segunda-feira, 11 de novembro de 2013

ALIANÇA DA CIÊNCIA E DA RELIGIÃO

A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral. Tendo, no entanto, essas leis o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se fossem a negação uma da outra, uma necessariamente estaria em erro e a outra com a verdade, porquanto Deus não pode pretender a destruição de sua própria obra. A incompatibilidade que se julgou existir entre essas duas ordens de ideias provém apenas de uma observação defeituosa e de excesso de exclusivismo, de um lado e de outro. Daí um conflito que deu origem à incredulidade e à intolerância.

São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo têm de ser completados; em que o véu intencionalmente lançado sobre algumas partes desse ensino tem de ser levantado; em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, tem de levar em conta o elemento espiritual e em que a Religião, deixando de ignorar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, como duas forças que são, apoiando-se uma na outra e marchando combinadas, se prestarão mútuo concurso. Então, não mais desmentida pela Ciência, a Religião adquirirá inabalável poder, porque estará de acordo com a razão, já se lhe não podendo mais opor a irresistível lógica dos fatos.

A Ciência e a Religião não puderam, até hoje, entender-se, porque, encarando cada uma as coisas do seu ponto de vista exclusivo, reciprocamente se repeliam. Faltava com que encher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse. Esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o Universo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo, leis tão imutáveis quanto as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres. Uma vez comprovadas pela experiência essas relações, nova luz se fez: a fé dirigiu-se à razão; esta nada encontrou de ilógico na fé: vencido foi o materialismo. Mas, nisso, como em tudo, há pessoas que ficam atrás, até serem arrastadas pelo movimento geral, que as esmaga, se tentam resistir-lhe, em vez de o acompanharem. E toda uma revolução que neste momento se opera e trabalha os espíritos. Após uma elaboração que durou mais de dezoito séculos, chega ela à sua plena realização e vai marcar uma nova era na vida da Humanidade. Fáceis são de prever as consequências: acarretará para as relações sociais inevitáveis modificações, às quais ninguém terá força para se opor, porque elas estão nos desígnios de Deus e derivam da lei do progresso, que é lei de Deus.




Allan Kardec




Fonte: do livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Ed. FEB
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

SÓ UMA PESSOA REBELDE É REALMENTE REVOLUCIONÁRIA

Perguntaram a Osho: Você pode falar mais um pouco sobre as qualidades de um rebelde? É a mesma coisa que o “novo ser humano”?

As qualidades do rebelde são multidimensionais. Primeiro, o rebelde não acredita em nada a não ser na própria experiência. A verdade dele é sua única verdade; nenhum profeta, nenhum messias, nenhum salvador, nenhuma santa escritura, nenhuma tradição antiga pode lhe dar a verdade. Eles podem falar sobre a verdade, podem fazer muito estardalhaço sobre a verdade, mas saber sobre a verdade não é conhecer a verdade. Saber sobre a verdade é o mesmo que tecer comentários em torno dela. Mas quem fica em torno nunca chega ao centro.

O rebelde não tem sistema de crença - crente ou ateu, hindu ou cristão. Ele é um investigador, um buscador. Mas é preciso entender algo bastante sutil: o rebelde não é um egoísta. O egoísta também não quer pertencer a nenhuma igreja, a nenhuma ideologia, a nenhum sis­tema de crença, mas a razão para ele não querer pertencer é comple­tamente diferente da razão do rebelde. O egoísta não quer pertencer porque pensa demais em si mesmo. Ele é egocêntrico; só consegue fi­car sozinho.

O rebelde não é egoísta, é totalmente inocente. A sua descrença não é uma atitude arrogante, mas uma abordagem humilde. Ele está simplesmente dizendo, “A menos que eu encontre a minha própria verdade, todas as verdades que emprestei dos outros são como um far­do para mim, elas não vão me libertar. Posso me tornar uma pessoa instruída, mas não conhecerei nada com o meu próprio ser. Não serei testemunha de nenhuma experiência”.

O rebelde não pertence a nenhuma igreja, a nenhuma organização, porque não quer ser apenas um imitador. Ele quer permanecer puro e imaculado para que possa buscar sem nenhum preconceito, de modo que possa permanecer aberto e sem nenhuma ideia preconcebida. Mas toda a abordagem é de uma pessoa humilde.

Um rebelde respeita sua própria independência e também res­peita a independência de todas as outras pessoas. Ele respeita a sua própria divindade e respeita a divindade de todo o universo. Todo o universo é seu templo - é por isso que ele abandonou os pequenos templos feitos pelo homem. Todo o universo são suas sagradas escri­turas - é por isso que ele abandonou todas as sagradas escrituras es­critas pelo homem. Mas não é por arrogância, é para empreender uma humilde busca. O rebelde é tão inocente quanto uma criança.

A segunda dimensão será não viver no passado, que não existe mais, e não viver no futuro, que não existe ainda, mas viver no presente com a máxima consciência e espírito alerta que se possa conseguir  Em outras palavras, viver consciente no momento. Normalmente vivemos como sonâmbulos. O rebelde tenta viver uma vida de consciência  A consciência é sua religião, a consciência é sua filosofia, a consciência é seu modo de vida.

A terceira dimensão é que o rebelde não está interessado em dominar os outros. Ele não tem avidez pelo poder, porque essa é a coisa mais feia do mundo. A avidez por poder destruiu a humanidade e não permite que ela seja mais criativa, que seja mais bela, que seja mais saudável, que seja mais inteira. E é essa avidez pelo poder que acaba levando aos conflitos, às competições, à inveja e finalmente às guerras.

A avidez por poder é a base de todas as guerras. Se você observar a história humana... toda a história humana não passa de uma história de guerras, do ser humano matando o ser humano. As razões mudaram, mas a mortandade continua. Parece que as razões são apenas desculpas. O fato real é que o ser humano gosta de matar.

Numa fábula de Esopo - e essas são as melhores fábulas do mundo  muito simples e cheias de significado -, uma ovelhinha está bebendo água de um riacho das montanhas, com água limpa e cristalina. Um leão enorme se aproxima e, naturalmente, se interessa pela ovelha - é hora do café da manhã. Mas ele tem que encontrar uma desculpa para o seu comportamento, então diz à ovelha, “Você está sujando o riacho. Não entende que eu sou o rei da selva?”

A pobre ovelhinha diz, “Mas Sua Alteza, estou bebendo água num trecho mais abaixo do rio, por isso, mesmo que eu suje a água, ela está correndo rio abaixo - não na sua direção. O senhor está tornando- a suja e eu estou bebendo essa água. Por isso sua lógica está errada”.

O leão viu que a ovelha tinha razão e ficou com muita raiva. Disse  “Você não tem respeito pelos mais velhos. Está discutindo comigo”.

A pobre ovelha rebateu, “Não estou discutindo, estou simplesmente constatando um fato. O senhor pode ver para onde a água está correndo”.

O leão se calou por um momento e então disse, “Agora eu me lembro. Você pertence a uma família muito pouco instruída e mal educada  O seu pai me insultou ontem”.

A pobre ovelha disse, “O senhor deve estar falando de outra pessoa  porque o meu pai morreu há três meses e o senhor deve saber que ele está na sua barriga. Ele não está mais vivo porque o senhor o almoçou. Como ele pode tê-lo desrespeitado? Ele está morto!”

Aquilo foi demais. O leão pulou sobre a ovelha e agarrou-a, dizendo  “Você não tem modos, não conhece as regras de etiqueta, não sabe se comportar”.

A ovelha disse, “O fato é que é hora do almoço. Simplesmente me devore, não precisa inventar mais desculpas”.

Uma fábula tão simples! Esopo fez milagres. Ele disse muita coisa sobre o ser humano.

Um rebelde vive simplesmente no momento, com percepção, sem nenhum desejo de dominar. Ele não tem nenhuma ânsia de poder. É um cientista da alma - essa é a quarta dimensão. Assim como a ciência usa a dúvida, o ceticismo, a investigação, ele usa os mesmos métodos para a busca interior. A ciência os usa para a realidade objetiva, ele os usa para sua própria subjetividade. Mas ele não condena a dúvida  não condena o ceticismo, não condena a desobediência, não condena uma abordagem descrente da realidade. Ele mergulha dentro do seu próprio ser com uma mente científica.

A religião do rebelde não é supersticiosa, é científica. Sua religião não é a busca de Deus, porque começar com Deus significa que você já aceitou a crença e, se aceitou a crença, a sua busca está contaminada desde o princípio.

O rebelde penetra no seu mundo interior de olhos abertos, sem nenhuma ideia do que está procurando. Ele continua polindo sua inteligência. Continua tornando seu silêncio mais profundo, sua meditação mais profunda, para que o que quer que esteja oculto dentro dele venha à superfície; mas ele não tem ideias preconcebidas sobre o que está procurando.

Ele é basicamente um agnóstico. Essa palavra tem que ser lembrada  pois ela descreve uma das qualidades mais básicas. Existem crentes que acreditam em Deus, existem ateus que não acreditam em Deus e existem agnósticos que simplesmente dizem, “Não sabemos ainda. Vamos buscar, então vamos ver. Não podemos dizer nada antes de termos procurado em todos os recônditos do nosso ser”. O rebelde começa com “eu não sei”. É por isso que eu digo que ele é como uma criança pequena, inocente.

Dois garotinhos discutiam sobre a possibilidade de fugir de casa  “Mas se os nossos pais nos pegarem, vão bater em nós”, disse um deles.

“Então batemos neles também”, disse o outro.

“Mas não podemos fazer isso! A Bíblia diz que temos que honrar pai e mãe.”

“Tudo bem, então eu bato no seu pai e você bate no meu.”

Uma solução simples e inocente, sem nenhuma dificuldade!

O rebelde vive uma inocência infantil, e a inocência é o mais misterioso dos fenômenos. Ela abre as portas de todos os segredos da vida.

Só uma pessoa rebelde é realmente revolucionária e é verdadeiramente religiosa. Ela não cria uma organização, não cria um séquito  ela não cria igrejas.

Mas é possível que rebeldes possam ser companheiros de viagem; possam apreciar a companhia uns dos outros, possam gostar de dançar juntos, de cantar juntos, de chorar juntos, para sentir a imensidão da existência e a eternidade da vida juntos.

Eles podem se fundir num tipo de comunhão sem ter que renunciar à própria individualidade; pelo contrário, a comunhão de rebeldes fortalece a individualidade de todos, nutre a individualidade de todos, dá dignidade e respeito à individualidade de todos.




Osho, em "Transformando Crises em Oportunidades: O Grande Desafio Para Criar Um Futuro Dourado Para a Humanidade"




Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

ESFORÇO É DISTRAÇÃO DO QUE É

Devemos compreender o problema do empenho. Se pudermos compreender o significado do esforço, então podemos traduzi-lo em ação na nossa vida cotidiana. O esforço não significa uma luta para mudar o que é para o que não é, ou o que deveria ser, ou no que deveria se tornar? Estamos constantemente fugindo do que é, para transformá-lo ou modificá-lo. Aquele que está verdadeiramente contente é aquele que compreende o que é, que dá a correta significação ao que é. O verdadeiro contentamento não está em poucas ou muitas posses, mas na compreensão de toda a significação do que é. Apenas em passiva vigilância é compreendido o significado do que é. No momento, não estou falando da luta física com a terra, com construção ou um problema técnico, mas do empenho psicológico. As batalhas e problemas psicológicos sempre ofuscam o fisiológico. Você pode construir uma estrutura social meticulosa, mas enquanto a escuridão e o empenho psicológicos não forem compreendidos, eles invariavelmente subvertem a estrutura meticulosamente construída. Esforço é distração do que é. Na aceitação do que é, o empenho cessa. Não existe aceitação quando existe o desejo de transformar ou modificar o que é. O empenho, uma indicação de destruição, existirá enquanto há o desejo de mudar o que é.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

IDEALISTAS SÃO RESPEITADOS E LEMBRADOS

Lembre-se sempre de que somente aqueles com ideais são respeitados e lembrados com gratidão pela posteridade. Honramos Rama e O adoramos, evitando a referência a Ravana em ocasiões auspiciosas. Por quê? Por causa do caráter que exibiam. Então você deve estar determinado e, passo a passo, avançar na construção de um caráter forte. Esteja ciente do perigo de escorregar duas etapas ao subir uma - você pode resistir ao deslize! Se tiver determinação para subir e desejo de crescer, progredir e conquistar seus impulsos e instintos mais inferiores, então a fonte oculta de energia crescerá dentro de si. A Graça do Senhor suavizará seu caminho. Mantenha o ideal diante de si e caminhe para frente!




Sathya Sai Baba




Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

FUGIR GERA CONFLITO

Por que somos ambiciosos? Por que queremos ter sucesso, ser alguém? Por que lutamos para ser superiores? Por que todo este esforço para nos afirmar, seja diretamente, ou através de uma ideologia ou o Estado? Não é esta auto-afirmação a causa principal de nosso conflito e confusão? Sem ambição pereceríamos? Não podemos sobreviver fisicamente sem sermos ambiciosos? Por que somos espertos e ambiciosos? A ambição não é um impulso para evitar o que é? Esta esperteza não é realmente estúpida, que é o que somos? Por que temos tanto medo do que é? Qual é o benefício de fugir se, o que quer que sejamos, está sempre ali? Podemos ter sucesso fugindo, mas o que somos está ainda ali, trazendo conflito e miséria. Por que temos tanto medo de nossa solidão, ou nosso vazio? Qualquer atividade distante do que é está fadada a criar sofrimento e antagonismo. O conflito é a negação do que é ou fugir do que é: não existe outro conflito além desse. Nosso conflito se torna mais e mais complexo e insolúvel porque não encaramos o que é. Não existe complexidade no que é, mas só nas muitas fugas que buscamos.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

PAZ NESTE MUNDO

Se desejamos realmente conseguir paz neste mundo, se desejamos, de fato, empreender uma guerra contra a guerra, teremos que começar pelas crianças. 

Se elas crescerem, em sua inocência natural, não teremos de lutar; não teremos que ensinar infrutíferas resoluções inúteis, mas iremos do amor para o amor, e da paz para a paz até que finalmente os mais afastados recantos do mundo se revistam daquela paz e daquele amor dos quais, consciente ou inconscientemente, o mundo todo está faminto.




Mahatma Gandhi



Fonte: do livro "O Rosário"
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

MORTE E RESSURREIÇÃO

Em dado momento da sua evolução, após anos de trabalho e de purificação, a alma deve atravessar regiões, ainda desconhecidas para ela, a que não se pode chamar outra coisa a não ser inferno. Esta provação, que pode ser sentida como uma espécie de morte, faz parte de qualquer Iniciação. Mas, na vida espiritual, a morte é sempre seguida de uma ressurreição. Só se morre para se ressuscitar. Desde os mistérios do Egito e da Grécia antigos até ao cristianismo, há muitas religiões que mencionam esta morte seguida de uma ressurreição! Depois de o Deus Osíris ter sido morto pelo seu irmão Seth, que o invejava, a sua esposa Ísis re-encontra o seu corpo e ressuscita-o com a ajuda do Deus Anúbis. Também Atena salva o coração de Dionísio, cujo corpo os Titãs tinham cozido e comido, e devolve-lhe a vida. A preparação da pedra filosofal está igualmente baseada no princípio da morte seguida de uma ressurreição. É também neste sentido que devemos interpretar a morte e a ressurreição de Jesus.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

UM MURO INEXPUGNÁVEL DE PENSAMENTO

Como pode haver uma fusão do pensador com seus pensamentos? Não pela ação da vontade, não pela disciplina, não por nenhuma forma de esforço, controle ou concentração, não através de nenhum outro meio. O uso de um meio implica num agente atuando, não é? Enquanto houver um ator, existirá uma divisão. A fusão acontece apenas quando a mente está completamente quieta sem tentar estar quieta. Esta quietude existe, não quando o pensador chega a um fim, mas só quando o pensamento em si chega ao fim. Deve haver liberdade da resposta do condicionamento, que é pensamento. Todo problema só é resolvido quando a ideia, a conclusão não existe; conclusões, ideia, pensamento, são as agitações da mente. Como pode haver compreensão quando a mente está agitada? A severidade deve ser temperada com o jogo vivo da espontaneidade. Você descobrirá, se ouviu tudo que foi dito, que a verdade chegará nos momentos em que você não a espera. Se me permite dizer, fique aberto, sensível, esteja completamente consciente do que é de momento a momento. Não construa a sua volta um muro inexpugnável de pensamento. A alegria da verdade vem quando a mente não está ocupada com suas próprias atividades e lutas.



J. Krishnamurti



Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.imageafter.com

domingo, 3 de novembro de 2013

O REGENTE ESOTÉRICO DE ESCORPIÃO


Na roda zodiacal, Escorpião marca o ponto cuja intensidade é experiência no plano físico, o lugar onde o conflito é vencido através da luta do guerreiro.

escorpião é portador de veneno: desilusão, luta, “morte”, desapego, transformação são conceitos-chave para seus propósitos.

Em uma consciência pouco espiritual, o veneno é sintoma de autocontrole mal intencionado. Seu objetivo é alimentar sentimentos e ideias para subjugar o objeto desejado através da geração de apego e perturbação emocional-mental e física. Com esta atitude, a ilusão ou espelhismo estão servidos, o problema é que a destruição de referido engano comporta a renúncia ao desejo que o mesmo gera. “O peixe morde a própria cauda”.

Em Escorpião evoluído, o veneno é sintoma da grande capacidade que tem este signo de “matar” o desejo egoísta através da descoberta do poder da Alma, o surgimento de uma nova energia, que precipita a realidade de um novo caminho.

Escorpião nos ensina a Verdade através da experiência da mentira. Muitas vezes aquilo que é uma “verdade” se converte em uma fonte de conflitos, e é o poder de enfrentar isto que permite, ao sujeito espiritual de escorpião, a capacidade de dar um salto para o “desconhecido”. O lugar onde os valores materiais e intelectuais perdem poder, e onde os conflitos devem ser passados para o mundo subjetivo para, a partir dali, serem redirecionados pelos valores espirituais, e solucionados pela luz da intuição e a cada vez mais presente realidade da Alma.

Na qualidade do Escorpião aparece o significado do filho pródigo: o humilde retorno do filho que, pleno de “cicatrizes” (desenganos), anseia por recuperar a bondade do pai.



Tipos de conflitos:

fonte das dificuldades é tríplice (mental-emocional-material) e se evidencia sempre no plano físico da experiência. Para esclarecer mais sobre estes conflitos, juntamos um esquema de Alice Bailey, muito orientador:

Conflitos relacionados com o mundo material:

 1. Sexo:  a relação entre os pares de opostos. Estes podem ser utilizados em forma egoísta   ou fusionados divinamente.

 2. Bem-estar físico: condições de vida que foram apropriadas egoisticamente.
                         
                         3. Dinheiro: retido egoisticamente.


Conflitos relacionados com o mundo emocional:

                 1. Medo: que condiciona toda atividade.

2. Ódio: fator que condiciona as relações.

3. Ambição: que condiciona os objetivos.


Conflitos relacionados com o mundo mental:

1. Orgulho: satisfação intelectual, convertendo a mente em uma barreira que          impede que a alma controle.

2. Separatividade: atitude isolada, convertendo a mente em uma barreira que impede as corretas relações grupais.

3. Crueldade: se sentir satisfeito com os métodos da personalidade, convertendo a mente em um instrumento do sentido de poder.



Quando estes defeitos forem reconhecidos e superados, o resultado será duplo: o estabelecimento das corretas relações com a alma e com o ambiente. Esses resultados são o objetivo de todas as provas em Escorpião.

                                                                                                              Alice Bailey (Astrologia Esotérica)




Marte

regente exotérico e esotérico de Escorpião é Marte, o planeta de cor vermelha. Paixão onde o guerreiro faz correr o sangue, e o sexo a vitaliza.

Marte é a atividade física positiva, a experiência tangível e objetiva através dos cinco sentidos. Marte é a devoção ativa e muitas vezes agressiva pelo desejado.

Exotericamente um Marte (regido por uma consciência egoísta) se expressa com uma grande capacidade de autoconcentração separatista, para assim poder dirigir sua atenção para a realização do desejado.

Em Áries, onde Marte também rege, o desejo egoísta é cumprido através da agressividade mental, expressada como “eu quero”.

Em Escorpião, por ser um signo de água, a atividade de um Marte egoísta é mais psíquica que mental. Neste caso há uma atitude “vampiresca”, capaz de manipular a substância própria e alheia para retroalimentar uma contra força “venenosamente” ativa que magnetizará o desejado, mais através do engano que da imposição.

Esotericamente, Marte Espiritual segue tendo a mesmas capacidades, (aplicação ativa, experiência, realização), que um Marte egoísta, mas, neste caso, impulsionadas pela atitude do observador em contradição com a do experimentador. Esta atitude permite o crescimento do mundo subjetivo e imaginativo do sujeito e também aumenta a honestidade da sua luta, sem abandonar com isso o poderoso agarramento à realidade física da experiência. A contraposição desta dualidade (experimentar - observar) permite reconhecer a energia da Alma frente à força da personalidade, assim o triunfo é patente e o engano deixa de exercer poder.



Frase para a Alma:

                             Eu sou um guerreiro e da batalha saio triunfante”.

Na clareza desta frase podemos observar que Escorpião sabe que há um conflito (dualidade), no qual ele é um guerreiro, (consciência espiritual aplicada de forma ativa), e que em sua luta, (experiência), está inscrito o germe do triunfo, (Conquista da Unidade ou Consciência da Alma).



                                              Prova - experiência - triunfo.


Raios

No campo de batalha de Escorpião, a intensa atividade marcial do VI Raio, deve se mesclar com a subjetividade e imaginação netuniana, também do VI Raio. Mas tarde, quando através do conflito, esta integração vai sendo alcançada, será possível intuir a harmonia do IV Raio através de Mercúrio.

Marte (a rebeldia) deve aprender a humildade sensível e imaginativa de Netuno, (a alma), para assim poder intuir (Mercúrio) o tipo de harmonia que o aproximará do objetivo sagitariano, ou Vontade do Pai.




David C.M.



Fonte do Texto e da Gravura: 
LOGOS - Grupo de Investigação em Astrologia Esotérica
http://logosastrologiaesotericaport.blogspot.com.br/2013/11/o-regente-esoterico-de-escorpiao.html

terça-feira, 29 de outubro de 2013

"NÃO TENHO TEMPO"

Não digais que não tendes tempo para dedicar aos exercícios espirituais, porque de manhã precisais de ir para o trabalho, tendes muitas coisas a fazer antes de sair de casa e ao fim do dia, quando regressais, é a mesma coisa... porque eu responder-vos-ei que, se não tendes tempo para estar na harmonia e na luz, tê-lo-eis sempre para estar nas perturbações, nas desordens e nas trevas. Se há uma coisa na vida que acontece de certeza é ficar triste, fraco e desanimado; e o que é menos certo é estar feliz, forte e sereno. Por quê? Por causa dessa frase que todos gostam tanto de usar: «Não tenho tempo!» Eis uma forma cômoda de justificar a preguiça e a inércia. Não tendes tempo para vos concentrar, para meditar, para orar, para fazer exercícios, para vos tornar mais resistentes, mais esclarecidos? Que destino estais a preparar para vós assim?




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

QUANDO O OBSERVADOR É O OBSERVADO

O espaço é necessário. Sem espaço não há liberdade. Estamos falando psicologicamente. Só quando a pessoa está em contato, quando não há espaço entre o observador e o observado é que se fica em total relação, com uma árvore, por exemplo. A pessoa não se identifica com a árvore, a flor, uma mulher, homem ou o que seja, mas quando há esta completa ausência de espaço como o observador e o observado, então há vasto espaço. Nesse espaço não existe conflito; nesse espaço existe liberdade. Liberdade não é uma reação. Você não pode dizer: “Bem, eu sou livre”. No momento em que você diz que está livre, você não está livre, porque você está consciente de si mesmo como estando livre de alguma coisa, e, portanto, está na mesma situação de um observador observando a árvore. Ele criou um espaço, e nesse espaço ele gera conflito. Compreender isto requer não concordância ou discordância intelectual, ou dizer, “Eu não compreendi”, mas antes requer entrar em contato diretamente com o que é. Significa que todas as suas ações, cada momento de ação é do observador e do observado, e dentro desse espaço não há contato com nada. Contato, relação tem um significado bem diferente quando o observador não está mais apartado do observado. Existe este extraordinário espaço, e existe liberdade.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

A MENTE AMBICIOSA NÃO CONSEGUE MEDITAR

Uma mulher recebeu um bilhete da escola.

“Seu filho é muito inteligente”, estava escrito no bilhete do professor que acompanhava o boletim, “mas ele passa muito tempo brincando com as meninas. Estou pensando em um meio de mudar esse hábito dele.”

A mulher assinou o boletim e o enviou de volta com outro bilhete  “Avise-me se der certo e tentarei fazer o mesmo com o pai dele”.

As pessoas estão sempre procurando dicas para controlar os outros, dicas que podem gerar vantagens — dicas vantajosas. Se estiver procurando dicas para controlar os outros, você sempre será controlado pela mente.

Não pense mais em controlar os outros. Quando abandonar a ideia de controlar os outros — marido ou mulher, filho ou pai, amigo ou inimigo —, quando abandonar essa ideia, a mente não terá mais poder sobre você, porque ela se tornará inútil.

Ela é útil para controlar o mundo, é útil para controlar a socieda­de... Um político não pode meditar. É impossível. Ainda mais impos­sível que para um empresário. O político está bem na outra extremidade. Ele não pode meditar.

Às vezes, políticos me procuram. Estão interessados em meditação e perguntam se posso ajudá-los, porque es­tão muito tensos, o trabalho é muito tenso e há conflitos, competições constantes. Eles pedem alguma coisa para ter um pouco de paz. Digo a eles que é impossível. Eles não podem meditar.

A mente ambiciosa não consegue meditar, porque a fundação básica da meditação é ser não-ambiciosa. Ambição significa o esforço de controlar os outros. Assim é a política — o esforço para controlar o mundo todo. Se você quiser controlar os outros, terá que dar ouvidos à mente, porque ela gosta muito de violência.

E você não pode tentar coisas novas — elas são muito arriscadas. Tem que tentar as coisas velhas repetidamente. Se você prestar aten­ção nas lições da história, elas são surpreendentes.

Em 1917, a Rússia passou por uma grande revolução, uma das maiores da história. Mas, de alguma forma, a revolução fracassou. Quando os comunistas tomaram o poder, tornaram-se quase como os czares - ainda piores.

Stalin provou ser mais terrível que Ivã, o Terrí­vel. Ele matou milhões de pessoas. O que aconteceu? Quando toma­ram o poder, era muito arriscado fazer algo novo. Poderia não dar certo, nunca funcionou antes, portanto quem sabe? Tente os métodos anti­gos, que sempre foram úteis. Eles tiveram que aprender com os czares.

Todas as revoluções fracassam porque, quando determinado gru­po de políticos chega ao poder, tem que usar os mesmos métodos. A mente nunca se volta para o novo, sempre para o velho.

Se você quiser controlar os outros, não será capaz de meditar... Pode ter certeza disso.




Osho, em "A Música Mais Antiga do Universo"




Fonte: www.palavrasdeosho.com
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

domingo, 27 de outubro de 2013

REENCARNAÇÃO NO CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS

O que somos, o que temos, todas nossas boas qualidades, são os resultados de nossas próprias ações. O que nos falta física, moral ou mentalmente, pode ser nosso no futuro. Assim como não podemos fazer mais que voltar a viver todas as manhãs, depois do sono da noite precedente, assim também por nossas obras em vidas anteriores temos criado as condições presentes. Em lugar de nos lamentarmos da falta desta ou daquela faculdade que desejamos, devemos empregar todos os meios ao nosso alcance para adquiri-la, e com o tempo chegará a ser nossa.




Max Heindel




Fonte: do livro "Conceito Rosacruz do Cosmos"
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

EXISTE UM OBSERVADOR OLHANDO A SOLIDÃO?

Minha mente observa a solidão, e a evita, foge dela. Mas se eu não fugir dela, existe uma divisão, existe uma separação, existe um observador olhando a solidão? Ou, existe apenas um estado de solidão, minha mente em si mesma estando vazia, sozinha? Não que existe um observador que sabe que existe solidão. Eu penso que isso é importante de perceber, prontamente, não verbalizando muito. Dizemos agora “Eu sou invejoso, e quero me livrar da inveja”, então existe um observador e o observado; o observador quer se livrar daquilo que observa. Mas o observador não é o mesmo que o observado? É a própria mente que criou a inveja e assim, a mente não pode fazer nada a respeito da inveja. Então, minha mente observa a solidão; o pensador está consciente de que está só. Mas ficando com isto, estando completamente em contato, ou seja, não fugindo disto, não traduzindo e todo o resto, então, existe uma diferença entre o observador e o observado? Ou só existe um estado, ou seja, a mente em si está só, vazia? Não que a mente se observa como estando vazia, mas a mente em si está vazia. Daí, pode a mente, estando cônscia de que ela mesma está vazia, e qualquer esforço dela, qualquer movimento para sair desse vazio é simplesmente uma fuga, uma dependência, pode a mente deixar de lado toda dependência e ser o que ela é, completamente vazia, completamente só? E se ela está nesse estado, não existe liberdade de toda dependência, de todo apego?




J.Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

OS FUNDAMENTOS DO BUDISMO

Para a cultura ocidental, quando se fala em Buda, imediatamente se vê a figura de um gordo e bonachão homem sentado. Mas esta é apenas uma das representações do termo que representa um título e não um nome próprio. Originada no sânscrito, a palavra significa "aquele que sabe", ou "aquele que despertou", e se aplica a alguém que atingiu um nível superior de entendimento e de plenitude da condição humana.

O budismo, movimento de liberdade espiritual, foi criado cinco séculos antes do começo da era cristã por Sakiamuni Buda. Ele alcançou a "iluminação" através da meditação baseada numa profunda introspecção. Depois de chegar ao ponto exato, Sakiamuni mostrou as quatro nobres verdades, que formam a base de todas as formas existentes do budismo.

A primeira revela a verdade do sofrimento e é inevitável para todos os seres. A segunda diz que todo o sofrimento tem uma causa encontrada no desejo, no apego ou na ignorância. No terceiro postulado, o sofrimento pode cessar possibilitando que o ser humano alcance um estado de consciência sem sofrimento.

No último dos quatro postulados, a verdade do caminho está no término do sofrimento para o despertar. Este estágio corresponde a se livrar da ilusão, do sofrimento, conseguindo atingir um grau de consciência maior através de um correto modo de agir e se conscientizar.




Fonte: Jornal "Correio do povo", Porto Alegre/RS, 09/12/00, caderno "vitrine", p. 7
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

LEI IMANENTE, ETERNA E REGULADORA

I - Uma inteligência divina rege os mundos. Nela, identifica-se a Lei, lei imanente, eterna, reguladora, à qual seres e coisas estão submetidos.

II - Assim como o homem, sob seu invólucro material, continuamente renovado, conserva sua identidade espiritual, esse eu indestrutível, essa consciência em que se reconhece e se possui, assim também o Universo, sob suas aparências mutáveis, se possui e se reflete numa unidade central que é o seu Eu. O Eu do Universo é Deus, lei viva, unidade suprema onde confinam e se harmonizam todos as relações, foco imenso de luz e de perfeição donde irradiam e se expandem, por todas as humanidades, Justiça, Sabedoria, Amor.

III - No Universo, tudo envolve e tende para um estado superior. Tudo se transforma e se aperfeiçoa. Do seio dos abismos a vida eleva-se, a princípio confusa, indecisa, animando formas inumeráveis cada vez mais perfeitas, depois desabrocha no ser humano, adquire então consciência, razão, vontade, e constitui a Alma ou Espírito.

IV - A Alma é imortal. Coroamento e síntese das potências inferiores da Natureza, ela contém em germe todas as faculdades superiores, está destinada a desenvolvê-las pelos seus trabalhos e esforços, encarnando em mundos materiais, e tendo a elevar-se, através de vidas sucessivas, de degraus em degraus, para a perfeição. A Alma tem dois invólucros: um, temporário, o corpo terrestre, instrumento de luta e de prova, que se desagrega no momento da morte; o outro, permanente, corpo fluídico, que lhe é inseparável e que progride e se depura com ela.

V - A vida terrestre é uma escola, um meio de educação e de aperfeiçoamento pelo trabalho, pelo estudo e pelo sofrimento. Não há nem felicidade nem mal eternos. A recompensa ou o castigo consistem na extensão ou no encurtamento das nossas faculdades, do nosso campo de percepção, resultante do bom ou mau uso que houvermos feito do nosso livre-arbítrio, e das aspirações ou tendências que houvermos em nós desenvolvido. Livre e responsável, a Alma traz em si a lei dos seus destinos; prepara, no presente, as alegrias ou as dores do futuro. A vida atual é a consequência, a herança das nossas vidas precedentes e a condição das que se lhe devem seguir. O Espírito se esclarece, se engrandece em potência intelectual e moral, à medida do trajeto efetuado e da impulsão dada a seus atos para o bem e para a verdade.

VI - Uma estreita solidariedade une todos os Espíritos, idênticos na sua origem e nos seus fins, diferentes somente por sua situação transitória, uns no estado livre, no espaço; outros, revestidos de um invólucro perecível, mas passando alternadamente de um estado a outro, não sendo a morte mais mais que uma fase de repouso entre duas existências terrestres. Gerados por Deus, seu Pai comum, todos os Espíritos são irmãos e formam uma imensa família. Uma comunhão perpétua e de constantes relações liga os mortos aos vivos.

VII - Os Espíritos classificam-se no espaço em virtude da densidade do seu corpo fluídico, correlativa ao seu grau de adiantamento e de depuração. Sua situação é determinada por leis exatas; essas leis exercem no domínio moral uma ação análogo à que as leis de atração e de gravidade executam na ordem material. Os Espíritos culpados e maus são envolvidos em espessa atmosfera fluídica, que os arrasta para mundos inferiores, onde devem encarnar para para se despojarem das suas imperfeições. A Alma virtuosa revestida de um corpo sutil, etéreo, participa das sensações da vida espiritual e eleva-se para mundos felizes onde a matéria tem menos império; onde reinam a harmonia e a bem-aventurança. A Alma, na sua vida superior e perfeita, colabora com Deus, coopera na formação dos mundos, dirige-lhes a evolução, vela pelo progresso das humanidades, pela execução das leis eternas.

VIII - O bem é a lei suprema do Universo e o alvo da elevação dos seres. O mal não tem vida própria; é apenas um efeito de contraste. O mal é o estado de inferioridade, a situação transitória por onde passam todos os seres na sua missão para um estado melhor.

IX - Como a educação da Alma é o objetivo da vida, importa resumir os seus preceitos em palavras: Comprimir necessidades grosseiras, os apetites materiais; aumentar tudo quanto for intelectual e elevado; lutar, combater, sofrer pelo bem dos homens e dos mundos; iniciar seus semelhantes nos esplendores do Verdadeiro e do Belo; amar a verdade, a benevolência, tal é o segredo da felicidade no futuro, tal é o Dever!




Léon Denis




Fonte: do livro "Depois da Morte", FEB
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

SUPERANDO AS DIFICULDADES

Uma tarde, foi dito a um homem simples que Deus lhe seria revelado naquela noite. Entusiasmado com aquela perspectiva incrível, o homem correu pelas ruas para chegar logo em casa. No caminho, encontrou um jovem maltrapilho em uma viela e o levou consigo. Um pouco depois, viu um mendigo faminto e lhe deu de comer.

Finalmente, chegou em casa e ansiosamente aguardou a hora de ver o Criador.

Esperou a noite toda, mas nada aconteceu. Na manhã seguinte, orou: “Deus, o que aconteceu com a promessa? Onde Você estava ontem?”

E o Criador respondeu: “Como assim? Eu estava no jovem e também no mendigo.”

Vamos nos lembrar que o Criador geralmente vem até nós sob a forma de alguém que podemos ajudar ou de uma situação em que podemos servir. Essas são nossas oportunidades de construir nossa Luz, criar nosso escudo protetor e obter força para lembrar que somos totalmente capazes de superar quaisquer dificuldades que se apresentem em nossas vidas.




Karen Berg




Fonte: Centro de Cabala
www.kabbalah.com
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

SÍMBOLOS NA CIÊNCIA ESOTÉRICA

Como definir os símbolos que são usados na Ciência Iniciática? Para os Iniciados, um símbolo é uma forma na qual se concretiza uma realidade do mundo espiritual. Na origem de um símbolo, existe uma quinta-essência, uma ideia, e é esta quinta-essência, esta ideia, que se encarna no plano físico. Uma ideia, em si, não tem forma, é somente uma força, uma corrente de energias; ela só pode ganhar forma através de uma figura simbólica. A partir do instante em que a forma que essa ideia assume nos surge e nós procuramos compreendê-la e pô-la a trabalhar em nós, ela toma posse de todo o nosso ser e projeta-nos até às regiões onde tem a sua origem. Um símbolo é uma ideia feita carne, um espírito que veio encarnar-se. Através dessa carne ou desse corpo que o símbolo é, nós devemos procurar chegar até à ideia, à força, à energia que existe no alto. À medida que conseguimos decifrar os símbolos, familiarizamo-nos com a linguagem da Inteligência Cósmica.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

APRENDER A VIVIR PLENAMENTE - REFLEXION



Postado no Youtube por EMMA QUIÑONES

Fonte do Vídeo: http://youtu.be/cp8eO9uXvp4

A DUALIDADE DE PENSADOR E PENSAMENTO

Quando você olha alguma coisa – uma árvore, sua esposa, seus filhos, seu vizinho, as estrelas na noite, a luz na água, o pássaro no céu, qualquer coisa – existe sempre o observador, o censor, o pensador, o experimentador, o investigador, e a coisa que ele observa; o observador e o observado; o pensador e o pensamento. Assim, há sempre divisão. Esta divisão é que é tempo. Essa divisão é a própria essência do conflito. E quando há conflito, há contradição. Há “o observador e o observado”, o que é uma contradição; existe uma separação. E por isso, onde existe contradição, existe conflito. E quando há conflito, existe sempre o impulso para ir além dele, dominá-lo, superá-lo, fugir dele, fazer alguma coisa com ele, e toda essa atividade envolve tempo. E enquanto houver esta divisão, o tempo prosseguirá, e tempo é sofrimento. E o homem que quiser compreender o fim do sofrimento deve compreender isto, deve descobrir, deve ir além desta dualidade entre o pensador e o pensamento, o experimentador e o experimentado. Ou seja, onde existe uma divisão entre o observador e o observado, existe tempo, e, portanto, não há o fim do sofrimento. Então, o que a pessoa faz? Você compreende a pergunta? Eu vejo, dentro de mim, o observador está sempre olhando, julgando, censurando, aceitando, rejeitando, disciplinando, controlando, moldando. Esse observador, esse pensador, é o resultado do pensamento, obviamente. O pensamento vem primeiro; não o observador, não o pensador. Se não houvesse absolutamente pensamento, não haveria observador, nem pensador; então haveria apenas atenção total, completa.




J. Krishnamurti




Fonte: The Book of Life
www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: www.morguefile.com

ESCOLHA



A.M.O.R.C - GLP 
Programa "Presença & Harmonia" (14/10/13)
Tema: "ESCOLHA"

Fonte do Vídeo: http://youtu.be/D2N5yPqmvv8