sábado, 1 de outubro de 2022

HARMONIZAÇÃO COM O NOSSO CENTRO


Quando contemplardes o Sol, tentai reencontrar o centro em vós – o vosso espírito, que é omnipotência, sabedoria, omnisciência, amor universal – e aproximai-vos dele, dia após dia. Enquanto permanecerdes afastados do centro, estareis à mercê das correntes mais desordenadas e contraditórias. É certo que, por vezes, se é obrigado a abandonar o centro para realizar atividades na periferia. Sim, devemos saber afastar-nos do centro, porque é necessário, mas isso não significa que devemos cortar a ligação com ele. Pelo contrário, quanto mais atividades tiverdes no mundo, ou seja, na periferia, mais deveis reforçar a ligação com o centro, com o Espírito, porque é do centro que recebeis a energia, a luz e a paz de que necessitais para levar a bom termo tudo o que pretendeis realizar.



Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/trigo-campo-p%c3%b4r-do-sol-2391348/

DOR - EXPERIÊNCIA DE CRESCIMENTO


As experiências de dor devem ser entendidas como experiências de crescimento. Todos trazemos, de vivências anteriores, lições inacabadas que precisam ser concluídas, programas mentais equivocados que necessitam ser reinstalados, sentimentos que precisam ser depurados, amor acanhado que pede para ser expandido.

Examinando a progressão dos Espíritos, Kardec registra: "[...] será passando pelas provas que Deus lhes impõe que os Espíritos adquirem conhecimento. Uns aceitam submissos essas provas e chegam mais depressa à meta que lhes foi assinada. Outros, só a suportam murmurando e, pela falta em que desse modo incorrem, permanecem afastados da perfeição e da prometida felicidade." (O Livro dos Espíritos, item 115)

O pensamento coloca-nos diante de duas possíveis posturas diante das dificuldades da vida: a atitude dos que aceitam submissos e a dos que a suportam murmurando. A primeira postura evoca a atitude pacificada, não do indivíduo conformado, acomodado, pois o pensamento kardequiano é dinâmico por excelência, mas do indivíduo que assume perante os desafios árduos ou dolorosos um estado de espírito que abre portas na solução das dificuldades. Pessoas que já estão conscientes de que toda queixa corresponde a desgaste emocional e tempo perdido, e que lhes compete receber as dificuldades por lições, aceitando-lhes a utilidade e o objetivo. A segunda postura se identifica com a revolta, a inconformação, o desespero e os desastres decorrentes disso.

Escreveu Emmanuel no livro "Coragem": "A educação é obra de sacrifício no espaço e no tempo, e atendendo à Divina Sabedoria, que jamais nos situa uns à frente dos outros sem finalidade de serviço e reajustamento para a vitória do amor, amemos nossas cruzes por mais pesadas e espinhosas que sejam, nelas recebendo as nossas mais altas e mais belas lições. [...] Imagina como seria difícil de suportar um educandário em que os alunos tão somente soubessem chorar na hora do ensino. Reportamo-nos à imagem para considerar que sendo a Terra nossa escola multimilenária, urge receber-lhe as dificuldades por lições aceitando-lhe a utilidade e o objetivo. Diante dos obstáculos, ninguém precisa fixar-se no lado escuro que apresentem. Um náufrago, faminto de estabilidade, ao sabor das ondas, não se lembrará de examinar o lodo no fundo das águas, mas refletirá no melhor meio de alcançar a terra firme. Todo minuto de queixa é minuto perdido, arruinando potencialidades preciosas para a solução dos problemas, sobre os quais estejamos deitando lamentação. Toda prova, seja qual for, aparece na estrada, a fim de elastecer-nos a força e aperfeiçoar-nos a experiência. Em síntese, quase toda dificuldade implica sofrimento e todo sofrimento, notadamente aqueles que não provocamos, redunda em renovação e auxílio para nós mesmos, lembrando a treva noturna, em cujo ápice começa a alvorada nova. Saibamos arrostar os impedimentos da vida, sem receá-los. Cada qual deles é portador de mensagem determinada. Esse é um desafio a que entesoures paciência, aquele outro te impele à sublimação da capacidade de amar no cadinho da provação. Tuas dificuldades – tuas bênçãos."

Comenta Emmanuel, ainda no livro "Coragem": "Às vezes, nós – Espíritos eternos – perdemos sucessivas reencarnações, simplesmente pelo medo de facear certas dificuldades justas e necessárias ao nosso burilamento. Problemas, no entanto, constituem o preço da evolução. Não há conhecimento sem experiência e não há experiência sem provas. [...] Nunca te certificarias se possuis bastante reservas de coragem, sem o obstáculo que te ensina a decifrar os segredos da auto superação, e jamais saberias se realmente amas, sem a dor que te ajuda a desentranhar os mais puros sentimentos do coração. Problemas são sinônimos de lições. Se tens o caminho repleto deles, isso significa que chegaste à madureza de espírito, com a possibilidade de frequentar simultaneamente vários cursos de aperfeiçoamento no educandário do mundo."

Muitas vezes, só o sofrimento é capaz de fazer por nós aquilo que deveríamos ter feito espontaneamente. Se a vida nos coloca em uma máquina de polir pedras, temos duas opções: sair dela moídos e triturados, ou polidos como o diamante. A experiência de sofrimento só será uma experiência de crescimento se, de alguma maneira, contribuir para o nosso amadurecimento. A dor terá um significado profundo se nos modificar por dentro. Ao nos tornar mais sensíveis ao sofrimento alheio, depura os nossos sentimentos e amplia a nossa capacidade de amar. Nos tornamos mais compassivos e respeitosos. A dor vivenciada com dignidade sinaliza para dentro de nossa intimidade as emoções e sentimentos que outras pessoas, em igual situação, estariam vivenciando. E isso promove o desenvolvimento moral.

[...] O modo evolucionista de pensar, contudo, nos dá o real entendimento dos dissabores da vida: amadurecimento espiritual, possibilidades de crescimento, expansão dos bons sentimentos.

Quando tudo vai bem nós mal conseguimos perceber os limites de nosso próprio poder. Os avanços da ciência nos dão a sensação de invulnerabilidade. Isso deixa pouco espaço para Deus e nos deixa com a desconfortável sensação de estarmos no comando de tudo o que acontece conosco. Nós, que em geral, somos tão autoconfiantes, de repente, diante de uma tragédia pessoal, nos damos conta de que o que realmente importa em nossa vida, muitas vezes, está além de nosso controle. Quando chegamos ao limite de nossas próprias forças, precisamos socorrer a uma força maior do que nós e do que tudo o que existe no Universo. Quantas pessoas encontram Deus, quando chegaram ao limite de suas forças! Costuma-se dizer que não existem ateus nas trincheiras de guerra, pois são nesses momentos, em que chegamos ao limite de nossa resistência, que pedimos socorro. Deus não costuma ser encontrado nos momentos felizes. O pedido de socorro é o rompimento com a autossuficiência, quebra a nossa arrogância e nos torna permeáveis ao sentido da espiritualidade e às mudanças que têm significado profundo.

[...] Importante considerar, também, que boa parte das tribulações, aborrecimentos e ansiedades da vida são pertinentes à inferioridade do mundo em que estagiamos. A inferioridade da Terra responde por grande parte das dificuldades da vida.

Chico Xavier contou para um grupo de amigos, que, em determinada época de sua vida, pensou em transferir residência de Uberaba. As dificuldades eram tremendas! Confrades convidaram-no para ir morar em São Paulo, outros queriam que ele fosse para o Rio... Emmanuel, então lhe disse: "– Chico, para onde você for, a dificuldade irá atrás. Chico comentava que boa vida não leva ninguém a lugar nenhum. Até mesmo Jesus sofreu intensa perseguição dos Espíritos perturbados. Ele não podia se demorar por muito tempo numa cidade – logo, as “trevas” davam um jeito de colocar as autoridades contra ele... Ele pregou o Evangelho em fuga! Jesus passou aos três anos de sua peregrinação sob o constante assédio das trevas. E concluía: por que nós, tão inferiores espiritualmente, vamos querer boa vida?

O nosso (planeta) é um mundo de provas e expiações, na definição Kardequiana. Esses mundos... "servem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à Lei de Deus. Os Espíritos têm aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito. (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV)

Destacamos no texto as expressões perversidade dos homens e inclemência da natureza, que estão na origem de grande parte dos nossos desafios pessoais. O nosso mundo, por ora, é um mundo onde campeia a desonestidade, a disputa selvagem pelo poder, a propina, a irresponsabilidade, a corrupção, a incompetência e o descaso humanos, e, por outro lado, a hostilidade do clima, as epidemias e as tragédias naturais. Somos, então, chamados a conviver de forma pacífica com aqueles que não entendem a paz e superar com determinação os imensos inconvenientes do meio ambiente em que vivemos, usando a inteligência para minorar suas consequências danosas.

Mesmo considerando a inferioridade da Terra, muitos infortúnios poderiam ser plenamente evitados se nos conduzíssemos melhor perante a vida.

Lembra Kardec "... que as aflições da vida são muitas vezes a consequência da imperfeição do Espírito. Quanto menos imperfeições, tanto menos tormentos. Aquele que não é invejoso, nem ciumento, nem avaro, nem ambicioso, não sofrerá as torturas que se originam desses defeitos." (O Livro dos Espíritos, item 133-a)

Assim, quantas pessoas infelizes com os filhos porque nunca se ocuparam com eles! Quantas pessoas caminhando sozinhas porque nunca deram valor à família! Quantos infelizes na atividade profissional porque nunca se esforçaram para conseguir algo melhor! Quantos amargando enfermidades crônicas evitáveis se tivessem se preocupado um pouco mais com a saúde. Quantos atormentados por dívidas cumulativas porque gastam mais do que ganham; pessoas que poderiam viver em paz com o pouco que dá o necessário, mas vivem perturbados com o muito que é falso, que não condiz com suas possibilidades financeiras.



Ricardo Baesso de Oliveira



Fonte: do livro "O Sentido da Reencarnação"
EVOC – Editora Virtual O Consolador, 2020
www.oconsolador.com
Londrina-PR
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O DHARMA NASCE NO CORAÇÃO


Para descobrir o que é correto (dharma) e o que é incorreto (adharma), aplique este simples teste: se vai contra a Verdade e o Amor, é incorreto; se promove a Verdade e o Amor, ou é repleto destes, é correto. (Sai Baba -Sathya Sai Speaks, vol. XVI, p. 86)

A palavra dharma, que está realmente relacionada com uma infinita variedade de significados, está sendo inadequadamente descrita, na era moderna, por uma palavra – dever. Dever é apenas aquilo que está conectado com uma condição individual, ou com uma época ou país em particular. Por outro lado, o dharma é eterno, o mesmo para todos em todos os lugares. Ele expressa o significado do Ser Interno (Atma). O lugar de nascimento do dharma é o coração. Aquilo que emana do coração como uma ideia pura, quando traduzido em ação é chamado dharma. Se tivesse que dizer de uma maneira que se pudesse entender, a pessoa poderia dizer ‘faça aos outros o que você quer que façam a você; isto é dharma. O dharma consiste em descartar ações que iriam ferir os outros. Se alguém causa felicidade a você, então, você, em retorno, deveria fazer coisas que causassem felicidade aos outros. Quando nós reconhecemos que o que os outros fazem irá causar dificuldades e fazemos mesmo, isto é adharma (ausência de retidão). (Digest, p. 95)

Obs: a palavra dharma é geralmente traduzida como retidão, ação correta, dever, mas, de acordo com o contexto, também pode se referir à Lei Eterna ou Ordem Cósmica, à Religião Eterna, à missão do indivíduo no mundo etc.

Existem 7 facetas do dharma (aqui, no sentido de retidão ou ação em harmonia com a Lei Cósmica), assim como existem 7 cores contidas nos raios do sol. A primeira faceta do dharma é a verdade. A segunda faceta é o bom caráter. A terceira é a conduta correta. A quarta é o controle dos sentidos. A quinta é a penitência ou austeridade. A sexta é a renúncia e a sétima é a não-violência. Todas esta facetas foram estabelecidas para a proteção do indivíduo e o bem-estar da sociedade. (Digest, p. 97)

Define-se dharma como Ação-Correta, Retidão. Este não é o significado mais apropriado. Dharma, por si só, é a Verdade. Assim, o que nasce da Verdade é dharma. Para o fogo, a capacidade de queimar é dharma. Quando este não pode queimar, não pode ser fogo: torna-se apenas carvão. O dharma do açúcar é a sua doçura. Se não há doçura, não pode ser açúcar, mas apenas pó. Assim, se nós não manifestarmos nossa consciência, não seremos dharma. Devemos, em tudo, seguir nossa consciência. Existem dois tipos de dharma: um é o dharma mundano, e o outro é o que se origina da divindade. Seguir a Vontade Divina é o verdadeiro dharma. Em tudo, a pureza do coração é importante. O primeiro passo é: o que ensinamos aos outros, devemos praticar. Esta é a verdadeira natureza humana. Qual é a razão para que verdade (sathya), retidão (dharma), paz (shanti), amor (prema) e não-violência (ahimsa) não estejam sendo preservados atualmente? A propagação e a publicidade destes valores está sendo feita, sem que os mesmos estejam sendo praticados.Vocês devem mostrar, pelo falar e pelo exemplo, que o caminho da auto-realização é o que conduz à alegria perfeita. Consequentemente, sobre vocês repousa grande responsabilidade: a de demonstrar por sua calma, serenidade, humildade, pureza e virtude, coragem e convicção em todas as circunstâncias, que o caminho por vocês percorrido os tornou pessoas melhores, mais felizes e mais úteis. Pratiquem. Demonstrem. (Sri Sathya Sai Bal Vikas - Maio/94)



Sathya Sai Baba



Fonte: Editado pelo S.S.S. Education in Human Values Trust - Bombay
https://www.sathyasai.org.br/citacoes-diversas
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/hindu%c3%adsmo-ganesh-adora%c3%a7%c3%a3o-divindade-1633815/

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

AUTOCONHECIMENTO PURIFICADO RADICAL


Consideremos todas as inúmeras coisas que podem dar errado em nossas vidas. Então, reflitamos sobre: como poderemos sair dessas catástrofes? O que pode curar essas feridas inevitáveis? Em cada caso, a resposta é 'o poder do Amor'. O amor é o que cura, o que nos renova, o que nos enche de esperança, o que nos liberta da prisão do nosso egoísmo.

Com a meditação aprendemos a ficar em silêncio, calmos, mais centrados e conscientes da presença do Amor de Deus em nossos corações. Este despertar ocorre por revelação, não por nossa manipulação. O que temos que fazer, no entanto, é ficar parado.

Sua presença não é apenas mais uma teoria, ou uma teologia especulativa. É uma presença pessoal e dinâmica que se encontra no coração de cada um de nós, que só se encontra se aceitarmos ficar quietos. A quietude é a porta pela qual entramos nesse estado de transcendência e encontramos a realidade.

Entrar nessa presença é muito simples e, ao mesmo tempo, é a coisa mais importante em nossas vidas. É a maior prioridade do nosso dia e cada fase da nossa vida é preenchida com a energia do Amor divino e isso significa que seremos constantemente curados. Estamos alcançando um estado de unidade inerente. Estamos constantemente sendo totalmente reconstruídos e, como resultado, estamos continuamente descobrindo novas forças para continuar vivendo com esperança na bondade de Deus e com a suprema confiança de que seu plano está operando em nossas vidas.

Devemos estar mais conscientes do destino que Deus nos dá e mais corajosos em responder a ele. Muitas vezes deixamos de ver isso. É como se estivéssemos sujeitos a forças totalmente arbitrárias em ação em nossas vidas. Mas o plano está aí e o plano para cada um de nós é que alcancemos essa maturidade, medida por nada menos que a plenitude de Cristo. A meditação nos ajuda a focar no coração do mistério divino e, a partir desse ponto, nos vemos dentro do próprio mistério divino – surge então um autoconhecimento purificado radical.



Fr. John Main, OSB




Fonte: do livro "O Coração da Criação", Canterbury Press, 2007
Traduzido para o espanhol por Lucía Gayón, e para o português por este blog.
PERMANECER EN SU AMOR - Coordenadora: Lucía Gayón - Ixtapa, México
www.permanecerensuamor.com - permanecerensuamor@gmail.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

EDUCARE - VERDADEIRO CONHECIMENTO


A educação não significa simplesmente fornecer informações. Aprendemos muitas coisas nos livros didáticos, mas talvez não possamos compreender o seu real significado. Antes de qualquer coisa, perguntem-se “Quem sou eu?”, “Quem sou eu?”, “Quem sou eu?”. Então terão a verdadeira resposta.

Ler livros e assimilar o conhecimento mundano não é grande coisa. Isso é somente conhecimento livresco. Vocês devem buscar o conhecimento sobre o seu próprio ser (o ser interno). Esse é o conhecimento verdadeiro. Esse é imutável e eterno. A Verdade é uma, somente, não duas. A Verdade é Deus. A Retidão é Deus. A Paz é Deus. O Amor é Deus.

"Educare" significa trazer para fora as qualidades latentes e os valores do âmago de nosso interior. Se as pessoas desenvolverem "Educare", todos serão unidos.



Sathya Sai Baba




Fonte: https://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/vectors/coruja-p%c3%a1ssaro-lendo-livro-estude-4783407/

VERDADE E LIBERTAÇÃO


Jesus, sem sombra de dúvida, é nosso libertador. Não como muitos pensam, na figura do senhor das guerras, que viria para atuar em questões políticas. Na realidade, sua proposta é muito mais abrangente.

Em seus ensinamentos, reuniu com maestria a simplicidade, o poder de síntese e a verdade iluminadora. Sabia da dificuldade de entendimento de seus irmãos mais novos, nós, mas não se deteve frente à nossa ignorância, que sabia ele ser passageira e compreensível dentro do nosso patamar evolutivo.

No "Encontrareis a verdade e ela vós libertará" (João 8:32), encontramos um belo exemplo da simplicidade, profundidade e objetividade de seus ensinamentos. Para encontrar algo, precisamos querer, ir ao encontro, estarmos abertos e atentos, enfim, buscar… No caso da verdade, a situação não é diferente.

Mas o que seria a verdade?

Para muitos filósofos a verdade é uma questão de ponto de vista. No dicionário, podemos encontrar as definições: estar de acordo com os fatos ou a realidade, ou ainda, ser fiel às origens ou a um padrão. Usos mais antigos incluíam o sentido de fidelidade, constância ou sinceridade em atos, palavras e caráter. Assim, "a verdade" pode significar o que é real, ou possivelmente real, dentro de um sistema de valores.

Enquanto a metafísica, a lógica e a filosofia discutem sobre a verdade, cada um de nós, de certa maneira, também concebe a ‘sua’ verdade, na subjetividade das experiências, crenças e capacidade de percebê-la.

Poderemos nos enganar se buscarmos a verdade somente nos aspectos materiais. Ou ainda mais triste, nos julgarmos donos absolutos dela. Assim agem os que não aceitam opiniões contrárias, os que estão fechados em suas distorcidas concepções do mundo e do outro.

Quando observamos o universo, suas criaturas e as leis harmoniosas que regem a vida de forma perfeita e justa, identificamos o amor de Deus como base de tudo o que existe. Dentro deste aspecto, poderíamos entender que se o amor está na base de tudo, ele seria a verdade. O que estaria de acordo com a afirmação de Jesus, quando diz que estaríamos libertos pela verdade.

O que poderia ser mais libertador do que o amor?

Quem ama serve e prossegue sem prender-se, não aguardando elogios, reconhecimento ou gratidão. Faz o bem pelo simples prazer de ver a felicidade do outro. Encontra na falta de entendimento do semelhante oportunidade bendita de trabalho e semeadura. Semeia, mas não se prende pela colheita, pois entende que tudo pertence a Deus. Dirige, mas não busca o domínio tirano e escravacionista sobre as consciências, pois permite que o outro possa crescer, mesmo que por escolhas diferentes das suas.

Quem ama verdadeiramente sabe usufruir das riquezas materiais com justiça e bondade, pois já reuniu dentro de si mesmo a certeza de que só há uma verdade absoluta, o AMOR…



Umberto Fabbri




Fonte: Correio News - https://correio.news/reflexoes/verdade-e-libertacao
O Correio.news é o canal de mídia digital do jornal Correio Fraterno, que há 50 anos acompanha o espiritismo no Brasil e no mundo. O Correio.news está ligado à editora Correio Fraterno e ao Lar da Criança Emmanuel, instituição filantrópica de São Bernardo do Campo, SP, que em 60 anos já atendeu milhares de crianças e jovens da comunidade ao redor, oferecendo educação e orientação às famílias para que construam hoje um futuro diferente.
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

ALCANÇANDO A LUZ ATRAVÉS DA MEDITAÇÃO


A meditação e o constante retorno a ela, todos os dias de nossas vidas, é semelhante a traçar um caminho para a realidade. Uma vez que conhecemos nosso lugar, começamos a ver tudo sob uma nova luz, porque nos tornamos quem realmente somos. E, ao nos tornarmos quem somos, podemos ver tudo como é e, assim, podemos ver os outros como eles realmente são. É através da experiência e da prática que aprendemos a estar enraizados em nosso ser essencial. Aprendemos que estar enraizado em nosso ser essencial é estar enraizado em Deus, o autor e princípio de toda a realidade. Ao acessar a realidade e nos tornar quem somos, nos libertamos de todas as imagens que constantemente nos inundam. Não temos que ser a imagem que os outros têm de nós, mas simplesmente ser a pessoa real que somos.

Meditar é exigente. Devemos aprender a meditar quer tenhamos vontade ou não, quer chova ou faça sol; independe do dia que temos. Na visão cristã da meditação, perspectiva adquirida a partir das palavras de Jesus, encontramos a realidade do grande paradoxo que Ele ensina: se queremos encontrar nossas vidas, temos que estar dispostos a perdê-las. Isso é exatamente o que fazemos quando meditamos. Nós nos encontramos porque estamos dispostos a nos abandonar nas profundezas que são as profundezas de Deus.

Reflita sobre estas palavras da primeira carta de São João sobre a jornada de sua vida: “Nosso tema é a palavra de vida. Esta vida tornou-se visível; nós vimos e somos testemunhas disso; aqui e agora anunciamos a vocês a vida eterna que habitava no Pai e que se tornou visível para nós. Anunciamos a você o que vimos e ouvimos, para que juntos você e nós possamos compartilhar, em uma vida comum, a vida que compartilhamos com Deus. Esta é a mensagem que dele ouvimos e que vos transmitimos: Deus é luz e nele não há trevas.” (1Jo 1,1-5)

Nossa missão como cristãos é alcançar essa luz e assim abandonar definitivamente todas as trevas. O caminho para essa luz é o caminho para a humildade em silêncio; é o caminho do mantra.*

* Caminho do mantra (detalhes): https://coletaneas-espirituais.blogspot.com/2022/09/mantra-duas-maneiras-de-ser-particula-e.html




Carla Cooper





Traducido por WCCM España
Fonte: Trecho de "O CORAÇÃO DA CRIAÇÃO": Meditação, uma maneira de liberar Deus no mundo (Norwich: Canterbury 2007), pp 10-11.
Via: WCCM Espanha - Comunidad Mundial para la Meditación Cristiana - http://wccm.es/
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/orar-est%c3%a1tua-de-buda-rezar-a-medida-5183164/

MANTRA - DUAS MANEIRAS DE SER: PARTÍCULA E ONDA


John Main, ... falando sobre “o medo mais obsessivo do homem: isolamento e solidão, e de que o mundo seja, ele próprio, apenas um terrível engano”. Ele continua, afirmando que isto é “uma imagem absurda e errônea da realidade”, que é “dissolvida pela força absoluta, do puro poder, do amor de Deus”. Experimentamos por meio da oração "que a condição básica do homem não é a da separação, mas da comunhão, ser-com". Como é que a oração / meditação faz isso? Como isso nos leva da falta de sentido para o sentido pleno da realidade?

O ponto importante aqui é o papel desempenhado pela ATENÇÃO. John Main sabia disso intuitivamente, e por experiência própria. Daí a ênfase que ele deu ao seu conselho: apenas repita sua palavra (MANTRA). O quão certo ele estava, agora foi provado pela neurociência. A pesquisa mostrou que, prestando atenção concentrada em nosso mantra, passamos da utilização do hemisfério esquerdo cérebro para o modo do hemisfério direito do cérebro. O cérebro tem a capacidade de acessar duas formas complementares de interpretar a realidade.

Talvez uma analogia com a física quântica possa nos ajudar a compreender esses dois aspectos diferentes de nossa consciência mais ampla. Experimentos mostraram que uma partícula subatômica, um elétron, exibe propriedades de 'partícula' e propriedades de 'onda', dependendo da configuração experimental, das circunstâncias através das quais examinamos a realidade: "Temos que lembrar que o que observamos não é a própria natureza, mas a natureza que se manisfesta ao nosso método de questionamento". (Heisenberg)

Uma vez que somos compostos de elétrons, poderíamos entender isso como também se aplicando a nós. Dadas as circunstâncias em que nos encontramos, metaforicamente falando, ou exibimos nossa natureza de "partícula", ou nossa natureza de "onda". Quando tratamos de nossos negócios diários, nos identificamos com nossa natureza de 'partícula'; estamos em nosso manifesto aspecto físico de 'matéria', governado pelo 'ego' - separados, lutando pela sobrevivência. Quando entramos na solitude e silêncio internos, nos conectamos com nossa natureza de 'onda', e no centro está nosso verdadeiro ‘eu’, 'Self', através do qual estamos conectados com a realidade de 'onda' de toda a humanidade, a criação, o Cosmos, o Divino.

Nosso lado esquerdo do cérebro fixa-nos em nossa natureza de 'partícula' e nosso lado direito do cérebro acessa nossa natureza de 'onda'. Podemos estar fixos no tempo e no espaço, ou em um estado de mudança fluida. Quando estamos preocupados com questões tais como, 'Como somos neste momento em particular? Qual é a nossa posição na vida? Qual é a nossa aparência? ', restringimos nosso ser e consciência à nossa natureza de "partícula", focada em nossa personalidade superficial separada, julgando e avaliando. No entanto, quando nossa consciência não está ocupada com pensamentos específicos, quando ligamos nosso hemisfério direito, fazemos conexões instintivas e nos tornamos intuitivamente cientes da unidade subjacente; estamos em nossa natureza de 'onda'. Tocar nesse aspecto da realidade leva ao conhecimento verdadeiro e experiencial: "de que somos e estamos em Deus, e de que n'Ele descobrimos a nossa identidade essencial, e o nosso singular significado.



Kim Nataraja




Fonte: Comunidade Mundial para a Meditação Cristã - Brasil
https://www.wccm.com.br/cartas/82-ano-3/1178-carta-320
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/vectors/espalhamento-mec%c3%a2nica-qu%c3%a2ntica-145104/

NENHUMA AÇÃO É ISENTA DE CONSEQUÊNCIAS


Nada do que fazeis fica sem consequências. Imaginai que, há umas centenas de anos, um homem cavou um sulco na montanha para levar água ao seu jardim. Pouco a pouco, sob o efeito das condições atmosféricas – chuva, vento, gelo, Sol... – esse sulco foi ficando mais largo e mais fundo, e agora é um vale! De igual modo, quando fazeis um gesto, pronunciais uma palavra, lançais um olhar ou ofereceis um sorriso, cada um desses movimentos inscreve-se na matéria astral, e todas as forças do mundo psíquico trabalham, como as forças da Natureza, para moldar essa matéria. Se tiverdes inscrito algo de bom, após um certo tempo vivereis em alegria e em paz... Mas, se tiverdes inscrito algo de negativo, atenção!... Evidentemente, os resultados não aparecem logo, mas tende paciência e vereis os sulcos que traçastes nos vossos corações, nos vossos intelectos e nas vossas almas tornarem-se autênticos vales: vales de lágrimas ou de alegrias!



Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

DO PRINCÍPIO INTELIGENTE DOS ANIMAIS AO ESPÍRITO HUMANO


Essa questão já preocupava Kardec, que a expõe aos amigos espirituais nas questões 606a, 607 e 607a de "O livro dos Espíritos", tendo como resposta a informação de que é nesses seres (os animais) que o princípio inteligente se elabora e ensaia para a vida, até sofrer uma transformação para se tornar Espírito. Mais detalhes sobre esse processo são encontrados em "A Gênese", de A. Kardec, cap. XI, itens 15 e 16, onde lemos:

"Corpos de macacos teriam sido muito adequados a servir de vestimentas aos primeiros Espíritos humanos, necessariamente pouco avançados, que vieram encarnar-se na Terra [...], como não há transições bruscas na natureza, é provável que os primeiros homens que apareceram sobre a Terra pouco diferissem do macaco em sua forma exterior e, sem dúvida, também quanto à sua inteligência."

A primeira coisa que nos chama a atenção nesse texto é a informação de que os primeiros Espíritos humanos que encarnaram em nosso planeta teriam se servido de corpos de macacos, pois isso estaria dentro da estrutura da Metempsicose, doutrina da transmigração das almas, de um corpo para outro, havendo a possibilidade de Espíritos humanos reencarnarem em corpos de animais, o que a Doutrina Espírita não aceita (vide questão n. 612 de "O livro dos Espíritos"). Ficamos, então, diante de duas informações, constantes de obras da codificação, que aparentemente se contradizem. No entanto, encontramos dados conciliadores:

• LE 609 – "Não há transição brusca, há sempre anéis que ligam as extremidades da cadeia dos seres e dos acontecimentos".

• LE 611 – "No momento em que o princípio inteligente [...] entra no período de humanidade, não tem mais relação com o seu estado primitivo e não é mais a alma dos animais, como a árvore não é a semente".

• GE XI.23 – "[...] passando pelos diversos graus da animalidade – seu período de incubação [...] haveria, assim, uma filiação espiritual, como há uma filiação corporal".

O exposto em a "Hipótese sobre a origem do corpo humano", como Kardec ("A Gênese", XI, 15 e 16) coloca, portanto, é bastante razoável, ao considerar:

"Sob a influência da atividade intelectual de seu novo habitante (princípio inteligente que se encontrava entrando no período de humanidade), o envoltório (corpo de macaco) se modificou [...]. Os corpos aperfeiçoados, ao procriarem, deram origem a uma nova espécie que, pouco a pouco, se afastou do tipo primitivo [...]. O Espírito do macaco, que não foi aniquilado, continuou a procriar corpos de macacos [...] o tronco se bifurcou [...]."

É de se imaginar, no contexto da hereditariedade, o trabalho preparatório realizado pelos orientadores desse processo no plano maior. Basta referir o relatado por André Luiz ("Evolução em Dois Mundos", cap. X):

"É assim que, atingindo os alicerces da humanidade, o corpo espiritual do homem infraprimitivo demora-se longo tempo em regiões espaciais próprias, sob a assistência dos Instrutores do Espírito, recebendo intervenções sutis nos petrechos da fonação para que a palavra articulada pudesse assinalar novo ciclo de progresso."

O que foi exposto em "A Gênese", de Kardec, encontra hoje confirmação nos estudos de historiadores ("Sapiens - Uma breve história da humanidade", Y. N. Harari) e de antropólogos ("A saga da humanidade", W. Neves), segundo os quais as várias espécies do gênero humano teriam sua origem no Australopithecus afarensis (austral = sul, pithecus = macaco), espécie de macaco de posição tendendo a ereta que teria vivido no Sul da África há cerca de 3,2 milhões de anos (Figura 1).

Há de se perguntar, das primeiras espécies que emergiram do Australopithecus, qual delas já poderia ser considerada propriamente humana! Por exemplo, o Homo habilis (viveu há 2,3 milhões de anos), apesar de ter sido chamado de Homo, atualmente é rejeitado por muitos pesquisadores como pertencente ao gênero humano, por ter características morfológicas mais parecidas com as do Australopithecus (Figura 1).
Figura 1. Idealização, com base na estrutura óssea dos fósseis encontrados, da figura do Australopithecus afarensis (à esquerda) e do Homo habilis (à direita). Nota-se neste o pequeno desenvolvimento do neurocrânio (parte da estrutura óssea da cabeça correspondente à cavidade craniana, que contém o encéfalo) em comparação ao desenvolvimento mais pronunciado do viscerocrânio (parte da estrutura óssea da cabeça correspondente à face) Fonte: Google imagens.



Comparativamente às características da nossa espécie – Homo sapiens –, sem dúvidas o Homo eretus é o que já corresponderia ao padrão humano. Com essas informações, somos levados a concluir que as espécies intermediárias entre o Australopithecus e o Homo eretus correspondem ao enunciado em "A Gênese", A. Kardec, XI,16: "[...] como não há transições bruscas na natureza, é provável que os primeiros homens que apareceram sobre a Terra pouco diferissem do macaco em sua forma exterior e, sem dúvida, também quanto à sua inteligência”.

Quando nos referimos à essência espiritual do Homo habilis, seria adequado falarmos em princípio inteligente ou em Espírito? Em "O Livro dos Espíritos", questão 611, pode-se ler: "No momento em que o princípio inteligente [...] entra no período de humanidade, não tem mais relação com o seu estado primitivo e não é mais a alma dos animais, como a árvore não é a semente". Na visão antropocêntrica, esses dizeres podem parecer sugestivos de que não existe qualquer vínculo do ser humano com os animais. Entretanto, há de se considerar que, além do Criador, só existem dois elementos no Universo: o Espírito e a matéria ("O Livro dos Espíritos", questão 27). Não sendo matéria, conclui-se que o princípio inteligente (dos animais) se encontra na mesma categoria do Espírito (humano).

Com o recurso de uma metáfora, vamos comparar uma semente de laranja a uma laranjeira. Quanto à forma e ao estágio de desenvolvimento, são diferentes, mas se o critério for a essência, veremos que ambas se correspondem e diferem da essência do abacaxi, da uva ou da melancia. Com esse mesmo raciocínio, podemos concluir que o princípio inteligente (dos animais) e o Espírito (humano) encontram-se em diferentes estágios de conformação e de estágio evolutivo, mas correspondem, ambos, à mesma essência ("O Livro dos Espíritos", questões n. 606a e 607).

Mais importante que a tentativa de uma resposta adequada ao dilema proposto é a evidência de que a transformação do princípio inteligente em Espírito representa um processo dentro do qual, para uma grande faixa limítrofe com o Australopithecus, permanece a dúvida. Não por outra razão, André Luiz ("Evolução em Dois Mundos", cap. X) refere-se à criatura que ocupa essa faixa como “homem infraprimitivo”, sendo nesse indivíduo que os artífices do plano maior investiram intensamente para o progresso de sua evolução e consequente eclosão do gênero humano. Assim, o autor espiritual continua:

"Aprende então o homem, com o amparo dos Sábios Tutores que o inspiram, a constituição mecânica das palavras [...] para a criação, enfim, da linguagem convencional, com que reforça a linguagem mímica e primitiva, por ele adquirida na longa viagem através do reino animal."

No item seguinte, “Pensamento contínuo”, André Luiz ("Evolução em Dois Mundos", cap. X) esclarece:

"Pela compreensão progressiva entre as criaturas, por intermédio da palavra, fundamenta-se no cérebro o pensamento contínuo e, por semelhante maravilha da alma, as ideias-fragmentos da crisálida de consciência, no reino animal, se transformam em conceitos e inquirições, traduzindo desejos e ideias de alentada substância íntima."

Quanto ao despertar do senso moral, ensina André Luiz ("Evolução em Dois Mundos", cap. X):

"Começando a fixar o pensamento em si mesmo [...] [o homem infraprimitivo] passa a exteriorizar, inconscientemente, as próprias ideias e, durante o sono comum, a desprender-se do carro denso de carne [...] para receber, junto do corpo adormecido, a visita dos Benfeitores Espirituais que o instruem sobre as questões morais. A vida moral começa a ocupar-lhe o crânio [...].

No ("Evolução em Dois Mundos", cap. XI), “Evolução morfológica e moral”, André Luiz complementa:

"A evolução prosseguiu [...]. O crânio avançou [...] os braços refinavam-se, as mãos adquiriam excelência táctil, os sentidos progrediam [...]. Assim, interpreta a importância de sua presença na Terra [...]. Incorporando a responsabilidade, pela consciência desperta, os princípios de ação e reação funcionam [...] assegurando-se a liberdade de escolha e impondo-lhe os resultados respectivos.



Dr. Carlos Eduardo Accioly Durgante
Dr. Paulo Rogério Dalla Colletta de Aguiar
(organ.)



Fonte: do livro "Psiquiatria Iluminada - As contribuições de André Luiz pela psicografia de Chico Xavier", 1ª Ed., 2021
Conversão para ebook: Cumbuca Studio
Associação Médico-Espírita do Brasil/AME-Brasil - São Paulo (SP)
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amebrasil@amebrasil.org.br
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/evolu%c3%a7%c3%a3o-intelig%c3%aancia-artificial-3885331/

A QUESTÃO FEMININA NA INICIAÇÃO

Todas as Tradições nos ensinam que o acaso não existe, que a manifestação seja somente unida e participante de um único plano providencial e geral, e diferenciado em partes desiguais e que se harmonizam entre seus dias. Que as duas partes sejam complementares não significa que sejam iguais nem intercambiais, significa que no drama de sua existência uma parte é necessária à outra. A desigualdade entre as partes depende dos seus diversos modos de ser. A lei da manifestação é a diversidade e, portanto, duas partes não podem ser iguais sem que uma elimine a outra.

Assim a existência de uma “criatura” é determinada pelo próprio modo de ser e a diferença física vai de acordo com a correspondente de uma diferença espiritual. Não se é homem ou mulher fisicamente se não se o é espiritualmente. O sexo não é outro que uma consequência de uma variação inicial. No momento da separação algumas qualificações essenciais foram atribuídas ao macho e outras a fêmea, determinando dois diversos modos de ser e duas diversas funções. O macho e a fêmea, distanciando-se do Centro Divino, se tornaram involuídos na materialidade adquirindo características, que vez por outra, foram apensadas (acrescentadas, reunidas, incorporadas) e tornaram-se grosseiras e distorcidas qualificações de que foram dotados na origem. Além disso, o macho e a fêmea são postos em contínua oposição entre si e em recíproca procura de uma integração que até hoje se expressa somente na prevaricação de um ser sobre o outro; é a fonte de confusão entre os dois. Isto tem acentuado sempre mais os sinais da “queda” até os nossos dias, onde não são nem macho nem fêmea, mas híbridos, quebrados, despedaçados, porque são necessários num e noutro ser para recompor a essência específica, restituindo nos dois seres as suas especificas qualificações e funções originais, que podemos indicar, sinteticamente: “virilidade espiritual” para o macho e “espiritualidade feminina” para a fêmea.
O despertar de tais qualificações, segundo a Tradição, pode vir seguindo duas vias que, separadas ou unidas, deverão ser diversas para cada uma das duas. É necessário que na reconstituição harmônica e ordenada de cada um dos dois seres, que sigam uma "via iniciática" semelhante, mas não iguais, voltando a exaltar no macho todos os valores perfeitamente machos e na fêmea todos os valores perfeitamente fêmeos, para que ao término possamos reconduzi-los ao ponto de origem onde os Dois formarão Um.

Vale a pena recordar que, segundo a Tradição, o rito consiste em uma ação sacrificial na qual intervém forças do alto e forças de baixo, ocultas e sutis, voltadas imediatamente à purificação da personalidade humana.

Havíamos dito que a lei da manifestação é a diversidade. Podemos também afirmar, como Julius Evola, que a diversidade não provoca retorno idêntico, e que as várias partes do todo retornem promiscuamente unas, mas quer que tais partes sejam sempre mais SI MESMO exprimindo sempre mais o próprio modo de ser.

Na Tradição helênica, macho é o uno, isto é, em si mesmo, fêmea é a dualidade, princípio do outro ser.

Na Tradição hindu macho é o espírito impassível (purusha), fêmea é prakriti, matriz de toda forma condicionada.

Na Tradição oriental o princípio masculino (yang) se refere a “virtude do céu” enquanto o princípio feminino (yin) se refere a “virtude da terra”.

Na Tradição bíblica, Eva, como imagem de Narciso, representa a força universal em forma sedutora. Adão, como Narciso, representa a força do ser seduzido ao desejo de conhecimento. Através da iniciação as duas forças resultam sublimadas e transmutadas. (...)

Em matéria iniciática não se trata de igualdade nem desigualdade entre dois seres, que diante de toda a manifestação tem cada um os próprios valores e a própria dignidade, se trata de diversidade e necessidade. (...)



Sebastião Caracciolo

(Sebastião Caracciolo, falecido Hierofante do Supremo Conselho Adriático, mantenedor do Rito maçônico de Mizraim-Memphis. Trecho retirado do seu livro "A Ciência Hermética", Edição e tradução APROMM, pp. 45 e 46.)



Fonte do texto e da gravura: http://martinismocuraecaridade.blogspot.com/

ORA ET LABORA - TRABALHO E ORAÇÃO


O trabalho e a oração eram para os Padres e Madres do Deserto o caminho para alcançar a oração incessante: “Aquele que acompanha sua oração com as suas obrigações e as suas obrigações com a oração, reza incessantemente. Só assim é possível cumprir o mandato de rezar sempre. Consiste em observar a existência cristã como uma única grande oração. O que costumamos chamar de oração é apenas uma parte disso.” (Orígenes, “Tratado sobre a Oração”)

É importante lembrar que, tanto no deserto egípcio quanto nos mosteiros, os monges eram completamente autossuficientes: os monges e as monjas cultivavam seus alimentos, cuidavam de suas construções e da saúde e bem-estar de seus irmãos e irmãs e a comunidade que os cercava. Os Padres e Madres do Deserto também trabalhavam para se sustentar; faziam cordas, teciam tapetes e cestos e faziam sandálias que depois vendiam no mercado para comprar as necessidades da vida. Alguns trabalhavam como diaristas no fértil vale do Nilo ou no processo de tecelagem de linho. Até os convidados, depois de uma semana de carência, tinham que trabalhar. Eles desaprovavam aqueles que usavam a oração como desculpa para não trabalhar.

Alguns monges vieram ver o abade Lucius e disseram: “Não trabalhamos com as mãos; obedecemos à ordem de Paulo de orar incessantemente”. O velho perguntou-lhes: "Vocês não comem nem dormem?" Eles responderam: "Sim, nós o fazemos". Ele disse: "Quem ora por vocês enquanto dormem? Com licença irmãos, mas vocês não praticam o que dizem. Eu vou mostrar-lhes como eu rezo sem parar, mesmo que eu trabalhe com minhas mãos: Com a ajuda de Deus, pego algumas palmas e me sento para tecê-las, dizendo: 'Com sua imensa bondade, tem misericórdia de mim, ó Deus; perdoe minhas ofensas com sua infinita misericórdia.'" Ele lhes perguntou: "Isto é oração ou não?" Eles responderam: "Sim, é". E ele continuou: "Quando trabalho e oro em meu coração por um dia inteiro, eu ganho cerca de 16 pences. Dois deles eu deixo do lado de fora da minha porta e com o resto compro comida. Aquele que encontra os dois pences do lado de fora da minha porta reza por mim enquanto eu como e durmo. E assim, com a ajuda de Deus, rezo incessantemente."

Neste mundo moderno, todos podemos combinar trabalho e oração através da meditação, o que de fato leva à oração incessante: "Normalmente começamos recitando o mantra, mas à medida que avançamos descobrimos que é preciso menos esforço para perseverar em repeti-lo ao longo do tempo da nossa meditação. Então, parece que não estamos tanto pronunciando o mantra em nossas mentes, mas deixando que ele ressoe em nossos corações. É neste momento que nossa meditação realmente começa: em vez de dizer ou deixar o mantra ressoar, começamos a escutá-lo a cada momento com uma atenção cada vez mais profunda." (John Main, “Uma Palavra Silenciada”)

A partir desse momento, mesmo fora do nosso tempo de meditação, estamos conscientes do mantra que está ressoando em nosso ser, independentemente do que estamos fazendo. No trabalho, quando o silêncio cai de repente, ouvimos nosso mantra ressoando por todo o nosso ser; quando acordamos à noite, lá está ele. É a nossa âncora no meio das tempestades da vida.



Kim Nataraja




Fonte: WCCM Espanha - Comunidad Mundial para la Meditación Cristiana
Traducido por WCCM España
http://wccm.es/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

O FOGO QUE QUEIMA AS IMPUREZAS


Se os humanos não sofressem, jamais se decidiriam a transformar-se. Por isso, em vez de se revoltarem contra o sofrimento, deveriam compreender a sua utilidade, pois o sofrimento é um fogo que queima as impurezas. O fogo possui uma propriedade que se deve conhecer: nunca destrói o que é da mesma natureza que ele. Quando penetra no homem, ele queima somente as suas impurezas; a matéria que é pura não é consumida, resiste ao fogo e torna-se luminosa, porque vibra em uníssono com ele. É essa matéria que forma o corpo da glória, o corpo de luz de que falam as Escrituras. Quando o Iniciado consegue acender o fogo divino em si, inflama a matéria do seu ser e fá-la brilhar como um Sol.


Omraam Mikhaël Aïvanhov



Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

INTROVERSÃO EQUIVOCADA E VERDADEIRA INTERIORIDADE


Sempre existiu um grande perigo, que existe hoje, especialmente para nós em nosso mundo autoconsciente e narcisista, de introversão equivocada, falsa autoanálise, em vez de verdadeira interioridade. A alta prevalência de lesões sofridas psicologicamente e socialmente aumenta esse perigo e requer tratamento gentil e compassivo. Ser verdadeiramente interno é o oposto de ser introvertido. Na percepção da presença interior, nossa consciência muda, transforma-se para que não sejamos mais os mesmos; já não nos vemos da mesma forma, antecipando ou lembrando sentimentos, reações, desejos, ideias ou sonhos. No entanto, estamos nos transformando em algo mais. E isso é sempre um problema para nós.

Seria mais fácil pensar que poderíamos deixar a introspecção se soubéssemos para onde estávamos indo. Se tivéssemos apenas um objeto no qual fixar nossa atenção. Se Deus pudesse ser representado por uma única imagem. Mas o verdadeiro Deus nunca pode ser uma imagem. As imagens de Deus são deuses. Formar uma imagem de Deus é simplesmente restaurar uma imagem que temos de nós mesmos. Ser verdadeiramente interior, abrir os olhos do coração, significa viver sem a visão das imagens. Isso é fé e é a visão que nos permite “contemplar Deus”. Na fé, a atenção é controlada por um novo Espírito, não pelos espíritos de materialismo, egoísmo ou auto-sobrevivência, mas pelo espírito de fé, que por sua natureza é um espírito despossuído.

É um constante desapego, abdicar continuamente das recompensas da própria resignação, que, sendo mais valiosas, tornam ainda mais necessária a nossa volta. Podemos vislumbrá-lo lembrando todos aqueles momentos ou fases de nossa vida em que experimentamos grande paz e alegria e reconhecendo que não foram momentos de posse, mas de entrega aos outros ou a algo, nos quais nos abandonamos para nos dar para outros. O passaporte para o Reino exige a condição de pobreza. No entanto, aprender a centrar-se nos outros é uma disciplina que exige uma atitude de discipulado e implica uma vida de "ascetismo". Não há nada mais difícil do que aprender a desviar a atenção de nós mesmos. Todos nós constantemente tendemos a deixar nossa atenção vagar de volta para a autoconsciência, o egocentrismo e as distrações. Há, portanto, uma verdade simples a descobrir: quando fixamos nossa atenção em Deus, com a visão da fé, tudo nos revela Deus.



Fr. Laurence Freeman, OSB
Carla Cooper (Organ.)



Fonte: do livro “THE SELFLESS SELF”: “The Power of Attention”
Norwich: Canterbury Press, 2008, pp. 31-35
Traducido por WCCM España
Via: WCCM Espanha - Comunidad Mundial para la Meditación Cristiana - http://wccm.es/
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/photos/anjo-cemit%c3%a9rio-parque-escultura-348951/

EXPRESSÕES DA UNIDADE


Na realidade, a dualidade não passa de uma expressão da unidade. O número 1 é o primeiro e o único número. Só existe o número 1, é isto que é preciso compreender. E o que representam o 2, o 3, o 4?... Divisões do 1. Arbitrariamente, divide-se o 1 em 2, 3, 4, 5, 6... e cada divisão é apresentada como um novo número, quando não passa de um aspeto diferente do 1. O que é o 2? O 1 polarizado. Pegai num ímã: ele está polarizado, mas não dividido, é um e continuará a ser um. Em parte alguma o 2 está separado do 1. Qualquer objeto, ou mesmo o ser humano, tem duas extremidades, dois polos, mas é sempre um. E o 3? Ora bem, são os dois polos que ficaram ligados e que agem um sobre o outro para produzirem um ser, uma força ou um objeto, que é o 3; mas o 3 também não está separado do 1. E o 4, o 5, também são novos aspetos do número 1; individualmente, eles não existem, só o 1 existe.



Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: https://pixabay.com/pt/illustrations/matriz-tecnologia-dados-digital-3109378/

O MENOR É O MAIOR


"Todo o que receber este menino em meu nome, a mim recebe; e todo o que me receber, recebe aquele que me enviou. Porque aquele que entre vós todos é o menor (pela sua humildade), esse é o maior (no reino dos céus).... porque aquele que dentre vós for o menor de todos, esse é que é grande." (Lc 9,48)


Essa colocação também pode ser vista como uma alusão aos complexos que se revezam entre a consciência e o inconsciente. Quando atribuímos poder ao ego, inflacionando-o, reduzimos a capacidade de aprender pelo Self. Quando diminuímos o poder do ego, ampliamos a capacidade do Self em apreender a realidade. O indivíduo ao elevar-se sem méritos, atribui poder ao ego, inflando-o; dessa forma, vive-se a vida do ego, e não a do Self. Quem deliberadamente exalta suas qualidades, mesmo que as possua, torna-se orgulhoso e vaidoso de si. Esse orgulho cada vez mais estimulado inibe o conhecimento de si mesmo e impede a percepção da sombra, isto é, de suas qualidades negativas e do que desconhece da própria personalidade.

A psicologia do Cristo é cristalina quando a aplicamos ao nosso mundo interior. Não há como fugir de si mesmo. A humildade facilita o processo de autopercepção e de manifestação do Self. O orgulho embota a visão do Espírito, cegando-o à compreensão da realidade.

Quando o orgulho aparece, através da auto-elevação do ego, surge a primazia de uma das personas consolidadas nas encarnações anteriores. Essas personas inconscientes se tornam uma espécie de sub-personalidade. O indivíduo vive artificialmente pela manifestação de uma sub-personalidade, emergida pela energia demasiada atribuída ao ego que lhe dá sustentação. Essa sub-personalidade é nucleada por um ou mais complexos. Como exemplo podemos ver nas pessoas que, em outras encarnações estiveram em posições sociais importantes, mas que na atual encarnação não ocupam lugar de destaque na sociedade, poderá permitir que, pela inflação do ego, essa sub-personalidade assuma a consciência.

Quando não adicionamos excessiva energia ao ego, ampliamos a percepção de nossas próprias limitações, permitindo que enxerguemos a nossa sombra, antes inconsciente.

Da mesma forma, a simplicidade facilita a percepção dos complexos inconscientes, trazendo-os equilibradamente à consciência sem que eles predominem sobre o ego. Na humildade o verdadeiro Eu sobressai-se, para que o Espírito possa crescer, desenvolver-se e alcançar sua plenitude.



Adenáuer Marcos Ferraz de Novaes




Fonte: do livro "Psicologia do Evangelho"
Fundação Lar Harmonia, Salvador, BA, 1999
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FELICIDADE PERENE


Acontece a toda a gente: sentir-se feliz, mas por muito pouco tempo! Estar feliz porque se obteve o que se desejava – sucesso, vantagens materiais ou mesmo o amor de um homem ou de uma mulher – não é realmente a felicidade, porque nunca se pode estar certo de que isso vai perdurar. A verdadeira felicidade assenta numa compreensão correta. Os Iniciados sempre insistiram no fato de a felicidade ser um estado de consciência que resulta da maneira como se sente e se compreende as coisas. Os humanos não poderão ser felizes enquanto o seu intelecto e o seu coração forem um campo de batalha em que se defrontam pensamentos e sentimentos caóticos e devastadores. O trabalho dos Iniciados sempre foi o de ensinar aos humanos a sabedoria e o amor, porque da luz do intelecto e do calor do coração nasce o movimento harmonioso, uma atividade construtiva, equilibrada. E isso é que é a felicidade.



Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

INSTRUMENTOS DE COMUNHÃO


É muito comum nos encontrarmos subitamente fora de nós mesmos, um tanto exteriorizados, longe da percepção da presença divina ou com sentimento de solidão, como se Deus fosse um estranho inacessível, alguém distante do nosso cotidiano.

Nesses momentos tendemos a esquecer o que é importante, ficamos preocupados com isso ou aquilo e a preocupação é o saldo resultante. A confiança parece ausente e uma perda imediata de força nos rouba a vitalidade, enquanto a mente escurece ao ritmo de pensamentos tempestuosos.

... Examinamos diferentes ferramentas ou recursos que podemos usar para voltar para casa, refazer nossos passos e nos recolher novamente no eremitério interior. Esse recolhimento em princípio nada mais é do que uma mudança de atitude, uma posição que adotamos de espírito diante do que acontece.

Este retorno ao “modo orante” de viver, carregado de sentido e pleno de um sentido íntimo do sagrado, requer, em primeiro lugar, uma firme determinação. É preciso decidir em profundidade o rumo da vida, do próprio comportamento. Tomarei a inquietação como um chamado do espírito, como um aviso para parar e mudar a maneira como estou vivendo o momento? Ou assim que eu sentir desconforto, vou rapidamente "para fora" de mim procurando uma mudança nesta ou naquela situação?

Quando vivemos em paz de coração, muitas vezes descobrimos que não há nada a mudar nas situações ou que essas mudanças são muito mais fáceis de fazer do que imaginávamos. Existem diferentes métodos que podemos usar para retornar ao ser essencial que somos, mas essa decisão prévia que mencionamos é importante, pois nos poupa o exaustivo diálogo interno sobre o que fazer.

O que fazer? Nós já sabemos! Somente retorne ao sagrado que se encontra nas profundezas da alma. Então, se isso não é mais discutido em nossa mente, resta apenas trabalhar quando nos distanciamos de nós mesmos e da presença sagrada. Viver do espírito não implica negar o corpo ou negar a mente, mas integrar as diferentes funções de acordo com o desígnio original.

O corpo e a mente como instrumentos de comunhão e criação a serviço do espírito são maravilhosos. Mas se eles estão no comando, eles se tornam a mais cruel das ditaduras. Peçamos a graça da atenção vigilante, esse dom inestimável que nos mantém ligados ao Espírito Santo.



El Santo Nombre




Fonte: Blog El Santo Nome
https://elsantonombre.org
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal