domingo, 23 de junho de 2013

AS REPRESENTAÇÕES MENTAIS E SEUS DANOS

Psicologia Gnóstica
Nas palestras anteriores, viemos estudar os diferentes aspectos relacionados com a Mente, e acredito que devemos seguir nos aprofundando no terreno prático, nos fatos interessantes que consistem na eliminação dos agregados psíquicos, que são bastante difíceis, mas que é possível eliminá-los. Entretanto, existe algo que devemos vigiar, que são exatamente as representações da mente.

Na Mente existem muitas representações mentais, suponhamos que temos na nossa Mente a representação de um amigo a quem estimamos e que alguém muito importante fala mal desse nosso amigo, levantando contra ele toda classe de calúnias, ofensas etc. Nós “damos ouvidos” a toda esta conversa e então a Imagem que temos do nosso amigo, a representação, fica alterada.

Antes era a imagem de um sujeito muito amável e que agora esta imagem assume, em nosso entendimento, a figura que o outro lhe tem dado, possivelmente de um bandido, um falso amigo etc.
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Dentro da nossa Mente existem milhares de representações que podem ser alteradas, se dermos ouvidos às conversações negativas, às calúnias, ouvir o que “ouvi dizer” etc.

De maneira que, não somente os agregados psíquicos, vivas representações dos nossos defeitos psicológicos, que levamos dentro do nosso ser, constituem um fardo pesado que carregamos, mas não devemos nunca esquecer essa questão das Representações da Mente.

Caminhantes do Sendeiro que deram ouvido às conversações negativas, por estarem em corredores onde somente se escutam frases negativas, tendem a se deformar em muitas Representações da Mente. É que elas são verdadeiros demônios que criam uma série de obstáculos intransponíveis para o despertar da Consciência.

É grave carregar tais elementos inimigos dentro de si mesmo, na nossa própria Mente. O melhor é não ter Efígies de tipo negativo, por isso é necessário apelar ao Poder Serpentino, que se desenvolve no corpo do gnóstico, Devi Kundalini Shakti, para que elimine tais representações de tipo negativo.

Na realidade, não deveríamos ter representações negativas ou positivas na nossa Mente… A Mente tem de se tornar serena e à disposição do Ser, para isso a personalidade humana deve ser passiva. Uma personalidade passiva recebe as mensagens que vêm das Partes mais elevadas do Ser, que passam através dos Centros Superiores do Ser, antes de entrar na Mente.

Por isso temos de eliminar os elementos pesados, os agregados difíceis, relacionados com o Mundo de 96 Leis, ou seja, a Região do Tártaro, para termos uma personalidade passiva…

A personalidade ativa é controlada pelos agregados de ódio, orgulho, inveja, luxúria, os abomináveis amores, o egoísmo, a vaidade perante os nossos semelhantes, por isso esquecemos que somos simples vermes no lodo da terra.

Se eliminarmos da nossa psique todos esses elementos psicológicos tão pesados, nossa personalidade humana torna-se passiva e a Mente se volta receptiva para as mensagens que descem das Partes mais elevados do Ser, através dos Centros Superiores do nosso Ser.

Compreenderam agora, meus irmãos, a necessidade de eliminar esses elementos que tenho citado? Com Devi Kundalini Shakti, ou seja, a Serpente Ígnea dos nossos mágicos poderes, pode-se eliminar, de fato, esses elementos pesados. Se continuarmos dando alimento às diferentes representações, é claro que a Mente não será serena, jamais será uma Mente projetista que está acondicionada no tempo e na dor.

Analisando a fundo, vê-se que devemos não só eliminar os agregados psíquicos indesejáveis, mas também as Representações, que são um problema difícil para a Iluminação Interior.

As representações e os diversos agregados acondicionam de tal forma a Consciência que a mantêm presa dentro de um trilho, nada agradável da subconsciência, da infraconsciência ou da inconsciência. No mundo oriental se fala muito em síntese, aliás já falamos sobre isso, no Budismo Zen-Chan se diz que: “Temos de conseguir a Quietude da Mente, o Silêncio da Mente, com o propósito de chegar, um dia, a entrar no Vazio Iluminador”.
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Nós estamos sempre, na vida prática, na batalha das teses e antíteses, nessa luta terrível dos opostos nunca existe paz numa Mente assim…

Madame Blavatsky, no seu livro A Voz do Silêncio, tem uma frase que gosto muito, que diz: “Antes que a Chama de Ouro possa arder com a Luz Serena, a lâmpada deve ser bem cuidada, estar ao abrigo de todos os ventos e dos pensamentos, que devem cair mortos na porta do Templo…”

Conforme formos estudando as pregas da Mente, percebemos que a quietude, silêncio total da Mente é possível se ela não estiver ocupada com os agregados psíquicos e as representações.

Não devemos carregar em nossa Mente coisas que não são do nosso Ser. Poderiam me contestar, dizendo que existem representações louváveis, claras, magníficas, maravilhosas etc., tudo isso é aceitável, mas o mais importante em nós é o Ser. Enquanto nosso Templo estiver cheio de elementos estranhos, coisas de fora, animais, representações, agregados, pode-se dizer que existe um sono profundo na Consciência. Se existir inconsciência, há de ter sonhos vagos, mórbidos, néscios, incoerentes, imprecisos etc.

Já dizia Platão: “Conhece-se o homem por seus sonhos”. Realmente, a vida dos sonhos é uma consulta importantíssima, porque os sonhos de cada um dizem o que cada um é… Feliz o dia em que nós deixaremos de sonhar…, aí teremos triunfado! Enquanto existirem os sonhos na Mente, sonhos imprecisos e absurdos, isto nos indica que vamos muito mal. O verdadeiro Iluminado não tem sonhos, os sonhos são para os adormecidos.

O Verdadeiro Iluminado vive nos Mundos Superiores, fora do corpo físico, em estado de intensificada vigília, sem sonhar jamais, está desperto no Espaço Psicológico. Por isso, reflitam sobre a necessidade de se conseguir a Quietude ou o Silêncio da Mente.

Expliquei na vez passada sobre os três alimentos, disse que o primeiro alimento é do corpo físico, falamos também sobre o segundo alimento, que é a respiração, mais importante do que aquele do estômago, que não vou acrescentar nada hoje sobre eles, mas há um terceiro alimento que eu já disse a vocês, o das Impressões.

Ninguém pode viver sem as impressões. Vocês enxergam através das impressões, assim também me escutam, a mente de vocês está percebendo o quê? Uma série de impressões, que vem a vocês numa figura vestida com uma indumentária Sagrada da Ordem dos Cavaleiros do Santo Graal etc. Tudo isto chega a vocês através das Impressões…

Infelizmente, o ser humano não sabe selecionar as suas impressões, o que diriam vocês se agora, estando aqui neste salão, abríssemos a porta para que ladrões entrassem aqui? É claro que o Guardião não cometeria esse um absurdo e todos eles fugiriam… Mas não fazemos o mesmo com as Impressões, abrimos as portas para as Impressões Negativas do mundo, elas penetram em nossa psique e fazem o diabo lá dentro, transformando-se em agregados psíquicos e desenvolvendo o Centro Emocional Negativo. Conclusão, elas chegam do lodo e nós abrimos as portas… É correto isso? É correto que uma pessoa que está cheia de emoções negativas, emanando do seu Centro Emocional Negativo, seja acolhida por nós? É certo que abramos as portas a essa pessoa?

Parece que não sabemos selecionar as Impressões e isso é grave! Temos de aprender a abrir e fechar as portas da nossa psique às Impressões; abrir as portas às impressões nobres, limpas e fechar às Impressões Negativas e absurdas.

Vejam o que faz uma pessoa estando na multidão; eu lhes asseguro que ninguém agora se atreveria a sair à rua para lançar pedras contra ninguém, certo? Entretanto, se alguém está dentro de uma grande manifestação pública, e esteja apaixonado pelo entusiasmo, se a multidão lança pedras, ele também acabará lançando pedras, ainda que diga depois para si mesmo: “Por que eu as lancei?”

Aqui no Distrito Federal, há uns 15 anos, vimos professores muito decentes, cultos, dignos, mas que na multidão pegavam pedras e as lançavam contra os vidros das janelas, contra as pessoas, contra tudo o que podiam. Esses professores de escolas nunca fariam essas coisas sozinhos, mas só em grupos.

Isso acontece porque se abrem as portas às impressões negativas e acaba-se fazendo o que nunca se faria sozinho, por isso é necessário que aprendamos a ser cuidadosos com as impressões.
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Se abrirmos as portas às impressões negativas para uma pessoa cheia de Ira, porque alguém lhe causou um mal, terminamos aliados dessa pessoa contra aquela que lhe proporcionou o dano, e terminamos também cheios de ira, sem ter parte alguma no processo. Se abrirmos as portas às impressões negativas de um bêbado numa diversão, terminaremos aceitando um copo de bebida, nos associaremos ao bêbado.

Da mesma forma com o sexo oposto, terminamos também fornicando com todas as classes de delito. Assim é que os seres humanos se contagiam uns aos outros dentro de ambientes negativos, os bêbados contagiam os bêbados; os ladrões transformam outros em ladrões; os drogados se contagiam entre si etc.

Selecionemos as Impressões! Se alguém nos traz emoções positivas de luz e harmonia, de beleza, de sabedoria, de amor, de poesia e de perfeição, abramos os nossos corações…

Se alguém nos trouxer emoções negativas, não devemos abrir as portas do nosso coração a essas pessoas. Fechemos as portas às Impressões negativas! Desintegrado o Ego, termina a dor, a raiz da dor está no Ego, e quando este termina, fica somente a Beleza do Ser em nós, que se transforma em Amor e Felicidade.

Para se chegar a isso, a Mente deve estar quieta, em silêncio, não projetar, deve ser uma Mente que não se ofende, não reaja por nada, só receba as mensagens que vêm das Partes Superiores do Ser, é uma Mente cheia de plenitude. Repito: temos de eliminar os agregados psíquicos e também as Representações da Mente, tanto as positivas como as negativas.

Precisamos limpar o Templo da Mente de toda essa sujeira, necessitamos que a Luz brilhe dentro do Templo da Mente para que a Chama de Ouro possa arder com a Luz serena dentro do templo, pois quando a Mente está quieta, em absoluto silêncio, advém o novo…

Dizer que é impossível ter a Mente quieta, em silêncio, quando vivemos num mundo cheio de problemas e dificuldades, é um absurdo! Porque desintegrando os agregados inumanos que em nosso interior carregamos, assim como as Representações Mentais, os problemas e as dificuldades terminam.

A Mente deve estar clara, limpa, deve ser um Templo solitário e luminoso, onde arda, unicamente, a Chama de Prájña, ou seja, a Chama do Ser…



Fonte do texto e das Gravuras: Gnosis OnLine
http://www.gnosisonline.org/



sábado, 22 de junho de 2013

ESPÍRITO QUE TRANSCENDE O CORPO

Pergunta: Na próxima etapa do desenvolvimento da humanidade, ela será mais sensível. Há uma série de tendências que confirmam isto. Primeiro, as crianças de hoje são muito mais sensíveis a receber informações. Em segundo lugar, nós vemos que hoje existem dezenas de programas de entretenimento na televisão em que médiuns e muitas outras pessoas com mais sensibilidade sutis aparecem com uma clareza que é desconhecida para nós.

Tem-se a impressão de que a humanidade está mudando internamente, senão externamente, seja ao nível da organização do corpo biológico ou do método de processamento da informação. Será que existe algum tipo de lei aqui?

Resposta: Todos esses problemas começaram mesmo a aparecer centenas de milhares de anos atrás, na época da transição do macaco para o ser humano. Nós descemos das árvores, parando gradualmente de caçar, começamos a nos envolver com a agricultura, passamos por um sistema de escravidão, começamos a estabelecer cidades e civilizações, imprimimos dinheiro, inventamos a escrita, e assim por diante. Tudo isso ajudou no desenvolvimento humano.

Assim, em nossos dias, está surgindo na humanidade a necessidade de sentir o poder orientador que nos dará a possibilidade de descobrir por que estamos vivendo, a capacidade de sentir o seu propósito e de alcançar isso enquanto ainda estamos vivos neste mundo e não só no outro mundo, como a religião nos dizia. Nós precisamos atingir o próximo estado mais elevado, independentemente do corpo estar vivo ou morto. Apesar de estar no corpo físico, é como se realmente nos encontrássemos fora dele, ao lado dele, apenas identificando-nos com o corpo.

Com a ajuda das lições especiais de educação integral, que ajudam a pessoa a  desenvolver conexões – como "sair de si mesmo" para sentir o outro, para viver dentro dele, para amá-lo, para ser integrado a ele -, a pessoa desenvolve a tecnologia para a saída psicológica de si mesma.

Além disso, quando ela começa a perceber isso, percebe que não é um corpo, mas sim um espírito, desejo e intelecto, que não existe dentro de um corpo. O corpo é apenas seu transportador temporário, mas o transportador pode transmitir todas as suas informações onde quer que deseje, de um portador para outro, de um computador para outro.

Quando a pessoa começa a entender que pode "se transferir", uma sensação de liberdade aparece nela. Assim, a partir disso, ela pode resolver problemas completamente diferentes.



Rav Dr. Michael Laitman, PhD.



Fonte: de KabTV "Através do Tempo" 20/03/13
http://laitman.com.br/2013/06/espirito-que-transcende-o-corpo/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

CÂNCER: CONSTRUIR COM LUZ (Que tipo de vida estamos construindo?)

Dentre todos os doze signos do Zodíaco, Câncer ou Caranguejo é o que mais está associado à materialidade e concretude. E a nossa experiência no mundo material sempre envolve a construção e a utilização de formas. Que formas temos construído e como as estamos utilizando? Que formas queremos construir e como queremos utilizá-las? Questões como estas, de um modo ou de outro, são trazidas à nossa atenção durante o mês de Câncer.

A primeira forma que construímos para nos manifestar neste mundo é o nosso próprio corpo. Ele é construído ao longo da vida e reconstruído diariamente, através dos nossos hábitos de alimentação, de respiração, de higiene, de sono e de exercícios físicos. É construído também de acordo com os nossos hábitos emocionais e mentais, que influenciam a constituição do corpo muito mais do que geralmente supomos. É importante cuidar de todos esses fatores, pois o corpo é, necessariamente, o nosso primeiro e principal instrumento no mundo; todas as nossas experiências materiais se fazem através dele.

A segunda forma que construímos é a casa. É o nosso porto seguro em meio ao mundo, o nosso local de refúgio, recolhimento e restauração. Outra forma fundamental é a família, seja a biológica ou aquela escolhemos ao longo da vida. Ela é o nosso primeiro núcleo de relações humanas, de apoio mútuo, acolhimento e incentivo.

Corpo, casa, família — a partir destas formas básicas, todas as demais são construídas: grupos, instituições, Estados. E assim construímos coletivamente aquela grande forma que chamamos de sociedade. Mas, se, por um lado, a sociedade é um produto dos indivíduos e famílias, por outro lado, é no seio da sociedade que nascem e crescem os indivíduos e famílias, amparados por toda a estrutura e as facilidades que a sociedade provê. Corpo, casa, família e sociedade — são estas as formas básicas que tornam possível, segura e frutífera toda a existência humana neste mundo.

A influência de Câncer contribui para que nos mantenhamos sempre devidamente ancorados no corpo e para que jamais nos afastemos do mundo, da sociedade e da vida humana comum. Incentiva-nos a não fugir das experiências concretas e mundanas, mas utilizá-las apropriadamente, para que finalmente alcancemos um estado de consciência capaz de incluir o interno e o externo, o espírito e a matéria, o ideal possível e a realidade atual. Assim, o estímulo de Câncer ajuda-nos a não fazer da espiritualidade um caminho de fuga, mas sim um verdadeiro caminho de realização integral.

Câncer nos encoraja a buscar manifestar na vida humana diária as nossas elevadas visões, ideias e sonhos. E a mais poderosa ferramenta de que dispomos para construir em nossas vidas aquilo que queremos é a imaginação. É na imaginação que todas as construções começam. Imaginar é construir com energia mental e emocional, e as formas assim construídas subjetivamente sempre procuram se concretizar. Através da imaginação, com foco e clareza, podemos reconstruir inteiramente as nossas vidas e torná-las a materialização de todas as nossas aspirações superiores.

A vida no mundo material pode ser uma experiência de limitação, escuridão e isolamento, mas também pode ser uma experiência de liberdade, luminosidade e partilha. As formas que vamos construindo em nossas vidas podem tornar-se, finalmente, uma prisão que nos confine e nos separe dos demais. Ou podemos construir formas que, finalmente, convertam a nossa vida numa estação de luz, na qual tudo o que temos é compartilhado livremente com os demais. No mês de Câncer, somos levados a lidar com esta questão: Que tipo de vida estamos construindo?



Ricardo Georgini



Fonte do Texto e da Gravura: Grupo Logos
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2010/06/cancer-construir-com-luz.html

DETERMINAÇÃO

A determinação torna possível o impossível. 

Quando você mantém a fé, mesmo diante de circunstâncias difíceis, isso é determinação. 

Quando você tem firmeza de propósito, coragem e auto-iniciativa, isso é determinação. 

Quando você tem fé em si e age de acordo com as leis divinas, então você sempre terá as bênçãos de Deus. Você será capaz de esculpir um lindo destino independente de obstáculo ou adversidade. 

Lembre-se: Deus ajuda quem ajuda a si mesmo.



Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

IDADE ESPIRITUAL

«Não se pode amar o que não se vê», dizem certas pessoas para justificar a sua indiferença em relação a Deus. É muito simplesmente porque elas não procuram saber sob que forma Ele se nos apresenta.

Será que o bebê acabado de nascer ama a sua mãe? Ele não a conhece, não tem consciência do que ela representa para ele, e não se pode chamar amor ao laço que o une a ela. Mas ele ama o seio que o alimenta, é uma primeira etapa. Mais tarde, amará a mão que o lava, o acaricia e segura na sua para o ensinar a caminhar. Depois, aprenderá a apreciar o rosto da sua mãe, o seu sorriso, as suas palavras, e um dia amará também a sua alma. 

Acontece o mesmo em relação ao amor a Deus. O nome pelo qual o nosso amor O conhece  –  vida, bondade, beleza, luz, paz, alegria...  –  determina a nossa idade espiritual e torna-O visível para nós.



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

CÂNCER: A ENCARNAÇÃO DA INTUIÇÃO

Pensar no aporte que o signo de Câncer faz à humanidade, no lugar que ocupa em nossa consciência, imediatamente nos leva a uma palavra: construção, muito afim, por certo, do lema esotérico deste signo, que é “construo uma casa iluminada e nela moro”.

No entanto, convém não tomar o termo superficialmente, mas antes refletir sobre o que se entende por construção. Da perspectiva comum, indica-nos uma atividade de “fazer”, seja física, emocional (“manejar” emoções) ou mental (o mesmo com os pensamentos). Mas aqui a teoria esotérica nos lembra que o plano mental, onde nós procuramos nos firmar, é apenas o subplano gasoso do plano físico cósmico e, portanto, não é um princípio, como repetidamente diz O Tibetano. Significa que a verdadeira atividade e o impulso mais puro não emana do nosso plano mental (o gasoso cósmico), mas dos subplanos etéricos cósmicos, de qual o búdico é o primeiro.

E nos lembra também que a alma é uma grande construtora, mas que, diferente da personalidade “constrói sem tocar”; a atividade, a intenção e o esforço do eu são necessários, mas a alma inspira, não faz; esta é uma grande chave para a criação espiritual, e uma palavra afim que ajuda a manter a personalidade nos limites é “naturalidade” na ação que se quer que resulte espiritual.

Falar então de construção de uma perspectiva mais profunda nos leva diretamente ao plano búdico, ao reino da intuição e da razão pura, do qual o plano mental é um reflexo condicionado. É ali onde se geram as causas que oportunamente mobilizarão os construtores dos planos inferiores e, de um ponto de vista oculto, os esforços realizados nestes níveis são parte da Grande Ilusão, e embora válidos até que se comece a viver na intuição, oportunamente se revelarão insuficientes, obscuros e aprisionantes. É interessante ver que Câncer rege também a construção nos três planos inferiores, e a Lua é seu regente; também se faz referência ao mau emprego das energias cancerianas, que terminam armadilhando o eu na escuridão do seu próprio carma.

Ao mesmo tempo, a evolução leva a que esses níveis de consciência se revelem como uma prisão para o ser, que aí toma consciência da sua situação e procura se aproximar mais do que agora percebe como a verdadeira luz. Aprecia-se aqui outro triângulo: Câncer (prisão) – Leão (consciência) – Capricórnio (luz, saída) que tem um papel definido nesta fase do progresso interno, esteja ou não visível na carta natal.

Assentada a ideia de que Câncer também pode ser interpretado do plano búdico, será bom aprofundar, na medida do possível. Pouco se conhece em verdade deste nível de consciência: a literatura esotérica nos fala profusamente do movimento no plano mental, o estudo, a iluminação, a concentração etc., todo tipo de miradas desta perspectiva. Ao contrário, quase não se conhecem as leis do plano búdico, como se entra em contato com ele, como se o domina, como se pode prestar serviço dali. Mais ainda: na percepção de quem o experimentou, fala-se da intuição como algo amorfo e demasiado elevado para distinguir de outra coisa, como se não tivesse um sentido em si mesma, e como se não estivesse submetida a uma Lei superior, mas que fosse uma espécie de fim.

Como base para compreender o exposto, o indivíduo deve se convencer consciente e inteligentemente de que é Mônada (Espírito), parte da Mônada logoica solar, em contato com as matérias dos 6 mundos que constituem os 6 subplanos do plano físico cósmico: monádico, átmico, búdico, mental, astral e físico, através de diversos instrumentos ou veículos, sendo que no momento o contato mais forte é com os mundos mental inferior, astral e físico, os quais devem ser totalmente dominados e controlados pelo uso da Vontade e do Conhecimento verdadeiro, ou seja, o conhecimento da realidade velada por maya (mundo físico), espelhismo (mundo astral) e ilusão (mundo mental inferior).  Na atualidade, a humanidade em seu conjunto tem pela frente conhecer e dominar o plano mental, e somente à medida que as Eras passem o mesmo ocorrerá com o plano búdico, ao qual só é possível ter acesso por meio da mente iluminada, o que, hoje, é a meta de alguns poucos, falando-se em termos comparativos.

Câncer rege o que O Tibetano denomina “as águas” e não é casual que represente este elemento. A consciência massiva, que logicamente tem aplicação direta neste estado indiferenciado que é a consciência instintiva, também tem uma dimensão intuitiva. Com efeito, se o coração é convidado a acompanhar a mente e depois se afina a atenção, poderá ser apreciado que a percepção sintética não tem um limite definido, como ocorre com a mental, mas que resulta mais difusa e englobante, ao mesmo tempo que profundamente clara. A energia que chega se verte através de Netuno, que assim demonstra porque rege esotericamente o signo.

Ao mesmo tempo, se a sensibilidade ainda permite “dar uma volta em torno”, se notará que existe algum grau de abstração ou de domínio sobre este plano, e este estado possivelmente tenha a ver com a frase do Tibetano de “o Espírito sobre as águas”. Ali começa a construção subjetiva de Câncer, do centro do coração, passeando a consciência através do plano etérico cósmico, o qual põe o ser em contato com distintos tipos de energia, porque o plano etérico é sempre o plano da energia, dos raios enfocados através das estrelas, as constelações, os signos e seus planetas regentes que, segundo a afinidade com o raio do próprio ser vão se expressar através dos distintos chacras, humanos e planetários, segundo a evolução.

O interessante é que neste processo de busca o estado da consciência não é pessoal nem individual, mas sutilmente grupal, porque é claro que se entra em contato com energias que estão mais além do eu, e para isso, embora seja inconscientemente, é necessário se conectar com outros que não são o eu, mas que têm uma afinidade vibratória que permite uma invocação de energia como a que se alcança. Não é por nada que em “Os Raios e as Iniciações” se fala do progresso grupal e se dão as regras muito profundas conectadas com o plano búdico.

E seguindo com a ideia do contato com energias elevadas, pode-se ver que se trata de um estado criativo, de um Idealismo criativo, e isso explica porque o 6º raio de Devoção (expressado por Marte) e Idealismo se manifesta através de Netuno. E inclusive, em um determinado momento, cessa esse divino idealismo, e se “encontram os limites da criação”, que não é senão a Vontade dos Seres que dão vida às energias com as que se entrou em contato. Isso faz que conscientemente se obedeça à Sua intenção, uma Lei interna mais elevada que as que conhecemos, e isso “fecha” a criação e precipita a forma no plano mental, produzindo a encarnação.

Surge do exposto acima que a encarnação é um processo grupal, nunca individual, porque sempre é resultado da Intenção de uma Vida Divina, que o ocultismo divide em estrelas, um sistema solar, um planeta, um reino da natureza e demais, cada um qualificado por um raio determinado, que dá uma “cor” especial à manifestação, e em termos concretos um matiz à forma mental que se queira expressar no mundo. Em outras palavras, o Plano (e suas analogias superiores) é o que produz a encarnação, e o resultado do contato da alma com esse Plano é o que a precipita no mundo, junto à onda de energia que se liberou no planeta nesse momento.

Daí que as interpretações individuais sobre o tema das vidas passadas tenha pouca clareza, porque opera nos três planos inferiores, o físico, o astral e o mental, e em grande medida se encontra subordinada ao que ocorre em nível grupal, onde algum dia será possível encontrar a verdadeira chave e não somente retalhos da verdade.

O período presidido por Câncer é, portanto, um momento propício para aproveitar a conexão interna alcançada graças a Gêmeos, elevar-se ao reino da intuição e ser parte silenciosa do verdadeiro processo de criação, do qual o acontecido nos planos físico, astral e mental não é senão um reflexo, assim como o subplano etérico é o princípio e os subplanos sólido, líquido e gasoso se encontram sob sua regência.

É também um bom período para vivenciar a massividade especial do plano búdico, abrir o ser a novas energias, um plano que é grupal e indistinto em forma muito diferente ao que ocorre no plano astral, que nem por nada é sua analogia inferior e tem águas muito mais densas (e escuras) que o primeiro. E em todo caso se impõe aqui ter em mente o triângulo Câncer – Leão – Capricórnio assinalado, e fazer  primar a consciência e a luz, a humildade e a razão, antes que o espelhismo.

Por último, destaquemos que a influência de Câncer e o serviço bastante desconhecido que se realiza através do plano búdico também têm a ver com a construção de uma morada iluminada, aquela esplendorosa forma mental onde poderá habitar segura e evolutivamente a humanidade durante a Era de Aquário e durante outros ciclos tão misteriosos que por agora somente podemos imaginar.



Martín Dieser



Fonte: Grupo Logos 
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2010/06/cancer-encarnacao-da-intuicao.html
Fonte da Gravura: http://luzesdevenus.blogspot.com

sexta-feira, 21 de junho de 2013

4º TRABALHO DE HÉRCULES: A CAPTURA DA CORÇA CERINEIA --- CÂNCER: CONSCIÊNCIA INTUITIVA

O trabalho de Hércules ligado ao signo de Câncer é a Captura da Corça Cerineia. Câncer está relacionado com as nossas raízes na vida, como o corpo, a casa e a família. Este trabalho representa o processo de lançar raízes no alto, no mundo espiritual, para eventualmente dar frutos em baixo, no mundo material. A árvore invertida, com raízes nos céus e frutos na terra, é um símbolo do modo de vida espiritual, e essa árvore começa a germinar pelo cultivo da consciência intuitiva.

No Monte Cerineu, vivia uma corça com galhada de ouro e cascos de prata. Diana, a deusa caçadora, afirmava que a corça era sua. Ela cuidara do animal até então, e ele lhe era útil. Mas a corça também pertencia ao deus-sol Apolo, e Hércules devia levá-la para o templo do deus. Hércules passou um ano inteiro perseguindo a corça de canto a canto, pois ela era muito esquiva, e Diana ainda o atrapalhava sutilmente cada vez que ele estava próximo de capturá-la. Finalmente, quando a corça, cansada pela interminável fuga, descansava às margens de um lago tranquilo, Hércules aproximou-se suavemente e lançou uma flecha que feriu o seu calcanhar. Assim ele conseguiu capturá-la, colocou-a sobre seus ombros, junto ao seu coração, e conduziu-a até o templo.

A corça é um animal de constituição delicada; com os cascos de prata e a galhada de ouro do mito, ela representa a consciência. A corça era muito esquiva, e é muito difícil entender ou explicar o que exatamente é a consciência. Mas talvez baste dizer que a consciência é a grande dádiva do ser humano e é aquilo que faz dele o que ele é. Ela lhe permite conhecer, aprender, discernir, refletir, compreender, escolher. E é um tremendo desafio fazer tudo isso verdadeiramente, conscientemente, e não apenas de maneira mecânica e superficial.

Diana e Apolo representam duas facetas da consciência. Eles eram irmãos gêmeos. Mas Diana era associada à lua, e a deusa caçadora representa a consciência intelectual, sempre em busca de algo. Já Apolo era o deus-sol, e representa a consciência intuitiva, que produz esclarecimento ou iluminação. Portanto, levar a corça para o templo de Apolo significa cultivar a consciência intuitiva, ou seja, criar condições e oportunidades para que a intuição comece a despertar.

É importante não confundir intuição com pressentimento ou previsão. A intuição é simplesmente a capacidade da consciência de reconhecer uma verdade. O intelecto apenas analisa se um pensamento é coerente ou não; a intuição é que pode indicar se este pensamento expressa ou não uma verdade. É pelo reconhecimento intuitivo, por exemplo, que uma pessoa apreende os princípios éticos e valores universais. Naturalmente, intelecto e intuição devem trabalham em cooperação. A intuição revela as ideias superiores, e cabe ao intelecto interpretá-las e aplicá-las corretamente.

E como podemos cultivar a consciência intuitiva? O mito sugere: É preciso muita perseverança, pois o processo é lento (o trabalho levou um ano inteiro); temos que estar atentos às armadilhas do intelecto (Diana atrapalhava Hércules); deve haver estabilidade emocional (o lago tranquilo); e devemos ajudar o processo usando a flecha do pensamento claro e certeiro.

À medida que a consciência intuitiva desabrocha, podemos aprender a reconhecer o que é ensinamento espiritual genuíno e o que foi distorcido; podemos aprender a nos apoiar em princípios e valores espirituais; podemos descobrir o mundo das ideias universais como o nosso verdadeiro lar e porto seguro; podemos descobrir a humanidade toda como a nossa verdadeira família espiritual, e autenticamente encontrar em cada ser humano um irmão.



Ricardo A. Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br



Fonte: Grupo Logos
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2011/07/cancer-consciencia-intuitiva.html
Fonte da Gravura: http://osdozeolimpianos.blogspot.com

MURMURAÇÕES

“Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas.” — Paulo. (FILIPENSES, Cap. 2, V. 14)

Nunca se viu contenda que não fosse precedida de murmurações inferiores. É hábito antigo da leviandade procurar a ingratidão, a miséria moral, o orgulho, a vaidade e todos os flagelos que arruinam almas neste mundo para organizar as palestras da sombra, onde o bem, o amor e a verdade são focalizados com malícia.

Quando alguém comece a encontrar motivos fáceis para muitas queixas, é justo proceder a rigoroso auto-exame, de modo a verificar se não está padecendo da terrível enfermidade das murmurações.

Os que cumprem seus deveres, na pauta das atividades justas, certamente não poderão cultivar ensejo a reclamações.

É indispensável conservar-se o discípulo em guarda contra esses acumuladores de energias destrutivas, porque, de maneira geral, sua influência perniciosa invade quase todos os lugares de luta do Planeta.

É fácil identificá-los. Para eles, tudo está errado, nada serve, não se deve esperar algo de melhor em coisa alguma. Seu verbo é irritação permanente, suas observações são injustas e desanimam.

Lutemos, quanto estiver em nossas forças, contra essas humilhantes atitudes mentais.

Confiados em Deus, dilatemos todas as nossas esperanças, certos de que, conforme asseveram os velhos Provérbios, o coração otimista é medicamento de paz e de alegria.


Francisco Cândido Xavier/Emmanuel



Fonte: do livro "Pão Nosso"
www.caminhosluz.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

CÂNCER: A MORADA DA ALMA

O mantra espiritual de Câncer é: “Eu construo uma casa iluminada e nela habito.”

Uma casa é um abrigo, um ponto de apoio no mundo e uma base de operações. Para estar em meio ao mundo material, a alma (o puro ser ou pura consciência) também precisa de uma casa ou habitação, um suporte material. Por isso a alma constrói para si três instrumentos: um veículo mental (nossa mente), um veículo emocional (que costumamos chamar de coração) e um veículo físico (nosso corpo). Esses três constituem a nossa personalidade, que é verdadeiramente a morada da alma.

Nesse processo de adotar uma forma mental, uma forma emocional e uma forma física, sempre existe limitação. A consciência fica limitada pela forma. Em si mesma, a alma é pura potência e plenitude de possibilidades. Mas ao habitar uma mente, um coração e um corpo, apenas algumas capacidades e qualidades da alma conseguem se manifestar. Por outro lado, a forma permite que a alma participe da vida coletiva no mundo, se manifeste em alguma medida e expresse pelo menos algumas de suas qualidades. Manifestação e limitação andam juntas; sem limitação não há manifestação. Isso é algo que todos devemos aprender. Quando não abrimos mão de fazer tudo, acabamos não fazendo nada. A chave é saber fazer alguma coisa.

Mas além dessa limitação inevitável, comumente ficamos ainda mais limitados porque nos identificamos demasiadamente com a nossa própria personalidade. Achamos que somos só mente, emoções e corpo; não sabemos que somos a consciência interna que habita esses três veículos. A alma é transcendência e poder transformador, mas quando não estamos em sintonia com essa nossa essência, acabamos nos cristalizando e nos restringindo a certos modos de pensar, sentir e agir. Então expressamos sempre apenas as mesmas qualidades, e deixamos de expressar tantas e tantas outras possíveis.

Conhecer a si mesmo como alma é estar aberto para a autotransformação e a expressão cada vez maior dos próprios potenciais. Quando sabemos que somos a consciência interna, plena de possibilidades, compreendemos que podemos e devemos aperfeiçoar nossa mente, coração e corpo, para que sejam melhores veículos para a alma, expressando mais e mais das suas qualidades. Esse autoaperfeiçoamento acontece através do próprio pensar, sentir e agir, pois cada ato nosso sempre contribui para a contínua reconstrução da nossa personalidade.

Todo ato de pensamento, por exemplo, contribui para reconstruir a nossa mente, reforçando uma ou outra qualidade, dependendo do que for pensado. Através da reflexão sobre as qualidades da alma (como amor, sabedoria, boa vontade e alegria), podemos impregnar mais e mais a nossa mente com tais qualidades, até que, com o tempo, se tornem o nosso modo normal e espontâneo de expressão mental.

A nossa personalidade é hoje aquilo que fizemos dela até agora, e podemos torná-la o que quer que escolhamos. Basta orientar o nosso pensar, sentir e agir na direção escolhida, e a transformação inevitavelmente acontecerá com o tempo, seja longo ou curto. Podemos desenvolver quaisquer habilidades e aprender qualquer coisa. Tudo o que é possível está dentro de nós como semente. E cada dia é uma preciosa oportunidade para fazermos desabrochar o potencial de nossa alma, revelando toda a sua beleza, luz e amor.



Ricardo Georgini
ricardogeorgini@yahoo.com.br



Fonte: Grupo Logos 
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2012/07/cancer-morada-da-alma.html
Fonte da Gravura: http://astrosbrida.blogspot.com

O VERDADEIRO MESTRE JAMAIS LHE DÁ A RESPOSTA

Perguntaram Osho: Amado Osho, as perguntas parecem ser os frutos da capacidade de duvidar; e a dúvida, a centelha de uma inteligência viva e ativa. Sem as perguntas - e, portanto, sem as dúvidas -, como pode a inteligência continuar a florescer? E, entretanto, dentro de você está o supremo em silêncio e o silêncio em inteligência.


De início, isso é verdade. A dúvida ajuda a sua inteligência, aguça-a. O questionamento torna-o ciente de muitas possibilidades das quais você podia não estar ciente antes.

Mas isso é apenas o início da jornada. Ao final, quando todas as suas perguntas desaparecerem... - ...e o verdadeiro mestre jamais lhe dá a resposta. Deixe-me repeti-lo: o verdadeiro mestre jamais lhe dá a resposta, assim, você não pode duvidar dela. Ele o conduz a um ponto onde todas as perguntas desaparecem. Suas respostas são assassinas, matando suas perguntas, destruindo-as implacavelmente, para levá-lo ao ponto onde não haja perguntas na sua consciência.

O mestre não lhe dá nenhuma resposta da qual você possa duvidar. Essa consciência não questionadora é a resposta. E ela é experiência sua: você não pode duvidar disso - está presente.

A partir deste ponto, o silêncio e a inteligência são apenas dois aspectos da mesma coisa. A partir deste ponto, o não-conhecimento - a inocência - e o conhecimento são dois aspectos da mesma coisa. Este mundo misterioso que está à sua disposição se você puder atravessar a floresta de perguntas e dúvidas e chegar dentro do claro, onde não há quaisquer questões nem dúvidas, e nem respostas tampouco.

Você simplesmente é - em completo silêncio, com imensa clareza, com tremenda inteligência.

Eis por que sou contra a crença, porque ela jamais lhe permitirá chegar a esse estágio. Ela o reterá bem no começo da jornada. Ela não o ajudará a tornar-se mais inteligente; ela o tornará sem inteligência. Ela o tornará mais fanático, supersticioso, mas não lhe permitirá entrar na claridade que pode ser chamada de a própria meta daquilo que transpira entre o mestre e o discípulo: o momento de total silêncio, o momento onde tudo é límpido cristal.

Mas isto tem de ser adquirido. - ...A crença é barata... - Isto lhe trará algo totalmente diferente, o que eu chamo de confiança na existência. Nos dicionários, confiança, crença e fé são todas sinônimos - mas não na realidade.

A crença é o oposto da confiança. Você crê porque tem dúvida; a crença é um antidoto para a dúvida, é uma necessidade para encobrir a dúvida. A confiança existe quando você não tem nenhuma dúvida, por isso a confiança não é uma crença. A crença é sempre em alguma coisa - em alguma doutrina, em algum princípio, em alguma filosofia.

Confia-se é na totalidade do cosmo. Não tem nada a ver com livros... - Bíblias Sagradas, Gitas, Corão... -, não. Há então uma única escritura que está espalhada ao seu redor - nas árvores, nos rios, no oceano, nas estrelas. E você não tem de lê-la: você tem apenas de ser silencioso, e ela começa a derramar sobre você toda a sua sabedoria, que é eterna.

Eu sou contra a crença, porque quero que vocês cheguem ao ponto da confiança.


Osho, em "Além da Psicologia — Discursos no Uruguai"



Fonte: http://www.palavrasdeosho.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O REGENTE ESOTÉRICO DE CÂNCER

Nos três signos de água podemos observar o percurso simbólico da manifestação, Câncer é o princípio, o poder ativo do nascimento de um rio, Escorpião é o curso deste rio, onde o poder ativo do primeiro impulso experimenta os “altos e baixos” do caminho, e Peixes é o final, onde o rio se apazigua mesclando-se com a grandeza do oceano ou a totalidade.

Câncer é a primeira água criadora através da qual as Almas vêm à manifestação com uma forma física bem definida. A união de Áries (mente-ideia), Touro (desejo-substância) e Gêmeos (corpo etérico-comunicação) nos leva necessariamente a Câncer: os três condensados em um corpo.

A síntese do passado reencarna através de Câncer e esta síntese no corpo humano é o que esotericamente chamamos de pitris lunares ou corpo inferior. Astrologicamente, o padrão Lunar em uma carta astral marca o princípio raiz de um nascimento; a infância com seus primeiros impulsos nos dá muitas informações sobre as primeiras atitudes (positivas ou negativas) sobre as quais a Alma deverá procurar ser e evoluir.

Lembremos que a consciência maior sempre contém a menor, por tanto as inércias básicas, impulsos, apegos, tendências, limitações, sonhos, ou desvantagens simbolizados pela Lua, são a “matéria-prima” para que a potente, passional e ativa energia solar possa adquirir experiência de um eu pessoal. Mais tarde, quando por necessidade a energia personalista do signo solar for reconduzida para o signo ascendente, as forças lunares poderão ser receptivas às qualidades da Alma (harmonia, compreensão, confiança) e, graças à assimilação interna, estas mesmas forças poderão expressar uma personalidade ou atividade mais altruísta; o mundo exterior sempre é a contraparte do mundo interior.

Na parte receptiva feminina da noite, o Mistério pode exercer uma sutil influência na Matéria, para que quando saia a Luz, esta, (a matéria), possa mostrar sua nobreza.


Lua

A Lua pode ser entendida como “a mente emocional”, aquele padrão psíquico capaz de gerar inércias no corpo etérico-físico. “Ela” é a reação reflexa, o primeiro pronto da criança mostrada por sua mãe e a primeira ferramenta de contato com o mundo que o rodeia. Quando mais maduro, o regente Lunar tem uma relação direta com Saturno e aqueles pensamentos – emoções que “não sabemos por qual razão” se nos repetem condicionando de forma compulsiva as nossas reações frente às circunstâncias que nos rodeiam. Como já sabem, estas dificuldades devem ser compreendidas como uma oportunidade.

Por ser Câncer o primeiro signo de água onde as Almas vêm à Vida, o primeiro impulso ou “infância” Lunar mostram neste signo sua razão de ser ou dignidade. Toda personalidade muito condicionada por estas forças se mostrará apegada aos seus sentimentos mais básicos e espontâneos, ao seu passado, infância, família, amigos, país…, e devido ao apego, tudo isso será susceptível de gerar excesso de sensibilidade, dependência ou espelhismo; mas também, uma pessoa com um Câncer ou Lua fortes, poderá mostrar um padrão psíquico “nobre”, de grande capacidade empática, familiar, acolhedor, sensível, evocador, e receptivo aos mundos espirituais, quando isto acontece devemos pensar que o regente esotérico, Netuno, está fazendo ato de presença.


Netuno

Netuno é o Deus das Águas, e como tal é o senhor das emoções – sentimentos que transmite a tão necessária energia do VI Raio, a Devoção, aquele poder que nos dá a motivação de sermos ativamente amorosos. No corpo humano seu poder reside no plexo solar e a boa utilização de suas energias, por parte da consciência, oferece ao ser humano a capacidade de “andar sobre as águas”.

Na conquista do domínio das emoções o homem/mulher dá o primeiro passo para aprender a oferecer um serviço amoroso cada vez mais constante e dirigido pela Vontade.

Netuno, quando a personalidade está bem sob o domínio da Alma, pode ter uma relação direta com a intuição; a Devoção-Amorosa do VI Raio de Netuno é receptiva, por afinidade, ao 2º plano intuitivo de Sabedoria-Amorosa, daí que Júpiter, o representante do II Raio, esteja exaltado em Câncer. A “fluida emoção” netuniana é o fermento através do qual o princípio crístico sintetiza ou torna seu serviço concreto; uma intuição sempre é uma motivação real. Exemplos marcantes desta relação são os que manteve Jesus com Cristo, Arjuna com Krisna, ou os nobres Místicos com o Amado.

Vale dizer ainda que nos novos Tempos que “correm” há que ter também muito presentes os poderes mentais cósmicos (Urano) ou mentais concretos (Vênus), e há tempos que o processo evolutivo da humanidade demanda raciocínios novos e mais concretos sobre o que antigamente era chamado de “o mistério do amor divino”. Com o tempo, coração-mente, ou ciência-religião serão uma unidade.


A frase-chave:

Para uma consciência demasiado pessoal a frase é: “que o isolamento seja a regra e no entanto que a multidão exista”; para a Alma é: “construo uma casa iluminada e nela moro”.

Se comparamos as duas frases, sabendo que fazem referência a um signo de água, podemos pensar que a palavra-chave é apego. Na primeira, o excesso de apego gera o isolamento ou a necessidade de autodefesa e ao mesmo tempo dependência dos demais, sejam quem forem (multidão). Na primeira frase existe uma dualidade, na segunda esta desaparece, existe apenas a capacidade de estar só na consciência. O desapego oferece a solidão compreensiva, a independência, o discernimento correto, assim a “própria casa” pode ser construída e em sua Luz: um convite para compartilhar.


Raios:

Os livros esotéricos nos dizem que Câncer e Capricórnio são as duas portas que trazem as Almas à reencarnação, portanto nestes signos estão muito presentes a Organização Vital da matéria (VII Raio) para aplicação Prática e Inteligente (III Raio) às necessidades da consciência que reencarna.


O VI Raio de Devoção através de Netuno e o IV Raio de Harmonia no Conflito através da Lua oferecem neste signo as condições necessárias para que a Alma reencarnada compreenda o poder do plexo solar como ponto de ancoragem do psiquismo inferior e o mundo material. 


O cavalo é um dos grandes símbolos do VI Raio. A fidelidade é o seu grande dom.


David C.M. 



Fonte da Gravura e do Texto: Grupo Logos
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2013/06/o-regente-esoterico-de-cancer.html

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A REFORMA ÍNTIMA

Quanto puderes, posterga a prática do mal até o momento que possas vencer essa força doentia que te empurra para o abismo.

Provocado pela perversidade, que campeia a solta, age em silêncio, mediante a oração que te resguarda na tranquilidade.

Espicaçado pelos desejos inferiores, que grassam, estimulados pela onde crescente do erotismo e da vulgaridade, gasta as tuas energias excedentes na atividade fraternal.

Empurrado para o campeonato da competição, na área da violência, estuga o passo e reflexiona, assumindo a postura da resistência passiva.

Desconsiderado nos anseios nobres do teu sentimento, cultiva a paciência e aguarda a bênção do tempo que tudo vence.

Acoimado pela injustiça ou sitiado pela calúnia, prossegue no compromisso abraçado, sem desânimo, confiando no valor do bem.

Aturdido pela compulsão do desforço cruel, considera o teu agressor como infeliz amigo que se compraz na perturbação.

Desestimulado no lar, e sensibilizado por outros afetos, renova a paisagem familiar e tenta salvar a construção moral doméstica abalada.

É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores. Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, a requeimarem por dentro, passados os primeiros momentos.

Ninguém foge aos desafios da vida, que são técnicas de avaliação moral para os candidatos à felicidade.

O homem revela sabedoria e prudência, no momento do exame, quando está convidado à demonstração das conquistas realizadas.

Parentes difíceis, amigos ingratos, companheiros inescrupulosos, co-idealistas insensíveis, conhecidos descuidados, não são acontecimentos fortuitos, no teu episódio reencarnacionista.

Cada um se movimenta, no mundo, no campo onde as possibilidades melhores estão colocadas para o seu crescimento. Nem sempre se recebe o que se merece. Antes, são propiciados os recursos para mais amplas e graves conquistas, que darão resultados mais valiosos.

Assim, aprende a controlar as tuas más inclinações e adia o teu momento infeliz.

Lograrás vencer a violência interior que te propele para o mal, se perseverares na luta.

Sempre que surja oportunidade, faze o bem, por mais insignificante que te pareça. Gera o momento de ser útil e aproveita-o.

Não aguardes pelas realizações retumbantes, nem te detenhas esperando as horas de glorificação.

Para quem está honestamente interessado na reforma íntima, cada instante lhe faculta conquistas que investe no futuro, lapidando-se e melhorando-se sem cansaço.

Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício.

Toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.

Trabalha-te interiormente, vencendo limite e obstáculo, não considerando os terrenos vencidos, porém, fitando as paisagens ainda a percorrer.

A tua reforma íntima te concederá a paz por que anelas e a felicidade que desejas.


Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco




Fonte: da obra "Vigilância"
www.oespiritismo.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

FIQUE COM UM SENTIMENTO E VEJA O QUE ACONTECE

Você nunca fica com nenhum sentimento, puro e simples, mas sempre o rodeia com a parafernália das palavras. A palavra o distorce. O pensamento, rodopiando em torno dele, joga-o na sombra, domina-o com imensos medos e anseios. Você nunca fica com um sentimento e nada mais, com ódio, ou com esse estranho sentimento da beleza. Quando o sentimento de ódio surge, você diz como ele é ruim, há a compulsão, o esforço para superá-lo, a confusão do pensamento a respeito dele.Tente ficar com o sentimento de ódio, com o sentimento de inveja, ciúme, com o veneno da ambição; pois afinal, é isso que você tem na vida cotidiana, embora você possa querer viver com amor, ou com a palavra amor. Desde que você tem o sentimento de ódio, de querer ferir alguém com uma atitude ou com uma palavra veemente, veja se você pode ficar com esse sentimento, Pode? Já tentou? Tente ficar com um sentimento e veja o que acontece. Você achará tremendamente difícil. Sua mente não deixará o sentimento sozinho, ela chega correndo com suas lembranças, suas associações, seu fazer e não fazer, seu eterno tagarelar. Pegue um pedaço de concha. Você pode olhar para ele, se maravilhar com sua delicada beleza, sem dizer como ele é belo, ou qual animal o fez? Você pode olhar sem o movimento da mente? Pode você viver com o sentimento por trás da palavra, sem o sentimento que a palavra construiu? Se puder, você descobrirá uma coisa extraordinária, um movimento fora da medida do tempo, uma primavera que não conhece verão.



J. Krishnamurti 



Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NÃO NOMEIE UM SENTIMENTO

O que acontece quando você não nomeia? Você olha para uma emoção, para uma sensação mais diretamente e, portanto, tem uma relação totalmente diferente com ela, exatamente como tem com uma flor quando não a nomeia. Você é forçado a olhar para ela de novo. Quando você não dá nome a um grupo de pessoas, você é levado a olhar o rosto de cada indivíduo e não tratá-los todos como uma massa. Então você fica muito mais alerta, muito mais observador, mais compreensivo, tem um sentido mais profundo de piedade, amor; mas se você os trata a todos como uma massa, está acabado. Se você não rotula, tem que considerar cada sentimento quando ele surge. Quando você rotula, o sentimento é diferente do rótulo? Ou o rótulo desperta o sentimento? Se eu não dou nome a um sentimento, que é dizer se o pensamento não está funcionando simplesmente devido a palavras ou se eu não penso em termos de palavras, imagens, ou símbolos, o que a maioria de nós faz, então o que acontece? Certamente então a mente não é simplesmente o observador. Quando a mente não está pensando em termos de palavras, símbolos, imagens, não existe pensador separado do pensamento, que é a palavra. Então a mente está quieta, não está? – não se faz quieta, está quieta. Quando a mente está realmente quieta, então os sentimentos que surgem podem ser tratados imediatamente. Só quando damos nomes aos sentimentos e, portanto, os reforçamos é que os sentimentos têm continuidade; eles ficam armazenados no centro, de onde fornecemos mais rótulos, seja para reforçar ou comunicá-los.



J. Krishnarmurti



Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

REABILITAÇÃO PSICOLÓGICA


Em todos os acontecimentos encontramos alguma razão psicológica, consciente ou inconsciente. Isto está implícito e é inerente aos indivíduos, aos grupos e às nações. Basta uma pequena observação para assim o constatarmos nas atividades das religiões, tradições, culturas, comportamentos, aspirações, nacionalismos e tantas outras atividades do nosso cotidiano.

O grande problema, e que torna as razões psicológicas tendenciosas, conflitivas e egoístas, é a carência evolutiva que ainda permeia grande parcela da humanidade. A falta de evolução e visão trás à tona todas as “razões” e “tradições” de consequências perversas, em nível individual e coletivo.

Mas na própria problemática está embutida a busca de soluções. Assim, em meio às crises,  percebe-se uma crescente tomada de consciência da necessidade de uma revalorização, de uma nova avaliação e renovação filosófica, jurídica, política, religiosa e social menos parcial e mais abrangente. A evolução tem seus mecanismos de defesa para que o caos seja apenas corretivo e não a lei imperante.

Procurando-se ter uma visão mais espiritual do problema, cabe enfatizar a importância da alma como componente fundamental no processo de reabilitação. Alma que atua em um plano mais elevado, além do plano e visão da personalidade encarnada neste mundo. Sempre nos foi dito que devemos buscar as respostas e soluções no íntimo, na alma/espírito, no ser interior. Conhecer-se a si mesmo.

Vemos, portanto, que somente aquilo que é construído numa profundidade capaz de alcançar a essência espiritual do ser humano, a alma com suas respostas e intuições, poderá sobreviver e ser reabilitado, porque será erguido na dimensão da eternidade, mesmo que a ação e seus objetivos estejam inseridos no tempo e no espaço, ou seja, no plano de manifestação.

Devemos saber e ter uma habilidade de agir no tempo e no espaço, mas sempre investindo na eternidade, nos valores perenes, para que as ações não sejam destinadas ao fracasso de uma existência puramente fenomênica, ilusória e impermanente. Porque toda construção ou ação que se afasta do objetivo essencial ou do Plano Divino dá lugar a objetivos ilusórios e transitórios, normalmente calcados em interesses e personalismos humanos, filhos do orgulho, presunção e egoísmo.

É essencial uma pausa e uma reflexão constantes em nossa caminhada para que analisemos possíveis novos rumos a seguir. Observar como devem ser e os reais motivos de nossas propostas de ação e de serviço. E, de suma importância, devemos fazer o hercúleo esforço para que nos tornemos mais livres, gradativamente, das preferências geradas pelo personalismo tão cultuado pelo ser humano.

Urge que nossa visão e proposta de mundo sejam globais. Os estudos dos problemas humanos devem também ser ampliados e globalizados para que as respostas, propostas e possíveis soluções sejam válidas e aplicáveis no mundo que evolui e exige novas realidades, enfoques e soluções. Aumentar a abrangência dos estudos e reflexão proporciona ao homem uma percepção mais clara da integração psicológica e social e evita o aprisionamento nas partes e nas consequentes separatividades.

É momento de abandonarmos os ressentimentos e desconfianças. É hora de não somente nos enfocarmos nas diferenças externas. Não existem divisões entre luz e trevas, mas tão somente seres que caminham no mesmo planeta, e em todo o cosmos, em graus de consciência, despertamento, evolução e compreensões diferentes. Tudo evolui e não podemos permanecer estagnados em diferenciações e propostas que talvez já não sirvam mais a um propósito ou às necessidades atuais. Tradições são importantes, mas nosso objetivo maior não é ficar atrelado a elas, pois isso causa estagnação, presunção e fanatismo. Elas nos auxiliam porém, principalmente, nos indicam o caminho a seguir e não uma parada final.

A educação, em especial, deve seguir novas buscas, novos rumos e visão, pois é uma maneira de desenvolver uma atitude psicológica correta, levando os educandos a uma correta opinião pública, dentro do possível, sem as influências tendenciosas e intenções não corretas. A reabilitação psicológica reclama e requer os valores da cooperação. E uma educação que somente ensina a competir e não a cooperar está fadada ao fracasso. A verdadeira educação desperta a cidadania e esta, por sua vez, leva a uma reabilitação psicológica.

Um ideal, realmente maior, faz com que cada ser humano, cada grupo ou nação transcenda sua visão míope e fragmentada, suas pretensões e presunções egoístas e de auto-afirmação. O progresso e a felicidade das massas só podem ser conseguidos pela melhoria dos indivíduos, melhoria esta livremente aceite e compreendida, fruto da evolução  sócio-psico-espiritual e educação corretamente orientada. A educação é a condição “sine qua non” do progresso e da evolução, entretanto tem sido desvirtuada e falsificada por interesses diversos. Agora é necessário, e tendo-se em vista a reabilitação psicológica, desnacionalizá-la e usá-la no seu verdadeiro sentido que nada tem a ver com, simplesmente, informação ou instrução que na grande maioria das vezes tem sido perigosa, inútil, fútil e subordinada ao egoísmo, presunção e interesses de mentes alucinadas.

Com o passar dos tempos e com o avanço científico, o mundo cada vez se torna “menor”, obrigando os povos a se tonarem uma comunidade. Isto é um desafio para cada um e para todos os grupos e nações. E para enfrentar tal desafio o sentido de responsabilidade universal deverá ser a meta de todos; é uma questão, no mínimo, de sobrevivência. Todos os ramos do conhecimento e atividades humanas deverão rever seus conceitos e preconceitos e entrar num novo ritmo.

A reabilitação psicológica depende de cada um dos seres humanos, dos grupos e nações. Depende da atenção dada ao que acontece no mundo, depende da boa vontade daqueles que despertam para um novo mundo. Depende da atuação prática dos que se sentem tocados pelos novos paradigmas de uma nova ordem mundial. Depende do abandonar o “homem velho” e vestir-se do “homem novo”. Depende da cooperação como caminho, do novo enfoque da educação, do relacionamento do homem para com a natureza, das relações internacionais, da liberdade e do cultivo das qualidades humanas positivas e baseadas na sua essência interior, na alma, na voz divina interna que está sempre pronta ao auxílio. Depende do equilíbrio do coração-mente tendo em vista o espírito e o verdadeiro sentido da vida. Do contrário, trilharemos o caminho da fuga na ilusão, aprisionados num passado que não existe mais e num abstrato futuro, deixando fugir o presente, este onde se situam as melhores ferramentas para qualquer crescimento e soluções.




Prof. Hermes Edgar Machado Junior (Issarrar Ben Kanaan)



Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O PODER QUE VOCÊ TEM

Geralmente pensamos que, por sermos um só, as boas coisas que realizamos não podem fazer tanta diferença no mundo. Também usamos essa desculpa para justificar nossos momentos não tão bons. O conceito de que uma pessoa pode causar grande impacto no mundo soa bem, mas pode ser difícil de captar.

Para entender em um nível mais prático, podemos olhar através da história para dois tipos de pessoas. Existem as pessoas que rotulamos como “os caras maus”: Adolf Hitler, Joseph Stalin, Osama Bin Laden. E existem as pessoas que chamamos de “os caras bons”: Madre Teresa, Martin Luther King, Jesus Cristo. Existem apenas alguns poucos exemplos.

Olhando para essas duas listas, não deve haver dúvidas de que uma pessoa possui dentro de si o poder de influenciar bilhões de outras.

Ainda por cima, não importa em que lista estejam, são iguais em seu desejo de afetar as vidas de incontáveis pessoas. A diferença entre elas é que um grupo foi abastecido por desejos egoístas, enquanto o outro foi impulsionado por um incansável desejo de compartilhar. 

A verdade é que todos nós possuímos o poder de afetar o mundo – e saibamos ou não, já o fazemos. A ciência tem provado o que os kabalistas escreveram há aproximadamente centenas de anos: não existem pequenas ações. Tudo que fazemos possui uma energia inteligente que produz inúmeros efeitos em cascata. 

Com esse conhecimento, podemos compreender que não precisamos ser Madre Teresa para que nossas ações criem uma vasta mudança no mundo e também podemos perceber a dimensão da grande responsabilidade que temos uns com os outros.

É muito importante saber que você não só pode, mas realmente faz a diferença.

Quando entendemos quanta influência nossas ações realmente carregam, podemos enxergar a necessidade de transformar nossos desejos egoístas em desejos de compartilhar e, ao fazê-lo, nos tornamos um dos “caras bons”, comprometidos em criar um mundo melhor.



Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal