quarta-feira, 6 de março de 2013

A VIRTUDE DO EQUILÍBRIO


É muito fácil ficar tão enredado em nossas metas mundanas que perdemos a noção do todo. Sem perspicácia nem perspectiva, acabamos priorizando o que não devemos. Os altos e baixos de um escritório e a dinâmica interpessoal, por exemplo, vão afetar excessivamente a mente não treinada. Em um instante você se sente como um vencedor, eufórico e ganhando a partida, no momento seguinte você é um trapo, derrotado, desesperançado e deprimido. 

O Budismo nos lembra que nada dura muito, nem mesmo vitórias ou fracassos. Até mesmo o Super-homem pode cair do céu. A virtude do equilíbrio nos ajuda a não investir energia excessiva no sucesso, nem ficar arrasado com o desapontamento. A sabedoria do senso comum nos lembra que existe uma diferença entre sobreviver e viver. Nossa busca pelo sucesso mundano neste mundo de amarguras, não poderia ser mais satisfatória do que a busca de uma miragem no deserto árido.

Lama Surya Das



(Desconheço a fonte do texto)
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/praia-oceano-areia-natureza-366437/

SEJA VERDADEIRO



Ser verdadeiro para com os outros não é fácil em uma sociedade que honra manter as aparências, contudo, é uma parte importante no caminho espiritual.

Por meio da publicidade, da mídia e de muitos outros meios, somos ensinados a nos preocupar mais com o como somos vistos do que com quem realmente somos. Quantas vezes as pessoas lhe perguntam “Como vai você?” sem estarem interessadas em escutar a resposta? Quantas vezes você responde “Tudo ótimo!”, com um sorriso radiante e não autêntico, quando na verdade teve um dia, uma semana ou até mesmo um mês difícil?

Mesmo aqueles de nós envolvidos com a espiritualidade caem nessa armadilha. Achamos que deveríamos ser de uma determinada forma, e assim fingimos ser aquilo para o mundo externo. Achamos que precisamos ser perfeitos, escondendo nossos defeitos. 

Viver espiritualmente é estar em um processo constante de transformação; e para fazer isso, precisamos ser honestos quanto à nossa negatividade, com os outros e com nós mesmos.

Se tentarmos ser só sorrisos e gentilezas por fora, mas tivermos pensamentos negativos e de julgamento por dentro, estaremos apenas escondendo a sujeira, varrendo-a para baixo do tapete. Não existe transformação nessa atitude. Além disso, a verdade sobre o nosso caráter sempre pode ser percebida. 

Todos nós temos defeitos. Todos nós cometemos erros.

Quando escolhemos nos expor – nosso lixo e todo o resto – as pessoas entendem melhor como agimos com elas e apreciam a coragem que temos de nos abrir. Nesse momento, elas podem se identificar conosco, confiar em nós, serem uma conosco.

Ser verdadeiro é uma grande qualidade espiritual. Indica alguém com quem as pessoas podem se conectar.

Se escondermos nossa negatividade nas sombras, ela nunca verá a Luz. Quando somos verdadeiros quanto às nossas falhas e as expomos para os outros, estamos expondo-as para a Luz.



Rav Yehuda Berg




Fonte: Centro de Cabala
www.kabalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ATRAVÉS DA REENCARNAÇÃO




Fora melhor que não existissem na Terra pedintes e mendigos, na expectativa do agasalho e do pão...

Se é justo deplorar o atraso moral do Planeta que ainda acalenta privação e necessidade, examinemos a nós mesmos, quando nos inclinamos para a ambição desvairada, e verificamos que a penúria, através da reencarnação, é o ensinamento que nos corrige os excessos.

Fora melhor não víssemos mutilados e enfermos, suplicando alívio e remédio...

Se é compreensível lastimar as condições da estância física, que ainda expõe semelhantes quadros de sofrimento, observemos o pesado lastro de animalidade que conservamos no próprio ser e reconheceremos que sem as doenças do corpo, através da reencarnação, seria quase impossível aprimorar as qualidades da alma. 

Fora melhor não enxergarmos crianças infelizes, suscitando angústia no lar ou piedade na via pública...

Se é natural comover-nos diante de problemas assim dolorosos, meditemos nos ódios e aversões, conflitos e contendas, que tantas vezes carregamos para além do sepulcro, transformando-nos, depois da morte, em Espíritos vingativos e obsessores, e agradeceremos às Leis Divinas que nos fazem abatidos e pequeninos, através da reencarnação, entregando-nos ao amparo e arbítrio daqueles mesmos irmãos a quem ferimos noutras épocas, afim de que nós, carecentes de tudo na infância, até mesmo da comiseração maternal que nos alimpe e conserve o organismo indefeso, venhamos, por fim, a aprender que a Eterna Sabedoria nos ergueu para o amor imperecível na Vida Triunfante. 

Terra bendita! Terra, que tanta vez malsinamos nos dias de infortúnio ou nos momentos de ignorância, nós te agradecemos as dores e as aflições que nos ofereces, por espólio de nossos próprios erros, e rogamos a Deus nos fortaleça os propósitos de reajuste e aperfeiçoamento, para que, um dia, possamos retribuir-te, de algum modo, os benefícios que nos tens prodigalizado, por milênios de milênios, através da reencarnação!...



André Luiz/Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira 




Fonte: do livro "Estude e Viva"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 5 de março de 2013

SÍMBOLOS DE SEU PRÓPRIO MUNDO


Por que é que um místico cristão sempre tem visões cristãs, não as de um budista? 

Por que é que um budista sempre vê as figuras de seu próprio panteão e não, por exemplo, Jesus ou a Madona? 

Por que é que um cabalista, em busca de iluminação, se encontra com o Profeta Elias e não com a figura de um mundo estranho? 

A resposta é, evidentemente, que a expressão da experiência de um místico é por ele imediatamente transportada para símbolos de seu próprio mundo. (Gerson Scholem)

Isso é um dos conceitos de arquétipo. Cada cultura, cada sociedade, cada pessoa veste os mesmos simbolismos com roupagens mentais adequadas a seu percurso social e individual. (Carl Gustav Jung)



Referências e sugestões bibliográficas:

- Jung C. G., O Homem e Seus Símbolos
- Scholem, Gerson., A Cabala e Seu Simbolismo


Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SUPERAÇÕES BIOLÓGICAS



Estamos habituados a pensar que os grandes abalos que subitamente sacodem o mundo físico ou moral são resultados de meras interações casuais entre fenômenos e, assim, acreditamos que não acontecem por nossa culpa. Por isso, nos surpreende a afirmativa: ...determinam-se movimentos; canalizam-se correntes dinâmicas; acentuam-se atrações e repulsões, donde depois se exteriorizarão os fenômenos, desde as convulsões físicas às morais ... Para Ubaldi, mesmo um terremoto que sacode a crosta geológica do planeta não tem como causa apenas as forças físicas originárias das profundezas do solo. Segundo sua teoria monista o Todo é solidário com as partes, assim todos os fenômenos, sejam eles de natureza física, dinâmica ou moral, se influenciam e se interagem. O orbe terrestre é uma unidade coletiva que é produto sintético das unidades menores pertencentes aos mundos físico, dinâmico e mental, ou seja, a Terra é uma individuação coletiva em que se integram num sistema orgânico hierarquizado os seus três modos de ser: Matéria (γ), Energia (β) e Espírito (α), em consequência não pode existir nenhum fenômeno isolado. O mundo mental (espírito=α ) por pertencer a um nível evolutivo superior supera, domina e dirige as fases energia(β) e matéria(γ). Segundo Ubaldi, a vanguarda da pesquisa científica já constatou que o observador não é exterior ao fenômeno e distinto dele, mas é um fenômeno no fenômeno. (P. Ubaldi - "Problemas do Futuro"). Fato este que nos leva a a surpreendente conclusão que nós mudamos o mundo quando o observamos. 

Tudo isto nos mostra que o universo é um Todo que ainda quando pulverizado em infinitas formas ou expressões de um mesmo princípio central único, permanece organicamente compacto, porque ele é construído segundo um esquema único, consoante um idêntico modelo que se repete ao infinito em cada unidade menor, em que a maior se ramifica e se diferencia até à extrema pulverização. O que toma compacto o universo é ser ele um "eu", é o mesmo princípio unitário que mantém compacta toda forma que, à semelhança da máxima, é uma unidade coletiva resultante da coordenação orgânica de unidades "eu" menores. Assim. tudo permanece unido porque coligado por uma contínua atração de parte a parte, por uma confraternização dos "eu" menores nas unidades maiores. (P. Ubaldi - "Deus e Universo") 

Sustentado por essa base conceitual e observando o comportamento histórico da humanidade, Ubaldi anuncia o surgimento, em futuro próximo, de cataclismos tremendos que se por um lado trarão destruição e sofrimentos, por outro conduzirão a vida terrestre a uma renovação profunda. A acumulação, pela humanidade de deletérias ações egoísticas, está gerando no inconsciente coletivo planetário tremendas reações destruidoras que purificarão e clarearão a escura atmosfera psíquica que envolve a Terra. O amadurecimento destas reações não é percebida pela nossa mente racional que devido a sua natureza analítica vê o mundo como um conjunto pulverizado de seres, objetos e fenômenos. Assim, a ciência, produto desta mente analítica, perdeu-se num emaranhado de fatos, não conseguindo visualizar a unidade conceitual do Todo. O espírito religioso que poderia fornecer rumos unificadores ao pensamento humano, esclerosou-se e caiu na apatia de uma velhice decrépita. 

Na atual fase da evolução humana não existe uma orientação que propicie um rumo seguro para a vida coletiva. Nos grandes agrupamentos coletivos atuais existem apenas facções de indivíduos ou individualidades isoladas que se entrechocam numa luta sem trégua para alcançar a supremacia de uns sobre os outros. Não há, portanto, no mundo atual, um pensamento diretor que coordene as diversas atividades humanas de maneira construtiva de forma a superar a feroz luta animal que visa a seleção do mais forte e não a do mais evoluído e, portanto, mais civilizado. 

Muitas pessoas, ofuscadas pelo brilho das conquistas tecnológicas modernas, acreditam que o mundo já avançou muito no processo civilizatório. No entanto, Ubaldi nos mostra que aconteceu apenas um progresso formal: Hoje em dia a vida se apresenta feroz e desapiedada como nos tempos pré-históricos. Não estar armado de pedras lascadas, mas de metralhadoras, não estrangular seu semelhante com as mãos, e sim com os Bancos, representa apenas progresso formal, substancialmente fictício. (P. Ubaldi - "A Nova Civilização do Terceiro Milênio") 

No burburinho da apressada vida moderna só se dá valor ao ruidoso mundo dos fenômenos exteriores e, por isso, a introspectiva faculdade intuitiva que revelava verdades sintéticas aos profetas bíblicos e a outros iluminados foi relegada ao campo da fantasia e da superstição. A análise do detalhe passou a conduzir o pensamento humano, determinando o nascimento da moderna ciência racional. A infinidade de fatos colecionados pela ciência prejudicou a visão do conjunto, mas, - como tudo é regido pela Lei do Equilíbrio - para restabelecer a unidade dessa fragmentação do conhecimento, surge este livro, "A Grande Síntese", e os outros volumes da imensa obra Ubaldiana que serão pontos de referências da ciência sintética do futuro, como nos revela a frase: Nos grandes momentos só a mão de Deus vos guia a todos, e ela está hoje em ação, como no tempo das maiores criações. 

Os sinais dessa grande virada já é pressentida até pela própria ciência ao constatar, através de suas observações, que aquilo que considerava pedra de toque da pesquisa cientifica, isto é, a independência entre o fenômeno e o observador não é mais considerada nos altos escalões do pensamento científico moderno. O pesquisador, agora, será obrigado a voltar o olhar para si próprio para investigar a verdadeira e real fonte do conhecimento: a psique humana. Olhando a si mesmo o homem encontrará a explicação e a compreensão do Todo. Esta é uma atitude que ressaltará o significado da antiga máxima dos filósofos gregos: "Conhece a ti mesmo que as portas do infinito se abrirão para ti". E demonstrará, sobretudo para as mentes cépticas, que o preceito evangélico: "Amai o próximo como a si mesmo" se fundamenta na constatação de que, num universo monístico, não havendo separação entre sujeito e objeto, o amor ao próximo está na natureza própria do Universo. Não é, portanto, um adendo a ser acrescentado na ordem das coisas, é, por conseguinte, um sólido pilar que sustenta e suporta a estrutura universal.

Esse capítulo prenuncia o reaparecimento através de superações biológicas da humanidade, da faculdade intuitiva que ficou perdida no emaranhado factual da ciência materialista. E, será a própria ciência que a reconduzirá, renovada e alicerçada pela conquista racional dos últimos séculos, à proeminência da investigação científica. E, assim como nos diz Ubaldi: O homem refará a grande descoberta de que um supremo pensamento desce do Alto. 


Pedro Orlando Ribeiro

(comentários e observações sobre o Cap. 44 do livro "A Grande Síntese", de Pietro Ubaldi)


(desconheço a fonte do texto)
Fonte da Gravura: AI(IA)

segunda-feira, 4 de março de 2013

APRENDENDO A PERDOAR A SI MESMO



Algumas pessoas prejudicam outras e pedem perdão, que pode ser aceito ou não; mas há algumas atitudes em que o único prejudicado é você mesmo. Se você vive apontando seu dedo indicador constantemente para seu próprio nariz, cuidado!

A culpa varia de acordo com crenças e valores que cada um traz consigo desde a infância, e que muitas vezes não corresponde mais aos valores e crenças atuais. Culpa, remorso, arrependimento, são inimigos constantes de algumas pessoas e traz junto a humilhação, vergonha, o medo e a maior consequência: a autopunição.

Perdoar a si mesmo talvez seja um dos maiores desafios, pois está relacionado com a capacidade - e leia-se também dificuldade - que cada um tem de se amar e se aceitar. As pessoas não se amam por acreditarem terem feito algo muito terrível, às vezes isso até corresponde à verdade, mas muitas vezes não.

Algumas chegam ao máximo de se culparem por terem nascido e sentem-se como um grande fardo. Para compensarem essa rejeição sentida em algum momento de sua vida, passam a vida tentando mostrar aos outros o quanto são úteis, importantes, como que para provarem para si próprias que são merecedoras da vida.

Procure observar se busca aprovação e reconhecimento de pais, amigos, das pessoas em geral, se está sempre à disposição de todos, cedendo em quase tudo, pela necessidade inconsciente de agradar, ser aceito, mas que muitas vezes confunde-se com a desculpa de querer ajudar e que na verdade oculta a busca pelo amor e atenção.

Por exemplo, as pessoas por não se sentirem amadas quando crianças e não acreditarem em si mesmas passam a ignorar os próprios sentimentos e recorrem à fuga pela comida, como forma de compensação e obtenção do prazer. Com isso, se culpam e como punição, engordam.

Não conseguindo eliminar alguns quilos, mais culpas e assim, desviam o foco da origem de tudo para a comida. O foco passa a ser emagrecer e não o que as levou a engordar. Negam a si mesmas a subnutrição emocional que sentem e que pode levá-las a sentimentos de vazio e fome.

A comida passa a representar uma maneira de alimentar e preencher um vazio emocional. Ou seja, inconscientemente desviam a atenção dos problemas para a necessidade de emagrecer, os problemas continuam ou aumentam por não serem resolvidos e acabam consumindo mais calorias do que o corpo necessita, engordam, culpam-se, punem-se, criando-se assim, um círculo vicioso.

O perdão oferece saída para esse círculo vicioso, como uma escolha consciente de mudança. Será que a verdadeira causa está sendo considerada? Do contrário, tudo tende a piorar. Será que essa fome, esse vazio, não seria a necessidade, também inconsciente, de amor? É preciso perceber que a comida não será transformada em afeto, amor, mas apenas em gordura quando consumida de forma descontrolada. Por que não buscar outras fontes de prazer?

Uma maneira de cultivar a culpa é estar sempre exigindo perfeição de si mesmo. A anorexia e bulimia são exemplos disso. Nunca há satisfação consigo mesmo, gerando culpa, insatisfação e uma enorme dificuldade de se perdoar. Tudo que faz poderia ser melhor. Não importa o que faça ou conquiste. Ou o pior, não importa quem se é, parece que nunca é o bastante.

Para se livrar disso tudo faça uma lista de tudo aquilo que você se culpa, daquilo que fez e não fez. Seja honesto consigo mesmo. Depois, pense sobre as motivações que o fizeram fazer certas escolhas, agir de determinada forma e, ao invés de se culpar, punir ou se castigar, comece a lembrar que muitas escolhas foram feitas porque era o melhor que se podia fazer naquele momento e que na verdade, tudo foi avaliado com valores da época e que nem sempre serão os mesmos neste momento. Nunca julgue situações passadas com valores do presente.

Para perdoar-se é preciso rever todas suas crenças, valores, que muitos esquecem que com o tempo podem, e devem, se modificar. Analisar o que fez ou deixou de fazer para poder mudar e crescer é válido, como sentir remorso pela dor que pode ter causado a alguém e pedir perdão. Mas se esse remorso começar a dominar sua vida, estará alimentado seu papel de vítima e a autopiedade. Livre-se disso. Você deve aprender e crescer com a experiência passada e isso não quer dizer se punir eternamente por algo já feito.

Perdoar a si mesmo exige uma completa honestidade e integridade para que se alcance a cura de tantos males, de tanta falta de amor-próprio. É um processo de reconhecer a verdade, assumir a responsabilidade pelo que fez, aprender com a experiência, reconhecer os sentimentos que motivaram determinados comportamentos, abrir seu coração para si mesmo, ouvir seus medos, curar certas feridas e isso você pode conseguir sendo amoroso e responsável consigo mesmo.

Você pode e deve se livrar de certos padrões de pensamentos e sentimentos. Mude o que não acredita mais, livre-se de tudo que te faz mal, cure a ferida que mais lhe dói, cure sua vida emocional. A verdadeira cura é fazer as pazes consigo mesmo. O poder curativo do perdão e do amor talvez seja o remédio mais poderoso que temos. E está nas mãos de cada um de nós. E você pode começar com você mesmo!




Rosemeire Zago (Psicóloga clínica – abordagem jungiana)




(desconheço a fonte do texto)
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EVOLUÇÃO CONSTANTE



Os relacionamentos são importantes.

Desde parcerias como o casamento, até interações com colegas de trabalho, nossos relacionamentos são muito mais importantes para nós do que nos damos conta. Pense nisso. Seja nosso melhor amigo, nossa sogra, nossa avó ou o carteiro, os relacionamentos possuem um peso importantíssimo na determinação da nossa felicidade em qualquer dia. Quando nossas interações são prazerosas e tranquilas, ficamos felizes; mas quando existe algum conflito ou quando nos aborrecemos com alguém, isso pode se tornar uma nuvem escura pairando sobre nós. 

O caminho cabalístico não é de altos e baixos, no qual um dia nos sentimos no céu e no outro afundamos no lixo. A Kabbalah diz não para os altos e baixos, trocando-os por uma vida de constante evolução. Isso significa dizer que, se nossos relacionamentos estão bons hoje, existe uma forma de torná-los ainda melhores amanhã. 

A chave para construir laços mais fortes com aqueles ao nosso redor é estar em constante crescimento. Ao nos envolvermos no caminho da transformação pessoal, nos tornamos menos reativos com nossa família, ficamos mais tolerantes com nossos colegas de trabalho e nos empenhamos em sentir cada vez mais compaixão por aqueles que amamos e, eventualmente, pela raça humana. 

Vejam bem, na verdade temos uma responsabilidade a cumprir para com as pessoas em nossas vidas para desenvolvermos nossa alma, porque é assim que podemos elevar nossos relacionamentos a níveis inteiramente novos. 

Essa, na realidade, é a forma como nos tornamos o melhor amigo, o melhor pai ou mãe, o melhor colega de trabalho, o melhor tudo que podemos ser. 


Rav Yehuda Berg


Fonte: Centro de Cabala
www.kabalah.com
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CAMINHO E MIRAGENS



Você veio ao mundo para realizar-se. Você vem totalmente equipado com todos os instrumentos necessários para a empreitada - viveka, vairaagya e vichakshana (discernimento, desapego e habilidade) e o desejo de aumentar seu amor, enriquecer suas emoções e enobrecer suas ações. Mas você perdeu seu caminho; está preso em um atoleiro e é confundido por miragens e sonhos que toma como real; você corre atrás de cores falsas e substitutos baratos. Lembre-se que tudo está subordinado a essa tarefa suprema. O corpo deve ser alimentado e mantido livre de doença. Por quê? Para que possa estar apto para a disciplina espiritual. Disciplina espiritual para quê? Para a realização da verdade sobre si mesmo. O sutil é a base para o bruto; o Divino é a base para o ser humano.



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org
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sexta-feira, 1 de março de 2013

BUDISMO: JOIAS - VERDADES - CAMINHO - PERFEIÇÕES



Três Joias Budistas: 

-O Buddha 
-O Dharma (o ensinamento) 
-A Sangha


As Quatro Nobres Verdades:

-O Sofrimento é fator inerente a toda forma de existência.

-A origem do sofrimento é a ignorância.

-Pode-se dominar o sofrimento através da extinção da ignorância.

-O caminho correto é o médio entre a auto mortificação e o abandono dos prazeres.


O Caminho Óctuplo: 

Leva à cessação do sofrimento. Consiste de:

-Compreensão Correta. Conhecer as Quatro Nobres Verdades de maneira a entender as coisas como elas realmente são.

-Pensamento Correto. Desenvolver as nobres qualidades da bondade amorosa e da aversão a prejudicar os outros.

-Palavra Correta. Abster-se de mentir, falar em vão, usar palavras ásperas ou caluniosas.

-Ação Correta. Abster-se de matar, roubar e ter conduta sexual indevida.

-Meio de Vida Correto. Evitar qualquer ocupação que prejudique aos demais, tais como tráfico de drogas ou matança de animais.

-Esforço Correto. Praticar autodisciplina para obter o controle da mente, de maneira a evitar estados de mente maléficos e desenvolver estados de mente sãos.

-Plena Atenção Correta. Desenvolver completa consciência de todas as ações do corpo, fala e mente para evitar atos insanos.

-Concentração Correta. Obter serenidade mental e sabedoria para compreender o significado integral das Quatro Nobres Verdades.

Aqueles que aceitam este Nobre Caminho como um estilo de vida viverão em perfeita paz, livres de desejos egoístas, rancor e crueldade. Estarão plenos do espírito de abnegação e bondade amorosa.


As Seis Perfeições: 

As Quatro Nobres Verdades são o fundamento do Budismo e entender o seu significado é essencial para o auto desenvolvimento e alcance das Seis Perfeições, que nos farão atravessar o mar da imortalidade até o nirvana.

As Seis Perfeições consistem de:

-Caridade. Inclui todas as formas de doar e compartilhar o Dharma.

-Moralidade. Elimina todas as paixões maléficas através da prática dos preceitos de não matar, não roubar, não ter conduta sexual inadequada, não mentir, não usar tóxicos, não usar palavras ásperas ou caluniosas, não cobiçar, não praticar o ódio nem ter visões incorretas.

-Paciência. Pratica a abstenção para prevenir o surgimento de raiva por causa de atos cometidos por pessoas ignorantes.

-Perseverança. Desenvolve esforço vigoroso e persistente na prática do Dharma.

-Meditação. Reduz a confusão da mente e leva à paz e à felicidade.

-Sabedoria. Desenvolve o poder de discernir realidade e verdade.

A prática dessas virtudes ajuda a eliminar ganância, raiva, imoralidade, confusão mental, estupidez e visões incorretas. As Seis Perfeições e o Nobre Caminho Óctuplo nos ensinam a alcançar o estado no qual todas as ilusões são destruídas, para que a paz e a felicidade possam ser definitivamente conquistadas.



Sifu Peterson Hildebrando Menezes



Fonte: www.culturachinesa.net
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

DEIXE QUE A CONSCIÊNCIA FLUA ATRAVÉS DO SEU SER

Mente é localização de consciência, e pode ser localizada em qualquer parte do corpo. Normalmente nós a localizamos na cabeça, mas outras culturas e outras civilizações no passado tentaram outras partes do corpo também, e em outros planetas existem seres com outras partes de seus corpos 
funcionando como suas mentes, mas qualquer que seja a parte escolhida, localização de consciência significa seu congelamento, e sempre que deixa de fluir livremente como é necessário já não é mais consciência.

Meditação significa consciência, então deixe a consciência encher todo o corpo, deixe que ela flua através da totalidade do seu ser, e você terá a sensação de vida que nunca é conhecida ou sentida pela consciência localizada. Sempre que há consciência localizada, a parte em que a localização acontece torna-se tensa e doente e o restante do corpo torna-se um peso morto.

Mas com consciência meditativa ou consciência fluida tudo muda completamente: o corpo inteiro torna-se vivo, sensível e consciente e consequentemente sem peso. Então não há um centro para tensões existirem e se acumularem porque elas não podem existir sem os blocos congelados de consciência.

O fluir, o mover, a consciência os lava constantemente com cada movimento, e então todo o corpo está vivo, somente então você começa a sentir a consciência cósmica à sua volta.

Como pode uma consciência congelada, e ainda assim cercada de um corpo morto, sentir o cosmos?


Osho 



Fonte: "Uma Xícara de Chá"
www.palavrasdeosho.com
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AFASTAMENTO INTERIOR

Há dias em que tudo vos surge claramente: vedes como resolver os problemas, como vos dirigir às pessoas com quem vos relacionais. Mas depois, algum tempo mais tarde, tudo o que era claro e fácil torna-se complicado e obscuro. É porque, interiormente, vos afastastes, e assim, afastados, já não vedes distintamente.

Como podeis aproximar-vos de novo? Pelo amor. É ele que vos impele a reduzir as distâncias, se não exteriormente, pelo menos interiormente. Portanto, aumentai o amor em vós e vereis tudo com mais clareza.

Mas eu não estou a referir-me necessariamente ao amor por um homem, uma mulher ou uma atividade. É o amor por valores espirituais que vós deveis cultivar: a luz, a beleza, a nobreza. Amando-as, deixar-vos-eis penetrar por elas pouco a pouco, e depois abordareis todos os aspetos da existência com as melhores disposições possíveis.

Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
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O PODER DO HOJE



Um fato interessante ocorreu semana passada, no 43º Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Um painel de peritos reuniu-se para uma discussão denominada “O Líder Consciente”, em que foi explorada a importância da consciência para uma liderança de sucesso nos negócios. 

Não é particularmente surpreendente o fato de que a consciência seja um tema em alta hoje em dia, não só entre esses líderes, como também nas escolas de gerenciamento de negócios ao redor do mundo. A verdade é que com todas as distrações, dúvidas, medos e responsabilidades que enfrentamos constantemente, pode ser bem difícil estarmos “presentes” nas nossas vidas diárias.

A Bíblia diz que, quando os israelitas estavam no deserto, eles recebiam alimento um dia de cada vez. O maná caía do céu todo dia, para que eles não tivessem – na verdade, para que eles não pudessem – criar um estoque de alimentos. 

Uma das mensagens que essa história nos passa é que “hoje” é o único dia que conta. Aliás, se realmente pensarmos nisso, não existe neste instante nada como o “amanhã”. 

Se não formos capazes de nos doar hoje, se não formos capazes de sentir uma conexão com a centelha divina que cada um de nós possui dentro de si, então precisaremos aprender o seguinte ensinamento: não podemos ficar sentados esperando pelo amanhã – um amanhã em que não estaremos ocupados, nem quando for “o momento certo” para compartilhar e para nos conectarmos com aqueles à nossa volta e com as nossas próprias almas. Como disse Johann Goethe: “Nada é mais valioso do que o dia de hoje”.

Isso não é algo que deveria ser fácil. Rav Ashlag escreveu que não existe Luz sem escuridão. Mas nas nossas vidas, em todo lugar onde estejam envolvidos esforço e luta, existe a energia da Luz.

Sendo humanos, todos nós nos defrontaremos com dúvidas e dificuldades na vida. Cada um de nós já duvidou de si em algum ponto da vida – quem somos, o que estamos fazendo, qual é a melhor forma de seguir em frente. No entanto, mesmo que não tenhamos Moisés em nossa geração para tirar-nos dessa incerteza, ainda temos ferramentas e ensinamentos espirituais que podem nos levar a uma consciência mais elevada. Só precisamos abrir um espaço espiritual a fim de usá-los.



Karen Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

INVOLUÇÃO - EVOLUÇÃO



A matéria é inerte, informe, e é o espírito que, ao descer para se introduzir nela, a vivifica, a molda. Este processo pode ser observado em toda a natureza sob múltiplos aspetos. 

O espírito desce para animar a matéria – é a involução; e a matéria, animada pelo espírito, ascende – é a evolução.

Nenhuma evolução seria possível se não tivesse havido antes a involução; senão, de onde viriam essas forças, essas energias que permitem às formas diversificarem-se, refinarem-se?

A evolução das formas materiais – das pedras, das plantas, dos animais, dos humanos – só pôde acontecer graças à descida do espírito. 

É uma lei cósmica: o espírito tem de descer para que a matéria possa subir, evoluir.


Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

SOMOS O EU DIVINO (ATMA)


Viva com a profunda convicção de que você é o Eu Divino (Atma). Esse é o âmago da verdade eterna. O Atma é aquilo que vê através de seus olhos, ouve através de seus ouvidos, trabalha através de seus dedos e se move através de seus pés. Esse verdadeiro "você" não se alegrará pelo elogio ou se entristecerá pela crítica. Se alguém o critica, raciocine assim, dentro de si mesmo: "Ele ou ela está me caluniando? Bem, por que eu deveria estar preocupado, então? Ou as injúrias estão sendo dirigidas ao Atma? Nada pode afetar Sua pureza ou manchar Sua glória. Então, mantenha-se calmo e imperturbável." Você pode perguntar: o que acontece após as sequências de injúrias? Como a carta enviada pelo correio e recusada pelo destinatário, ela retorna ao remetente.



Sathya Sai Baba




Fonte: www.sathyasai.org
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RUMO - FOCO - PONTO


Aprendei a alimentar em vós um pensamento central, como um núcleo, um foco em torno do qual tudo o resto virá organizar-se. Em volta deste núcleo, poderão formar-se vários círculos, mas no centro deve haver um só pensamento. 

É cumprindo esta condição que dais um sentido, uma coerência, à vossa vida. Não é proibido ter a cabeça cheia de ideias e projetos, mas só se pode construir algo de sólido a partir de um ponto central.

Poucos homens se levantam de manhã com uma ideia fundamental que guiará a sua atividade e o seu comportamento durante todo o dia. A maior parte, desde que acordam, agitam-se em todos os sentidos, saem, regressam, e à noite deitam-se esgotados, para recomeçarem no dia seguinte: terão, talvez, outros pensamentos, mas igualmente desordenados. Que eles decidam, finalmente, ser habitados e guiados por uma ideia! Então, forças que eles nem sequer conhecem mas que, contudo, estão presentes no seu subconsciente, nas células dos seus corpos, despertarão, associarão os seus esforços e eles sentir-se-ão esclarecidos, ajudados, guiados. 

A ideia que deveis pôr no centro da vossa vida pode ser traduzida numa só palavra: luz.


Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O QUE FAZER FRENTE AOS PROBLEMAS?


Sempre que rotulamos uma situação de "problema", o primeiro passo para resolvê-lo de uma vez por todas é mudar o rótulo para "lição". Não se trata de um problema de linguística ou a troca de uma palavra por outra. Nessa troca tudo se modifica, pois a palavra "problema" desencadeia o medo que gera a produção de mediadores químicos no sistema nervoso que atrapalham o raciocínio dificultando que se encontre a solução. A palavra "lição" não vem acompanhada da obrigação de se encontrar um resultado correto imediato, e o aprendizado fica facilitado. 

Cada situação deve ser analisada de forma simples e direta para que o trabalho desenvolvido seja eficiente. Quem se recusa a parar para pensar e analisar para aprender a discernir entre as polaridades: verdade e mentira, realidade e ilusão, certo ou errado, bom ou mau, certamente vai desperdiçar preciosas oportunidades de humanizar-se. Observar, deduzir, planejar, executar são condições básicas de humanização. Quem resolver conduzir a existência ao "Deus dará", ao sabor dos acontecimentos, será um eterno pedinte de favores divinos. 

Tudo a seu tempo, pois "a pressa é inimiga da perfeição." A consciência de que nem tudo vai ser resolvido ou aprendido nesta existência traz uma sensação de paz relativa e uma certa felicidade. Além disso, facilita o correto uso dos recursos do conhecimento e do tempo. Aceitar que determinadas situações não serão resolvidas desta vez é sinal de inteligência e humildade. O perigo que corremos com a aceitação é cair nos braços da inércia e entregar tudo na mão de Deus. Deixar de executar o que é possível naquele instante é uma armadilha a ser evitada. Pedir a Deus que as provas e as expiações sejam retiradas, como habitualmente fazemos, é desprezar o material de aprendizado ou as ferramentas que nós próprios escolhemos antes da reencarnação. 

Em algum instante da vida, seja por incompetência ou ignorância, alguns pais dão a entender ou verbalizam aos filhos que eles são um fardo a ser carregado ou um problema nas suas vidas. Pensar assim indica pobreza de compreensão das leis da evolução. Nenhum pai ou mãe educa os filhos, apenas participa da educação daquele espírito com os recursos de que dispõe. 

Compreender que nenhum espírito fará a evolução pelo outro é também condição básica para progredir com calma. Mesmo aconselhar não é apontar soluções; mas sim, mostrar um conjunto de possibilidades de causa e efeito. Sofrer com os outros também não é indicação de bondade nem de evolução espiritual; apenas indica falta de educação emocional. 

Nenhum problema da evolução humana será resolvido se nos esquecermos das reais finalidades do existir.



Américo Marques Canhoto



Fonte: do livro "A Reforma Íntima Começa no Berço", EBM Editora.
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A CAMINHO DO CONHECIMENTO


O homem em evolução sempre procura o conhecimento como um meio necessário a sua própria existência. Como ser racional ele deixa de seguir a instintos promovidos pelo ambiente onde vive para, com o uso da razão, desenvolver a sua melhor forma de viver. A complexidade desse processo permite que tudo ocorra de uma maneira que parece ser sutil, simples e ao acaso. Somente é possível enxergar uma pequena luz desse processo se for analisado com base na evolução do espírito. Evidentemente os diferentes graus evolutivos de cada ser humano, promovem as diferentes formas de busca do conhecimento conforme a necessidade de cada um. Na sobrevivência num meio hostil, adquirem-se os conhecimentos imprescindíveis a continuidade da vida. Toda doença tem sua cura graças ao conhecimento adquirido em seu devido tempo, mas novos desafios aparecem indefinidamente, caso contrário, a busca do conhecimento nessa área seria desnecessária. A necessidade da nutrição para sobrevivência do corpo, faz com que o homem caminhe no avanço tecnológico em busca da quantidade de alimento para a manutenção da vida no planeta. Da mesma forma, observa-se a necessidade da busca do conhecimento em todas as áreas de atuação da vida no homem na Terra. E no comportamento individual e convivência do homem em sociedade?

O conhecimento é fruto da evolução individual de cada pessoa. Assim, ele é gerado de acordo com que cada um deseja no momento. Se um indivíduo tem sede e necessita de água, ele terá que beber de alguma forma, mas muitos sabem que uma água limpa e potável é melhor do que uma água suja e poluída. A evolução de bens materiais também ocorre conforme as necessidades e o desejo de cada indivíduo.

Vamos analisar a vida sob três tipos básicos evolutivos. Para uns a vontade predomina sobre a razão em todos os sentidos e a vida parece caminhar como uma máquina programada para executar um serviço. Vive-se assim conforme caminha a vida geral da comunidade. As pessoas agem individualmente e raramente ela se preocupa com o próximo. Reza-se para não aparecer dificuldades e faz-se tudo da maneira mais simples possível evitando o aparecimento de qualquer problema ao seu lado. Entretanto, as dificuldades estão presentes constantemente e promovem sofrimentos que parecem perpetuar eternamente. São pessoas incapazes de enfrentar uma competição para uma sobrevivência melhor. Acomodam-se passando longo tempo praticamente no mesmo ponto. Tem medo até de pensar, ou seja, de usar a própria razão. A fé é quase sempre inquestionável. Confia em Deus ou em Entidades Superiores e aguarda passivamente o seu destino. As pessoas que vivem dessa maneira têm muita dificuldade em competir pela própria sobrevivência e vivem em constante alerta intuitivo.

Os indivíduos que vivem num segundo tipo evolutivo, buscam o conhecimento da verdade através da certeza de que somente a honestidade ou a forma de vida em comunidade sem prejudicar ninguém é o caminho correto a se seguir. Não há o comodismo, luta pela sobrevivência questionando sempre o papel do próximo. O homem deve desenvolver o seu potencial para ter o direito de viver em sociedade. Aqueles que não procuram viver com seus próprios passos, devem ser excluídos, pois não se pode admitir que um trabalhe mais em favor de outro que tem a mesma possibilidade de trabalho. A competitividade é marca definida nessa sociedade. Vive-se com conforto satisfatório ao padrão local. O conhecimento é uma busca constante em favor do maior conforto material, evitando os sofrimentos provocados pelo meio onde vivem. Mas o meio age sempre em ação de novos desafios, promovendo um círculo vicioso. Por exemplo, conhece-se a cura de uma doença e surge outra com características intrínsecas apropriadas com um novo grau de dificuldade para solução. Constroem-se locais mais confortáveis em detrimento da natureza e a própria natureza se modifica lançando novos desafios para se manter adequados. Da mesma forma, a fé é inquestionável e o único obstáculo para a reflexão coletiva é o medo da morte e a possibilidade de um julgamento desfavorável permitindo a sua vida em um local pior do que a que possui no momento.

No último tipo, os indivíduos nunca estão satisfeitos com o que são e buscam o conhecimento da verdade a qualquer custo. A vida parece ser momentânea e há uma preocupação maior não com o estado individual das coisas e sim com a satisfação pessoal em ver a vida como um todo em harmonia. A sua individualidade é considerada como essencial para o Espírito, ou seja, a sua vontade própria é fundamental para a liberdade de pensamento. A competitividade existe mas com respeito ao próximo, inclusive sacrificando-se em determinadas situações. O conforto deve ser fruto do seu trabalho mas preocupa-se com a necessidade geral onde vive. A fé é questionável e a razão é a linha mestra de toda a sua conduta, pois confia na racionalidade do homem como um dos mais fortes meios em favor da vida. A razão é considerada como dádiva de Deus, ou se não, caminha em busca de outra forma de pensamento e nada é aceito sem o crivo da sua própria razão.

Inúmeras outras variáveis certamente existem entre esses três tipos de pessoas. Mas o que isso importa? A procura da verdade é imprescindível a uma vida alegre e feliz.

O homem a caminho da verdade segue ao lado da CIÊNCIA e a medida que o planeta evolui, a ciência desperta novos interesses anteriormente desnecessários. O terceiro milênio será o marco de grandes avanços da ciência em relação a verdadeira fonte de conhecimentos necessários a evolução do homem. Dogmas e fé cega cairão por terra e a caracterização da verdadeira vida, que é a do plano espiritual, despertará os grandes temas científicos. O conhecimento do Espírito, a vida após a morte, a vida antes da vida terrena, a vida em outros planetas, as fontes energéticas a serviço do homem e da natureza, a atuação da medicina na auto-cura de doenças, a comunicabilidade entre as diferentes formas de vida existentes no universo, o autoconhecimento e as relações de sociabilidade etc., serão os temas prediletos do conhecimento científico.

Nessa procura constante do conhecimento, é importante que tomemos iniciativas a favor de uma vida melhor. Por analogia podemos dizer que um grande campeão de xadrez é capaz de derrotar qualquer iniciante facilmente. Mas para se jogar bem é preciso conhecer o jogo e aprender suas regras. Depois gostar de jogar e começar a praticar e quanto mais se praticar maior será a habilidade do jogador. Chegará um ponto que ele não consegue derrotar outros adversários, mas aí todos os seus concorrentes atingiram um verdadeiro estágio de superioridade no jogo em que o prazer de jogar é plenamente compartilhado com novas ideias e como passou a amar o jogo de xadrez ele passa a admirar, respeitar e incentivar todos aqueles que querem ser um grande jogador de xadrez. Sabe-se que atropelamentos e desonestidade não levam o jogador para frente, pois ele chegará num ponto e permanecerá por muito tempo. Ao contrário, o amor ao jogo, a dedicação, a disciplina, a paciência e o respeito são virtudes imprescindíveis ao bom desempenho do jogador. Assim, precisamos bem compreender as regras da VIDA para podermos viver cada vez melhor. O espiritismo, numa linguagem atualizada de Jesus Cristo e de outros importantes pensadores que já passaram pela Terra, nos mostra as regras básicas e nos incentiva a praticá-las nesta reencarnação. A reflexão, uma dádiva Divina, é o nosso maior técnico e novos conhecimentos surgirão conforme novas necessidades evolutivas.

Resta-nos agora duas perguntas para reflexão de cada um. Em que ponto da caminhada evolutiva você está no momento? O que você espera daqui para frente?...



Raul Franzolin Neto



Fonte: Publicado no Boletim GEAE, nº 295, de 2 de junho de 1998
http://www.caminhosluz.com.br/
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/%c3%a1rvore-avenida-caminho-natureza-3092026/

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

APARÊNCIAS EXTERNAS

Muitas vezes, em sua ignorância, você se sente pequeno, miserável, sente que as pessoas más, gananciosas e cruéis são mais felizes que você e que isso é injustificável. Você está ferido e sente que é injusto que você, que é tão verdadeiro, tão amoroso, tão virtuoso, deva sofrer. 

Apenas reflita sobre isso. Eles são tão felizes como você imagina e é a sua condição, tão ruim quanto você retrata ser? Investigue por um minuto e você saberá a verdade por si mesmo. 

Aparências externas são, muitas vezes, como potes de veneno pintados. Os corações das pessoas que não aderem à Retidão não conhecem paz - elas são, provavelmente, tão miseráveis como você, se não mais. Acredite que a Retidão nunca o trairá; ela garantirá maior alegria do que pode ser adquirida por todos os outros meios.



Sathya Sai Baba



Fonte: www.sathyasai.org
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/vectors/cavalo-de-tr%c3%b3ia-apar%c3%aancia-trojan-152800/

A BUSCA PELO AMANTE ETERNO



Todos vocês estão em busca de um amor secreto. E todos vocês estão tentando encontrá-lo em alguém.

Daí a frustração de todos os amantes, exceto daqueles aos quais nunca foi permitido se encontrarem. Somente aqueles que nunca foram permitidos se encontrar serão lembrados por séculos, pelo seu grande amor. No Oriente nós conhecemos Shiri e Farhad, Laila e Majnu.

E porque nunca lhes foi permitido se encontrar por seus pais e pela sociedade eles se tornaram simbólicos de grandes amantes. Mas isso é estranho: nunca foi permitido a eles até se encontrar um com o outro, e eles se tornaram símbolos de grande amor.

E o que tem acontecido com milhões de amantes aos quais tem sido permitido se encontrarem? Nem um único deles provou ser um grande amante. Todos são simplesmente péssimos.

Todo caso de amor é um fracasso, sem exceção. Você pode aceitar isso ou não. Tenta-se esconder o fato o tanto quanto for possível mas todo mundo sabe o que todo mundo está fazendo.

A razão é que a sua frustração, é certo que ela ocorra. O seu amor verdadeiro é para com seu próprio eterno ser, escondido atrás da cortina, e você nunca olha atrás da cortina.

Você está apenas representando no palco e se enganando.

O grande amor de todo mundo é conhecer o segredo da vida eterna e imortal. E você não consegue encontrar isso em uma outra pessoa.

Quando vocês se encontram na praia junto ao mar parece que para todo mundo a história é a mesma: que "essa mulher ou esse homem foi feito para mim." E ninguém foi feito para ninguém; todo mundo foi feito para si mesmo.

Vocês não são algum tipo de peças fabricadas, que foram feitas para vocês se encaixarem um com outro.

Assim, quando vocês não se encaixam, então a tragédia se inicia. Antes disso tudo era maravilha. O teste verdadeiro é depois da lua-de-mel.

Depois da lua-de-mel os amantes se acabam, eles não se olham mais olho no olho. O marido segue lendo o mesmo jornal para evitar a esposa...

Um homem num boteco estava dizendo para seu amigo:

"Por que você sempre permanece silencioso? Você não diz coisa alguma."

Ele disse, "Todo o crédito vai para minha esposa. Ela fala e eu escuto. Ela não gosta de qualquer interrupção. Assim, após anos ouvindo sem interromper, isso tornou-se um hábito. Onde quer que eu esteja, mesmo que minha esposa não esteja ali, eu sento silenciosamente."

O fracasso do amor no mundo revela um fato significante: que nosso amor está buscando por alguma coisa mais, e porque nós não encontramos isso naqueles que chamamos de nossos amantes, a frustração surge.

Ninguém é responsável, apenas o nosso direcionamento está errado.

O verdadeiro amante está dentro de você. O amante eterno está dentro de você. Uma vez que você o tenha encontrado, você estará absolutamente satisfeito consigo mesmo. Não haverá necessidade alguma de alguém mais porque você não estará mais incompleto.

Somente um Buda está preenchido.


Osho



Fonte: do livro "The Buddha: The Emptiness of the Heart"
www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/cora%c3%a7%c3%b5es-amor-arte-desenho-animado-8342240/

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

UMA ESCOLHA - PROPÓSITO


Embora todos nós tenhamos nascido neste mundo com um propósito individual único, os cabalistas ensinam que também existe um propósito geral que todos compartilham – o da correção espiritual (tikun, em hebraico). Estamos aqui para nos transformarmos e nos "livrarmos" da nossa “bagagem” de vidas passadas para que possamos alcançar nossa correção e finalmente a perfeição.

Todos nós estamos destinados a realizar essa correção. Gostemos ou não, todos nós vamos mudar. Não depende de nós. O que depende de nós é como vamos mudar.

No final das contas, recebemos apenas uma escolha na vida. Podemos escolher mudar de forma proativa ou podemos ser forçados a mudar reativamente. O caminho proativo de mudança começa quando olhamos para nós e dizemos: “Essa não é a pessoa que quero ser”. Só o fato de tomar a decisão de mudar já é um grande passo, porque nossa natureza é dominada pelo Desejo de Receber Somente para Si Mesmo – a parte da nossa natureza que é egoísta, raivosa, limitada, que quer permanecer em estado de conforto; a parte em nós que está no controle; a parte de nós que se sente vítima. Sair dessa mentalidade e se comprometer com a espiritualidade é realmente fantástico – e nem todo mundo exerce essa opção. 

O caminho reativo de mudança é forçado através de acontecimentos externos e de seus efeitos. Pode se manifestar como a perda do nosso emprego, dos amigos ou pior, de nossa saúde ou nosso cônjuge. Se não enxergarmos voluntariamente a necessidade de mudar, o caos ativado por nosso comportamento negativo eventualmente nos despertará para a transformação.

No sentido espiritual, esses dois caminhos não têm o mesmo valor. Uma pessoa que escolhe conscientemente mudar para realizar o trabalho espiritual de transformação revela mais Luz que a pessoa que meramente reage às forças externas. E por estarmos todos conectados, o que revelamos também se reflete no mundo. 

De uma forma ou de outra, chegaremos individual ou coletivamente à plenitude e perfeição que nos são destinadas. Se não nesta vida, então em uma vida futura. 

Nosso livre arbítrio está no caminho que escolhemos: o caminho da responsabilidade pessoal e da transformação ou o caminho do sofrimento. 

Qualquer que seja esse caminho, precisamos saber que nossas ações podem servir ao mundo, bem como a nós, ou ferir o mundo e também a nós mesmos. 


Rav Yehuda Berg



Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/degraus-escadas-arquitetura-3614468/