segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O CARMA É ALGO CRIADO POR NÓS, E TUDO O QUE É CRIADO PODE SER ALTERADO

O que são e quais são os venenos da mente?

Os venenos da mente são divididos em três categorias principais:

A primeira é o APEGO ou DESEJO, que inclui o ficar preso física ou mentalmente a pessoas, objetos e fenômenos. 

A segunda é a RAIVA, que significa rejeitar, não querer, afastar algo de você. 

O terceiro é a IGNORÂNCIA, que significa não ter uma noção clara da vida, não compreender a natureza verdadeira das coisas.

Estes venenos agem de maneira interdependente. O que ocorre é que, quando não temos uma visão real da vida, acabamos criando desejos e apegos. E quando não conseguimos o que queremos, criamos aversão e ficamos com raiva.

Os venenos da mente agem como toxinas, criando energias mentais negativas. Estas energias são expressas em nossas ações, palavras e pensamentos, causando um sofrimento cíclico, em cadeia, que se repete infinitamente.

Aos três venenos principais podemos adicionar o ORGULHO e a INVEJA. Estas combinações vão ficando cada vez mais sofisticadas e representam as diferentes formas errôneas com que nossa mente pode atuar.

A raiva é o veneno mais grosseiro e o que traz as consequências mais terríveis, cruas e diretas. O desejo é mais sutil e, em nossa sociedade atual, é até mesmo considerado uma coisa boa, apesar de trazer tanto sofrimento. Mas o veneno fundamental, realmente, é a ignorância, é o não reconhecimento da natureza verdadeira dos fenômenos. Não podemos dizer que a ignorância seja o pior veneno, mas ele é o primeiro, o que dá origem a todos os outros.

Há várias formas para começar a lidar com nossos venenos mentais. A primeira coisa a ser feita é reeducar-nos, no sentido de identificar os venenos em nossa própria mente, suas consequências e o que podemos esperar deles. Parece óbvio dizer que temos que nos reeducar, mas não é. Por exemplo, achamos que é OK ficar com raiva quando alguém faz algo errado conosco, nos fere, é injusto. E não é OK. A raiva é um veneno mental e produz experiências dolorosas para quem a sente, não importando se o motivo que a tenha criado seja "aparentemente justificável". Você tem que ser educado para saber que não deve tomar veneno de rato, por exemplo. Se você entender isso, vai saber que, se tomar veneno de rato, ainda que o gosto seja doce, sofrerá um dano imenso.

Os venenos da mente agem como um bumerangue. Se você atirar sua raiva adiante, o que você vai receber de volta é mais raiva. Nós não compreendemos que nossas ações, palavras e pensamentos são como bumerangues, e não como uma bola, que jogamos em direção a alguém e lá ela fica. O bumerangue é atirado adiante e ele volta. Quando não entendemos essa regra básica, nos tornamos nossas próprias vítimas e, feridos e ignorantes, jogamos o bumerangue de volta, causando sofrimento atrás de sofrimento.

O Senhor Buda ensinou que é importante termos paciência, mesmo quando momentos difíceis acontecem, porque estes momentos são resultado de bumerangues lançados por nós mesmos, anteriormente. Se um bumerangue estiver voltando, aceite-o, tenha paciência, deixe que ele caia. Não atire mais três ou quatro de volta, porque eles também vão voltar.

É melhor "engolir" a raiva? 

Melhor engolir do que cuspir de volta. Mas engolir também não ajuda. Por isso, precisamos nos reeducar. Temos que refletir e contemplar as consequências dos venenos mentais, para começarmos a obter elementos para lidar com eles. No entanto, o que precisamos realmente é cortar esses venenos. E isso conseguimos fazer através da meditação. Mas, enquanto não desenvolvermos estas técnicas de contemplação e meditação, precisamos evitar a raiva. Se ainda não tivermos os meios hábeis para lidar com a situação, é melhor correr do que reagir. Ou talvez você deva segurar sua respiração por um instante e esperar a raiva passar. Quando você estiver um pouco mais treinado, talvez não precise correr nem prender a respiração, e consiga converter a situação negativa em amor e compaixão. Talvez consiga transformar a raiva, lembrando-se de que todos querem ser felizes, e as pessoas fazem o que fazem porque acham que aquilo trará felicidade. Ao lembrar-se disso, pode cultivar a compaixão e ver que você e aquela pessoa não são diferentes: você já agiu raivosamente antes porque achava que aquilo o faria feliz. E, compassivo pelo fato de que aquela pessoa não sabe das consequências que a raiva traz, você converte sua emoção negativa em emoções positivas, como amor e compaixão. E mais tarde, quando você já estiver ainda mais treinado, poderá não apenas converter o negativo em positivo, mas liberar as emoções negativas em sua própria essência, cuja natureza é a perfeição. Grandes mestres e praticantes lidam com sua raiva dessa forma. A raiva ocorre, mas ela é livre, assim como as nuvens, que ocorrem mas dançam livres no céu.

O que é a impermanência?

Encare sua vida como se fosse um banco no parque, em uma tarde de clima ameno. Você vai até lá passar algumas horas, sentado, aproveitando tudo ao máximo: a brisa fresca, os pássaros cantando, as borboletas, o sol batendo no rosto. Tudo aquilo dura pouco tempo e vai chegar ao fim. Por isso, você deve aproveitar o momento e criar boas condições. Você não deve se apegar ao banco. Não tente colocar uma etiqueta nele com o seu nome, querendo mantê-lo para você! Isso vai impedi-lo de sentir o prazer e a liberdade de estar lá, simplesmente sentado. E se alguém se sentar com você, seja gentil, tratando-a com amor e compaixão. Não brigue com esta pessoa. Seu tempo é muito curto. Vocês estão ali apenas de passagem.

Ao lembrarmos de que tudo na vida é impermanente e chega ao fim, podemos ser generosos com ela, sabendo que provavelmente ela nunca pensa no fato de que terá que deixar o banco em breve, assim como você. Todos nós queremos manter as coisas e não conseguimos. Temos que ter compaixão por elas, e por nós mesmos. Compreender a impermanência nos faz ricos: temos tudo neste momento e podemos ser generosos, abertos, decididos a fazer o que pudermos para beneficiar a todos com o nosso amor, sem medo de perder.

É possível reduzir o carma?

Sim, o carma é purificável através da educação e da meditação. O carma é algo criado por nós, e tudo o que é criado pode ser alterado. Só o que está além da criação - como a natureza absoluta da nossa mente - não pode ser alterado. 

Há duas formas de eliminar o carma negativo: uma delas é experienciar as situações da vida sem rejeitá-las, e recebê-las com amor e compaixão, transformando carma negativo em positivo; a outra forma é purificar o carma negativo antes de vivenciá-lo, e ir além do carma, não importando se ele é positivo ou negativo. Esta segunda maneira de abordar a questão é crucial, mas só pode acontecer depois de treinarmos nossa mente através de avançadas técnicas de meditação.

De maneira mais imediata, a melhor coisa a ser feita é transformar carma negativo em carma positivo. Mas precisamos ter em mente que produzir carma positivo não é uma solução absoluta para nosso sofrimento. Porque todo carma, positivo ou negativo, é impermanente. Isso significa que, seja qual for o resultado positivo que você crie, ele também vai mudar, mais cedo ou mais tarde. É um ciclo: o que é positivo se transforma em negativo e o que é negativo, em positivo. A única saída é obter a realização da iluminação e tirar você e sua mente deste sistema cíclico de existência. Enquanto isso não ocorre, faça seu melhor e crie condições positivas para suas experiências futuras, aceitando o seu carma, vivendo-o da melhor forma possível e o purificando.

Como fazer para terminar um relacionamento com alguém com quem não combinamos muito, sem criar carma negativo e nem sofrimento?

Podemos dizer que a principal religião de nossa sociedade atual é o amor - nossas músicas, nossos filmes e nossos anseios são todos a respeito de relacionamentos - e, no entanto, nós nem ao menos sabemos o que é o amor. 

As pessoas se preocupam muito com os relacionamentos mas, na verdade, elas se preocupam mesmo é consigo mesmas. Elas querem ter um amor porque isso fará com que elas se sintam bem.

E o Budismo traz um novo paradigma a este respeito: amar é querer que o outro seja feliz. Ao amar, devemos nos preocupamos com o bem-estar do outro e não em atender aos nossos interesses. Se você está com uma pessoa, é por causa do carma. Enquanto estiver com ela, você deve fazê-la o mais feliz possível. E se você deve terminar ou não o relacionamento, vai depender se isso vai fazê-la mais feliz ou mais infeliz. Sua preocupação não deve ter nada a ver com a sua própria felicidade. Se você tiver isto em mente, é mais provável que tome a decisão mais correta.

O relacionamento vai acabar de um jeito ou de outro. Lembre-se da impermanência: você e a outra pessoa não duram para sempre. O próprio relacionamento é impermanente e vai acabar naturalmente, quando não houver mais carma entre vocês. Então, aproveite o momento, e não se esqueça de pensar no bem-estar dos demais, mais do que no seu próprio. Isso é libertador. 



Lama Tsering Everest



Fonte: Fragmentos de uma entrevista concedida ao site Vya Estelar
www.vyaestelar.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 10 de agosto de 2013

DEPRESSÃO - CORRENTES PSÍQUICAS DESCONEXAS

A depressão tem a sua gênese no espírito, que reencarna com alta dose de culpa, quando renteando no processo da evolução sob fatores negativos que lhe assinalam a marcha e de que não se resolveu por liberar-se em definitivo. 

Com a consciência culpada, sofrendo os gravames que lhe dilaceram a alegria íntima, imprime nas células os elementos que as desconectam, propiciando, em largo prazo, o desencadeamento dessa psicose que domina uma centena de milhões de criaturas na atualidade. 

Se desejarmos examinar as causas psicológicas, genéticas e orgânicas, bem estudadas pelas ciências que se encarregam de penetrar o problema, temos que levar em conta o espírito imortal, gerador dos quadros emocionais e físicos de que necessita, para crescer na direção de Deus.

A depressão instala-se, a pouco e pouco, porque as correntes psíquicas desconexas que a desencadeiam, desarticulam, vagarosamente, o equilíbrio mental.

Quando irrompe, exteriorizando-se, dominadora, suas raízes estão fixadas nos painéis da alma rebelde ou receosa de prosseguir nos compromissos redentores abraçados. Face as suas cáusticas manifestações, a terapia de emergência faz-se imprescindível, embora, os métodos acadêmicos vigente, pura e simplesmente, não sejam suficientes para erradicá-la. Permanecendo as ocorrências psicossociais, sócio-econômicas, psico-afetivas, que produzem a ansiedade, certamente se repetirão os distúrbios no comportamento do indivíduo conduzindo a novos estados depressivos.

Abre-te ao amor e combaterás as ocorrências depressivas, movimentando-te em paz na área da afetividade com o pensamento em Deus.

Evita a hora vazia e resguarda-te da sofreguidão pelo excesso de trabalho. Adestra-te, mentalmente, na resignação diante do que te ocorra de desagradável e não possas mudar.

Quando sitiado pela ideia depressiva alarga o campo de raciocínio e combate o pensamento pessimista. Açodado pelas reminiscências perniciosas, de contornos imprecisos, sobrepõe as aspirações da luta e age, vencendo o cansaço.

Quem se habilita na ação bem conduzida e dirige o raciocínio com equilíbrio, não tomba nas redes bem urdidas da depressão. Toda vez que uma ideia prejudicial intentar espraiar-se nas telas do pensamento obnubilando-te a razão, recorre à prece e a polivalência de conceitos, impedindo-lhe a fixação.

Agradecendo a Deus a benção do renascimento na carne, conscientiza-te da sua utilidade e significação superior, combatendo os receios do passado espiritual, os mecanismos inconscientes de culpa, e produze com alegria. 

Recebendo ou não tratamento especializado sob a orientação de algum facultativo, aprofunda a terapia espiritual e reage, compreendendo que todos os males que infelicitam o homem procedem do espírito que ele é, no qual se encontram estruturadas as conquistas e as quedas, no largo mecanismo da evolução inevitável.



Joanna de Ângelis / Divaldo Pereira Franco



Fonte: do livro "Receitas de Paz"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O REPOUSO ALÉM DA MORTE

Contei-lhe que, ao descansar, não tive a impressão de dormir, qual o fazia no corpo de carne. Permanecera sob curiosa posição psíquica, em que jornadeara longe, contemplando pessoas e paisagens diversas. Supunha, assim, não ter estado num sono propriamente dito.

Escutou-me atenciosamente, explicando-me, em seguida, que o repouso para os desencarnados varia ao infinito.

O Espírito demasiadamente ligado aos interesses humanos acusa a necessidade de amplo mergulho na inconsciência quase total, depois da morte. A ausência de motivos nobres, nos impulsos da individualidade, estabelece profunda incompreensão na alma liberta das teias fisiológicas, que se porta, ante a grandeza da espiritualidade superior, à maneira do selvagem recém-vindo da floresta perante uma assembléia de inteligências consagradas às realizações artísticas; quase nada entende do que vê e do que ouve, demonstrando a necessidade de compulsório regresso à tribo da qual se desligará vagarosamente para adaptar-se à civilização. Também os criminosos e os viciados de toda sorte, com o espírito encarnado nas grades das próprias obras escravizantes, não encontram prazer nas indagações espirituais de natureza elevada, reclamando a imersão nos fluídos pesados e gravitantes da luta expiatória, em que a dor sistemática vai trabalhando a alma, qual buril milagroso aprimorando a pedra. Para as entidades dessa expressão, impõe-se torpor quase absoluto, logo após o sepulcro, em vista da falta provisória de apelos enobrecedores na consciência iniciante ou delinquente. Finda a batalha terrena, entram em período de sono pacífico ou de pesadelo torturado, conforme a posição em que se situam; período esse que varia de acordo com o quadro geral de probabilidades de reerguimento moral ou de mais aflitiva queda que os interessados apresentam. Terminada essa etapa, que podemos nomear de hibernação da consciência, os desencarnados desse tipo são reconduzidos à carne ou recolhidos em educandários nos círculos inferiores, com aproveitamento de suas possibilidades em serviço nobre, não obstante de ordem primária.

Não ocorre o mesmo com o Espírito médio, portador de regular cultura filosófico-religioso e, sem compromissos escuros na experiência material; quanto maior o esforço das almas dessa espécie por atenderam aos desígnios divinos, no campo físico, mais vasta é a lucidez de que se fizeram dotadas nas esferas de além-túmulo.

Enquanto a mente das primeiras é requisitada ao fundo abismo das impressões humanas, ao qual se agarram à semelhança de ostras à própria concha, a mente das segundas busca elevar-se, tanto quanto lhes permitem as próprias forças e conhecimentos. O descanso, pois, além da morte, para as criaturas de condição mais elevada, deixa, assim, de ser imersão mental nas zonas obscuras do mundo para ser vôo de acesso aos domínios superiores da vida.

Finalizando a resposta, o Irmão Andrade, asseverou que certas individualidades, não obstante exaustas no supremo instante do transe final, libertam-se da matéria grosseira e colocam-se a caminho de esferas divinizadas, com absoluta lucidez e sem necessidade de qualquer repouso tonificante, qual o compreendemos, em vista do nível de sublimação espiritual que já atingiram.



Irmão Jacob / Francisco Cândido Xavier 



Fonte: do Livro "Voltei"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

DEIXE UM PENSAMENTO FLORESCER

Conscientização é aquele estado da mente que abrange todas as coisas – os corvos voando no céu, as flores nas árvores, as pessoas sentadas em frente, as cores que estão usando – estar extensivamente cônscio o que requer olhar, observar, tomar a forma da folha, a forma do tronco, a forma da cabeça do outro, o que ele está fazendo. Estar extensivamente cônscio e daí agir, isso é estar cônscio da totalidade do próprio ser da pessoa. Ter uma simples capacidade secional, uma fragmentação de capacidade ou capacidade fragmentada, e ir ao encalço dessa capacidade e tirar experiência dessa capacidade que é limitada; isso faz a qualidade da mente medíocre, limitada, estreita. Mas uma conscientização da totalidade de seu próprio ser, compreender através da consciência de cada pensamento e cada sentimento, e nunca limitar isto, deixar cada pensamento e cada sentimento florescer, e, portanto estar cônscio; isso é inteiramente diferente de ação ou concentração que é meramente capacidade e, portanto, limitada. Deixar um pensamento florescer ou um sentimento florescer requer atenção, não concentração. Quero dizer com o florescimento de um pensamento dar liberdade a ele para ver o que acontece, o que está acontecendo em seu pensamento, em seu sentimento. Qualquer coisa que floresça deve ter liberdade, deve ter luz; não pode ser restringida. Você não pode dar algum valor a ela, não pode dizer, “Isso é certo, aquilo é errado, isto devia ser, e aquilo não devia”, desse modo, você limita o florescimento do pensamento. E ele só pode florescer nesta conscientização. Portanto, se você entrar nisto muito profundamente, descobrirá que este florescer do pensamento é o fim do pensamento.




J. Krishnamurti




Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

PRINCÍPIO DIVINO

Todos os objetos estão envoltos pelo mesmo Princípio Divino. Todos os nomes são atributos de Sua Glória. A Divindade é iminente e inerente a toda alma, e o processo de lembrar as pessoas desse fato começou com os primórdios da história humana. O que deve ser feito para levar uma vida divina? Remova o nevoeiro que esconde a Verdade! A névoa da ilusão o faz acreditar que é algo inferior, momentâneo, evanescente e material! Isso é incorreto! Todos são santos, puros e fazem parte da Eternidade. Cada um brilha na proporção de seu esforço espiritual (Sadhana), assim como as lâmpadas propagam luminosidade conforme sua potência. Não há corpo que não seja sustentado pelo Absoluto. Não há nenhum nome que não indique o Universal. Todos são Dele!



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ESCUTANDO AS SOLUÇÕES

Um aluno veio me ver esta semana, todo empolgado para me contar sobre um momento de clareza que tinha vivido. Após meses de frustração, ele se deu conta exatamente do que precisava fazer para levar sua vida para o próximo nível! Eu não poderia ter ficado mais feliz por ele. Também lhe lembrei que aproximadamente uma dezena de pessoas em sua vida vinha sugerindo aquela mesma solução fazia tempo. A diferença é que agora ele finalmente estava pronto para escutar.

Isso me lembra um ensinamento profundo que os kabalistas nos dão: as respostas para os nossos problemas estão sempre disponíveis para nós, mas nem sempre estamos abertos para recebê-las.

Uma das formas mais poderosas de acessar soluções é nos abrirmos para escutar os outros – especialmente quando seu ponto de vista difere do nosso.

Isso parece tão simples. Qualquer um pode escutar, certo? Mas escutar é totalmente diferente de ouvir. Podemos ouvir, mas estamos mais precondicionados a discordar do que a escutar. Às vezes, justificamos isso alegando que já conhecemos os fatos. Ou talvez assumimos que, porque a outra pessoa não é perfeita, ela não pode ter alguma possível sabedoria para compartilhar. Outras vezes, nos fechamos totalmente, por medo de estarmos errados, pensando: “Se eu aceitar o que essa pessoa tem a dizer, talvez isso signifique que eu tenha que mudar”.

A recusa em escutar os outros não só cria energia negativa em nossos relacionamentos, como também pode nos impedir de escutar o que precisamos para seguir adiante no nosso crescimento pessoal.

Cada um pode ser um mensageiro – independentemente de qualquer coisa. Considere o ponto de vista de outra pessoa. Talvez ela saiba alguma coisa que você não sabe.

Se você abrir seu coração e sua mente, você escutará as soluções que o universo está tentando lhe enviar.



Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

QUANDO PERCEBER A IRRITAÇÃO

Meu irmão, não creia em milagre. Procure compreender que cada homem vive, sofre o resultado de sua própria evolução. Para alcançar o equilíbrio é necessário alcançar o autoconhecimento que permite a disciplina pessoal.

Não estrague o seu dia; coragem, o seu mau humor, a sua ira, o seu ódio, não fazem outra coisa senão destruir, criar desolação, angústia, provocando insegurança em todos os que o cercam.

Não esqueça que para vencer a dor o homem precisa conhecer os seus objetivos, saber administrar o seu interior, pois assim fará sublimação com dignidade. A provação aumenta a visão interior, abre os horizontes da alma, liberta o ser.

Mostre a sua boa vontade em qualquer situação. Revele- se, colabore, seja solidário, trabalhe em benefício de todos; guarde a calma, faça a paz, seja sensato.

Intensifique a consciência do bem, estude, pesquise, trabalhe, não reclame, não se deixe amedrontar pelo desânimo; esteja sempre preparado para não perder o sentido inteligente da vida.

O acadêmico da espiritualidade tem certeza de que o exercício do bem se traduz pela luz no espírito, na qual a visão interior amplia os horizontes, elucida, promove grandes transformações.

Na escolaridade da Terra, aquele que compreendeu o seu significado é solidário, respeitoso e justo com o seu igual; está sempre pronto à renúncia do “EU”, portanto sua vida significa dedicação ao trabalho, compreensão, serenidade, esperança, resignação, calma, perdão, amor, paz, humildade, permanente renovação, alegria constante.

O homem que faz autoconhecimento percebe que o silêncio interior é a celebração plena da vida, o encontro do ser com o SER em todo o Universo, dentro de cada um, num processo constante de aprendizado.

Quando você perceber que a irritação está tomando conta de sua pessoa, reaja, procure em seu interior os momentos de alegria vividos, revise os seus ideais, não lastime, caminhe com determinação. A prece e a vigilância respondem a todas as questões humanas, são responsáveis pelo equilíbrio.

O homem marca o seu lugar na Terra pela força de seu trabalho, pelo desprendimento, pela renúncia moral, pelo caráter, pela consciência de seus objetivos; a dignidade humana está sempre presente quando a intenção é boa.

Aquele que crê na justiça do Criador é paciente, benigno, aplicado ao bem, caritativo, esperançoso; sabe suportar, esperar, sofrer as provações com altruísmo; reconhece que não há efeito sem causa, tem perene juventude, é feliz sem exigências.

Amor, trabalho, evolução.



Leocádio José Correia / Maury Rodrigues da Cruz



Fonte: do livro "Na luta do cotidiano, A força do amor"
http://mensagem.adde.com.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

MERGULHANDO NO VAZIO

O que acontece na morte? De repente você está perdendo o seu corpo, está perdendo a sua mente. De repente você sente que está se afastando de si mesmo, de tudo o que você acreditava que era você.

É doloroso porque você sente que está submergindo no vazio. Você não estará mais em lugar nenhum, porque viveu identificado com o corpo e com a mente e nunca conheceu nada além disso; nunca se conheceu além do corpo e da mente.

Você ficou tão fixado na periferia e tão obcecado por ela que o centro ficou totalmente esquecido.

Na morte, você tem de se deparar com o fato de que o corpo está partindo; não é mais possível conservá-lo como antes. A mente está deixando você — agora você não tem mais controle sobre ela. O ego está se dissolvendo; você não pode mais nem dizer "Eu".

Você treme de medo, na beira do nada. Você não existirá mais.

Mas, se você tiver se preparado, se tiver praticado meditação — e preparação significa que você fez tudo o que podia para aproveitar a morte, para aproveitar esse abismo feito de nada — em vez de ser jogado dentro dele, você se preparou para saltar para dentro —, isso faz uma grande diferença.

Se você está sendo empurrado para dentro, de má vontade — você não quer pular e está sendo obrigado —, então é doloroso, existe muita angústia e a angústia é tão intensa que você ficará inconsciente no momento da morte. Assim você não a aproveita.

Mas, se você estiver pronto para saltar, não há angústia. Se você aceitar a morte e lhe der as boas-vindas, sem nenhuma reclamação — em vez disso, você está feliz e celebrando esse momento que chega, e agora pode saltar para fora do seu corpo, que é uma limitação, pode saltar para fora deste corpo que é um confinamento, pode saltar para fora deste ego que sempre foi um sofrimento —, se você conseguir dar as boas-vindas para a morte, então não há nenhuma necessidade de ficar inconsciente.

Se você conseguir aceitá-la, dar-lhe as boas-vindas — o que os budistas chamam de "tathata", aceitá-la e não somente isso... Porque a palavra, aceitar, não é muito boa, lá no fundo ela esconde uma não-aceitação — não, se você der as boas-vindas à morte, como se ela fosse uma celebração, um êxtase, como se fosse uma bênção, você não precisa ficar inconsciente.

Se ela é uma bênção, você ficará perfeitamente consciente nesse momento. Lembre-se destas duas coisas: se rejeitá-la, se disser não, você ficará totalmente inconsciente: se aceitá-la, acolhê-la, e disser "Sim" de todo o coração, você ficará perfeitamente consciente.

Dizer "Sim" para a morte deixa você perfeitamente consciente; dizer "Não" para ela deixa você completamente inconsciente — esses são os dois jeitos de morrer.



Osho, em "O Livro do Viver e do Morrer: Celebre a Vida e Também a Morte"



Fonte: www.palvrasdeosho.org
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A DEPRESSÃO NA VISÃO ESPÍRITA

A depressão pode ser conceituada como uma alteração do estado de humor, uma tristeza intensa, um abatimento profundo, com desinteresse pelas coisas. Tudo perde a graça, o mundo fica cinza, viver torna-se tarefa difícil, pesada, com ideias fixas e pessimistas.

Poderíamos considerá-la como uma emoção estagnada. As emoções naturais devem ser passageiras, circularem normalmente, sem desequilibrar o ser. A tristeza por exemplo, é uma emoção natural, que nos leva a entrar em contato conosco, à introspecção e à reflexão sobre nossas atitudes. Agora, uma vez estagnada, prolongada, acompanhada de sentimento de culpa, nos leva a depressão.

Podemos dividir a depressão em três formas, de acordo com o fator causal:

- Depressão Reativa ou Neurose Depressiva: - esta depende de um fator externo desencadeante, geralmente perdas ou frustrações, tais como separação, perda de um ente querido etc.

- Depressão Secundária a Doenças Orgânicas: acidente vascular cerebral ("Derrame"), tumor cerebral, doenças da tireóide etc.

- Depressão Endógena: por deficiência de neurotransmissores. Exs.: depressão do velho, depressão familiar e psicose maníaco-depressiva.

Estima-se que a depressão incida em cerca de 14% da população, ou seja, temos no Brasil cerca de 21 milhões de deprimidos.

Ela afeta todo o ser, acarretando uma série de desequilíbrios orgânicos, sobretudo, comprometendo a qualidade de vida, tornando a criatura infeliz e com queda do seu rendimento pessoal.

André Luiz cita nas suas obras que os estados da mente são projetados sobre o corpo através dos bióforos que são unidades de força psicossomáticas, que se localizam nas mitocôndrias. A mente transmite seus estados felizes ou infelizes a todas as células do nosso organismo, através dos bióforos. Ela funciona ora como um sol irradiando calor e luz, equilibrando e harmonizando todas as células do nosso organismo, e ora como tempestades, gerando raios e faíscas destruidoras que desequilibram o ser.

Segundo Emmanuel, a depressão interfere na mitose (divisão) celular, contribuindo para o aparecimento do câncer e de outras doenças imunológicas, sobretudo a deficiência imunitária facilitando às infecções.

Na depressão existe uma perda de energia vital no organismo, num processo de desvitalização. O indivíduo perde energia por dois mecanismos principais:

1º) Perde sintonia com a Fonte Divina de Energia Vital: o indivíduo não se armando como deve, com sentimento de auto-estima em baixa, afasta de si mesmo, da sua natureza divina, elo de ligação com a fonte inesgotável do Amor Divino. Além do mais, o indivíduo ao se fechar em seus problemas e suas mágoas, cria um ambiente vibracional negativo, que dificulta o acesso da espiritualidade Maior em seu benefício.

2º) Gasto Energético Improdutivo: o indivíduo ao invés de utilizar o seu potencial energético para desenvolver potencialidades evolutivas, vivendo intensamente as experiências e os desafios que a vida lhe apresenta, desperdiça energia nos sentimentos de auto-compaixão, tristeza e lamentações. Sofre e não evolui.

CAUSAS PRINCIPAIS

A depressão está frequentemente associada a dois sentimentos básicos: a tristeza e culpa degenerada em remorso.

Quando por algum motivo infringimos a lei natural, ao tomarmos consciência do erro cometido, temos dois caminhos a seguir:

1 - Erro > Consciência > Arrependimento > Tristeza > Reparação

2 - Erro > Consciência > Culpa-remorso (ideia fixa) > Depressão

O primeiro caminho é meio natural de nosso aperfeiçoamento. Uma vez tomando consciência de nossas imperfeições e erros cometidos, empreendemos o processo de regeneração através de lições reparadoras.

De outra maneira, se ao invés nos motivarmos a nos recuperarmos, nós nos abatermos, com sentimento de desvalia, de auto-punição, e permanecermos atrelados ao passado de erros, com ideias fixas e auto-obsessivas, nós estaremos caminhando para o estado de depressão, que é improdutivo no sentido de nossa evolução.

Outra condição que nos leva à depressão é citada pelo espírito François de Geneve no Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V, item 5 (A Melancolia), onde relata que uma das causas da tristeza que se apodera de nossos corações fazendo com que achemos a vida amarga é quando o Espírito aspira a liberdade e a felicidade da vida espiritual, mas, vendo-se preso ao corpo, se frustra, cai no desencorajamento e transmite para o corpo apatia e abatimento, se sentindo infeliz. Para François Geneve então, a causa inicial é esta ânsia frustrada de felicidade, liberdade almejada pelo espírito encarnado, acrescido das atribulações da vida com suas dificuldades de relacionamento interpessoal, intensificada pelas influências negativas de espíritos encarnados e desencarnados.

Outro fator que está determinando esta incidência alarmante de depressão nos nossos dias é o isolamento, a insegurança e o medo que estão acometendo as pessoas na sociedade contemporânea. Absorvido pelos valores imperantes como o consumismo, a busca do prazer imediato, a competitividade, a necessidade de não perder, de ser o melhor, de não falhar, o homem está se afastando de si e de sua natureza. Adota então uma máscara (persona), que utiliza para representar um "papel" na sociedade. E, nesta vivência neurotizante, ele deixa de desenvolver suas potencialidades, não se abre, nem expõe suas emoções, pois estas demonstram que de fato ele é. Enclausurado, fechado nesta carapaça de orgulho e egoísmo, ele se isola e se sente sozinho. Solidão, não no sentido de estar só, mas de se sentir só. Mais do que se sentir só é a insatisfação da pessoa com a vida e consigo mesma. O indivíduo nessa situação precisa se cercar de pessoas e de coisas para ficar bem, pois, desconhece que ele se basta pelo potencial divino que tem.

A solidão é consequência de sua insegurança, de sua imaturidade psicológica. Nos primeiros anos de vida, a criança enquanto frágil e insegura, é natural que tenha necessidade de que as pessoas vivam em função delas, dando-lhes atenção e proteção. É a fase do egocentrismo, predominantemente receptiva. Com o seu amadurecimento, começa a criar uma boa imagem de si, tornando-se mais seguro, e a partir de então, passa a se doar, a se envolver e a participar mais do mundo. O que acontece é que certas pessoas, por algum motivo, têm dificuldades neste processo de amadurecimento afetivo, mantendo-se essencialmente receptivas e não participativas, exigindo carinho, respeito e atenção, sem se preocuparem da mesma forma com os outros. Fazem-se de vítimas, pobre coitados, sem se responsabilizarem por si. Conseguem o seu equilíbrio às custas das conquistas exteriores. À primeira frustração que se deparam, não toleram, pois expõe suas fraquezas e isto motiva um quadro de depressão.

Em alguns idiomas, doença e vazio têm a mesma tradução. A doença seria decorrente de um vazio de sentimentos que gera depressão e adoece o ser.

Um indivíduo quando perde a capacidade de se amar, quando a auto-estima está debilitada, passa a ter dificuldade de amar o semelhante, pois o sentimento de amor, de generosidade para com o próximo, é um sentir de dentro para fora. Este sentimento de amor ao próximo, nada mais é do que uma extensão do nosso amor, da nossa sintonia com o Deus interior que nós temos em nós. A pessoa que tem dificuldade nesta composição de amar a si e, por consequência, amar o próximo, deixa de receber o amor e a simpatia do outro, e não consegue entra em sintonia com a fonte sublime inesgotável do Amor Divino. Nós limitamos aquilo que recebemos de Deus, na medida do quanto doamos ao próximo. Quem ama muito, muito recebe. Quem pouco ama, pouco recebe. Esse afastamento de si, e por conseguinte de Deus, gera a tristeza, o vazio, a depressão e a doença.

TRATAMENTO

A depressão é um sintoma que nos diz que não estamos nos amando como deveríamos.

O caminho para sairmos dela é preencher este vazio com a recuperação da auto-estima e do amor em todos os sentidos. Primeiro, procurando nos conhecer e nos analisar, com o intuito de nos descobrirmos, sem nos julgarmos, sem nos punirmos ou nos culparmos. E depois, nos aceitarmos como somos, com todas as nossas limitações, mas sabendo que temos toda potencialidade divina dentro de nós, esperando para desabrochar como sementes de luz. Isto nada mais é do que desenvolver a fé em si e no criador, sentimento este que transforma e que nos liga diretamente a Deus.

Uma pessoa consciente de sua riqueza interior passa a ter segurança e fé nas suas potencialidades infinitas, começando a gostar e acreditar em si, amando-se e a partir de então, sentindo necessidade de expandir este sentimento a tudo e todos. Começa assim a se despertar para os verdadeiros valores da vida espiritual, se transformando numa pessoa feliz e sorridente, pois onde existe seriedade, há algo de errado; a seriedade está ligada ao ser doente. Sorria e seja feliz amando e servindo sempre.

A terapia contra a depressão se baseia no amar e no servir, se envolvendo em trabalhos úteis e no serviço do bem. Seja no trabalho profissional, no trabalho do lazer, ou no trabalho de servir ao próximo, o indivíduo se ocupa, exercita o amor, e deixa de se envolver com as lamentações, pois a infelicidade faz seu ninho no escuro dos sentimentos de cada um. Dificilmente conheceremos um deprimido, entre aqueles que trabalham a serviço do bem.

Para doarmos este amor, não basta somente fazermos obras de caridade, temos que nos tornarmos caridosos; antes de fazermos o bem temos que ser bons. Darmos um pão, um agasalho, mas junto colocarmos uma boa dose de afeto e carinho. Ser acima de tudo generosos, que é a caridade com afeto. As pessoas estão com fome de amor, de calor humano, um ombro amigo, um abraço, um aconchego e uma palavra de carinho. Às vezes, com um simples sorriso, um bom dia, um olhar afetuoso, nós estamos doando energia e transmitindo vida.

O homem alcançou um enorme progresso intelectual, satisfazendo suas necessidades materiais com os avanços tecnológicos. Porém, ainda se depara com enormes dificuldades na convivência fraterna com o seu semelhante. Estamos cada vez mais próximos um dos outros através dos meios de comunicação e, no entanto, mais afastados emocionalmente. Agora, o homem está sentindo a necessidade premente de desenvolver a afetividade, de se envolver, amar e sentir o seu semelhante.

Temos que ressuscitar e liberar a criança que está esquecida dentro de nós. Para resgatarmos esta criança que adormece em nós, é necessário que vejamos o mundo de forma positiva e otimista. A nossa criança interior, geralmente se encontra retraída e oprimida, porque a vida nos apresenta de forma desagradável; ainda não vivemos de forma natural, espontânea e isto gera ansiedade e sofrimento. Como a criança é movida pelo prazer, ela se recolhe e não se manifesta.

A criança não se julga, não se pune. Ela apenas vive o hoje, o agora, integrada perfeitamente a Deus e à natureza. "Deixai vir a mim as criancinhas porque o reino dos céus é de quem vos assemelham" - com estas palavras quis Jesus dizer que teremos que ser puros, autênticos, integrados com a nossa natureza divina, sem fugas ou máscaras, para alcançarmos a nossa evolução espiritual. 

Ter atitudes simples, como lidar com animais, brincar com crianças, atividades criativas como a pintura, tocar um instrumento, fazer pequenas tarefas domésticas, cozinhar, manter uma conversa amena, contar um caso, ver um bom filme, escutar uma música, cantar, sorrir, ouvir com atenção, olhar com ternura, tocar as pessoas, abraçar, fazer um elogio sincero, curtir a natureza, admirar o por do sol etc. Estas são tarefas que muito lhe ajudará a reencontrar o equilíbrio e a harmonia interior.

Manter sempre o bom humor. Aquele que tem no ideal de servir uma meta de vida, será sempre uma pessoa feliz. Na vida o que mais importa é o amor e o bem querer das pessoas, viver suas emoções; não se deixar afetar por coisas pequenas. Muitas vezes nos deixamos abater por problemas, que se olharmos com olhos de Espíritos Eternos em passagem pela Terra, não valorizaríamos.

Substituir sentimentos de auto-piedade por vibrações em favor dos que sofrem. Se olharmos com atenção e interesse ao nosso redor, veremos que existem pessoas com problemas muito piores, que o nosso a pedir socorro.

Procurar praticar atividades físicas regulares, como a caminhada, um esporte, um lazer. A mente parada começa a criar pensamentos negativos, que se assemelham a lixos amontoados dentro de casa. Com estas atividades, você estará desviando sua mente destes pensamentos deletérios.

Tornar-se empreendedor, dinâmico, criando ideias novas e construtivas em benefício do semelhante, com motivação para implementá-las, junto ao grupo ou a comunidade que pertence. Não fique estagnado esperando que a coisas aconteçam em seu favor. Aja em favor do próximo e não se surpreenda se você for o mais beneficiado.

Leituras edificantes, uma conversa com um amigo, um terapeuta ou um orientador espiritual, ajuda você a ver o problema por um outro ângulo.

A oração é um recurso indispensável no processo de recuperação. Através dela estabelecemos sintonia com a Espiritualidade Maior, facilitando o caminho para que nos inspirem e revigorem nossas energias.

Não nascemos para sofrer. A vontade de Deus é a nossa alegria e a nossa felicidade. Se sofrermos é por nossa causa. Os nossos problemas e nossas dificuldades devem ser interpretadas como instrumentos para nossa evolução. Nunca devemos nos deprimir ou nos revoltar contra eles. O melhor aprendizado, é aquele que tiramos de nossa própria vida.

Vocábulo "crise" em algumas línguas podem ter dois significados: a oportunidade ou perigo. Oportunidade de crescimento ou perigo de queda.

O que importa é sabermos que os problemas que deparamos na vida só surgem quando já temos condições de solucioná-los. Como disse o Mestre Jesus: "O Pai não coloca fardos pesados em ombros fracos". Deste modo, ficamos mais fortes ao saber que temos todas as condições interiores, para enfrentar as dificuldades que a vida nos apresenta. Ter consciência que acima de tudo há um Deus maior a zelar por nós e que nunca nos abandona. 

(...)



Dr. Wilson Ayub Lopes



BIBLIOGRAFIA
Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo - 2ª edição - FEB - cap. V, item 25
Franco, Divaldo Pereira - O Homem Integral - 3ª edição - Livraria Espírita Alvorada
Xavier, Francisco Cândido - Missionários da Luz - FEB - 21ª edição
Revista Espírita Allan Kardec - Ano X - n. 37
Xavier, Francisco Cândido - O Consolador - FEB - 13ª edição
Silva, Marco Aurélio (Dr) - Editora Best Seller


Fonte: do Boletim da ASSOCIAÇÃO MÉDICO-ESPÍRITA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A CONSCIENTIZAÇÃO NÃO PODE SER DISCIPLINADA

Se a conscientização é praticada, transformada num hábito, ela se torna tediosa e dolorosa. A conscientização não pode ser disciplinada. Aquilo que é praticado não é mais conscientização, porque na prática está implicada a criação de hábito, o empenho de esforço e vontade. Esforço é distorção. Não existe apenas a conscientização do exterior – do voo dos pássaros, das sombras, do mar agitado, as árvores e o vento, o mendigo e os carros luxuosos passando – mas também existe a conscientização do processo psicológico, tensão interior e conflito. Você não condena um pássaro voando; você o observa, vê a beleza dele. Mas, quando considera sua própria luta interior, você a condena ou justifica. É incapaz de observar este conflito interior sem escolha ou justificação. Estar consciente de seu pensamento e sentimento sem identificação e negação não é tedioso e doloroso, mas na busca de um resultado, um fim a ser alcançado, o conflito é aumentado e o tédio da luta começa.


J. Krishnamurti



Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

NOSTALGIA E DEPRESSÃO

As síndromes de infelicidade cultivada tornam-se estados patológicos mais profundos de nostalgia, que induzem à depressão.

O ser humano tem necessidade de auto-expressão, e isso somente é possível quando se sente livre.

Vitimado pela insegurança e pelo arrependimento, torna-se joguete da nostalgia e da depressão, perdendo a liberdade de movimentos, de ação e de aspiração, face ao estado sombrio em que se homizia.

A nostalgia reflete evocações inconscientes, que parecem haver sido ricas de momentos felizes, que não mais se experimentam. Pode proceder de existências transatas do Espírito, que ora as recapitula nos recônditos profundos do ser, lamentando, sem dar-se conta, não mais as fruir; ou de ocorrências da atual.

Toda perda de bens e de dádivas de prazer, de júbilos, que já não retornam, produzem estados nostálgicos. Não obstante, essa apresentação inicial é saudável, porque expressa equilíbrio, oscilar das emoções dentro de parâmetros perfeitamente naturais. Quando porém, se incorpora ao dia-a-dia, gerando tristeza e pessimismo, torna-se distúrbio que se agrava na razão direta em que reincide no comportamento emocional.

A depressão é sempre uma forma patológica do estado nostálgico.

Esse deperecimento emocional, faz-se também corporal, já que se entrelaçam os fenômenos físicos e psicológicos.

A depressão é acompanhada, quase sempre, da perda da fé em si mesmo, nas demais pessoas e em Deus... Os postulados religiosos não conseguem permanecer gerando equilíbrio, porque se esfacelam ante as reações aflitivas do organismo físico. Não se acreditar capaz de reagir ao estado crepuscular, caracteriza a gravidade do transtorno emocional.

(...)

No seu início, a depressão se apresenta como desinteresse pelas coisas e pessoas que antes tinham sentido existencial, atividades que estimulavam à luta, realizações que eram motivadoras para o sentido da vida.

À medida que se agrava, a alienação faz que o paciente se encontre em um lugar onde não está a sua realidade. Poderá deter-se em qualquer situação sem que participe da ocorrência, olhar distante e a mente sem ação, fixada na própria compaixão, na descrença da recuperação da saúde. Normalmente, porém, a grande maioria de depressivos pode conservar a rotina da vida, embora sob expressivo esforço, acreditando-se incapaz de resistir à situação vexatória, desagradável, por muito tempo.

Num estado saudável, o indivíduo sente-se bem, experimentando também dor, tristeza, nostalgia, ansiedade, já que esse oscilar da normalidade é característica dela mesma. Todavia, quando tais ocorrências produzem infelicidade, apresentando-se como verdadeiras desgraças, eis que a depressão se está fixando, tomando corpo lentamente, em forma de reação ao mundo e a todos os seus elementos.

A doença emocional, desse modo, apresenta-se em ambos os níveis da personalidade humana: corpo e mente.

(...)

Ideias demoradamente recalcadas, que se negam a externar-se - tristezas, incertezas, medos, ciúmes, ansiedades - contribuem para estados nostálgicos e depressões, que somente podem ser resolvidos, à medida que sejam liberados, deixando a área psicológica em que se refugiam e libertando-a da carga emocional perturbadora.

Toda castração, toda repressão produz efeitos devastadores no comportamento emocional, dando campo à instalação de desordens da personalidade, dentre as quais se destaca a depressão.

É imprescindível, portanto, que o paciente entre em contato com o seu conflito, que o libere, desse modo superando o estado depressivo.

(...)

Nem sempre a depressão se expressará de forma autodestrutiva, mas com estado de coração pesado ou preso, disfarçando o esforço que se faz para a rotina cotidiana, ante as correntes que prostram no leito e ali retêm.

Para que se logre prosseguir, é comum ao paciente a adoção de uma atitude de rigidez, de determinação e desinteresse pela sua vida interna, afivelando uma máscara ao rosto, que se apresenta patibular, e podem ser percebidas no corpo essas decisões em forma de rigidez, falta de movimentos harmônicos...

(...)

Seja, porém, qual for a gênese desses distúrbios, é de relevante importância para o enfermo considerar que não é doente, mas que se encontra em fase de doença, trabalhando-se sem autocomiseração, nem autopunição para reencontrar os objetivos da existência. Sem o esforço pessoal, mui dificilmente será encontrada uma fórmula ideal para o reequilíbrio, mesmo que sob a terapia de neurolépticos.

O encontro com a consciência, através de avaliação das possibilidades que se desenham para o ser, no seu processo evolutivo, tem valor primacial, porque liberta-o da fixação da ideia depressiva, da autocompaixão, facultando campo para a renovação mental e a ação construtora.

Sem dúvida, uma bem orientada disciplina de movimentos corporais, revitalizando os anéis e proporcionando estímulos físicos, contribui de forma valiosa para a libertação dos miasmas que intoxicam os centros de força.

Naturalmente, quando o processo se instala - nostalgia que conduz à depressão - a terapia bioenergética (Reich, como também a espírita), a logoterapia (Viktor Frankl), ou conforme se apresentem as síndromes, o concurso do psicoterapeuta especializado, bem como de um grupo de ajuda, se fazem indispensáveis.

(...)

Seja, no entanto, qual for a problemática nessa área, a criação de uma psicosfera saudável em torno do paciente, a mudança de fatores psicossociais no lar e mesmo no ambiente de trabalho constituem valiosos recursos para a reconquista da saúde mental e emocional.

O homem é a medida dos seus esforços e lutas interiores para o auto crescimento, para a aquisição das paisagens emocionais.

(...)

O processo de fuga da realidade é sempre de efêmera duração, porque os registros no inconsciente do indivíduo propelem-no vigorosamente para a frente, apesar da conjuntura imperiosa de manter os atavismos dos quais procede.

Ocorre que o ser humano está destinado à conquista da sua realidade divina, não se podendo impedir essa fatalidade.

Os transtornos de que se vê tomado são consequências das ações vivenciadas, que se vão depurando à medida que novos atos são realizados, ensejando conquistas novas e libertadoras.

Nesse trajeto, o despertar da consciência impõe discernimento para que possa compreender quais as propostas relevantes para a saúde mental e emocional, consequentemente também a de natureza física, por ser esta o efeito daquelas outras formas. O corpo é sempre o invólucro que se submete aos impositivos do ser psíquico que se é, experimentando os efeitos das irradiações do fulcro vital, que é o Espírito.

(...)

O ser humano é vida em expansão no rumo do infinito. Espírito imortal, momentaneamente cercado de sombras e envolto em tormentos de insatisfação, pode canalizar todas as energias decorrentes dos instintos básicos para os grandes vôos da inteligência, superando os patamares mais primitivos da evolução com os olhos voltados para a realidade transcendente.

Emergindo do caos em cuja turbulência se agita, percebe a perenidade existente em tudo, não obstante as transformações incessantes e toma parte, emocionado, no conjunto que pulsa e se engrandece diante dos seus olhos.

(...)



Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco



Fonte: do livro "Amor, Imbatível Amor"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal



ATORES

A espiritualidade traz grande profundidade e valor para as famosas palavras de Shakespeare: Todo o mundo é um palco, e todos os homens e mulheres meros atores. 

Através da espiritualidade, eu me sinto como uma alma - separada do corpo - desempenhando um papel no palco do mundo através da minha vestimenta física, o corpo. 

A diferença entre o ator e o papel é claramente entendida. 

Uma nova dimensão é então agregada a esta consciência: a de que Deus é o Diretor Espiritual da peça que estamos atuando.



Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

CONFUSÃO ENTRE NEUROSE E OBSESSÃO

Temos visto por aí afora companheiros espíritas, ora por vaidade, ora por ignorância, ora por extrema boa-vontade diagnosticando tudo como sendo obsessão ou ataque espiritual, levando, muitas vezes, as pessoas necessitadas de médico ou mesmo de um psiquiatra a tratamento interminável de desobsessão.
   
Criou-se no espiritismo o princípio de que tudo é obsessão, fugindo ao entendimento proposto por Kardec de que devemos andar de mãos dadas com a ciência. Ora, se a proposta é essa, por que fugir das investigações psicológicas e/ou psiquiátricas diante de alguns quadros de distúrbios emocio-mentais?
   
Mais uma vez, aparecem os “diagnosticadores de plantão”, querendo “ajudar” ou impressionar com as suas “percepções” mirabolantes. Vão identificando quadros de obsessão, como justificativa para tudo. Lembro-me, aqui, de uma grande amiga que surgiu com um problema na pele, umas erupções, e um desses médiuns afirmou se tratar de um ataque espiritual. Era lupus eritematoso, motivo inclusive que a levou à desencarnação, anos mais tarde.
   
Sei, sei: “...os espíritos interferem em nossas vidas muito mais do que possamos imaginar, em verdade eles nos conduzem.” Todavia, uma afirmativa não exclui a outra. Em eles interferirem em nossas vidas não nos tiram a certeza de que nós próprios criamos os problemas de nossas vidas. Além do mais, os espíritos só superdimensionam o que oferecemos a eles, de positivo ou negativo.
   
As reações neuróticas, por exemplo, podem ser precipitadas por diversos tipos de situação de tensão. De modo geral, as tensões básicas se centralizam em impossibilidades de atender à aspiração irrealista, com sentimentos de autodesvalorização e inferioridade; desejos inaceitáveis e pontos fracos, decorrentes de falsas verdades assimiladas; escolhas ou decisões aparentemente impossíveis; cognições dissonantes com relação à estrutura do eu; situação frustradora de vida, que tira a esperança e o sentimento de paz das pessoas.

Então, é certo que quase sempre o neurótico terá o seu padrão resultante, fundamentalmente, da constituição de sua personalidade e não pela situação de tensão, embora existam algumas provas de que as reações de fraqueza tendem a aparecer como defesa contra situações de vida frustradoras e, aparentemente, sem esperança.

Deve-se acentuar, no entanto, que muitos lidam com situações de tensão, que podem ser provas, mas que são enfrentadas pela maioria dos indivíduos, sem que estes se valham de defesas neuróticas.

As reações dissociativas, no entanto, tendem a surgir como defesas contra ameaças internas; aqui já seria estudo no campo das psicoses.

É preciso, portanto, que nunca isolemos o trato do ser humano apenas em um componente espiritual, pois somos um complexo de ações e reações interagindo por motivos de nossas fragilidades psicológicas e espirituais, é claro. Será sempre de boa saúde buscamos a integração dos processos de ajustamento, humano e espiritual.

E cuidado: não entregue a sua cabeça, o seu emocional a oportunistas de plantão, aproveitadores do sofrimento alheio, que posam de psicoterapeutas e, sem qualquer preparo, se lançam irresponsavelmente a tratamentos exóticos, algumas vezes regressivos, sem qualquer preparo ou estudo. São, literalmente, vigaristas que merecem ser processados por sua incúria e irresponsabilidades.



José Medrado



Fonte: http://www.cidadedaluz.com.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

RELIGIÕES - FONTES E DIFERENÇAS

Todas as religiões são oriundas da mesma fonte. As suas diferenças advêm de elas terem aparecido em épocas diferentes e em povos com mentalidades diferentes. Por isso, é preciso refletir bem antes de querer mudar de religião, as pessoas não se adaptam assim tão facilmente a outras mentalidades.

A tradição hindu, por exemplo, é extraordinariamente profunda, rica e poética, mas, tirando algumas exceções, os ocidentais que se aventuram nela estão sobretudo sujeitos ao risco de aí se perderem. Ou então ficar-se-ão pelas aparências, pelas formas, por detalhes superficiais, exóticos, e isso não é uma atitude de respeito por todos aqueles grandes espíritos do passado que, depois de durante muito tempo terem trabalhado, feito pesquisas, quiseram legar ao seu povo o fruto das suas experiências. 

Não se deve pensar que os sábios e Mestres espirituais da Índia se sentem assim tão honrados por verem muitos cristãos descurarem a sua própria religião para se disfarçarem de yoguis. Eu pude verificar algumas vezes até que ponto certos Mestres hindus são sábios. Eles perguntam aos ocidentais: «Você é cristão? – Sim. – Então, continue a ser cristão.» Eles sabem que uma cultura, uma tradição, é como o solo para uma árvore. Quanto tempo é necessário para que uma árvore arrancada da terra se enraíze noutro local?



Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

DETERMINISMO E LIVRE-ARBÍTRIO

Determinismo e livre-arbítrio coexistem na vida, entrosando-se na estrada dos destinos, para a elevação e redenção dos homens.

Determinismo e livre-arbítrio formam uma dupla inseparável na longa estrada da evolução do espírito.

Nos primeiros estágios da vida, quando ainda não se encontram manifestos os valores da educação e da experiência em forma de inteligência, predomina o determinismo: já que o espírito por ser ainda ignorante não tem consciência das suas ações.

Posteriormente, amadurecido pelas provas das várias reencarnações, ampliam-se valores em forma de inteligência e consciência das ações praticadas, fazendo que, como consequência da lei de causa e efeito, se responsabilize pelos seus atos, organizando o seu determinismo, que pode ser agravado ou atenuado, até atingir os patamares superiores da sua evolução.


O determinismo é predominante nos primeiros estágios da vida

Estagiando, já como espírito educado e consciente, ele se encontra munido de senso crítico, capacitado a compreender quando lhe fala a vontade de Deus, impulsionando-o no caminho da evolução, ou a sua vaidade e egoísmo, chumbando-o aos ciclos das reencarnações dolorosas; pois estará sempre com ele o mérito da escolha.

Vale salientar, que em todas as circunstâncias, se encontra ativa a lei universal do bem e da felicidade para todas as criaturas.

As situações que se apresentam como agravamento do determinismo na vida, não devem ser interpretadas como castigo, mas sim como manifestação da lei de causa e efeito, convidando a profundas reflexões, que apontarão as falhas e a necessidade de reparação, harmonizando-o com as leis divinas.

Diz Emmanuel: “O determinismo divino se constitui de uma só lei, que é a do amor para a comunidade universal. [...]” (O Consolador, Segunda Parte, “Experiência”, questão 135.)


O determinismo absoluto só existe nos animais e nos homens selvagens

Porém, quando o espírito dominado pelo orgulho se acha auto-suficiente, transforma-se em instrumento de ações perniciosas, comprometendo-se com as leis divinas, necessitando de reparação apropriada. Isso vem a confirmar as infinitas misericórdia e justiça do Pai, abrindo as portas das oportunidades reparadoras através da reencarnação, a fim de que o espírito siga seu caminho na conquista da plenitude espiritual.

Concluindo, poderemos afirmar que o determinismo absoluto só existe nos animais e nos homens selvagens. E quanto àqueles que já despertaram para horizontes mais amplos, pela inteligência e noções de amor, predominam o livre-arbítrio e o compromisso de proteger os que se encontram na retaguarda da evolução.




Fonte: Revista Reformador
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

NÓS NÃO CARREGAMOS UM FARDO QUE NÃO NOS PERTENCE

Muitos de nós, quando passamos por um momento difícil, sentimos pena de nós mesmos. Basta encontrarmos com um conhecido para desabafarmos nossas amarguras nos colocando na condição de “coitadinho” ou “vítima” de uma situação. 

Temos também o hábito de responsabilizar os outros pela nossa dor: um amigo(a), um espírito, a macumba, os pais, a inveja, o olho gordo, a herança genética etc. Quando na verdade somos vítimas de nós mesmos. Só colhemos o que plantamos. Se não plantamos nesta vida, plantamos em vidas passadas. Ninguém sofre a toa. São consequências de nossa inconsequência. 

Alguém acredita que Deus nos dá um fardo que não nos pertence? Claro que não, não é? Porque Ele é justo e perfeito. Ele sabe que somos imperfeitos, falíveis, sabe que usaremos de maneira errado nosso livre arbítrio. Por isso, nos dá sempre outras chances de recomeçar. Basta reconhecermos o erro e nos esforçar para não errar no mesmo ponto.   

Então, chega de auto-piedade que é um alimento venenoso, uma espécie de erva daninha que intoxica o espírito, dificulta as relações e promove medo, desconfiança, solidão e melancolia. É filha do egoísmo e da lamentação, afilhada do orgulho e irmã da necessidade de aprovação e de atenção especial.



Rudymara



Fonte: http://grupoallankardec.blogspot.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal