sábado, 14 de setembro de 2013

ELO FRATERNAL

O fato de se nascer numa certa época, em determinado país e determinada família, de se ter uma certa constituição física, de se ter ou não certas qualidades – o que é determinado pelas encarnações anteriores – estabelece, à partida, as oportunidades e os sucessos dos indivíduos. 

Uma sociedade pode sempre trabalhar no sentido da igualdade, e é desejável que o faça, mas as desigualdades subsistirão. O único meio de atenuar essas desigualdades é a consciência do elo fraternal que liga todos os seres humanos entre eles. 

A verdadeira igualdade é irrealizável e, na sociedade como nas famílias, a desigualdade deverá sempre ser compensada pela fraternidade.



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A MAGIA DA ROSA

Há algum tempo, li uma pequena história que me impressionou muito pela sua maneira simples de expor coisas muito sérias e que agora vou tentar transmitir a vocês.

A história falava de uma pessoa, um homem, que vivia ansioso por servir à  humanidade, mas não sabia como fazê-lo. Sempre que tentava, sentia que ninguém lhe permitia prestar um serviço. Aquele homem dirigia-se a todas as partes procurando dar um pouco de si mesmo, mas nunca conseguia bom resultado. Um dia encontrou alguém que lhe disse:

“Primeiramente, deverás descobrir e conhecer o teu próprio Eu. Somente então, poderás servir.”

Ele então andou buscando o seu Eu e quando começou a descobrir quem realmente era, tentou mais uma vez, com maior interesse  do que antes. Mas, quanto mais tentava menos era capaz de dar algo de si àqueles com quem entrava em contato. Eles não aceitavam. E o pobre homem  pensava: “Por quê?” Comentava com os outros e não obstante não encontrava resposta. Ele não sabia o que era servir...

Um dia, sentou-se tranquilo em um lugar silencioso, ao lado de um lindo jardim, e viu à sua frente uma linda roseira onde desabrochava uma belíssima rosa. Pensou: “Que beleza de rosa!”, e ficou em silêncio contemplando e absorvendo a beleza e o perfume da rosa. De repente, animou-se, pois descobriu que pelo simples fato de existir, a rosa SERVIA! Ela cumpria sua  missão, já no arbusto. Bastava apenas existir, oculta, crescendo, sempre ela mesma, para ainda perpetuar a sua espécie. A rosa não tentava ou procurava  servir-lhe, simplesmente acumulava beleza por meio de sua própria forma e  aguardava viva, verdadeira!

A rosa já se expressava totalmente quando o nosso homem aproximou-se. Ela, a rosa, nada mais necessitava. No entanto, devido à ansiedade do homem, ela tornou-se algo mais. Ela não lhe pediu que a usasse, mas, quando ele o fez, SERVIU-O, porque estava à sua disposição. Estava pronta para servir a qualquer pessoa que necessitasse daquilo que ela realmente era: UMA ROSA. Ela servia mais do que ele jamais havia conseguido em toda a sua vida.

E o homem pensou: “Agora, não estou mais vazio. Já obtive a resposta.”

Como podemos ver, não é preciso que andemos sem rumo, para lá e para cá em busca de pessoas e lugares onde possamos servir. Os lugares e as pessoas estão ali, onde estamos, à nossa volta. Basta que os vejamos e que, como a rosa, ESTEJAMOS PRONTOS PARA SERVIR ÀQUELE QUE NECESSITE DAQUILO QUE REALMENTE SOMOS.

Cada um de nós tem algo a dar, por mais insignificante que nos consideremos pessoalmente. Se nunca procurarmos descobrir o que temos para dar não o poderemos oferecer a ninguém. Como seres humanos somos capazes de prestar auxílio desinteressado e amar outros seres. Podemos também amar e apreciar coisas que aparentemente não tem utilidade prática, como as cores magníficas de um pôr-do-sol, ou uma pequena flor, os sons harmoniosos do canto dos pássaros e, com isso, acumulamos em nós, belezas para servirmos, nos empenhando em aumentar a harmonia e a felicidade do mundo.

Nós somos os filhos da Luz e alguma coisa dentro de nós proclama que a alegria e o amor devem sempre ser considerados e expandidos para que possam nos fortalecer e nos tornar autênticos Filhos da Luz e, como a rosa, servirmos com amor, pela simples circunstância de existirmos!



Verleid Mendes de Abreu



BOA VONTADE MUNDIAL / TUTMONDA BONVOLO
www.lucistrust.org
www.gem.org.pt

Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

FELICIDADE QUE NÃO ESTÁ NA MENTE

Podemos sair de um refinamento para outro, de uma sutileza para outra, de uma satisfação para outra, mas no centro de tudo isto está o “eu”; o “eu” que está se satisfazendo, que quer mais felicidade; o “eu” que procura, busca, deseja felicidade; o “eu” que luta; o “eu” que se torna mais e mais refinado, mas não gosta de chegar a um fim. 

Só quando o “eu”, em todas as suas formas sutis, chega a um fim, há um estado de alegria que não pode ser buscado; um êxtase, um contentamento real sem dor, sem corrupção. Quando a mente vai além do pensamento do “eu”, do experimentador, do observador, do pensador, então existe a possibilidade de uma felicidade não corruptível. 

Essa felicidade não pode ser permanente, no sentido em que usamos essa palavra. Mas nossa mente busca felicidade permanente, alguma coisa que vá durar, que continuará. Esse próprio desejo de continuidade é corrupção. Se pudermos compreender o processo da vida sem condenar, sem dizer que está certo ou errado, então acho que surge uma felicidade criativa que não é “sua” ou “minha”. Essa felicidade criativa é como o brilho do sol. Se você quiser manter o brilho de sol para você mesmo, não é mais o sol claro e quente que dá vida. Do mesmo modo, se você quer felicidade porque está sofrendo, ou porque perdeu alguém, ou porque não teve sucesso, então isso é meramente uma reação. Mas quando a mente pode ir além, então existe a felicidade que não está na mente.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

MEDITAÇÃO - ATENTOS E DESAPEGADOS

De acordo com numerosos filósofos, só há um método de criatividade interna - a meditação (que é aprender a dar atenção, a ser desapegado e agir como testemunha do melodrama contínuo dos padrões de pensamento).

Para romper com a existência no nível do ego, precisamos identificar com certa precisão o que está acontecendo em nossa vida diária, reconhecer, talvez dolorosamente, como nosso apego aos hábitos nos manobra. Ou, para abrir-se para o amor, podemos focalizar a atenção em nossos relacionamentos com o mundo. Ou, quem sabe, poderemos querer contemplar a realidade. Todas essas técnicas requerem prática básica em sermos atentos e desapegados. A meditação nos ensinar isso.

Entre as muitas formas de meditação, a mais comum é praticada sentado. Se mantemos a atenção na respiração (com os olhos fechados ou abertos), na chama de uma vela ou no som de um mantra (em geral cantado com os olhos cerrados), ou em qualquer objeto, estaremos praticando MEDITAÇÃO COM CONCENTRAÇÃO. Nessa prática, em todas as ocasiões em que a atenção vagueia e surgem pensamentos, como invariavelmente acontece, gentil e persistentemente trazemos a atenção de volta ao foco, mantendo unidirecionalidade para transcender o pensamento, para mudá-lo do primeiro para o segundo plano da percepção.

Em outra forma, denominada MEDITAÇÃO DE PERCEPÇÃO, o próprio pensamento - na verdade, todo o campo da percepção - torna-se o objeto. O princípio em jogo aqui é que se permitimos que a atenção observe livremente o fluxo de pensamentos, sem fixar-se em qualquer pensamento particular, ele permanecerá em estado de repouso, no tocante ao desfile dos pensamentos. Esta forma de meditação pode nos permitir uma visão desapegada, objetiva, de nossos padrões de pensamento que, eventualmente, nos permitirá transcendê-los.

A DIFERENÇA entre concentração e meditação de percepção pode ser compreendida invocando para o pensamento o princípio da incerteza. Quando pensamos em nossa maneira de pensar, o pensamento individual (a posição) ou fluxo de pensamento (o momentum) torna-se vago ou incerto. À medida que a incerteza sobre o pensamento individual torna-se progressivamente cada vez menor, a incerteza no fluxo do pensamento tende a tornar-se infinita. Desaparecida a associação, tornamo-nos centralizados com o aqui-agora.

Na meditação com percepção, a incerteza na associação é que se torna progressivamente cada vez menor, levando-nos a perder o aspecto ou conteúdo do pensamento. Uma vez que o apego resulta do conteúdo do pensamento, se o conteúdo desaparece, o mesmo acontece com o apego. Tornamo-nos observadores desligados, ou testemunhas, de nossos padrões de pensamentos.



Amit Goswami



Fonte: "O Universo Autoconsciente", Ed. Rosa dos Tempos
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O AMOR SE REVELARÁ

As abordagens Dual ou Não-dual da Divindade (Dwaitha ou Adwaitha) não são distintas, pois elas são estágios de transformação mental. O fruto é o mesmo; o sol e o solo o amadurecem através dos estágios intermediários verde, tenro e maduro. 

No dia em que você compreender o endereço do Senhor conforme especificado na Gita: "Ishwarah sarva bhutanam, hriddese, Arjuna Thishthati (Ó Arjuna, o Senhor está no coração de cada ser)", nesse dia você terá realmente alcançado-O. 

Para perceber o Senhor em todos os seres, é preciso cultivar o amor e expulsar os morcegos de ódio, inveja e maldade que infestam as cavernas escuras de seu coração. Deixe a luz do Amor iluminar seus pensamentos, palavras, atividades, movimentos e julgamentos. Quando você for transmutado dessa maneira pelo amor, o Senhor, que é o Amor-encarnado, irá Se revelar a você.



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

MEDITAÇÃO NÃO É CONCENTRAÇÃO

Meditação não é concentração. Na concen­tração, há alguém se concentrando e um objeto sobre o qual se concentra. Há uma dualidade. Na meditação, não há ninguém dentro e nada fora.

Ela não é uma concentração. Não há divisão en­tre o interior e o exterior. O interior flui para fora e o exterior para dentro. A demarcação, o limite, as fronteiras não existem mais. O que está dentro, está fora; e o que está fora, está dentro. É uma consciência não-dual.

A concentração é uma consciência dual: é por isso que cansa; é por isso que, ao se concen­trar, você se sente exausto. É impossível concentrar-se por vinte e quatro horas; se o fizer terá que tirar férias para descansar. A concentração não pode tornar-se sua natureza nunca.

A meditação não cansa, não o deixa exausto. Pode ser feita por vinte e quatro horas, por dias, por anos. Pode ser eterna; é um relaxamento em si mesma.

A concentração é um ato, um ato voluntário. A meditação é um estado involuntário, um estado de inação. É um relaxamento, um simples abandonar-se no próprio ser, o qual é o mesmo ser do Todo.

Na concentração, a mente funciona a partir de uma resolução: você está fazendo alguma coi­sa. A concentração vem do passado. Na medita­ção, não há nenhuma resolução por trás. Você não está fazendo nada em particular, está simples­mente sendo.

A meditação não tem passado, não está contaminada pelo passado. Não tem futuro, está limpa de qualquer futuro. É o que Lao Tzu chama de wei-wu-wei, ação através da não-ação. É o que os mestres Zen têm dito: sentando-se em silêncio, sem fazer nada, a primavera vem e a gra­ma cresce por si mesma.

Lembre-se: ‘por si mes­ma’ — nada é feito. Você não puxa a grama para cima; a primavera vem e a grama cresce por si mesma. Esse estado — no qual você permite que a vida siga seu próprio caminho, sem querer diri­gi-la, sem querer controlá-la, sem a manipular, sem lhe impor nenhuma disciplina — esse estado de pura e indisciplinada espontaneidade é medi­tação.

A meditação está no presente, no puro pre­sente. A meditação é imediata. Você não pode me­ditar, mas pode estar em meditação. Você não pode estar em concentração, mas pode se concen­trar. A concentração é humana; a meditação é divina.



Osho, em "O Livro Orange"



Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

MUTANTES

Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos! Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificados por eles. Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá-lo tremendamente.

A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida. A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse.

Suas células estão constantemente processando as experiências e metabolizando-as de acordo com seus pontos de vista pessoais. Não se pode simplesmente captar dados brutos e carimbá-los com um julgamento. Você se transforma na interpretação quando a internaliza.

Quem está deprimido por causa da perda de um emprego projeta tristeza por toda parte no corpo - a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lagrimas de alegria.

Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova posição. Isto reforça a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos.

A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido.

O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia.

Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse: "Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos."

Você quer saber como está seu corpo hoje? Lembre-se do que pensou ontem. Quer saber como estará seu corpo amanhã? Olhe seus pensamentos hoje!

Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você!




Dr. DEEPAK CHOPRA

(Indiano radicado nos EUA desde a década de 70, médico formado na Índia, com especialização em Endocrinologia nos Estados Unidos. Filósofo de reputação internacional, autor de mais de 35 livros, um dos mais respeitados pensadores da atualidade.)



Fonte: do livro "Saúde Perfeita"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

INCORPORAÇÃO: MITOS SOBRE A MEDIUNIDADE


A Umbanda não possui dogmas, mitos e nem tabus, tudo deve ser explicado de forma clara. Mas ainda é possível ouvir disparates sobre Umbanda e sua mediunidade, dentro e fora dos terreiros de Umbanda. 

Desenvolver sua mediunidade não vai resolver todos os seus problemas. Todos temos problemas e dificuldades a serem vencidas. Querer desenvolver a mediunidade para que os seus problemas se resolvam é trocar o efeito pela causa, pois a razão maior para se desenvolver deve ser a vontade de aprender a lidar com o dom e se tornar um ser humano melhor, e o efeito, ou resultado, é que, tornando-se uma pessoa melhor, a vida melhora. Isto quer dizer que você muda por dentro e sua vida muda também, mas muitos não querem se dar ao trabalho de mudar a si mesmos, de se lapidarem, de crescer, evoluir e vencer seus vícios e dificuldades e, ainda assim, querem que a vida mude, simplesmente porque estão desenvolvendo sua mediunidade.

Todos encarnam para resolver problemas e dificuldades, o que quer dizer que todos encarnam para aprender algo nesta vida. Seu esforço em tornar-se alguém melhor cria o que se chama de merecimento, que vai ao encontro de suas necessidades, na medida em que você cresce com as dificuldades. Muitas vezes, os médiuns querem que a Umbanda retire de suas vidas justamente as dificuldades que ali estão para fazê-lo crescer dentro do sentido da vida e do campo de atuação em que têm necessidade. Tanto é verdade que, na maioria das vezes, foi o próprio médium que, com suas limitações e dificuldades internas, criou para si mesmo as dificuldades que está passando na vida. Dificuldades externas são um reflexo das dificuldades internas. 

Não adianta querer que um guia espiritual lhe arrume um amor perfeito e ideal, se você não é uma pessoa perfeita e ideal, cada um atrai para sua vida algo que lhe tem afinidade e correspondência. Antes de querer um amor perfeito é preciso vencer as carências, inseguranças e não projetar seus medos e vícios comportamentais no outro. Amor perfeito é um amor livre, que não prende o outro, é o amor de quem ama mais a felicidade e a liberdade do outro do que seus próprios apegos e paixão. Não adianta querer que os espíritos ou os Orixás lhe arrumem o melhor emprego que há, se você não se preparou para isso ou se não sabe conviver com as pessoas com quem trabalha. Não adianta reclamar das pessoas de seu convívio, de seus familiares ou de um superior a você em seu ambiente de trabalho, antes, é preciso aprender a conviver com as pessoas e crescer com elas e suas dificuldades. Lembre-se, os defeitos que vemos nos outros são os mesmos que nós carregamos, e o que mais nos incomoda é exatamente o que tentamos esconder em nós mesmos. 

Ao desenvolver sua mediunidade em um terreiro, você não fica preso para sempre neste terreiro e, da mesma forma, não fica preso na Umbanda. Frequentar a Umbanda e desenvolver sua mediunidade não é um caminho sem volta, como dizem algumas pessoas mal informadas e ignorantes. Frequentar a Umbanda e desenvolver sua mediunidade é algo que faz parte de seu livre arbítrio, se este não for o seu caminho, você tem toda a liberdade de escolher um outro caminho. Ninguém pode lhe podar de seu livre arbítrio, de sua liberdade, que quem lhe deu foi Deus e é tão sagrado que nem Deus lhe tira. Dizem que: “se você desenvolver sua mediunidade na Umbanda, não terá mais paz na sua vida e que terá que servir os guias para sempre”, “se não desenvolver sua mediunidade, sua vida não vai para frente”, “se abandonar o terreiro, seus guias vão ficar presos”, “se entrar para a Umbanda, terá que fazer um pacto” etc.

Existe um fato: você tem mediunidade de incorporação e portanto é muito sensitivo. Isto não é um castigo, nem um fardo ou carma negativo. Esta mediunidade é simplesmente um dom que você deve conhecer e aprender a lidar com ele. Ter um dom e não saber o que fazer com ele, isto sim pode atrapalhar nossa vida, como sentir coisas, mediunicamente falando, e não saber o que fazer com isso. O que está muito distante das afirmações anteriores. Sem culpa, sem medo, sem pressão e sem traumas, faça sua escolha: aprenda a trabalhar este dom na Umbanda ou aprenda a lidar com este dom de uma outra forma. Uma vez desenvolvida a mediunidade, você não é escravo dela, simplesmente porque tem hora e local para realizar suas atividades mediúnicas. Você deve aprender a lidar com o que sente e ter as rédeas deste dom em suas mãos.

Também pode acontecer de entrar em um grupo despreparado para cuidar de sua mediunidade. Aquele terreiro, médium ou guia que cuida de sua mediunidade deve saber o que está fazendo e ter: experiência, maturidade, clareza e verdade. Exatamente por isso é que é importante passar por uma educação mediúnica e não apenas aprender a incorporar espíritos.



Alexandre Cumino



Fonte: Colégio de Umbanda Sagrada Pena Branca
http://www.colegiopenabranca.com.br/artigos2.html
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A ÁRVORE DA VIDA E A VISÃO FRAGMENTADA

Entre os diversos códigos contidos na passagem de Adão e Eva, no Jardim do Éden, encontramos duas diferentes "árvores". Uma é chamada "Árvore da Penetração do Bem e do Mal" e a outra é chamada "Árvore da Vida".

A primeira "árvore" indica algo muito diferente da interpretação literal, que ouvimos desde crianças. Ela indica a visão fragmentada que nos faz enxergar o mundo físico, ou mundo dos dez por cento, completamente separado do mundo dos outros noventa por cento.

Já a Árvore da Vida vem a representar o mundo dos cem por cento, ou a consciência que nos permite identificar nosso mundo físico como parte integrada às diversas outras dimensões. Esta estrutura é alimentada por uma substância primordial e infinita, que é a origem e satisfação de todos os nossos desejos, denominada Luz. E o desejo de receber esta luz é a nossa essência e o que nos mantém vivos.

Mas se temos disponível uma infinita fonte de luz e nossa essência é o desejo de receber luz como se explicaria o fato de tantas pessoas passarem a vida repletas de escuridão e sombra?

O problema é que no caminho extrafísico pelo qual esta luz se propaga, desde sua emanação até chegar aqui em nós, existem dez diferentes cortinas. O mundo físico, dos dez por cento aparentes, no qual vivemos, se encontra após a décima cortina, e é portanto onde se tem menor visão da totalidade. Por ficar delimitado por uma cortina passamos a achar que ele é tudo que existe.

Assim, quando surgem os obstáculos em nossa vida, normalmente os enxergamos apenas pela ótica mais aparente. Desta forma enxergamos apenas a ponta de todo o processo. E fica muito difícil resolver um problema enxergando, no máximo, um décimo de sua totalidade. Surgem então aqueles inúmeros problemas sem solução:

. Minha crise financeira não tem mais saída.

. Nunca tive sucesso em minha vida afetiva.

. Estou sempre com uma doença diferente.

Todos estes impasses, situações aparentemente sem solução, que assistimos com frequência em nosso cotidiano, são visões fragmentadas da realidade, de quem enxerga apenas o mundo aparente dos dez por cento. Quando passamos a enxergar a totalidade, ou seja, o mundo dos cem por cento, nossa visão se amplia em dez vezes e passamos a identificar um tesouro em cada obstáculo com que nos deparamos. Algo essencial para o nosso crescimento, pois somente vendo-se além do aparente é que é possível entender a profunda dinâmica relacionada a tudo aquilo que se apresenta em nosso caminho.



Ian Mecler



Fonte: Portal da Cabala
www.portaldacabala.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

YOM KIPUR - TÚNEL DO TEMPO... COMO MUDAR O PASSADO

"Eu deveria…" "Se ao menos eu tivesse sabido…" 

Seja um erro rematado, seja uma decisão equivocada ou uma oportunidade perdida, nós humanos tendemos a nos lamentar pelo passado, muitas vezes em detrimento, ou até paralisia, de nossos esforços atuais e futuro potencial. 

Alguém deveria nos aconselhar a deixar o passado no passado e seguir em frente com nossa vida. Somos seres físicos, e as leis da Física (pelo menos como são agora) ditam que o tempo corre apenas em uma direção. Por que, então, apenas não colocamos o passado atrás de nós, especialmente porque o passado está atrás de nós, quer o coloquemos lá, quer não? 

Este é um conselho que não aceitamos. Continuamos a nos sentir responsáveis pelo que foi, continuamos a tentar reescrever nossas histórias, continuamos a considerar nosso passado como algo que de certa forma ainda nos "pertence". Algo em nossa natureza se recusa a abrir mão, se recusa a fazer as pazes com o fluxo de mão-única do tempo. 

Sim, nós somos seres físicos; porém há algo em nós que transcende o físico. O homem é uma amálgama de matéria e espírito, um casamento de corpo e alma. É nosso ser espiritual que persiste na crença de que o passado deve ser redimido. É nossa conexão com a essência espiritual de nossa vida que nos concede a capacidade de fazer teshuvá – a capacidade de "retornar" e retroativamente transformar o significado das ações e experiências passadas. 

O que é esta "essência espiritual" com a qual procuramos nos conectar? E como ela nos permite literalmente mudar o passado?

Não somente o homem, mas todo objeto, força e fenômeno tem tanto um "corpo" quanto uma "alma". A alma de um objeto é sua massa física, suas dimensões quantificáveis, suas qualidades. A alma de um objeto é seu significado mais profundo – a verdade que ele expressa, a função que desempenha, o propósito ao qual serve. 

Como exemplo, consideremos as seguintes ações: numa viela escura, um bandido armado de faca ataca um membro de um bando rival; a uma centena de metros, um cirurgião se curva sobre um paciente sedado na mesa de operações. O "corpo" dessas duas ações são bem semelhantes: um ser humano segura um objeto afiado de metal e abre a barriga de outro ser humano. Porém um exame da "alma" desses dois eventos – os desejos que os motivam, os sentimentos que os impregnam, os objetivos que procuram atingir – revela que são ações bastante diferentes. 

Em outras palavras, o homem é uma criatura espiritual no sentido em que confere significado a suas ações e experiências. As coisas não acontecem à toa – acontecem por um motivo, significam alguma coisa, têm um determinado objetivo. O mesmo evento, portanto, pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes; como prova disso, dois eventos muito diferentes podem servir ao mesmo propósito e provocar sentimentos idênticos, imbuindo-os com almas semelhantes, apesar da dessemelhança em seus corpos. 

O corpo de nossa vida está totalmente sujeito à tirania do tempo – os "fatos crus" não podem ser desfeitos. Um vôo perdido não pode ser "achado"; uma palavra dura dita a um ente querido não pode ser retirada. Porém a alma desses eventos pode ser mudada. Aqui podemos literalmente viajar de volta no tempo para redefinir o significado daquilo que ocorreu. 

Você dormiu demais, perdeu aquele vôo, e não compareceu a uma reunião de negócios. O significado inicial daquele evento: seu chefe está furioso, sua carreira sofre um retrocesso, sua auto-estima despenca. Porém você se recusa a "deixar o passado para trás de você". Você fica remoendo aquilo que aconteceu. Você se pergunta: o que isso significa? O que isso me diz sobre mim mesmo? Você percebe que não se importa realmente com o seu emprego, que sua verdadeira vocação está em outra parte. Você resolve começar de novo, num esforço menos rentável porém mais realizador. Você voltou no tempo para transformar aquela hora extra de sono num despertar. 

Ou você tem uma discussão, perde a cabeça, e fala aquelas palavras imperdoáveis. Na manhã seguinte estão amigos novamente, concordando em "esquecer o ocorrido". Porém você não esquece. Está horrorizado com o nível de sua insensibilidade, você agoniza pela distância que suas palavras colocaram entre vocês dois. Seu horror e agonia fazem você perceber como vocês são importantes um para o outro, o quanto você deseja a proximidade com aquela pessoa que você ama. 

Você voltou no tempo para transformar uma fonte de distância e desarmonia num catalisador para uma intimidade e amor maiores. 

Na superfície material de nossa vida, a regra do tempo é absoluta. Porém em seu lado espiritual, o passado é apenas uma outra vista da vida, aberto a exploração e desenvolvimento com o poder transformador da teshuvá. 



Yanki Tauber
(Editor de conteúdo de Chabad.org)



Fonte: CHABAD.ORG (www.chabad.org.br)
http://www.pt.chabad.org/library/article_cdo/aid/659953/jewish/O-Tnel-do-Tempo-Como-Mudar-o-Passado.htm

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Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

NECESSIDADE DA ENCARNAÇÃO

É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la?

A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia.

É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência.

Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação, para os Espíritos, é um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo.



S. Luis (Paris, 1859)



Fonte: do livro "O Evangelho segundo o Espiritismo", Allan Kardec
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

UM CONSELHO AOS QUE PENSAM EM SUICÍDIO

Na prática de consultório psicoterápico, um dos momentos mais delicados é quando estamos tratando um paciente que fala em suicídio, em cansaço da vida, pensa em desistir, principalmente quando até já tentou anteriormente. Nesses casos, a utilização dos medicamentos psiquiátricos deve ser realmente avaliada, por sua maior rapidez de ação. Por ser uma situação aguda, potencialmente grave, deve-se considerar a relação custo/benefício, ou seja, as vantagens de melhoria da depressão e da ansiedade/efeitos colaterais. 

Como já falei anteriormente, como ensino aos meus alunos dos Cursos de Formação, como falo nas palestras e nas entrevistas, não sou absolutamente contrário ao uso dos medicamentos químicos, e sim ao seu uso abusivo, intempestivo e, frequentemente, desnecessário pela possibilidade de serem utilizados medicamentos energéticos, como a Homeopatia e a Terapia Floral, os procedimentos energéticos, como o Reiki, a Terapia de Regressão e o tratamento espiritual (desobsessão) em Centros Espíritas. Mas em casos de urgência, como pensamentos ou tentativas de suicídio, os psicotrópicos têm sua indicação.

Alguns colegas médicos, sem lerem o que escrevo, sem saberem realmente o que penso, me criticam, me rotulam de “religioso”, de “alternativo”, e até, talvez, de doido e irresponsável. Mas tenho a minha consciência tranquila de que, em nenhum momento, venho me colocando contra qualquer tipo de Medicina ou Terapia; pelo contrário, venho defendendo o Holismo, que é justamente a união de todos em prol dos doentes. E dentro do Holismo está incluída, evidentemente, a Medicina Alopática. Costumo dizer isso aos meus colegas Terapeutas Vibracionais que, afirmando-se holísticos, são contra a Alopatia. Como podem ser contra um tipo de Medicina se afirmam-se holísticos? O Holismo é o todo! Cada Medicina, cada terapia, tem seu espaço, seu lugar, a sua hora de ser utilizada, por isso, o ideal é que todos nós nos esforcemos para aprendermos mais e mais Medicinas e Terapias, para podermos, em cada paciente, em cada momento, utilizarmos a mais indicada. Ou então encaminharmos nosso paciente para quem pode ajudá-lo mais do que nós, ou naquele momento. É importante a humildade para percebermos quando o caso é para nós, para um outro profissional, ou para uma associação de Medicinas ou terapias. Os médicos que ficam presos apenas à Medicina Alopática, do corpo físico, estão autolimitando-se, deixando de aprender outras Medicinas e, com isso, prejudicando ou deixando de poder atender melhor seus pacientes. Isso também aplica-se aos Terapeutas alternativos, que trabalham com as Medicinas Vibracionais, e que estudaram e aplicam apenas 1 ou 2 delas, deixando de saber mais para poder ajudar mais.

Eu vejo o futuro como uma integração entre todas as pessoas que dedicam sua vida ao auxílio dos doentes. Em breve, não haverá mais essa separação entre oficial e alternativo e os curadores estudarão várias maneiras de entender e tratar os doentes. A Alopatia ocupará um lugar de destaque nas urgências e nas emergências, incluindo aí os pacientes com tendências suicidas. As Medicinas Vibracionais ocuparão um lugar de destaque na cura profunda dos doentes, por possibilitarem retificar nosso sistema energético, incluindo aí os nossos pensamentos e os nossos sentimentos, onde reside a origem das doenças físicas. As Medicinas Espirituais ocuparão um lugar de destaque na cura da alma.

Nos pacientes com ideias ou tentativas suicidas, todo cuidado é pouco! Frequentemente será imprescindível a avaliação de um psiquiatra para a possibilidade do uso de psicotrópicos, principalmente os antipsicóticos, os antidepressivos e os ansiolíticos. Mas, se o caso não for tão urgente, tão assustador, o uso desses medicamentos químicos poderá ser retardado um pouco, com cuidado, com atenção, enquanto se utilizam os medicamentos homeopáticos e as essências florais, os procedimentos energéticos não-medicamentosos e o tratamento espiritual. 

Dificilmente uma pessoa que pensa e fala em suicídio não está obsediada por Espíritos que estão lhe incutindo essas ideias! E então, muitas vezes, um tratamento de desobsessão pode ter uma ação benéfica mais rápida do que com os psicotrópicos. 

Recentemente tratei a filha de uma amiga minha que afirmava estar vendo seres de capa preta, comandados por um mais velho, de barba, com uma bengala. Ela dizia que eles falavam com ela, ofendendo-a, ridicularizando-a, dizendo que iam matá-la, que era para ela matar-se. E ela realmente tentou o suicídio por três vezes, através de enforcamento. Levada a um psiquiatra, o diagnóstico óbvio foi o de esquizofrenia, chegando a ser internada. 

Veio a mim tomando Haldol e Akineton para os efeitos colaterais extra-piramidais. Mantive, evidentemente, esses psicotrópicos, mas falei a ela que acreditava que realmente estava vendo e ouvindo esses seres, ou seja, eles eram reais, espíritos inferiores que, por algum motivo, estavam lhe perturbando, e que então ela não era louca e sim tinha uma capacidade de ver seres do mundo espiritual. Entramos com essências florais e a encaminhei para uma consulta em Centro Espírita, onde foi verificado que realmente esses seres existiam, sendo que um deles estava agarrado ao seu pescoço, dizendo para ela enforcar-se! Com isso, ela foi melhorando a ponto de não mais vê-los nem escutá-los e a medicação psiquiátrica pode ser retirada, gradativamente. 

Hoje em dia ela está desenvolvendo sua mediunidade num Centro Espírita. Se não tivesse feito o tratamento desobsessivo, seria mais um caso "incurável" e passaria provavelmente toda sua vida tomando psicotrópicos, sendo internada, ou cometeria realmente o suicídio. Como ela, milhões de pessoas no mundo todo são rotuladas de esquizofrênicas sem o serem.

Por isso, em todo paciente que tenha pensamentos ou atitudes suicidas, é obrigatória uma consulta em Centro Espírita para ser investigada sua parte espiritual. A psicoterapia é também obrigatória para analisar-se a sua personalidade, suas carências, seus conflitos, e aí as essências florais têm uma ação bem boa para auxiliar a melhorar mais rapidamente o que deve ser melhorado. A utilização dos psicotrópicos, como falei anteriormente, deve restringir-se aos casos urgentes, mais dramáticos, em que valha a pena submeter-se aos efeitos colaterais. Mas a utilização apenas desses medicamentos químicos em pacientes suicidas sem uma consulta espiritual, sem investigar se não existem espíritos lhe influenciando mentalmente nessas ideias, é um risco de “cronificar-se” um paciente. Os psicólogos e os psiquiatras precisam abrir-se para isso, para que possam atender melhor seus pacientes e os familiares desses doentes devem também estar abertos, para não permanecerem apenas num tratamento químico, desconsiderando toda uma evolução da Medicina e das terapias que vem ocorrendo no mundo todo, e à qual, infelizmente, um certo número dos representantes do meio oficial vem resistindo, ignorando, ironizando ou até combatendo.

Para as pessoas que pensam em suicídio, quero dar um conselho, uma orientação. Os pensamentos e os sentimentos não estão no cérebro, estão em nossa estrutura energética, e essa, ao morrer o corpo físico, permanece. Nós somos um ser energético e estamos inseridos dentro de um corpo físico. Ao matar seu corpo físico, a intenção daquela pessoa é parar de pensar, parar de sentir, parar de sofrer! Mas isso não ocorre com o suicídio, pelo contrário, a pessoa sai do seu corpo morto ainda pensando e sentindo, e pior, agora está invisível! Seus familiares não lhe vêm (com exceções...), seus amigos não lhe vêm (com exceções...), os Seres da Luz lhe vêem, mas os Espíritos inferiores também e, geralmente, pela baixa frequência vibratória em que se encontra, esses últimos é que levam vantagem na sua conquista e o suicida é levado ao Umbral onde padecerá sofrimentos inenarráveis por muito e muito tempo, frequentemente séculos! Sofrerá imensamente mais do que sofria aqui na Terra. Quando conseguir libertar-se daquele lugar, será levado ao Plano Astral para um período longo de tratamento e conscientização. Quando reencarnar novamente, virá provavelmente com sequelas daquele seu ato com danos físicos e psicológicos terríveis, que levará várias encarnações para corrigir... Por exemplo, poderá vir com retardo mental, com deformações físicas, com problemas cardíacos, com graves doenças de difícil diagnóstico e tratamento etc.

Então pergunto: vale a pena matar-se?



Dr. Mauro Kwitko



Fonte: SOMOS TODOS UM
http://somostodosum.ig.com.br/
http://www.maurokwitko.com.br/

Para ver vídeos e ouvir áudios do Mauro Kwitko, acesse o Canal Sol do Everest no link: www.youtube.com/soldoeverest

Para conhecer mais sobre o Mauro Kwitko, acesse:
www.stum.com.br/c.asp?i=2169&s=1  
www.maurokwitko.com.br/site/

Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O QUE É SÁBIO ESPERAR DO YOGA?

Damos toda a razão a quem pretender com o Yoga melhorar suas condições físicas e psicológicas. Você poderá colher tais frutos. 

Seu corpo remoçará, como o desejo. Os sinais de decadência física, própria da idade avançada, seguramente serão retardados ou substituídos pelos aspectos juvenis que dão encanto às pessoas moças. As adiposidades desaparecerão. A cor rosada e sadia brilhará em seu rosto. As linhas elegantes, o tórax desenvolvido, a harmonia dos gestos, o porte ereto, tudo enfim que embeleze a figura, se encontram a seu dispor. 

No plano psicológico, alcançará, concomitantemente, outras tantas vantagens. Ao tratar de cada asana e de cada pranayama, em "Autoperfeição com Hatha Yoga" e em "Yoga para Nervosos", fiz referência a vantagens terapêuticas. Essas referências foram retiradas de tratados respeitáveis bem como de minha experiência com milhares de casos.

Tão flagrantes e seguros são os proveitos do Yoga que atraíram uma infinidade de aficionados no mundo todo. Como você e eu, homens e mulheres, jovens, velhos e de todas as categorias sociais e profissionais se atiram avidamente à prática. Que pretendem?

Propaganda intensa e eficaz tem divulgado o Hatha Yoga. O conhecimento divulgado, no entanto, é de certa forma infiel. O Hatha Yoga tem sido apresentado como uma nova panaceia, capaz de servilmente recompor a saúde e a forma física de quem delas precisa para triunfos mundanos. Artistas de cinema, elementos do society, pessoas ociosas do mundo ocidental abraçaram o Yoga, que se transformou em passatempo, mania, moda, divertimento, sei lá o que… Evidentemente, uma deturpação lamentável. Tais homens e mulheres, do Yoga só desejam as vantagens, ao mesmo tempo em que se furtam a um austero comportamento e às implicações de ordem espiritual. Verdadeiros tontos, inebriados pelo mais evidente e mais facilmente desejável, praticam Yoga como quem joga um novo tipo de carteado, como quem vai à sauna ou salão de beleza.

Mesmo a essas pessoas o Yoga faz bem, no plano físico. Não faz todo o bem que poderia fazer, no entanto, em virtude de não atuar mais profundamente no plano psicoespiritual. O que um diletante consegue, praticando asanas por motivos esportivos ou estéticos, é muito menos do que lucraria, se, a par de fazer as técnicas, também amasse o próximo, ajudasse os outros e se comportasse com alta dignidade. A saúde e plástica de uma estrela de cinema naturalmente melhoram com os exercícios, mas muito menos do que se ela transformasse sua vida numa permanente oferenda a Deus. Os frutos mais doces da árvore do Yoga só podem ser colhidos nos ramos mais altos e mais tenros, portanto verdadeiramente impraticáveis àqueles cujo egoísmo pesa uma tonelada. Refiro-me às realizações, às experiências e as vivências mais transcendentes e libertadoras. Os diletantes se contentam em apanhar as frutas do chão que os pássaros já não querem.

Contam que um tolo, ao comer bananas, devorava as cascas e lançava fora a polpa saborosa. Da mesma forma, as pessoas vaidosas se iludem dizendo que praticam Yoga quando apenas cultivam o impermanente. Algumas chegam mesmo a se dizerem yoginis, quando apenas se contentam com resultados superficiais.

Se no plano físico o Yoga deturpado apenas oferece vantagens menores, no plano ético-espiritual chega mesmo a ser maléfico e luciferino. Já viu o leitor que alimentar o ahamkara (egoísmo) é a fonte de todos os pecados, de toda a fragilidade, dor e angústia. Ao mesmo tempo causa e efeito da vaidade, da cobiça, da inquietude e das vicissitudes, o ahamkara nos mantém exilados da casa paterna. Tudo o que contribui para engordar e criar apego ao eu superficial; tudo o que vier a criar novas ilusões e grilhões novos; tudo, enfim, que levar a crer que o homem é apenas sua posição social, suas vitórias profissionais ou artísticas, que é um amontoado de lembranças, imagens e ideias; tudo o que fizer o homem considerar-se este frágil arranjo temporário de experiências psico-sociais e moléculas químicas; tudo o que o afastar do objetivo último – a unificação – não passa de perigoso inimigo. O Hatha Yoga, mal utilizado, pode ser esse inimigo.

Ora, é certo que morreremos. É certo que somos sujeitos a doenças, acidentes, envelhecimento e dor. Por mais miraculoso que seja o Hatha Yoga, não nos salva dessas coisas. Aliás, elas não são males. São naturais. “A doença é o aluguel que pagamos por morar no corpo”, lembra Ramakrishna. Os sofrimentos são-nos não só naturais, mas também necessários. Por que nos perturbarmos quando ele nos chegar e por que dele tentar fugir? É ainda o muito amado Ramakrishna que nos ensina: “É preciso esquentar o ferro várias vezes e martelá-lo muito tempo, antes que ele possa tornar-se aço temperado. E só então é possível dar-lhe a forma que se deseja e dele fazer uma espada cortante. Da mesma forma, um homem deve passar várias vezes pela fornalha das tribulações, deve ser batido pelas perseguições do mundo antes de tornar-se humilde, puro e capaz de ascender à presença de Deus”.

Qual a atitude mais sábia que se deve manter, na doença e em face do envelhecimento? Temê-las? Tentar fugir?

Devemos cumprir tudo o que é possível e razoável, a fim de preservar a saúde e as energias da mocidade. Não devemos, entretanto, fazer nossa felicidade depender de tais coisas. Não devemos desesperar ao cairmos doentes. Não convém entregarmo-nos ao abatimento quando perdemos cabelos ou notamos rugas no rosto. A Sabedoria Universal ensina que só o espírito é eterno. Só ele pode servir de alicerce à nossa felicidade.

“Todo aquele, pois, que ouve essas minhas palavras e as observa será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Desceu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela não caiu, pois estava edificada sobre a rocha. Mas todo aquele que ouve essas minhas palavras e não as observa será comparado a um homem néscio, que edificou a sua casa sobre a areia. Desceu a chuva, vieram os ventos e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e foi grande a sua ruína.” (Evangelho seg. Mateus, 7:24)

Edifiquemos, portanto, a nossa sobre a rocha eterna do espírito.

Há os que se dedicam ao Yoga em busca de siddhis, isto é, poderes psíquicos. É uma outra forma de desvirtuar o Yoga e de colher desenganos. A ninguém é lícito brincar de aprendiz de feiticeiro. Essas pretensões são antinaturais e ainda distraem o discípulo de seu objetivo verdadeiro. Disse Krishna a Arjuna: “Podeis estar certo de que um homem que se esforça para obter os poderes psíquicos não realiza Deus. O exercício desses poderes implica o ahamkara, o egoísmo, que é um obstáculo no caminho da realização.”

Quero que o leitor entenda que, se com a prática do Hatha Yoga aspira a lucros mundanos e ligados ao ahamkara, isto é, lucros egoísticos, estará acumulando futuras decepções e perdendo terreno na grande tarefa de sua existência: a libertação, o Reino dos Céus, o “regresso”…

No Hatha Yoga, como em tudo, devemos comportar-nos segundo o preceito evangélico: “Procurai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça, e todas as outras coisas vos serão dadas de acréscimo”.

Se as praticamos com essa disposição, só teremos proveito e nenhum dano.

“Se conhecerdes o Único, podereis tudo conhecer. Os zeros que se colocam depois do algarismo 1 tornam-se centenas de milhares. Mas se apagardes esse algarismo 1, nada restará.” (Ramakrishna)

Saúde, beleza, energia, poderes ocultos, eficientes realizações mundanas, tudo enfim que o Hatha Yoga proporciona, são apenas zeros. Zeros e mais zeros enfileirados não fazem mais do que zero, se não forem precedidos pelo “1” da realização do Yoga, ou Integração.



Prof. José Hermógenes



Fonte do Texto: originalmente publicado na década de 1960, extraído das pp. 203 a 206, da 38ª edição, de 1998, do livro "Autoperfeição com Hatha Yoga", do Prof. José Hermógenes
www.profhermogenes.com.br

Extraído do sítio EKADANTAYOGA
www.ekadantayoga.com.br

Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

QUANTOS ANOS VOCÊ TEM?

Um velho avô de setenta anos foi perguntado por seu neto de sete anos: "Vovô! Quantos anos você tem?" e o velho respondeu: "Dois!" 

A criança ficou admirada e lançou um olhar de dúvida. 

O velho respondeu: "Eu passei apenas os últimos dois anos na companhia do Senhor, até então eu estava mergulhado no pântano da busca pelo prazer." 

Somente os anos que você viveu com o Senhor devem ser contados como vida, o resto não vale a pena contar. 

Saiba que toda essa riqueza, propriedade e fama existem apenas por um momento fugaz. 

Desenvolva apego pelo Senhor, quem estará com você onde quer que vá.



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

AFINIDADE - "INGERIMOS PENSAMENTOS"

O homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção.

Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.

Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.

O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá.

Sem os raios vivos e diferenciados dessa força, os valores evolutivos dormiriam latentes, em todas as direções.

A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir.

Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente.

De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos.

Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.

Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que cercam.

Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis.

Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.

Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados.

Conversações alimentam conversações.
Pensamentos ampliam pensamentos.
Demoramo-nos com que se afina conosco.
Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos.
Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.

Somos obsidiados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental.

Daí, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.

Trabalhar incessantemente é dever.
Servir é elevar-se.
Aprender é conquistar novos horizontes.
Amar é engrandecer-se.

Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contacto com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.




Emmanuel / Francisco Cândido Xavier




Fonte: do livro "Roteiro"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A FELICIDADE PODE SER ENCONTRADA ATRAVÉS DE ALGUMA COISA?

Nós buscamos felicidade através de coisas, relações, pensamentos, ideias. Então as coisas, a relação e as ideias se tornam mais importantes que a felicidade. Quando você busca felicidade através de uma coisa, então a coisa se torna de maior valor que a própria felicidade. Quando apresentado desta maneira, o problema parece simples e é simples. Buscamos felicidade na propriedade, na família, no nome; então propriedade, família, ideia se tornam o mais importante, porque assim a felicidade é buscada através de um meio, e o meio destrói o fim. Pode a felicidade ser encontrada através de algum meio, através de alguma coisa feita pela mão ou pela mente? Coisas, relação e ideias são muito visivelmente inconstantes; ficamos sempre infelizes por elas. As coisas são inconstantes, elas se gastam e se perdem; relação é constante atrito e a morte aguarda; ideias e crenças não têm estabilidade nem permanência. Buscamos felicidade nelas e, contudo, não percebemos sua inconstância. Assim, o sofrimento se torna nossa companhia constante e, superá-lo, nosso problema. Para descobrir o verdadeiro significado de felicidade, devemos explorar o rio do autoconhecimento. O autoconhecimento não é um fim em si mesmo. Existe uma fonte para uma correnteza? Cada gota de água do início ao fim faz o rio. Imaginar que vamos encontrar felicidade na fonte é estar enganado. Ela é para ser encontrada no ponto em que você está no rio do autoconhecimento.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

OS PRÉ-REQUISITOS PARA SER UM DISCÍPULO

Perguntaram a Osho:

Quais são os pré-requisitos para ser um discípulo?

Nenhum.

Um coração aberto, um coração amoroso, uma profunda confiança em si mesmo e nada mais é necessário.

Você não tem que se render a algum mestre, você não tem que adorar um Deus, você não tem que fazer alguma oração para alguma divindade hipotética.

Você não tem que ir para templos e igrejas artificiais para descobrir o que está escondido DENTRO DE VOCÊ.

Um discípulo é a semente de um mestre. O discípulo também é uma flor de lótus, ele é exatamente isso que você ESTÁ PROCURANDO EM OUTRO LUGAR E NÃO DENTRO DE SI MESMO.



Osho, em "Live Zen"




Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

REMUNERAÇÃO ESPIRITUAL

"O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos." Paulo - ll Timóteo, 2:6

Além do salário amoedado o trabalho se faz invariavelmente, seguido de remuneração espiritual respectiva, da qual salientamos alguns dos itens mais significativos: acende a luz da experiência; ensina-nos a conhecer as dificuldades e problemas do próximo, induzindo-nos, por isso mesmo, a respeitá-lo; promove a auto-educação; desenvolve a criatividade e a noção de valor do tempo; imuniza contra os perigos da aventura e do tédio; estabelece apreço em nossa área de ação; dilata o entendimento; amplia-nos o campo das relações afetivas; atrai simpatia e colaboração; extingue, a pouco e pouco, as tendências inferiores que ainda estejamos trazendo de existências passadas.

Quando o trabalho, no entanto, se transforma em prazer de servir, surge o ponto mais importante da remuneração espiritual: toda vez que a Justiça Divina nos procura no endereço exato para execução das sentenças que lavramos contra nós próprios, segundo as leis de causa e efeito, se nos encontra em serviço ao próximo, manda a Divina Misericórdia que a execução seja suspensa, por tempo indeterminado. E, quando ocorre, em momento oportuno, o nosso contato indispensável com os mecanismos da Justiça Terrena, eis que a influência de todos aqueles a quem, porventura, tenhamos prestado algum benefício aparece em nosso auxílio, já que semelhantes companheiros se convertem espontaneamente em advogados naturais de nossa causa, amenizando as penalidades em que estejamos incursos ou suprimindo-as, de todo, se já tivermos resgatado em amor aquilo que devíamos em provação ou sofrimento, para a retificação e tranquilidade em nós mesmos.

Reflitamos nisso e concluamos que trabalhar e servir, em qualquer parte, ser-nos-ão sempre apoio constante e promoção à Vida Melhor.



Emmanuel / Francisco Cândido Xavier



Fonte: do livro "Perante Jesus"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal