quarta-feira, 8 de abril de 2015

TORNE-SE LEVE (SIDDHASAN)

Quando estiver sentado, apenas sinta que você ficou leve, não há nenhum peso. Você irá sentir que em algum lugar ou outro existe peso, mas continue sentindo a ausência de peso. Isso vem. Chega uma hora quando você sente que está leve, que não há nenhum fardo. Quando não há nenhum peso você não é mais um corpo, porque o peso é do corpo – não seu. Você é sem peso.

Você precisa livrar-se da hipnose. Essa é a hipnose, a crença de que “Sou um corpo e é por isso que sinto peso”. Se você puder livrar-se da hipnose compreendendo que você não é um corpo, você não irá sentir peso. E quando você não sente peso você está além da mente.

A técnica da siddhasan, o modo como Buddha senta, é a melhor maneira de ficar sem peso. Sente-se sobre a terra – não sobre uma cadeira ou qualquer outra coisa, apenas no chão. Sentado numa postura de Buddha, fechado – suas pernas estão fechadas, suas mãos estão fechadas – isso ajuda, porque assim sua eletricidade interior torna-se um circuito. Deixe que sua espinha fique reta. Agora você pode entender porque tanta ênfase tem sido dada a espinha, porque com uma espinha reta uma área cada vez menor é coberta, assim a gravidade lhe afeta menos.

Com os olhos fechados, equilibre-se completamente, fique centrado. Incline-se á direita e sinta a gravidade; incline-se à esquerda e sinta a gravidade; incline-se para frente e sinta a gravidade; incline-se para trás e sinta a gravidade. Então encontre o centro onde o menor empuxo da gravidade é sentido, o menor peso é sentido, e permaneça lá. Assim esqueça do corpo e sinta que você não tem peso – você está sem peso. Então prossiga sentindo essa ausência de peso. Subitamente você se torna sem peso; subitamente você não é o corpo, subitamente você está num mundo diferente de corpo sem peso.

Ausência de peso é corpo sem peso. Assim você também transcende a mente. Mente é também parte do corpo, parte da matéria. Matéria tem peso, você não tem qualquer peso. Essa é a base dessa técnica.





Osho






Fonte: Excerpted from The Book of Secrets
http://www.osho.com/
Fonte da Gravura:
http://www.iosho.co.in/index.php/category/photos/

MISERICÓRDIA - CORAGEM - BONDADE - AGORA

Misericórdia é ser compreensivo até o último momento e ajudar outros a fazerem o mesmo. Seria errado culpar alguém que nos machuca, pois a recriminação vê apenas o que está por fora e não a beleza encoberta que está por trás disso. Misericórdia é pensar, fazer e falar o que conduz ao interior, onde residem os verdadeiros motivos.

Sem qualquer aviso prévio, testes e obstruções surgirão para aqueles que estão arrumando a casa interior. Não fique surpreso com os acontecimentos. Não tenha medo. Continue caminhando com coragem, você não está sozinho. Para cada passo que dá, você recebe milhões de passos de ajuda. Se até o solo infértil pode produzir frutos após uma boa adubação, por que você, mestre autoridade todo-poderosa, não poderia transformar qualquer dificuldade no trampolim da vitória?

É preciso ter coragem para sustentar seu ponto de vista e ainda considerar o ponto de vista dos outros. Isto acontece na extensão em que você está preparado para mudar o seu ângulo de visão. Significa dizer: (1) eu sou flexível e agradeço por haver tantas formas de ver; (2) eu tenho humildade para aprender; (3) eu decidi ficar com você no mesmo terreno ao invés de me opor a você para assegurar um território pré-estabelecido. (Mike George, Do you ever argue? Purity, March 2007)

Esta época atual tem muito valor. Ela é chamada de confluência entre a sombra e a luz. Não é hora de perder a esperança e a coragem. Cada tarefa fica mais fácil com ajuda desta pequena palavra "coragem". Sempre que alguma coisa acontecer aprenda a dizer não importa. Não torne as coisas que vêm na sua frente ainda maiores. Se qualquer situação vier pense que você pertence à Autoridade Todo-Poderosa. Esta fé torna a alma tão forte que você sente que é possível fazer qualquer coisa.” (Dadi Janki)

Em tudo há bondade. Nosso objetivo é encontrá-la. Em cada pessoa, o melhor existe. Nosso trabalho é reconhecê-lo. Em cada situação, o positivo existe. Nossa oportunidade é vê-lo. Em cada problema, a solução existe. Nossa responsabilidade é aplicá-la. Em todo o revés, o sucesso existe. Nossa aventura é descobri-lo. Em cada crise, as razões existem. Nosso desafio é compreendê-las. Uma vida de bondade é uma vida de riqueza.

Ser sábio sobre o significado da palavra agora é a arte de ver que cada momento tem seu valor próprio, mesmo que a experiência de tal momento não esteja conectada com qualquer uma de nossas ambições, metas ou preocupações mentais. O significado do tempo dos relógios não é nada quando comparado com a experiência de não sentir o tempo, de estar completamente presente e imerso na tarefa que está sendo realizada. (Mike George, From now to eternity, Purity, February, 2007)





Brahma Kumaris




Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 7 de abril de 2015

AS CHAVES PARA A FELICIDADE

As pessoas acreditam que saúde e riqueza são as chaves para a felicidade.

Mas é justamente o contrário.

Se você está feliz você ficará saudável.

Quando você está feliz, os sistemas nervoso e endócrino funcionam otimamente, assegurando que todos os processos bioquímicos ocorram de forma suave.

Isso o manterá saudável.

Um estado mental feliz também atrairá boa fortuna.

Você permanecerá contente independente das circunstâncias.

Contentamento não é só uma fortuna mas também um ímã para novas oportunidades.




Brahma Kumaris





Fonte: Safeguard your happiness, Purity, December, 2014
www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

CRUZAR ADIANTE, NÃO SEGURAR

[...] o Buda disse: “Uma pessoa tem uma fé. Se ela diz: ‘Esta é a minha fé’, até aqui ela mantém a verdade. Mas ela não deve chegar à conclusão absoluta: ‘Só esta é a Verdade, todo o restante é falso’. [...] Se apegar a determinada visão e menosprezar outras, como algo inferior, isto os sábios definem como estar acorrentado”.

Certa vez, o Buda explicou a doutrina sobre causa e efeito aos discípulos, que disseram ter enxergado e compreendido claramente. Então o Buda disse:

“Ó monges, mesmo essa visão, que é tão pura e clara, se se apegarem a ela, se a prezarem, como um tesouro, se se prenderem a ela, então vocês não compreendem que o ensinamento é como uma canoa, que serve para cruzar adiante, e não para segurá-la.”




Walpola Rahula






Fonte: “What the Buddha Taught”, loc. 509
http://darma.info/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ACORDAR DO SONO DA IGNORÂNCIA

O despertador acorda-nos tocando o alarme no momento certo. Da mesma forma, grandes sábios da antiguidade acordaram os seres humanos do sono da ignorância, os advertiram no momento adequado e da maneira correta. Eles muitas vezes deram mensagens poderosas que alertaram todos a parar de ignorar e começar a reconhecer a Onipresente Divindade. Palavras de tais grandes almas devem tocar constantemente em seus corações e guiar e iluminar suas vidas. Jesus Cristo proclamou que todos são uma encarnação da Divindade em forma humana e cada ser é um mensageiro de Deus. Ele demonstrou em sua vida que cada grama desse corpo humano, até a última gota de sangue, deve ser dedicada ao serviço à humanidade. Jesus declarou: "Um coração cheio de amor e compaixão é o verdadeiro templo do Senhor!" Sua verdadeira oferta ao Divino Amoroso seria a dedicação de suas vidas para praticar seus ensinamentos com seu coração e alma.





Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

LUZ - A ESSÊNCIA DO UNIVERSO

A luz é a essência do universo e, por um trabalho do pensamento, nós podemos extrair dela algumas partículas para as assimilar à nossa própria substância.

Encontramos esta luz, em primeiro lugar, no sol, mas também no ar, na água e em tudo aquilo com que diariamente nos alimentamos.

Quando possuirmos um pouco dessa luz, teremos todas as possibilidades de a ampliar. Como? Fazendo-a fundir-se com a luz divina. É a esta fusão que ela aspira acima de tudo.

Mas existem condições para isso: é preciso que, na nossa alma, o caminho que conduz até à luz divina esteja desimpedido de todas as impurezas, pois são as impurezas que impedem a fusão. Ao purificarmo-nos, nós fazemos desaparecer os obstáculos que separam a nossa luz da luz de Deus. Até ao dia em que elas serão uma só luz e nada poderá separá-las.





Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

OUVIR A SI MESMO

Enquanto eu estou aqui ouvindo você, parece que compreendo, mas quando estou fora daqui, não compreendo, mesmo que eu tente aplicar o que você disse.

Você está ouvindo a si mesmo, e não ao orador. Se você ouve o orador, ele se torna seu líder, seu caminho para compreender – o que é um horror, uma abominação, porque você estabeleceu, então, a hierarquia da autoridade. Por isso, o que você está fazendo aqui é ouvir a si mesmo. Você está olhando para o quadro que o orador está pintando, que é seu próprio quadro, não o do orador. Se isso está claro, que você está olhando para si mesmo, então você pode dizer, “Eu me vejo como sou, e deve haver uma mudança”, então você começa a trabalhar a partir de sua própria compreensão, o que é inteiramente diferente de aplicar o que o orador diz. Mas se, enquanto o orador fala, você está ouvindo a si mesmo, então, a partir desse ouvir, vem a claridade, vem a sensibilidade; desse ouvir, a mente se torna saudável, forte. Não obedecendo, nem resistindo, ela se torna viva, intensa e só tal ser humano que pode criar uma nova geração, um novo mundo.





 
J. Krishnamurti




 
Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 6 de abril de 2015

MAYA E BRAHMAN - O IRREAL E O REAL

Cada objeto na Natureza e cada indivíduo em torno de você está constantemente ensinando lições de vários tipos, a cada momento de sua vida. Reconheça essa verdade. Maravilhosa, sagrada e bela é a Natureza. Os seres humanos, em profundo envolvimento com as preocupações mundanas e na sua presunção insana, consideram-se os Senhores da Natureza. A natureza é o seu melhor professor. É a natureza que preside todos os aspectos de sua vida e fornece-lhe toda a nutrição. Ela pode abençoá-lo ou puni-lo, sua influência é extensa. Deus considera todas as coisas na criação como iguais e Ele é imanente em todas elas. Por isso, não considere Deus e a Natureza como entidades distintas. Eles estão inseparavelmente inter-relacionados como o objeto e sua imagem. Escrituras indianas antigas consideram e adoram cada objeto na natureza como uma manifestação divina. De uma pedra a um diamante, de uma formiga a um elefante, de uma pessoa simples a um sábio, tudo e todos são considerados dignos de adoração.

Sabemos muito sobre o cosmos. Ciências Físicas descobriram muito utilizando os instrumentos da mente humana e dos olhos. O olho e a mente descrevem e analisam as coisas como elas são, como eles veem naquele momento. No entanto, os objetos que veem estão sujeitos a constante fluxo e mudança. Nós temos o mínimo conhecimento sobre a verdade que não muda. Esse princípio imutável é Brahman, o Eterno Princípio Divino, em que o universo manifesto se baseia. Não hesite em aceitar esse fato ou duvide só porque seu olho ou mente não pode percebê-lo. A pessoa que vê o tronco seco de uma árvore durante a noite teme que ele possa ser um fantasma ou um ser humano bizarro. Não é nenhum deles, embora seja percebido como qualquer um. A razão para essa percepção é a "escuridão". Escuridão imposta a algo, algo que não está lá. Da mesma forma, a falsa percepção (Maya) disfarça e torna o Divino (Brahman) irreal.

Porque a Natureza é um reflexo do Divino, suas leis não podem ser transgredidas por qualquer pessoa. Os seres humanos são dotados deste nascimento para perceber sua verdadeira natureza. Em vez de procurar compreender a verdade sobre o cosmos, as pessoas perdem-se na busca por bens materiais. Elas não percebem que o corpo humano, constituído por cinco elementos básicos, está fadado a perecer. Este corpo temporário e perecível deve ser considerado apenas como um meio para a realização da Realidade eterna. O corpo deve ser considerado como um cofre de ferro, onde as joias preciosas de boas qualidades e boas ações são mantidas. São essas qualidades que devem ser nutridas. Se hoje o estado do mundo parece deplorável, é porque as ações e conduta das pessoas não são boas. As pessoas devem retornar aos caminhos da retidão e levar uma vida boa e piedosa.



Sathya Sai Baba




Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 4 de abril de 2015

A PÁSCOA E A LIBERTAÇÃO

O conceito de libertação sempre foi um grande atrativo para a humanidade.

Estamos presenciando no mundo todo, as pessoas manifestando a sua determinação de libertar-se do domínio dos outros, dos dogmas religiosos e de todas as maneiras já "estabelecidas" de pensar e agir.

As vezes, é verdade, essas manifestações atingem o grotesco. Como em qualquer atividade de aprimoramento, manifesta-se em primeiro lugar o aspecto negativo. Estamos presenciando nada mais do que o rastejar meio sem jeito da larva, da qual emergirá a ágil borboleta.

O que nem todos sabem é que o impulso para a liberdade tem as suas raízes longe do mundo material. Este fato não surpreende aos estudantes das verdades profundas, apesar dos aspectos indesejáveis que esses impulsos espirituais incipientes chegam a ter sob a influência da personalidade humana, distorcendo a validade do impulso espiritual inicial.

Do ser tosco, primário, aos seres exaltados que chamamos de Adeptos, há uma tendência do Espírito Interno de tentar alcançar sempre maiores alturas, voando em direção à supressão de todas as limitações impostas pela egoísta natureza inferior e pelo limitador mundo material. É esse o tipo de libertação para o qual estamos sendo conclamados agora, na época da Páscoa!

Para o estudante do cristianismo esotérico, a páscoa é um grande evento cósmico, devidamente assinalado pelo próprio sol, um tempo em que o centro de nosso sistema solar começa a sua jornada. É o ato final do drama cósmico envolvendo a descida do Raio do Cristo Solar na matéria diversificada de nossa Terra, descida esta, que se completa no Nascimento Místico celebrado no natal.

Depois da Morte Mística, por volta do equinócio de março, anjos e arcanjos recebem jubilosos o grande Espírito de Cristo de volta aos mundos superiores, para um novo acúmulo de forças do seu Espírito de Vida, podendo novamente voltar antes do natal, para reavivar a Terra e todas as ondas de vida que nela habitam.




Fonte: da Revista "Ecos da R+C"
Fraternidade Rosacruz Max Heindel
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 3 de abril de 2015

PÊSSACH – DA ESCRAVIDÃO À LIBERTAÇÃO

A lua cheia de Áries abre uma importante fenda no calendário cabalista – Pêssach. Trata-se de uma celebração de oito dias.


Pêssach está associada ao fato histórico que marca a saída dos hebreus do Egito. Entretanto, para Cabalá, NÃO SE TRATA DA SAÍDA DE UM LUGAR, MAS SIM DE UM ESTADO DE CONSCIÊNCIA DE ESCRAVIDÃO PARA UM ESTADO DE LIBERTAÇÃO.


A escravidão é aquela ideia limitada que você tem de si mesmo. Trata-se de uma percepção reduzida programada pelo ego. Corresponde à força que diz que você é incapaz, impotente, não consegue, não pode, não vai, não é suficientemente capaz de superar seus medos, preconceitos, intolerância... Libertar a “alma Divina” das restrições do ambiente físico é nosso grande desafio.


Por que todos os anos precisamos nos conectar com a energia “guerreira” de Marte para superarmos as limitações internas que nos mantêm como escravos?


A liberdade não é conseguida de uma só vez. Todos os dias contêm seu próprio “Egito” – uma ameaça que vem de dentro do próprio indivíduo. Temos que sair do estado de escravidão todos os dias, mas na lua cheia de Áries adquirimos a energia necessária para nos mantermos nesta consciência durante todo o ano. Sem a força de Marte nos tornamos passivos e acomodados.


Pêssach é um processo contínuo de autolibertação. Este é um momento propício para refletirmos sobre os padrões repetitivos em nossas vidas. Devemos perceber que a liberdade só é possível quando atingimos a verdade sobre as questões pertinentes ao que nos prende. A conexão de Pêssach pode nos trazer o entendimento de nossas limitações e injetar coragem e a determinação necessárias para rompermos com os condicionamentos (muitos deles inconscientes) que limitam o nosso crescimento. A liberdade sem entendimento pode resultar na troca de uma prisão por outra.


Pêssach é uma celebração de oito dias. Na 1ª noite a conexão se estabelece através de um Sêder (ordem em hebraico), um rito que cria um canal de conexão com uma força espiritual de libertação. Durante os oito dias desta celebração, eliminamos o fermento da nossa alimentação e comemos o pão ázimo (matzá) nas refeições. Diferente do pão tradicional, a matzá é feita de modo que não venha a fermentar. O fermento, que causa um efeito de crescimento, representa o desejo de receber egoísta, a principal limitação do mundo material. O controle do desejo de receber para si mesmo nos permite remover o caos (colocar ordem) na nossa vida para assumirmos o controle do nosso destino.


Saímos da escravidão quando enxergamos que há outra realidade, além desta, finita e ilusória. A liberdade não ocorre por espontânea Vontade da Força Criadora, mas por uma ação iniciada no mundo físico. Ação não significa apenas o movimento do corpo, mas de consciência e vontade. Marte permite a concentração do pensamento e da força de vontade para moldarmos a nossa realidade.



Cristina Torres





Fonte do Texto e da Gravura: Os Caminhos da Cabalá
http://cabalasp.blogspot.com/

QUEM ESTÁ LAVADO SÓ PRECISA DE LAVAR OS PÉS PARA FICAR COMPLETAMENTE PURO

Durante a última refeição que tomou com os seus discípulos, Jesus levantou-se da mesa para lhes lavar os pés. Pedro começou por protestar: como podia ele permitir que o seu Mestre lhe lavasse os pés? Perante a insistência de Jesus, ele aceitou e pediu-lhe mesmo que lhe lavasse as mãos e a cabeça. Mas Jesus respondeu: «Quem está lavado só precisa de lavar os pés para ficar completamente puro.»

Por serem a parte do corpo mais em contacto com a terra, os pés representam o plano físico. Ora, o plano físico está sempre mais ou menos relacionado com o mundo subterrâneo, os "infernos". Os pés simbolizam, pois, o lugar por onde o ser humano está mais exposto aos ataques do mal.

Encontra-se esta ideia na Ilíada de Homero com a história de Aquiles: a sua mãe, Thétis, tinha-o mergulhado à nascença nas águas do rio Styx para o tornar invulnerável. Mas, como estava a segurá-lo pelo calcanhar, esta parte do pé não foi mergulhada e Aquiles morreu durante a guerra de Troia com uma flecha envenenada que o atingiu no calcanhar.

Compreendeis agora o sentido do gesto e das palavras de Jesus: «Aquele que está lavado só precisa de lavar os pés para ficar completamente puro.» Como os pés são o símbolo do plano mais material, ter os pés lavados representa também, simbolicamente, o termo da purificação.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O CUBO E A CRUZ - MORTE E RESSURREIÇÃO

A forma compacta do cubo fez dele um símbolo da estabilidade e também uma representação do limite, do enclausuramento, da prisão. Mas, se ele for aberto e planificado em cruz, assiste-se a uma espécie de libertação. Sim, por isso não devemos ver a cruz só como um instrumento de sofrimento e de morte; ela também é um símbolo cósmico que exprime todas as possibilidades da vida.
No próprio texto dos Evangelhos, à morte de Jesus segue-se a sua ressurreição. Por quê? Porque uma morte não é um fim, é uma etapa necessária que prepara uma ressurreição.

Evidentemente, é preciso compreender aqui a ressurreição de um ponto de vista simbólico e espiritual, não de um ponto de vista físico. A ressurreição supõe primeiro a morte e vem depois como um processo de transformação que ocorre por fases sucessivas. Ela pode, pois, ser assimilada a um novo nascimento.



Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 31 de março de 2015

CHANCE - HERÓIS - VISÃO - BOAS ENERGIAS - ENTUSIASMO

Nesse momento, Deus, o pai de todas as almas, está nos dando a chance de sermos elevados. Então vamos aproveitar essa chance! Vamos nos esforçar em mantê-Lo a frente de nós. Não pense sobre o seu passado ou o passado dos outros. Não se preocupe com o futuro também. Simplesmente empenhe-se em criar seu próprio presente. Procure concentrar seus esforços em manter os pensamentos elevados e puros. Isso tornará sua visão, atitude e ações elevadas e puras. Assim sua vida trará nada mais do que benefício para você e para o mundo. (Dadi Janki)

Não podemos fugir das situações, mas podemos enfrentá-las de uma forma diferente. Quando você mantem a consciência positiva, estabiliza-se no seu autorrespeito, mantem sua autoestima elevada e permanece numa distância saudável da situação, você conseguirá ter a visão de uma águia. De cima, tudo parece menor. É mais fácil acabar com algo pequeno. Você pode, eu sou vitorioso, eu sou um destruidor de obstáculos são exemplos de uma consciência positiva.

Somos nós quem criamos os pensamentos e permitimos que as situações tenham maior ou menor impacto sobre nós. Então precisamos aprender a criar pensamentos cheios de coragem, confiança e determinação. Espiritualidade e meditação nos ajudam a fazer exatamente isso. Quando os pensamentos estão carregados de energia positiva eles ajudam a superar as situações. Assim, com pensamentos cheios de boas energias, criamos uma atmosfera agradável seja onde estivermos. Nossas vibrações criam espaços cheios de beleza, amor, confiança e tranquilidade. Espaços onde todos aqueles que entrarem se conectarão com sua verdade interior.


O mundo saúda os heróis de muitas maneiras. Alguns são aplaudidos pelo seu ofício e talento. Outros mantêm elevada estima por seu prestígio, riqueza e poder. O mundo homenageia aqueles que fizeram uma façanha especial em seus campos profissionais e decora empreendedores e vencedores. Mas respeito, do coração, é muito mais do que isso. Respeito é recebido através dos atos de bondade, serviço e sacrifício. Uma pessoa que sempre valoriza a dignidade dos outros, é honesta, paciente e humilde em suas interações, e também é compassiva - especialmente com aqueles que são menos dotados - recebe amor e respeito de todos. Pessoas assim são os verdadeiros heróis.
 
Entusiasmo é a chave mestra para nos sentirmos grandiosos. Ele age como um duplo impulso de energia. Nos mantem extremamente positivos e além da influência da negatividade. E simultaneamente faz com que os outros se sintam elevados também. Entusiasmo nos dá fé para acreditar na realidade de outras possibilidades. Essa palavra é derivada da palavra grega enthusiasmos que significa estar em Deus ou estar no divino. Quando estamos espiritualmente vivos conseguimos ver, pensar e agir de forma nova e criativa diante das obstruções. (Dadi Janki)




Brahma Kumaris



Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 30 de março de 2015

LIBERAÇÃO

As cargas mentais negativas possuem a nefasta força de desorganizar as engrenagens psicológicas e físicas do ser. Acostumando-se-lhes, será necessário ingente esforço para destrinçá-las nos sutis emaranhados dos campos de energia geradora da vida.

Recordações desagradáveis, pensamentos perturbadores, ideias viciosas, frases deprimentes do ontem, ressumam como necessidades de queixas, ressentimentos guardados, iras conservadas, depreciação de si mesmo, desamor, num conjunto de ingredientes destrutivos, que terminam por desorganizar o ser que se lhes permite vitimar.

Não se pode evitar o haver nascido em um lar agressivo, entre pessoas hostis, sob injunções sócio-morais e econômicas penosas. Tal acontecimento faz parte do passado e a lamentação somente complica-o, ao invés de eliminá-lo.

Submeter-se às reminiscências deploráveis torna-se uma forma de infeliz masoquismo, que vitaliza o que não se tem como eliminar, embora os recursos de que se dispõe para sobrepô-las e esquecê-las.

Toda vez que alguém se apóia à autocompaixão diante do insucesso da existência planetária, acomoda-se ao sucedido e preserva-o por conformismo. Faz-se, então, inadiável, a decisão para ser feliz, revertendo o ocorrido.

A reencarnação conduziu-te a um lar que consideras inadequado para o teu progresso, e que te faz sofrer. Talvez, tu mesmo o hajas elegido para adaptar-te desde cedo ao processo reparador.

Cada um se vincula aos seres de que necessita para a evolução. Permanecer, porém, ergastulado a esses eventos afligentes é atitude acomodatícia com o negativo e perturbador, quando dispões de valiosos meios para a libertação.

Problemas existem, para serem solucionados.

Dificuldades são testes para desafiar os valores latentes do conhecimento, da capacidade de luta de cada um.

Se preferes a autopiedade, ninguém te poderá ajudar.

O ressentimento, o medo, a queixa, a reclamação do passado, mais te farão dependente do acontecido, no qual inconscientemente te apóias a fim de não lutares pela restauração da paz e o logro da alegria.

Não podes nem deves incorporar à existência os vaticínios danosos que te fizeram, as expressões chulas que te dirigiram, as frases deprimentes que te endereçaram, as agressões verbais, morais e físicas de que foste vítima. Isso já passou e não tens como fazer, para que não houvessem sucedido. Desviar-lhes, porém, os efeitos daninhos, sim, cabe-te realizá-lo.

Sabes que não és o que te acusaram. Mas, se por infortúnio da tua fragilidade psicológica, incorporaste à personalidade as investidas aleivosas e te crês conforme te definiram, rompe as algemas e ensaia a tua libertação.

És uma gema bruta por lapidar. Se, exteriormente, a ganga é impura, tens no íntimo o brilho das estrelas, que te cumpre liberar.

Começa agora o novo processo da tua vida.

Dá-te a oportunidade de provar a ti mesmo quanto possuis, e conseguirás produzir.

Experimenta o prazer de construir o teu futuro e, de pronto, começarás a ser uma pessoa ditosa.


Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis





Fonte: do livro "Momentos de Saúde", cap. 4, LEAL
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

RAIVA, VIOLÊNCIA E SEGURANÇA

Pergunta: Como lidamos com a violência em outra pessoa? Krishnamurti: Meu vizinho é violento: como lido com isso? Dou a outra face? Ele vai achar bom. Que devo fazer? Você faria essa pergunta se fosse realmente não violento, se não houvesse nenhuma violência em você? Escute bem essa pergunta. Se no seu coração, na sua mente, não houver violência alguma, ódio algum, nem amargura, nem sentimento de realização, nem desejo de ser livre, nenhuma violência, você faria essa pergunta sobre como lidar com o vizinho violento? Ou você saberia o que fazer com ele? Outras pessoas poderão chamar de violência o que você faz, mas você pode não ser violento; naquele momento em que o seu vizinho age violentamente, você saberá como lidar com a situação. Mas uma terceira pessoa, observando, poderá dizer: “Você também é violento”. Mas você sabe que não é violento. Portanto, o que importa é ser completamente livre de violência – e não o que outra pessoa diga de você. (Beyond Violence, pp 83-84)

Quando se defronta com a violência, o cérebro passa por uma rápida mudança química; ele reage muito mais rapidamente do que o golpe. O corpo todo reage e há resposta imediata; a pessoa pode não revidar, mas a própria presença da raiva ou do ódio causa essa resposta e existe ação. Na presença de uma pessoa com raiva, veja o que acontece quando se está ciente disso sem que haja resposta a isso. No momento em que se está cônscio da raiva de outrem, e não se reage, há uma resposta muito diferente. O instinto da pessoa é responder ao ódio com ódio, à raiva com raiva; há uma injeção química que enseja reações nervosas no sistema. Mas acalme tudo isso na presença da raiva, e uma ação diferente se manifestará. (Questions and Answers, p 23)

Será que existe raiva justa? Ou só há raiva? Não há boa influência ou má influência, só há influência; mas, quando você está influenciado por algo que não me agrada, chamo isso de má influência. No momento em que você protege sua família, seu país, um pano colorido chamado bandeira, uma crença, uma ideia, um dogma, a coisa que você exige ou possui, essa mesma proteção indica raiva. Então, será que você pode olhar para a raiva sem nenhuma explicação ou justificação, sem dizer: “Preciso proteger os meus bens”, ou “Eu estava certo em ficar com raiva”, ou “Como fui estúpido em ficar com raiva”? Você consegue olhar para a raiva como se ela fosse algo em si mesma? Consegue olhar com completa objetividade, o que significa sem a defender nem a condenar? (Freedom from the Known, p 52)

Psicologicamente, em nosso relacionamento com ideias, pessoas e coisas, queremos segurança, mas será que existe segurança em algum relacionamento? É claro que não. Querer segurança psicológica é negar a segurança exterior. Se quero estar psicologicamente seguro como hindu, com todas as tradições, superstições e ideias, identifico-me com o grupo maior, que me dá grande conforto. Assim, adoro a bandeira, a nação, a tribo, e me isolo do resto do mundo. Essa divisão, obviamente, traz insegurança física. Quando adoro a nação, os costumes, os dogmas religiosos, as superstições, isolo-me dentro dessas categorias e, então, é claro, preciso negar a segurança física para todos os outros. A mente busca segurança física, a qual é negada quando ela busca segurança psicológica. (The Flight of the Eagle, pp 57-8)



J. Krishnamurti






Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura:
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/


terça-feira, 24 de março de 2015

PENSAMENTO - INTROSPECÇÃO - MAESTRIA - CONSCIÊNCIA

A mente é o pensador, o intelecto é o chefe e as memórias são a biblioteca no meu mundo interior. Quando o chefe não dá ao pensador algo positivo para pensar a respeito, ele vai para a biblioteca e pega qualquer livro de memórias para guiar seu pensamento. Quando o intelecto desempenha um papel firme mas adorável como um bom chefe, a mente fica nos trilhos e apenas os melhores livros vem da biblioteca. (365 Beautiful Thoughts, Brahma Kumaris, Canada)

Introspecção significa ir fundo internamente e lá encontrar a percepção. Muito frequentemente vivemos nossas vidas na superfície. Há tanta atividade e barulho na superfície que somos levados para muitas direções. Quando me volto para dentro e encontro a quietude, minha calma profunda, eu me reasseguro e encontro a sabedoria que preciso para fazer boas escolhas. (365 Beautiful Thoughts, Brahma Kumaris, Canada)

A estrada para a auto maestria é o auto ensino. Para me tornar um mestre eu posso aprender dos outros ou reunir princípios e percepções que me ajudem na jornada mas, no fundo, eu preciso desenhar e desenvolver meu próprio caminho. Senão eu me torno um seguidor, não um mestre. Ser um mestre do eu é voltar-se para dentro e descobrir o que é verdadeiro e correto para mim. Ninguém mais pode fazer isso para mim. (365 Beautiful Thoughts, Brahma Kumaris, Canada)

A consciência humana é o guia pessoal e o elo com a Única fonte universal de verdade. É possível e prático estar em contato com ela, sentir suas pontadas e mordidas, escutar quando ela fala. Cada indivíduo senta-se no assento do motorista e tem liberdade de escolha: seguir adiante, parar, dar a volta, entrar no fluxo, ceder passagem, sinalizar. Podemos escolher agir com base nos princípios mais íntimos e valores corretos ou reagir com base em circunstâncias negativas externas.

A batalha entre espírito e ego é como uma batalha entre a visão ampla e a visão curta. Se o ego entra em cena, vejo minha vida em termos de aquisições a curto prazo. Tratarei as outras pessoas como meios para os meus próprios fins egoístas. Se me torno espiritualmente consciente, vejo minha vida na mais ampla perspectiva. As outras pessoas passam a ter extrema importância. Meu propósito é fazer chover meus presentes espirituais sobre elas - irradiar amor em todas as direções.




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 23 de março de 2015

DIFICULDADES EM MEDITAR

Vós dizeis que sentis dificuldades em meditar. Por quê?

Porque ainda não compreendestes bem que cada momento da existência não existe isoladamente, está ligado a todos os que o precederam; por isso, deveis estar atentos e preparar as condições para poderdes fazer, quando chegar o momento, um verdadeiro trabalho pelo pensamento.

Admitamos que discutistes com alguém: no dia seguinte, quando quiserdes meditar, não parareis de ruminar as vossas razões de queixa e de pensar em ajustar contas com essa pessoa. Em vez de vos sentirdes libertos e conseguirdes elevar-vos até às regiões da alma e do espírito, ficareis fixos no chão, ocupados unicamente em continuar as vossas discussões da véspera. Uma vez por uma razão, outra vez por outra, a mesma história repetir-se-á interminavelmente e assim nunca sabereis meditar.

Portanto, que isto fique claro: podeis realizar muitas coisas pelo pensamento, mas só se tomardes consciência de que, como cada momento da vossa vida está ligado àqueles que o precederam, o trabalho do pensamento, como todos os outros, tem de ser preparado.

... cada momento da existência não existe isoladamente, está ligado a todos os que o precederam; por isso, deveis estar atentos e preparar as condições para poderdes fazer, quando chegar o momento, um verdadeiro trabalho pelo pensamento.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 21 de março de 2015

CADA DIA SE NOS APRESENTA UMA OPORTUNIDADE DE REDIRECIONAR NOSSA CONSCIÊNCIA

Gentileza, amor e o compartilhar: na condição de seres humanos, estas qualidades são nosso cordão umbilical, nos unindo à energia de vida que nos sustem. A unidade que criamos com os outros é o que ativa o universo e produz os "frutos" e as bênçãos em nossas vidas.

Quando somos parte de algo maior do que nós mesmos e injetamos em nossas ações diárias a consciência de compartilhar, podemos subir acima das coisas que nos mantém para baixo, tais como depressão, sensação de peso, procrastinação, raiva etc.

Dedique um minuto a pensar: o que está me segurando no momento? Quais são as oportunidades de compartilhar que o universo está me enviando? Como posso sair de mim mesmo para ser uma parte dos outros ao meu redor?

Às vezes, o melhor presente que podemos dar para alguém é darmos a nós mesmos: nossa atenção, nosso amor, estarmos simplesmente à disposição dessa pessoa, o presente de nos sentarmos com um amigo e chorarmos juntos, o presente de nos importarmos com alguém ou alguma coisa que não faz parte de nosso objetivo costumeiro de cuidado ou responsabilidade, o presente de compartilhar sem recebermos algum crédito por isso, sem que sejamos considerados “uma boa pessoa”. O melhor presente é aquele que compartilhamos quando o fazemos porque nosso coração nos diz que devemos fazê-lo, porque ao compartilharmos dessa maneira nos tornamos mais próximos da energia do Criador. Esse compartilhar é aquele ato de dar algo que vem de nosso espírito interior, de nossa Luz interior.

Todos nós possuímos esse dom de compartilhar. A única questão é se escolhemos utilizá-lo ou não.

Ouvimos o tempo todo na espiritualidade: faça o esforço, faça o trabalho... não se preocupe com o resultado. Mas existe outra parte desse conselho que não ouvimos com tanta frequência: quando caímos em desespero, existe uma maneira que garante que saiamos de nós mesmos. Trata-se de olhar em volta e encontrar alguém que precise de ajuda. Pense no que acontece quando estamos fazendo nosso trabalho diário (independente do que seja ) e as coisas não acontecem do jeito que queremos que aconteçam e dizemos para nós mesmos “Ah, coitadinho de mim, não aguento mais. Não tenho mais nenhuma força.” Se, naquele momento, conseguirmos parar e estender nossa mão para ajudar outra pessoa, teremos uma chance de puxarmos a nós mesmos para um lugar melhor.

Ao ajudar os demais, estamos verdadeiramente ajudando a nós mesmos.

Geralmente, deixamos de ver a importância da jornada que percorremos todos os dias. Esquecemos ou ignoramos a importância de nossos relacionamentos. Não vemos a beleza de estarmos conectados com algo além de nós mesmos. Nossas idas e vindas diárias se tornam tão previsíveis, tão mundanas e até mesmo tão entediantes, que começamos a não pensar realmente no que estamos recebendo ao longo do dia. Consequentemente, começamos a não dar valor às dádivas com as quais a vida nos contemplou.

Cada dia nos apresenta uma nova oportunidade de redirecionar nossa consciência para uma apreciação pelas pessoas e coisas que realmente têm importância para nós, em nossas vidas. E essa é uma das nossas tarefas espirituais neste mundo. Quando conseguimos fazer com que os outros sintam que são importantes, nós também, por nossa vez, nos tornamos importantes, porque nossa atitude faz com que nos tornemos um fio condutor para a bondade e o amor do Criador.




Karen Berg





Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

DIFICULDADES E DESÂNIMOS - A RENOVAÇÃO DA ENERGIA

Quando, perante certas dificuldades, sentis o desânimo ou o desespero invadir-vos, não os considereis como inimigos que não têm o direito de vos atacar, porque, infelizmente, não é assim, eles têm esse direito. É preciso, pois, aceitar esses ataques dizendo para si próprio que, graças a eles, muitas coisas ficarão melhor depois, e é verdade, elas ficarão melhor.

Nunca sentistes que, após um grande desânimo, ficais de novo cheios de energias? De onde vieram essas energias? Foi o desânimo que vo-las trouxe. Evidentemente, deveis estar atentos: velai para que esse desânimo não seja mais forte do que vós, para que ele não vos arraste como uma torrente impetuosa que acabaria por engolir-vos. Aceitai-o apenas como uma coisa inevitável, pois tais estados são inevitáveis. Se souberdes como compreendê-los e como vivê-los, isso será como a primavera depois do inverno, sentir-vos-eis regenerados.

Para evoluirmos, nós devemos passar por exames, enfrentar grandes provas. Sofreremos, é certo, mas, se as ultrapassarmos, pelo menos saberemos aquilo de que somos capazes. Estas provas estão relacionadas com os quatro elementos: a terra, a água, o ar e o fogo. Elas surgem continuamente ao longo da nossa vida.

As provas da terra são como sismos; elas verificam a nossa vontade, a nossa paciência e a nossa estabilidade. Será que, à semelhança da pirâmide, os nossos alicerces são suficientemente sólidos?

As provas da água dizem respeito ao mundo dos sentimentos. Elas mergulham-nos nas vagas negras do ódio, da traição, e o amor em nós deve conseguir neutralizar todos esses venenos.

As provas do ar são produzidas pelos tornados e pelos furacões. O nosso intelecto seguirá a direção deles ou continuará a ver claro e a raciocinar corretamente?

As provas do fogo são as mais terríveis. Elas queimam todas as impurezas que impedem a nossa alma de se unir à Causa primeira, a Origem de todas as existências. Para encontrar Deus, temos de passar pelo fogo purificador.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

PREGANDO A NÃO-VIOLÊNCIA MAS SENDO VIOLENTO EM ATITUDES

Vocês foram criados, a maioria infelizmente, com ideais. Ideais são apenas palavras. Eles não têm qualquer significado, não tem substância. São apenas os filhos estéreis de uma mente vazia, descuidada! Vocês foram criados no ideal da não-violência. Vão pelo mundo afora pregando a não-violência. Não-violência é o ideal. Mas o fato é que você é violento em seu gesto, no modo como fala com seu superior ou seu inferior. Por favor, ouça a si mesmo. Eu estou apenas apontando. Você é violento – violento em seu gesto, em seu pensamento, em seu sentimento, em sua ação. Por que você não pode olhar essa violência? Por que precisa ter um ideal de não-violência? O fato é que você é violento, e o ideal é não-factual; assim, você cria uma contradição em você mesmo e, portanto, se impede de olhar o fato da violência. Quando você olha um fato, é capaz de lidar com ele: você dirá que é violento e aceita isto; você aceita e diz, “Eu sou violento e não vou ser hipócrita”, ou dirá que é violento e aprecia isto, ou olhará isto sem o ideal. Você só pode olhar um objeto ou um fato ou o que seja, quando não existe ideal, nem opinião, nem julgamento; é isso. Então o fato gera uma intensidade de ação no imediato. Só quando você tem ideias sobre um fato, você adia a ação. Quando você percebe factualmente que é violento, então você pode olhar isto, pode examinar; então pode aprender tudo sobre isto, a natureza da violência, se é possível libertar-se ou não; não como uma ideia, mas realmente. Assim, uma mente religiosa não tem ideais, nem exemplo, nem autoridade, pois o fato é a única coisa que importa, e esse fato exige urgência de ação. (Collected Works, Vol. XV, 25, Action)

Há tantos tipos de violência. Vamos examinar cada tipo de violência ou vamos considerar toda a estrutura da violência? Podemos olhar para todo o espectro da violência, e não para uma parte dela?... A fonte da violência é o “eu”, o “ego”, que se expressa de muitos modos – em divisão, em tentar tornar-se alguém – o que se divide em “eu” e “não eu”, como inconsciente e consciente; o “eu” que se identifica ou não com a família, que se identifica ou não com a comunidade, e assim por diante. É como uma pedra lançada em um lago: as ondas espalham-se cada vez mais, estando no centro o “eu”. Enquanto o “eu” sobreviver sob qualquer forma, muito sutil ou grosseira, haverá necessariamente violência. (Beyond Violence, p 74)




J. Krishnamurti






Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura:
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

sexta-feira, 20 de março de 2015

UMA PESSOA É TODA A HUMANIDADE

Violência não é só matar outra pessoa. É violência usarmos palavras ferinas, fazermos um gesto para afastar uma pessoa, obedecermos por medo. Portanto, violência não é somente matança organizada em nome de Deus, em nome da sociedade ou do país. Violência é coisa muito mais sutil, mais profunda, e estamos investigando-a em toda a sua profundidade. Quando você se denomina indiano, muçulmano, cristão, europeu, ou qualquer outra coisa, está sendo violento. Sabe por que isso é violência? É porque você está se destacando do resto da humanidade. Quando você se separa por crença, por nacionalidade, por tradição, isso produz violência. Portanto, um homem que busque compreender a violência, não pertence a nenhum país, a nenhuma religião, a nenhum partido ou sistema político; ele está interessado na compreensão total da humanidade. (Freedom from the Known, pp 51-52)

A consciência de um é a consciência do resto da humanidade. Isso é lógico. Você pode discordar, pode dizer: “Minha consciência é separada e precisa ser assim”. Mas será que é assim mesmo? Se compreende a natureza disso, então se vê que uma pessoa é o resto da humanidade. Pode-se ter um nome diferente, pode-se viver em determinada parte do mundo e ser educado de determinado modo, pode-se ser rico ou muito pobre, mas, quando se vai para detrás da máscara, profundamente, a pessoa é o resto da humanidade – com suas dores, solidão, sofrimento, desespero, neuroses, crendo em alguma ilusão, e por aí vai. Tanto no Oriente quanto no Ocidente, isso é assim. Pode-se não gostar disso; pode-se gostar de pensar que se é totalmente independente, um indivíduo livre, mas, quando se observa muito profundamente, se é o resto da humanidade. (The Flame of Attention, p 85)

Eis o terreno comum sobre o qual toda a humanidade se firma. E, aconteça o que acontecer no campo dessa consciência, somos responsáveis. Noutras palavras, se eu for violento, estou acrescentando violência a essa consciência que é comum a todos nós. Se eu não for violento, não estou fazendo esse acréscimo, estou introduzindo um fator completamente novo a essa consciência. Então, sou profundamente responsável, ou por contribuir para essa violência, para essa confusão, para a terrível divisão; ou, como reconheço profundamente no meu coração, no meu sangue, nas profundezas do meu ser, que sou o resto do mundo, sou a humanidade, sou o mundo, o mundo não está separado de mim, então, me torno totalmente responsável. (Social Responsibility, pp 19-20)

Você é o mundo, você não está separado do mundo. Você não é americano, russo, hindu ou muçulmano. Você está alheio a esses rótulos e palavras, você é o resto da humanidade porque sua consciência, suas relações, são semelhantes às dos outros. Você pode falar uma língua diferente, ter costumes diferentes, isso é cultura superficial – aparentemente todas as culturas são superficiais – mas a sua consciência, suas reações, sua fé, suas crenças, suas ideologias, seus medos, ansiedades, solidão, tristezas e prazeres, são semelhantes ao resto da humanidade. Se você mudar, isso afetará toda a humanidade. (Krishnamurti to Himself, p 61)




J. Krishnamurti





Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura:
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

quinta-feira, 19 de março de 2015

AMOR - ALMA - ACEITAÇÃO - INTERCONEXÃO

Deus quer que a gente cresça tanto quanto Ele. Isso requer muito alimento espiritual (conhecimento), muito perdão e muita maturidade com todos. É para nossos inimigos que temos que dar mais. Isso requer grande esforço! A qualidade da doação reside em dar àqueles que não desejamos dar ou que sabemos que não merecem isso. Deus deseja que sejamos os gigantes que andam por aí com corações gigantes. (BK David, Karma, The World Renewal, July, 2014)

O corpo é como um templo; a alma é como uma centelha de luz. O corpo é como um carro; a alma é como o motorista deste carro. O corpo e o cérebro são como um computador; a alma é quem programa e usa o computador. É dito que a alma é uma estrela minúscula que vive no centro da testa, entre as sobrancelhas. Aqueles que praticam a consciência da alma se tornam auto-soberanos. (B.K. Jagadish Chander, Easy Rajyoga, Brahma Kumaris Ishwariya Vishwa Vidyalaya, Mount Abu)

Aceitação vem da nossa vontade de soltar. Deixar de lado as preocupações sobre as trivialidades da vida e enfrentar nossos medos, vergonha, culpa e outros assuntos inacabados. Depois dessa checagem emergimos com mais autorrespeito, mais amor próprio e mais coragem. Somos capazes de enfrentar qualquer obstáculo que venha em nossa direção. Amamos sem nos apegar, nos envolvemos sem ficar dependentes. Somos o que somos. Por um lado somos livres dos estilos dos outros, por outro lado admiramos a sinfonia das personalidades que nos cercam. (BK Bridge Menezes, Learning to Let Go, World Renewal, June 2003)

Não somos ilhas separadas por mares revoltos. Somos as contas de um rosário unidas pelo fio do amor. Quanto mais limpas e honestas as contas, mais próximas elas se tornam. As diferenças de personalidade, atitudes e visões deixam de ser motivos de conflito e passam a ser os meios para se criar harmonia. Quando cada conta obtém vitória sobre as negatividades contidas em si, nos outros, nas situações e nas vibrações, o rosário da vitória é formado.

Podemos tratar o desmatamento e a poluição com "pomadas" para os cortes e contusões de um planeta que está sofrendo muito. Ou então podemos ir mais fundo, à fonte do problema – à qualidade dos nossos pensamentos, conceitos e valores. Se pudéssemos entender conexão direta entre a ‘atmosfera’ que emana do pensamento de cada pessoa e a condição atual da biosfera, pensamentos negativos seriam proibidos.




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 18 de março de 2015

PROBLEMAS DA EVOLUÇÃO

A semente, portadora de vida, quando colocada para germinação, experimenta a compressão do solo e sua umidade, desenvolvendo os fatores adormecidos e passando a vigorosas transformações celulares. Intumesce-se e, dirigida pela fatalidade biológica, desata a vida sob nova forma, convertendo-se em vegetal, para repetir-se, ininterruptamente, em futuras sínteses...

A criatura humana, de alguma forma fadada à perpetuação da espécie e à sua plenificação, encarna-se, reencarna-se, repetindo as façanhas existenciais até atingir o clímax que a aguarda. Em cada etapa nova remanescem as ocorrências da anterior, em uma cadeia sucessória natural. E através desse mecanismo os êxitos abrem espaços a conquistas mais amplas e complexas, assim como o fracasso em algum comportamento estabelece processos que impõem problemas no desenvolvimento dos cursos que prosseguem adormecidos.

Esmagada pelas evocações inconscientes do agravamento da experiência, ou sem elas, a criatura caracteriza-se, psicologicamente, por atitudes de ser fraco ou forte, segundo James, como decorrências do treinamento na luta a que foi submetida, podendo, bem ou mal, enfrentar os dissabores ou as propostas de crescimento e graças a essa conduta se torna feliz ou atormentada.

Ninguém se encontra isento do patrimônio de si mesmo como resultado dos próprios atos. São eles os responsáveis diretos por todas as ocorrências da marcha evolutiva, o que constitui grande estímulo para o ser, liberando-o dos processos de transferência de responsabilidade para outrem ou para os fatores circunstanciais, sociais, que normalmente são considerados perturbadores.

Mesmo quando os imperativos genéticos inculpem situações orgânicas ou psíquicas constritoras no indivíduo, esses se derivam da conduta pessoal anterior, e devem ser considerados como estímulos ou métodos corretivos, educacionais, a que as Leis da Vida recorrem para o aprimoramento dos seres humanos.

O estado de humanidade já é conquista valiosa no curso da evolução; no entanto, é o passo inicial de nova ordem de valores, aguardando os estímulos para desdobra-los todos, que jazem adormecidos — Deus em nós — para a aquisição da angelitude.

Da insensibilidade inicial à percepção primária, dessa à sensibilidade, ao instinto, à razão, em escala ascendente, o psiquismo evolve, passando à intuição e atingindo níveis elevados de interação com a Mente Cósmica.

Os indivíduos, no entanto, mergulhados no processo do crescimento, raramente se dão conta de que o sofrimento, que é fator de aprimoramento, ainda constitui instrumento de evolução, em se considerando o estágio de humanidade.

Assim posto, o autoconhecimento desempenha relevante papel no adestramento do ser para a sua superação e perfeita sintonia com a paz.

Nesse desiderato, são investidos os mais expressivos recursos psicológicos e morais, de modo a serem alcançadas as metas que se sucedem, patamar a patamar, até alcançarem o nível de libertação interior.

Mediante esse comportamento surgem os problemas, as dificuldades naturais que fazem parte do desempenho pessoal e da sua estruturação psicológica.

Quando imaturo, o ser lamenta-se, teme e transforma o instrumento de educação em flagelo que o dilacera, tornando-se desventurado pela rebeldia ou entrega de ânimo, negando-se à luta e autodestruindo-se, sem se dar conta.

Surgem, então, como decorrência da sua falta de valor moral, os transtornos depressivos ou de bipolaridade, que o conduzem a lamentável estado de autoabandono, portanto, de autocídio.

Há pessoas que afirmam ter problemas, por cultivá-los sem cessar, transferindo-se de uma dificuldade para outra, vitimadas pelo egoísmo, pela autocomiseração, pelo amor-próprio exacerbado.

Há aqueles que têm problemas e não se encontram dispostos a enfrentá-los, a solucioná-los, esperando que outros o façam, porque se consideravam isentos de acontecimentos dessa ordem, negando-se, mesmo sem o perceberem, à mudança de estágio evolutivo.

Outros há que vivem sob problemas, preservando-os mediante transferências psicológicas continuadas, assim adiando as soluções no tempo e no lugar, ignorando-os e ignorando-se. Esses cultivadores da ilusão fantasiam-se de felizes até os graves momentos, quando irrompem as cobranças da vida - orgânicas, sociais, econômicas, emocionais -, encontrando-os entorpecidos e distantes da realidade.

Na maioria das vezes, porém, as pessoas são os problemas, que não solucionam nos pequenos desafios, mas os transformam em impedimentos, assim deixando-se consumir por desequilíbrios íntimos nos quais se realizam psicologicamente.

É lícito e natural que cada pessoa se considere humana, isto é, com direito aos erros e aos acertos, não incólume, não especial.

Quando erra, repara; quando acerta, cresce.

A evolução ocorre através de vários e repetidos mecanismos de erro e acerto, desde os primeiros passos até a firmeza de decisão e de marcha.

Reflexão e diálogo, honestidade para consigo mesmo e para com o seu próximo, esforço constante para a identificação dos limites e ampliação deles constituem terapias e métodos para transformar os problemas em soluções, as dificuldades em experiências vitoriosas, crescendo sem cessar.

O ser psicológico, amadurecido, ama e confia, fitando o alvo e avançando para ele, sem ter, nem ser problema na própria trajetória.




Joanna de Ângelis / Divaldo Pereira Franco





Fonte: do livro "AUTODESCOBRIMENTO - UMA BUSCA INTERIOR",
Ed. LEAL, 17ª ed., Salvador/BA, 2013
Fonte da Gravura: Monte Kailash
Fotografía de Rosa Sorrosal
http://www.good-will.ch/postcards_es.html