sexta-feira, 21 de março de 2014

ÁRIES - 1º Trabalho de Hércules - A CAPTURA DAS ÉGUAS DEVORADORAS DE HOMENS

Preâmbulo

Hércules, na mitologia grega, foi um Titã, ou seja, gerado pela união entre um ser Divino e um ser humano. Desta forma, todos nós somos titãs, pois somos manifestação da união da Centelha Divina com a parte humana.

Este titã, Hércules, foi enviado à Terra por seu Instrutor (Eu Superior) para realizar 12 trabalhos que o elevariam à categoria de herói, tirando-o da inconsciência e completando tudo o que é possível realizar na Terra. Esta é também a nossa condição através das reencarnações.

Na nossa caminhada evolutiva precisamos vencer estas 12 tarefas que são obstáculos que o ego impõe à plena manifestação do Espírito; como nem sempre logramos êxito total nestas batalhas, repetimos por várias vezes a mesma tarefa ...

Utilizamos o termo trabalho para qualificar o esforço pessoal na intenção de obter êxito na consecução de objetivos; não se refere ao dispêndio fortuito de energia nem ao trivial feito sem meta, sem entusiasmo. 

Serviço é estar à disposição para realizar o que for necessário sem visar ao desenvolvimento pessoal, porém ao coletivo, à humanidade. Para servir é preciso estar em ligação com o "Eu Superior" de maneira constante e, desta forma, participar da manifestação do Plano Divino na Terra sob a tutela da Hierarquia de Mestres e Mentores.

Tarefa é o que se realiza para que o trabalho seja concluído; é a manifestação concreta do trabalho, tem começo, meio e fim. O trabalho é perpétuo ao nível do Planeta Terra e, de tarefa em tarefa, vai sutilizando-se de modo que possa ser executado em tarefas cada vez mais complexas, tornando-se as provas progressivamente mais sutis.

Signos Zodiacais não representam, nesta explanação, o que se designa como signo solar nos horóscopos de nascimento. Sua identificação está muito além da conotação astrológica: referem-se à Energias Cósmicas que, atingindo o nível evolutivo do plano terrestre, assumem características que permitem à alma realizar trabalhos sobre a personalidade. O referencial não é astrológico, mas sim energético.



ÁRIES - 1º Trabalho de Hércules
A CAPTURA DAS ÉGUAS DEVORADORAS DE HOMENS


O MITO

Hércules recebe de seu Instrutor a mensagem de que partirá para uma missão que o tornará herói e vencedor. Esta missão compõe-se de doze etapas e Hércules assume uma atitude positiva perante o desafio e atravessa um portão que lhe é indicado, ingressando assim no primeiro trabalho, acompanhado de um amigo fiel que o encoraja e apóia.

O Instrutor diz a Hércules que ele está num local onde um senhor temível cria éguas selvagens que devastam a região, destruindo as plantações, a criação e os próprios seres humanos. As crias destas éguas nascem cada vez mais fortes, mais violentas. A paisagem é devastadora: um imenso pântano fétido pelo qual ecoam os relinchos terríveis destes animais maléficos.

A tarefa do herói compreende duas etapas: dominar as éguas e conduzi-las a um local onde elas se tornem inofensivas. Com facilidade, pois Hércules é forte e corajoso, as éguas são encurraladas, laçadas e confinadas. Percebendo que a parte mais difícil estava cumprida, ele deixa ao amigo o encargo de conduzir estas éguas ao local seguro predeterminado; mas este amigo é fraco, não tem a coragem de Hércules e sucumbe à ferocidade das éguas que acabam por matá-lo, voltando a ocuparem toda a região, ainda mais selvagens e perigosas do que antes.

Quando Hércules percebe o ocorrido, volta sobre seus passos e recebe o impacto de ver o amigo morto e as éguas devastando todo o ambiente. Observa-se, e da auto-observação nasce a humildade. Ele então decide retomar a tarefa, recaptura os animais e por suas próprias mãos os conduz ao local de paz que estava designado, guardando em seu coração a dor pela perda do amigo, enquanto o povo o aplaude, agradecendo-o.

O Instrutor faz-se presente, analisa seu desempenho, qualificando-o como notável; como houve esforço e sinceridade, considera o primeiro trabalho como feito, porém malfeito, ensinando-lhe que não existe fracasso, mas sim o aperfeiçoamento perpétuo das formas de execução como conseqüência do processo natural da

aprendizagem. Hércules recolhe-se num período de quietude em que pensa, medita e concilia os fatos, preparando-se para prosseguir a caminhada.


A SIMBOLOGIA

HÉRCULES simboliza o indivíduo que tem a personalidade (corpo físico-etérico, corpo emocional e corpo mental racional) iluminada pela alma.

A ALMA é o corpo intermediário entre o Espírito e a matéria física, entre o Eu Maior e a personalidade.

A FORÇA que ele manifesta não é o vigor físico simplesmente, mas a Inteligência, a força da alma atuando sobre os corpos mais densos, da mesma forma que, na passagem bíblica, o pequeno David pôde derrotar o gigante Golias. Há a necessidade de concentrar as energias da alma e manifestá-las na atividade física para que haja coragem, geratriz de força.

O AMIGO é a personalidade frágil e incapaz de atos de bravura quando não iluminada pela alma. Os corpos da personalidade são amigos fiéis da evolução espiritual de cada um de nós, mas precisam estar permeáveis à luz da alma para receberem força e orientação.

O SUCUMBIR DO AMIGO perante a ferocidade das éguas significa o inúmero conjunto de oportunidades em que a personalidade tenta agir somente sob o impulso egóico e tomba perante tendências inferiores arraigadas. Como diz Paulo de Tarso: "...o Espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca".

Quando Hércules lamenta e sofre a perda do amigo reflete a dor da alma quando os corpos se desgastam e sucumbem pelo atrito com a vida tridimensional; o corpo físico-etérico desgasta-se nos vícios, na má-alimentação, no deixar-se dominar por forças instintivas e reativas de qualquer espécie, inclusive as da sexualidade; o corpo emocional desgasta-se na emotividade exacerbada ou reprimida e no confundir das sensações com as emoções, na raiva, na angústia, na melancolia, no apego etc; o corpo mental desgasta-se nos julgamentos, nos preconceitos, nas tramas e articulações, na vingança.

As ÉGUAS personificam a mente inferior, individual e coletiva, que é cruel consigo mesma e com os outros, que é ilusória. Esta mente nasce e se alimenta das críticas não-construtivas, dos comentários maldosos, das conversas inúteis e maledicentes e precisa ser controlada pela mente superior, aquela que está ligada ao objetivo de vida, às metas, à inteligência, à intuição, ao discernimento e à reflexão para que se eleve acima da massa mental humana que não reflete, que atrita, que é belicosa e devasta a Terra e seus habitantes e que tem crias cada vez mais fortes.

O PÂNTANO é o ambiente gerado pelo domínio das éguas: traiçoeiro, movediço, não confiável; assim é também o meio que o homem criou para a sua manifestação ao nível mental e que acaba por materializar-se criando situações sócio-econômicas indignas e relações humanas deturpadas e cruéis. Este pântano fétido é o mental coletivo plenificado de ideias de usurpação, soberba, libertinagem e corrupção que criam o astral inferior da Terra (ou inferno) e acaba se concretizando em roubos, assaltos, estupros, guerras em todos os graus e níveis.

O SENHOR TEMÍVEL que cria as éguas é o grande covarde que não aparece para defender suas "crias"; é o que qualificamos como Satã ou Satanás: é o desejo que sobrevive através das ilusões, que as mantém e sustenta, transformando-as em éguas devoradoras e inconscientes, mas que só pode sobreviver através delas. Ou seja: sem ilusão não há desejo e sem este as ilusões não sobrevivem; é um círculo vicioso, a serpente que engole o próprio rabo.

O INSTRUTOR, em todos os trabalhos, representa o "Eu Superior", que atua através da energia chamada Comunhão dos Santos, em que está abolida a separatividade e existe a unidade, criando o plano de manifestação dos "Eu-superiores". Simboliza a Hierarquia, os Mestres, os Mentores que canalizam para a alma a Energia Crística do Amor e a Luz do Espírito Santo que é a Sabedoria.


CONCLUSÃO

Este trabalho refere-se ao primeiro signo zodiacal, ÁRIES, e é a síntese de todos os outros. Quando esta tarefa de dominar a mente inferior através da Inteligência e do agir com confiança, força e decisão, mantendo a fé e a coragem (ação com o coração), estiver feita e bem-feita, ou seja, devidamente concluída, todas as outras estarão realizadas.

Enquanto este trabalho estiver feito e malfeito, haverá outras tarefas, outras propostas, até que ele possa ser concluído.

Neste trabalho aprendemos a humildade, ou seja, o valor que temos como almas e o valor que passamos a ter como personalidades à medida que esta alma, iluminada pelo Espírito, deixa fluir Luz e Amor à vida terrena cotidiana, transparecendo o Divino em todas as atitudes, em todos os pensamentos. Compreendemos, no sentido de abranger, conter, abraçar, as limitações que temos como personalidades e, assim, ultrapassamos limites, ganhamos força de alma que advém do exercício constante do Poder sobre Si mesmo, sobre os desejos, sobre as ilusões. Este poder exercita-se todas as vezes que podemos TER, mas optamos conscientemente por ABSTER em prol do objetivo e do serviço.

Aprendemos a lidar com a decepção, até que percamos as ilusões e dominemos os desejos.


EXERCÍCIOS

1) Fazer como Hércules: refletir, usar a meditação, a reflexão, a oração e o silêncio interior e exterior como meios que propiciam o deixar fluir a Luz da alma, abrindo um canal de contato com o Instrutor.

É preciso ritmo e constância, com esforço no início, para que se crie o hábito e que o hábito gere uma segunda natureza, até que a meditação seja tão necessária para sua alma como o alimento para seu corpo físico.

Depois, este estado meditativo irá permeando todo o seu viver e tornar-se-á tão inerente ao cotidiano quanto o respirar na vida física.

Você estará numa constante oração, restando à mente manter o estado de vigília, e ao corpo, a ação.

Disse Jesus: "...vigiai e orai para não cairdes em tentação".

Jamais dê o trabalho como pronto, deixando que a personalidade conduza o processo. Para subir é preciso esforço; para cair basta descuidar e tropeçar (não se esqueça de que Hércules delegou a tarefa a seu amigo e terminou por perdê-lo, tendo que recomeçar).

E tenha sempre no consciente que o importante é a sinceridade, a "inteireza" e a persistência com que se executam as tarefas, por menores que possam parecer.

2) Ser constante é essencial: faça propostas que possa cumprir, caminhe espiritualmente de hora em hora, ou até por períodos menores, para que não se perca a atenção (não adianta tensão, é preciso estar atento). Diga para você mesmo: na próxima hora eu vou:

• concentrar-me no que faço;

• evitar qualquer julgamento;

• deixar de me precipitar nas decisões;

• evitar críticas e comentários sobre a vida alheia;

• evitar divagações;

• evitar conversas telefônicas dispensáveis;

• meditar e orar por cinco minutos;

• observar meus pensamentos;

• reverter uma atitude perniciosa;

• fazer algo de que não goste, mas que é benéfico, com boa-vontade;

• deixar de reclamar das atitudes dos outros;

• controlar meus apetites.

Quando conseguir, por uma hora, aumente o tempo e, quando achar que fracassou, não desista; lembre-se da lição do Instrutor a Hércules: 

“Não existe fracasso!"

Fracasso e decepção não são a mesma coisa!

Se você fizer propostas que não possa cumprir, será como aquela mãe que, num momento de nervosismo, diz ao filho que vai atirá-lo pela janela!

O filho sabe que ela não cumprirá com o prometido e o efeito será contrário ao esperado. Sua personalidade é como seu filho, exige asserção e disciplina, amor e sabedoria; a rosa e o chicote.


Iara Cristina Leopardi Pinheiro




Fonte: do livro ANTAKARANA: PORTAIS DA LIBERTAÇÃO, 2003, Madras Editora Ltda.
Fonte da Gravura: http://www.gnosisonline.org/magia-cosmica/aries/



Leitura recomendada: "Os Trabalhos de Hércules", Alice Bailey

quinta-feira, 20 de março de 2014

O AMOR É PERIGOSO

Como pode o homem viver sem amor? Nós só podemos existir, e existência sem amor é controle, confusão e dor – e é isso que a maioria de nós está criando. Nós organizamos a existência e aceitamos o conflito como inevitável porque nossa existência é uma incessante demanda por poder. Certamente, quando amamos, a organização tem seu próprio lugar, seu lugar correto; mas sem amor, a organização se torna um pesadelo, meramente mecânica e eficiente, como o exército; mas como a sociedade moderna se baseia em mera eficiência, temos que ter exércitos e o propósito de um exército é criar guerra. Mesmo na chamada paz, quanto mais intelectualmente somos, mais cruéis, mais violentos, mais insensíveis nos tornamos. Por isso há confusão no mundo, por isso a burocracia é mais e mais poderosa, por isso mais e mais governos se tornam totalitários. Nós nos submetemos a tudo isto como sendo inevitável porque vivemos em nossos cérebros e não em nossos corações e, assim, o amor não existe. O amor é o elemento mais perigoso e incerto na vida; e porque não queremos ter incerteza, porque não queremos ficar em perigo, nós vivemos na mente. Um homem que ama é perigoso, e não queremos viver perigosamente; queremos viver eficientemente, queremos viver meramente na estrutura da organização porque pensamos que as organizações trarão ordem e paz para o mundo. Organizações nunca produziram ordem e paz no mundo. Só o amor, só a boa vontade, só a clemência pode produzir ordem e paz no final e, portanto, agora.





J. Krishnamurti





Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

O MÁGICO E AS OVELHAS

Gurdjieff costumava contar uma parábola ... 

Havia um mágico que era também um pastor. Ele tinha milhares de ovelhas para cuidar, e era um homem muito avarento, por isso não queria muitos empregados e muitos vigias. Ele não queria pagar ninguém e não queria que suas ovelhas se perdessem ou que fossem comidas pelos lobos. Mas era muito difícil para ele tomar conta de todas as ovelhas sozinho. Ele era muito rico e tinha muitas ovelhas.

Assim, ele pregou uma peça nas ovelhas. Ele as hipnotizou  —  ele era um mágico. Ele as hipnotizou dizendo a cada uma: “Você não é uma ovelha. Não tenha medo”. Para algumas ele disse: “Você é um leão”. Para outras ele disse: “Vocês são tigres”. Para outras ainda ele disse: “Vocês são homens. Ninguém irá matá-los. Não tenham medo e não tentem escapar daqui”.

As ovelhas começaram a acreditar na hipnose dele. Todo dia ele matava algumas ovelhas, mas as outras pensavam: “Não somos ovelhas. Ele está matando apenas ovelhas. Nós somos leões, somos tigres, somos lobos, somos isso e aquilo...” até mesmo que eram homens. Para algumas foi dito, até mesmo, que elas eram mágicas  —  e elas acreditaram. Era sempre uma ovelha que seria morta. Elas permaneceram indiferentes, distantes. Não estavam preocupadas. E, pouco a pouco, todas foram mortas.

“Essa é a situação”, costumava dizer Gurdjieff.

Quando alguém morre, já ocorreu a você que é a sua morte? Não. A mente continua a fazer o jogo. A mente diz que é sempre o outro que morre, nunca é você.

De vez em quando, um homem muito velho vem a mim. E ele está sempre preocupado com a minha morte. Ele pergunta: “Osho, se você morrer, o que acontecerá comigo?” Ele tem quase setenta e cinco anos. Fico sempre surpreso quando ele diz: “Se você morrer, o que vai me acontecer?” Osho vai morrer e ele não vai morrer. Há toda possibilidade de ele morrer antes de mim, mas sobre isso ele nunca pergunta. Sempre que ele vem, essa é a pergunta: “Não me deixe. Se você morrer, o que acontecerá comigo?”

É assim que a mente continua a funcionar. É sempre uma outra pessoa que morre. Você não vê as pessoas correndo em seus carros numa velocidade louca? Por quê? Há uma ideia profunda na mente de que acidentes só acontecem com outras pessoas. Até mesmo nas placas de sinalização está escrito quantos acidentes estão acontecendo todos os dias, quantas pessoas morreram ontem; e ainda assim as pessoas continuam correndo.

Quem se importa? Essas coisas acontecem aos outros. “Esses acidentes, sim, eles acontecem, mas nunca aconteceu comigo”. Esta ideia persiste. A parábola de Gurdjieff não é simplesmente uma parábola.

Tudo o que é errado acontece para outras pessoas. Mesmo a morte. Você não consegue conceber sua própria morte. E, se você não pode conceber sua própria morte, você não pode se tornar religioso. Até pensar sobre ela parece impossível — como posso morrer? Como?

A pessoa continua a se manter separada de tudo, continua a acreditar que ela é a exceção. Cuidado! Sempre que você sentir que é a exceção, lembre-se, a mente vai enganá-lo. A mágica da mente está iludindo você. E tem iludido todo mundo. Esse é o sono metafísico. “A morte não vai acontecer a mim. E eu já sou aquilo que quero ser. E tudo é bom. E estou acordado. E eu já sei. Assim, o que há para buscar e procurar?”

Essas noções falsas, essas ideias absurdas têm se repetido por tanto tempo que você está hipnotizado por elas. Você tem se auto-hipnotizado. O mágico não está em algum lugar do lado de fora, ele é a sua própria mente. Ele tira toda a significação de você. A significação está apenas na consciência, a significação é consciência. É um tipo de esplendor. Quando você se torna radiante com consciência, tudo se torna radiante com significação.





Osho, em "Sufis: O Povo do Caminho"





Fonte: http://www.palavrasdeosho.com/
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

quarta-feira, 19 de março de 2014

TRANSMITINDO COMPAIXÃO

Se estou interessado em compaixão, amor, com o sentimento verdadeiro de algo sagrado, então como esse sentimento é transmitido? Por favor, acompanhem isto. Se eu o transmito através do microfone, através do mecanismo da propaganda, e assim convenço o outro, o coração dele estará ainda vazio. A chama da ideologia irá operar, e ele simplesmente repetirá. Como vocês todos estão repetindo, que nós devemos ser gentis, bons, livres – toda a tolice que os políticos, os socialistas, e o resto deles falam. Então, vendo que nenhuma forma de compulsão, mesmo sutil, não traz beleza, este florescer da bondade, da compaixão, o que faz o indivíduo? Qual é a relação entre o homem que tem esse sentido de compaixão, e o homem cuja mente está enredada no coletivo, no tradicional? Como vamos descobrir a relação entre estes dois, não teoricamente, mas de fato? Aquilo que se conforma nunca pode florescer em bondade. Deve haver liberdade, e a liberdade só chega quando você compreende a totalidade do problema da inveja, ambição, ganância, e o desejo de poder. É a liberdade dessas coisas que permite a extraordinária coisa chamada qualidade de florescer. Tal homem tem compaixão, ele sabe o que é amar – não meramente o homem que repete uma porção de palavras sobre moralidade. Então o florescimento da bondade não está dentro da sociedade, porque a sociedade em si é corrupta. Só o homem que compreende toda a estrutura e processo da sociedade, e está se libertando disto, tem qualidade, e só ele pode florescer em bondade.





J. Krishnamurti





Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

ALMA - UMA EMANAÇÃO DE DEUS

Tudo o que existe no universo está contido no princípio que todos possuímos: a Alma superior. Esta Alma superior que contacta o Céu, que habita no Céu, é uma emanação do próprio Deus. Ao encarnarmos na matéria, nós perdemos a consciência da existência dessa Alma em nós, mas, se procurarmos conhecê-la, se nos identificarmos com ela, aproximar-nos-hemos do nosso ser verdadeiro: a nossa consciência eleva-se, as suas vibrações tornam-se mais intensas e, um dia, ela funde-se na consciência da Alma Universal, nós passamos a ser um com Deus e toda a criação. Esta verdade – de que possuímos em nós uma quinta-essência de tudo o que existe no universo – não deve permanecer como uma ideia abstrata, nós devemos vivê-la, e, portanto, cabe-nos procurar, ir cada vez mais fundo... Devemos explorar e trazer à nossa consciência este saber, estes tesouros contidos em nós.





Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A MENTE PRESA

Nós seguimos como máquinas nossa enfadonha rotina diária. Como a mente aceita avidamente um padrão de existência, e tenazmente se agarra a ele! Como por um prego encravado, a mente é mantida junta pela ideia, e em torno da ideia ela vive e tem seu ser. A mente nunca está livre, flexível, pois está sempre presa; ela se move dentro do raio, estreito ou amplo, de seu próprio centro. Desse centro ela não ousa sair; e quando o faz, fica perdida no medo. O medo não é do desconhecido, mas da perda do conhecido. O desconhecido não incita o medo, mas a dependência do conhecido o faz. O medo está sempre com o desejo, o desejo de mais ou de menos. A mente, com seu incessante tecer de padrões, é que faz o tempo; e com o tempo há medo, esperança e morte.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

domingo, 16 de março de 2014

GAYATRI MANTRA



Gayatri é a Mãe de todas as escrituras (Vedas). Ela existe onde quer que seu nome seja cantado. Ela é muito poderosa. Aquele que alimenta o ser individual é Gayatri. Ela concede pensamentos puros a quem A adora. Ela é a personificação de todas as Deusas. Nossa própria respiração é Gayatri, nossa fé na existência é Gayatri. Gayatri tem cinco faces; elas são os cinco princípios de vida. Ela tem nove representações; são elas: 'Om, Bhur, Bhuvah, Swah, Tat, Savitur, Varenyam, Bhargo, Devasya'. A Mãe Gayatri nutre e protege todos os seres e Ela canaliza nossos sentidos na direção correta. 'Dheemahi' significa meditação. Oramos para que ela nos inspire com boa inteligência. 'Dheeyo Yonah Prachodayat' - Imploramos-Lhe para dar-nos tudo que precisamos. Assim, Gayatri é a oração completa para proteção, nutrição e, por fim, liberação.



Sathya Sai Baba



Fonte do texto: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte do vídeo: http://youtu.be/nDnamSM3Z3s


domingo, 9 de março de 2014

OBSERVAÇÃO - VIRTUOSIDADE - DESPREOCUPAÇÃO

Aceitação do “que é” não significa concordar com isso. Não é preciso concordar ou discordar. Isso é o que é. O importante é a nossa reação ao que a vida nos apresenta. Falta de reação não quer dizer “não agir”, mas não ser afetado. Não nos tornamos “não afetados” quando “fazemos esforços” para não sermos afetados, mas quando temos em nossas veias uma aceitação infinita das coisas. Por isso a importância da observação. Até que aprendamos a observar tudo ao nosso redor e dentro de nós, sem rotular, seremos presas fácil dos eventos da vida. Para ter tal poder de observação precisamos meditar e assimilar. É aqui onde a solitude adquire importância crucial.

Para ser virtuoso basta querer ser assim. Precisa ter força de vontade também. Muitas situações acontecerão na sua vida para tentar provar que agir de forma virtuosa não tem grande importância assim. Mas aquele que entende que o fruto nasce de acordo com a semeadura se manterá firme em seu propósito. Sua virtuosidade o tornará um ser grandioso que deixará pegadas profundas e dignas de serem lembradas e seguidas por onde quer que passe.

Que você tenha o poder de valorizar o presente, porque este é o único tempo real que você pode dispor. O passado é como um filme que já passou e não volta mais, mas que deixou uma impressão na sua memória. O futuro é uma fantasia cujos acontecimentos poderão estar além da sua percepção. Para terminar com as preocupações, torne seu presente tão valioso e real quanto possível. Além disso, plante uma semente de fé e esperança no futuro para que o melhor aconteça, mas faça isso de forma despreocupada. Fique desapegado daquilo que você gostaria de ver realizado. E tenha paciência!




Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

O REGENTE ESOTÉRICO DE PEIXES


No símbolo deste signo, os dois peixes são a dualidade Personalidade - Espírito. O fio é o “Caminho” ou consciência que relaciona os dois “peixes”, a qualidade da Alma que, com seu flexível amor, nutre a união. O oceano é o campo da experiência, o caminho que permite a identificação com a totalidade. 


Câncer – Escorpião – Piscis

Nestes três signos está escrito simbolicamente o Caminho da água, (o aspecto emotivo-amoroso do ser humano e sua crescente vinculação com o Amor), nas diferentes etapas da sua consciência em evolução.

Em Câncer referido aspecto aparece em toda sua branca pureza. A dignidade de tal pureza pode tornar o caranguejo defensivo ante as contra forças da vida. Todos nos reafirmamos em nossa verdade quando nos sentimos “agredidos”. Câncer é “o nascimento do rio”, o material sensível primário para construir “a casa do amor”; aquele amado refúgio interno que será o trampolim para compreender e amar melhor o nosso entorno. As corretas formas externas são construídas a partir da consciência amorosa mais íntima.

Em Escorpião a pureza deste aspecto sensível-emotivo é desvirtuada pelo grande poder que exerce o desejo. A dualidade está servida, aparecem as dúvidas e perguntas: “este desejo pode ser vivido ou não?”, “este desejo é egoísta ou não?”..., ele nos põe à prova, em dúvida, intenso, condicionante, enganoso, vital. Real ou irreal, este desejo deve ser entendido como uma força que, através da experiência, pode nos mostrar o caminho da atitude não egoísta. Escorpião é “o curso do rio”, a aprendizagem que nos permite construir “o Caminho do amor”.

Piscis é a culminação do Caminho, a gota d’água se identifica com sua essência, o oceano. Em Piscis o aspecto emotivo-sensível se expressa através do esplendor da imaginação. A sensibilidade é empática com o todo, graças ao poder criativo da imaginação. Piscis é “o oceano”, a expansão para construir “o amor uno”. Neste signo se compreende que a união com a totalidade se realiza pelo desprendimento de todo tipo de atitudes personalistas. O sacrifício é liberdade, crescimento, expansão.

Seria possível dizer que na casa XII está a essência de Piscis, nesta casa a dissolução está escrita, o esquecimento de tudo, aquele esquecimento que permite conhecer o passo seguinte, a casa I, a casa onde o “Eu sou”, pode expressar a plenitude, graças ao trabalho anterior feito na XII.


O papel do signo complementar de Piscis: VIRGO

Entre a aplicação incorreta da energia de Piscis e sua aplicação correta há um sem fim de graus. O sujeito piscis pode chegar a ter um grande sentido de sacrifício ou renúncia, graças a uma compreensão correta do Amor aplicado; mas também pode ser um sujeito excessivamente sacrificado por uma má compreensão do significado do Amor. No primeiro caso, o sacrifício se entende como uma limpeza de tudo aquilo que não é necessário para a aplicação do Amor altruísta. No segundo caso, o sacrifício é uma atitude autodestrutiva, produzida pela pressão que o poder empático sensível que entesoura o signo exerce sobre a mente. Colocado de outra maneira, muitas vezes a excessiva emoção do signo ofusca sua razão. Como podem compreender, entre estes dois diferentes estados de consciência há muitos matizes e razões de ser.

Para chegar à compreensão correta, o sujeito Piscis deve olhar para Virgo: “o filho da mente”, seu signo complementar, a energia capaz de lhe oferecer a razão pura, frente à excessiva identificação com as mil e uma razões que o rodeiam.

Em Virgo, a Mãe-Matéria é a protetora do Amor latente na Vida e o aspecto mental de Mercúrio constrói a relação correta de referido Amor com a Matéria. É muito importante para o sujeito Piscis aprender a gerir o seu poder imaginativo a partir de uma mente pura, clara, e afastada de condicionamentos sentimentais.

A verdade de um Virgo evoluído é o reflexo de uma realidade subjetiva largamente refletida. Virgo é a capacidade de purificar o próprio corpo de expressão, para alcançar uma atitude amorosa e de serviço frente ao entorno e suas circunstâncias. Piscis deve aprender com Virgo que o que o sente como a realidade do outro, na verdade é um reflexo de sua própria realidade.

Piscis não se vê em si mesmo porque se vê nos demais, e esta atitude, para que não sofra um desequilíbrio, necessita da capacidade reflexiva de Virgo.


Plutão (regente esotérico)

Quando o sujeito piscis tiver empreendido o caminho de retorno, alcançando um maior poder de reflexão mental, poderá então, com o grande amor que entesoura a sua compreensão, utilizar a energias de Plutão, seu regente esotérico, de uma forma positivo-dirigida. A energia de Piscis, aqui, entende que o poder transformador de Plutão é bem-vindo, para assim poder dar vez a uma melhor expressão do Amor incluente.

Plutão, nas palavras de Alice Bailey: “rege a morte ou cessação de velhas ideias ou emoções.”

O sujeito pisciano evoluído, com consciência incluente, deve aprender, com a ajuda de Plutão, a sacrificar seus desejos mais personalistas. A eliminação destes desejos caducados lhe permite maior identificação com seu verdadeiro destino.

O poder transformador-destruidor de Plutão só pode ser dirigido do corpo mental, ao compreender, através da razão pura, que por trás do seu poder está a Vontade Espiritual. O sujeito muito evoluído de Piscis deve ter “trabalhado” muito o aspecto mercurial da mente, já que na qualidade abstrato-reflexiva que este planeta entesoura, está a correta atitude mental capaz de unir a vontade espiritual, (simbolizada pelo poder transformador de Plutão), com a consciência imaginativa, amorosa, generosa e de serviço (simbolizada por Júpiter na água de Piscis).


Júpiter (regente exotérico)

Seja qual for o nível de consciência do sujeito em crescimento, o dom de Júpiter sempre estará presente neste signo, oferecendo, capacidades de expansão amorosa, grandeza de imaginação, capacidade de associação, sutilezas psíquicas, “pressentimentos”, generosidade, empatia…; Júpiter é o poder de compreender a espiritualidade a partir do Coração, o grande mediador.


A frase para a Alma: “Eu abandono o lar do Pai e, retornando, salvo.”

Nesta frase está escrito que, para poder salvar, primeiro há que viver a experiência que supõe o distanciamento da Verdade, o esquecimento e o reencontro através da aprendizagem adquirida no Caminho.

Somente aquele que sofreu em suas “carnes” as duras experiências da vida, a lei da causa e efeito de seus próprios desejos e decisões egoístas, mais tarde, em sua dor e arrependimento sincero, desejará com fervor voltar à Raiz. O lugar onde se conhece a Vontade do Pai, um pai que o que mais deseja é a simplicidade do filho, a flexibilidade amorosa que nos aproxima do coração do irmão.


Raios-qualidades essenciais 

Em Piscis a capacidade de Amar se une ao Poder de transformar as circunstâncias. Para isso o II Raio, através de Júpiter, oferece a expansão do amor e a sabedoria; e o I Raio, através de Plutão, a poderosa vontade que destrói as barreiras e abre o caminho para uma expressão do amor mais verídica e incluente. No fundo a destruição plutoniana e o sacrifício ou renúncia em que implica, esconde a Vida que transmite Amor.

No que diz respeito aos processos mais grupais relacionados com a humanidade, o VI Raio de Devoção e Ideal também está relativamente presente através de Netuno, com o poder idealizador que a mensagem de um Salvador pode exercer na consciência desta. Piscis constrói, através de Netuno, o altar onde os ideais são expostos como o Caminho a seguir pela sociedade.


A relação dos SALVADORES com a constelação de PISCIS

Para a astrologia esotérica, toda entidade Salvadora deve expressar a energia de Piscis, o signo culminante dos 12. O final do Caminho, o reencontro e relação com o Pai.

Um Avatar tem que expressar o poder de destruir, transformar ou sacrificar os impedimentos para poder expressar a vontade do Pai, aqui Plutão exerce seu papel esotérico; mas, sobretudo, um ser de tal magnitude, tem que ter um grande Amor por todos e a capacidade de expressá-lo com uma Sabedoria prática excelsa. Observem, então, que Piscis, tem Júpiter como regente principal e Vênus em exaltação, os dois planetas mais benignos de um horóscopo, compartilhando seus dons no oceano da Vida!




David C.M.
logos.astrologiaesoterica@gmail.com




Fonte do Texto e das Gravuras:
LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com/2014/03/o-regente-esoterico-piscis.html

SOBRE A VIDA

Aqui estão as doses de sabedoria tão profundas e intensas quanto simples, curtas e doces. Esta é a sabedoria das eras, a mais antiga sabedoria na Terra, a sabedoria que não apenas nos dá conhecimento, mas também eleva a alma e nossa consciência, o que nos faz mais puros, limpos, iluminados e profundamente contentes.

1. Deus não nos pune. Nunca. Nós é que nos punimos ao repetir o mesmo comportamento que nos levou até um lugar de caos. Toda e qualquer ação nossa é um bumerangue. No final das contas, a repercussão de uma ação retorna até nós. De forma prática, no momento em que aceitarmos que nós – e somente nós – somos a causa de toda essa besteira e caos, podemos causar uma solução. Se somos vítimas, permanecemos de mãos atadas para resolver nossos problemas.

2. O maior conflito na terra não é entre religiões, entre nações ou entre inimigos de qualquer tipo. O maior conflito é entre nosso ego e a verdade. De forma prática, isso significa que quando alguém nos diz algo que não gostamos e reagimos com raiva, descrença ou qualquer reação negativa, há uma grande chance de isso ser a verdade. Se alguém nos diz algo e NÃO é verdade, não reagimos e essa opinião não importa. É assim que funciona.

3. Você sabe que possui a verdade quando ela inclui todas as verdades dos outros. Você possui mentiras quando você acredita que você – e somente você – possui toda a verdade. De forma prática, crie espaço para as opiniões e visões dos seus amigos e inimigos. Especialmente quando essas visões te chateiam até o último fio de cabelo.





Billy Phillips



Fonte: ESTUDANTES DE KABBALAH
http://wp.me/p32BQd-g0
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

sábado, 8 de março de 2014

SILÊNCIO - DISCERNIMENTO

Seja qual for a situação, vá fundo no silêncio e veja o poder que vem de dentro. Silêncio interno profundo é a medicina que promove a cura de ferimentos e mágoas do passado. Quando há silêncio, novas ideias florescem, talentos são fortificados e tudo se acomoda facilmente.

Quanto mais claro seu intelecto se torna, mais você desenvolve o poder de discernimento. Ao permanecer claro com o Pai, você conseguirá discernir facilmente e então suas decisões serão precisas. Entender a situação e o humor daqueles que estão em contato com você e interagir de acordo é um grande poder que o torna a personificação do sucesso.




Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/


sexta-feira, 7 de março de 2014

O FINAL DO SHOW

Conheci, certa vez, um jovem que encontrou a maior reserva de gás natural dos Estados Unidos. Do dia para a noite, ele ficou tão absurdamente rico que não sabia mais o que fazer com si mesmo. De repente, ele tinha todo o tempo e dinheiro do mundo para viver em festas e lhe parecia que não havia mais motivo para trabalhar. Em pouco tempo, ele se viu rodeado de pessoas que faziam tudo para atender qualquer desejo que tivesse. Assim, quando a bebida passou a controlá-lo, seus amigos não queriam que ele se cuidasse ou mudasse, porque isso significaria que eles também teriam que mudar.

Então, um dia, as autoridades encontraram seu barco vazio à deriva em Miami Beach. Nunca o encontraram.

Assim, a pergunta é. Será que aquela riqueza era uma dádiva? A resposta é não. Não era uma dádiva. Era um teste.

A maioria das coisas que recebemos neste mundo são testes, não dádivas. A pergunta nunca é o que temos, mas o que vamos fazer com o que temos.

Até a escuridão que vivenciamos é um teste. Em uma fração de segundo, tudo o que somos, tudo o que fizemos, tudo o que temos pode mudar. Acidentes, ataques cardíacos, derrames... tudo que você possa imaginar. Em um segundo, tudo o que pensamos que somos passa a ser nada. A única coisa que permanece é o que fizemos.

No final do nosso show, quando formos lá "em cima", poderemos dizer que o mundo se tornou um lugar melhor porque nós existimos? Afetamos positivamente a vida de outras pessoas? Utilizamos os momentos escuros e as dificuldades de nossa vida para nos ajudar a aumentarmos nossa certeza na Luz e nossa consciência?

Dedique uns instantes a pensar a respeito dos testes que você está enfrentando hoje e pense em três maneiras de utilizá-los para ajudá-lo em seu crescimento espiritual.




Karen Berg




Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

ANJOS - BELEZA - PENSAMENTOS PUROS

Geralmente os anjos são mostrados como criancinhas com asas, simbolizando inocência e pureza. A pureza de um anjo é representada pela aura ou auréola de luz. O amor de um anjo pela humanidade é ilimitado, mas completamente desapegado assim como o Amor do Supremo. Os pensamentos, palavras e ações de um anjo tem o efeito de abençoar outras pessoas, como se ele fosse capaz de perceber instintivamente as necessidades de cada um e atender à elas. Os anjos geralmente aparecem com varinhas mágicas nas mãos, com as quais derramam bênçãos sobre os outros. Um anjo é um farol conectado com Deus, que irradia os raios espirituais de luz, força, amor, paz, felicidade e poder Divino aos outros.

Quando alguém fala algo que toca o nosso coração, geralmente dizemos: Que pessoa linda! Nesse momento estamos incorporando a ideia de que beleza vem do caráter. Cada caráter, incluindo o nosso, contem esse potencial de beleza. Portanto, ao invés de basear nossa beleza em nossa aparência, devemos transferi-la para o seu caráter.

Pureza nos pensamentos é estar livre de influências negativas. Pensamentos puros são seguidos de palavras e ações positivas. Pessoas que tem pensamentos puros expressam sua própria positividade em cada ato e cada relacionamento. Todo esforço que elas fazem é para sustentar tais pensamentos, gerando frutos no seu próprio tempo. Pensamentos puros fortalecem e trazem poder em todas as áreas da vida.




Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

quinta-feira, 6 de março de 2014

LIGAÇÕES DE UMA ALMA

Uma alma que vem encarnar-se na terra tem ligações não só com o mundo dos homens, mas também com os reinos animal, vegetal e mineral. E tem também ligações com os anjos e os arcanjos. Romper certos laços e desenvolver outros para se ficar só ligado ao Céu e aos seres mais evoluídos é difícil para a maior parte dos humanos, pois essas ligações que eles ignoram têm numerosas ramificações. Vós podeis estar doentes, fisicamente ou psiquicamente, sem serdes a causa direta dessa doença, mas porque, no passado, estabelecestes ligações com certos seres de uma evolução inferior que agora têm de atravessar certas provas para se libertarem, e é isso que vós sentis, por causa dessas ligações. Podemos dizer que há numerosas famílias psíquicas e espirituais. Mesmo que vós afirmeis que sois independentes e livres, podeis ser membros de várias famílias e, pelos vossos pensamentos, pelos vossos desejos, estais ligados a elas. Quando vos libertais de uma fraqueza, de um vício, quando venceis uma tentação, quando ultrapassais uma dependência, sentis uma alegria nova. É como um novo nascimento: sois acolhidos na família dos seres de luz.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

SILÊNCIO - AFASTAR, OBSERVAR E TRANSFORMAR - RELACIONAMENTOS

Vivemos um paradoxo. Ao consumir a avalanche de informações a que somos submetidos, nos tornamos mais vazios. Vamos perdendo a capacidade de discernir o que queremos e o que não queremos deixar entrar na privacidade mental. O ruído provocado pelo excesso de informação esconde o chamado da alma. Se queremos realmente nos preencher, precisamos inserir momentos de silêncio em nossa agenda. Apreciar o silêncio é apreciar a si. Distanciar-se do silêncio é distanciar-se de si.

Quando situações estressantes surgirem, pratique esses três passos:

(1) afaste-se mentalmente e fisicamente da cena por alguns minutos;

(2) veja novamente a situação como um espectador ou observador desapegado; pergunte a si mesmo se os pensamentos que surgem estão indo na direção que você escolheu;

(3) no silêncio resultante, oriente o seu pensamento usando afirmações pessoais como 'Eu estou consciente de que sou calmo e pacífico' ou 'Eu sou o mestre da minha mente'.

Através dessa técnica você pode mudar suas atitudes e sentimentos, influenciando positivamente as situações e a forma como os outros reagem.

Para criar bons relacionamentos:

(1) Com sua mente, pense sobre o que você pode aprender com os outros;

(2) Com seus olhos, olhe para as boas qualidades dos outros;

(3) Com suas palavras, reconheça, valorize e aprecie as realizações dos outros;

(4) Com suas ações, coopere e faça algo para os outros.




Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

O QUE É SÁBIO ESPERAR DO YOGA?


Damos toda a razão a quem pretender com o Yoga melhorar suas condições físicas e psicológicas. Você poderá colher tais frutos. Seu corpo remoçará, como o desejo. Os sinais de decadência física, própria da idade avançada, seguramente serão retardados ou substituídos pelos aspectos juvenis que dão encanto às pessoas moças. As adiposidades desaparecerão. A cor rosada e sadia brilhará em seu rosto. As linhas elegantes, o tórax desenvolvido, a harmonia dos gestos, o porte ereto, tudo enfim que embeleze a figura, se encontram a seu dispor. No plano psicológico, alcançará, concomitantemente, outras tantas vantagens. Ao tratar de cada asana e de cada pranayama, em "Autoperfeição com Hatha Yoga" e em "Yoga para nervosos", fiz referência à vantagens terapêuticas. Essas referências foram retiradas de tratados respeitáveis bem como de minha experiência com milhares de casos.

Tão flagrantes e seguros são os proveitos do Yoga que atraíram uma infinidade de aficionados no mundo todo. Como você e eu, homens e mulheres, jovens, velhos e de todas as categorias sociais e profissionais se atiram avidamente à prática. Que pretendem?


Propaganda intensa e eficaz tem divulgado o Hatha Yoga. O conhecimento divulgado, no entanto, é de certa forma infiel. O Hatha Yoga tem sido apresentado como uma nova panacéia, capaz de servilmente recompor a saúde e a forma física de quem delas precisa para triunfos mundanos. Artistas de cinema, elementos do "society", pessoas ociosas do mundo ocidental abraçaram o Yoga, que se transformou em passatempo, mania, moda, divertimento, sei lá o que… Evidentemente, uma deturpação lamentável. Tais homens e mulheres, do Yoga só desejam as vantagens, ao mesmo tempo em que se furtam a um austero comportamento e às implicações de ordem espiritual. Verdadeiros tontos, inebriados pelo mais evidente e mais facilmente desejável, praticam Yoga como quem joga um novo tipo de carteado, como quem vai à sauna ou salão de beleza.

Mesmo a essas pessoas o Yoga faz bem, no plano físico. Não faz todo o bem que poderia fazer, no entanto, em virtude de não atuar mais profundamente no plano psicoespiritual. O que um diletante consegue, praticando asanas por motivos esportivos ou estéticos, é muito menos do que lucraria, se, a par de fazer as técnicas, também amasse o próximo, ajudasse os outros e se comportasse com alta dignidade. A saúde e plástica de uma estrela de cinema naturalmente melhoram com os exercícios, mas muito menos do que se ela transformasse sua vida numa permanente oferenda a Deus. Os frutos mais doces da árvore do Yoga só podem ser colhidos nos ramos mais altos e mais tenros, portanto verdadeiramente impraticáveis àqueles cujo egoísmo pesa uma tonelada. Refiro-me às realizações, às experiências e as vivências mais transcendentes e libertadoras. Os diletantes se contentam em apanhar as frutas do chão que os pássaros já não querem.

Contam que um tolo, ao comer bananas, devorava as cascas e lançava fora a polpa saborosa. Da mesma forma, as pessoas vaidosas se iludem dizendo que praticam Yoga quando apenas cultivam o impermanente. Algumas chegam mesmo a se dizerem yoguinis, quando apenas se contentam com resultados superficiais.

Se no plano físico o Yoga deturpado apenas oferece vantagens menores, no plano ético-espiritual chega mesmo a ser maléfico e luciferino. Já viu o leitor que alimentar o ahamkara (egoísmo) é a fonte de todos os pecados, de toda a fragilidade, dor e angústia. Ao mesmo tempo causa e efeito da vaidade, da cobiça, da inquietude e das vicissitudes, o ahamkara nos mantém exilados da casa paterna. Tudo o que contribui para engordar e criar apego ao eu superficial; tudo o que vier a criar novas ilusões e grilhões novos; tudo, enfim, que levar a crer que o homem é apenas sua posição social, suas vitórias profissionais ou artísticas, que é um amontoado de lembranças, imagens e ideias; tudo o que fizer o homem considerar-se este frágil arranjo temporário de experiências psico-sociais e moléculas químicas; tudo o que o afastar do objetivo último – a unificação – não passa de perigoso inimigo. O Hatha Yoga, mal utilizado, pode ser esse inimigo.

Ora, é certo que morreremos. É certo que somos sujeitos à doenças, acidentes, envelhecimento e dor. Por mais miraculoso que seja o Hatha Yoga, não nos salva dessas coisas. Aliás, elas não são males. São naturais. “A doença é o aluguel que pagamos por morar no corpo”, lembra Ramakrishna. Os sofrimentos são-nos não só naturais, mas também necessários. Por que nos perturbarmos quando ele nos chegar e por que dele tentar fugir? É ainda o muito amado Ramakrishna que nos ensina: “É preciso esquentar o ferro várias vezes e martelá-lo muito tempo, antes que ele possa tornar-se aço temperado. E só então é possível dar-lhe a forma que se deseja e dele fazer uma espada cortante. Da mesma forma, um homem deve passar várias vezes pela fornalha das tribulações, deve ser batido pelas perseguições do mundo antes de tornar-se humilde, puro e capaz de ascender à presença de Deus”.

Qual a atitude mais sábia que se deve manter, na doença e em face do envelhecimento? Temê-las? Tentar fugir?

Devemos cumprir tudo o que é possível e razoável, a fim de preservar a saúde e as energias da mocidade. Não devemos, entretanto, fazer nossa felicidade depender de tais coisas. Não devemos desesperar ao cairmos doentes. Não convém entregarmo-nos ao abatimento quando perdemos cabelos ou notamos rugas no rosto. A Sabedoria Universal ensina que só o espírito é eterno. Só ele pode servir de alicerce à nossa felicidade.

“Todo aquele, pois, que ouve essas minhas palavras e as observa será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Desceu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela não caiu, pois estava edificada sobre a rocha. Mas todo aquele que ouve essas minhas palavras e não as observa será comparado a um homem néscio, que edificou a sua casa sobre a areia. Desceu a chuva, vieram os ventos e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e foi grande a sua ruína.” (Mateus 7:24)

Edifiquemos, portanto, a nossa sobre a rocha eterna do espírito.

Há os que se dedicam ao Yoga em busca de siddhis, isto é, poderes psíquicos. É uma outra forma de desvirtuar o Yoga e de colher desenganos. A ninguém é lícito brincar de aprendiz de feiticeiro. Essas pretensões são antinaturais e ainda distraem o discípulo de seu objetivo verdadeiro. Disse Krishna a Arjuna: “Podeis estar certo de que um homem que se esforça para obter os poderes psíquicos não realiza Deus. O exercício desses poderes implica o ahamkara, o egoísmo, que é um obstáculo no caminho da realização.”

Quero que o leitor entenda que, se com a prática do Hatha Yoga aspira a lucros mundanos e ligados ao ahamkara, isto é, lucros egoísticos, estará acumulando futuras decepções e perdendo terreno na grande tarefa de sua existência: a libertação, o Reino dos Céus, o “regresso”…

No Hatha Yoga, como em tudo, devemos comportar-nos segundo o preceito evangélico: “Procurai em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça, e todas as outras coisas vos serão dadas de acréscimo”.

Se as praticamos com essa disposição, só teremos proveito e nenhum dano.

“Se conhecerdes o Único, podereis tudo conhecer. Os zeros que se colocam depois do algarismo 1 tornam-se centenas de milhares. Mas se apagardes esse algarismo 1, nada restará.” (Ramakrishna)

Saúde, beleza, energia, poderes ocultos, eficientes realizações mundanas, tudo enfim que o Hatha Yoga proporciona, são apenas zeros. Zeros e mais zeros enfileirados não fazem mais do que zero, se não forem precedidos pelo “1” da realização do Yoga, ou Integração.


Prof. José Hermógenes




Texto (originalmente publicado na década de 1960) extraído das páginas 203 a 206 da 38ª edição, de 1998, do livro Autoperfeição com Hatha Yoga, e digitado por Cristiano Bezerra em 10 de abril de 2001.




Fonte do Texto: EKADANTA YOGA
http://www.ekadantayoga.com.br/
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/r%c3%a3s-cogumelos-personagens-divers%c3%a3o-1175798/


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quarta-feira, 5 de março de 2014

CUIDADO COM O TIPO DE PENSAMENTO QUE ABRIGAMOS

Se você joga uma pedra na água, uma pequena ondulação se origina e se espalha até o final do rio. Você pode ou não ser capaz de ver, mas a ondulação começa bem no ponto onde a pedra encontra a água. Da mesma forma, no lago de sua mente, quando você joga uma pedra de pensamento, ondas de ondas de pensamento começam a espalhar-se por todo o corpo. A mesma ondulação reflete em seus olhos, cérebro, ouvidos, coração e também em suas mãos e pernas. Portanto, você deve ter muito cuidado com o tipo de pensamentos que permite penetrar em sua personalidade. Quando você obtém pensamentos puros, todos os seus sentidos serão purificados por eles. No entanto, se receber maus pensamentos, seus sentidos serão pervertidos e isso se espalhará rapidamente para os olhos, o coração, as mãos e o cérebro. Sempre tenha pensamentos puros. Se você fizer isso, seu corpo, sentidos e ações serão purificados.




Sathya Sai Baba




Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/

APEGO À EXISTÊNCIA TERRESTRE

Há muitas pessoas que se agarram desesperadamente à sua existência terrestre! Elas ignoram que a sua vida não terminará com aquilo a que se convencionou chamar morte e algumas vão mesmo ao ponto de, para prolongar a sua vida, ser capazes de cometer crimes. O espiritualista tem uma concepção completamente diferente das coisas. Ele ama a vida, cujo sentido e cuja beleza descobre todos os dias, e, ao mesmo tempo, essa vida, com as limitações, os constrangimentos e os sofrimentos que impõe, por vezes parece-lhe um fardo. Como não há de aspirar a essa outra vida que ele pressente que é mais real do que a sua existência terrestre? Mas, como ele também sabe que desceu à terra para aqui fazer um trabalho, para reparar os seus erros do passado, para se aperfeiçoar, aceita, pensando que, quando tiver terminado esse trabalho, partirá livre para o espaço. É esta a verdade que os espiritualistas conhecem e é por isso que, mesmo sabendo que a verdadeira vida é noutro plano, eles estão convictos de que têm algo a fazer na terra. Enquanto não tiverem terminado o trabalho para o qual vieram, o resto é-lhes indiferente, eles não se questionam se preferem viver ou morrer, querem unicamente terminar o seu trabalho. Mas, assim que ele está terminado, eles vão embora em paz e com alegria.





Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: http://www.morguefile.com/