego persistir na ânsia de resultados para satisfazer seus desejos. Quando o ego desaparece, o conhecimento brilha como sabedoria. Quando yajnas são executados exclusivamente para a paz e prosperidade do mundo (Loka-Kalyan), eles chegam a Deus. Jnana revela que em cada sacrifício, Deus é o Incitador, o Promotor, o Sacrificador, o Sacrifício, o Produto alcançado e o Destinatário do produto. Deus é o consumidor de toda a oferta sagrada (Yajnabhuk); Ele é o guardião do yajna (Yajna-bhrith) e seu intérprete (Yajna krith). Ele é tudo; é somente quando Ele é tudo que o ato torna-se um verdadeiro yajna. Se esta atitude puder saturar todas as atividades, ela santificará cada momento de sua vida e a tornará um yajna. (Discurso Divino, 02 de outubro de 1981)




Sathya Sai Baba






Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
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O MAIS BELO SORRISO (NOSSOS TRAÇOS FÍSICOS)

Tudo o que nós trazemos inscrito hoje no nosso corpo, no nosso rosto, primeiro foi preparado, formado, no nosso psiquismo, pois existe uma lei absoluta, implacável, segundo a qual cada pensamento, cada sentimento, desencadeia correntes de forças que produzem efeitos até no plano físico. Claro que isso não é imediatamente visível. Ao longo de um dia, nós somos atravessados por múltiplas emoções, sensações fugidias, e, embora esses estados de consciência se inscrevam imediatamente algures na nossa matéria sutil, não se fixam profundamente no nosso corpo físico nem sequer no nosso rosto.

Na vida corrente, o nosso rosto exprime o capital em ação, isto é, o que estamos a viver, e isso corresponde como que a uma ligeira ondulação à superfície da água. Só são profundamente inscritos em nós os movimentos desencadeados já há muito tempo e repetidos muitas vezes. Sabendo isso, vós compreendeis o poder que tendes para modelar o vosso corpo e os traços do vosso rosto.

É extraordinário ver como um sorriso pode transformar os rostos inexpressivos ou mesmo ingratos. Como um bom sorriso é acompanhado por um bom olhar, esse olhar cheio de amor, de bondade, expande uma tal luz que os traços do rosto parecem fundir-se nela: já só se vê essa luz. Então, que alegria, que conforto pode proporcionar-nos esse sorriso! É como um presente de que não se estava à espera. E o sorriso do sol quando emerge das nuvens para nos envolver com a sua luz!...

Mas o mais belo, o mais desejado, o sorriso a que toda a nossa alma aspira, é o que Deus nos concede depois de termos passado por sofrimentos aos quais pensávamos que não conseguiríamos sobreviver. Quando esse sorriso surge, a escuridão, a angústia, o medo, as imagens ameaçadoras, desaparecem, tudo se ilumina e se harmoniza. Esse sorriso vale mais do que todas as riquezas e todas as outras alegrias da terra. Nenhuma violência pode conquistá-lo, só o amor, a esperança e a fé. Muitas vezes, é preciso esperar durante bastante tempo para merecer um tal sorriso. Ele é a maior das recompensas.





Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
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sábado, 6 de agosto de 2016

JUSTIÇA NA ESPIRITUALIDADE


Como atua o mecanismo da Justiça no Plano Espiritual?

No Mundo Espiritual, decerto, a autoridade da justiça funciona com maior segurança, embora saibamos que o mecanismo da regeneração vige, antes de tudo, na consciência do próprio indivíduo. Ainda assim, existem aqui, como é natural, santuários e tribunais, em que magistrados dignos e imparciais examinam as responsabilidades humanas, sopesando-lhes os méritos e deméritos. A organização do júri, em numerosos casos, é aqui observada, necessariamente, porém, constituída de espíritos integrados no conhecimento do Direito, com dilatadas noções de culpa e resgate, erro e corrigenda, psicologia humana e ciências sociais, a fim de que as sentenças ou informações proferidas se atenham a precisa harmonia, perante a Divina Providência, consubstanciada no amor que ilumina e na sabedoria que sustenta.

Há delinquentes tanto no Plano Terrestre quanto no Plano Espiritual, e, em razão disso, não apenas os homens recentemente desencarnados são entregues a julgamento específico, sempre que necessário, mas também as entidades desencarnadas que, no cumprimento de determinadas tarefas, se deixam, muitas vezes, arrastar por paixões e caprichos inconfessáveis.

É importante anotar que quanto mais inferior é o grau evolutivo dos culpados, mais sumário é o julgamento pelas autoridades cabíveis, e, quanto mais avançados os valores culturais e morais dos indivíduos, mais complexo é o exame dos processos de criminalidade em que se emaranham, não só pela influência com que atuaram nos destinos alheios, como porque o Espírito, quando ajustado à consciência dos próprios erros, ansioso de reabilitar-se perante a vida e diante daqueles que ama, suplica por si mesmo a sentença regenerativa que reconhece indispensável à própria restauração.





Francisco Cândido Xavier / André Luiz





Fonte: do livro "Apostilas da Vida", Ed. IDE
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

As pessoas acreditam que saúde e riqueza são as chaves para a felicidade. Mas é justamente o contrário. Se você está feliz você ficará saudável. Quando você está feliz, os sistemas nervoso e endócrino funcionam otimamente, assegurando que todos os processos bioquímicos ocorram de forma suave. Isso o manterá saudável. Um estado mental feliz também atrairá boa fortuna. Você permanecerá contente independente das circunstâncias. Contentamento não é só uma fortuna mas também um imã para novas oportunidades.” (Brahma Kumaris, Safeguard your happiness, Purity, December, 2014)

Assim como um pássaro não pode voar até que ele deixe o galho, eu só posso ser livre quando deixo as limitações. A maioria das limitações que eu vivo vem do meu próprio pensar. Quando penso que não sou capaz de fazer alguma coisa, que não sou capaz de deixar alguma coisa, que não sou capaz de criar a vida que eu quero, eu estou me mantendo preso ao galho. Deixar de lado os pensamentos limitados sobre o eu é o primeiro passo para voar. (365 Beautiful Thoughts, Brahma Kumaris, Canada)

O que acontece dentro de você é a realidade: manifestações externas são apenas o seu reflexo. Quando você muda, o reflexo no espelho também muda. Quanto mais você faz, mais inspirado você fica para trazer mais e mais mudança porque você vê o benefício que isso traz para você. Você fica mais criativo, se recupera mais rápido das adversidades, fortalece o seu sistema imunológico e as relações sociais. Tudo isso faz com que sua vida fique mais agradável e significativa. Experimente e veja o resultado. (BK Joseph)

Um grande local de trabalho seria aquele onde houvesse altos níveis de confiança, desempenho e aquisição, como um resultado de equipe e da cooperação dos indivíduos. Águias geralmente voam sozinhas. Mas se estamos falando de grandeza no trabalho, deveria ser como um bando de águias. Indivíduos que são muito, muito fortes em seus próprios valores, assertivos, confiantes em sua posição e identidade. Pessoas que desejam doar e que são capazes de agir por um grande propósito. (Brian Bacon)





Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

AS COISAS COMUNS PODEM SE TORNAR EXTRAORDINÁRIAS

Lembre-se de que a vida consiste de coisas pequenas; não há coisas grandes. Coisas pequenas acumuladas tornam-se coisas grandes. Um ato isolado pode não parecer muito importante, seja mau ou bom. Um sorriso isoladamente pode não parecer muito importante, mas um sorriso isolado é parte de um longo processo. Uma flor isoladamente não é um buquê, é claro, mas não haverá um buquê se não houver flores isoladas para serem reunidas.

Não menospreze seus fracassos, não menospreze suas boas ações. Todo e qualquer ato é importante: se ele for ruim, você sofrerá; se for bom, você terá prazer na vida. E desfrutar a vida é a única maneira de saber que Deus existe. Só na felicidade está a prova de que Deus existe. Não há prova lógica da existência dele, mas quando você está transbordante de alegria, quando dança com alegria, nessa dança surge uma gratidão espontaneamente. Nasce um agradecimento, uma verdadeira oração. E nessa oração você renasce. E nessa oração não apenas você renasce, Deus nasce também.

A vida consiste de coisas pequenas, e você tem de transformar cada pequena coisa por meio de sua consciência, de sua observação, de seu estar alerta, em um belo ato. Então as coisas comuns podem se tornar extraordinárias.

Perguntaram a um monge Zen: “O que você costumava fazer antes de se tornar iluminado?”

Ele respondeu: “Eu costumava cortar madeira e carregar água do poço”.

E então lhe perguntaram: “O que você faz agora que se tornou iluminado?”

E ele respondeu: “Eu corto madeira e carrego água do poço”.

O questionador ficou confuso e disse: “Então, parece não haver diferença”.

O mestre disse: “A diferença está em mim. A diferença não está em meus atos, a diferença está em mim – mas porque eu mudei, todos os meus atos mudaram. Sua importância mudou: a prosa se tornou poesia, as pedras se tornaram sermões e a matéria desapareceu completamente. Agora há apenas Deus e nada mais. Para mim, a vida agora é uma libertação, é o nirvana”.





Osho






Fonte: do livro "A Jornada de Ser Humano"
Ed. PLANETA do Brasil LTDA.
São Paulo – SP – Brasil, 2014
Fonte da Gravura: Tumblr.com

A BEM-AVENTURANÇA DO DIVINO

Preencha seu coração com amor. Você estará traindo a si mesmo se acolher maus pensamentos, mas fingir exteriormente estar cheio de amor. O amor Divino se manifestará em qualquer lugar, a qualquer momento. Alguém cheio de amor Divino será destemido, não procurará nada nos outros e será espontâneo e altruísta em expressar seu amor. Não há necessidade de orar por presentes de Deus. Deus dará, de Sua própria vontade, o que é bom para tal devoto. Shabari e Jatayu não obtiveram a graça do Senhor sem nada pedir-Lhe? Deus decidirá o que, quando e onde dar. Por isso, dedique todas as ações a Deus e deixe que Ele decida o que você está apto a receber. Quando tudo é deixado para Deus, com amor puro e total fé, Ele tomará conta de você completamente. As pessoas de hoje não têm esse tipo de fé firme. Grandes devotos do passado, que enfrentaram provações com fé e coragem, garantiram por fim a graça divina e experimentaram bem-aventurança. (Discurso Divino, 20 de junho de 1996)

Volte sua mente em direção a Deus e você experimentará a bem-aventurança do Divino. É por esta razão que Swami lhe dá conselhos ao longo do tempo, como o que você deve fazer e o que deve evitar. Tudo isso não é por minha causa, mas para seu próprio bem, para fazê-lo tomar o caminho da Realização de Deus, para ensinar-lhe a verdade suprema sobre Brahman e para tornar sua vida sagrada em um ideal. Shirdi Baba costumava pedir duas rúpias aos devotos que vinham a ele. As duas rúpias simbolizavam Shraddha (sinceridade) e Bhakti (devoção). Estas são as duas qualidades que ele esperava dos devotos. A combinação das duas é essencial ao progresso espiritual. Somente então a bem-aventurança emergirá, como uma planta emerge de uma semente. Todos devem se esforçar para se tornar um ser humano ideal. Isto significa que todos devem testemunhar sua Divindade. Imagine quão feliz todos seriam se o mundo inteiro fosse preenchido com este ideal puro, sublime e sagrado. (Discurso Divino, 30 de julho de 1996)

Todo ser é uma encarnação do Divino. O relacionamento humano verdadeiro pode crescer somente quando essa verdade for reconhecida. A primeira etapa é quando você reconhece: 'Eu estou na Luz.' A próxima é quando você compreende: 'A Luz está em mim', e, finalmente, quando você percebe: 'Eu sou a Luz.' 'Eu' representa amor e luz que indicam a Suprema Sabedoria (Jnana). Quando amor e luz se unem, há Realização. O caminho da devoção é mais fácil que o caminho da sabedoria. O amor deve vir de dentro, não de fora, forçado. Desenvolva amor espontâneo. A atitude de implorar a Deus por favores deve ser abandonada. O amor por Deus não deve ser baseado em retribuição igual, em busca de favores em troca de orações e oferendas a Deus. Deposite sua fé em Deus e faça o seu dever com o melhor de sua capacidade. Preencha-se com amor e compartilhe-o com todos. (Discurso Divino, 15 de setembro de 1988)




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

QUASE TUDO

Quase tudo na vida material conspira contra a independência do espírito.

Os interesses imediatos assemelham-se a uma teia que o homem entretece com as próprias mãos, sentindo-se cada vez mais subjugado.

Os apelos de fora lhe consomem as energias introspectivas.

Em corrida vertiginosa, motivada pelo ter, relega-se o ser a plano secundário.

Confunde-se o supérfluo com o necessário.

Ao invés de o espírito direcionar o corpo, o corpo direciona o espírito.

A encarnação é gasta em praticamente se atender às exigências conjunturais de uma existência fictícia.

Sim, porque o homem ambiciona o que lhe é impossível reter, não conseguindo reparar que, aos poucos, a própria vida se lhe esvai...

A luta em favor do desapego é uma luta de titãs.

A diferença entre o espírito e as coisas que o rodeiam é que as coisas mudam de forma extrínseca e o espírito, intrinsecamente.

Sob este aspecto, sem romper com o convencional, o espírito não progride.

E, quase sempre, os que ousam fazê-lo são rotulados de desajustados pelos demais.




Carlos A. Baccelli / Irmão José






Fonte: do livro "Dias Melhores"
Liv. Espírita Edições “Pedro e Paulo”, Uberaba/MG, 2004
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PROVIDÊNCIA DIVINA

Esforçai-vos por tomar consciência de todas as riquezas que Deus vos deu: o vosso coração encher-se-á de um tal reconhecimento, de um tal amor, que já só pensareis em ajudar e esclarecer os outros. Quem se sente rico não pode guardar tudo para si, há qualquer coisa que o obriga a distribuir. Pelo contrário, aquele que passa o tempo a enumerar o que lhe falta, fazendo comparações com tudo o que os outros possuem, torna-se ciumento e invejoso. Como os outros estão mais favorecidos do que ele, considera que tem justificação para os atacar de uma maneira ou de outra e lhes tirar ou destruir aquilo que, na sua opinião, eles têm em excesso e devia reverter para ele. É a pobreza, em todas as suas formas – material, moral, espiritual –, que está na origem da maior parte dos crimes. Então, se quereis ser um benfeitor da humanidade, senti-vos ricos com todas as riquezas que recebestes da Providência e que ninguém pode tirar-vos.

Um amigo contou-me que, num dia em que se sentia desesperado, foi caminhar pelo campo. Em dado momento, sentou-se sobre um rochedo e percebeu que havia ali, numa fenda minúscula, algumas ervinhas. E olhou-as demoradamente, questionando-se sobre como tinha sido possível elas crescerem em tais condições. De repente, quando olhava para elas, algo nele se reanimou. Ele não compreendia como ver aqueles pedacinhos de erva podia tê-lo arrancado ao seu desespero. Na realidade, não fora a erva em si mesma, mas ele que, ao olhar para ela e sem se aperceber, tinha operado aquela mudança na sua alma. Todos os poderes de regeneração existem em nós e por vezes basta uma coisa ínfima para os revelar. Tudo o que existe na natureza – os seres, as coisas – pode ajudar-nos. É possível isso ocorrer fora da nossa consciência e independentemente da nossa vontade. Mas cabe-nos tornar esse fenômeno consciente sem esperarmos que um acontecimento exterior venha, por acaso, trazer-nos auxílio.





Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

TRABALHO PARA O BEM COMUM - ABNEGAÇÃO

Todo desejo satisfeito conduz a uma desilusão. Se o homem quer entrar no desígnio de Deus, empreenderá os trabalhos da vida por ele mesmo, para engrandecer esta vida. Mas não somos capazes de uma tal abnegação ao dever; só queremos aceitar aborrecimentos para obter algum benefício pessoal. Então, a Natureza nos trata como crianças, nos mostra o incentivo dos gozos: o amor, aos apaixonados; a riqueza, aos invejosos; a glória, aos ambiciosos; a ciência, aos inteligentes; o sossego dos pequenos ganhos, aos medíocres. E, para conquistar esses espelhismos (miragens, ilusões), todas as fadigas nos parecem doces. Mas, na hora da morte, apesar de nosso egoísmo, sem dúvida teremos sido úteis. Pouco a pouco aprendemos a trabalhar não mais para nós mesmos, mas para o bem geral. Assim, o sofrimento é verdadeiramente um benefício. A alegria de viver também é um benefício. Essas duas irmãs vêm, sucessivamente, visitar nosso espírito. Mudam somente de vestes até que percebamos, por trás delas, sua mãe sempre jovem: a Vida. E nosso ser total se desenvolve em todos os sentidos, como uma árvore robusta que resiste às outras e por suas raízes profundas e por seus galhos estendidos ao sol, e extrai da terra e do céu o duplo alimento de seu crescimento secular.





Paul Sédir (Yvon Le Loup)






Fonte: do artigo "O Caminho para Deus"
Tradução feita pela Sociedade das Ciências Antigas, autorizada pelo
GEIMME - Grupo de Estudios e Investigaciones Martinistas y Martinezistas de España
Boletín Informativo 08 - Noviembre de 2006
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REFLEXÕES PARA A CONSCIÊNCIA DA ALMA

O corpo é como um templo; a alma é como uma centelha de luz. O corpo é como um carro; a alma é como o motorista deste carro. O corpo e o cérebro são como um computador; a alma é quem programa e usa o computador. É dito que a alma é uma estrela minúscula que vive no centro da testa, entre as sobrancelhas. Aqueles que praticam a consciência da alma se tornam autossoberanos. (B.K. Jagadish Chander, Easy Rajyoga, Brahma Kumaris Ishwariya Vishwa Vidyalaya, Mount Abu)

Assim como a alma humana, a Alma Suprema também é Luz. A diferença está na intensidade da luz e força. Se a alma é paz, a Alma Suprema é um Oceano de Paz. Se a alma é misericordiosa, a Alma Suprema é um Oceano de Misericórdia. Tudo na Alma Suprema é ilimitado e abundante. Ela é a Fonte de todas as virtudes e poderes. A Alma Suprema está oferecendo toda Sua riqueza espiritual àqueles que desejam tornar-se grandiosos como Ela. Agora é a hora de acessar esse tesouro divino. Tome poder direto da Fonte.

O poder da verdade é tal que não precisamos ficar apreensivos em prová-lo. Tentar provar a verdade só mostra nossa própria teimosia. Só precisamos nos preocupar em ser a verdade e vivenciá-la, nós mesmos. A verdade sempre se revela no momento certo, no local certo. E é por essa razão que a expressão mais simples e mais poderosa da verdade é a humildade.

O potencial para fazer o bem é o único potencial que temos. Quando o talento que possuímos está seguindo as ondas de um ego exaltado, ele consegue pouco. Ninguém apóia uma pessoa arrogante. Mas se o mesmo talento é usado de maneira correta, ele flui facilmente. O sinal de um vencedor é que ele não pára por coisinhas pequenas, mas compreende a situação e vai em frente. O que temos de fazer é algo além da nossa capacidade. O que podemos ser é uma versão melhor de nós mesmos.





Brahma Kumaris






Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

REGENERAÇÃO MORAL E ESPIRITUAL

(...) a construção do paraíso terrestre precisa de duas formas ligadas de regeneração. Uma na maneira de pensar na Terra que inclui uma revolução no nosso entendimento das Leis da Natureza e o profundo respeito por elas como se fossem Deus ou pelo menos Leis de Deus. É uma regeneração espiritual e moral que começa ao nível do indivíduo e se espalha para toda a sociedade. As duas formas de regeneração juntas são valorizadas como o maior recurso e o meio mais eficiente que o mundo dispõe para realizar as mudanças fundamentais e necessárias para a salvação da humanidade. Na perspectiva da Messiânica, deixar a transformação do mundo para as estratégias e ideologias políticas seria um desvio porque tais estratégicas deveriam estar imbuídas de poder moral e espiritual, um poder que existe num nível de realidade que é indestrutível.





Peter B. Clarke






Fonte: do artigo "A construção de um mundo sem doença e sem violência: o alvo de Sekai Kyusei Kyo (Igreja Messiânica Mundial)
Revista de Estudos da Religião, n. 4 / 2002
Sekai Kyusei Kyo (Igreja Messiânica Mundial)
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ALÉM DAS APARÊNCIAS

As pessoas ainda não sabem o que é a verdadeira beleza de um ser, porque se detêm demasiado na forma. Se a forma é harmoniosa, agradável, elas exclamam: «Que beleza!» mas, por detrás da forma, há outra coisa para conhecer: os eflúvios, as emanações que vêm do mais profundo desse ser, a vida que corre… E, se se pudesse ir mais além para ver a parte dele que vive nas regiões celestes, descobrir-se-ia uma beleza ainda maior: o esplendor do espírito. Mas o esplendor do espírito é de uma essência demasiado sutil para encontrar uma expressão física.

A verdadeira beleza não pode ser descrita: é a vida pura, a vida jorrante… Se olhais para um diamante sobre o qual vem incidir um raio de sol, ficais deslumbrados por aquela cintilação, aquelas cores brilhantes… É isso a verdadeira beleza! Quanto mais um ser consegue captar a luz para se impregnar com as suas vibrações, as suas cores cintilantes, mais se aproxima da verdadeira beleza.

Mesmo que se encontrem todos os dias ou, mais infelizmente ainda, mesmo que vivam juntos, os humanos só olham os outros de um modo superficial. Eles detêm-se nas manifestações exteriores, na aparência, e a aparência, muitas vezes, não é famosa. Eles esquecem que, para além desta aparência, existem também uma alma e um espírito e, embora essa alma e esse espírito se expressem raramente e com pouca intensidade, existem, estão lá. Então, por que não hão de eles estar mais atentos a fim de reconhecerem as suas manifestações?

Um sábio sabe que todos os seres humanos que encontra são filhos e filhas de Deus, foca-se nesta ideia e aborda cada um com ela. Ele faz sobre eles um trabalho criador mesmo sem eles terem consciência disso, e um dia esse trabalho dará frutos. E o sábio sente-se feliz. Acreditai que a melhor maneira de ser útil aos outros é descobrir as suas qualidades, as suas virtudes, as suas riquezas espirituais, e concentrar-se nelas: o sábio desperta então neles algo de bom que eles sentem necessidade de desenvolver.




Omraam Mikhaël Aïvanhov






Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal