quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A ÁRVORE DA VIDA


Entre os diversos códigos contidos na passagem de Adão e Eva no jardim do Éden, encontramos duas diferentes árvores. Uma é chamada "árvore da penetração do bem e do mal" e a outra é chamada "árvore da vida". A primeira indica algo muito diferente da interpretação literal, que ouvimos desde crianças. Ela indica a visão fragmentada que nos faz enxergar o mundo físico, ou mundo dos dez por cento, completamente separado do mundo dos outros noventa por cento.

Já a árvore da vida vem a representar o mundo dos cem por cento, ou a consciência que permite-nos identificar nosso mundo físico como parte integrada à diversas outras dimensões. Esta estrutura é alimentada por uma substância primordial e infinita, que é a origem e satisfação de todos os nossos desejos, denominada Luz. E o desejo de receber esta luz é a nossa essência e o que nos mantém vivos.

Mas, se temos disponível uma infinita fonte de luz e nossa essência é o desejo de receber luz como se explicaria o fato de tantas pessoas passarem a vida repletas de escuridão e sombra?

O problema é que no caminho extra-físico pelo qual esta luz se propaga, desde sua emanação até chegar aqui em nós, existem dez diferentes cortinas. O mundo físico, dos dez por cento aparentes, no qual vivemos, se encontra após a décima cortina, e é portanto onde se tem menor visão da totalidade. Por ficar delimitado por uma cortina passamos a achar que ele é tudo que existe.

Assim, quando surgem os obstáculos em nossa vida, normalmente os enxergamos apenas pela ótica mais aparente. Desta forma, enxergamos apenas a ponta de todo o processo. E fica muito difícil resolver um problema enxergando, no máximo, um décimo de sua totalidade. Surgem, então, aqueles inúmeros problemas sem solução:

- Minha crise financeira não tem mais saída;
- Nunca tive sucesso em minha vida afetiva;
- Estou sempre com uma doença diferente.

Todos estes impasses, situações aparentemente sem solução, que assistimos com frequência em nosso cotidiano, são visões fragmentadas da realidade, de quem enxerga apenas o mundo aparente dos dez por cento. Quando passamos a enxergar a totalidade, ou seja, o mundo dos cem por cento, nossa visão se amplia em dez vezes e passamos a identificar um tesouro em cada obstáculo com que nos deparamos. Algo essencial para o nosso crescimento, pois somente vendo-se além do aparente é que é possível entender a profunda dinâmica relacionada a tudo aquilo que se apresenta em nosso caminho.

Ian Mecler



Fonte: Portal da Cabala
www.portaldacabala.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

UM BOM SINAL

Sempre que escolhemos o prazer temporário, atrasamos a chegada da felicidade de longo prazo.

Quando estamos dispostos a suportar um desconforto temporário, temos grandes chances de alcançar a plenitude duradoura.

Se você estiver se sentindo desconfortável ao fazer seu trabalho espiritual, é um bom sinal, indica que está no caminho certo.


Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A FÉ: MÃE DA ESPERANÇA E DA CARIDADE



Para ser proveitosa, a fé tem de ser ativa; não deve entorpecer-se. Mãe de todas as virtudes que conduzem a Deus, cumpre-lhe velar atentamente pelo desenvolvimento dos filhos que gerou.

A esperança e a caridade são corolários da fé e formam com esta uma trindade inseparável. Não é a fé que faculta a esperança na realização das promessas do Senhor? Se não tiverdes fé, que esperareis? Não é a fé que dá o amor? Se não tendes fé, qual será o vosso reconhecimento e, portanto, o vosso amor?

Inspiração divina, a fé desperta todos os instintos nobres que encaminham o homem para o bem. É a base da regeneração. Preciso é, pois, que essa base seja forte e durável, porquanto, se a mais ligeira dúvida a abalar que será do edifício que sobre ela construirdes? Levantai, conseguintemente, esse edifício sobre alicerces inamovíveis. Seja mais forte a vossa fé do que os sofismas e as zombarias dos incrédulos, visto que a fé que não afronta o ridículo dos homens não é fé verdadeira.

A fé sincera é empolgante e contagiosa; comunica-se aos que não na tinham, ou, mesmo, não desejariam tê-la. Encontra palavras persuasivas que vão à alma. ao passo que a fé aparente usa de palavras sonoras que deixam frio e indiferente quem as escuta. Pregai pelo exemplo da vossa fé, para a incutirdes nos homens. Pregai pelo exemplo das vossas obras para lhes demonstrardes o merecimento da fé. Pregai pela vossa esperança firme, para lhes dardes a ver a confiança que fortifica e põe a criatura em condições de enfrentar todas as vicissitudes da vida.

Tende, pois, a fé, com o que ela contém de belo e de bom, com a sua pureza, com a sua racionalidade. Não admitais a fé sem comprovação, cega filha da cegueira. Amai a Deus, mas sabendo porque o amais; crede nas suas promessas, mas sabendo porque acreditais nelas; segui os nossos conselhos, mas compenetrados do um que vos apontamos e dos meios que vos trazemos para o atingirdes. Crede e esperai sem desfalecimento: os milagres são obras da fé. - José, Espírito protetor. (Bordéus, 1862.).




Allan Kardec



Fonte: do livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

AMOR INCONDICIONAL



Quando as pessoas nos mostram o que têm de melhor, é fácil amá-las. Mas e quando alguém está realmente de mau humor; esperneando, se comportando reativamente ou simplesmente nos aborrecendo? Quanta tolerância, aceitação e amor iremos lhe dar?

Quando for difícil demonstrar amor a uma pessoa, você terá uma enorme oportunidade de crescimento: a oportunidade de aprender a amar incondicionalmente.

Não se trata do quanto amamos alguém quando estamos amando-o. Trata-se do quanto amamos essa pessoa quando sentimos que a odiamos.




Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

COMO DAR VIDA ÀS NOSSAS VIDAS



As Transformações Começam Conosco

Há um antigo ditado japonês: "Se houver relacionamento, faço; se não houver relacionamento, saio". Um Mestre Zen, no final do século passado, fez a seguinte alteração: "Havendo relacionamento, faço; não havendo, crio relacionamento".

Essa mudança de paradigma é extremamente importante. Devemos também lembrar que criar um relacionamento não significa, necessariamente, obter resultados imediatos, embora muitas vezes estes ocorram.

Novos relacionamentos em padrões antigos perdem seu significado. Precisamos criar relacionamentos a partir de novas maneiras de nos relacionar, de ver o mundo, de ser, de inter ser. Essa nova maneira pode, inclusive, recarregar de energia positiva antigos relacionamentos.

Para descobrirmos novas maneiras precisamos, primeiramente desenvolver a capacidade de perceber como estão nossos relacionamentos atuais.

Observe e considere meticulosamente a si mesmo. Perceba como está se relacionando em casa, na rua, no trabalho, no lazer. Perceba como respira, como anda, como toca nos objetos, como usa sua voz, como são seus gestos e como são seus pensamentos e os não pensamentos. Esse observar não deve ser limitante, constrangedor, confinador. Apenas observe.

Como você se relaciona com o meio ambiente, biodiversidade, reciclagem, justiça social, melhor qualidade de vida, guerras, violência, terror, paz, harmonia, respeito, garantia dos Direitos Humanos? Como você e o seu logos se relacionam entre si e em relação aos projetos de sucesso, de lucro, de desenvolvimento e progresso de sua organização?

Como está se relacionando com o mais íntimo de si mesmo, com a essência da Vida, com o Sagrado?

Será que é capaz de ver, ouvir, sentir e perceber a rede de inter relacionamentos de que é feita a vida? Percebe e leva em consideração, na tomada de decisões, a interdependência?

Tanto individualmente, como no coletivo, nossa participação e compreensão como estão? Será que estamos conscientemente vivendo nossas vidas e direcionando nossos pensamentos, ações e palavras para o sentido de mudança que queremos e sonhamos? Mahatma Gandhi disse: "Temos de ser a transformação que queremos no mundo".

Geralmente pensamos no mundo como alguma coisa distante e separada de nós, mas nós somos a vida do universo em constante movimento. Podemos até dizer que o mundo somos nós. Nossa vida forma o mundo, é o mundo, não apenas está no mundo. Inclui todas as formas de vida e seus derivados e nos inclui neste instante, instante após instante. Há um monge chinês do século VII, Gensha Shibi, que dizia: "O Universo é uma jóia arredondada. Somos a vida desse universo em constante transformação. Nada vem de fora, nada sai para fora".

De momento a momento tudo está mudando, nós fazemos parte dessa mudança e podemos escolher, discernir qual o caminho que queremos dar a esse constante transformar. É por isso que digo que a transformação começa em nós. Na verdade vai além de apenas começar. É em nós. Nossa capacidade humana de inteligência e compreensão nos permite fazer escolhas. E o que estamos escolhendo?

Outra frase de Mahatma Gandhi: "Quando uma pessoa dá um passo em direção à Paz, toda a humanidade avança um passo em direção à Paz."

A minha decisão, a sua decisão pode transformar ou influenciar a direção da mudança.

Há um sutra budista que descreve o mundo como uma rede de inter relacionamentos. Como se fosse uma imensa teia de raios luminosos e em cada intersecção uma jóia capaz de receber essa luz e emitir raios em todas as direções. Qualquer pequena mudança afeta o todo. Cada ser que se transforme em um ser de paz, de harmonia, de ternura, carinho e respeito pela vida em todas as suas formas estará sendo uma mudança viva e influenciando tudo e todos.

Qual o primeiro passo? Conhecer a si mesmo. Conhecer nossos mecanismos.

O que nos afeta, nos incomoda? O que nos alegra? O que nos irrita? Como transformar a raiva em compaixão? Como transformar o desafio em competição leal, justa, empreendedora, enriquecedora? Sem nos preocuparmos com os créditos, se formos capazes de fazer o bem, não fazer o mal, fazer o bem aos outros estaremos transformando nossos lares, nossas amizades, nosso ambiente de trabalho, nossas organizações, nossas cidades, estados, países, nações, mundo... e a nós mesmos...no florescimento da Cultura da Paz.

"Estudar o Caminho de Buda é estudar a si mesmo. Estudar a si mesmo é esquecer-se de si mesmo. Esquecer-se de si mesmo é ser iluminado por tudo que existe. Transcender corpo e mente seu e dos outros. Nenhum traço de iluminação permanece e a Iluminação é colocada à disposição de todos os seres." (Mestre Zen Eihei Dogen - 1200-1253)

É importantíssimo que iniciemos este "estudar a si mesmo", já. Cada um de nós que perceber seu próprio mecanismo ficará em controle desse mecanismo e não mais à mercê de seus sentimentos e emoções, desejos e frustrações, puxado, empurrado, espremido e puxando, empurrando, espremendo - envenenados pela ganância, raiva e ignorância.

Imagine um mundo onde podemos brilhar uns para os outros, sem ódios, mas com carinhoso respeito e terna compreensão. Percebendo nossas diferenças, aceitando a diversidade da vida e juntando nossas capacidades tanto intelectuais como físicas na construção desse verdadeiro Céu, Paraíso, Terra Pura, Shambala de que falam as religiões, todas elas.

Cabe a nós, a cada um de nós criar esse relacionamento de carinho com a vida, de ternura com todos os seres, de compreensão, de sabedoria e compaixão para percebermos o Caminho Iluminado e o Nirvana permeando toda a existência. Isso é dar vida à nossa própria vida.



Monja Coen



Fonte: http://www.monjacoen.com.br/textos-budistas/textos-da-monja-coen/142-como-dar-vida-as-nossas-vidas
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

PERMANENTES MUDANÇAS E PERMANÊNCIA


Uma nova descoberta da Física está chacoalhando os cientistas. Trata-se da constatação definitiva de que o neutrino [1] possui massa. Isso implicará numa completa revisão da teoria fundamental que descreve os tijolos básicos do Universo, o chamado Modelo Padrão. Além disso, essa constatação tem implicações importantíssimas em Cosmologia. A chamada matéria escura [2], que muito tem incomodado os cientistas, poderia ser explicada como sendo formada pela soma da massa de todos os neutrinos. A notícia foi publicada no caderno Folha Ciência do jornal Folha de São Paulo, edição de 12 de dezembro de 2002, p. A21 e o respectivo artigo científico foi publicado na conceituada revista “Physical Review Letters”(http://prl.aps.org).


Não é a toa que os espíritos, na questão 22 de O Livro dos Espíritos, disseram a Kardec que “... a matéria existe em estados que não conheceis. Ela pode ser, ..., tão etérea e sutil que não produza nenhuma impressão nos vossos sentidos: entretanto, será sempre matéria, ...”. Mencionamos isso pois, curiosamente, nosso organismo é atravessado, num único segundo, por 50 bilhões de neutrinos gerados pelas fontes radioativas do nosso planeta, mais 100 bilhões saídos de reatores nucleares e por mais de 100 trilhões vindos do sol [3]. Neste momento eu não senti nenhum neutrino me atravessado, o leitor sentiu? Mas a verdade é que eles existem e foram confirmados em laboratório, o que confere com a afirmativa dos espíritos. Porém, não é sobre essa afirmativa que desejamos falar. Aliás, ela já é do conhecimento do leitor estudioso e não é preciso maiores comentários a respeito dos resultados científicos que estão de acordo com ela. Desejamos sim destacar uma certa fragilidade das construções teóricas da ciência frente à realidade das coisas e os cuidados que o pesquisador espírita deve ter ao relacioná-las com o Espiritismo. 

Uma das questões mais fundamentais que a Doutrina Espírita trouxe é a definição do Fluido Universal. Um trecho do item 3 do capítulo VI de A Gênese esclarece o tema: “(...) podemos colocar, como princípio absoluto, que todas as substâncias, conhecidas e desconhecidas, por mais dessemelhantes que pareçam, seja sob o ponto de vista de sua constituição íntima, seja sob o aspecto de sua ação recíproca, não são, de fato, mais do que modos diversos sob os quais a matéria se apresenta; senão variedades, nas quais se transformam, sob direção das forças inumeráveis que a governam. (...)”.

O texto acima foi escrito em 1868. Impossível enumerar as conquistas da ciência desde o ano da publicação do citado livro até os dias atuais. No entanto, o que prevalece é que esse e os outros princípios fundamentais do Espiritismo permanecem inalterados mesmo diante de tantas revoluções no conhecimento científico como o surgimento da Física Moderna que abala qualquer um com suas visões da realidade. Aprendemos com os espíritos que o Fluido Universal, princípio elementar material emanado do Criador, possibilita todas as transformações da matéria em suas diversas manifestações (incluindo-se aí o neutrino!). 

O leitor poderia se perguntar: por que os fundamentos básicos do Espiritismo permanecem inalterados e atuais após quase 150 anos enquanto que o Modelo Padrão, comentado anteriormente, que possui alguns anos de vida, terá que passar por sérias revisões? Alguém poderá dizer que isso reflete a sabedoria dos espíritos superiores. Isso está correto, mas ainda não responde à questão. 

Quem elucida o assunto é o professor Silvio Chibeni no artigo da referência [4]. A característica que faz a diferença é o fato de que os princípios fundamentais do Espiritismo se encontram próximos do nível fenomênico, o que permite que a teoria espírita possa ser classificada como fenomenológica[4]. No caso do Modelo Padrão, o “grau de teoricidade” é muito maior devido à grande dificuldade em obter informações através de experiências diretas. Já com o Espiritismo, vemos que a maioria dos seus princípios fundamentais são constantemente verificados cotidianamente. Chibeni cita, como exemplo, a Termodinâmica, que é uma teoria física fenomenológica desenvolvida no século XIX que passou incólume por todas as descobertas revolucionárias do século passado. 

É preciso, portanto, enfatizar o cuidado que os estudiosos e pesquisadores espíritas devem ter ao buscarem nas ciências básicas confirmações para os princípios espíritas. O exemplo ocorrido com os neutrinos reflete, como dissemos, a fragilidade das teorias científicas, mormente, as da Física Moderna. Existem exemplos de enganos sérios na literatura espírita como o caso discutido pelo prof. Ademir Xavier Jr. na referência [5]. 

Agora, um exemplo que nos chamou a atenção pelo fato de ser conhecido de todos nós é o que está acontecendo com o famoso livro “O Tao da Física”[6]. A crítica a esse livro foi divulgada pelo filósofo Ken Wilber, no livro “Quantum Questions”[7]. Segundo Wilber, Capra baseou seu livro sobre os paralelos entre a física de partículas e o Budismo numa teoria em particular conhecida como a Teoria do Bootstrap. Essa teoria diz que não existem objetos irredutíveis e sim relações auto-consistentes entre eles. Porém, hoje em dia, a maioria dos físicos acredita nos objetos irredutíveis (quarks, leptons, bosons), e o Modelo Padrão é a teoria que os descrevem mais aceita na atualidade. Por melhor que tenha sido a intenção de Fritjof Capra, o conteúdo de “O Tao da Física” simplesmente não pode ser mais considerado um “Tao” de acordo com o significado da palavra [8]. 

Podemos concluir daí que a sabedoria dos espíritos e, também, a de Allan Kardec foi além do que imaginávamos. Kardec poderia ter desejado formular propostas teóricas para, por exemplo, explicar a natureza dos fluidos espirituais ou do perispírito e, ainda, os mecanismos da interação com a matéria. Porém, se limitou a discutir a necessidade da sua existência e importância na relação entre espírito e matéria. Se Kardec tivesse tentado formular uma teoria dessas, com base nos conhecimentos da época, provavelmente a Doutrina Espírita teria caído no esquecimento como tendo sido mais uma teoria sem comprovação prática que utilizou princípios teóricos ultrapassados. Porém, ao situar-se bem próximo aos fenômenos, ele selou o Espiritismo com a garantia de resistência a qualquer crítica futura. Como Kardec mesmo disse no item VII da Introdução do Livro dos Espíritos “Na ausência de fatos, a dúvida é a opinião do homem prudente.”[9]. Por isso, caros irmãos espíritas, cuidado na formulação de teorias desta ou daquela natureza! 

Concluindo, devemos ter cuidado ao utilizarmos as teorias modernas das várias ciências na tentativa de validar o Espiritismo porque enquanto a maioria delas ainda passa por permanentes mudanças algumas outras, incluindo-se o Espiritismo, possui um conjunto de princípios básicos permanentes, devido ao fato de estarem mais ligados aos fatos. A consequência direta dessa análise é o fortalecimento de nossa fé (com base nos raciocínios) nessa Doutrina que nos esclarece e orienta sobre a nossa verdadeira origem e o nosso verdadeiro destino.



Alexandre Fontes da Fonseca



Fonte: http://www.terraespiritual.locaweb.com.br/espiritismo/artigo79.html
REVISTA INTERNACIONAL DE ESPIRITISMO, ANO LXXVIII, N. 2, p.93, (2003).
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal



Referências e comentários

[1] Partícula elementar da família dos chamados leptons que não possui carga elétrica. Sua existência foi primeiro prevista por Wolfgang Pauli(1900-1958) em 1930, e foi confirmada, experimentalmente, nos anos 50. Ver referência (3).

[2] A matéria escura é uma matéria presente no universo que foi denominada dessa maneira por não emitir radiação detectável. Sua existência foi inferida através do efeito gravitacional sobre outros corpos celestes visíveis. Os estudos indicam que se o neutrino tiver massa, mesmo que bem pequena, os efeitos gravitacionais acima mencionados seriam perfeitamente explicados. Veja referência (3).

[3] Adriano A. Natale e Marcelo M. Guzzo, Ciência Hoje, vol. 25, n.147, p.32 (1999).

[4] Silvio S. Chibeni, Reformador, junho, p.176 (1994).

[5] Ademir L. Xavier Jr., Reformador, agosto, p.244 (1995).

[6] F. Capra, O Tao da Física, Editora Cultrix LTDA, 15a. Edição, (1993).

[7] K. Wilber, Quantum Questions, Shambhala Publications, Boston (2001).

[8] “TAO” significa “caminho”.

[9] Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Edições FEESP, 9a. Edição, (1997).

OS DESÍGNIOS DE DEUS


Em momento algum deixa de confiar nos desígnios de Deus.

Não te encontras à deriva, apesar de supores que o rumo para a felicidade perdeu-se em definitivo.

A ausência aparente de respostas diretas aos teus apelos e necessidades faz parte de uma programática para o teu bem.

Sem que o percebas, chegam-te os socorros imprescindíveis para o equilíbrio e êxito, sem os quais, certamente, não suportarás as provas a que te propuseste por impositivo da próprio evolução.

Muitas pessoas resvalam na loucura, porque deixaram de preservar os contatos com Deus.

Criaturas sem conta arrojaram-se ao suicídio ou foram a ele atiradas, por perderem a confiança em Deus.

Expressivo número de homens rebolca-se nas paixões inferiores, por duvidar do auxílio de Deus.

Parasitos emocionais, perturbados espirituais iníquos e perversos, são pessoas que se negaram à vinculação com Deus, deixando-se tresvariar nos abismos em que se comprazem, por estarem em rebelião também contra eles mesmos.

Deus nunca abandona!

O homem, porém, a si mesmo se abandona, vitimado pelo egoísmo e os seus sequazes que, nutridos pela invigilância de cada um, terminam por dominá-lo.

Interrogas-te, em silêncio, como determinadas pessoas suportam vicissitudes e abandonos, ruínas econômicas e aflições morais, ingratidões e violências como se nada lhes estivesse, aparentemente, acontecendo.

Não fosse uma observação mais acurada, não lhes descobririas os infortúnios ocultos.

Sucede, porém, que esses corações crucificados nos impositivos da redenção, ao invés de reagirem pela agressividade inútil, confiam e esperam em Deus com alegria e superação das dificuldades, a fim de se libertarem do mal e alcançarem a plenitude que Deus concede a todos aqueles que se Lhe entregam aos desígnios superiores.



Divaldo P. Franco / Joanna de Ângelis



Fonte: do livro "Otimismo"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A ARTE DE VIVER O DIA A DIA - A UNIDADE


Unidade não quer dizer que todos se tornam um e o mesmo. O reconhecimento da diferença é a unidade. Um é muitos e muitos são um. Igualdade significa diferença e diferença é igualdade. Cada um é singular em si mesmo, e essa singularidade torna o mundo interessante. No estado de ser singular, existe um imenso respeito pela singularidade dos outros. Somente quando a pessoa realmente respeita e honra a si mesma é que ela pode respeitar os outros. Cada um de nós deve ser tão perfeito quanto nos é possível ser. Cada pessoa deve ser a mais perfeita possível – sem comparar-se às outras.

Uma bela sinfonia é possível por causa dos diferentes instrumentos. Um jardim é belo por causa das diferentes flores, arbustos, árvores e pedras. O homem e a mulher se harmonizam porque são diferentes. Assimilação não é esquecimento ou perda da singularidade individual, mas sim, o reconhecimento e a compreensão dos outros, harmonizando-se com eles. A democracia é bem vivida quando cada pessoa compreende e reconhece os direitos alheios e respeita os outros.

Um japonês deveria ser um japonês, um irlandês deveria ser um irlandês, um negro deveria ser um negro. Cada um deveria ser respeitado e honrado, sendo o melhor que lhe é possível. Num sutra budista está escrito que os salgueiros são verdes e as flores são vermelhas. Os salgueiros são belos em seu verdor e as flores vermelhas são belas enquanto flores vermelhas. Um outro sutra diz que a cor vermelha tem luz vermelha, a cor branca tem luz branca e a cor amarela tem luz amarela. Essas palavras expressam o mesmo pensamento.

Cada dia é um dia absoluto e não pode ser substituído por outro dia; cada lugar é único e absoluto em seu lugar; cada pessoa também é única e absoluta. O céu está acima e a terra está abaixo; isso faz uma unidade, e não é uma questão de qual deles é o melhor. Pai e mãe, marido e esposa, homem e mulher – o valor de cada um não pode ser julgado pela comparação. Julgar a si mesmo e aos outros pela comparação cria complexos.

Os complexos são a doença do mundo moderno. Para alcançarmos a paz, a harmonia e a alegria, precisamos abandonar esses complexos. Isso equivale a dizer que precisamos ver e compreender as coisas tais como elas são. Todos nós, cada um de nós, somos únicos e independentes e, ao mesmo tempo, somos inter-relacionados e interdependentes. Todos nós somos um.


Gyomay Kubose

Budismo Essencial





Templo Budista Apucarana, Nambei Honganji

Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ATÉ QUE ALGUÉM SE TRANSFORME NUM SER HUMANO


O método da Cabalá tem como propósito mudar uma pessoa, até que ela se transforme em um ser humano (Adão), ou seja, aquele que é "similar" (Domeh) com o Criador. A cada momento, dia após dia, a pessoa tem que trabalhar para elevar a importância deste método e persistentemente continuar a se referir a ele. Afinal de contas, estamos perpetuamente sendo jogados para trás na espiritualidade, como se o Criador se distanciasse de nós. 

Parece-nos que os nossos estados mudam continuamente: Nós chegamos mais perto do Criador, e depois mais longe Dele. Mas, obviamente, isso acontece apenas nas nossas sensações. Na verdade, os novos genes informativos despertam em nós, e nós temos que corrigi-los. 

Uma pessoa tem 613 desejos relativos ao Criador. Nós não estamos falando sobre os desejos materiais deste mundo, mas sobre os desejos especificamente para o Criador. Somente esses desejos devem ser corrigidos até que se tornem semelhantes à atitude do Criador para conosco, isto é, sejam completamente direcionados à doação e a trazem alegria ao Criador. 

O pensamento original do Criador, no plano da criação foi dar prazer aos seres criados. Uma pessoa também tem que chegar ao mesmo estado, de modo que seu objetivo torna- se trazer contentamento ao Criador. A similaridade de propriedades com o Criador eleva a pessoa ao nível Dele e ela se funde, se une com Ele completamente, atingindo assim o objetivo final. 

No caminho para alcançar a meta, há muitos estágios de avanço. Na primeira fase, durante milhares de anos de história humana e passando por inúmeras reencarnações, o homem desenvolve o desejo terreno de desfrutar. Reencarnações substituem umas às outras, porque o desejo cresce constantemente e quer mais e mais à medida que novos genes informativos (Reshimot ) perpetuamente revelam-se nelas. 

Não vale a pena prestar atenção nos corpos que vivem e morrem, mas sim nos genes informativos que se revelam no desejo de desfrutar, dando-nos assim uma ilusão de que existem em nosso corpo. 

Na segunda fase de desenvolvimento, uma aspiração de revelar o Criador, de encontrar o sentido da vida, surge em uma parte do desejo, ou seja, em certas pessoas. A primeira pessoa que nunca recebeu esse tipo de desejo era Adam HaRishon. É por isso que ele é considerado o Primeiro Homem, e muitos outros o seguiram. Tais pessoas são chamadas Cabalistas porque aceitaram o método de correção que lhes permite revelar o Criador, na medida da semelhança de suas propriedades com a Dele. 

Os Cabalistas também passam por inúmeras fases de desenvolvimento e reencarnações, mas essas reencarnações são bastante diferentes porque a pessoa está no alcance do Criador, a força que rege as regras da natureza.Tendo recebido o primeiro despertar para a espiritualidade, nós entramos em um período chamado de preparação. Nesta fase, nós novamente passamos por muitos estados, mas desta vez eles ocorrem em conformidade com o método, com o grau de compreensão do mesmo. Ainda que o método esteja disponível para nós na forma de materiais de leitura, não foi revelado nas nossas almas ainda. 

É assim que nós avançamos: construindo o grupo e tentando inspirar uns aos outros. O principal trabalho está no aumento da importância do método e na transformação de nós mesmos. Nada pode ser mudado nesta realidade, exceto o próprio homem, o ser humano é o único que pode ser mudado. 

Além disso, temos que esclarecer o que exatamente pode ser alterado: apenas a intenção do desejo da pessoa. Desejos por si só, não são mutáveis; deixe os sozinhos. O homem tem 613 desejos que estão relacionados com o Criador, e ele tem que mudar as intenções sobre esses desejos de egoísta para doador. Na verdade, a pessoa não sente que tem 613 desejos, ou que eles são de uma natureza egoísta, ou que ela quer tirar proveito do Criador. Por enquanto, ela não tem nenhuma relação com o Criador, ou seja, nenhuma ligação com Ele. Aos poucos, a conexão com o Criador começa a revelar-se, fazendo-nos descobrir, assim, a nossa inclinação ao mal. Se uma pessoa ainda está imersa em seu egoísmo, ela precisa de correção chamada a Torá, "um tempero para ela." Com sua ajuda, uma pessoa pode mudar sua intenção, e direcionando-a do seu próprio benefício para o benefício da força superior, o que significa que ela cumpriu um mandamento. 

Assim, de acordo com a ordem dos desejos que se revelam em uma pessoa, ela realiza 613 correções (613 mandamentos ), até que ela corrige o vaso inteiro e recebe toda a abundância que o Criador preparou para ela, mas com a intenção de devolvê-la para a Fonte. É assim que a pessoa atinge a meta. 


Rav Dr. Michael Laitman, PhD.




Lição Diária da Cabala, 07/10/1012 Shamati # 175




Fonte: www.laitman.com.br

Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NECESSIDADES E SOFRIMENTOS NO PLANO ESPIRITUAL


O Livro dos Espíritos, questões 253 a 256.

253. Os Espíritos experimentam as nossas necessidades e sofrimentos físicos? 

"Eles os conhecem, porque os sofreram, não os experimentam, porém, materialmente, como vós outros: são Espíritos." 

254. E a fadiga, a necessidade de repouso, experimentam-nas? 

"Não podem sentir a fadiga, como a entendeis; conseguintemente, não precisam de descanso corporal, como vós, pois que não possuem órgãos cujas forças devam ser reparadas. O Espírito, entretanto, repousa, no sentido de não estar em constante atividade. Ele não atua materialmente. Sua ação é toda intelectual e inteiramente moral o seu repouso. Quer isto dizer que momentos há em que o seu pensamento deixa de ser tão ativo quanto de ordinário e não se fixa em qualquer objeto determinado. É um verdadeiro repouso, mas de nenhum modo comparável ao do corpo. A espécie de fadiga que os Espíritos são suscetíveis de sentir guarda relação com a inferioridade deles. Quanto mais elevados sejam, tanto menos precisarão de repousar." 

255. Quando um Espírito diz que sofre, de que natureza é seu sofrimento?

"Angústias morais, que o torturam mais dolorosamente do que todos os sofrimentos físicos." 

256. Como é então que alguns Espíritos se têm queixado de sofrer frio ou calor? 

"É reminiscência do que padecem durante a vida, reminiscência não raro tão aflitiva quanto a realidade. Muitas vezes, no que eles assim dizem apenas há uma comparação mediante a qual, em falta de coisa melhor, procuram exprimir a situação em que se acham. Quando se lembram do corpo que revestiram, têm impressão semelhante à de uma pessoa que, havendo tirado o manto que a envolvia, julga, passando algum tempo, que ainda o traz sobre os ombros." 


Allan Kardec 



Fonte: "O Livro dos Espíritos"

Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A MEMÓRIA E OS ANTIGOS PADRÕES DE COMPORTAMENTO


"A teoria não substitui a prática, a prática é fundamental para as experiências direta e indireta. Somente discípulos realmente envolvidos com o processo de evolução espiritual podem atingir graus mais elevados de consciência iluminando a si mesmos e aos demais."

O processo de desenvolvimento não depende somente do Guru, mas principalmente do discípulo que busca em seu Guru e com seu Guru os caminhos para sua superação!


"A memória é o incompleto desaparecimento de um objeto percebido", segundo descreve o antigo sábio Maharishi Pátañjali em seu tratado denominado "Yoga Sutra", capítulo I, versículo II. A memória é conhecida no Sânscrito como "Smriti", ou seja, a faculdade de adquirir, conservar e readquirir ideias, imagens, fatos, acontecimentos, reminiscências, cujos apontamentos serão usados pelo indivíduo a todo instante ou em algum momento da sua vida para sua aprendizagem e autoconhecimento. O Smriti é uma lembrança do passado ou do presente e que serve de lembrança e vestígio para o atual momento. Você deve utilizar-se da memória para aprendizagem e autoconhecimento no presente. Não utilize a memória para o amanhã. O amanhã não existe, o futuro não existe. Somente o aqui e o agora. Vivencie o aqui e o agora, vivencie o momento, mas tenha a memória dos fatos passados para não repetir os mesmos erros neste momento. Esteja alerta para o momento agora, neste instante. Mas normalmente o que acontece com pessoas que repetem os mesmos erros? 

Estas pessoas estão ligadas a antigos padrões de comportamento. Estes padrões de comportamento estão diretamente vinculados a ideias, imagens, fatos, acontecimentos e reminiscências do passado que nutrem a consciência constantemente. Eliminar estes bloqueios psicoemocionais significa libertar-se destas amarras. E isto só é conseguido com a mudança de hábitos. Assim, o crescimento pessoal pode ser acelerado simplesmente pela quebra de hábitos. É a condição de dependência inerente aos hábitos que deve ser quebrada. Quando você se encontra dizendo "não posso mudar isto", "sempre fiz assim", ou "eu sou assim mesmo você tem que me aceitar", então é exatamente isto que deve ser quebrado. 


Vamos analisar. A liberdade de escolha resulta no domínio do hábito. Qualquer ato intencional da vontade tem uma força mágica e é muito mais eficaz do que um ato habitual. Parece que há uma força e você está preso a ela. Isto é a memória (Smriti). O potencial para a mudança sempre está lá, mas é melhor não esperar por um momento de crise para nos livrar dos hábitos. Nossa própria sobrevivência como espécie se deve à nossa capacidade de mudar e de nos adaptar. Os hábitos mentais são mais difíceis de lidar do que os físicos, porque são menos óbvios. E em geral, são herdados dos pais (genética) ou então adquirimos por condicionamento social (meio em que nos encontramos). Estes restringem todo o nosso medo de viver, trazendo traiçoeiramente uma falsa imagem ou sensação de insegurança. Frequentemente a falta de consciência de hábitos desagradáveis é uma fonte de brigas entre as pessoas. Entretanto, muitas vezes, tudo o que é preciso para superar estes Vikshepas (obstáculos) é, em primeiro, à vontade de mudar, e depois a ação de mudança, de crescimento e de evolução. Sim, porque simplesmente ter a vontade de mudar não implica em mudança, mas em adiamento. Entretanto, a ação de mudar força à mudança. Quando o medo inicial de mudança é superado podemos realmente começar a desfrutar de novas experiências e do próprio amor.


Shri Vyaghra Yogi


Presidente da Ordem Filosófica Vidya Yoga Ashram
Doutor em Filosofia Sagrada pela World University (EUA)

Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

APRENDER A OLHAR


O Céu dá-vos todas as condições adequadas à vossa evolução, mas como, em geral, elas não se apresentam sob a forma que vós esperais, não só não as vedes, como vos queixais. Vós esperais que Deus vos dê a felicidade por intermédio do sucesso ou da glória e, como o sucesso e a glória não vêm, sentis-vos infelizes. Pois bem, isso é a prova de que não sois inteligentes nem perspicazes. Estudai tudo o que vos acontece e procurai entender o que o mundo invisível espera de vós ao colocar-vos perante dificuldades e problemas para resolver. De futuro, refleti e aprendei a olhar de outro modo tudo o que considerais obstáculos ou insucessos: compreendereis que há sempre alguma coisa a descobrir. A felicidade está onde vós ainda não sabeis vê-la. Gostaríeis que ela se assemelhasse à ideia que dela fazeis? Não, é impossível. Mas não desanimeis, vós não estais sós, muitos seres do mundo invisível pensam em vós e estão sempre a instruir-vos e a ajudar-vos.



Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

CAMINHO DA AUTO ILUMINAÇÃO



O homem atinge um alto nível de evolução quando consegue unir o sentimento e o conhecimento, utilizando-os com sabedoria. Nesse estágio é-lhe mais fácil desenvolver a paranormalidade, realizando o auto descobrimento e canalizando as energias anímicas e mediúnicas para o serviço de consolidação do bem em si mesmo e na sociedade. 

O seu amadurecimento psicológico permite-lhe compreender toda a magnitude das faculdades parapsíquicas, superando os impedimentos que habitualmente se lhe antepões à educação. 

Desse modo, a mediunidade põe-no em contato com o mundo espiritual de onde procede a vida e para a qual retorna, quando cessado o seu ciclo material, ensejando-lhe penetrar realidades que se demoram ignoradas, incursionando com destreza além das vibrações densas do corpo carnal. 

O exercício das faculdades mediúnicas, no entanto, se reveste de critérios e cuidados, que somente quando levados em conta propiciam os resultados pelos quais se anelam. 

A mediunidade é inerente a todos os indivíduos em graus de diferente intensidade. Como as demais, é uma faculdade amoral, manifestando-se em bons e maus, nobres e delinqüentes, pobres e ricos. 

Pode expressar-se com alta potencialidade de recursos em pessoas inescrupulosas, e quase passar despercebida em outras, portadoras de elevadas virtudes. 

Surge em criaturas ignorantes, enquanto não é registrada nas dotadas de cultura. É patrimônio da vida para crescimento do ser no rumo da sua destinação espiritual. O uso que se lhe dê, responderá por acontecimentos correspondentes no futuro do seu possuidor. 

Uma correta educação da mediunidade tem início no estudo das suas potencialidades: causas, aplicações e objetivos. Adquirida a consciência mediúnica, o exercício sistemático, sem pressa, contribui para o equilíbrio das suas manifestações. 

Uma conduta saudável calcada nos princípios evangélicos atrai os Bons Espíritos, que passam a cooperar em favor do medianeiro e da tarefa que ele abraça, objetivando os melhores resultados possíveis do empreendimento. 

O direcionamento das forças mediúnicas para fins elevados propicia qualificação superior, resultando em investimento de sabor eterno. 

Se te sentes portador de mediunidade, encara-a com sincero equilíbrio e dispõe-te a aplicá-la bem. 

O homem ditoso do futuro será um indivíduo PSI, um sensível e consciente instrumento dos Espíritos, ele próprio lúcido e responsável pelos acontecimentos da sua existência. 

Desveste-te de quaisquer fantasias em torno dos fenômenos de que és objeto e encara-os com realismo, dispondo-te a sua plena utilização. 

Amadurece reflexões em torno deles e resguarda-os das frivolidades, exibicionismos vãos, comercialização vil, recurso para a exaltação da personalidade ou das paixões inferiores. 

Sê paciente com os resultados e perseverante nas realizações. Toda sementeira responde à medida que o tempo passa. 

A educação da mediunidade requer tempo, experiência, ductibilidade do indivíduo, como sucede com as demais faculdades e tendências culturais, artísticas e mentais que exornam o homem. 

Quem seja portador de cultura, de bondade e sinta a presença dos fenômenos paranormais, está a um passo da realização integral, a caminho próximo da auto iluminação.





Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis 




Fonte: do livro "Momentos de Iluminação"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

OS DOZE PRINCÍPIOS


Repete-os em solilóquio, balbuciando-os em silêncio, como se orasses.


1. Eu emito constantemente pensamentos de paz, amor, harmonia, bondade e benevolência a todos os meus irmãos da Humanidade.

2. Eu desejo a todos os homens a luz da SABEDORIA e amplitude de conhecimentos para que UNIDOS pelo critério, pela razão, pela bondade realizem a beleza e o poder, afim de que ninguém sofra.

3. Recordar-me-ei, diariamente, de que todos os homens são meus irmãos. Filho do mesmo Pai e da mesma Mãe espirituais. Feitos da mesma argila e que respiramos as mesmas substâncias cósmicas.

4. Devo pautar todos os meus atos, de agora em diante, pelas normas de Sabedoria, Força e Beleza. Deste modo tornar-me-ei útil à minha família e serei um ente justo na sociedade. 

5. Eu estabelecerei, como princípio, não permitir que outrem execute qualquer trabalho que a minha capacidade permita executar. Não aceitarei um sacrifício de tempo e de dinheiro, sem ter oferecido antes a sua equivalência, disposto a saldar e não a contrair um KARMA novo. E ainda que deva conquistar fortuna material, não fazê-lo com prejuízo de quem quer que seja. 

6. Hei de revelar-me sempre alegre, satisfeito, justo e pontual. Que a onda pensamento, que me envolva, seja de pura harmonia e que alguém me ofereça um sacrifício, que não lhe solicitei, receba o meu eterno agradecimento. 

7. Eu quero ser um INSTRUMENTO DE DEUS , seu próprio veículo e por todo meu saber, toda a minha capacidade e toda a minha força a disposição do meu semelhante, integralizado na realização do BEM COMUM, em harmonia com a Fraternidade Universal. 

8. Eu preciso tomar em consideração os direitos alheios para respeitar e ajudar a quem os respeite. Contudo, antes de exigir os meus direitos, procurarei cumprir os meus deveres. Os direitos são justas recompensas dos deveres integralmente cumpridos. 

9. Eu deverei manter-me firme em qualquer circunstância, mesmo contra mim, na defesa da VERDADE e por ela combater dentro de todas as minhas possibilidades, para que resplandeça sobre a Falsidade e a Mentira. 

10. Eu desejo olhar o dinheiro como um meio e não como um fim. Se possuo algum, jamais sentir-me-ei dono dele e sim mero administrador. 

11. Eu prefiro fazer e nunca receber benefícios. Para isso estudarei, aprenderei, trabalharei, conquistarei todos os meios, dentro destes princípios, e cuidarei da minha saúde para conseguir o êxito necessário.

12. Eu quero trabalhar para os outros, com os outros e em harmonia com todos e, sobretudo, com o próprio Deus, cuja manifestação está em mim e o meu EGO INTERIOR SIMBOLIZA.




Dr. Krumm Heller 
do livro "Rosa Esotérica"
Fraternitas Rosicruciana Antiqua



Fonte: www.famafra.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

OBREIRO SEM FÉ



"....e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras." (Tiago, 2:18) 

Em todos os lugares, vemos o obreiro sem fé, espalhando inquietação e desânimo. 

Devota-se a determinado empreendimento de caridade e abandona-o, de início, murmurando: 

- "Para quê? O mundo não presta." 

Compromete-se em deveres comuns e, sem qualquer mostra de persistência, se faz demissionário de obrigações edificantes, alegando:

- "Não nasci para o servilismo desonroso."

Aproxima-se da fé religiosa, para desfrutar-lhe os benefícios, entretanto, logo após, relega-a ao esquecimento, asseverando:

- "Tudo isto é mentira e complicação."

Se convidado a posição de evidência, repete o velho estribilho:

- "Não mereço! Sou indigno!..."

Se trazido a testemunhos de humildade, afirma sob manifesta revolta:

- "Quem me ofende assim.?"

E transita de situação em situação, entre a lamúria e a indisciplina, com largo tempo para sentir-se perseguido e desconsiderado.

Em toda parte, é o trabalhador que não termina o serviço por que se responsabilizou ou o aluno que estuda continuadamente, sem jamais aprender a lição.

Não te concentres na fé sem obras, que constitui embriaguez perigosa da alma, todavia, não te consagres à ação, sem fé no Poder Divino e em teu próprio esforço.

O servidor que confia na Lei da Vida reconhece que todos os patrimônios e glórias do Universo pertencem a Deus. Em vista disso, passa no mundo, sob a luz do entusiasmo e da ação no bem incessante, completando as pequenas e grandes tarefas que lhe competem, sem enamorar-se de si mesmo na vaidade e sem escravizar-se às criações de que terá sido venturoso instrumento.

Revelemos a nossa fé, através das nossas obras na felicidade comum e o Senhor conferirá à nossa vida o indefinível acréscimo de amor e sabedoria, de beleza e poder.




Francisco Cândido Xavier / Emmanuel 




Fonte: do livro "Fonte Viva"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

SERÁ QUE NOSSAS VIDAS ESTÃO ILUMINANDO O MUNDO ?



O propósito do nosso trabalho espiritual é nada menos do que iluminar o mundo inteiro com a Luz do Criador. Que missão ampla e poderosa - e nossos sábios nos brindam com uma metáfora muito bonita para esclarecer este tema. Cada um de nós, dizem os sábios, é chamado a atuar novamente no acendimento da lamparina no Templo Sagrado, através dos nossos atos e pensamentos. Cada um de nós é uma miniatura do Templo, e a Luz do Criador reside em nós, assim como residiu naquela antiga construção.

Este é um ensinamento muito importante, e que pode ser de grande ajuda na compreensão e na perseverança com relação ao nosso trabalho espiritual. É um ensinamento que podemos formular como uma questão, que devemos nos perguntar constantemente. Colocada de forma simples, a pergunta é: "Será que nossas vidas estão iluminando o mundo?"

Para responder afirmativamente, é crucial compreender a natureza dupla da realidade, de acordo com a sabedoria cabalística. Especificamente, tudo o que é positivo neste mundo possui uma contraparte correspondente de poder negativo. Assim como as almas dos justos têm a missão de iluminar toda a criação, as forças da negatividade e do caos são encarregadas da missão de ocultar a Luz do Criador, e desta forma escurecer o mundo. As ferramentas da Cabala nos dão o poder de eliminar esta escuridão e nos ligarmos ao poder que permite derrotar as forças da escuridão.

Devemos nos lembrar que nossa tarefa de iluminar inclui não somente o desempenho de ações positivas, como também a eliminação de manifestações de caos e negatividade, aonde quer que as encontremos. Forças negativas surgem de maneiras bastante tangíveis no curso de nossas vidas. Ignorá-las pura e simplesmente não é o bastante. Devemos nos opor a elas e derrotá-las, com o mesmo nível de energia que elas nos dedicam. Ao fazer isso, podemos verdadeiramente trazer Luz ao mundo, assim como felicidade e plenitude para nossas almas.




Rav Michael Berg




Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A IMPECABILIDADE


O guerreiro espiritual é um pensamento, e falar dele á falar de impecabilidade. E na condição de pensamento, ele é um convite e um guia para o insólito processo de nos transformarmos em homens de tradição. Mas os pensamentos são guias para a ação. Um mapa que mostra como chegar às realidades espirituais que descreve. Os pensamentos não existem para distrair, mas para promover formas de conduta que permitam o homem sair do caos em que costuma viver trancado.

Quando o homem não está a altura dos seus pensamentos e não é capaz de agir em consequência, transforma-os em dogmas. Quando isso acontece o pensamento perdeu seu poder libertador e vira instrumento de opressão. Entre os povos antigos o pesamento e os ritos estão em intima ligação. O rito, a celebração é onde os humanos são efetivamente aproximados do Sagrado, pois o Sagrado só se relaciona com arte. E ritos são formas de arte.

A via espiritual começa com o trabalho de colocar um pouco desse tempo espiritual em nossa vida de todos os dias, quando, em vez de nos comportar como máquinas que simplesmente obedecem a uma programação, escolhemos a via de uma existência singular. Esses momentos de luz, quando digerimos nossa vida e o que acontece conosco, passam a ser determinados por um tempo espiritual de uma celebração, e é o existir do homem de tradição. 


O desafio pra quem segue por essa via, é trabalhar duro pra fazer com que esses momentos espirituais, em que consegue encarnar o guerreiro, sejam cada vez mais frequentes e contínuos, até que a liberdade predomine sobre a escravidão, e a serenidade sobre o caos. 

Um homem deve ir ao caminho espiritual como quem vai para a guerra! Com temor, respeito, bem-acordado, e absoluta confiança. Por isso, o homem que vai a procura de conhecimento pode muito bem ser chamado de guerreiro. 

O guerreiro é guerreiro porque está sempre na luta. A sua luta é contra suas próprias fraquezas e limitações; contra as forcas que se opõem ao engrandecimento de seu conhecimento; contra as forças de sua existência comum e corriqueira determinado em todo sentido pela sua historia pessoal. É uma luta pela liberdade. 

O modo de existir do guerreiro é uma atitude, uma noção, uma direção, uma persistência, em escolher ser forte e autêntico em cada ato. É buscar impecabilidade em cada uma de suas ações, mesmo a mais banal delas. O guerreiro nunca abandona seu intento, não admite desleixo, e transforma o menor de seus atos no desafio de poder ir além de seus limites cada vez, de ser melhor, mais livre, mais sereno, mais verdadeiro. Mas ele só pode ser isso tudo se contar com a eminência da morte, pois assim faz de cada ato sua ultima batalha e portanto da o melhor de si. 

Por isso, tendo a morte como aliada constante, e deixá-la infundir poder em cada um de seus atos, o tempo transforma-se em foco radical da impecabilidade. A consciência da sua morte eminente lhe confere também o desapego necessário para não se prender em nada. Desapegado de tudo, consciente da sua brevidade, e em luta constante, o guerreiro aprende a construir sua vida através do poder de suas decisões.




Rav Mario Meir



Fonte: Academia de Cabala
Sabedoria da Cabalá Mahutí (Cabalá Essencial)
www.academiadecabala.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O ESPELHO MÁGICO



As coisas que não conseguimos suportar nos outros são geralmente aquelas que gostaríamos de mudar em nós mesmos. De início, você rejeitará esse conceito, convencido de que não faz sentido nenhum. O Oponente é assim, traiçoeiro.

Mas, apenas hoje, pegue aquela característica dos outros que mais te deixa reativo e passe alguns minutos ponderando sobre como você pode estar fazendo a mesma coisa. Talvez de modo diferente, talvez em um cenário diferente, talvez em relação a outros assuntos, mas eu te prometo que, no nível da semente, essa semelhança existe.

Devo lhe dizer que sair do âmbito da vitimização ou do modo "efeito" é uma façanha imensa! Perceber que, quando uma pessoa nos chateia, não é com ela que realmente estamos chateados! 

O problema nunca, nunca é externo. É sempre interno.




Rav Yehuda Berg




Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

CONFIANÇA



Se você está no ponto de cair da confiança para a negação, tome alguns momentos para refletir, conversando consigo mesmo.
 


Se o desânimo lhe bate à porta, em razão de alguma dificuldade, recorde que a dificuldade é sempre uma lição por aproveitar, ao passo que o desânimo nunca auxiliou a ninguém.
 

Se a irritação lhe cria aborrecimentos, o azedume é simplesmente uma nuvem entre você e a realidade.


Se você cometeu algum erro, isso significa tempo de aprender e não de desistir.
 

Se outros falharam, eis chegado o instante de mais confiança em Deus e em você mesmo.


Se injúrias apareceram, você encontrou a ocasião de agir e servir mais, conquistando a confiança dos outros.



Se temores lhe invadiram a mente lembre-se de que sem comando seguro, não há máquina que funcione.



Se a enfermidade lhe visita as forças, estará você no grande momento de praticar a sua fé sem desacreditá-la.



Confiança é a sua coragem de superar-se, realizando o melhor ao seu alcance.



Se você está procurando a felicidade pela prática do bem, não perca o seu dia com dúvida e desalento, porque confiando em Deus e em você mesmo, basta seguir em frente com o seu trabalho e você a encontrará.




Francisco Cândido Xavier / André Luiz



Fonte: do livro "Busca e acharás"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal