terça-feira, 15 de janeiro de 2013

CHAPEUZINHO VERMELHO




A história de Chapeuzinho Vermelho tem finais diferentes nas versões de Perrault e dos Grimm.

Perrault não pretendia usar os contos apenas como forma de entretenimento, e sim usá-los como uma forma de passar lições de cunho moral, por isso nos seus contos existia sempre ao final, frases de sua autoria onde explicitava a “mensagem” da história.

Na sua versão de Chapeuzinho Vermelho, a história termina quando a menina chega à casa da avó e após tirar a roupa e deitar-se na cama com o lobo, é devorada por ele.

Por isso, nas suas considerações finais, escreveu que menininhas bonitinhas não deveriam falar e dar ouvidos a qualquer estranho, pois poderiam acabar sendo devoradas por um lobo astuto.

Um outro ponto a ser considerado nessa versão é que o lobo, após chegar à casa da avó e devorá-la, não veste suas roupas. Deita-se na cama como lobo mesmo, sem disfarce. Esse é um dos motivos pelo qual Bettelheim (2000, p.205) considerou a versão de Perrault não muito apropriada. Segundo ele, essa versão perde muito de seu atrativo pois o lobo fica muito claramente sendo apenas uma metáfora e não um animal, por isso pouco resta à imaginação do ouvinte. Essa forma que ele usou para simplificar a história junto com a moral que apregoa, faz com que o conto perca muito de seu significado. O valor do conto de fadas para a criança é destruído se alguém detalha os significados  (BETTELHEIM, 2000, p.205). Além disso, um conto de fadas só será realmente importante e significativo se a criança tiver a oportunidade de descobrir espontaneamente e por ela mesma os significados ocultos. Esta descoberta transforma algo recebido em algo que ela cria parcialmente para si mesma (BETTELHEIM, 2000, p.206).

As versões dos Irmãos Grimm (que foram duas) são mais apropriadas às necessidades da criança. Na história de Chapeuzinho Vermelho o tema é a ameaça de ser devorada. Esse tema está presente em muitos contos de fadas, mas mesmo tendo um tema em comum, cada conto desempenha um papel, pois depende do contexto onde ocorre a história.

A história de Chapeuzinho Vermelho aborda questões referentes às ligações edípicas, (que uma menina em idade escolar ainda não conseguiu resolver), bem como o dilema comum a todos os seres humanos, entre o princípio da realidade e o princípio do prazer.

Chapeuzinho Vermelho, de forma simbólica projeta a menina nos perigos do conflito edípico durante a puberdade, e depois salva-a deles, para que ela possa amadurecer livre de conflitos. (BETTELHEIM, 2000, p.208)

Nessa história, as figuras femininas são quase insignificantes, pois tanto a mãe quanto a avó nada podem fazer pela menina. Ao contrário, o macho desempenha um papel fundamental na história. Aparece em duas facetas distintas: o sedutor perigoso e o do caçador, que sugere a figura paterna responsável, forte e salvadora.

É como se Chapeuzinho tentasse entender a natureza contraditória do homem vivenciando todos os aspectos da personalidade dele: as tendências egoístas, associais, violentas e potencialmente destrutivas do id (lobo); e as propensões altruístas, sociais, reflexivas e protetoras do ego (caçador). (BETTELHEIM, 2000, p. 208)

Além da identificação que ocorre com a figura de Chapeuzinho Vermelho, o lobo também exerce fascínio. Se não houvesse algo em nós que aprecia o lobo mau, ele não teria poder sobre nós (BETTELHEIM, 2000, p.209). Isso acontece porque a figura do lobo não representa apenas um caráter sedutor, simbolicamente representa também todas nossas tendências animalescas e não aceitas socialmente, tendências ligadas ao id.

Segundo Bettelheim (2000, p.210) outro ponto de grande importância na história é o próprio título. O vermelho é uma cor que representa emoções fortes e de conotação sexual. Além disso, ainda no título, fica claro que se trata de uma menina pequena, e portanto, incapaz de lidar emocionalmente com sua sexualidade, pois não está suficientemente madura para isso. Quando alguém não preparado ainda, precisa lidar com  o sexo, é comum que regrida aos conflitos edípicos, justamente por não se sentir segura para isso. Por isso, a forma como Chapeuzinho Vermelho dá as dicas ao lobo de onde é a casa de sua avó, facilita as coisas para que ela seja destruída. A avó nesse caso representa a própria mãe e aparecem aí desejos inconscientes de vencê-la.

Esta luta entre o desejo consciente de fazer as coisas corretamente e o anseio inconsciente de vencer a mãe (avó) é o que nos faz amar a menina e a estória torna-se supremamente humana. Quando crianças, muitos de nós tínhamos ambivalências internas que, apesar de nossos esforços, não podíamos controlar (BETTELHEIM, 2000, p.210).

Na versão de Perrault, há uma forte conotação sexual. Já com os Grimm, não ocorre isso, portanto, acontece como deve ser para a criança: as implicações sexuais ficam apenas a níveis pré-conscientes. Conscientemente, o tema central da história é a desobediência da menina.

A figura paterna aparece de forma velada na historia de Chapeuzinho. Ele está presente em dois simbolismos totalmente opostos: o lobo (externalização dos perigos de sentimentos edípicos reprimidos) e o caçador (função resgatadora e protetora).

Após ser salva pelo caçador, e a menina que decide o que fazer para acabar com o lobo (enchendo sua barriga de pedras). Se o caçador tivesse matado o lobo, talvez se perdesse aí uma mensagem importante do conto. Isso porque, ao livrar-se do lobo, Chapeuzinho simbolicamente está vencendo uma fraqueza, estará  se libertando por si só.

Um outro tema presente nessa história e em quase todos os outros contos é o renascimento. Na verdade, Chapeuzinho Vermelho não morre, mas sim ressurge para uma nova vida, de forma melhor. Essa é uma mensagem  de extrema importância, pois todos os seres humanos (não só crianças) precisam acreditar na superação de dificuldades e no seu próprio aprimoramento, acreditar na possibilidade de uma forma de existência mais plena, acreditar nas suas próprias capacidades.

Muitos adultos hoje em dia tendem a tomar literalmente o que e dito nos contos de fadas, quando estes deveriam ser encarados como relatos simbólicos de experiências de vida cruciais. A criança o compreende intuitivamente, embora não o saiba explicitamente (BETTELHEIM, 2000, p.215).

Assim, a história de Chapeuzinho Vermelho trata de questões de extrema importância para a criança, paixões humanas, voracidade oral, agressão e desejos sexuais pubertais (BETTELHEIM, 2000, p.218). A narrativa leva-nos a perceber (ainda que em nível pré consciente ou mesmo inconsciente) que as pessoas mudam, amadurecem, transformam-se interiormente a partir de suas experiências, inclusive das adversidades. Pois assim aconteceu com Chapeuzinho, a menina aprendeu a lição a partir das experiências que viveu, mostrando o valor da autodireção interna, ou seja, ela mesma tirou suas conclusões e aprendeu com os acontecimentos, renascendo de forma mais completa.


(Anônimo)



Fonte: do texto "Interpretação de Alguns Contos Infantis"
http://pt.scribd.com/doc/6810908/Anonimo-InterpretaCAo-de-Alguns-Contos-Infantis
Fonte da Gravura: https://www.culturagenial.com/conto-chapeuzinho-vermelho/

O CENTRO DIVINO EM NÓS



Quereis encontrar o equilíbrio, a paz? Esforçai-vos diariamente por encontrar o centro divino em vós mesmos. Nesse momento, todas as partículas do vosso ser, todas as energias que circulam em vós, se harmonizam e se ordenam em relação a esse centro divino, em torno do qual se põem a gravitar.

O segredo da vida espiritual está em reunir de novo essa multidão de elementos díspares que se espalharam em todas as direções e fazê-los girar em torno do vosso Sol interior como os planetas giram em torno do Sol cósmico. Então, sim, pode-se falar de ordem, de harmonia e de paz, pode-se falar do Reino de Deus: porque existe um centro, existe um Sol, um núcleo em torno do qual todos os outros elementos encontram o seu lugar e descobrem a trajetória a seguir.


Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 12 de janeiro de 2013

OPORTUNIDADE GLORIOSA



O corpo é a carruagem (ratha) do indivíduo (jivi), que é o Mestre. O nascimento humano é a oportunidade gloriosa e preciosa entre todos os seres vivos. O corpo humano é o castelo a partir do qual se pode vencer a batalha contra os inimigos do apego e egoísmo. É o barco pelo qual se pode atravessar o mar de mudança e acaso. 

A compreensão da realidade dentro de si mesmo, através da disciplina espiritual implacável, é um desafio árduo - tão cheio de perigos e calamidade, como brincar com fogo ou duelar com animais selvagens. 

As Escrituras (Upanishads) compararam o caminho do aspirante espiritual com o fio de uma navalha. 

Deve-se estar atento, vigilante e bem treinado para atender a todas as emergências. 

Use a preciosa oportunidade deste nascimento humano e alavanque sua inteligência, discernimento e desapego com os quais você é dotado, para elevar-se acima de tudo e perceber a Realidade Última.


Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/vectors/homem-silhueta-macho-figura-humano-294314/

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

LIBERDADE - LIVRE ARBÍTRIO - DETERMINISMO - DESTINO



Nascemos aprisionados pelo nosso passado, seja como indivíduos, seja como sociedade, constrangidos a andar de novo nos trilhos já percorridos, que no terreno da vida de contínuo escavamos com os nossos pés. (P. Ubaldi - Princípios de uma nova Ética) 

De uma ação em excesso nasce uma reação em forma de carência. (P. Ubaldi - Princípios de uma nova Ética) 

Poder-se-ia dizer que nosso passado nos escraviza, porque lança o eu numa dada direção, assim congelando em determinismo nosso livre arbítrio, até que, em novas vidas, consigamos libertar-nos da escravidão desse determinismo. (P. Ubaldi - Princípios de uma nova Ética) 

O que somos é consequência do que havemos pensado. (P. Ubaldi - Problemas do Futuro) 

No Satapathabrahama está dito: Do desejo depende a natureza do homem. Conforme o seu desejo, tal será sua vontade; conforme sua vontade, tal será sua obra; conforme sua obra, tal será a existência que lhe diz respeito. (P. Ubaldi - Problemas do Futuro) 

A liberdade está sempre enquadrada no determinismo da unidade superior, e que é livre somente enquanto é elemento inferior componente de uma outra unidade superior que, relativamente ao inferior, é sempre determinista. Assim em toda UNIFICAÇÃO se verifica uma reordenação determinista. (P. Ubaldi - Problemas do Futuro). 

Em toda unificação se verifica uma reordenação determinista. (P. Ubaldi - Problemas do Futuro) 

Outro fator complica o cálculo das responsabilidades: o determinismo das causas enxertadas no passado, com as próprias ações, na trajetória do próprio destino; os impulsos assimilados, por livre e responsável escolha, no edifício cinético do próprio psiquismo. Essas causas são forças colocadas em movimento pelo próprio "eu" e uma vez lançadas, são autônomas, até sua extinção. Vossos atos prosseguem em seus efeitos, irresistivelmente, por leis de causalidade. Seu impulso é medido pela potência que imprimistes a esses atos, proporcionais e da mesma natureza, benéfica ou maléfica, ao impulso que destes. Assim o bem ou mal dirigido aos outros é feito sobretudo a si mesmo; é regido pelas reações da Lei e recai sobre o autor como uma chuva de alegrias ou de dores. O destino implica, pois, uma responsabilidade composta, que é resultante do passado e do presente. (P. Ubaldi - A Grande Síntese) 

Cada ato é sempre livre em sua origem, mas não depois, porque então já pertence ao determinismo da lei de causalidade, que lhe impõe as reações e consequências. O destino, como efeito do passado, contém pois, zonas de absoluto determinismo, mas a ele sobrepõe-se a cada momento a liberdade do presente, que vai chegando continuamente e que tem o poder de introduzir sempre novos impulsos e, neste sentido, de "corrigir" os precedentes. (P. Ubaldi - A Grande Síntese) 

O impulso do destino pode comparar-se a inércia de uma massa lançada, que tende a prosseguir na direção iniciada mas que, no entanto, pode sofrer atrações e desvios colaterais; esse impulso pode ser corrigido. Determinismo e liberdade, dessa maneira, se contrabalançam, e o caminho é a resultante dada pela inércia do passado e pela constante ação corretora do presente. O presente pode corrigir o passado numa vida de redenção; pode somar-se a ele nas estradas do bem, tanto quanto nas do mal. Diante do determinismo da Lei, que impõe a cada causa seu efeito, está o poder do livre arbítrio, de corrigir a trajetória dos efeitos com a introdução de novos impulsos. Destino não é fatalismo, não é cega "Anánke", é base de criações e destruições contínuas. O que a cada momento está em ação no destino é a resultante de todas essas forças. (P. Ubaldi - A Grande Síntese) 

No cumprimento de um destino há uma tendência que, se é irresistível, ao mesmo tempo é suscetível de adaptar ao ambiente, ao momento, à pressão dos impulsos dos outros destinos que se vão desenvolvendo juntos e que também se querem realizar. No cumprimento de um destino há uma necessidade absoluta de realização, mas ela não é rígida e mecânica, mas uma vontade contínua, uma pressão constante, implacável, impulsionando para se realizar, de modo que está pronta para isso, logo que o ambiente o permita. Ela funciona por tentativas, mas com a maior tenacidade, aproveitando todas as oportunidades. Eis, então, que na férrea atuação da lei de causa e efeito penetra uma elasticidade de adaptação às circunstâncias do momento. (P. Ubaldi - Princípios de uma nova Ética) 

É preciso compreender que nossa culpabilidade anti-Lei é um diafragma que nos separa das origens de tudo o que é benéfico. É assim que os auxílios chegam à zona onde não somos culpados e nada acontece naquelas onde a culpa e a rebeldia nos deixa abandonados ao nosso livre arbítrio de revolta. Eis porque razão o nosso mundo está em poder da feroz lei animal da luta pela vida. Esta significa: cada um por si, sozinho contra todos, sem defesa além das próprias forças, e salve-se quem puder. É um regime de inferno, baseado na força, no engano, na injustiça, que só um estado de revolta anti-Lei pode ter criado, porque não se pode admitir que obra tão terrível possa ter saído das mãos de Deus. O nosso mundo representa, de fato, a reviravolta da positividade do Sistema. O pagamento se faz de acordo com a justiça. Em cada uma das zonas das forças e qualidades constitutivas de nossa personalidade, há uma balança estabelece até que ponto a privação deve funcionar como compensação e pagamento do respectivo abuso com que infringimos a Lei. É assim que o destino nunca atinge globalmente, mas apenas em dados pontos, poupando-nos, favorecendo-nos e até mesmo ajudar-nos em outros. É a natureza das forças com que somos construídos que atrai aquelas que nos devem depois punir ou premiar segundo a justiça. Assim, em cada ponto recebemos segundo o mérito. (P. Ubaldi - A Técnica Funcional da Lei de Deus). 

Não há dúvida de que, apesar de nossa liberdade de introduzir na trajetória de nosso destino impulsos novos que o possam modificar, esta lei que estabelece o percurso de uma trajetória, uma vez que ela foi iniciada num dado sentido, representa no fenômeno um impulso de tipo determinístico, ao qual todo o processo fica inexoravelmente sujeito. (P. Ubaldi - Princípios de uma nova Ética) 

Fechado, em grande parte, no círculo de suas necessidades materiais, o homem pouco pode comandar a própria vida, e vive deterministicamente sob o poder da Lei pela qual quase nada conhece. A sua ignorância o mantém escravo. O seu livre-arbítrio é apenas pequena oscilação de escolha, a fim de permitir-lhe o aprendizado à sua custa, experimentando. (P. Ubaldi - O Sistema) 

Só no Anti-Sistema podem reinar a imperfeição, a ignorância, a incerteza. E por isso, só aqui pode existir o livre-arbítrio, pois a escolha só é possível onde ainda não se conhece o caminho melhor, o qual só pode ser um, o único perfeito. (P. Ubaldi - O Sistema) 

Ninguém pode lançar o peso do seu destino sobre nós, como nós não podemos lançar o peso do nosso destino sobre os outros. Se assim fosse não haveria justiça. (P. Ubaldi - A Lei de Deus) 

Compreende-se que a perfeição não pode deixar de ser determinística, no sentido de que só o melhor absoluto pode ocorrer. Tal é o sistema incorrupto dos espíritos que não erraram e não caíram. Pode, pois, deste ponto de vista, parecer mesmo que o arbítrio humano, além de ser um resíduo da liberdade originária, seja um produto da queda, visto que a escolha significa uma incerteza e uma procura do melhor absoluto, que se perdeu e ainda não foi reconquistado. (P. Ubaldi - Deus e Universo) 



Prof. Pietro Ubaldi



Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/penhasco-aventura-acima-caminhada-1822484/

ALÉM DO NOSSO LIXO


,
Um bom indício de que você está no caminho certo é quando começa a enxergar melhor o seu lixo. Você começa a perceber o ego em ação e como permite que ele exerça controle sobre você e sobre sua forma de interagir com os outros.

Enxergar nosso lixo nunca é fácil, mas é o que fazemos depois de enxergá-lo que faz toda a diferença.

Ficar deprimido, caído ou triste não nos ajudará a mudar esse lixo, portanto, isso é perda de tempo. Por outro lado, podemos sentir gratidão por ter a clareza de enxergar o que precisamos mudar para que nossa vida melhore.

Imagine se conseguíssemos mudar o quadro de tal forma que enxergar nosso lixo passe a ser uma parte incrível de nosso processo!

Quando não conseguimos ver nosso lixo, não temos condições de superá-lo e de chegar à Luz.


Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/desenho-animado-imagina%C3%A7%C3%A3o-4807372/

RELAÇÕES DE SIMPATIA E DE ANTIPATIA ENTRE OS ESPÍRITOS


O Livro dos Espíritos - Questões 295 a 297 - Relações de Simpatia e de Antipatia Entre os Espíritos.

Respostas dos guias espirituais para Allan Kardec no Livro dos Espíritos.

295. Que sentimento anima, depois da morte, aqueles a quem fizemos mal neste mundo?

Se são bons, eles vos perdoam, segundo o vosso arrependimento. Se maus, é possível que guardem ressentimento do mal que lhes fizestes e vos persigam até, não raro, em outra existência. Deus pode permitir que assim seja, por castigo.

296. São suscetíveis de alterar-se as afeições individuais dos Espíritos?

Não, por não estarem eles sujeitos a enganar-se. Falta-lhes a máscara sob que se escondem os hipócritas. Daí vem que, sendo puros, suas afeições são inalteráveis. Suprema felicidade lhes advém do amor que os une.

297. Continua a existir sempre, no mundo dos Espíritos, a afeição mútua que dois seres se consagraram na Terra?

Sem dúvida, desde que originada de verdadeira simpatia. Se, porém, nasceu principalmente de causas de ordem física, desaparece com a causa. As afeições entre os Espíritos são mais sólidas e duráveis do que na Terra, porque não se acham subordinadas aos caprichos dos interesses materiais e do amor-próprio.

Allan Kardec



Fonte: "O Livro dos Espíritos"
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

INFLUÊNCIA DOS PENSAMENTOS E DAS EMOÇÕES SOBRE NOSSO ESTADO DE SAÚDE



Será a cura das doenças possível e praticável por meios outros que os conhecidos pela medicina?

Se existe uma parcela de verdade na cura mental ou espiritual, não devemos antagonizar esses métodos, mas nosso dever é acolhê-los com o coração aberto.

Este mundo está cheio de sofrimento, e se há alguém capaz de dar-lhe algum alívio, não temos que nos preocupar por qual meio ele opera.

Se queremos estudar esses problemas capitais ligados à vida, devemos estar decididos a deixar de lado todas as ideias preconcebidas, nossas prevenções; precisamos adotar um método de análise imparcial e abrangente...

Nas Escrituras Védicas, aprendemos que a alma do homem está além de todas as aplicações terrenas, que ela é "isenta de pecado, isenta de velhice, livre dos tormentos da morte, e está ao abrigo da fome e da sede".

Estas palavras revelam um novo ponto de vista. Não seriam elas o que pensamos por nós mesmos? Serão nossas condições corporais irreais? Não. Nossa vida física não é irreal, mas não constitui a totalidade do nosso ser essencial. Na verdade, ela representa apenas uma pequena parte de nossa vida real. Infelizmente, para a maioria, essa vida física parece ser a parte mais importante; é por causa dessa incompreensão que entravamos o afluxo regular e contínuo da força da vida, e é isso que nos causa dores infinitas.

A doença sempre é um sinal de problema e desordem; ora, a desordem provém invariavelmente de nossas tendências materiais e de nossos apetites físicos, que nos distanciam da influência direta da alma; acontece o mesmo quando nossos desejos corporais dominam nossa natureza espiritual.

É certo que a ciência física e médica fez imensos progressos no trabalho de auxiliar a humanidade sofredora. Ela consegue aliviar a dor, mas esse alívio não pode ser duradouro, tendo em vista os elementos que ela utiliza para suas curas, elementos que são, eles próprios, impermanentes. Os médicos não podem atacar nem eliminar a causa principal da doença, nem, por consequência, fornecer o remédio definitivo.

O homem vive pelo poder da Consciência! A verdadeira raiz da doença está muito mais frequentemente no pensamento do que no corpo.

Sabemos por experiência o quanto nossa atitude mental pode ter uma influência desvitalizadora sobre nossa constituição física e quanto, ao contrário, por uma atitude correta, podemos revivificar nosso organismo.


Swami Paramanda



Fonte: do livro "A Cura Espiritual"
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/mulher-plantas-ioga-boho-bo%C3%AAmio-8222956/

DESEQUILÍBRIO SOBRESSAINDO DO EQUILÍBRIO

Viver no reino da natureza Buda, significa morrer como um ser pequeno, um momento depois do outro. Quando perdemos nosso equilíbrio, morremos, mas ao mesmo tempo também nos desenvolvemos, crescemos.

O que quer que vejamos está mudando, perdendo seu equilíbrio. O motivo porque todas as coisas parecem bonitas é porque cada uma está fora do equilíbrio, mas ao fundo, o segundo plano está sempre em harmonia perfeita. É assim que cada coisa existe no reino da natureza Buda, perdendo seu equilíbrio contra um fundo de equilíbrio perfeito.

Então, se você ver as coisas sem compreender o fundo da natureza Buda, tudo parece estar na forma de sofrimento. Mas se compreender o pano de fundo da existência, você compreende que o próprio sofrimento é como vivemos, e como traçamos nossa vida. Então, no Zen, às vezes enfatizamos o desequilíbrio e a desordem da vida.


Shunryu Suzuki



Fonte: “Zen Mind, Begginer’s Mind”, loc. 285
http://darma.info/
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/monge-medita%c3%a7%c3%a3o-budismo-theravada-7383297/

sábado, 22 de dezembro de 2012

INTERPELAÇÕES SOBRE A DATA REAL DO NASCIMENTO DE JESUS

As celebrações do Natal despertam sempre a curiosidade de alguns leitores, a propósito da posição dos espíritas em face do problema do nascimento de Jesus. "Qual a maneira - pergunta um missivista - pela qual os espíritas explicam a aceitação da data de 25 de dezembro, como sendo a do nascimento histórico do Cristo, se é conhecida a impossibilidade de qualquer determinação dessa data?" A maneira de explicar isso é fácil, pois decorre da própria situação histórica da efeméride em causa. Quer dizer: a tradição espiritualista é a explicação natural dessa aceitação dos espíritas. Porque a data de 25 de dezembro corresponde às mais remotas celebrações do advento do Messias.

Trata-se de uma efeméride pagã, de origem mitológica, ligada ao mito-solar, e que foi adaptada ao Cristianismo, da mesma maneira porque tantas outras datas, festas e celebrações pagãs também o foram.

Um leitor que conhece o assunto, faz-nos, então, esta pergunta: Como e por que o Espiritismo aceita essa incorporação do paganismo ao cristianismo? Se o leitor conhecesse melhor o Espiritismo, veria que não há, do ponto de vista doutrinário, nenhum impedimento a respeito. As religiões mitológicas pertencem a fase de preparação do advento do Cristianismo. As revelações que antecederam a mosaica e a cristã eram tão legítimas como estas últimas. Não há motivo, pois, para qualquer repugnância nesse sentido. Por outro lado, o Espiritismo não pretende reformular a história cristã, mas apenas esclarecê-la. A tradição do Natal tem quase dois milênios. Substituí-la por uma novidade imprecisa seria absurdo. Além disso, a data de 25 de dezembro traz com ela uma impregnação milenar de adoração, que é de grande importância para os que conhecem o problema das vibrações espirituais. Tornou-se, por isso mesmo, a mais apropriada à celebração do Natal de Jesus.

Da mesma maneira porque o mito cristão ligou-se à revelação de Jesus, de forma indissolúvel, a partir do momento em que Jesus passou a ser considerado o Cristo, - transportou-se do plano das esperanças judaicas do Messias para o plano universal do mito grego - a data de 25 de dezembro deixou de ser apenas um marco mitológico na História das Religiões, para se transformar num marco histórico do processo de formação da religião cristã. Quando, pois, os espíritas celebram essa data, como a do nascimento de Jesus, com pleno conhecimento da sua natureza convencional (no plano histórico) sabem que ela também possui um aspecto de legitimidade histórica (no plano espiritual), em virtude do sentido profundo (antigamente chamado "oculto") do mito-solar.

Não importa que Jesus tenha nascido em outra data, como não importa a simbologia mitológica do episódio evangélico do Natal. O que importa é compreender que a história do Natal, profundamente ligada à tradição espiritualista da evolução terrena, traz para o homem de hoje a mensagem eterna da renovação humana, através dos séculos, pelo desenvolvimento das forças do espírito. É nesse sentido que o espírita, sinceramente celebra o Natal de Jesus, acompanhando a tradição, sem com isso prejudicar a sua compreensão espiritual do Cristianismo. O processo de desenvolvimento espiritual do homem é vasto e complexo, abrangendo milênios, e envolvendo aspectos demasiado complexo, que o Espiritismo procura esclarecer de maneira racional, mas não pretende submeter a nenhuma transformação violenta.



José Herculano Pires




Fonte: do livro "O Infinito e o Finito"
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

OS PROBLEMAS DA EXISTÊNCIA



(...) O que importa ao homem saber, acima de tudo, é: o que ele é, de onde vem, para onde vai, qual o seu destino. As ideias que fazemos do universo e de suas leis, da função que cada um deve exercer sobre este vasto teatro, são de uma importância capital. Por elas dirigimos nossos atos. Consultando-as, estabelecemos um objetivo em nossas vidas e para ele caminhamos. Nisso está a base, o que verdadeiramente motiva toda civilização.

Tão superficial é seu ideal, quanto superficial é o homem. Para as coletividades, como para o indivíduo, é a concepção do mundo e da vida que determina os deveres, fixa o caminho a seguir e as resoluções a adotar.

Mas, como dissemos, a dificuldade em resolver esses problemas, muito frequentemente, nos faz rejeitá-los. A opinião da grande maioria é vacilante e indecisa, seus atos e caracteres disso sofrem a consequência. É o mal da época, a causa da perturbação à qual se mantém presa. Tem-se o instinto do progresso, pode-se caminhar mas, para chegar aonde? É nisto que não se pensa o bastante.

O homem, ignorante de seus destinos, é semelhante a um viajante que percorre maquinalmente um caminho sem conhecer o ponto de partida nem o de chegada, sem saber porque viaja e que, por conseguinte, está sempre disposto a parar ao menor obstáculo, perdendo tempo e descuidando-se do objetivo a atingir.

A insuficiência e obscuridade das doutrinas religiosas e os abusos que têm engendrado, lançam numerosos espíritos ao materialismo. Crê-se, voluntariamente, que tudo acaba com a morte, que o homem não tem outro destino senão o de se esvanecer no nada.

(...) como esta maneira de ver está em oposição flagrante à experiência e à razão. Digamos, desde já, que está destituída de toda noção de justiça e progresso. Se a vida estivesse circunscrita ao período que vai do berço à tumba, se as perspectivas da imortalidade não viessem esclarecer sua existência, o homem não teria outra lei senão a de seus instintos, apetites e gozos. Pouco importaria que amasse o bem e a equidade. Se não faz senão aparecer e desaparecer nesse mundo, se traz consigo o esquecimento de suas esperanças e afeições, sofreria tanto mais quanto mais puras e mais elevadas fossem suas aspirações; amando a justiça, soldado do direito, acreditar-se-ia condenado a quase nunca ver sua realização; apaixonado pelo progresso, sensível aos males de seus semelhantes, imaginaria que se extinguiria antes de ver triunfarem seus princípios.

Com a perspectiva do nada, quanto mais tivesse praticado o devotamento e a justiça, mais sua vida seria fértil em amarguras e decepções. O egoísmo, bem compreendido, seria a suprema sabedoria; a existência perderia toda sua grandeza e dignidade. As mais nobres faculdades e as mais generosas tendências do espírito humano terminariam por se dobrar e extinguir inteiramente.

A negação da vida futura suprime também toda sanção moral. Com ela, quer sejam bons ou maus, criminosos ou sublimes, todos os atos levariam aos mesmos resultados. Não haveria compensações às existências miseráveis, à obscuridade, à opressão, à dor; não haveria consolação nas provas, esperança para os aflitos. Nenhuma diferença se poderia esperar, no porvir, entre o egoísta, que viveu somente para si, e frequentemente na dependência de seus semelhantes, e o mártir ou o apóstolo que sofreu, que sucumbiu em combate para a emancipação e o progresso da raça humana. A mesma treva lhes serviria de mortalha.

Se tudo terminasse com a morte o ser não teria nenhuma razão de se constranger, de conter seus instintos e seus gostos. Fora das leis terrestres, ninguém o poderia deter. O bem e o mal, o justo e o injusto se confundiriam igualmente e se misturariam no nada. E o suicídio seria sempre um meio de escapar aos rigores das leis humanas.

A crença no nada, ao mesmo tempo em que arruína toda sanção moral, deixa sem solução o problema da desigualdade das existências, naquilo que toca à diversidade das faculdades, das aptidões, das situações e dos méritos. Com efeito, por que a uns todos os dons de espírito e do coração e os favores da fortuna, enquanto que tantos outros não têm compartilhado senão a pobreza intelectual, os vícios e a miséria? Por que, na mesma família, parentes e irmãos, saídos da mesma carne e do mesmo sangue, diferem essencialmente sobre tantos pontos? (...)


Léon Denis



Fonte: do livro "O Porquê da Vida"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A REVELAÇÃO DE LUZ CONSTANTE


Tem sempre algo difícil acontecendo conosco. Se não é uma coisa, é outra, não é mesmo? Às vezes sentimos que mal acabamos de superar um desafio e quando vemos, outra batata já está assando em nossas mãos. É o suficiente para nos perguntarmos: "Será que a vida nunca vai ficar mais fácil?".

Ensinamos que desafios são nossas maiores oportunidades de revelar Luz. Quando o esforço exigido é maior, isso significa que haverá satisfação maior quando o superarmos. Quanto maior o desafio, maior a Luz.

Precisamos estar dispostos e prontos para enfrentar o fato de que a vida será desafiadora. Nada será oferecido de bandeja. Estamos aqui para superarmos desafios.

Quando fizermos com que superar obstáculos seja um estado constante nosso, revelaremos Luz constantemente.



Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ALIMENTAÇÃO CONSCIENTE


Tal como os animais, o ser humano tem de se alimentar para subsistir. Mas, diferentemente do animal, ele pode, pela sua consciência, fazer do ato de comer um meio para crescer psiquicamente, espiritualmente. 

E irei mesmo mais longe: enquanto não for capaz de dar a esse ato uma dimensão mais vasta, mais profunda, é inútil ele dizer que é culto, civilizado.

Para mim, isso é um teste. Quando os humanos aprenderem a comer com uma consciência esclarecida, maravilhando-se com os alimentos, pensando com reconhecimento que todo o universo trabalhou para produzir aqueles frutos, aqueles legumes, aqueles cereais, graças aos quais eles recebem a vida, então sim, poder-se-á falar de cultura e de civilização.

Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SUBIR PARA UM NOVO GRAU SIGNIFICA TORNAR-SE ELE



O que a pessoa obtém quando atinge a espiritualidade?

Ela obtém um conhecimento qualitativamente novo, porque agora a sua revelação faz parte dele. Em nosso mundo, eu descubro estes ou aqueles fenômenos externos. Por exemplo, se sou um químico, eu observo, examino e descrevo um processo químico.

Na ciência da Cabalá, eu revelo o mundo superior e sou eu na foto que se abre para mim. Eu sou idêntico a minha descoberta, eu tenho as mesmas qualidades que estão lá na realidade que descobri. É claro que, ao mesmo tempo, eu vejo todas as etapas que passei, tanto espiritual como material. Elas permanecem em mim, e eu posso descer a qualquer uma delas para estabelecer contato com outros.

Em geral, porém, o desenvolvimento espiritual é uma realização precisa. Eu não apenas conheço ou entendo algo. Conhecer e realizar não são a mesma coisa. Realização significa que eu me transformo no estado que alcancei, e não apenas me familiarizo com um novo grau, mas me torno ele.


Rav Dr. Michael Laitman, PhD.



Fonte: da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/12/12, "Cabalá e Filosofia"
http://laitman.com.br/2012/12/subir-para-um-novo-grau-significa-tornar-se-ele/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

INFLUÊNCIAS PERNICIOSAS


Queixas-te de influências perniciosas que te desgastam a vida.

Alegas que espíritos sofredores te vampirizam as horas e que obsessores te viciam os pensamentos.

E, muitas vezes, a cada dia, experimentas tensão e desespero, cólera e enfermidade.

Para conjurar o perigo, recorres à oração e aos conselhos edificantes.

Tais medidas, no entanto, não obstante providenciais, podem ser comparadas às receitas médicas que, apesar de preciosas, passam despercebidas, se os recursos indicados não forem usados conforme as prescrições.

Isso equivale dizer que os agentes externos são necessários à nossa própria preservação contra os males que nos atormentam, entretanto, se nos propomos realmente a vencê-los, analisemos a nossa posição individual no campo das influências.

Se sabemos marcar os que nos ferem, aqueles aos quais ferimos igualmente podem marcar-nos.

Aos que nos sugiram algo, algo conseguiremos também sugerir.

A solução do problema, em matéria de influências nocivas, será alcançada se criarmos a força e a sugestão do bem no ambiente menos desejável que nos rodeie.

Para isso é preciso que o entendimento e a união se façam ingredientes essenciais de nossa própria atitude.

Não temos necessidade de recear as influências chamadas perniciosas, porquanto, se outros nos influenciam o caminho, também nós desfrutamos a possibilidade de influenciar o caminho alheio.

E estamos convencidos de que tudo aquilo que doarmos aos nossos irmãos para nós voltará.


Francisco Cândido Xavier / Emmanuel




Fonte: do livro "Neste Instante"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

REFORMAR-SE ANTES


Frequentemente, as pessoas tentam reformar o mundo, sem fazer qualquer ou proporcional esforço para reformar-se. Pois, é muito mais fácil dar conselhos e admoestar os outros do que aceitar conselhos e melhorar a si próprio. 

O outro é fundamentalmente um reflexo de seu próprio eu. Você é original e você mesmo deve melhorar sua forma. Invista tempo para fortalecer seus anseios interiores por virtudes e bondade, tornando-se inexpugnável e inatacável internamente. 

Então, você pode começar a reformar os outros no planeta.


Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

ATOS HARMÔNICOS E ENCADEADOS


A vida do homem é um drama lógico e harmônico, cujas cenas e decorações mudam, variam ao infinito, mas não se apartam nunca, um só instante, da unidade do objetivo nem da harmonia do conjunto.

Só quando voltarmos para o mundo invisível é que compreenderemos o valor de cada cena, o encadeamento dos atos, a incomparável harmonia do todo em relações com a vida e a unidade universais.

(...) Dirijamo-nos aos nossos fins, como os rios se dirigem para o mar - fecundando a terra e refletindo o céu.


Léon Denis



Fonte: do livro "O Problema do Ser, do Destino e da Dor"
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/prazer-salto-de-ar-lucro-salto-1019953/

RECORDAÇÕES FRAGMENTADAS

Assim como as fibras do cérebro são as últimas a se consolidarem no veículo físico em que encarnamos na Terra, a memória perfeita é o derradeiro altar que instalamos, em definitivo, no templo da nossa alma, que, no planeta, ainda se encontra em fases iniciais de desenvolvimento.

É por isso que nossas recordações são fragmentárias...

Todavia, de existência em existência, de ascensão em ascensão, nossa memória gradativamente converte-se em visão imperecível, a serviço de nosso espírito imortal...


Francisco Cândido Xavier / André Luiz



Fonte: do livro "Entre a Terra e o Céu"
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/c%c3%a9rebro-motiva%c3%a7%c3%a3o-atividade-mental-7420599/

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

BEM-AVENTURANÇAS e PSICANÁLISE JUNGIANA


(...)

Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço, foi muito feliz quando fez um paralelo entre os ensinamentos de Jesus e a psicologia. Vejamos o que ele nos traz, na interpretação das Bem-aventuranças (Mateus 5:3-10).

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes aqueles que têm consciência de sua pobreza espiritual e que buscam humildemente aquilo que necessitam.

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Os que choram se encontram envolvidos num processo de crescimento. Eles serão consolados quando o valor projetado, perdido, for recuperado no interior do psique.

Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Essa mansidão está relacionada ao Ego, que precisa ser trabalhado, essa atitude é afortunada, pois o ego está pronto para receber ensinamentos e aberto às novas considerações que podem levar a uma rica herança. Herdar a terra significa adquirir uma consciência em saber se relacionar ao todo ou de ter uma participação pessoal no todo.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Trata-se de um principio orientador interior, de caráter objetivo, que traz um sentimento de realizações do Ego que o busca com fome. A justiça de estar vivendo de acordo com a verdadeira e real necessidade interior.

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Se o Ego é misericordioso, ele receberá misericórdia do íntimo.

Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. A pureza ou a limpeza podem significar um estado do Ego, livre da contaminação de conteúdo ou motivações do inconsciente. Aquele que é consciente é puro, porque é consciente de que seu erro abre uma porta para experimentar a sua própria essência.

Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados de filhos de Deus. O papel apropriado do Ego é mediar entre as partes oponentes aos conflitos intra-psíquicos internos.

Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. O Ego precisa suportar a dor e o sofrimento, sem sucumbir ao amargor e ao ressentimento, para relacionar-se à lei interna objetiva.

Jung nos mostra através dessa correlação entre os ensinamentos de Jesus e a psique humana que o principal ponto das Bem-aventuranças entendidas psicologicamente é a exaltação do Ego não inflado, um Ego humilde.

(...)


por Centro Espírita Celeiro de Luz



Fonte: www.espirito.com.br
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/jesus-serm%C3%A3o-na-montanha-multid%C3%A3o-8358183/

sábado, 15 de dezembro de 2012

A EXPERIÊNCIA DIVINA



A glória do Divino - a riqueza, a plenitude, a extensão e a profundidade da experiência Divina devem ser experimentadas. Ela não pode ser expressa por quaisquer palavras ou peças de teatro. Você deve sentir que é seu destino mais elevado adquirir essa experiência. Você não é uma criatura desprezível, nascida no lodo ou pecado para levar uma existência banal e se extinguir. Você é uma mistura de mortal e imortal (Deha e Deva). Libertação é o meio para ser livre de dor e viver na alegria. E é fácil conseguir isso. Tudo que você precisa fazer é depositar todos seus fardos em Deus. Isso o tornará despreocupado e sem aflição. Aceite tudo como um Jogo Divino do Senhor que você adora e ama. Não importa o que aconteça, bata palmas em êxtase e alegria, pois tudo é Seu Jogo Divino e você pode ser tão feliz como Ele é, pois seus planos estão operando e eles são para o seu bem maior!


Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/feminino-divino-deusa-deusa-interior-7854088/

TEM QUE MUDAR



Um aluno foi até meu pai, Rav Berg, e lhe disse: "Sabe, eu cheguei a um ponto da minha vida em que realmente quero mudar.”

O Rav disse: "Quer mudar? Você tem que mudar!".

Enquanto não tomarmos consciência do que está realmente em jogo – de tudo o que o mundo e nós estamos perdendo – e continuarmos a ser o que sempre fomos, não seremos capazes de dar os passos necessários para transformar.

A mudança acontece quando o medo de que as coisas permaneçam iguais é maior do que o medo de mudar.


Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/vectors/ciclo-fase-mudan%C3%A7a-curso-diagrama-2019530/

A GERAÇÃO QUE ESTÁ REVELANDO O MISTÉRIO DO UNIVERSO


A ciência da Cabalá só deve ser revelada à pessoa quando ela quiser entender o sentido da vida. No entanto, se ela ainda não possui esse desejo, se está totalmente imersa na vida deste mundo e só está preocupada com a sua segurança no momento atual de sua existência, então não há porque dizer-lhe sobre a ciência da Cabalá. Isso não é para ela e só pode confundi-la. Deixe que ela continue seu desenvolvimento egoísta e não toque na ciência da Cabalá.

É por esta razão que os Cabalistas ocultaram esta ciência ao longo dos séculos, esperando até que a humanidade atingisse um estado em seu desenvolvimento onde começasse a perguntar sobre o sentido da vida. Nós vemos isso agora nos grandes problemas do mundo, na abrangente crise geral que permeia absolutamente todas as esferas da atividade humana.

Isso é evidente pelo atual estado de depressão da humanidade, refletido no número de suicídios, e pelo fato de que o mundo está numa retração e não pode fazer nada sobre isso. Todo mundo está numa retração, tanto a elite quanto as pessoas normais. Há um gradual desaparecimento da classe média, a indústria de transformação está sumindo; nós estamos perdendo o interesse na vida. Não sabemos o que fazer. Nós percebemos que há a possibilidade de uma terceira guerra mundial, mas vemos isso com calma, como se o nosso destino nos arrastasse para algum lugar, porque percebemos que não temos força, conhecimento, nem desejo de opor qualquer resistência. Alienação e impotência reinam no mundo.

É exatamente nesta geração que a ciência da Cabalá deve ser revelada, porque a partir dela as pessoas não apenas entenderão como sairão do estado atual, que as deixou sem esperança, mas também para descobrir o que as espera no futuro: um estado elevado, eterno e perfeito, que é bilhões de vezes maior que qualquer coisa que jamais poderíamos sentir neste mundo.



Rav Dr. Michael Laitman, PhD.



Da Lição Virtual 18/11/12

Fonte: Bnei Baruch  - A Sabedoria da Cabala 
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A SABEDORIA DO BOM SENSO



É muito fácil ficar tão enredado em nossas metas mundanas que perdemos a noção do todo. Sem perspicácia nem perspectiva, acabamos priorizando o que não devemos. 

Os altos e baixos de um escritório e a dinâmica interpessoal, por exemplo, vão afetar excessivamente a mente não treinada. Em um instante você se sente como um vencedor, eufórico e ganhando a partida, no momento seguinte você é um trapo, derrotado, desesperançado e deprimido. 

O Budismo nos lembra que nada dura muito, nem mesmo vitórias ou fracassos. Até mesmo o Super-homem pode cair do céu. 

A virtude do equilíbrio nos ajuda a não investir energia excessiva no sucesso, nem ficar arrasado com o desapontamento. 

A sabedoria do senso comum nos lembra que existe uma diferença entre sobreviver e viver. 

Nossa busca pelo sucesso mundano neste mundo de amarguras, não poderia ser mais satisfatória do que a busca de uma miragem no deserto árido. 


Lama Surya Das



(desconheço a fonte do texto)
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/t%c3%aampora-cinzeladura-de-pedra-china-6823939/

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

EU SOU UNO COM O PAI - EU SOU ELE - ELE É EU


EU SOU O QUE O CRIADOR É. 
LOGO, EU SOU UNO COM O PAI.
EU SOU ELE.
ELE É EU.

Onde está a Presença do — EU SOU — não pode haver egoísmo ou amor próprio na direção e na atividade externa da sorte. Por este motivo, não se deve ter medo em usá-la para abençoar, curar, fazer prosperar e iluminar a nossos semelhantes. 

Jesus dizia: "Quando levantais ao alto o Filho do Homem, então, conhecereis que — EU SOU — e não faço nada de mim mesmo, senão que, segundo me ensinou o Pai, assim falo. Quem me enviou está comigo; não me deixou só, porque eu faço sempre o que é de seu agrado." 

Este é o único caminho de cada discípulo que: EU SOU A PRESENÇA DE DEUS EM AÇÃO EM CADA SER.



Dr. Jorge Adoum .'.
Fraternitas Rosicruciana Antiqua



Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/vectors/globo-mundo-terra-m%C3%A3os-pessoas-304586/