quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

LIQUIDE COM O PASSADO (A RAIVA COMO FRUTO DE VELHOS PADRÕES)

Os hábitos obrigam você a fazer certas coisas; você é uma vítima. Os hindus dão a isso o nome de karma. Cada ato que você repete, ou cada pensamento — porque os pensamentos também são ações mentais sutis — fica cada vez mais forte. E então você fica sob o domínio dele. Fica preso ao hábito. Você passa a viver a vida de um prisioneiro, de um escravo. E esse aprisionamento é muito sutil; a prisão é feita de hábitos, de condicionamentos e de ações que você praticou. Tudo isso está em torno do seu corpo e você fica todo emaranhado, mas continua se fazendo de tolo, achando que é você quem está decidindo.

Quando fica zangado, você acha que é você quem decide ficar. Você racionaliza e diz que a situação exigiu esse comportamento: “Eu tive de ficar zangado, senão a criança ficaria malcriada. Se eu não ficasse zangado, as coisas dariam errado, o escritório ficaria um caos. Os empregados não ouviriam; tive de ficar zangado para pôr as coisas em ordem. Para colocar minha mulher em seu devido lugar, tive de ficar zangado.” Essas são as racionalizações — é assim que seu ego continua a pensar que você ainda está no comando. Mas você não está.

A raiva é fruto de velhos padrões, do passado. E, quando ela irrompe, você tenta achar uma desculpa para ela. Os psicólogos têm feito experiências e chegaram às mesmas conclusões que a psicologia esotérica oriental: o ser humano é uma vítima, não é senhor de si mesmo.

Os psicólogos deixaram as pessoas em isolamento, com todo conforto possível. Tudo o que lhes fosse necessário era proporcionado, mas elas não tinham contato nenhum com outros seres humanos. Viveram em isolamento numa cela com ar-condicionado — sem ter de trabalhar, sem ter nenhum problema, mas continuaram com os mesmos hábitos. Numa manhã, sem nenhuma razão — porque elas tinham todo conforto, não havia com que se preocuparem, nenhuma desculpa para ficarem zangadas —, um homem descobriu de repente que começava a sentir raiva.

Ela está dentro de você. As vezes, surge uma tristeza sem nenhuma razão aparente. E, às vezes, aflora um sentimento de felicidade, euforia ou êxtase. Um homem destituído de todos os relacionamentos sociais, isolado num ambiente com todo conforto, em que todas as suas necessidades são satisfeitas, passa por todos os estados de ânimo pelos quais você passa num relacionamento. Isso significa que alguma coisa vem de dentro e você a associa a outra pessoa. Isso é só uma racionalização.

Você se sente bem, você se sente mal e esses sentimentos borbulham da sua própria inconsciência, do seu próprio passado. Ninguém é responsável, exceto você. Ninguém pode deixar você zangado ou feliz. Você fica feliz por sua própria conta, fica zangado por sua própria conta e fica triste por sua própria conta. A menos que perceba isso, você continuará para sempre um escravo.

O domínio do seu próprio eu você conquista quando percebe: “Sou absolutamente responsável por tudo o que me acontece. Seja o que for que acontecer, incondicionalmente — sou inteiramente responsável.”

A princípio, isso o deixará extremamente triste e deprimido, porque, quando pode jogar a culpa nos outros, você fica tranquilo e certo de que não é você quem está errando. O que você pode fazer se a sua mulher está se comportando dessa forma tão desagradável? Você tem de ficar com raiva. Mas, veja bem, a sua mulher está se comportando dessa forma por causa dos seus próprios mecanismos interiores. Ela não está sendo desagradável com você. Se você não estivesse ali, ela seria desagradável com o filho. Se o filho não estivesse ali, ela seria desagradável com a pia cheia de louça; ela jogaria toda a louça no chão. Quebraria o rádio. Ela teria de fazer alguma coisa; esse sentimento afloraria nela.

Foi pura coincidência o fato de você estar ali, lendo seu jornal, e ela ter sido desagradável com você. Foi pura coincidência o fato de você estar ali, à disposição, no momento errado.

Você está com raiva não porque sua mulher foi desagradável — ela pode ter criado toda a situação, mas isso é tudo. Ela pode ter lhe dado a oportunidade de ficar com raiva, uma desculpa para ficar com raiva, mas a raiva estava borbulhando. Se a sua mulher não estivesse ali, você teria ficado com raiva do mesmo jeito — com outra coisa, com alguma ideia, mas a raiva tinha de aflorar. Ela era algo que vinha do seu próprio inconsciente.

Todo mundo é responsável, totalmente responsável, pelo seu próprio ser e pelo próprio comportamento. No começo, essa constatação fará com que você fique muito deprimido, pois você sempre achou que quisesse ser feliz — então, como você pode ser responsável pela sua infelicidade? Você sempre almejou um estado de bem-aventurança, então como pode decidir ficar com raiva? É por causa disso que você joga a responsabilidade nas costas dos outros.

Se continuar a jogar a responsabilidade nas costas dos outros, lembre-se de que você vai continuar sendo sempre um escravo, pois ninguém pode mudar ninguém. Como é possível mudar outra pessoa? Será que, algum dia, alguém já conseguiu mudar outra pessoa? Um dos desejos mais insatisfeitos deste mundo é mudar o outro. Ninguém conseguiu fazer isso até hoje, é impossível mudar o outro, pois ele é dono da própria vida — você não pode mudá-lo.

Você continua a jogar a responsabilidade nas costas do outro, mas não pode mudá-lo. E como você continua a jogar a responsabilidade nele, você nunca verá que a responsabilidade básica é sua. A mudança básica precisa acontecer dentro de você.

Você cai numa armadilha: se começa a achar que você é responsável por todas as suas atitudes, por todos os seus estados de ânimo, a princípio, você é tomado por um sentimento de depressão. Mas, se conseguir vencer essa depressão, logo você sentirá luz, pois estará livre das outras pessoas. Agora poderá trabalhar em si mesmo. Poderá ser livre, poderá ser feliz. Mesmo que o mundo inteiro esteja infeliz e cativo, isso não vai fazer a mínima diferença. A primeira libertação é parar de pôr a culpa nos outros, a primeira libertação é saber que você é o responsável. Depois disso, muitas coisas passam a ser imediatamente possíveis.

Se continuar a jogar a responsabilidade nos ombros dos outros, não se esqueça de que será para sempre um escravo, pois ninguém pode mudar ninguém. Como é possível mudar outra pessoa? Alguém já conseguiu isso antes?

Independentemente do que esteja acontecendo com você — se estiver triste, simplesmente feche os olhos e observe sua tristeza. Procure saber aonde ela leva, mergulhe fundo dentro dela. Logo você encontrará a causa. Pode ser que você tenha de percorrer um longo percurso, pois toda a sua vida está envolvida nisso; e não só esta vida, mas muitas outras que você já viveu. Você encontrará muitas feridas em si mesmo, que machucam, e por causa dessas feridas você está triste — elas estão tristes; essas feridas não cicatrizaram ainda; ainda estão abertas.

O método de retroceder até a fonte, ir do efeito até a causa, curará essas feridas. Como curá-las? Por que curá-las? Qual é o fenômeno implicado nisso?

Sempre que faz uma retrospectiva, a primeira coisa que você deixa de lado é a mania de pôr a culpa nos outros, pois se faz isso você acaba se voltando para as circunstâncias externas. Nesse caso, todo o processo está errado: você tenta encontrar a causa em outra pessoa: “Por que minha mulher foi tão desagradável?” Aí a vontade de saber “por que” faz com que você continue a investigar o comportamento da sua mulher. Você errou o primeiro passo e todo o processo fracassará.

“Por que estou infeliz? Por que estou com raiva?” — feche os olhos e deixe que isso seja uma meditação profunda. Deite-se no chão, feche os olhos, relaxe o corpo e sinta a razão por que está com raiva. Simplesmente esqueça sua mulher; isso é só uma desculpa — A, B, C, D, seja o que for, esqueça a desculpa. Basta que mergulhe profundamente dentro de si, mergulhe na raiva.

Use a própria raiva como um rio; você flui dentro dessa raiva e ela o leva para dentro de si mesmo. Você descobrirá feridas sutis em seu interior. A sua mulher pareceu desagradável porque ela tocou numa ferida sutil que você tem, algo que ainda dói. Você nunca se achou atraente, nunca achou seu rosto bonito e existe uma ferida aí dentro. Quando sua mulher foi desagradável, ela fez com que você ficasse consciente do seu rosto. Ela diz; — Vá e se olhe no espelho! — isso dói. Você tem sido infiel à sua mulher e, quando quer ser desagradável, ela toca novamente nesse assunto: — Por que você estava rindo com essa mulher? Por que parecia tão feliz sentado ao lado dela? — ela toca uma ferida. Você tem sido infiel, sente-se culpado; a ferida está aberta.

Feche os olhos, sinta a raiva e deixe que ela aflore totalmente de modo que você possa ver como ela é. Então deixe que essa energia o ajude a voltar ao passado, pois a raiva vem do passado. Não pode vir do futuro, é claro. O futuro ainda não passou a existir. Ela também não vem do presente. É nisso que se baseia toda a teoria do karma, ela não pode vir do futuro porque o futuro ainda não existe; não pode vir do presente porque você nem sabe o que ele é. Só as pessoas que despertaram sabem o que é o presente.

Você vive exclusivamente no passado, portanto, essa raiva só pode ter vindo de algum lugar do seu passado. A ferida tem de estar em algum lugar da sua memória. Volte. Pode não haver apenas uma ferida, pode haver várias — pequenas, grandes. Mergulhe fundo e encontre a primeira ferida, a fonte original de toda a raiva. Você conseguirá encontrá-la se tentar, pois ela já está ali. Está ali; todo o seu passado está ali.

É como um filme, rodando e aguardando interiormente. Você faz com que ele rode, começa a assisti-lo. Esse é o processo de retroceder até a causa original. E essa é a beleza de todo o processo. Se você conseguir retroceder conscientemente, se conseguir sentir conscientemente uma ferida, ela imediatamente cicatrizará.

Por que ela cicatriza? Porque a ferida é criada pela inconsciência, pela falta de percepção consciente. A ferida faz parte da ignorância, do sono. Quando você volta ao passado com consciência e olha essa ferida, a consciência se torna uma força de cura. No passado, quando a ferida se abriu, isso aconteceu na inconsciência. Você ficou com raiva, foi possuído pela raiva, e fez alguma coisa. Matou um homem e teve de esconder esse fato do mundo. Você pode escondê-lo da polícia, pode escondê-lo dos tribunais e da justiça, mas como pode escondê-lo de si mesmo? — você sabe, isso dói. E, sempre que alguém lhe der a oportunidade de ficar com raiva, você vai ficar com medo, porque pode acontecer novamente, você pode matar sua mulher. Volte ao passado, pois nesse momento em que você assassinou um homem ou se comportou como um louco homicida, você estava inconsciente. Na inconsciência, essas feridas têm sido conservadas. Agora faça conscientemente uma retrospectiva.

Fazer uma retrospectiva significa voltar conscientemente às coisas que você fez na inconsciência. Volte — só a luz da consciência cura; ela é uma força de cura. Tudo o que você puder fazer conscientemente será terapêutico e não machucará mais.

O homem que volta ao passado se liberta dele. Como o passado deixa de interferir, ele passa a não ter mais poder sobre ele e chega a um ponto final. O passado não tem nenhum espaço no seu ser. E, quando o passado não tem nenhum espaço no seu ser, você fica disponível para o presente; nunca antes disso.

Você precisa de espaço — o passado está tão entranhado dentro de você — é um armário cheio de coisas mortas — que não há espaço para o presente entrar. Esse armário continua sonhando com o futuro, portanto, metade dele está cheia do que não existe mais e a outra metade está cheia com o que não existe ainda. E o presente? — está simplesmente esperando do lado de fora. É por isso que o presente nada mais é do que uma passagem, uma passagem do passado para o futuro, só uma passagem momentânea.

Liquide com o passado — a menos que liquide com ele, você vai viver uma vida-fantasma. Sua vida não é verdadeira, não é existencial. O passado vive por seu intermédio, os mortos continuam assombrando você. Volte ao passado — sempre que tiver uma oportunidade, sempre que alguma coisa acontecer dentro de você. Felicidade, infelicidade, tristeza, raiva, ciúme — feche os olhos e faça uma retrospectiva.

Logo você vai aprender a viajar ao passado. Logo vai conseguir voltar no tempo e, então, muitas feridas irão se abrir. Quando essas feridas se abrirem dentro de você, não comece a fazer nada. Não é preciso fazer nada. Simplesmente observe, olhe, vigie. A ferida está ali — você simplesmente observa, concentra sua energia de atenção na ferida, olha para ela.

Olhe para ela sem fazer nenhum julgamento — pois, se julgar, se disser: “Isso é ruim, não deveria estar aqui”, a ferida se fechará novamente. Então ela terá de se esconder. Sempre que você condena, a mente tenta esconder as coisas. É assim que o consciente e o inconsciente são criados. Do contrário, a mente seria uma coisa só; não seria preciso nenhuma divisão. Mas você condena — então a mente tem de dividir e colocar as coisas no escuro, no porão, para que você não possa vê-las e não seja preciso condená-las.

Não condene, não avalie. Seja simplesmente uma testemunha, um observador imparcial. Não negue. Não diga: “Isso não é bom”, pois isso é uma negação e você começou a reprimir.

Seja imparcial. Só observe e olhe. Olhe com compaixão e a cura se efetuará.

Não me pergunte por que isso acontece, pois é um fenômeno natural — assim como a água evapora quando chega aos cem graus. Você nunca pergunta: “Por que a água não evapora quando chega aos noventa graus?” Ninguém pode responder a essa pergunta. Simplesmente acontece de a água só evaporar aos cem graus. Não há dúvida disso, e a dúvida é irrelevante. Se ela evaporasse aos noventa graus, você questionaria. Se evaporasse aos oitenta, você ia querer saber por quê. É simplesmente natural que a água evapore aos cem graus.

O mesmo vale para a natureza interior. Quando uma consciência imparcial, compassiva, toca uma ferida, essa ferida some — evapora. Não existe explicação para isso. É simplesmente natural, é como as coisas são, é o que acontece. Quando digo isso, falo por experiência própria. Tente e você constatará o mesmo. É fato.




Osho





Fonte: "Consciência: A Chave Para Viver em Equilíbrio"
http://www.palavrasdeosho.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

VIVER COMO EXEMPLO DE AMOR E CARIDADE

Dois mil anos atrás, quando orgulho estreito e ignorância espessa contaminaram a humanidade, Jesus veio como a encarnação do Amor e da Compaixão e viveu entre as pessoas, pregando os mais altos ideais de vida.

Você deve prestar atenção às lições por Ele elaboradas nas várias fases de Sua vida. Sua primeira declaração foi: "Eu sou o mensageiro de Deus". Sim, cada indivíduo tem de aceitar esse papel e viver como exemplos de amor divino e da caridade. Jesus conhecia todas as intenções de Deus. Assim, mesmo quando Ele estava na cruz, embora Ele estivesse em agonia, Ele não tinha qualquer aversão por ninguém e, de fato, exortou os que estavam com ele a tratar todos como instrumentos de Sua vontade. "Todos somos um; seja igual a todos" - Pratique essa atitude em sua vida diária.

A lua pode ser vista apenas pela luz do luar. Igualmente, Deus, que é amor, pode ser visto e percebido somente pelo amor. O Amor é Deus, viva em Amor. Essa é a Mensagem que lhe desejo hoje.




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

domingo, 21 de dezembro de 2014

PODER DA ALMA - APRENDER - FAÇA AGORA

O mundo precisa de uma bomba átmica e não de mais bombas atômicas. O poder da alma (atma) é imenso. E os pensamentos (a energia da alma), quando focados e preenchidos com poder espiritual, podem criar grande impacto no mundo. Esse impacto tem o poder de acender a consciência e elevar outros. Hoje, imagine o poder da alma como uma bomba átmica.

O objetivo do surfista não é chegar na praia mas desfrutar a onda. Estar ali de prontidão, atento ao humor do mar. Seja a onda violenta, desafiadora e imprevisível. Seja a onda perfeita em sua forma, seu tamanho e força. Aprender a enfrentar o risco de cair para aprender a vencer. Quando a mente expressa tal agilidade em responder à face dura e suave da vida ela percebe que tudo acontece para fazê-la crescer. Ator-herói é aquele que valoriza mais o andar do que o chegar.

Se não faço meu trabalho hoje, haverá mais o que fazer amanhã e dessa forma as coisas podem ficar fora do meu controle. Priorize as tarefas e faça uma após a outra. Não podemos lidar com tudo ao mesmo tempo. Um melhor planejamento faz mais em menos tempo e dessa forma a eficiência e a eficácia aumentam milhões de vezes. Faça o trabalho antes que ele se torne urgente. Faça as coisas certas agora mesmo. Você se tornará mais leve e livre de tensão. (BK Pius, Delay is danger, World Renewal, February, 2003)




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

domingo, 14 de dezembro de 2014

PACIÊNCIA - CONTENTAMENTO - APRECIAÇÃO

Sem paciência perdemos a esperança na transformação. Às vezes, ao caminhar, deparamo-nos com locais que nos fazem escorregar. E de repente nos sentimos fora da rota, com pensamentos, palavras ou comportamentos incorretos. O processo de auto-realização não é uma corrida de poucos metros, é uma longa jornada de muitos quilômetros. Precisamos aprender a andar. Onde há paciência existe paz. Onde há paz existe amor. Essa é uma experiência totalmente nova sobre o que significa ser humano.

A razão para o descontentamento é a falta de realização. Quando uma pessoa está preenchida, ela é capaz de dar algo aos outros. Mas se falta algo, não é possível dar. Contentamento significa estar preenchido. Deus está sempre preenchido, por isso Ele é chamado de Oceano. Um rio às vezes seca, mas oceanos não. Torne-se então um mestre oceano como o Pai. Seja contente e dance de felicidade. Assim não haverá conflito nos seus relacionamentos. E mesmo que haja conflito com alguém, você não se afetará por isso. Obstáculos ou confusão serão como um jogo. Mesmo problemas serão um meio de diversão porque você tem conhecimento. Devido a sua fé constante, você será sempre vitorioso e contente.

Apreciação é ser grato à vida pela chance de experimentá-la sem expectativas, sem apegos. Quando há apego não pode haver apreciação. Na polaridade entre estar extremamente envolvido ou distante de algo ou alguém, não pode haver apreciação. Então, apreciação é deixar as coisas serem, permitir que as coisas aconteçam. É viver na contínua maravilha de experimentar um estado agradecido sem a palavra “obrigado” em nossas mentes. (Luis Riveros)

Ter o pensamento de querer algo ou de querer que algo aconteça resulta em expectativa. Assim, a lista de expectativas nunca termina. Então, eu preciso aprender a apreciar e aceitar. Esta é a realidade da realeza. Todo mundo é bom. Eu tenho que apreciá-los. A fim de apreciar, eu preciso de um intelecto claro. Eu preciso praticar a consciência de alma. Dessa forma, sentimentos reais de reconhecimento e gratidão vão emergir do meu coração. (Dadi Janki)




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

REENCARNAÇÃO - MISSÃO - VIDA ETERNA - OPORTUNIDADES

Quando se encontram subitamente mergulhadas em situação bastante complicadas, muitas pessoas tomam consciência da sua ignorância, da sua fraqueza, da sua impotência face aos acontecimentos, e dizem para si próprias «Se eu tivesse sabido!...» Elas poderiam ter sabido, pois em certo momento foram-lhes dadas boas condições para aprenderem, para se exercitarem, para se reforçarem, e elas tinham consciência disso. Mas negligenciaram essas condições: abandonar os velhos hábitos exige muitos esforços e houve outras atividades, outros projetos, que foram mais tentadores para elas. Agora estão num impasse!Perguntareis vós: «E, se tivermos deixado passar essas boas condições, agora é demasiado tarde? Está tudo definitivamente perdido?...» Não, nunca é demasiado tarde, o caminho da vida é longo, infinito, e ser-vos-ão dadas outras condições favoráveis, nesta existência ou numa outra. Procurai, então, não as deixar passar, para não terdes de dizer de novo: «Se eu tivesse sabido!...»

Mesmo quando os humanos deixaram de acreditar em deuses que faziam banquetes em que lhes serviam néctar e ambrósia, a busca de um elixir, de uma bebida da imortalidade, continuou a ser alvo do seu interesse e ainda o é atualmente. Na realidade, este elixir está espalhado por toda a Terra, na água, no ar e, sobretudo, nos raios solares. É, pois, aí que nós podemos recolhê-lo, aprendendo a utilizar com sabedoria e amor o que o Criador pôs à nossa disposição na natureza. Pode-se compreender que cada um queira manter-se vivo e com saúde durante o máximo de tempo possível, mas a vocação do ser humano não é ficar indefinidamente na Terra; mais cedo ou mais tarde, ele tem de deixar o seu corpo físico. Diz-se que ele morre, mas, na realidade, ele continua a viver: pelo seu espírito, ele está vivo. Ele aspira à imortalidade porque, no fundo de si mesmo, tem a intuição de que é realmente imortal. Mas é no seu espírito que ele é imortal, não no seu corpo físico. A consciência da imortalidade, tal como a consciência da eternidade, é para o homem uma conquista da vida espiritual. Então, se ele aprender a dar às suas atividades quotidianas uma dimensão mais vasta, um significado mais elevado, pouco a pouco conseguirá saciar a sua sede nas fontes da vida eterna.

Aqueles que sentem a necessidade de trabalhar para o bem da humanidade não devem questionar-se sobre se vão ser bem ou mal sucedidos, pois isso introduz neles uma hesitação, uma dúvida, que trava o seu impulso. Eles devem trabalhar, pura e simplesmente! A história dos povos ensina-nos que não se pode fazer juízos sobre o valor dos seres tendo como único critério os seus sucessos ou os seus insucessos. Aqueles que conseguiram sucesso não foram necessariamente os mais grandiosos e os que não foram bem-sucedidos não são seres menos elevados. O seu exemplo alimentou o impulso de muitos outros, eles foram como que uma semente, um fermento; um dia, o objetivo é atingido e ainda melhor do que eles esperavam. Cada criatura vem à Terra com uma determinada missão e, muitas vezes, aqueles que estão encarregues das missões mais grandiosas estão destinados a não obter sucesso, pelo menos aparentemente. Mas eles prepararam o terreno – e isso é o mais difícil – para outros que, beneficiando dos seus esforços, serão bem-sucedidos. Por isso, aqueles que obtêm sucessos devem pensar com reconhecimento em todos os homens e mulheres que, antes deles, trabalharam para que esses sucessos fossem possíveis. Esses homens e essas mulheres fizeram sacrifícios, por vezes até foram vítimas, mas pode acontecer que eles venham numa outra vida recolher o fruto do seu trabalho.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

MEDITAÇÃO: SÓ UMA MENTE LIVRE PODE PENETRAR NO PRÓPRIO CORAÇÃO DO IMENSURÁVEL

Meditação implica uma qualidade de mente que pode atentar completamente, portanto, uma mente que pode estar completamente imóvel. A mente está sempre tagarelando, sempre falando, ou para si mesma, dentro de si ou para alguém, sempre em movimento. Como pode uma mente que fica tagarelando sem parar perceber alguma coisa? Apenas a mente que está completamente atenta tem a energia integral para observar, pois você precisa de tremenda energia para observar. Os monges religiosos e outros dizem que você não pode desperdiçar energia; por isso, se você quer ser santo, nenhum sexo. E quando você se torna celibatário e faz votos de celibato, há confusão em você, porque você está negando todo o sistema biológico e há desperdício de energia. Você fica lutando, lutando, lutando. Ou vai para o outro extremo, cede, o que é outra forma de gastar energia. Por outro lado, se você está atento, esta é a maior forma de somar energia. Isto significa intensidade, paixão, e você não pode ser apaixonado se está gastando. Sem nenhum esforço a mente pode se tornar completamente quieta e, assim, cheia de energia sem qualquer distorção. (Talks and Dialogues in Sydney, 1970)

Não faça da meditação uma coisa complicada; ela é, realmente, muito simples e porque é simples, é muito sutil. Sua sutileza fugirá da mente se a mente abordá-la com todos os tipos de ideias fantasiosas e românticas. Meditação, realmente, é penetrar no desconhecido, e assim o conhecido, a memória, a experiência, o conhecimento que ela adquiriu durante o dia, ou durante milhares de dias, deve findar. Pois só uma mente livre pode penetrar no próprio coração do imensurável. Então meditação é tanto penetrar como findar o ontem. O problema começa quando perguntamos como findar o ontem. Realmente não existe “como”. O “como” implica um método, um sistema e é este próprio método e sistema que condicionaram a mente. Apenas veja a verdade disto. Liberdade é necessária – não “como” ser livre. O “como ser livre” apenas escraviza você. (Beyond Violence, 54)

Será que você já caminhou ao longo de uma rua cheia, ou uma estrada solitária, e simplesmente olhou para as coisas sem pensamento? Existe um estado de observação sem a interferência do pensamento. Embora você esteja consciente de tudo a sua volta, e reconheça a pessoa, a montanha, a árvore, ou o carro chegando, a mente não está funcionando no padrão usual do pensamento. Não sei se isto já aconteceu a você. Tente isto alguma vez quando estiver dirigindo ou caminhando. Apenas olhe sem pensamento; observe sem a reação que gera pensamento. Embora você reconheça cor e forma, embora veja o riacho, o carro, a cabra, o ônibus, não há reação, mas simplesmente observação negativa; e esse próprio estado chamado observação negativa é ação. Tal mente pode utilizar o conhecimento para executar o que ela tem que fazer, mas está livre do pensamento no sentido de que não está funcionando em termos de reação. Com tal mente, uma mente que está atenta sem reação, você pode ir ao escritório, e todo o resto. (Collected Works, Vol. XIV, 205, Choiceless Awareness)





J. Krishnamurti






Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura:
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

sábado, 13 de dezembro de 2014

AS ENTRELINHAS DAS ESCRITURAS

Pode haver algumas declarações na Bhagavad Gita e outras escrituras que podem parecer se contradizerem.

Por exemplo, em um lugar na Gita, o Senhor Krishna enfatiza a necessidade de ação, em outra a adesão ao Dharma e em outro lugar elogia a renúncia de todo Dharma e estimula a entrega total ao Senhor.

Essas contradições aparentes não são contradições.

O ensinamento varia de acordo com o estado de desenvolvimento espiritual da pessoa e da situação em que ela está colocada.

A lição aqui é se dar o devido cuidado e atenção para entender completamente o significado interno dos grandes ensinamentos dos Avatares e sábios antes de se tentar qualquer crítica.




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

DEUS NÃO É UMA PESSOA, MAS UMA ENERGIA

Deus não é uma pessoa, mas uma energia. Isso implica que a energia não tem consideração por indivíduos; tudo o que acontece com cada indivíduo acontece imparcialmente.

Por exemplo: a árvore na margem de um rio recebe sua nutrição do fluxo que passa; ela dará flores e frutos e crescerá alta e forte.

Mas a árvore que cai na correnteza será levada para longe pela veloz corrente de água.

Ora, o rio nada tem a ver com nenhuma dessas árvores.

Ele não está interessado em alimentar a primeira nem em destruir a segunda.

O rio simplesmente flui, é uma energia fluente, e não uma pessoa.




Osho





Fonte: "Desvendando Mistérios: Chacras, Kundalini , os Sete Corpos e Outros Temas Esotéricos"
http://www.palavrasdeosho.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

VOCÊ NÃO ACABOU COM SEU SOFRIMENTO E QUER ENCONTRAR A ILUMINAÇÃO

Você pode sentar na postura correta com a coluna reta, respirando corretamente, fazer “pranayama” e todo o resto nos próximos dez mil anos, e não estará perto de descobrir o que a verdade é, porque você não compreendeu a si mesmo de fato, o modo como você pensa, o modo como vive.

Você não acabou com seu sofrimento, e quer encontrar a iluminação.

Você pode fazer todos os tipos de torções e rotações com seu corpo e isto parece fascinar as pessoas, pois elas sentem que isto lhes vai conferir algum poder, algum prestígio.

Ora, todos estes poderes são como velas ao sol; são como a luz de velas quando o sol está brilhando. 




J. Krishnamurti




Fonte: Krishnamurti in India 1970-71, 55
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: 
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

BOA VONTADE - CARÁTER - DESTEMOR - CORAGEM

Boa vontade inclui boa fé no eu, nos outros e nos resultados positivos dos desafios da vida. Vem da absorção dos valores como a paz, amor, honestidade, generosidade, cooperação, justiça, não-violência e tolerância. Boa vontade é quando cada indivíduo cultiva e sustenta a força interior para resistir às negatividades que estão dentro como ciúme, medo, egoísmo e arrogância. Quando uma pessoa assume a responsabilidade de preencher o eu com recurso divino, o vazio e os desejos diminuem. (Dadi Prakashmani, Call of the Time,  Purity, September 2003)

Veja como o dia fica fácil quando você transita livremente sem ser afetado pelas atitudes negativas dos outros. Quando você aprende a ficar estável, você não apenas poupa energia mas também percebe sua força mental aumentar. Quando há força na mente e estabilidade há maturidade e caráter. A força do caráter depende da sua habilidade de ficar inabalável diante das situações adversas.

Destemor vem quando há o poder da verdade dentro de nós. Quando somos constantemente verdadeiros não temos nada a temer. É o poder da verdade que nos faz manter a fé e a coragem e nos capacita a enfrentar os desafios no dia a dia. Quando nos certificamos de que nossas ações são baseadas na verdade, mesmo que as coisas deem erradas, ainda assim, permaneceremos destemidos. Para isso é preciso sempre relembrar que temos o poder da verdade conosco e que seremos vitoriosos, sejam quais forem os desafios que surjam no caminho.

Sem qualquer aviso prévio, testes e obstruções surgirão para aqueles que estão arrumando a casa interior. Não fique surpreso com os acontecimentos. Não tenha medo. Continue caminhando com coragem, você não está sozinho. Para cada passo que dá, você recebe milhões de passos de ajuda. Se até o solo infértil pode produzir frutos após uma boa adubação por que você, mestre autoridade todo-poderosa, não poderia transformar qualquer dificuldade no trampolim da vitória?




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

MEDO - VERDADEIRA NATUREZA E SUPERAÇÃO

Desejo e decepções estão na ordem do dia. A vida humana para a maioria das pessoas parece estar cheia de medo. Vários tipos de medos assombram onde quer se esteja, no que quer que se faça.

Como se pode escapar do medo?

Mesmo os pequenos objetos de felicidade que alguém parece obter da vida estão associados ao medo de perdê-los em breve!

Pecado e mérito, alegria e tristeza, ganhos e perdas, luz e trevas são pares de opostos que todo ser sofre durante sua vida.

Verdadeiramente falando, a ausência de um (tristeza) indica a presença de outro (alegria)!

O Santo Adi Shankara esclareceu melhor: "Onde não há apego, não haverá medo!" Como se pode atingir esse estado? Atingindo a proximidade com o Divino! Ele ainda exortou: "Afugente o medo cultivando desapego (Vairagya) e caminhando em direção ao Eu Superior. É através da Auto Realização que você pode entender a verdadeira natureza do medo e superá-lo.




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

MEDITAÇÃO: UMA DAS GRANDES ARTES DA VIDA

É curioso como a meditação se torna importantíssima; não há fim para ela nem há um começo. É como uma gota de chuva: nessa gota estão todos os riachos, os grandes rios, os mares e as cachoeiras; essa gota nutre a terra e o homem; sem ela, a terra seria um deserto. Sem meditação o coração se torna um deserto, uma terra devastada. (Krishnamurti Notebook, 91)

Meditação é descobrir se o cérebro, com todas as suas atividades, todas as suas experiências, pode ficar absolutamente quieto. Não forçado, pois no momento em que você força, há dualidade. A entidade que diz: “Eu gostaria de ter experiências maravilhosas, por isso devo forçar meu cérebro a ficar quieto”, nunca conseguirá fazê-lo. Mas se você começa a investigar, observar, ouvir todos os movimentos do pensamento, seu condicionamento, suas buscas, seus medos, seus prazeres, olhar como o cérebro funciona, então verá que o cérebro se torna extraordinariamente quieto; essa quietude não é sono, mas é tremendamente ativa e, portanto, quieta. Uma grande máquina que está trabalhando perfeitamente dificilmente produz um som; só quando existe atrito, existe ruído. (The Impossible Question, 72)

Nós temos que alterar a estrutura de nossa sociedade, sua injustiça, sua apavorante moralidade, as divisões que ela criou entre homem e homem, as guerras, a total falta de afeto e amor que está destruindo o mundo. Se sua meditação é apenas um assunto pessoal, uma coisa que você, pessoalmente, aprecia, então não é meditação. Meditação implica mudança radical completa da mente e do coração. Isto só é possível quando há este extraordinário sentido de silêncio interior, e apenas esse gera a mente religiosa. Essa mente conhece o que é sagrado. (Beyond Violence, 133, Meditations)

A percepção sem palavra, ou seja, sem pensamento, é um dos fenômenos mais estranhos. Então a percepção é muito mais acurada, não só com o cérebro, mas com todos os sentidos. Tal percepção não é a percepção fragmentada do intelecto nem a questão das emoções. Ela pode ser chamada de percepção total, e é parte da meditação. Percepção sem aquele que percebe na meditação é comungar com o elevado e a profundeza do imenso. Esta percepção é inteiramente diferente de ver um objeto sem um observador, pois na percepção da meditação não existe objeto e, assim, nem experiência. A meditação pode acontecer quando os olhos estão abertos e a pessoa está rodeada por objetos de toda espécie, mas, então, estes objetos não têm absolutamente importância. A pessoa os vê, mas não há processo de reconhecimento, o que significa que não há experiência. Que significado tem tal meditação? Não há significado; não há utilidade. Mas nessa meditação existe um movimento de grande êxtase, que não é para ser confundido com prazer. É o êxtase que dá ao olho, ao cérebro e ao coração a qualidade da inocência. Sem ver a vida como uma coisa totalmente nova, ela é uma rotina, aborrecida, e uma coisa sem sentido. Assim, a meditação é da maior importância. Ela abre a porta para o incalculável, o incomensurável. (Meditations 1969, 3, Meditations)

Nós dificilmente escutamos o som do latido de um cão ou o choro de uma criança ou o riso de um homem enquanto ele passa. Nós nos separamos de todas as coisas e, então, desse isolamento olhamos e escutamos todas as coisas. É esta separação que é tão destrutiva, pois nela está todo conflito e confusão. Se você ouvisse o som dos sinos em completo silêncio viajaria nele – ou, melhor, o som levaria você através do vale e acima da montanha. A beleza disto só é sentida quando você e o som não estão separados, quando você é parte dele. Meditação é o fim da separação, mas não pela ação da vontade ou do desejo. A meditação não é uma coisa separada da vida; ela é a própria essência da vida, a própria essência da vida cotidiana. Ouvir os sinos, escutar o riso do transeunte enquanto ele passa com sua esposa, escutar o som da campainha da bicicleta de uma menininha passando: isto é a totalidade da vida, e não apenas um fragmento dela, que a meditação descortina. (The Only Revolution, 163, Meditations)

Que coisa extraordinária é a meditação. Se houver algum tipo de compulsão, esforço para adaptar o pensamento, imitar, então ela se torna um fardo cansativo. O silêncio que é desejado deixa de ser iluminador. Se ela é uma busca de visões e experiências, então leva a ilusões e auto-hipnose. Só no florescimento do pensamento e, portanto, no fim do pensamento, a meditação tem significado. O pensamento só pode florescer em liberdade, não em padrões sempre ampliados de conhecimento. O conhecimento pode conferir experiências mais novas de maior sensação mas, uma mente que está em busca de experiências de qualquer natureza é imatura. Maturidade é liberdade de toda experiência; não estar mais sob qualquer influência de ser ou não ser. Maturidade na meditação é a libertação da mente do conhecimento, pois o conhecimento molda e controla toda experiência. A mente que é uma luz para si mesma não precisa de experiência. Imaturidade é o anseio por maior e mais ampla experiência. Meditação é perambular pelo mundo do conhecimento e estar livre dele para entrar no desconhecido. (Krishnamurti Notebook, 213)

Se você se determina a meditar, não será meditação. Se você se determina a ser bom, a bondade nunca florescerá. Se cultiva a humildade, ela deixa de existir. A meditação é a brisa que entra quando você deixa a janela aberta; mas se, deliberadamente, você a mantém aberta, deliberadamente a convida para entrar, ela nunca aparecerá. (The Only Revolution, 37)

A meditação é uma das coisas mais extraordinárias, e se você não sabe o que ela é, você é como um homem cego num mundo de cores brilhantes, sombras e luzes em movimento. Ela não é uma questão intelectual, mas quando o coração entra na mente, a mente tem uma qualidade totalmente diferente; ela é, então, ilimitada, não apenas na sua capacidade de pensar, agir eficientemente, mas também em seu sentido de viver num espaço vasto onde você é parte de tudo. A meditação é o movimento do amor. Ela não é o amor de um ou de muitos. É como água que qualquer um pode beber em qualquer jarra, seja dourada ou de barro; ela é inesgotável. E uma coisa peculiar acontece, que nenhuma droga ou auto-hipnose pode produzir; é como se a mente entrasse em si mesma, começando na superfície e penetrando sempre mais profundamente, até que profundidade e peso tenham perdido seu significado e toda forma de medida cessa. Neste estado existe paz completa, não contentamento que veio por gratificação, mas uma paz que tem ordem, beleza e intensidade. Isto tudo pode ser destruído, como você pode destruir uma flor e, contudo, devido à sua própria vulnerabilidade, ela é indestrutível. Esta meditação não pode ser aprendida de outra pessoa. Você deve começar sem saber nada sobre ela, e ir da inocência para a inocência. O solo onde a mente meditativa pode começar é o solo da vida cotidiana, a luta, a dor e a alegria passageira. Ela deve começar aí, e trazer ordem, e daí se mover indefinidamente. Mas se você está interessado apenas em ter ordem, então essa própria ordem trará sua própria limitação, e a mente será sua prisioneira. Em todo este movimento você deve, de algum modo, começar do outro fim, da outra margem, e não estar sempre interessado nesta margem e em como cruzar o rio. Você deve mergulhar na água, não saber como nadar. E a beleza da meditação é que você nunca sabe onde está, aonde vai, qual é o fim. (Meditations 1969, 1)

A meditação é uma das grandes artes da vida, talvez a maior, e não se pode aprendê-la de ninguém. Essa é sua beleza. Ela não tem técnica e, por isso, nem autoridade. Quando você aprende sobre você mesmo, olha a si mesmo, olha o modo como anda, como come, o que diz, a fofoca, o ódio, o ciúme, se você está consciente de tudo isso em você mesmo, sem qualquer escolha, isso é parte da meditação. Então a meditação pode acontecer quando você está sentado num ônibus ou caminhando por um bosque cheio de luz e sombras, ou ouvindo o canto de pássaros ou olhando o rosto de sua esposa ou filho. (Freedom from the Known, 116)

Uma mente meditativa é silenciosa. Não é o silêncio que o pensamento pode conceber; não é o silêncio de uma tarde calma; é o silêncio de quando o pensamento, com todas as suas imagens, suas palavras e percepções, cessou inteiramente. Esta mente meditativa é a mente religiosa, a religião que não é tocada pela igreja, os templos, ou por cânticos. A mente religiosa é a explosão do amor. É este amor que não conhece separação. Para ele, longe é perto. Não é o um ou os muitos, mas antes aquele estado de amor em que toda divisão cessa. Como a beleza, não está na medida das palavras. Só deste silêncio a mente meditativa atua. (The Only Revolution, 115, Meditations)





J. Krishnamurti





Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: 
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
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TOLERÂNCIA - AMOR - BÊNÇÃO

Quando olhamos nos olhos das pessoas e contemplamos sua raridade, a tolerância se torna fácil. Percebemos que estamos diante de seres que possuem dentro de si um complexo mosaico de experiências. Tolerância é uma expressão do nosso respeito por qualidade, por manter a vida excelente. Quando não há tolerância as coisas se tornam comuns. Ficamos à margem daquilo que não aceitamos e nossa face se torna severa. Tolerância é dizer sim ao jogo e apreciá-lo.

Amar a si mesmo é essencial. Para chegar a esse estado de autoestima precisamos, às vezes, de pessoas com enorme paciência. Pessoas que ignoram nossa violência e continuam a afirmar nossa força de caráter. Não aquelas pessoas gentis que resolvem nossos problemas, mas aquelas cujo foco se dirige ao que há de belo em nós. Tais pessoas podem ser chamadas de anjos pois acalmam nossas mentes e nos deixam mais receptivos para uma conexão com Deus. (Anthea Church)

Que vocês sejam um doador que semeia sementes de bons votos em todas as almas. Não esperem pelo fruto, mas simplesmente continuem a semear sementes de seus bons votos em todas as almas. Todas as almas definitivamente têm de acordar na hora certa. Mesmo que alguém esteja se opondo a vocês, vocês não devem abandonar seu sentimento de misericórdia. Oposição, insulto e difamação funcionarão como fertilizante e farão com que bom fruto emerja. Na extensão em que eles insultarem vocês, eles também cantarão o seu louvor. Portanto, tornem-se um doador e continuem a ter bons votos por cada uma das almas por meio de sua atitude, vibrações e palavras.




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

SEJA VOCÊ MESMO

Não imite ninguém, não siga ninguém, senão você terá somente uma pseudo-existência — e isto é pior que suicídio.

Seja você mesmo — e somente então você poderá ser responsável, autêntico e verdadeiro.

Mas normalmente todos são de segunda mão e emprestados, e isto faz com que tudo fique feio.

Mulla Nasrudin foi a uma mesquita e sentou-se. Sua camisa era um pouco curta, e um homem atrás dele puxou-a para baixo, achando-a indecente.

Nasrudin imediatamente puxou a camisa do homem à sua frente.

O que você está fazendo? — perguntou o homem em frente.

Não me pergunte, pergunte ao homem atrás de mim, foi ele que começou — disse Nasrudin.




Osho





Fonte: "Uma Xícara de Chá"
http://www.palavrasdeosho.com/
Fonte da Gravura: Tibete
Pintura de Nicholas Roerich
http://www.roerich.org/

MEDITAÇÃO - EXERCÍCIO SALUTAR OU AVENTURA ARRISCADA?

Existem várias vias para aceder ao mundo espiritual e a meditação é uma delas. Hoje em dia, há cada vez mais pessoas a praticar meditação, mas ela só pode ser benéfica para aquelas que têm consciência de que tal prática exige uma grande disciplina interior, isto é, o domínio dos seus pensamentos, dos seus sentimentos, dos seus desejos, senão elas limitar-se-ão a vaguear nas regiões inferiores do plano astral. Aí, elas remexem, por onde passam, toda a espécie de camadas obscuras, povoadas de entidades muitas vezes hostis aos humanos, e até correm os mesmos perigos que os imprudentes que se aventuram a atravessar de noite uma floresta infestada de tigres e de serpentes. A prática da meditação exige, pois, que se comece por dominar e orientar as suas diferentes tendências psíquicas, para se ter um único propósito: aperfeiçoar-se. Isto deve estar muito claro. A partir do momento em que souberdes afinar os vossos pensamentos, os vossos sentimentos e os vossos desejos por este diapasão – a ideia de aperfeiçoamento –, as experiências que fizerdes no mundo interior serão realmente benéficas. Senão, este exercício tão útil e salutar pode tornar-se para vós uma aventura arriscada.





Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A MAIOR CONQUISTA DA MEDITAÇÃO

Não julgue, porque no momento em que começar a julgar você esquecerá de observar. E isso acontece porque no momento em que começa a julgar — “Esse pensamento é bom” — justamente nesse espaço de tempo você não estará observando. Você começou a pensar, envolveu-se. Não conseguiu permanecer alheio, parado à margem da estrada, só observando o tráfego.

Não se torne um participante avaliando, julgando, condenando; nenhuma atitude deve ser tomada a respeito do que está se passando na sua mente. Você precisa observar os seus pensamentos como se fossem nuvens passando no céu. Você não faz julgamentos sobre as nuvens — essa nuvem negra é ruim e essa nuvem branca parece um sábio. Nuvens são nuvens, elas não são nem boas nem ruins.

O mesmo acontece com os pensamentos — são meras ondinhas passando na sua mente. Observe-os sem julgá-los e você terá uma grande surpresa. Quando a sua observação se tornar constante, os pensamentos passarão a ficar cada vez mais esparsos. A proporção é exatamente a mesma; se você estiver com 50% da atenção na observação, então 50% dos seus pensamentos vão deixar de existir. Se estiver com 60% da atenção, então só restarão 40% dos pensamentos. Quando você for 99% pura testemunha, só de vez em quando surgirá um pensamento solitário — 1 % passando na estrada, não haverá mais tráfego nenhum. Esse tráfego da hora do rush não existirá mais.

Quando você deixar de lado 100% dos julgamentos, passará a ser apenas uma testemunha; isso significa que você se tornou simplesmente um espelho — porque o espelho nunca faz nenhum julgamento. Uma mulher feia mira-se no espelho e ele não faz nenhum julgamento. Uma mulher bonita mira-se no espelho e não faz nenhuma diferença. Quando não há ninguém diante dele, o espelho tem a mesma pureza de quando há alguém sendo refletido em sua superfície. Nem o reflexo o afeta nem o não-reflexo.

O testemunhar se torna um espelho. Essa é a maior conquista da meditação. Se consegui-la, você já estará na metade do caminho, pois trata-se da parte mais difícil. Agora você sabe o segredo, e o mesmo segredo tem simplesmente de ser aplicado em outros objetos.

Dos pensamentos você precisa passar para experiências mais sutis ligadas às emoções, aos sentimentos, aos estados de espírito. Da mente para o coração, nas mesmas condições: nenhum julgamento, só testemunho. E, surpresa, a maioria das suas emoções, sentimentos e estados de espírito começarão a se dissipar. Agora, quando está sentindo tristeza, você está realmente triste, está tomado de tristeza. Quando está com raiva, ela não é parcial. Você fica cheio de raiva; cada fibra do seu ser vibra de raiva.

Observando o coração, a impressão que se tem é que agora nada mais pode possuir você. A tristeza vem e vai embora, você não fica triste; a felicidade vem e vai embora, você também não fica feliz. Seja o que for que se passe nas camadas mais profundas do coração, isso não afeta você. Pela primeira vez você tem uma amostra do que seja maestria. Não é mais um escravo à mercê da vontade alheia; nenhuma emoção, nenhum sentimento, ninguém pode mais perturbá-lo com ninharias.




Osho





Fonte: "Saúde Emocional: Transforme o Medo, a Raiva e o Ciúme em Energia Criativa"
http://www.palavrasdeosho.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

PERDAS, SOFRIMENTO E DIFICULDADES

Você pode defrontar-se com muitas perdas e dificuldades na vida. Você pode passar por muito sofrimento. Mas, você nunca deve desistir da verdade, da fé e do amor. Perda, sofrimento e dificuldades são como ondas no oceano da vida. Elas simplesmente vêm e vão. Mas a água do oceano é permanente. Portanto, desenvolva fé na “água”, ou seja, na Divindade. O poder do nome divino é incomparável. Não use-o frivolamente. O nome de Deus é o diamante verdadeiro. Mantenha-o a salvo e seguro. Nem mesmo se aborreça com dor e sofrimento, perdas e dificuldades. Seus pensamentos são como nuvens passageiras. Uma vez que você procurar refúgio nos pés de lótus do Senhor, nunca desista. Onde quer que vá, os pés divinos o protegerão. Se você instalar o nome divino firmemente em seu coração, sua vida se tornará santificada. Isso é devoção (bhakti). Esse é o seu poder (shakti). Essa é a libertação (mukti).




Sathya Sai Baba




Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

OS 5 VALORES - VERDADE, RETIDÃO, PAZ, AMOR E NÃO-VIOLÊNCIA

Cultive os cinco valores de Verdade, Retidão, Paz, Amor e Não-violência (Sathya, Dharma, Shanti, Prema e Ahimsa).

Quando se tem Sathya e Dharma, você receberá automaticamente Paz (Shanti).

Quando se está em Paz, você não ferirá ou odiará ninguém (Ahimsa).

Essa atitude pacífica floresce em Amor e traz igualdade em cada ser.

Quando tal ambiente de Amor prevalece, não haverá discussões no mundo.

Portanto, Verdade e Retidão são essenciais para alcançar e crescer em Amor.

Em qualquer situação, aconteça o que acontecer, nunca tome o caminho da mentira.

Se você falar mentira, não haverá Amor.

Fale a Verdade em todos os momentos, alcance o Amor e sinta-o em todos os lugares ao seu redor.

Essa é a essência das escrituras, ensinadas por muitos sábios e santos em vários métodos.

Deus é Amor.




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

TRABALHANDO PARA A COLETIVIDADE CÓSMICA

Tal como as pedras, as plantas e os animais, o ser humano faz parte do universo. Mas, enquanto ser pensante, ele tem aí um papel particular a desempenhar: deve participar na construção do edifício que é a vida coletiva. Àqueles que trabalham unicamente para si mesmos nada de bom pode advir. Alguém dirá: «Como? É trabalhando para mim que eu ganho alguma coisa!» Não, pois esse “eu” a que ele consagra todos os seus esforços, esse eu egoísta, separado dos outros, é um sorvedouro, e se se concentrar só nos seus interesses ele lança nesse sorvedouro todas as suas riquezas, sem se aperceber. Pensa que ganha, mas, na realidade, perde.

Raros são os humanos que têm consciência de tudo o que poderiam adquirir trabalhando para a coletividade; e por “coletividade” não se deve entender somente a coletividade humana, mas todas as criaturas do universo, até ao próprio Deus. Para ser compreendido mesmo pelos materialistas mais empedernidos, eu direi que essa coletividade cósmica, essa imensidão na qual nós devemos trabalhar, é comparável a um banco no qual se depositam capitais: tudo o que fazemos por ela voltará um dia a nós amplificado.

Aqueles que se sentem insatisfeitos, infelizes, têm tendência para atribuir esse mal-estar à falta de algo e esperam que uma pessoa ou um objeto venha preencher essa falta. Mas a solução não está aí. A solução é que, apesar da sensação de mal-estar, de falta de algo, o próprio se decida a levar alguma coisa aos outros, a ajudá-los, a apoiá-los, a consolá-los, a participar nas suas atividades. Nesse momento, uma nova vida começa a circular nele e a sensação de falta desaparece pouco a pouco. Ele compreende que, ao procurar levar algo de bom àqueles que o rodeiam ou mesmo a desconhecidos, ele próprio recebe, desde logo, uma força, um apoio... Ao passo que aqueles que não levam nada a ninguém, seja o que for que lhes deem, eles nada recebem. A vida está assente nas trocas: receber e dar, dar e receber. E, mesmo que não vos deem nada em troca daquilo que vós destes, pelo simples fato de terdes dado já recebeis.

Todos os seres humanos fazem parte do grande corpo da natureza e devem esforçar-se por viver em harmonia com ele. Embora percebendo-se como entidades individuais que têm uma vida própria, eles pertencem a um conjunto, e a questão que se lhes coloca é a de conciliarem as exigências da sua vida pessoal com as da vida coletiva. Cada indivíduo é particular, foi a Inteligência Cósmica que quis esta diversidade de criaturas e não se deve tentar nivelá-las. Cada um tem o direito de se manifestar com as suas diferenças, a sua originalidade, mas na condição de se harmonizar com o Todo.

Este Todo com o qual todos devemos harmonizar-nos não é unicamente o da coletividade humana: para além dela, nós estamos ligados aos diferentes reinos da natureza, assim como à coletividade cósmica no seio da qual temos, enquanto seres pensantes, um papel importante a desempenhar. Todos os dias nós devemos tomar consciência de que participamos na construção desse edifício que é a vida cósmica na qual estão compreendidas todas as criaturas, os anjos, os arcanjos... até ao próprio Deus, pois a criação não está terminada, continua em construção.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

INTROVERSÃO - POSITIVIDADE - PENSAMENTO - TOLERÂNCIA

Introversão é dar tempo ao silêncio. Num mundo barulhento e exigente, a introversão é a virtude que nos ajuda a entrar em contato com o nosso eu puro e perfeito. Ela nos leva para dentro de nós mesmos e gentilmente nos faz reconhecer nossa própria verdade interior. Introversão não é apenas permanecer dentro, mas acessar o valor próprio e lidar com o mundo através dele. Mesmo diante das situações mais difíceis, é preciso ficar introvertido, olhar para dentro e trazer à tona o valor interior. Assim, naturalmente conseguimos manter a autoestima.

O método para limpar a mente de negatividade é preenchê-la com positividade. Sempre que nos deparamos com inutilidade ou negatividade no eu devido às situações que enfrentamos, primeiro nos esforçamos para remover isso. Realmente trabalhamos duro para isso, mas a maior parte das vezes não conseguimos. A única maneira de remover a negatividade é preencher a mente com positividade. Quando despejamos água fresca continuamente sobre a água suja, a água fica limpa. Da mesma forma, pensamentos positivos limpam a mente de pensamentos negativos e inúteis. Para isso, eu preciso dar alimento positivo para minha mente todos os dias.

Há tanto poder em um pensamento puro e elevado. Você pode ajudar muitas pessoas com um pensamento dessa qualidade. Imagine a força que um foguete precisa para chegar ao alvo de sua missão. Frente ao poder do pensamento, um foguete não é nada. Utilize esse método e você alcançará um resultado muito além do esperado. Para isso é preciso praticar a introversão. Fixe um tempo para dar poder aos seus pensamentos e aumentar a conta de seus tesouros internos.

Existem quatro testes de tolerância: (1) quando você é atacado por palavras duras dos outros; (2) quando surgem obstáculos trazidos pelas circunstâncias; (3) quando pessoas que você confia se voltam contra você; (4) quando você se depara com pessoas descontentes em relação a tudo. Diante dessas provas, tenha a meta de mudar os descontentes em contentes. Com o poder silencioso da tolerância, inspire outros a progredir. Com doçura, bons votos e sentimentos genuínos em relação àqueles que se opõe a você, seja tolerante. Assim como o amor da mãe tem o poder de tolerar tudo pelo filho, aumente sua tolerância aumentando seu amor. (Dadi Janki)




Brahma Kumaris





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Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

CONTENTAMENTO - PUREZA - BENEVOLÊNCIA - GENEROSIDADE

Um bom método para permanecer contente e feliz é praticar meditação. É estar consciente do seu verdadeiro ser – a alma no corpo – e conectar com o Pai,  a Alma Suprema. É abastecer-se na Fonte de amor, paz, felicidade, poder e alegria supra-sensorial. O Pai dá ao filho a herança do contentamento. O reflexo dessa herança é visível na personalidade feliz do filho. Quando Pai e filho estão ligados mentalmente, o contentamento está sempre presente. (Contentment and happiness, Purity, July 2014)

Pureza é a personalidade espiritual. O sinal da pureza é limpeza e verdade. Os olhos daqueles que despertaram seu eu verdadeiro não se voltam para as fraquezas dos outros. Também não são atraídos pelo que os outros conquistaram porque aqueles que têm a personalidade da pureza são completos em sua natureza e relacionamentos. Para eles nada está faltando. E porque estão preenchidos na mente, eles permanecem contentes. (Contentment and happiness, Purity, July 2014)

A benevolência reflete um estado de espírito de profundo bem-estar e bons sentimentos para si e para os outros. As pessoas benevolentes criam à sua volta uma vibração pura e positiva capaz de dar a todos uma experiência de bondade. Elas inspiram conforto e confiança num clima de respeito mútuo. Ninguém fica amedrontado na presença de quem possui esta virtude. (António Sequeira, Virtudes para uma Nova Consciência, Centro de Raja Yoga Brahma Kumaris de Lisboa, 1999)

Generosidade é mais do que simplesmente dar. O maior ato de generosidade é ver além das fraquezas e erros dos outros, ajudando-os a reconhecer seu valor inato. Os verdadeiros generosos são aqueles que se esforçam para serem mestres de si. Eles são sempre benevolentes com aqueles que criticam ou ignoram o que é bom. Eles entendem que para haver um profundo trabalho interior é preciso alcançar a bondade. Eles têm empatia pelas pessoas porque conhecem as dificuldades enfrentadas por elas na busca do autoconhecimento. Aqueles que nunca tentaram se aprimorar tem pouca tolerância em relação aos outros. (Dadi Janki)

Os grandes tesouros da vida são: amor, paz e felicidade. A única maneira de aumentar esses tesouros é dá-los. Mesmo se tivermos apenas um pouco de um desses tesouros, se o compartilharmos nós o veremos crescer. Por exemplo, se não temos muita paciência, mas usamos o pouco que temos, nossa habilidade de ser paciente aumentará. (Dadi Janki)




Brahma Kumaris





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sábado, 8 de novembro de 2014

ESQUEÇA O IDEAL E ESTEJA CONSCIENTE DO QUE VOCÊ É

Como a maioria das pessoas, vocês têm ideais, não têm? E o ideal não é real, não é factual; ele é o que deveria ser, é uma coisa no futuro. Ora, o que eu digo é isto: esqueça o ideal e esteja consciente do que você é. Não vá atrás do que deveria ser, mas compreenda o que é. A compreensão daquilo que você de fato é, é muito mais importante do que ir atrás do que deveria ser. Por quê? Porque, compreendendo o que você é, inicia-se um processo espontâneo de transformação; ao passo que se tornando o que você deveria ser, não haverá mudança de fato, mas apenas a continuação da mesma coisa antiga sob uma forma diferente. Se a mente, vendo que é estúpida, tenta mudar sua estupidez para inteligência, que é o que deveria ser, é tolice, não tem significado nem realidade; é apenas a busca de uma autoprojeção, um adiamento da compreensão daquilo que é. Enquanto a mente tenta mudar sua estupidez em outra coisa, ela permanece estúpida. Mas se a mente diz: “Eu percebo que sou estúpida e quero compreender o que é a estupidez, então vou investigá-la, observar como ela surge”, e esse próprio processo de investigação gera uma transformação fundamental. (Think on These Things, 182, Choiceless Awareness)

Para compreender uma coisa, devo dar integral atenção a ela, e um ideal é meramente uma distração que me impede de dar esse sentimento ou essa qualidade de integral atenção em dado momento. Se estou integralmente atento, se dou minha atenção integral para a qualidade que chamo de ganância sem a distração de um ideal, não estou eu na posição de compreender a ganância e dissolvê-la? Veja, nós somos muito acostumados a adiar, e os ideais nos ajudam a adiar; mas se podemos deixar de lado todos os ideais – pois compreendemos as fugas, a qualidade de adiar de um ideal – e encaramos a coisa como ela é, diretamente, imediatamente, damos nossa completa atenção a ela, então, certamente, existe uma possibilidade de transformá-la. (Collected Works, Vol. V, 290, Choiceless Awareness)

A pessoa tem uma ideia, um símbolo de si mesma, uma imagem de si mesma: o que se deveria ser, o que se é, ou o que não deveria ser. Por que a pessoa cria uma imagem de si mesma? Porque a pessoa nunca estudou o que ela é de fato. Nós pensamos que devemos ser isto ou aquilo: o ideal, o herói, o exemplo. O que desperta raiva é que nosso ideal, a ideia que temos de nós mesmos é atacada. E nossa ideia sobre nós é nossa fuga do fato do que somos. Mas quando você observa o fato real do que você é, ninguém pode feri-lo: é um fato. Mas quando você está fingindo que não é mentiroso e lhe dizem que você é, então você fica com raiva, violento. Então, estamos sempre vivendo num mundo idealizado, um mundo de mito, e nunca no mundo da realidade. Para observar o que é, ver isto, realmente estar familiarizado com isto, não deve haver julgamento, nem avaliação, nem opinião, nem medo. (Collected Works, Vol. XII, 246, Choiceless Awareness)




J. Krishnamurti





Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: 
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