terça-feira, 17 de dezembro de 2013

INVISTA TEMPO PARA COMPREENDER A SI MESMO

Normalmente, quando lhe perguntam onde Deus está, você aponta para o céu ou algum lugar distante de adoração e diz que Ele está lá, como se Ele fosse apenas uma pessoa e tivesse um lugar definido de residência. Todo indivíduo no planeta é essencialmente Divino. É a ilusão que tem levado aquele que é Narayana swarupa (encarnação de Deus) a imaginar e se comportar como se fosse apenas um nara (humano). Para remover a ilusão, existem vários meios adequados às necessidades de cada doente. Mas todo tratamento e toda luta são para conseguir a experiência de ser Narayana, e descartar a entidade limitada, aprisionada e relativa, nara. Essa é o único proveito gerado por todos os vários processos. Até que alguém compreenda a si mesmo, a ilusão e a dor resultantes não podem acabar. Aproveite essa oportunidade preciosa, invista tempo para compreender a si mesmo.



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

MUDANÇA - LEMBRANÇA - LIMPEZA

"A mudança no mundo ocorrerá quando eu mudar. Sentir a pressão do tempo é ter uma percepção subconsciente que o tempo é muito valioso agora. Esse é o tempo para fazer surgir o melhor em nós e oferecer isso ao mundo em necessidade. Haverá mudança no mundo quando eu trouxer mudança em mim e na minha vida. Hoje, que eu entenda o valor do tempo e responda com o compromisso de ser o meu melhor eu."

"Do que estou me lembrando durante o dia? Qual é o estado da minha mente? Pense sobre isso. Tenha preocupação com o eu. Nesse momento agora, mantenha o sentimento de estar bem. O que está acontecendo é muito bom. Ponha de lado tudo o que não é bom. Não mantenha consigo o que não é bom. Então, isso não voltará para você novamente. Seja como uma abelha zumbidora que se senta para beber o néctar. Não seja como uma mosca que fica sobrevoando aquilo que não é limpo. Ao seu intelecto foi dado o poder de discernir. Escolha manter a doçura do conhecimento espiritual em sua mente."

"Precisamos limpar o nosso interior muito bem. Limpar as impressões que foram deixadas no eu, por nós e pelos outros. Meditação é limpar o coração e acalmar a mente. Não crie muitos pensamentos. Não deixe que a mente se agite ou se distraia. Ela se agita por causa das perguntas. Ela se atrai por causa das distrações. Agitação e atração são devido aos desejos. A mente precisa se tornar estável e inabalável. É o poder da verdade que nos permite manter a estabilidade."




Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

CARMA, DESTINO E GRAÇA

Destino no sentido rígido se aplica apenas ao ser exterior enquanto ele vive na Ignorância. O que chamamos de destino é na verdade apenas o resultado da condição presente do ser e da natureza e das energias que foram acumuladas no passado agindo umas nas outras e determinando o esforço presente e os resultados futuros. Mas assim que se entra no caminho da vida espiritual, esse velho e predeterminado destino começa a regredir. Aí aparece um novo fator, a Graça Divina, a ajuda de uma Força Divina mais alta que a força do Karma, que pode elevar o buscador para além das possibilidades presentes da sua natureza. O próprio destino espiritual é então a eleição divina que sedimenta o futuro. A única dúvida está sobre as vicissitudes do caminho e o tempo que leva na passagem. É aqui que as forças hostis agindo sobre as fraquezas da natureza passada lutam para evitar a rapidez do progresso e postergam a realização. Aqueles que caem, caem não por causa dos ataques das forças vitais, mas porque eles mesmos se alinham com as forças hostis e preferem a ambição ou o desejo vital (cobiça, vaidade, luxúria etc.) ao avanço espiritual.



Sri Aurobindo



Fonte: do livro “Letters on Yoga”, v. 1
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

LICANTROPIA - PERISPÍRITO

Licantropia tem origem do vocábulo grego lykanthropía, composto por Lykos (lobo) e tropos (forma), e que significa, de acordo com o livro "Estudando a Mediunidade", de Martins Peralva, “o fenômeno pelo qual espíritos pervertidos no crime atuam sobre antigos comparsas, encarnados ou desencarnados, fazendo-os assumir atitudes idênticas às de certos animais.”

No caso da licantropia o animal seria um lobo e a pessoa que sofre esse processo é chamada de Licantropo, que é uma palavra que tem origem do vocábulo grego lykaánthropos que significa:

1. Alienado que sofre de licantropia..
2. Por extensão, Lobisomem.

Para a ciência ainda não é possível o reconhecimento dessa metamorfose, fisicamente falando. Já para o espiritismo essa mudança ocorre no perispírito. Perispírito: (peri+espírito), envoltório semi-material correspondente ao corpo astral, intermediário entre o corpo e o espírito, não destrutível pela morte.

Para que se entenda melhor: O homem é um Espírito encarnado, o laço que une a alma e corpo é o perispírito e por fim vem seu corpo material. É no perispírito que as impressões da vida desregrada dos homens ficam marcadas, refletindo aquilo que o Espírito é ou foi. Por isso vemos as pessoas que desencarnaram tal como quando ainda estavam vivas. O que pode ocorrer porém, é a deturpação do perispírito pelo desequilíbrio do ser, normalmente causados pela auto-obsessão ou mesmo por obsessores.

Diz-nos André Luiz que o Perispírito não retrograda, mas sim se degrada, ou seja, distorce de tamanha forma seus pensamentos que marca, ou registra no perispírito, todo mal que sente.

Psiquiatras dizem que normalmente, os licantropos apresentam polifagia - desejo demasiado por alimentos - além de comportamentos esquizofrênicos. Alguns estudos relatam que o sangue pode ter cor amarelada, a pele toma um tom esverdeado e crescem dentes pontiagudos.

Uma doença conhecida como Hipertricose, muitas vezes confundida com a licantropia, nada tem a ver com o caso. Essa doença causa o crescimento desordenado e exagerado de pelos no corpo devido há um problema genético.

Mas, espiritualmente falando, a degradação ocorre no perispírito, como foi dito anteriormente, pela obsessão, possessão ou subjugação que acaba por deformá-lo.

A Doutrina Espírita vem por assim dizer, desmistificar o mito dos lobisomens e mostrar que, o que foi visto por muitos, é a mudança do corpo perispiritual do homem para a forma animal. Muitos são os videntes desse mundo, a vidência não é obra do espiritismo, já existia antes mesmo de sua codificação e o espírito, mesmo que transformado em animal, desde que queira ser visto, o será.

Esses espíritos desencarnados e animalescos, aproximam-se dos encarnados (desde que o encarnado de vazão aos maus pensamentos) causando a obsessão. A vítima, ligada aos obsessores ficará aprisionada por eles afastando-se de Deus. Semelhante a hipnose, recebem os obsediados (vítimas) em seu campo mental, todas as vibrações negativas dos obsessores, que será refletida em seu perispírito, modificando assim a sua forma humana.

Muitos casos mostraram pessoas encarnadas em estado animalesco, bem como a vidência de espíritos já desencarnados, na mesma forma animal.

Muitos são os espíritos que vivem na erraticidade (desencarnados) que devido a fragilidade de seus pensamentos, erram e passam a perturbar-se, mergulhando no arrependimento e na culpa, incapazes de se perdoarem. Os motivos para essas obsessões (possessões) normalmente são a vingança e o ódio, mantido de pelo algoz para com a vítima, com ou sem ligações com vidas pretéritas, mas muitas outras coisas podem agravar essa situação. O uso de drogas por exemplo.

São, contudo, raros os casos de Licantropia desde que o homem, aos poucos, vem reavivando a visão sublime do amor de Deus.

Hermínio Miranda, no livro "Diálogo com as Sombras", relata um caso de licantropia em que um espírito, recebe, como que por hipnose no campo mental, a sugestão da metamorfose, essa sugestão modifica seu corpo perispiritual, fazendo-o parecer-se com um animal.




Fonte: Fundação Espírita André Luiz
http://videosemensagensespirita.blogspot.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 14 de dezembro de 2013

LEMBRE-SE QUE VOCÊ É UM...

Lembre-se que você é um Espírito imortal vivendo breve experiência num corpo físico.

Lembre-se que seu corpo é feito de matéria e, como tal, sofre o desgaste natural como tudo o que é matéria. Mas esse desgaste não atinge o Espírito.

Assim, quando você perceber que a sua pele está enrugando, lembre-se de que esse é um fenômeno que não alcança o Espírito.

Enquanto a sua pele enruga, seu Espírito pode ficar ainda mais radiante e mais iluminado.

Você não pode deter os segundos, nem evitar que se transformem em anos.

Não pode impedir que o seu cabelo caia ou se torne branco, mas isso não deve ser motivo para levar embora a vitalidade da sua alma imortal.

Sua esperança jamais poderá estar atrelada à sua forma física, pois o ser pensante que você é, é o mais importante e sobreviverá por toda a eternidade.

Sua força e sua vitalidade independem da sua idade.

Seu Espírito é o agente capaz de espanar a poeira do tempo.

Lembre-se de que você não é um corpo que tem um Espírito, é um Espírito temporariamente vivendo num corpo físico.

Chegará o dia que você encontrará uma linha de chegada e perceberá que logo à frente há outra linha de partida...

A vida é feita de idas e vindas... Partidas e chegadas.

Um dia você terá que abandonar esse corpo, mas jamais abandonará a vida...

Lembre-se que cada dia é uma oportunidade de viver e viver bem.

Se acontecer de cometer um engano, não detenha o passo, siga em frente pois logo adiante encontrará outro desafio...

A vida é feita de desafios... Vencemos uns, somos vencidos por outros, mas não podemos deter o passo.

E o maior de todos os desafios é vencer a si mesmo, usando a razão para não se deixar dominar por vícios e prazeres excessivos e prejudiciais.

Importante é não perder tempo vivendo de lembranças amargas e fotografias pela metade, amarelas e empoeiradas...

O dia mais importante é o dia de hoje... E hoje você tem a oportunidade de reescrever a sua história... Conhecer novas paisagens... Colecionar imagens de cores vivas.

Lembre-se que você é um Espírito feito de luz e a luz sempre pode suplantar as trevas... por mais densas que sejam.

O importante é que jamais detenha o passo...

Se as forças físicas não lhe permitem mais correr como antes, ande depressa.

Se algo o impedir de andar depressa, caminhe lentamente, mas siga em frente.

E, se por algum motivo, não puder mais caminhar sem apoio, use bengalas, muletas, cadeira de rodas. Mas vá em frente...

E se, um dia, você não puder mais movimentar seu corpo para continuar andando, voe com o pensamento. Seu pensamento nada e ninguém poderá deter.

Você é livre para pensar, para aprender, para alcançar os céus em busca de esperança e paz. O essencial é que você não pare nunca...

Deus não criou você para a derrota. Deus criou você para a vitória, para a felicidade plena. E essa conquista é a parte que lhe cabe.

Este é apenas um lembrete... que você pode até desconsiderar...

Mas uma coisa é certa: você não deixará de existir, como Espírito imortal que é e não evitará os percalços e as lições da caminhada, porque você, você é filho da Inteligência Suprema do Universo...

Pense nisso!




Fonte: Redação do Momento Espírita
http://videosemensagensespirita.blogspot.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SAUDAÇÃO AO SOL - SURYA NAMASKAR


Há milhares de anos, na antiga tradição indiana, essa atividade cumpria dupla finalidade: como religião, adorar o Deus Sol (Surya), e, como exercício, para tornar o corpo flexível, ágil, acordar a energia interna e despertar a energia espiritual da kundalini.

O Surya Namaskar (Saudação ao Sol) é uma sequência de flexões e extensões. Inicia-se memorizando os asanas e depois sincronizando com as inspirações e exalações. Quando se eleva a cabeça, os braços ou tronco, inspira-se, e quando baixamos o tronco, os braços ou a cabeça, exala-se.

A hora ideal para a prática é ao nascer ou ao pôr-do-Sol , de preferência ao ar livre, se não estiver frio, de frente para o Sol, sentindo seu calor e sua luz impregnando todo o ser.

O Surya Namaskar estimula o fogo digestivo e, praticado de forma dinâmica, estimula pingala, a nadi do lado direito da coluna, também conhecida como nadi solar.

Praticado de forma lenta, estimula ida, nadi lunar, do lado esquerdo, e estimula-se o desenvolvimento mental.

Quem conhece os chakras pode visualizar a estimulação deles através da energia que passa a percorrer mais e melhor em ida e pingala.

O movimento do Surya Namaskar desimpede as nadis, permitindo aumentar e controlar o fluxo de energia sutil no corpo, e como cada asana acentua o fluxo do prana para cima e para baixo, os bloqueios são removidos realizando uma canalização construtiva dessa energia.

Essa canalização é aumentada devido ao desbloqueio e a estimulação do manipura, que é profundamente afetado pela prática, ao mesmo tempo em que aumenta o fluxo de energia em pingala nadi.

O manipura está ligado ao plexo solar, onde existe uma grande quantidade de nervos que dele se originam, como raios de Sol. O plexo solar é ativado por pingala, e é responsável pela digestão e assimilação dos nutrientes.

Uma pessoa muito mental e introspectiva pode se reequilibrar fazendo o Surya Namaskar mais rápido. Uma pessoa muito ativa e agitada pode se reequilibrar praticando-o mais lentamente.


Cathia Karin Heuser



Diz-se que a série de exercícios da saudação ao Sol, chamada Surya namaskar, em sânscrito, remontaria à pré-história, quando o homem reverenciava Savitri, o deus-Sol, mas temos evidências de que as práticas de asanas são muito mais novas do que se imaginava algumas décadas atrás.

Mas isso não importa, pois a pré-história pode ser evocada agora, e você pode resgatar a intensidade que os pensamentos, intuições ou sentimentos tinham antes de existir a linguagem, as convenções sociais, as expectativas, a pressão, o estresse e as instituições que acabam com a liberdade do homem de hoje.

saudação ao Sol é um exercício de movimento e respiração que funciona como uma preparação para o resto da prática de asanas, sem ser exatamente um aquecimento. Consiste em um grupo de movimentos que se fazem associados à respiração sussurrante, ujjayi pranayama. Ao mesmo tempo, deve-se manter a contração da parte inferior do abdômen, em uma variação sutil do uddiyana bandha, somada à contração dos esfí­ncteres, mula bandha, aos drishtis, as fixações oculares, e a uma atitude interior de observação constante.

Na prática do Ashtanga Vinyasa Yoga existem duas formas de se fazer a saudação ao Sol, chamadas Surya namaskar A e B. Se você não estiver familiarizado com essa prática, precisa tomar muito cuidado e preparar-se antes de tentar fazê-la.

É importantí­ssimo levar-se em consideração o alinhamento do corpo em cada postura para evitar distensões. A supervisão das práticas por um professor competente é altamente recomendável.

O objetivo da saudação ao Sol é sincronizar o movimento com a respiração para aguçar a mente. Isso produzirá um aquietamento das emoções e dos pensamentos, preparando você para o resto da prática. Ao mesmo tempo, fortalece o corpo, aumenta a saúde geral, estimula as glândulas adrenais e o timo, atrás do coração, produz uma sensação de leveza e felicidade e revela a própria força interior.

A saudação ao Sol simboliza a interdependência entre todas as formas de vida e deve ser feita com respeito, humildade, força de vontade, convicção e concentração. Esses movimentos podem ser considerados como uma prece a Savitri, o deus védico do Sol, ou melhor, a inteligência que está por trás do Sol e de toda a criação. Savitri é a fonte de todas as formas de vida, a própria inteligência que anima o seu corpo e graças à qual você existe.

A numeração a seguir corresponde ao número correto de vinyasas (movimentos associados com respiração) de cada Surya namaskar.


Surya namaskar A



Comece em samasthitih, mantendo os pés unidos e os braços ao longo do corpo. Fixe o olhar na ponta do nariz e observe a respiração.

1 (ekam). Inspirando, eleve os braços lateralmente, fazendo um movimento circular até unir as palmas das mãos acima da cabeça olhando para os polegares. Alongue-se verticalmente e tracione a coluna criando espaço entre as vértebras. Os dedos das mãos e dos pés devem estar alinhados; o corpo fica como uma corda esticada, crescendo em direção ao céu. Mantenha os ombros na mesma altura e, ao mesmo tempo, mantenha-os afastados da base do pescoço.

2 (dve). Exale flexionando o corpo à frente, fazendo uttanasana, com a cabeça em direção aos joelhos e o olhar naponta do nariz. Uttanasana é uma postura de intenso alongamento posterior.

3 (trini). Inspire elevando a cabeça, sem enrugar a pele da nuca, alongando a coluna e fixando o olhar no intercí­lio. Essa é a segunda variação do uttanasana.

4 (chatvari). Exale e dobre os joelhos, tomando impulso e saltando ou caminhando para trás até a posição de flexão de braços, chaturanga dandasana. Olhe para a ponta do nariz. Na medida do possível, mantenha o tórax, o abdômen e as pernas elevados do chão. Os pontos de contato entre seu corpo e o chão são as mãos e as pontas dos pés. Chaturanga significa quatro (chatur) pontos (anga).

5 (pañcha). Inspire elevando o tronco, fazendo urdhva mukha svanasana, a posição do cachorro olhando para cima. Coloque o olhar novamente no intercí­lio. Não solte o peso da cabeça para trás; mantenha o pescoço ativo. Os joelhos, as coxas e a pélvis ficam elevados, sem tocar o chão.

6 (shat). Exale e eleve os quadris em adho mukha svanasana, a posição do cachorro olhando para baixo. Fazendonabhi drishti, olhe para o umbigo. Permaneça nesse asana durante cinco respirações. Apóie firmemente as mãos no chão. Distribua o peso de maneira uniforme entre as mãos e os pés. Mantenha as patelas elevadas, as coxas ativas, o cóccix apontando para cima e as costas na mesma linha reta dos braços.

7 (sapta). Inspire saltando ou andando para frente até colocar os pés entre as mãos. Olhe para o ponto entre as sobrancelhas em bhrumadhya drishti, repetindo a segunda variação do uttanasana.

8 (ashtau). Exale flexionando o tronco em uttanasana e olhando para a ponta do nariz.

9 (nava). Inspire elevando o corpo e olhando o ponto entre as sobrancelhas. Mantenha a espinha ereta. Faça um movimento circular dos braços, trazendo as mãos acima da cabeça e olhando para os polegares.

Exale e desça os braços ao lado do corpo, em samasthitih. Olhe relaxadamente para a ponta do nariz, fazendo nasagra drishti.

Comece a praticar fazendo três ciclos do Surya namaskar A e depois aumente esse número para cinco ciclos.



Surya namaskar B



Para iniciar, faça samasthitih, com os pés unidos e os braços ao longo do tronco. Olhe para a ponta do nariz.

1 (ekam). Inspire flexionando os joelhos, elevando lateralmente os braços e unindo as mãos acima da cabeça. Essa postura se chama utkatasana. Olhe para os polegares.

2 (dve). Estenda as pernas e depois exale, flexionando o tronco à frente, fazendo uttanasana e nasagra drishti, e fixando o olhar na ponta do nariz.

3 (trini). Inspire e eleve a cabeça, alongando a coluna num plano inclinado e fazendo bhrumadhya drishti, a fixação ocular no intercí­lio.

4 (chatvari). Exale flexionando levemente os joelhos, saltando para trás com os pés juntos ou dando um passo longo com uma perna de cada vez até fazer o chaturanga dandasana, a postura em quatro pontos de apoio. Fixe o olhar nonariz.

5 (pañcha). Inspire elevando o tórax, esticando o pescoço e projetando o alto da cabeça para trás, mas sem comprimir a nuca. Aqui você está em urdhva mukha svanasana, a postura do cachorro olhando para cima. Dirija o olhar novamente para o intercí­lio.

6 (shat). Exale projetando o cóccix para cima, fazendo adho mukha svanasana, a postura do cachorro olhando para baixo. Faça nabhi drishti, olhando para o umbigo.

7 (sapta). Inspire dando um passo bem grande à frente com o pé direito, mantendo a planta do pé esquerdo bem apoiada no chão. Aqui você está em virabhadrasana A. Eleve os braços lateralmente, unindo as palmas das mãos. Mantenha o joelho direito flexionado e a perna esquerda estendida. Faça angustha madyai drishti, olhando para as unhas dos dedos polegares.

8 (ashtau). Na próxima exalação volte para o chaturanga dandasana e olhe para a ponta do nariz.

9 (nava). Inspire repetindo o urdhva mukha svanasana, a postura do cachorro olhando para cima, fixando novamente o olhar no intercí­lio.

10 (dasha) . Exale voltando para o adho mukha svanasana, a postura do cachorro olhando para baixo, e faça a fixação ocular no umbigo.

11 (ekadasha). Inspire dando um passo longo com o pé esquerdo, mantendo a planta direita bem firme no chão. Assim, você repete o virabhadrasana A: alongue os braços acima da cabeça e una as palmas das mãos. O joelho esquerdo fica flexionado, alinhado verticalmente com o tornozelo. Faça novamente angustha madyai drishti, olhando para os polegares.

12 (dvadasha). Exale voltando para o chaturanga dandasana, a postura sobre quatro pontos de apoio: as mãos e os pés. Olhe para a ponta do nariz.

13 (trayodasha). Inspire e repita os mesmos movimentos, fazendo primeiramente a postura do cachorro olhando para cima, urdhva mukha svanasana, e o bhrumadhya drishti (fixação ocular no intercí­lio).

14 (chaturdasha). Exale voltando para o cachorro olhando para baixo. Pare nessa posição e respire bem devagar e profundamente durante cinco ciclos.

15 (pañchadasha). Inspire voltando à posição em pé, andando ou saltando até colocar os pés entre as mãos. Mais uma vez, faça bhrumadhya drishti, olhando para o ponto entre as sobrancelhas.

16 (sodasha). Exale devagar, olhando para a ponta do nariz. Aqui você está em uttanasana, alongando bem a coluna vertebral.

17 (saptadasha). Inspire flexionando ao máximo os joelhos enquanto eleva o tronco verticalmente em utkatasana, mantendo o agachamento. Olhe outra vez para os dedos polegares.

Exale longamente estendendo os joelhos. Deixe os braços ao longo do tronco em samasthitih.

Inicie com três ciclos de Surya namaskar B e depois aumente para cinco.



Pedro Kupfer




Site do professor Pedro Kupfer em www.yoga.pro.br
Site da professora Cathia Karin Heuser em www.karinheuseryoga.com


Fonte dos Textos: EKADANTA YOGA
http://www.ekadantayoga.com.br/
Fonte das Gravuras: https://omjoy.blog.br/wp-content/uploads/2022/01/Surya-Namaskar-A-Saudacao-ao-Sol-A-Yoga-1024x683.jpg
https://i.pinimg.com/564x/92/e3/b7/92e3b7a37ecd8a77a74d03c4ce9a3616.jpg
https://pixabay.com/pt/illustrations/yoga-buda-relaxamento-sol-697008/

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O ARQUEIRO E A FLECHA

Enquanto disciplina espiritual, o tiro com arco exige uma longa aprendizagem. Mas, mesmo para quem não tem a intenção de a praticar, é interessante estudar as correspondências que é possível ver entre esta disciplina e o signo zodiacal do Sagitário, o arqueiro celeste. Há uma primeira interpretação deste símbolo que salta aos olhos: o arqueiro é aquele que aprendeu a defender-se e a defender os outros. Depois, a flecha pode ser também a do pensamento que visa um objetivo elevado e longínquo, a fim de desencadear as forças do alto. Mas, para o conseguir, é preciso que esse pensamento esteja não só concentrado mas também impregnado de um sentimento de amor. Na medida em que põem em relação o mundo de baixo com o mundo do alto, a meditação e a magia podem ser consideradas como formas de tiro com arco. A partir do instante em que pomos o nosso pensamento a trabalhar, somos como um arqueiro.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

FÉ NO DESTINO E NO PROPÓSITO DE DEUS

Em cada um, Deus é o espírito em movimento, a própria Alma; como, então, você pode ser mal, quando está aqui cumprindo o propósito de Deus, segundo Sua vontade, Seu plano e Sua lei? Deus lhe dotou de muitas faculdades, de modo que possa buscá-Lo e chegar até Ele. Você não é, portanto, um indivíduo impotente e negligenciado, passando por uma sentença de morte. Você é uma personificação da bem-aventurança, nascido para uma rica herança, que é toda sua! Só que você deixa de reclamá-la. Tenha fé em seu destino e trabalhe firmemente para alcançá-la! Devoção é apego a Deus - você não precisa deixar casa e lar para isso. Se a semente for plantada distante da árvore materna, ela crescerá diferente? Não! Ferva a semente e ela, então, não crescerá novamente. Da mesma forma, ferva seus instintos e impulsos, e queime os desejos sensoriais que escravizam. Então você chegará mais perto de Deus, onde quer que esteja.




Sathya Sai Baba




Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

ESSE LONGO SONHO CHAMADO VIDA

Temos um hábito profundamente enraizado de acreditar que nossa realidade cotidiana — esse longo sonho que chamamos vida — é inerentemente verdade. Isso é ignorância. Como não reconhecemos que estamos sonhando, temos apego ou aversão pelas diferentes circunstâncias que surgem. Apego, aversão e ignorância perpetuam o sonho. Ao sonharmos, criamos mais sonhos. Como nossa sabedoria é obscurecida pela confusão e venenos mentais, podemos fazer muito pouco. Contudo, ao praticar os métodos do caminho do bodhisattva, podemos realizar a verdadeira natureza desse sonho para não mais nos perdermos nele. Os 84 mahasiddhas, bodhisattvas altamente realizados da Índia Budista, atingiram completa realização da verdade absoluta e eram tão conscientes da qualidade de sonho da realidade que podiam deixar pegadas em pedras e voar pelo céu.

Através da meditação, nós também podemos acordar para a verdade absoluta e ver através de nossa experiência, nos tornando mestres da ilusão. O grande Shantideva afirmou que a natureza da mente não pode ser experimentada com o intelecto ou compreendida por conceitos ordinários. No entanto, precisamos começar de algum lugar, e palavras podem ser úteis. Elas são como um dedo apontando para a lua, dando alguma indicação de onde encontrá-la. Mas para termos uma experiência real de nossa verdadeira natureza, precisamos meditar.




Chagdud Rinpoche




Fonte: “Change of Heart“
http://darma.info/trechos/2006/11/esse-longo-sonho-chamado-vida
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

NÃO EXISTE LIBERDADE DE PENSAMENTO

Não sei se está claro para cada um de nós que vivemos num estado de contradição. Nós falamos de paz, e preparamos a guerra. Falamos de não-violência, e somos fundamentalmente violentos. Falamos de ser bons, e não somos. Falamos de amor, e somos cheios de ambição, competitividade, cruel eficiência. Então existe contradição. A ação que brota dessa contradição só gera frustração e mais contradição. Vejam, senhores, todo pensamento é parcial porque a memória é o resultado da experiência, então o pensamento é a reação de uma mente condicionada pela experiência. Todo pensar, toda experiência, todo conhecimento é inevitavelmente parcial; portanto, o pensamento não pode resolver os muitos problemas que temos. Você pode tentar raciocinar logicamente, sensatamente, sobre estes problemas, mas se observar sua própria mente verá que seu pensar está condicionado por suas circunstâncias, pela cultura em que você nasceu, pela comida que come, pelo clima em que vive, pelos jornais que lê, pelas pressões e influências de sua vida cotidiana. Então devemos compreender claramente que nosso pensar é a resposta da memória, e a memória é mecânica. O conhecimento é sempre incompleto, e todo pensar nascido do conhecimento é limitado, parcial, nunca livre. Então não existe liberdade de pensamento. Mas nós podemos começar a descobrir uma liberdade que não é um processo de pensamento, e na qual a mente está simplesmente vigilante a todos os seus conflitos e a todas as influências impostas sobre ela.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

O PONTO DE VISTA

A ideia clara e precisa que se faça da vida futura proporciona inabalável fé no porvir, fé que acarreta enormes consequências sobre a moralização dos homens, porque muda completamente o ponto de vista sob o qual encaram eles a vida terrena. Para quem se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é indefinida, a vida corpórea se torna simples passagem, breve estada num país ingrato. As vicissitudes e tribulações dessa vida não passam de incidentes que ele suporta com paciência, por sabê-las de curta duração, devendo seguir-se-lhes um estado mais ditoso. A morte nada mais restará de aterrador; deixa de ser a porta que se abre para o nada e torna-se a que dá para a libertação, pela qual entra o exilado numa mansão de bem-aventurança e de paz. Sabendo temporária e não definitiva a sua estada no lugar onde se encontra, menos atenção presta às preocupações da vida, resultando-lhe daí uma calma de espírito que tira àquela muito do seu amargor.

Pelo simples fato de duvidar da vida futura, o homem dirige todos os seus pensamentos para a vida terrestre. Sem nenhuma certeza quanto ao porvir, dá tudo ao presente. Nenhum bem divisando mais precioso do que os da Terra, torna-se qual a criança que nada mais vê além de seus brinquedos. E não há o que não faça para conseguir os únicos bens que se lhe afiguram reais. A perda do menor deles lhe ocasiona causticante pesar; um engano, uma decepção, uma ambição insatisfeita, uma injustiça de que seja vítima, o orgulho ou a vaidade feridos são outros tantos tormentos, que lhe transformam a existência numa perene angústia, infligindo-se ele, desse modo, a si próprio, verdadeira tortura de todos os instantes. Colocando o ponto de vista, de onde considera a vida corpórea, no lugar mesmo em que ele aí se encontra, vastas proporções assume tudo o que o rodeia. O mal que o atinja, como o bem que toque aos outros, grande importância adquire aos seus olhos. Aquele que se acha no interior de uma cidade, tudo lhe parece grande: assim os homens que ocupem as altas posições, como os monumentos. Suba ele, porém, a uma montanha, e logo bem pequenos lhe parecerão homens e coisas.

É o que sucede ao que encara a vida terrestre do ponto de vista da vida futura; a Humanidade, tanto quanto as estrelas do firmamento, perde-se na imensidade. Percebe então que grandes e pequenos estão confundidos, como formigas sobre um montículo de terra; que proletários e potentados são da mesma estatura, e lamenta que essas criaturas efêmeras a tantas canseiras se entreguem para conquistar um lugar que tão pouco as elevará e que por tão pouco tempo conservarão. Daí se segue que a importância dada aos bens terrenos está sempre em razão inversa da fé na vida futura.

Se toda a gente pensasse dessa maneira, dir-se-ia, tudo na Terra perigará, porquanto ninguém mais se iria ocupar com as coisas terrenas. Não; o homem, instintivamente, procura o seu bem-estar e, embora certo de que só por pouco tempo permanecerá no lugar em que se encontra, cuida de estar aí o melhor ou o menos mal que lhe seja possível. Ninguém há que, sentindo um espinho debaixo de sua mão, não o retire, para se não picar. Ora, o desejo do bem-estar força o homem a tudo melhorar, impelido que é pelo instinto do progresso e da conservação, que está nas leis da Natureza. Ele, pois, trabalha por necessidade, por gosto e por dever, obedecendo, desse modo, aos desígnios da Providência que, para tal fim, o pôs na Terra. Simplesmente, aquele que se preocupa com o futuro não liga ao presente mais do que relativa importância e facilmente se consola dos seus insucessos, pensando no destino que o aguarda.

Deus, conseguintemente, não condena os gozos terrenos; condena, sim, o abuso desses gozos em detrimento das coisas da alma. Contra tais abusos é que se premunem os que a si próprios aplicam estas palavras de Jesus: Meu reino não é deste mundo.

Aquele que se identifica com a vida futura assemelha-se ao rico que perde sem emoção uma pequena soma. Aquele cujos pensamentos se concentram na vida terrestre assemelha-se ao pobre que perde tudo o que possui e se desespera.

O Espiritismo dilata o pensamento e lhe rasga horizontes novos. Em vez dessa visão, acanhada e mesquinha, que o concentra na vida atual, que faz do instante que vivemos na Terra único e frágil eixo do porvir eterno, ele, o Espiritismo, mostra que essa vida não passa de um elo no harmonioso e magnífico conjunto da obra do Criador. Mostra a solidariedade que conjuga todas as existências de um mesmo ser, todos os seres de um mesmo mundo e os seres de todos os mundos. Faculta assim uma base e uma razão de ser à fraternidade universal, enquanto a doutrina da criação da alma por ocasião do nascimento de cada corpo torna estranhos uns aos outros todos os seres. Essa solidariedade entre as partes de um mesmo todo explica o que inexplicável se apresenta, desde que se considere apenas um ponto. Esse conjunto, ao tempo do Cristo, os homens não o teriam podido compreender, motivo por que ele reservou para outros tempos o fazê-lo conhecido.




Allan Kardec




Fonte: do livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo", cap. 2
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A TERRA

A Terra é um magneto enorme, gigantesco aparelho cósmico em que fazemos, a pleno céu, nossa viagem evolutiva.

Comboio imenso, a deslocar-se sobre si mesmo e girando em torno do Sol, podemos comparar as classes sociais que o habitam a grandes vagões de categorias diversas.

De quando em quando, permutamos lugar com os nossos vizinhos e companheiros.

Quem viaja em instalações de luxo volta a conhecer os bancos humildes em carros de condição inferior.

Quem segue nas acomodações singelas, ergue-se, depois, a situações invejáveis, alterando as experiências que lhe dizem respeito.

Temos aí o símbolo das reencarnações.

De corpo em corpo, como quem se utiliza de variadas vestiduras, peregrina o Espírito de existência em existência, buscando aquisições novas para o tesouro de amor e sabedoria que lhe constituirá divina garantia no campo da eternidade.

Podemos, ainda, filosoficamente, classificar o Planeta, com mais propriedade, tomando-o por nossa escola multimilenária.

Há muitos aprendizes que lhe ocupam as instalações, na expectativa inoperante, mas o tempo lhes cobra caro a ociosidade, separando-os, por fim, de paisagens e criaturas amadas ou relegando-os à paralisia ou à cristalização, em largos despenhadeiros de sombra.

Outros alunos indagam, dia e noite... e, com as perquirições viciosas, perdem os valores do tempo.

Imaginemos um educandário, em cuja intimidade comparecessem os discípulos de primária iniciação, exigindo retribuições e homenagens, antes de se confiarem ao estudo das primeiras lições.

O menino bisonho não poderia reclamar esclarecimentos, quanto à congregação que dirige a casa de ensino onde está recebendo as primeiras letras.

E, ante a grandeza infinita da vida que nos cerca, não passamos de crianças no conhecimento superior.

Vacilamos, tateamos e experimentamos, a fim de aprender e amealhar os recursos do Espírito.

Compete-nos, assim, tão-somente, um direito: - o direito de trabalhar e servir, obedecendo às disciplinas edificantes que a Sabedoria Perfeita nos oferece, através das variadas circunstâncias em que a nossa vida se movimenta.

Ninguém se engane, julgando mistificar a Natureza.

O trabalho é divina lei.

Pesquisar indefinidamente, na maioria das vezes é disfarçar a preguiça intelectual.

A vida, porém, é ciosa dos seus segredos e somente responde com segurança aos que lhe batem à porta com o esforço incessante do trabalho que deseja para si a coroa resplandecente do apostolado no serviço.



Emmanuel / Francisco Cândido Xavier





Fonte: do livro "Roteiro"
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NENHUM OBJETIVO, NENHUMA TÉCNICA

Toda técnica é contra a natureza, contra o Tao; todo esforço é contra o Tao. Se você conseguir deixar tudo por conta da natureza, então nenhuma técnica é necessária, porque essa é a técnica suprema. Se você conseguir deixar tudo por conta do Tao, essa é a mais profunda entrega possível. Você está entregando a si mesmo, o seu futuro, as suas possibilidades, está entregando o próprio tempo, todos os esforços. Isso significa paciência e espera infinitas.

Depois que você entregar tudo à natureza, não há esforço, você apenas flui; você está num profundo estado de deixar acontecer. Coisas lhe acontecem, mas você não está fazendo nenhum esforço para que elas aconteçam, não está nem mesmo procurando-as. Se elas acontecerem, tudo bem; se não acontecerem, tudo bem; você não escolhe. Tudo o que acontece, acontece; você não tem expectativas e, é claro, nenhuma frustração.

A vida flui e você flui com ela. Você não tem nenhum objetivo a alcançar, porque com o objetivo entra o esforço. Você não tem nenhum lugar para ir, porque, se tiver algum lugar para ir, o esforço virá; ele está implícito. Você não tem nenhum lugar para ir, nenhum lugar para alcançar, nenhum objetivo, nenhum ideal; nada precisa ser atingido, você entrega tudo, e, nesse momento de entrega, nesse exato momento, tudo lhe acontece.

O esforço requer tempo, a entrega não leva tempo; técnica leva tempo, a entrega não leva tempo. É por isso que chamo a entrega de técnica suprema; ela é uma não-técnica. Você não pode praticá-la, não se pode praticar a entrega. Se você praticar, ela não é entrega; então você está contando consigo mesmo e não está totalmente impotente; então você está tentando fazer alguma coisa. Mesmo se for entrega, você está tentando fazê-la, e a técnica entrará em cena e, com a ela, entra o tempo, o futuro.

A entrega não é temporal, ela está além do tempo. Se você se entrega, nesse exato momento você está fora do tempo, e tudo o que pode acontecer acontecerá. Mas então você não a está procurando, não a está buscando, não está ávido por ela. Você absolutamente não está pensando nela; para você, dá no mesmo se ela acontecer ou não acontecer.

Tao significa entrega, entrega à natureza, e então o ego não existe. O tantra e a ioga são técnicas, e por meio delas você atinge um ponto de entrega, mas será um longo processo. No final, depois de cada técnica, você terá de se entregar, mas com as técnicas a entrega acontecerá no final. Com o Tao, no Tao, ela virá no começo. Se você puder se entregar agora mesmo, nenhuma técnica é necessária.

Você precisa ser descondicionado. Se você estiver no Tao, então nenhuma técnica é necessária; se você for saudável, então nenhum remédio é necessário. Todo remédio é contra a saúde; mas você está doente, e o remédio é necessário. Esse remédio matará sua enfermidade; ele não pode lhe dar saúde, mas, se a doença for removida, a saúde lhe acontecerá. Nenhum remédio pode lhe dar saúde; basicamente, todo remédio é um veneno, mas você coletou algum veneno e precisa de um antídoto que criará um equilíbrio, e a saúde será possível.

A técnica não lhe dará a sua divindade, não lhe dará a sua natureza. Ela destruirá tudo o que você juntou à volta da sua natureza; ela apenas tirará os seus condicionamentos. Você está condicionado e, no momento, não pode saltar em direção à entrega. Se você puder saltar, ótimo, mas você não pode... Seus condicionamentos perguntarão: "Como?" Então as técnicas serão de ajuda.

Quando a pessoa vive no Tao, nenhuma ioga, nenhum tantra e nenhuma religião são necessários. A pessoa está perfeitamente saudável, e nenhum remédio é necessário. Toda religião é medicinal. Quando o mundo viver totalmente no Tao, as religiões desaparecerão e nenhum mestre, nenhum Buda e nenhum Jesus serão necessários, porque cada um será um Buda ou um Jesus. Mas, no momento, como você é, você precisa de técnicas; essas técnicas são antídotos.

Você juntou à sua volta uma mente tão complexa que complicará tudo o que for dito e for dado a você; você tornará tudo mais complexo, mais difícil. Se eu lhe disser: "Entregue-se", você perguntará: "Como?"; se eu disser: "Use técnicas", você perguntará: "Técnicas? As técnicas não são contra o Tao?"; se eu disser: "Nenhuma técnica é necessária, simplesmente se entregue e a divindade lhe acontecerá", imediatamente você perguntará: "Como?" Essa é a sua mente.

Se eu disser: "O Tao está exatamente aqui e agora, você não precisa praticar nada; simplesmente dê um salto e se entregue", você perguntará: "Como? Como posso me entregar?" Se eu lhe der uma técnica para responder ao seu "como", sua mente dirá: "Mas um método, uma técnica e uma abordagem não são contra o Tao? Se a divindade for a minha natureza, então como pode ser alcançada por meio de uma técnica? Se ela já está presente, então a técnica é inútil, é desnecessária. Por que perder tempo com técnicas?" Observe essa mente!

Certa vez aconteceu de um homem, pai de uma jovem, pedir ao compositor Leopold Godowsky para ir à sua casa e dar aula à sua filha. Ela estava aprendendo piano e Godowsky foi à casa deles e, pacientemente, ouviu a jovem tocar. Quando ela terminou, o pai riu exultante, deu um grito de felicidade e perguntou a Godowsky: "Ela não é maravilhosa?"

Conta-se que Godowsky respondeu: "Ela tem uma técnica impressionante. Nunca ouvi alguém tocar uma peça tão simples com uma dificuldade tão grande".

É isso o que acontece na sua mente.

Mesmo uma coisa simples, você a tornará complicada, difícil para si mesmo. E essa é uma medida de defesa, porque, quando você cria dificuldade, não precisa fazê-la; primeiro o problema precisa ser resolvido, e só depois você pode fazê-la.

Lembre-se, você pode seguir em frente indefinidamente nesse círculo vicioso, mas precisará quebrá-lo em algum ponto e sair dele. Seja determinado, porque somente com decisão nasce a sua humanidade, somente com decisão você se torna humano. Seja determinado; se você puder se entregar, entregue-se; se não puder se entregar, então não crie problemas filosóficos e use alguma técnica. De ambas as maneiras, a entrega lhe acontecerá.




Osho, em "Tao - Sua História e Seus Ensinamentos"




Fonte: www.palavrasdeosho.com
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O DESCONTENTAMENTO NÃO TEM RESPOSTA

Com o que estamos descontentes? Certamente com o que é. O que é pode ser a ordem social, o que é pode ser a relação, o que é pode ser o que somos, a coisa que somos essencialmente – ou seja, o feio, os pensamentos dispersivos, as ambições, as frustrações, os inumeráveis medos; é isso que somos. Afastando-nos disso, pensamos que encontraremos uma resposta para nosso descontentamento. Assim estamos sempre procurando um modo, um meio para mudar o que é – é com isso que nossa mente está interessada. Se estou descontente e se quero encontrar um modo, um meio para o contentamento, minha mente fica ocupada com o meio, a forma e a prática de um modo de chegar ao contentamento. Então não estou mais interessado com o descontentamento, com as brasas, a chama que está queimando, que chamamos de descontentamento. Nós não descobrimos o que há por trás desse descontentamento. Só estamos interessados em nos afastar dessa chama, dessa ansiedade abrasadora. Isto é imensamente difícil porque nossa mente nunca está satisfeita, nunca está contente com o exame do que é. Ela sempre quer transformar o que é em outra coisa, que é o processo de condenação, justificação ou comparação. Se você observar sua própria mente verá que quando ela fica face a face com o que é, então ela condena, compara com “o que deveria ser”, ou justifica e assim por diante, e empurra o que é, deixando de lado a coisa que causa a perturbação, a ansiedade, a dor.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O LÓTUS DAS MIL PÉTALAS

O lótus das mil pétalas que se abre no topo da cabeça de um Iniciado é um símbolo de uma grande beleza e compreende-se que ele possa fascinar todos os que aspiram à realização espiritual. Mas é longo e difícil o caminho que conduz à iluminação e à beatitude. Para que as pétalas do lótus sagrado possam abrir-se, o discípulo deve triunfar sobre tudo o que nele é fator de perturbação. Se ele procurar desenvolver este lótus antes de ter neutralizado os elementos impuros que em si existem, sofrerá abalos que romperão as suas pétalas. Por esta imagem deve-se entender que o funcionamento dos seus centros espirituais será perturbado e, em vez de saborear as alegrias celestes, ele viverá no inferno. O mundo interior do discípulo começa por assemelhar-se a um jardim onde crescem plantas com espinhos, cardos, mato: os maus pensamentos e os maus sentimentos que ele alimenta. Quando ele tiver tirado os cardos e o mato desse jardim, nada o deterá no caminho ascendente da luz, e então ele sentirá as mil pétalas do lótus abrirem-se uma a uma no topo da sua cabeça.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
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domingo, 8 de dezembro de 2013

VER A PRESENÇA DE DEUS

A vida que experimentamos aqui nesta Terra frequentemente está coberta com véus de negatividade. De fato, num mundo onde o caos é abundante, desde terremotos até grandes inundações, ataques terroristas e guerras, podemos nos perguntar se há alguma forma segura de estarmos protegidos.

Segundo os cabalistas, temos o poder, através de nossas ações positivas e de nossa habilidade e desejo de compartilhar com os outros, de criar um escudo espiritual que nos proteja de qualquer coisa negativa que cruze em nosso caminho. Por quê? Porque vivemos num mundo de manifestação, num mundo onde o Criador se revela através de nossas ações positivas.

Muitas vezes pedimos para ver a Deus, como um auxílio para sentir Sua Presença. Mas em nossa busca, frequentemente deixamos passar por alto as oportunidades de experimentar o Criador que está exatamente diante de nós a todo o momento.




Karen Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
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TODO PENSAMENTO É DISTRAÇÃO

Uma mente que é competitiva, presa no conflito de vir a ser, pensando em termos de comparação, não é capaz de descobrir o real. Pensamento-sentimento que é intensamente vigilante está no processo de constante autodescoberta - em que a descoberta, sendo verdadeira, é libertadora e criativa. Tal autodescoberta gera liberdade da ganância e da complexa vida do intelecto. É esta complexa vida do intelecto que encontra gratificação no hábito: curiosidade destrutiva, especulação, mero conhecimento, capacidade, mexerico e assim por diante; e estes obstáculos impedem a simplicidade da vida. Um hábito, uma especialização confere esperteza à mente, um meio de focar o pensamento, mas não é o florescimento do pensamento-sentimento na realidade. A liberdade da distração é mais difícil já que não compreendemos completamente o processo de pensar-sentir que se tornou nele mesmo um meio de distração. Estando sempre incompleto, capaz de curiosidade especulativa e formulação, ele tem o poder de criar seus próprios obstáculos, ilusões, que impedem a vigilância do real. Assim ele se torna sua própria distração, seu próprio inimigo. Como a mente é capaz de criar ilusão, este poder deve ser compreendido antes de poder ficar totalmente livre das próprias distrações por ele criadas.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
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IMERSO EM "ANANDA"

Assim como um peixe que pode viver apenas quando está imerso em água, quando sente o elemento em torno dele, assim também o homem é um ser que pode viver apenas quando imerso em Ananda (bem-aventurança); é preciso ter Ananda não apenas em casa, na sociedade e no mundo, mas mais do que tudo, no coração. Na verdade, Ananda no coração produz Ananda em tudo; o coração é a fonte da alegria. Tal fonte tem de ser atingida pela meditação constante, recitação e pelo convívio intermitente com a glória, a graça e as manifestações inesgotáveis do Senhor, ou seja, smarana, chethana e manana. Abrace o objetivo; o devoto nunca deve voltar a trás. Nunca dê lugar à dúvida ou ao desespero.




Sathya Sai Baba




Fonte: www.sathyasai.org.br
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