sexta-feira, 12 de outubro de 2012

DOENÇAS MENTAIS


A questão das doenças mentais à luz do conhecimento espírita, está bem explicada na seguinte entrevista, via Internet, com o médico Dr. Ricardo di Bernardi, membro do Instituto de Cultura Espírita de Santa Catarina.

1 - O que são, e quais são as deficiências mentais?

RDB- São significativas dificuldades de desenvolver raciocínios, organizar ideias, manifestar sentimentos ou a aparente impossibilidade de expressar sentimentos e raciocínios. São inúmeras! Poderemos detalhar mais adiante.

2 - O que são e quais são os transtornos mentais?

RDB- Considero que são dificuldades súbitas ou secundárias a outros fatores, de expressar pensamentos e sentimentos. São inúmeros, dependendo da personalidade de cada pessoa, portanto, das peculiaridades de cada indivíduo.

3 - Qual a origem destes transtornos sob a ótica da medicina tradicional e sob a ótica espírita?

RDB- Não consigo raciocinar nem entender as deficiências mentais ou transtornos sem incluir o raciocínio espírita, mas, poderia dizer que surgem quando um indivíduo sente-se agredido por um fator externo o qual bloqueia seu raciocínio ou sua sensibilidade psíquica. É muito comum que um fato tenha ocorrido muitos anos atrás, na infância por exemplo, e um fato novo, muitas vezes simples e sem gravidade, seja associado, até inconscientemente, com fatos anteriores trazendo à tona questões antigas.

4 - Do ponto de vista espiritual, onde e quando se originam?

RDB- A origem é sempre espiritual, pois o cérebro não pensa, quem pensa é o espírito. O cérebro retransmite o que pensamos. O cérebro, também , não produz sentimentos, apenas reproduz sentimentos da alma. Nossos arquivos perispirituais contém registros de inúmeras encarnações que muitas vezes jazem adormecidos à espera do estímulo para serem corrigidos, burilados e reorganizados de forma equilibrada. Todo o raciocínio acima, da medicina tradicional, é aceito pela visão espírita, apenas é ampliado pelo conhecimento do espírito. E, isto vale para todas as questões nesta área.

5 - Sob o ponto de vista médico e espírita, quais as causas ou origens das deficiências mentais?

RDB - Existem do ponto de vista médico:

- As que se manifestam pelo encontro de genes do pai e da mãe, genes que trazem determinação para defeitos ou doenças;

- As que se manifestam por erros na separação ou distribuição de cromossomos no óvulo e/ou espermatozóide;

- As congênitas, ou seja, as que aparentemente surgem por problemas durante a gestação como provocadas pela rubéola e outras doenças;

- As que se manifestam por traumas de parto, como por exemplo falta de oxigenação cerebral, determinando paralisia cerebral etc.

- As adquiridas após o nascimento, ocasionadas por:

a) acidentes graves;
b) infecções que afetam o sistema nervoso central tipo encefalites e outras;
c) desequilíbrios hormonais como doenças da tireóide e outras;
d) intoxicações graves por venenos;
e) Senilidade ou seja envelhecimento do sistema nervoso central;
f) Doenças Degenerativas do cérebro, como Alzeimer;
g) Acidentes Vasculares Cerebrais, AVC (derrames, tromboses cerebrais).

E muitas outras ...

Na visão espírita, o corpo espiritual, (corpo astral, psicossoma, perispírito...) traz, de outras encarnações, alterações energéticas ou desequilíbrios que vibram em uma determinada frequência e, por isto, sintonizam, favorecem, ou atraem estas situações de distúrbios mentais. Há, também, situações decorrentes da atual existência. O espírito quando produz, constantemente, pensamentos ou expressa sentimentos de baixo nível ou seja , doentios, estes são veiculados pelo perispírito e manifestam-se no corpo gerando graves problemas e alterações no corpo físico modificando a expressão de ideias, pensamentos e sentimentos.

6 - Quais as finalidades ou objetivos espirituais das deficiências físicas e mentais? Débitos? Resgates?

RDB- As finalidades são, sempre, gerar benefícios, ou oportunidades de crescimento para o espírito. São consequências do automatismo da Lei Perfeita do Universo. Nunca são punições ou castigos. A LEI UNIVERSAL é automática. Deus é onipresente e, portanto, está dentro de nós. Quando o Mestre disse: "Vós sois deuses, Deus está em vós", quis nos dizer: Deus não é um ser emocional e externo a nós, que tenha uma personalidade mutável... a Lei está escrita na nossa consciência, no nosso espírito. A LEI Universal, não pune, não premia, não castiga e não perdoa, simplesmente é a LEI DE AMOR E JUSTIÇA... Como estamos mergulhados na Energia Divina, tudo que pensamos, sentimos ou fazemos retorna para nós, é a Lei de Ação e Reação. Automaticamente, há o retorno como há a liberdade em semear, mas há também a obrigatoriedade (automatismo) da colheita. No entanto, cabe-nos continuar a semear para colher ainda nesta vida melhoras importantes. Isto é o mais importante!

7 - Existe alguma deficiência mental e/ou física que não tenha causas espirituais? Toda deficiência física e mental é decorrente da ação do espírito?

RDB- Somos espíritos encarnados, tudo que ocorre no corpo biológico decorre de fragilidades e tendências (que podem ser amenizadas, tratadas ou evitadas) do nosso corpo espiritual as quais, por sua vez, refletem as tendências e fragilidades da essência espiritual. Até mesmo acidentes ocorrem devido a predisposições espirituais do indivíduo. Predisposições não são fatos ou situações que são determinadas, repito, são tendências a serem evitadas ou tratadas. Lembro que podem ser, também, predisposições ou atitudes do espírito tomadas na vida atual.

8 - Os transtornos mentais podem surgir subitamente em pessoas maduras?

RDB- Aparentemente sim, mas sabemos que os computadores do perispírito trazem não uma determinação, mas uma fragilidade ou tendência neste sentido. A manifestação pode ser evitada conforme seu modo de vida ou conforme as atitudes desta pessoa ou poderão não ser evitadas conforme seu modo de agir nesta encarnação.

9 - As deficiências e ou transtornos mentais manifestam-se em estágios? É possível alguém ser portador de uma deficiência mental de manifestação tão sutil que permite o ser desfrutar de uma vida normal? Elas podem ser hereditárias? Podem aparecer em fases da vida, de um momento para o outro? Quais os motivos?

RDB- Há uma autoprogramação nos nossos "computadores" perispirituais no sentido de que o indivíduo expresse uma tendência ou dificuldade na época mais adequada para a eliminação do corpo espiritual dessa deficiência. Tudo que fizemos em vidas anteriores está nos nossos arquivos, somos constituídos de trilhões de núcleos de energia.Tudo que somos, inclusive as questões que ainda não superamos constituem-se em registros ou núcleos de energia. Tais núcleos pulsam, irradiam vibrações que partem da profundidade do nosso espírito e atingem nosso corpo. Como continuamos pensando e emitindo sentimentos, estamos refazendo nosso destino e portanto com pensamentos de amor e harmonia neutralizando alguns núcleos, higienizando outros ou mantendo-os, e até estimulando novos registros. Problemas eclodem em certas épocas da vida dependendo das tendências anteriores, e das atitudes atuais. Há também registros que se exteriorizam na faixa etária correspondente a mesma idade que ocorreram no passado. É a nova oportunidade de refazermos o que fizemos de forma equivocada.

10 - No âmbito do perispírito, como podemos entender as deficiências físicas e mentais? São sempre provas?

RDB- Não, são muitas vezes oportunidades que pedimos para desenvolver novas habilidades, novas percepções, novas sensibilidades. Um grande missionário entre cegos solicitou que antes deste trabalho pudesse reencarnar como cego para associar todo seu amor e sabedoria a experiência de, também, ter sido cego. Associar teoria, amor, sabedoria e vivência prática.

11 - Os processos obsessivos prolongados podem resultar em danos mentais permanentes?

RDB- Sim, podem. Lembremos, no entanto, que esta história tem antecedentes. Ninguém está sendo obsediado sem uma longa história anterior que precisa ser detalhada, conhecida, analisada com amor e sabedoria.

12 - Explique a síndrome de Down.

RDB- Dá um livro bem grande... São espíritos que estão, por amor, tendo uma oportunidade de drenarem algumas deficiências perispirituais para o novo corpo físico. Estão se libertando de deficiências no corpo espiritual através desta drenagem. Cada caso é um caso específico. Seus pais ou afins que convivem, tem um histórico que os une e uma oportunidade de crescimento. Nunca devemos pensar em castigo nem punição esta é uma ideia distorcida e de influência judaico-cristã medieval. Exemplificando, na síndrome de Down (= Mongolismo), como o fenômeno ocorre: Um espírito possui lesões no corpo astral, ao sintonizar as suas vibrações com a psicosfera materna, e com o chakra genésico materno, o seu magnetismo perispiritual determina, automaticamente, que a ovulação se faça de forma patológica. O óvulo ao ser formado ao invés de conter 1 cromossomo de cada par, (numero haplóide) levará um dos pares colados (o par número 21 irá em número diplóide). Não se separam na meiose, ou seja, no processo em que o óvulo divide cada par em sua metade (daí meio = meiose) seus cromossomos. Antes de ser fecundado, este óvulo é envolvido pelas vibrações do espírito reencarnante refletindo o distúrbio perispiritual. As vibrações do óvulo, que correspondem às vibrações do espírito, atrairá o espermatozóide cujos genes estão na frequência vibratória do merecimento ou necessidades evolutivas do espírito. Assim se oportuniza sejam drenadas os desequilíbrios energéticos para o corpo físico, visando libertar o corpo astral de campos energéticos ainda não harmonizados.

13 - Há sofrimento para o portador de deficiência física ou mental acentuada, que não pode usar o livre arbítrio e é dependente integral de terceiros?

RDB- Depende de cada espírito, não se pode generalizar um conceito para todos os casos. Na realidade, o que importa é que está sendo muito beneficiado. Alguns (não todos!) podem estar nesta condição para serem protegidos de grandes equipes de perseguidores espirituais que o deixavam desesperado, outros estão, por amor, se exercitando para outras vidas, outros ainda drenando defeitos do perispírito, e outros se propondo a auxiliar os pais a vencerem dificuldades etc...

14 - Os filhos de mães dependentes químicos podem ser afetados em sua gênese fisio-psíquica e apresentarem deficiência mental ao nascer?

RDB- Sim. Ambos estariam entrelaçados por provas e expiações comuns.

15 - Qual a situação do deficiente mental durante o sono físico? Seu espírito emancipa-se do corpo físico? Ele tem percepção de sua situação atual? Ele goza de lucidez? Mantém a deficiência mental ou liberta-se dela?

RDB- É variável. Às vezes é importante que ele fique preso ao corpo biológico para sua proteção dos obsessores, às vezes se emancipa e retorna à consciência de seus conhecimentos, pois sua passagem aqui é para fins de experiência que solicitou. Às vezes é um espírito violento e, igualmente aos não-deficientes que são violentos, ao se libertar do corpo buscam companhias espirituais trevosas. Vejam, depende de cada caso. Não é possível generalizar.

16 - Os deficientes mentais comunicam-se com o mundo espiritual?

RDB- Sim. Pela emancipação da alma no sono, pela sintonia e influência dos protetores, pela sintonia e influência dos obsessores.

17 - Como ocorrem suas vivências espirituais e emocionais? Como é a percepção deles destes fenômenos?

RDB- Depende de cada caso. Alguns buscam ou são levados durante o sono às colônias de tratamento na espiritualidade, outros guardam percepções de encontros em outras regiões, outros ainda, registram no seu espírito-perispírito e cérebro novas intuições ou estímulos para despertar pensamentos e sentimentos.

18 - Ao desencarnar, o deficiente físico ou mental leva consigo, em seu perispírito, a deficiência experimentada na última existência?

RDB- A curto prazo, alguns sim, outros não. A médio e longo prazo depende da mudança do padrão vibratório mental ou seja da natureza do seu pensamento e sentimento. No seu futuro imediato ou longínquo, todos serão não-deficientes.

19 - Uma encarnação é suficiente para curar uma deficiência mental grave?

RDB- Depende da mudança íntima do espírito.

20 - Como entender a evolução do espírito perante a deficiência física e mental?

RDB- Cada indivíduo tem um histórico:

Em alguns, o desequilíbrio, consequência do passado, está sendo reequilibrado através da drenagem no corpo físico. É uma oportunidade, dada pela Lei de Amor, para que o espírito não permaneça no estágio de desequilíbrio;

Para outros é como um momento de repouso mental visando aliviar suas angústias ou seu desespero.

21 - Nas famílias onde há portadores de deficiências físicas e mentais, é sempre prova para os pais de filhos portadores ou apenas para o reencarnante?

RDB- Geralmente todos estão envolvidos por um passado em comum. Lembro que este envolvimento pode ser, também, por amor, ou por se oferecerem pra auxiliar, mas não há o "acaso" simplesmente.

22 - Como podemos entender o caso de uma pessoa normal, que manifesta uma deficiência mental após ser vítima de um acidente, e fica tolhida do uso de seu livre arbítrio, já na idade adulta? Isto também é prova?

RDB- Já havia nos arquivos do seu corpo espiritual regiões em desarmonia que não foram trabalhadas e, permanecendo em baixa vibração, atraíram ou sintonizaram fatores ambientais que o levaram ao acidente. Trata-se de uma consequência. Sempre será um aprendizado.

23 - O espírito que reencarnará com deficiência mental recebe antecipadamente auxílio daqueles que serão seus pais?

RDB- Alguns sim, se os pais tem condições. Outros tem pais que não possuem equilíbrio ou condições para tal, os protetores espirituais fazem este trabalho.

24 - Quais os aspectos do tratamento e da conduta do indivíduo que merecem maior ênfase, no caso dos transtornos mentais?

RDB- Disposição, na sua essência, para Reforma Íntima.

25 - Existe algum processo fisiopsíquico que permita a restauração do psicossoma de um deficiente mental? Como funcionaria?

RDB- Sim. Há casos de desencarnados que tratamos nas nossas sessões espíritas. Iniciamos esta restauração (tive a ousadia de criar o verbete perispiritoplastia para este processo). A maioria deles continua o processo nos hospitais da espiritualidade. Funciona pela impregnação perispiritual no enfermo de energias dos presentes, ectoplasma, energias da natureza e auxílio dos mentores espirituais. Não é infalível, não depende só de nós, sobretudo depende da fruta estar madura para ser colhida. Mas é preciso existir quem possa colhê-la.

26 - Quais as terapêuticas médica e espiritual indicada para o caso das deficiências mentais? E para os transtornos mentais?

RDB- Depende de cada tipo, melhor é associar várias frentes ou tratamento multidisciplinar com o espiritual: Psicológico, Médico Homeopático, Médico Clínico, Médico Psiquiátrico, Sessões de Desobsessão, Tratamento e Apoio aos Familiares, Serviço Social de Caso e de Grupo com Assistente social, Educação, Educação Espírita, Reunião Semanal de Harmonização no Lar.

27 - A terapêutica do passe pode auxiliar no tratamento de cura das deficiências mentais? E no caso dos transtornos mentais?

RDB- Sim, a transfusão de energias pode auxiliar em qualquer situação. Como sempre, depende de sintonia, ambiente adequado, conhecimento melhor do problema e dedicação.

28 - Quais as recomendações práticas, ao paciente e aos familiares, para lidar com as deficiências físicas e mentais e com os transtornos mentais?

RDB - Daria um livro bem grande... Resumindo: AMOR.

29 - Qual a importância da convivência social para os portadores de deficiências mentais e transtornos mentais? (educação escolar, trabalho, esporte etc.)

RDB- Aprendizado constante, exercício constante, renovação constante, oportunidade constante.

30 - A Casa Espírita, através da Doutrina Espírita, poderia evangelizar os portadores de deficiência e/ou transtorno mentais?

RDB - Sim, porém, com trabalhos adequados e especializados.


Dr. Ricardo di Bernardi
 
Fonte: entrevista, via Internet, com o médico Dr. Ricardo di Bernardi, membro do Instituto de Cultura Espírita de Santa Catarina.
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NÓS SOMOS IGUAIS


Por que eu não sinto o mesmo grau de entusiasmo e energia espiritual com todos?

Não há dúvida de que eu sinto todos de forma diferente. Isso depende de quão perto ou longe eles me parecem em minha atual percepção egoísta. Eu nem sequer noto alguns deles; outros, eu gosto de certa forma, e outros eu ainda rejeito.

Neste sentido, a chave é a minha personalidade ou ânimo, assim como vários detalhes, casos e acontecimentos que tenho ouvido falar, visto ou sentido. No entanto, isso não importa. Na verdade, no caminho espiritual, nós constantemente experimentamos um sentimento crescente de que somos todos iguais e que não há diferença entre branco, preto, vermelho, amarelo, atraente e feio. Nacionalidade, personalidade, língua, e todos os outros atributos externos desaparecem, uma vez que eles são um sinal da percepção limitada dentro das qualidades de nosso mundo.

Não importa como a pessoa foi criada e o que lhe foi ensinado; isso tudo é um mero casulo externo. Ao entrar em contato com desejo do outro, eu descubro uma centelha espiritual nele e seu lugar no sistema integral de almas. Então, eu a experimento apenas como parte do meu próprio corpo.

Então, a minha atitude muda; todos nós nos tornamos iguais. É semelhante à forma como uma mãe ama todos os seus filhos, prestando atenção a cada um deles conforme for necessário. Todos nós somos parte do sistema completo, e, na plenitude, nenhum detalhe pode ser mais importante que os outros.


Rav Dr. Michael Laitman, PhD.


Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 05/11/10, Escritos do Rabash
Bnei Baruch - Sabedoria da Cabala


Fonte: http://www.kabbalah.info/brazilkab/index.htm
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NÃO ADIE O QUE VOCÊ PODE FAZER HOJE


O melhor entre os homens é aquele que tem compaixão; o momento mais abençoado é o "presente", este exato segundo, e a melhor ação é aliviar a dor e o sofrimento dos outros. Você decide iniciar Naamasmarana (repetição do Nome do Senhor) na "próxima quinta-feira", como se a morte tivesse lhe assegurado por escrito que não virá chamá-lo até essa data. Não adie o que você pode fazer hoje ou agora, neste exato momento. Esforce-se pelo seu objetivo. O objetivo se aproximará de você mais rápido do que o ritmo com qual você se aproxima dele. Deus anseia tanto salvá-lo como você anseia ser salvo. Ele é Amor, Ele é Compaixão por todos que se debatem no caminho. Deus concede os desejos de cada um de Seus devotos e, consequentemente, Ele é chamado de Bhaktha Abheeshta Pradha.


Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O QUE É REATIVO E PROATIVO?


A Kabbalah se utiliza bastante dos termos "comportamento proativo" e "comportamento reativo". Proativo e reativo são duas palavras codificadas para definir a natureza da Luz e a do Receptor. A Luz é proativa, a força que causa o processo de criação; nós, como receptores, temos uma natureza reativa. Para que possamos adquirir similaridade de forma com a Luz e nos ligarmos a ela, temos que trabalhar para transformar nossa natureza reativa em proativa.

De uma forma muito simples, podemos explicar que ser Proativo é personificar e carregar os seguintes atributos: ser a causa, compartilhar, estar no controle das coisas, ser o criador de novas situações. Enquanto podemos afirmar que ser Reativo é a soma dos seguintes aspectos: ser o efeito, receber, estar sob o controle das coisas.

Como identificar o comportamento reativo em um nível prático e pessoal? O comportamento reativo está fundamentado sobre o desejo de receber para si mesmo. Ganância, egoísmo, ego. Ele pode ser definido como qualquer tipo de reação a uma situação externa. Esse comportamento pode incluir raiva, ciúme, inveja, excesso de confiança, baixa auto-estima etc.

É o comportamento reativo que nos motiva a tomar prozac quando nos sentimos deprimidos, lexotan quando sentimos ansiedade, álcool quando perdemos a auto-confiança. Todos esses sintomas são apenas falta de Luz.

Se o prozac faz você se sentir melhor, então o prozac é a causa e você é justamente o efeito. O alívio e a sensação de bem estar serão temporários e em pouco tempo iremos cair novamente nas emoções negativas.

Toda vez que assumimos um comportamento que está sendo motivado pelo nosso ego, não estamos compartilhando. Toda vez que reagimos a quaisquer estímulos, motivados por um fator externo, estamos sendo mero efeito e não a causa. Toda vez que deixamos forças externas influenciarem nossos sentimentos perdemos o controle.

Enquanto estivermos vivendo nossas vidas sem nenhum crescimento pessoal ou mudança interna de nossa natureza, não estaremos criando novos níveis espirituais de existência para nós mesmos.

Cada vez que uma reação seja provocada, devemos retomar a restrição original, pisar nos freios de nossas reações. Cada vez que fizermos isso estaremos nos movendo para mais próximos de nossa origem, estaremos promovendo a transformação de caráter com o propósito de adquirir Luz, realização e satisfação duradouras.


Rabino Joseph Saltoun
Diretor do Centro de Estudos da Cabala em São Paulo


Fonte: http://www.josephsaltoun.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O QUE É ALMA E QUAL A SUA ORIGEM? (abordagem da cabala)



Em suas abordagens sobre os mais variados temas, a Kabbalah sempre se refere à alma. Por definição, podemos dizer que a alma é uma energia cósmica que é parte da Luz infinita. Mas de onde vem a alma, qual é o seu início? No mundo físico, o início sempre se dá a partir de uma semente biológica, uma célula que pode ser infinitamente pequena, mas já contém dentro de si uma força de vida, que não é biológica ou física, mas sim espiritual. Portanto, temos que abrir os portões do mundo espiritual se quisermos entender a semente espiritual de nossa existência e receber dela a força vital para renovar nossas forças biológicas e reforçar nossa consciência para vivermos com mais iluminação espiritual e felicidade. Nossa semente espiritual começa no mundo espiritual. De acordo com a Kabbalah, existem dez "Sefirot", dimensões para a realidade. Essas 10 dimensões estão entrelaçadas entre 5 mundos distintos. O primeiro mundo, "Adam Kadmon", Homem Primordial, está relacionado com a Sefirá "Keter". O Homem Primordial não é o homem como conhecemos, em manifestação de corpo, e sim a nossa essência espiritual, a força da vida. Essa essência foi, então, se desenvolvendo de acordo com os mundos, até que no "Mundo de Briá" (Mundo da Criação, relacionado com a Sefirá "Biná") foi criado Adão. 

Este Adão não é Adam Kadmon, não é a mesma consciência de Adam Kadmon, mas tem a lembrança da semente de seu nascimento espiritual que foi Adam Kadmon. Este Adão é o da estória Bíblica de Adão e Eva no Paraíso, que todos já conhecemos. O que a Kabbalah nos ensina é que a Bíblia não é um livro de estórias e sim um CÓDIGO CÓSMICO, uma descrição de um mundo paralelo, espiritual. Adão e Eva eram, na verdade, uma alma só, dividida. Não eram pessoas físicas, mas uma inteligência. Quando cometeram o "pecado" no Paraíso, foram então expulsos. A palavra "expulsão" deve ser percebida como "EXPLOSÃO". Depois dessa explosão, cada parte de Adão criou um ser humano, na maneira de nossa alma, criando o processo da vida da humanidade e o aparecimento de todas as gerações. Por isso cada um de nós, nesse nível de consciência, tem uma parte espiritual de Adão, que representa a consciência coletiva de todos os seres humanos.



Rabino Joseph Saltoun



Fonte: http://www.josephsaltoun.com.br/site/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O PENSAMENTO DA CABALA



O pensamento da cabala ocupa-se da dialética da "natureza interior" versus a "natureza exterior", do "oculto" versus o "revelado". No Zohar, assim como em toda a literatura mística judaica, tudo que existe é considerado como sendo ao mesmo tempo "oculto e revelado", "natureza interna e natureza externa", "luz e recipiente", "alma e corpo", "corpo e vestimenta" ... Este contraste, esta correlação dentro da unidade, está inscrita no âmago da realidade. 

O pensamento místico judaico ocupa-se da dialética que esta correlação envolve, pois aquilo que é oculto está tornando-se manifesto. Deus é o "mais oculto entre as coisas". Nossos pensamentos não conseguem compreender aquilo que poderíamos ser tentados a chamar de Sua natureza, Sua essência, e nossa linguagem humana deficiente e limitada só nos permite designá-Lo, com reverência e como que à distância, por uma única palavra, "Ele".

No entanto, Deus manifesta-Se em Suas obras: "Ele as circunda e as preenche"; "Ele é onipresente". Ele está muito perto de nós, e é por isso que podemos voltar os nossos corações a Ele e dizer-Lhe: "Tu". Seu Nome ainda permanece "alam", "oculto", mas "no tempo vindouro", na era messiânica, seremos capazes de "proferi-Lo", pois então O conheceremos; compreenderemos Sua "essência" na celebração da Sua Glória.

Um nome, diz o Sefer ha-Bahir, revela a essência, a alma, daquele que o possui, e o Ramban salienta que o nome de Deus, Elo-him, define e governa as forças atuantes no mundo. Rabi Iossef Gikatilla nos diz que o Nome Divino não é uma simples palavra denominadora que descreve Deus: ele é a própria Realidade de Deus.

Nos dias vindouros, "o Senhor será o Rei de toda a terra... o Senhor será um e o Seu Nome será Um" (Zacarias 14:9). Com essas palavras, o profeta Zacarias prediz que, na era messiânica, quando o reino de Deus se estenderá por toda a Terra, a Essência de Deus e o Nome de Deus aparecerão em sua Unidade intrínseca, se assim podemos chamá-la, em sua verdadeira identidade.



Rabino Alexandre Safran



Fonte: dos livros "La Cabala" e "Sabiduria de la Cabala"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

MATURIDADE ESPIRITUAL


Na maturidade espiritual, o oposto de injustiça não é justiça, mas compaixão. Não eu contra você, não eu querendo endireitar o atual mal, lutando para ganhar um resultado justo para mim e os outros, mas compaixão, uma vida que não vai contra nada e preenche tudo.



Charlotte Joko Beck

"Nothing Special", loc. 798 (Trechos Budistas)



Fonte: www.darma.info.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ETZ CHAIYM - A ÁRVORE DA VIDA


A Árvore da Vida é um diagrama que representa a composição básica de tudo o que existe no Universo. Abrange todos os planos através dos quais a vida se manifesta, representa a totalidade da realidade.

O nome Etz Chaiym, na verdade, significa Árvore das Vidas. Vida está no plural, pois representa as várias possibilidades de um único ser. Etz significa “árvore”, mas também “estrutura”. Portanto, Etz Chaiym pode também ser entendida como “Estrutura das Vidas”. Assim compreendemos melhor o que ela nos ensina.

A Árvore da Vida também é conhecida como “Os 32 Caminhos da Sabedoria”, pois ela traduz 10 virtudes a ser desenvolvidas e 10 dimensões da existência vivenciadas de acordo com 22 características possíveis.

Estas 10 dimensões representam os 10 níveis da realidade que estão acontecendo ao mesmo tempo e os 10 níveis da alma do ser humano. Estas 10 possibilidades são estudadas pelo nome de S'fiyrote.

As 22 características dentro de cada uma das S'fiyrot são representadas pelas especificações espirituais das 22 letras do alfabeto hebraico. As letras hebraicas são os cabos de transmissão do Shefaa (fluxo de Luz Espiritual). Em cada dimensão que a Luz passa, ela pode se manifestar de 22 formas diferentes.

Cada dimensão é uma manifestação de um atributo da Luz. Estas dimensões são distribuídas em 4 planos:

OLAM HA ASSIYAH - PLANO DA AÇÃO - Corresponde à Mal'khut (o mundo físico e material).

OLAM HA Y'TZIYRAH - PLANO DA FORMAÇÃO - Corresponde a Y'sod (fundamento), Hod (Glória), Netzach (Imortalidade), Tif'eret (beleza), G'vurah (desejo de receber) e Chessed (desejo de compartilhar). Formam o mundo das emoções.

OLAM HA B'RIYAH - PLANO DA CRIAÇÃO - Corresponde à Biynah (entendimento).

OLAM HA ATZIYLUT - PLANO DA EMANAÇÃO - Corresponde a Chokh'mah (sabedoria) e Keter (coroa).



Rav Mario Meir



Fonte: Academia de Cabala
www.academiadecabala.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

LIBRA: A BUSCA DO EQUILÍBRIO


O mantra espiritual de Libra é: “Eu escolho o caminho que conduz entre as duas grandes linhas de força.”


Essas “duas grandes linhas de força” são aquilo que chamamos de espírito e matéria. Essa é a grande dualidade fundamental no universo. Espírito e matéria são forças complementares, e é a interação entre os dois que cria todas as coisas existentes. Em cada coisa, tanto espírito como matéria estão presentes, em variadas proporções. A perfeição consiste no equilíbrio entre essas duas forças, ou seja: as duas se relacionarão de maneira que cada uma desempenhe o seu devido papel, em harmonia com a outra.



O equilíbrio entre espírito e matéria é alcançado através do grande processo evolutivo que está acontecendo em nosso universo — um processo do qual somos parte. Esse processo envolve primeiro a experiência e o conhecimento da matéria, depois a experiência e o conhecimento do espírito, e finalmente o equilíbrio entre ambos. Numa analogia talvez excessivamente simples, é como se fossemos medir quanto é a metade de um objeto: para isso pegamos a ponta de uma fita métrica e encostamos numa extremidade do objeto, depois estendemos a fita até a outra extremidade do objeto, assim conhecemos o seu tamanho total e só então podemos encontrar o seu meio. Portanto, ir de um extremo ao outro faz parte do processo de conhecer o todo, para então poder equilibrar corretamente.



A consciência humana está focalizada principalmente no lado material das coisas e simplesmente desconhece o lado espiritual. Assim, mesmo que não perceba, o ser humano leva uma vida desequilibrada e parcial, uma vida na qual predomina a materialidade. O que para nós parece equilíbrio ainda não é o verdadeiro meio-termo, pois ignoramos muita coisa. Como vemos só uma parte, achamos que o equilíbrio está ali em seu meio. Se víssemos o todo, perceberíamos que o ponto médio ainda está distante.



A espiritualidade é um convite a descobrir o outro lado, para assim descobrir o todo. Uma parte já conhecemos: a material; está faltando conhecermos a outra. A espiritualidade é um convite ao equilíbrio, mas um equilíbrio cada vez mais abrangente e completo. A descoberta do outro lado é um processo gradual. Cada novo pedacinho que vemos e incluímos nos leva a reposicionar o que consideramos como o meio. Por isso, em nossa busca por equilíbrio, devemos estar atentos para não estagnarmos numa concepção fixa de como o equilíbrio é. O que consideramos como equilíbrio vai mudando à medida que a consciência se expande.



A grande dualidade universal de espírito e matéria reflete-se no plano emocional como o que é chamado de pares de opostos — prazer e dor, felicidade e sofrimento, afeto e raiva, atração e repulsão, etc. Esses pares de opostos apresentam a cada ser humano o primeiro campo de treinamento em equilíbrio. Normalmente, o ser humano vive ocupado com esses opostos emocionais, lutando com eles, distraído com eles, e não percebe a dualidade principal de espírito e matéria. Quando o indivíduo compreende que esses dois opostos emocionais são ambos parte da vida, quando pode aceitar ambos e ficar indiferente diante eles, então, tendo alcançado o equilíbrio emocional, torna-se possível confrontar a dualidade principal e avançar em direção a um equilíbrio maior.



Ricardo Georgini



Fonte: http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com/
Fonte da Gravura: https://www.cuded.com/digital-art-2-by-llen29/

A REDENÇÃO PESSOAL DIÁRIA



Todo nosso trabalho espiritual na verdade tem um único propósito: permitir que nos transformemos em verdadeiros seres que compartilham, através da libertação completa do Desejo de Receber para Si Mesmo.

Se mantivermos uma mínima parcela que seja de Desejo de Receber para Si Mesmo e tudo o que a isto está ligado, não poderemos nos conectar com a alegria e a plenitude que o Criador deseja para nós. Devemos nos lembrar continuamente desse fato, até que se enraíze o mais profundamente possível em nossos corações e em nossas almas.

Uma parábola antiga aborda esse ponto muito apropriadamente: Para celebrar o casamento de sua filha, um grande rei emitiu um decreto. Bem cedo no dia do casamento, olharia pela janela de seu palácio - e a primeira pessoa que visse poderia ter um desejo satisfeito, não importa quão extravagante pudesse ser. Quando chegou o grande dia, o rei olhou para a cidade e viu um homem andando pela rua. Quando o indivíduo de sorte foi levado à sua presença, o rei disse-lhe que poderia ter o que quisesse. Então, o que seria? O homem pensou por alguns instantes, e então revelou seu desejo. "Ontem esbarrei em uma hera venenosa," disse ele, "e estou me coçando demais. Meu desejo é viver nos estábulos do rei para que eu possa me coçar à vontade, até que a coceira desapareça". Quando escutou aquilo, o rei ficou atônito. "Que tolo é você!" exclamou. "Se a coceira por causa da hera venenosa é sua maior preocupação, você poderia ter solicitado o médico real, que lhe teria dado uma fórmula para aliviá-lo imediatamente desse desconforto. Ainda melhor, você poderia reconhecer a hera venenosa como um problema de menor importância que é. Você poderia ter pedido qualquer coisa no mundo e eu lhe teria dado. Em vez disso, você quis ficar no estábulo com meus cavalos, e é para onde você vai agora"!

Em vez de pedirmos ao Criador para preencher nossos Desejos de Receber, podemos pedir que o Desejo de Receber seja eliminado de nós. Mais ainda, podemos viver cada momento de forma a agilizar essa eliminação.

Cada dia é um mundo em si, com suas tarefas próprias a serem realizadas. O que deve ser feito hoje não pode ser feito amanhã ou depois de amanhã. Ao mesmo tempo, todo nosso trabalho tem o objetivo compartilhado de nos libertar do desejo de auto-satisfação.




Rav Michael Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

VERNIZ SOCIAL


"A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que lhe são a manifestação. Entretanto, não é preciso fiar-se sempre nas aparências; educação e o hábito do mundo podem dar o verniz dessas qualidades..." (Cap. IX, item 6.) 


Nem sempre conseguimos mascarar por muito tempo nossas verdadeiras intenções e planos matreiros. Não dá para enganar as pessoas por tempo indeterminado. Após vestirmos as roupagens da afabilidade e doçura para encobrir rudeza e desrespeito, vem a realidade dura e cruel que desnuda aqueles lobos que vestiram a "pele de ovelha". 

Realmente, é no lar que descortinamos quem somos. É no lar que escorre o verniz da bonança e da caridade que passamos sobre a face e que nos revela tal como somos aos nossos familiares. 

Trazemos gestos meigos e voz doce para desempenhar tarefas na vida pública, no contato com chefes de serviço e amigos, com companheiros de ideal e recém conhecidos, mas também trazemos "pedras nas mãos" ou punhos cerrados no trato com aqueles com quem desfrutamos familiaridade. 

Por querer aparentar alguém que não somos, ou impressionar criaturas a fim de conquistá-las por interesses imediatistas, é que incorporamos personagens de ficção no palco da vida. Ou seja, é como se cumpríssemos um "script" numa representação teatral. Nada mais do que isso. 

Em várias ocasiões, integramos em nós mesmos não só a sociedade visivelmente "externa", com suas construções, praças, casas e cidades, mas também a sociedade em seu contexto "invisível", que na realidade, se compõe de regras e ordens sociais, bem como dos modelos de instituições criadas arbitrariamente. 

Captamos, através de nossos sentidos espirituais, todos os tipos de energia oriunda da população. Através de nossos radares sensíveis e intuitivos passamos a representar de forma inconsciente e automática um procedimento dissimulado sob a ação dessas forças poderosas. 

Maquilagens impecáveis, jóias reluzentes, perfumes caros, roupas da moda e óculos charmosos fazem parte do nosso arsenal de guerra para ludibriar e corromper, para avançar sinais e para comprar consciências. Não nos referimos aqui à alegria de estar bem trajado e asseado, mas à maquiavélica intenção dos "túmulos caiados". 

Por não nos conhecermos em profundidade é que temos medo de nos mostrar como realmente somos. 

Num fenômeno psicológico interessante denominado "introjeção", que é um mecanismo de defesa por meio do qual atribuímos a nós as qualidades dos outros, fazemos o papel do artista famoso, dos modelos de beleza, das personagens políticas e religiosas, das figuras em destaque, dos parentes importantes e indivíduos de sucesso, e por muito tempo alimentamos a ilusão de que somos eles, vivenciando tudo isso num processo inconsciente. 

Desse modo, nós nos portamos, vestimos, gesticulamos, escrevemos e damos nossa opinião como se fôssemos eles realmente, representando, porém, uma farsa psicológica. 

Ter duas ou mais faces resulta gradativamente em uma psicose da vida mental, porque, de tanto representar, um dia perdemos a consciência de quem somos e do que queremos na vida. 

Quanto mais notarmos os estímulos externos, influências culturais, físicas, espirituais e sociais em nós mesmos, nossas possibilidades de relacionamento com outras pessoas serão cada vez mais autênticas e sinceras. A comunicação efetiva de criatura para criatura acontecerá se não levarmos em consideração sexo, idade e nível socioeconômico. Ela se efetivará ainda mais seguramente sempre que abandonarmos por completo toda e qualquer obediência neurótica aos modelos aprendidos e preestabelecidos. 

Abandonemos o "verniz social" que nos impusemos no transcorrer da vida. Sejamos, pois, autênticos. Descubramos nossas reais potencialidades interiores, que herdamos da Divina Paternidade. Desenvolvendo-as, agiremos com maior naturalidade e, consequentemente, estaremos em paz conosco e com o mundo.




Francisco do Espirito Santo Neto / Hammed






Fonte: do livro “Renovando Atitudes”
http://www.mail-archive.com/mensageiros@grupos.com.br/msg06994.html
Fonte da Gravura: Tumblr.com

AS 10 DIMENSÕES DA CABALÁ



A Cabalá Contemplativa não é uma tradição meramente intelectual. Toda a literatura disponível sobre os mistérios da Cabalá não terá qualquer valor se este conhecimento não for aplicado em nossas vidas. O correto entendimento dos códigos presentes na Torá oferece todas as ferramentas espirituais que necessitamos para que nos tornemos melhores através do despertar de nossa consciência adâmica.

E o que pretendemos com isso? Num primeiro momento, todos têm em mente a possibilidade de mudar a realidade ao seu redor, não sendo uma coincidência que muitos busquem a espiritualidade exatamente quando a vida lhes parece menos generosa. Porém, tudo o que percebemos fora nada mais é do que um reflexo do que se passa dentro de cada um de nós, e todos nós optamos, de forma consciente ou não, por viver em uma das 10 dimensões identificadas pela Cabalá.

Em qual dimensão você está vivendo?

A primeira delas (a mais baixa), é chamada de Estado de Gueinon ("inferno"): vive-se aqui totalmente no escuro e escravo da contra inteligência (a força de oposição à Luz). A angústia e o medo são constantes e não há perspectiva alguma de melhora.

A segunda dimensão também é usada pela contra inteligência, o Estado de Fome: sua principal característica é o puro desejo de receber para si mesmo e a sensação constante de insaciabilidade. A pessoa é escrava de suas próprias necessidades e a angústia de não ter (ou não ter o suficiente) é avassaladora.

O Estado da Reatividade é a terceira dimensão: aqui a pessoa resolve que as coisas vão mudar. É perigosa na medida em que existe uma medida certa, mas existe sempre o risco de se empolgar com os resultados e a pessoa julgar que a reatividade é a solução para todos os seus problemas.

A quarta dimensão é o Estado da Ira: esta é a dimensão da pessoa que se identifica como o "Homem de D-us". Ele está tão reativo que se torna insensível e duro, mas forte, o que é um problema. O "Homem de D-us" não precisa de ninguém que lhe diga o que fazer; ele desconhece a humildade. Pode-se, aparentemente, até prosperar e se tornar espiritualmente poderoso, mas, ainda assim, estará apenas fazendo o jogo da contra inteligência.

A partir da quinta dimensão, a pessoa começa a entrar no caminho da Luz. O Estado da Tranquilidade corresponde ao momento em que se consegue aquietar a mente e o coração, o que resulta na controle da ansiedade. O indivíduo encontra aqui o seu caminho, a sua missão. O risco de se sentir "confortável" é a comodidade e a estagnação, cuidado.

Na sexta dimensão é a que faz a Luz descer sobre o indivíduo, o Estado da Alegria: a Shechiná (Presença Divina) só se manifesta através da alegria. Tudo que é muito sério tende a pesar, a petrificar. Não devemos confundir, contudo, alegria com euforia. Podemos viver permanentemente num estado de alegria, mas a euforia é sempre passageira.

O Estado de Erudição é a sétima dimensão: a conciliação de sabedoria e entendimento sem perder a tranquilidade e a alegria, pois é comum o erudito se fechar em seu próprio mundo.

O Estado da Absorção, a oitava dimensão, vai além da mente e do coração. Você absorve. É um estado de receptividade. Aqui se almeja o Estado de Tsadik.

O Estado de Tsadik é a nona dimensão: o iluminado vê justiça em tudo. Aqui a vida é totalmente clara e é possível se compreender a lógica do universo.

A última dimensão é o Estado de Mashiach: neste estágio a pessoa se sente responsável pela sustentação do universo. De fato, ela não mais vê diferença entre ela e o universo, e o menor de seus gestos afeta todo o resto. O Estado de Mashiach corresponde a estar fundido ao Eterno. Qualquer pessoa deve almejar o Estado de Mashiach. Não se trata de algo reservado para "escolhidos".

O despertar da consciência adâmica é o resgate da unidade original - a missão de todos os seres humanos. Não podemos esquecer nunca que todos nós e o Eterno somos Um e que esse é o grande sonho do Criador para a Sua Criação.




Rav Mario Meir



Fonte: Academia de Cabala
www.academiadecabala.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

PENSAMENTOS - PALAVRAS - ATOS (FORÇAS POSITIVAS X FORÇAS NEGATIVAS)



Todos os nossos pensamentos, palavras, atitudes e atos, bons ou maus, são criações energéticas que se tornam eternas. Chegou o momento de tomar conhecimento e entender que nossos pensamentos e nossas falas se transformam em registros indeléveis. No momento em que emitimos uma crítica negativa de qualquer espécie, ela fica registrada, no nível sutil, no chamado Registro Akáshico ou Livro da Vida. É desta forma que criamos nossos débitos cármicos, nos tornamos vítimas de nós mesmos, devido à Lei Universal do Retorno. Não sabemos, mas somos nossos próprios algozes: atraímos as doenças físicas ou mentais, como também atraímos as desgraças (porque perdemos o Dom da Graça). Deus não tem nada a ver com nossos infortúnios. Nós, somente nós, é que atraímos tudo o que nos acontece de bom ou de ruim.

Usamos mal as energias de que dispomos para nosso desenvolvimento. Nossa más criações sonoras, mentais e emocionais nos distanciam da perfeição, desorganizam nossa vida. A humanidade não percebeu ainda que a causa de nossos infortúnios somos nós mesmos. Vivemos nos perguntando: por que tudo dá errado em nossas vidas? Por que as coisas não andam? Por que a doença? Geralmente culpamos alguém. Passamos a achar que é por inveja, mau olhado, etc. O melhor que temos a fazer neste caso, quando enredados nesta situação desesperadora auto criada e da qual não conseguimos achar uma saída, é realizar um honesto exame de consciência, observarmos nossas ações, palavras, intenções, pensamentos e atitudes com relação a nós mesmos e aos outros, e ver se são construtivas (fraternas) ou negativas (egoístas).

A Lei do carma é uma lei universal, também chamada de Lei do Retorno. É através desta Lei que a humanidade vem se desenvolvendo e evoluindo. O livre-arbítrio é a tônica máxima no processo de evolução de nosso planeta. O livre arbítrio nos dá o poder de decisão da escolha: escolha da qualidade energética do som que emitimos através da fala, da qualidade energética de nossos pensamentos, de nossas atitudes e ações. Neste caso o livre-arbítrio nos oferece duas opções: a opção pelo belo, pela harmonia, pelo construtivo ou a opção pelo feio, pelo desarmônico e pelo destrutivo. Estas duas opções implicam em suas devidas consequências e interferências energéticas, positivas ou negativas, com relação a nós mesmos, aos outros e aos ambientes em que vivemos.

A humanidade, de um modo em geral, a meio caminho da jornada evolutiva, esqueceu que sua existência na Terra tem, como propósito, o aprendizado das boas qualidades. Em sua maioria as pessoas se deixaram, e ainda se deixam, levar pela ânsia do poder, da ganância, do domínio, da calunia, da mentira e dos desejos descontrolados da materialidade. Esqueceram-se de que, em essência, somos seres espirituais. Esqueceram-se de que o corpo físico é apenas um instrumento que utilizamos para experimentar a vida neste mundo mais denso. Esqueceram-se de que vieram para este plano de materialidade para aprender a vencer e suplantar as ilusões criadas pela materialidade, aprender a dominar e subjugar o ego (personalidade) cheio de vontades, para poder acessar o Eu Divino (Eu superior).

A humanidade está aprisionada em um padrão vicioso e não vê saída; enredou-se no negativo e no destrutivo. As pessoas criaram a sua própria prisão cármica e, conseqüentemente, suas doenças, seus sofrimentos, suas desgraças. Agora, está em suas mãos o caminho que vão seguir... suas escolhas, seus pensamentos...

Você está vivendo em um novo tempo onde novas curas, terapias e crenças estão à sua disposição... é você quem decide! Basta escolher um caminho... de amor, cura e transformação!




Deborah Bergman



Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=05375
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A ÁRVORE DA VIDA


Entre os diversos códigos contidos na passagem de Adão e Eva no jardim do Éden, encontramos duas diferentes árvores. Uma é chamada "árvore da penetração do bem e do mal" e a outra é chamada "árvore da vida". A primeira indica algo muito diferente da interpretação literal, que ouvimos desde crianças. Ela indica a visão fragmentada que nos faz enxergar o mundo físico, ou mundo dos dez por cento, completamente separado do mundo dos outros noventa por cento.

Já a árvore da vida vem a representar o mundo dos cem por cento, ou a consciência que permite-nos identificar nosso mundo físico como parte integrada à diversas outras dimensões. Esta estrutura é alimentada por uma substância primordial e infinita, que é a origem e satisfação de todos os nossos desejos, denominada Luz. E o desejo de receber esta luz é a nossa essência e o que nos mantém vivos.

Mas, se temos disponível uma infinita fonte de luz e nossa essência é o desejo de receber luz como se explicaria o fato de tantas pessoas passarem a vida repletas de escuridão e sombra?

O problema é que no caminho extra-físico pelo qual esta luz se propaga, desde sua emanação até chegar aqui em nós, existem dez diferentes cortinas. O mundo físico, dos dez por cento aparentes, no qual vivemos, se encontra após a décima cortina, e é portanto onde se tem menor visão da totalidade. Por ficar delimitado por uma cortina passamos a achar que ele é tudo que existe.

Assim, quando surgem os obstáculos em nossa vida, normalmente os enxergamos apenas pela ótica mais aparente. Desta forma, enxergamos apenas a ponta de todo o processo. E fica muito difícil resolver um problema enxergando, no máximo, um décimo de sua totalidade. Surgem, então, aqueles inúmeros problemas sem solução:

- Minha crise financeira não tem mais saída;
- Nunca tive sucesso em minha vida afetiva;
- Estou sempre com uma doença diferente.

Todos estes impasses, situações aparentemente sem solução, que assistimos com frequência em nosso cotidiano, são visões fragmentadas da realidade, de quem enxerga apenas o mundo aparente dos dez por cento. Quando passamos a enxergar a totalidade, ou seja, o mundo dos cem por cento, nossa visão se amplia em dez vezes e passamos a identificar um tesouro em cada obstáculo com que nos deparamos. Algo essencial para o nosso crescimento, pois somente vendo-se além do aparente é que é possível entender a profunda dinâmica relacionada a tudo aquilo que se apresenta em nosso caminho.

Ian Mecler



Fonte: Portal da Cabala
www.portaldacabala.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

UM BOM SINAL

Sempre que escolhemos o prazer temporário, atrasamos a chegada da felicidade de longo prazo.

Quando estamos dispostos a suportar um desconforto temporário, temos grandes chances de alcançar a plenitude duradoura.

Se você estiver se sentindo desconfortável ao fazer seu trabalho espiritual, é um bom sinal, indica que está no caminho certo.


Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A FÉ: MÃE DA ESPERANÇA E DA CARIDADE



Para ser proveitosa, a fé tem de ser ativa; não deve entorpecer-se. Mãe de todas as virtudes que conduzem a Deus, cumpre-lhe velar atentamente pelo desenvolvimento dos filhos que gerou.

A esperança e a caridade são corolários da fé e formam com esta uma trindade inseparável. Não é a fé que faculta a esperança na realização das promessas do Senhor? Se não tiverdes fé, que esperareis? Não é a fé que dá o amor? Se não tendes fé, qual será o vosso reconhecimento e, portanto, o vosso amor?

Inspiração divina, a fé desperta todos os instintos nobres que encaminham o homem para o bem. É a base da regeneração. Preciso é, pois, que essa base seja forte e durável, porquanto, se a mais ligeira dúvida a abalar que será do edifício que sobre ela construirdes? Levantai, conseguintemente, esse edifício sobre alicerces inamovíveis. Seja mais forte a vossa fé do que os sofismas e as zombarias dos incrédulos, visto que a fé que não afronta o ridículo dos homens não é fé verdadeira.

A fé sincera é empolgante e contagiosa; comunica-se aos que não na tinham, ou, mesmo, não desejariam tê-la. Encontra palavras persuasivas que vão à alma. ao passo que a fé aparente usa de palavras sonoras que deixam frio e indiferente quem as escuta. Pregai pelo exemplo da vossa fé, para a incutirdes nos homens. Pregai pelo exemplo das vossas obras para lhes demonstrardes o merecimento da fé. Pregai pela vossa esperança firme, para lhes dardes a ver a confiança que fortifica e põe a criatura em condições de enfrentar todas as vicissitudes da vida.

Tende, pois, a fé, com o que ela contém de belo e de bom, com a sua pureza, com a sua racionalidade. Não admitais a fé sem comprovação, cega filha da cegueira. Amai a Deus, mas sabendo porque o amais; crede nas suas promessas, mas sabendo porque acreditais nelas; segui os nossos conselhos, mas compenetrados do um que vos apontamos e dos meios que vos trazemos para o atingirdes. Crede e esperai sem desfalecimento: os milagres são obras da fé. - José, Espírito protetor. (Bordéus, 1862.).




Allan Kardec



Fonte: do livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal