quarta-feira, 12 de novembro de 2014

PERDAS, SOFRIMENTO E DIFICULDADES

Você pode defrontar-se com muitas perdas e dificuldades na vida. Você pode passar por muito sofrimento. Mas, você nunca deve desistir da verdade, da fé e do amor. Perda, sofrimento e dificuldades são como ondas no oceano da vida. Elas simplesmente vêm e vão. Mas a água do oceano é permanente. Portanto, desenvolva fé na “água”, ou seja, na Divindade. O poder do nome divino é incomparável. Não use-o frivolamente. O nome de Deus é o diamante verdadeiro. Mantenha-o a salvo e seguro. Nem mesmo se aborreça com dor e sofrimento, perdas e dificuldades. Seus pensamentos são como nuvens passageiras. Uma vez que você procurar refúgio nos pés de lótus do Senhor, nunca desista. Onde quer que vá, os pés divinos o protegerão. Se você instalar o nome divino firmemente em seu coração, sua vida se tornará santificada. Isso é devoção (bhakti). Esse é o seu poder (shakti). Essa é a libertação (mukti).




Sathya Sai Baba




Fonte: www.sathyasai.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

OS 5 VALORES - VERDADE, RETIDÃO, PAZ, AMOR E NÃO-VIOLÊNCIA

Cultive os cinco valores de Verdade, Retidão, Paz, Amor e Não-violência (Sathya, Dharma, Shanti, Prema e Ahimsa).

Quando se tem Sathya e Dharma, você receberá automaticamente Paz (Shanti).

Quando se está em Paz, você não ferirá ou odiará ninguém (Ahimsa).

Essa atitude pacífica floresce em Amor e traz igualdade em cada ser.

Quando tal ambiente de Amor prevalece, não haverá discussões no mundo.

Portanto, Verdade e Retidão são essenciais para alcançar e crescer em Amor.

Em qualquer situação, aconteça o que acontecer, nunca tome o caminho da mentira.

Se você falar mentira, não haverá Amor.

Fale a Verdade em todos os momentos, alcance o Amor e sinta-o em todos os lugares ao seu redor.

Essa é a essência das escrituras, ensinadas por muitos sábios e santos em vários métodos.

Deus é Amor.




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

TRABALHANDO PARA A COLETIVIDADE CÓSMICA

Tal como as pedras, as plantas e os animais, o ser humano faz parte do universo. Mas, enquanto ser pensante, ele tem aí um papel particular a desempenhar: deve participar na construção do edifício que é a vida coletiva. Àqueles que trabalham unicamente para si mesmos nada de bom pode advir. Alguém dirá: «Como? É trabalhando para mim que eu ganho alguma coisa!» Não, pois esse “eu” a que ele consagra todos os seus esforços, esse eu egoísta, separado dos outros, é um sorvedouro, e se se concentrar só nos seus interesses ele lança nesse sorvedouro todas as suas riquezas, sem se aperceber. Pensa que ganha, mas, na realidade, perde.

Raros são os humanos que têm consciência de tudo o que poderiam adquirir trabalhando para a coletividade; e por “coletividade” não se deve entender somente a coletividade humana, mas todas as criaturas do universo, até ao próprio Deus. Para ser compreendido mesmo pelos materialistas mais empedernidos, eu direi que essa coletividade cósmica, essa imensidão na qual nós devemos trabalhar, é comparável a um banco no qual se depositam capitais: tudo o que fazemos por ela voltará um dia a nós amplificado.

Aqueles que se sentem insatisfeitos, infelizes, têm tendência para atribuir esse mal-estar à falta de algo e esperam que uma pessoa ou um objeto venha preencher essa falta. Mas a solução não está aí. A solução é que, apesar da sensação de mal-estar, de falta de algo, o próprio se decida a levar alguma coisa aos outros, a ajudá-los, a apoiá-los, a consolá-los, a participar nas suas atividades. Nesse momento, uma nova vida começa a circular nele e a sensação de falta desaparece pouco a pouco. Ele compreende que, ao procurar levar algo de bom àqueles que o rodeiam ou mesmo a desconhecidos, ele próprio recebe, desde logo, uma força, um apoio... Ao passo que aqueles que não levam nada a ninguém, seja o que for que lhes deem, eles nada recebem. A vida está assente nas trocas: receber e dar, dar e receber. E, mesmo que não vos deem nada em troca daquilo que vós destes, pelo simples fato de terdes dado já recebeis.

Todos os seres humanos fazem parte do grande corpo da natureza e devem esforçar-se por viver em harmonia com ele. Embora percebendo-se como entidades individuais que têm uma vida própria, eles pertencem a um conjunto, e a questão que se lhes coloca é a de conciliarem as exigências da sua vida pessoal com as da vida coletiva. Cada indivíduo é particular, foi a Inteligência Cósmica que quis esta diversidade de criaturas e não se deve tentar nivelá-las. Cada um tem o direito de se manifestar com as suas diferenças, a sua originalidade, mas na condição de se harmonizar com o Todo.

Este Todo com o qual todos devemos harmonizar-nos não é unicamente o da coletividade humana: para além dela, nós estamos ligados aos diferentes reinos da natureza, assim como à coletividade cósmica no seio da qual temos, enquanto seres pensantes, um papel importante a desempenhar. Todos os dias nós devemos tomar consciência de que participamos na construção desse edifício que é a vida cósmica na qual estão compreendidas todas as criaturas, os anjos, os arcanjos... até ao próprio Deus, pois a criação não está terminada, continua em construção.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

INTROVERSÃO - POSITIVIDADE - PENSAMENTO - TOLERÂNCIA

Introversão é dar tempo ao silêncio. Num mundo barulhento e exigente, a introversão é a virtude que nos ajuda a entrar em contato com o nosso eu puro e perfeito. Ela nos leva para dentro de nós mesmos e gentilmente nos faz reconhecer nossa própria verdade interior. Introversão não é apenas permanecer dentro, mas acessar o valor próprio e lidar com o mundo através dele. Mesmo diante das situações mais difíceis, é preciso ficar introvertido, olhar para dentro e trazer à tona o valor interior. Assim, naturalmente conseguimos manter a autoestima.

O método para limpar a mente de negatividade é preenchê-la com positividade. Sempre que nos deparamos com inutilidade ou negatividade no eu devido às situações que enfrentamos, primeiro nos esforçamos para remover isso. Realmente trabalhamos duro para isso, mas a maior parte das vezes não conseguimos. A única maneira de remover a negatividade é preencher a mente com positividade. Quando despejamos água fresca continuamente sobre a água suja, a água fica limpa. Da mesma forma, pensamentos positivos limpam a mente de pensamentos negativos e inúteis. Para isso, eu preciso dar alimento positivo para minha mente todos os dias.

Há tanto poder em um pensamento puro e elevado. Você pode ajudar muitas pessoas com um pensamento dessa qualidade. Imagine a força que um foguete precisa para chegar ao alvo de sua missão. Frente ao poder do pensamento, um foguete não é nada. Utilize esse método e você alcançará um resultado muito além do esperado. Para isso é preciso praticar a introversão. Fixe um tempo para dar poder aos seus pensamentos e aumentar a conta de seus tesouros internos.

Existem quatro testes de tolerância: (1) quando você é atacado por palavras duras dos outros; (2) quando surgem obstáculos trazidos pelas circunstâncias; (3) quando pessoas que você confia se voltam contra você; (4) quando você se depara com pessoas descontentes em relação a tudo. Diante dessas provas, tenha a meta de mudar os descontentes em contentes. Com o poder silencioso da tolerância, inspire outros a progredir. Com doçura, bons votos e sentimentos genuínos em relação àqueles que se opõe a você, seja tolerante. Assim como o amor da mãe tem o poder de tolerar tudo pelo filho, aumente sua tolerância aumentando seu amor. (Dadi Janki)




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

CONTENTAMENTO - PUREZA - BENEVOLÊNCIA - GENEROSIDADE

Um bom método para permanecer contente e feliz é praticar meditação. É estar consciente do seu verdadeiro ser – a alma no corpo – e conectar com o Pai,  a Alma Suprema. É abastecer-se na Fonte de amor, paz, felicidade, poder e alegria supra-sensorial. O Pai dá ao filho a herança do contentamento. O reflexo dessa herança é visível na personalidade feliz do filho. Quando Pai e filho estão ligados mentalmente, o contentamento está sempre presente. (Contentment and happiness, Purity, July 2014)

Pureza é a personalidade espiritual. O sinal da pureza é limpeza e verdade. Os olhos daqueles que despertaram seu eu verdadeiro não se voltam para as fraquezas dos outros. Também não são atraídos pelo que os outros conquistaram porque aqueles que têm a personalidade da pureza são completos em sua natureza e relacionamentos. Para eles nada está faltando. E porque estão preenchidos na mente, eles permanecem contentes. (Contentment and happiness, Purity, July 2014)

A benevolência reflete um estado de espírito de profundo bem-estar e bons sentimentos para si e para os outros. As pessoas benevolentes criam à sua volta uma vibração pura e positiva capaz de dar a todos uma experiência de bondade. Elas inspiram conforto e confiança num clima de respeito mútuo. Ninguém fica amedrontado na presença de quem possui esta virtude. (António Sequeira, Virtudes para uma Nova Consciência, Centro de Raja Yoga Brahma Kumaris de Lisboa, 1999)

Generosidade é mais do que simplesmente dar. O maior ato de generosidade é ver além das fraquezas e erros dos outros, ajudando-os a reconhecer seu valor inato. Os verdadeiros generosos são aqueles que se esforçam para serem mestres de si. Eles são sempre benevolentes com aqueles que criticam ou ignoram o que é bom. Eles entendem que para haver um profundo trabalho interior é preciso alcançar a bondade. Eles têm empatia pelas pessoas porque conhecem as dificuldades enfrentadas por elas na busca do autoconhecimento. Aqueles que nunca tentaram se aprimorar tem pouca tolerância em relação aos outros. (Dadi Janki)

Os grandes tesouros da vida são: amor, paz e felicidade. A única maneira de aumentar esses tesouros é dá-los. Mesmo se tivermos apenas um pouco de um desses tesouros, se o compartilharmos nós o veremos crescer. Por exemplo, se não temos muita paciência, mas usamos o pouco que temos, nossa habilidade de ser paciente aumentará. (Dadi Janki)




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sábado, 8 de novembro de 2014

ESQUEÇA O IDEAL E ESTEJA CONSCIENTE DO QUE VOCÊ É

Como a maioria das pessoas, vocês têm ideais, não têm? E o ideal não é real, não é factual; ele é o que deveria ser, é uma coisa no futuro. Ora, o que eu digo é isto: esqueça o ideal e esteja consciente do que você é. Não vá atrás do que deveria ser, mas compreenda o que é. A compreensão daquilo que você de fato é, é muito mais importante do que ir atrás do que deveria ser. Por quê? Porque, compreendendo o que você é, inicia-se um processo espontâneo de transformação; ao passo que se tornando o que você deveria ser, não haverá mudança de fato, mas apenas a continuação da mesma coisa antiga sob uma forma diferente. Se a mente, vendo que é estúpida, tenta mudar sua estupidez para inteligência, que é o que deveria ser, é tolice, não tem significado nem realidade; é apenas a busca de uma autoprojeção, um adiamento da compreensão daquilo que é. Enquanto a mente tenta mudar sua estupidez em outra coisa, ela permanece estúpida. Mas se a mente diz: “Eu percebo que sou estúpida e quero compreender o que é a estupidez, então vou investigá-la, observar como ela surge”, e esse próprio processo de investigação gera uma transformação fundamental. (Think on These Things, 182, Choiceless Awareness)

Para compreender uma coisa, devo dar integral atenção a ela, e um ideal é meramente uma distração que me impede de dar esse sentimento ou essa qualidade de integral atenção em dado momento. Se estou integralmente atento, se dou minha atenção integral para a qualidade que chamo de ganância sem a distração de um ideal, não estou eu na posição de compreender a ganância e dissolvê-la? Veja, nós somos muito acostumados a adiar, e os ideais nos ajudam a adiar; mas se podemos deixar de lado todos os ideais – pois compreendemos as fugas, a qualidade de adiar de um ideal – e encaramos a coisa como ela é, diretamente, imediatamente, damos nossa completa atenção a ela, então, certamente, existe uma possibilidade de transformá-la. (Collected Works, Vol. V, 290, Choiceless Awareness)

A pessoa tem uma ideia, um símbolo de si mesma, uma imagem de si mesma: o que se deveria ser, o que se é, ou o que não deveria ser. Por que a pessoa cria uma imagem de si mesma? Porque a pessoa nunca estudou o que ela é de fato. Nós pensamos que devemos ser isto ou aquilo: o ideal, o herói, o exemplo. O que desperta raiva é que nosso ideal, a ideia que temos de nós mesmos é atacada. E nossa ideia sobre nós é nossa fuga do fato do que somos. Mas quando você observa o fato real do que você é, ninguém pode feri-lo: é um fato. Mas quando você está fingindo que não é mentiroso e lhe dizem que você é, então você fica com raiva, violento. Então, estamos sempre vivendo num mundo idealizado, um mundo de mito, e nunca no mundo da realidade. Para observar o que é, ver isto, realmente estar familiarizado com isto, não deve haver julgamento, nem avaliação, nem opinião, nem medo. (Collected Works, Vol. XII, 246, Choiceless Awareness)




J. Krishnamurti





Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: 
http://www.taringa.net/posts/ciencia-educacion/16865761/Jiddu-Krishnamurti.html
http://fightlosofia.com/krishnamurti-en-imagenes-krishnamurti-in-pictures/

sábado, 1 de novembro de 2014

O MUNDO TODO É MANIFESTAÇÃO DA ALMA DIVINA ÚNICA

Muitos imaginam que Deus aparecerá diante deles, em resposta a sua adoração (Yagnas). Isso é ilusão, apenas imaginação. O que em última análise se manifesta diante de você é o Senhor sem nome, sem forma. Na realidade, Deus não tem uma forma específica. Sua mente fica instigando tal imaginação. Quando você pensa em Deus como Krishna, os sentimentos de Krishna são despertados em você por sua mente. Como seus sentimentos o guiam, você vê a sua manifestação favorita do Senhor em todos os lugares.

Você deve avançar no caminho, com foco no Divino. Controle a atividade da mente e prossiga no caminho até que a mente desapareça. O Divino não tem nome ou forma. Instale dentro de si o Divino sem nome, sem forma. O mundo todo é manifestação da Alma Divina Única. Em todos os seres, sejam eles pequenos insetos, pássaros, feras ou seres humanos, o mesmo Senhor os permeia. Por isso, saúde o Senhor em todos os seres.




Sathya Sai Baba





Fonte: http://www.sathyasai.org.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

AUTOCONHECIMENTO, CONSCIENTIZAÇÃO, TRANSFORMAÇÃO E COMPREENSÃO DO REAL

Assim, para compreender os inumeráveis problemas que cada um de nós tem, não é essencial que haja autoconhecimento? E esta é uma das coisas mais difíceis, autoconsciência – o que não significa isolamento, afastamento. Obviamente, conhecer a si mesmo é essencial; mas conhecer a si mesmo não implica um afastamento da relação. E seria um erro, certamente, pensar que a pessoa pode se conhecer significativamente, completamente, integralmente, por meio do isolamento, da exclusão, ou indo a algum psicólogo, ou sacerdote; ou que se pode aprender sobre si mesmo por meio de um livro. O autoconhecimento é, obviamente, um processo, não um fim em si mesmo; e para se conhecer, a pessoa deve estar consciente de si mesma em ação, o que é relação. Você se descobre, não no isolamento, não afastado, mas na relação, na relação com a sociedade, com sua esposa, seu marido, seu irmão, com o homem; mas descobrir como você reage, quais são nossas reações, requer uma extraordinária vigilância da mente, uma sutileza de percepção. (What Are You Doing with Your Life?)

O que é, é o que você é, não o que você gostaria de ser; não é o ideal, pois o ideal é fictício, mas é o que você realmente está fazendo, pensando e sentindo de momento a momento. O que é, é o real, e compreender o real requer conscientização, uma mente muito alerta, viva. Mas se nós começamos condenando o que é, se começamos a culpá-lo ou resistir a ele, então não vamos compreender seu movimento. Se eu quiser compreender alguém, não posso condená-lo – devo observá-lo, estudá-lo. Devo amar a própria coisa que estou estudando. Se você quiser compreender uma criança, deve amá-la e não condená-la. Você deve brincar com ela, ver seus movimentos, suas idiossincrasias, seus modos de comportamento; mas se você meramente condena, resiste ou a culpa, não haverá compreensão da criança. Do mesmo modo, para compreender o que é, a pessoa deve observar o que pensa, sente e faz de momento a momento. Isso é o real. Qualquer outra ação, qualquer ideal ou ação ideológica, não é o real – é, meramente, um anseio, um desejo fictício de ser alguma coisa que não existe. Assim, compreender o que é requer um estado de mente em que não há identificação ou condenação, o que significa uma mente que está alerta e, contudo, passiva. (Collected Works, Vol. V, 50, Choiceless Awareness)

A própria conscientização do que é, é um processo libertador. Enquanto estamos inconscientes daquilo que somos e ficamos tentando nos tornar outra coisa, haverá distorção e dor. A própria conscientização do que eu sou provoca transformação e liberdade de compreensão. (Collected Works, Vol. IV, 75, Choiceless Awareness)

O que queremos dizer com transformação? Certamente a cessação de todos os problemas, cessação do conflito, confusão e miséria. Se você observar, verá que a mente cultiva, semeia e colhe como um fazendeiro cultiva, semeia e ceifa. Mas, diferente do fazendeiro que permite ao campo descansar durante o inverno, a mente nunca se permite descansar. Como as chuvas, as tempestades, o brilho do sol recriam a terra, também durante esse descanso passivo, embora alerta, da mente, há rejuvenescimento, uma renovação, de modo que a mente se renova e os problemas são resolvidos. Os problemas são resolvidos apenas quando eles são vistos clara e rapidamente. A mente está constantemente distraída, fugindo, porque ver um problema claramente pode levar à ação que pode criar mais perturbação; e, assim, a mente fica, constantemente, evitando enfrentar o problema, o que só dá força ao problema. Mas, quando ele é visto claramente sem distorção, então deixa de existir. Enquanto você pensa em termos de transformação, não pode haver transformação, agora ou depois. A transformação só pode chegar quando todo problema é compreendido imediatamente. Você pode compreendê-lo quando não há escolha e busca por resultado, quando não há condenação ou justificação. Onde existe amor, não existe escolha nem busca por um fim, nem condenação, nem justificação. É este amor que provoca transformação. (Collected Works, Vol. IV, 206, Choiceless Awareness)




J. Krishnamurti




Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

APONTANDO O BASTÃO PARA O VELHO HOMEM

Quando o grande mestre Padmasambhava estava no Eremitério da Grande Rocha, em Samye, Sherab Gyalpo de Ngog, um homem inculto de 61 anos que tinha a mais alta fé e grande devoção pelo mestre, serviu-o por um ano. Enquanto isso, Ngog não pediu qualquer ensinamento, nem o mestre lhe deu qualquer um. Quando, depois de um ano, o mestre decidiu partir, Ngog ofereceu-lhe um prato de mandala, sobre o qual colocou uma flor de uma onça de ouro. Então ele disse: Grande mestre, pense em mim com bondade. Em primeiro lugar, eu sou inculto. Em segundo, minha inteligência é pequena. Em terceiro, estou velho, então meus elementos estão fatigados. Peço que você dê um ensinamento a um velho homem à beira da morte, que seja simples de entender, que possa cortar totalmente a dúvida, que seja fácil de realizar e de aplicar, que tenha uma visão efetiva, e que me ajude em vidas futuras.

O mestre apontou seu bastão de andarilho para o coração do velho homem e deu esta instrução: Ouça aqui, velho homem! Olhe para a mente desperta de sua própria consciência! Ela não tem forma nem cor, nem centro nem borda. Primeiro, ela não tem origem, mas sim é vazia. Depois, ela não tem lugar de permanência, mas sim é vazia. No fim, ela não tem destinação, mas sim é vazia. Esta vacuidade não é feita de qualquer coisa, e é clara e cognitiva. Quando vir isto e a reconhecer, você conhecerá seu rosto natural. Você entenderá a natureza das coisas. Você verá então a natureza da mente, determinará o estado básico da realidade e cortará completamente as dúvidas sobre tópicos do conhecimento.

Esta mente desperta da consciência não é feita de qualquer substância material, é auto-existente e inerente a você mesmo. Esta é a natureza da mente que não é fácil de realizar porque não é encontrada em qualquer lugar. Esta é a natureza da mente que não é constituída por um observador concreto e por algo percebido sobre o qual se fixar. Ela desafia as limitações da permanência e da aniquilação. Nela não há qualquer coisa a despertar; o estado desperto da iluminação é a sua própria consciência, que é naturalmente desperta. Nela não há qualquer coisa que vá para os infernos; a consciência é naturalmente pura. Nela não há qualquer prática a ser conduzida; sua natureza é naturalmente cognitiva. Esta é a grande visão do estado natural presente em você mesmo: saiba que isto não é encontrado em qualquer lugar.

Quando você entender a visão deste modo e quiser aplicá-la na sua experiência, onde quer que você esteja será o retiro na montanha de seu corpo. Qualquer aparência externa que você perceber será uma aparência naturalmente ocorrente e uma vacuidade naturalmente vazia; deixe-a ser, livre de construções mentais. As aparências naturalmente livres se tornarão suas ajudantes e você poderá praticar enquanto toma as aparências como caminho.

No interior, o que quer que se mova em sua mente, o que quer que você pense, não tem essência, mas sim é vazio. As ocorrências de pensamento serão naturalmente liberadas. Quando lembrar da essência de sua mente, você poderá tomar os pensamentos como caminho e a prática será fácil.

Como conselho mais interior: não importa que tipo de emoção perturbadora você sinta, olhe para a percepção e ela cessará sem deixar rastros. A emoção perturbadora é assim naturalmente liberada. Isto é simples de praticar.

Quando você puder praticar deste modo, seu treino de meditação não será confinado a sessões. Conhecendo que tudo é um ajudante, sua experiência de meditação será imutável, a natureza inata será incessante e sua conduta será inabalável. Onde quer que permaneça, você nunca está separado da natureza inata. Uma vez que você tenha realizado isto, seu corpo material poderá ser velho, mas a mente desperta não envelhecerá. Ela não conhece qualquer diferença entre jovem e velho. A natureza inata está além da inclinação e da parcialidade. Quando você reconhecer que a consciência, o despertar inato está presente em você mesmo, não haverá diferenças entre faculdades aguçadas ou fracas. Quando você entender que a natureza inata, livre da inclinação ou parcialidade, está presente em você mesmo, não haverá diferença ente um aprendizado grande ou pequeno. Mesmo que o seu corpo, o suporte da mente, caia, o Dharmakaya da sabedoria da consciência será incessante. Quando você obtiver estabilidade neste estado imutável, não haverá diferença entre um tempo de vida longo ou curto.

Velho homem pratique o verdadeiro significado! Leve a prática ao coração! Não permita a fala inútil e tagarelice sem objetivo! Não se envolva em metas comuns! Não se perturbe com a preocupação de ter prole! Não almeje excessivamente comida e bebida. Pretenda morrer como um homem comum! Sua vida está correndo, então seja diligente! Pratique esta instrução para um velho homem à beira da morte!

Por ter apontado o bastão para o coração de Sherab Gyalpo, isto é chamado “A Instrução do Apontar o Bastão para o Velho Homem”. Sherab Gyalpo de Ngog foi liberado e atingiu realização.”

(Isto foi anotado pela princesa de Kharchen [Yeshe Tsogyal] para o bem das futuras gerações. É conhecido pelo nome “A Instrução do Apontar o Bastão”.)


Publicado em português no livro “Ensinamentos do Mestre que Nasceu do Lótus”, pela Editora Makara. Em inglês, Advice From The Lotus Born, Rangjung Yeshe Publications. Padmasambhava, literalmente significa “aquele que nasceu do lótus”, foi o mestre que levou o budismo para o Tibete por volta do ano 800 d.c.



Publicado por Miguel Berredo, Editor do Blog Bodisatva




Fonte: http://bodisatva.com.br/
Fonte da Gravura: A Mãe e a Vasilha Aquariana
Pintura de Ludger Philips
http://www.ludgerphilips.org/

O CORPO É DESTRUÍDO, O ESPÍRITO NÃO

Um criminoso foi executado: as pessoas devem saber que só se viram livres dele no plano físico; na realidade, ele continua a viver nos planos subtis, pois a sua alma, habitada por maus instintos, continua a existir. Depois de morto, esse criminoso vai para os planos astral e mental inferiores e alimenta o mal infiltrando-se na cabeça e no coração daqueles que, na Terra, estão ligados a ele pelas mesmas afinidades criminosas. Através desses seres, ele esforça-se por continuar a realizar os seus projetos malfazejos. De certo modo, ele tem até mais possibilidades de ação do que antes da sua morte, pois já não está limitado pelo corpo físico. E acontece o mesmo quando se massacra seres justos, santos, profetas, todos os que se puseram ao serviço do bem, do amor, da luz. Só o seu corpo é destruído, o seu espírito não. Também eles, no além, continuam a alimentar as mesmas convicções, o mesmo desejo de esclarecer os humanos, de os libertar. Eles prosseguem, pois, o seu trabalho penetrando nas cabeças e nos corações de todos aqueles que, no mundo, são capazes de os compreender e de os seguir. A sua morte não para a propagação das suas ideias.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SENTIMENTOS - COMPLEMENTARIDADE - ESPIRITUALIDADE - INTROSPECÇÃO

Sempre que dizemos que nossos sentimentos são por causa das situações ou pessoas, estamos culpando-os por nosso estado mental. Cada um de nós é responsável pelos próprios sentimentos. Podemos tomar conta dos nossos pensamentos e ações, mas no fim os outros criarão seus próprios sentimentos e nós não devemos nos sentir culpados se os outros estão causando tristeza. Nada e ninguém estão sob nosso controle. A mente de outras pessoas pode não fazer o que queremos, só temos controle sobre nossa própria mente. (BK Shivani, Awakening with Brahma Kumaris)

Harmonia, bem-estar e realização são possíveis quando a consciência é universal e inclusiva, quando reconhecemos as necessidades de todas as coisas na vida e damos a elas espaço para expressar seu direito básico de ser. Quando as pessoas são exclusivas, quando o fundamento da sua identidade é baseada no ego e na superioridade, a harmonia se perde. A razão do conflito é sentir-se no direito de dominar ou suprimir outros por sentir-se melhor do que o outro. Mas a crença de suplantar os outros para provar o autovalor ou uma ideia, ultrapassa o princípio básico da vida: a complementaridade. Quando aprendemos a complementar e não competir, há paz e autorrespeito. Autorrespeito significa reconhecer-me como sou e cumprir o meu objetivo, sem prejudicar outros ou me comparar com outros.

Existe um ditado que diz: Assim como é a atitude então é a visão. Assim como é a nossa atitude é o mundo. Quando nossa atitude é estável, então nossa visão é espiritual. Quando a visão é espiritual, então nossas palavras serão doces. Falaremos com amor e teremos apenas sentimentos adoráveis em relação aos outros. Isto é chamado de fragrância espiritual. (Dadi Ratan Mohini)

Quando me dirijo ao mundo interior, não é para escapar do barulho incessante das ações, das exigências e confusões dos outros. Não é para alienar-me dos acontecimentos e das pessoas. É para fertilizar o solo interno, onde todas as minhas virtudes e poderes podem brotar, crescer e desabrochar. Quando estou bem alimentado por dentro, não me torno um mendigo do amor ou de respeito, porque sei ser meu próprio amigo e amigo dos outros. (Ken O'Donnell)




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Sitio Ritual
Pinturas de Freydoun Rassouli
http://www.rassouli.com/

A RELAÇÃO É UM ESPELHO - AUTOCONHECIMENTO

O autoconhecimento não segue uma fórmula. Você pode ir a um psicólogo ou psicanalista para descobrir sobre si mesmo, mas isso não é autoconhecimento. O autoconhecimento surge quando estamos conscientes de nós mesmos na relação, que mostra o que somos de momento a momento. A relação é um espelho onde nos vemos como realmente somos. Mas a maioria de nós é incapaz de olhar para si mesmo como se é na relação porque imediatamente começamos a condenar ou justificar o que vemos. Nós julgamos, avaliamos, comparamos, negamos ou aceitamos, mas nunca observamos de fato o que é, e para muitas pessoas isto parece ser a coisa mais difícil de fazer; no entanto, só isto é o inicio do autoconhecimento. Se a pessoa é capaz de olhar a si mesma como ela é neste extraordinário espelho da relação, que não distorce, se a pessoa puder apenas olhar neste espelho com completa atenção e ver realmente o que é, ficar cônscio disto sem condenação, sem julgamento, sem avaliação – e a pessoa faz isto quando há o mais sério interesse – então ela descobrirá que a mente é capaz de se libertar de todo condicionamento; e só então a mente está livre para descobrir aquilo que está além do campo do pensamento. Afinal, conquanto estudada ou conquanto pequena a mente possa ser, ela é, consciente ou inconscientemente, limitada, condicionada, e qualquer extensão deste condicionamento está ainda dentro do campo do pensamento. Então liberdade é uma coisa inteiramente diferente.




J. Krishnamurti





Fonte: The Book of Life
http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

terça-feira, 28 de outubro de 2014

A VIDA DE UM MÍSTICO

Muitos já perguntaram qual é a vantagem pessoal ou para a humanidade em geral, que se obtém da dedicação ao estudo do misticismo e da tentativa de compreender os mistérios da vida. Evidentemente, essas pessoas têm em mente resultados concretos como os que resultam do estudo das leis, da arte, da música, da engenharia, ou de outros assuntos práticos. Ao olhar para o assunto de maneira superficial, imaginam se o tempo e o esforço investidos no estudo árduo do misticismo e seus assuntos correlatos, trarão resultados para o indivíduo e se contribuirão para o avanço da civilização na mesma medida que outros estudos contribuem.

Essa comparação não é justa. Em um dos casos, o estudante está buscando o seu desenvolvimento espiritual e cultural e o de outras pessoas. No outro caso, está buscando aplicar suas habilidades de maneira prática para ampliar o desenvolvimento de sua existência terrena.

No primeiro caso, o estudante descobre relaxamento, inspiração pessoal e prazer nos seus estudos; enquanto no outro caso, frequentemente sacrifica prazeres e interesses pessoais ao preparar o caminho para uma posição mais bem sucedida na vida. O fato é que muitos estudantes do primeiro caso também são estudantes do segundo, provando assim que uma comparação é impossível, se considerarmos que os estudantes de misticismo são diferentes e fazem parte de uma classe distinta. Estudos mostram que, quanto mais propensão a pessoa tiver para o estudo de qualquer assunto, tanto mais propensão terá para sondar os mistérios da vida e compreender a si mesmo e a sua relação com o universo.

Estatísticas acumuladas ao longo de vários anos provam que o verdadeiro estudante se interessa rapidamente pelos ensinamentos rosacruzes. É dito que uma vez que uma pessoa tenha aprendido o funcionamento de uma língua que não a sua língua natal, se torna potencialmente um linguista pois o conhecimento dessa é uma tentação constante para se adquirir o conhecimento de uma terceira. Tendo adquirido o conhecimento da terceira língua, a quarta, a quinta ou a sexta é prazerosa e simples.

Aquele que tem como passatempo o estudo da astronomia, está pronto para o estudo da cosmogonia e talvez da ontologia e da biologia. Estes estudos levariam naturalmente à psicologia; e a combinação traria o estudante tão próximo dos ensinamentos rosacruzes que responderia imediatamente ao contato.

O estudante de química ou física é facilmente intrigado pelos mistérios do ser ou pelos seus talentos e suas habilidades escondidas. O fato de que existem certas forças e energias no corpo humano que se manifestam em laboratório, de diversas formas, certamente atrai o interesse de qualquer estudante para tais assuntos. É mais difícil gerar interesse pela busca de novos conhecimentos e mais luz, naquele que não é estudante e nem é propenso ao estudo. A mente inativa, que não pensa, não encontra inspiração nem qualquer prazer pessoal no estudo do misticismo e na análise dos poderes físicos e espirituais.

Infelizmente para o mundo, existem inúmeras pessoas que adotam uma atitude de que a vida é um mistério que não pode ser desvendado. Que existem fatos a respeito do homem e de suas capacidades, que Deus não desejava que compreendesse. Muitas dessas pessoas estão satisfeitas com sua posição na vida; no entanto essa não é a verdadeira razão para a sua indiferença. Essas pessoas estão ansiosas por adquirir qualquer coisa na vida que possa ser obtido sem esforço; mas não têm entusiasmo para aquilo que não oferece benefícios materiais imediatos para sua existência mundana.

Entretanto, a pessoa plenamente desperta e voltada para o estudo do misticismo não é necessariamente um fanático ou um extremista. Geralmente é um indivíduo plenamente desperto, aguçadamente consciente que só conseguirá aproveitar o máximo da vida se conhecer o máximo sobre ela. Não precisa ser convencido de que é o capitão do seu navio e o criador do seu próprio destino. O indivíduo ainda pode ter uma certa insegurança a respeito desses fatos, mas está convencido de que um conhecimento mais abrangente e uma compreensão mais íntima de suas habilidades pessoais afetarão o curso da sua vida. Mesmo quando estuda exclusivamente para obter um relaxamento, um estudante assim, acredita que existe uma recompensa mais valiosa do que qualquer tipo de lazer.

Woodrow Wilson (28° presidente dos EUA) admitiu rindo numa ocasião que sistematicamente lia contos policiais, e desafiou homens de negócios e políticos conhecidos que negassem que ocasionalmente se permitiam esses tipos de lazer. Acrescentou ainda que através de um prazer tão simples, percebia suas faculdades mentais sendo desafiadas e vivificadas.

Obter esse mesmo grau de fascinação pelo estudo do misticismo, é possível. Aproximar-se de qualquer manifestação da Lei Cósmica sem sentir o desafio de um mistério, de uma pergunta não resolvida, de um pedacinho de sabedoria inspiradora, é impossível. Frequentemente estive na parte superior de um navio transatlântico, numa noite escura e límpida olhando para o céu. Inconsciente do limite entre o céu e o oceano, divaguei no espaço estrelado, azul escuro, imaginando qual o mistério por trás dos agrupamentos de estrelas e qual o seu propósito no esquema das coisas. Ninguém com uma mente pensante consegue olhar para o espaço e deixar de ficar perplexo, envolto em especulações. Então vem o desejo de saber e de buscar respostas. Essa é a atitude com que milhares se aproximam do misticismo - e do estudo dos ensinamentos rosacruzes.

Qual é o resultado para o indivíduo? Será o resultado a obtenção de uma habilidade especial, de um grau de espiritualidade que faz o indivíduo ser mais devotado? Absolutamente não! Será que esse indivíduo se torna um mestre no campo da religião, um homem santo e sábio liderando e guiando multidões? Não necessariamente! No entanto, algo resulta de seu interesse e de sua devoção que apóia o seu serviço altruístico e a sua disposição de sacrificar-se pela sabedoria e por uma melhor compreensão.

O homem preocupado com um problema insuperável encontra alivio, paz e capacidade para prosseguir no momento que compreende o seu problema. Não é o problema que causa tormento mas, a falta de entendimento dos elementos que o compõem. Na tentativa de explicar a natureza de seus problemas, muitas pessoas descobrem a solução. O homem nunca teme aquilo que conhece; é o desconhecido que lhe causa pavor. Os mistérios da vida escravizam homens e mulheres.

Não é verdade que o místico banha seus problemas com uma falsa pátina* de contentamento. É por compreender as leis do universo que entende a verdadeira natureza dos problemas que enfrenta e percebe sua vida se tornando mais feliz e mais alegre. Não é simplesmente porque aprendeu formas de lidar com os problemas, mas é porque se tornou tão intimamente familiarizado com a verdadeira natureza dos mesmos, que suas características desconhecidas e misteriosas não preocupam mais o lado subconsciente do seu ser. Ama o conhecimento e acredita que está perdido sem ele. As verdades ocultas são atrações magnéticas que ativam sua mente e disparam o seu espírito.

O místico encontra felicidade através do conhecimento e do auxílio que pode prestar a outras pessoas. Encontra força no fato de que pode atrair para si aquilo que contribuirá para seu fortalecimento físico, mental e espiritual. Aprende a valorizar todas as coisas através de critérios mais elevados e valoriza mais a vida material.

No fato de estar consciente e no privilégio de estar vivo, encontra uma bênção mais valiosa do que qualquer coisa que jamais tenha encontrado - em cada bocado de alimento, na luz do sol e na chuva, uma recompensa que outras pessoas não perceberam.

Não os bens materiais, mas a administração das dádivas de Deus lhe pertence, e aprende a usá-las para o proveito das outras pessoas bem como para o seu próprio. É isso que faz o místico feliz e disposto a continuar a investir seu tempo e pensamento nos estudos que aproximam o céu da terra e Deus do homem.




Dr. Harvey Spencer Lewis, F.R.C.




Fonte: Blog "Rosacruzes"
http://rosacruzes.blogspot.com.br/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal




(*Pátina é um composto químico que se forma na superfície de um metal. Ela se forma naturalmente, pela exposição aos elementos e ao clima, ou artificialmente, com a adição de produtos químicos por artistas ou metalúrgicos. (Wikipédia))

MEDIUNIDADE LÚCIDA, CONSCIENTE E RESPONSÁVEL

Existem pessoas dotadas de faculdades mediúnicas: elas captam no invisível correntes de forças, imagens, mensagens. Muitos invejam-lhes esse dom, sem terem a menor ideia dos riscos que ele comporta se essas pessoas se limitarem a transmitir mensagens sem se questionarem acerca da origem e da natureza daquilo que assim captaram. Essas comunicações são verídicas? Vêm verdadeiramente do mundo da luz? São questões que se deve colocar a si próprio.

Quem possui faculdades mediúnicas – e cada um, ou mais ou menos, possui algumas que pode desenvolver – deve fazer um verdadeiro trabalho pelo pensamento: um trabalho de lucidez e de purificação. Só assim essas faculdades ditas extrassensoriais serão úteis para si mesmo e para os outros. Até lá, a pessoa será uma espécie de canal, de tubo, que deixa passar indiferentemente a água limpa e a água suja. Mas, no dia em que ela se tornar um médium consciente, será como um ramo de árvore que sabe transformar a seiva que recebe para fazer aparecer folhas, flores e frutos.




Omraam Mikhaël Aïvanhov




Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

SÓ SE PODE CHEGAR EM CASA SOZINHO

Na sociedade, existe uma profunda expectativa de que você se comporte exatamente como todos os demais. No momento em que se comporta de forma um pouco diferente, você passa a ser um sujeito estranho, e as pessoas têm muito medo de estranhos.

É por isso que, em qualquer lugar, se há duas pessoas no ônibus, no trem ou paradas no ponto de ônibus, elas não podem ficar sentadas em silêncio — porque em silêncio elas são dois estranhos. Elas começam imediatamente a se apresentar uma a outra — “Quem é você? Para onde está indo? O que você faz, qual é a sua profissão?” Mais um pouco... e elas sossegam; você é outro ser humano sendo exatamente como eles.

As pessoas sempre querem participar de um grupo ao qual se ajustem. No instante em que você se comporta de um jeito um pouco diferente, o grupo todo fica desconfiado; alguma coisa está errada.

Eles conhecem você, podem ver a mudança. Eles o conheciam quando você nunca se aceitava, e agora eles vêem de repente que você se aceita...

Nesta sociedade, ninguém aceita a si mesmo. Todo mundo se condena. Esse é o estilo de vida da sociedade: condenar-se. E, se você não está se condenando, se está se aceitando do jeito que é, você tem que se afastar da sociedade.

E a sociedade não tolera ninguém que saiu do rebanho, porque ela vive de números; é uma política de números. Quando há muitos números, as pessoas se sentem bem. Números grandes fazem com que as pessoas sintam que tem de estar certas - elas não podem estar erradas, milhões de pessoas estão com elas. E, quando ficam sozinhas, grandes dúvidas começam a vir à tona: Ninguém está comigo. O que garante que estou certo?

É por isso que eu digo que, neste mundo, ser um indivíduo é o maior sinal de coragem.

Para ser um indivíduo, é preciso o mais destemido dos treinamentos: “Não importa que o mundo inteiro esteja contra mim. O que importa é que a minha experiência é válida. Eu não me importo com os números, com quantas pessoas estão comigo. Eu me importo com a validade da minha experiência — se estou simplesmente repetindo as palavras de outra pessoa, como um papagaio, ou se a fonte das minhas afirmações é a minha própria experiência. Se é a minha própria experiência, se isso é parte do meu sangue, dos meus ossos, do meu âmago, então o mundo inteiro pode pensar de outro jeito; ainda assim, eu estou certo e eles estão errados. Não importa, não preciso da aprovação deles para sentir que estou certo. Só aqueles que defendem as opiniões de outras pessoas precisam do apoio dos outros.”

Mas é assim que a sociedade humana tem sido até agora. É assim que ela mantém você no rebanho. Se os outros estão tristes, você tem que ficar triste; se sofrem, você tem que sofrer. O que quer que eles sejam, você tem que ser também. Não se permitem diferenças, porque as diferenças acabam levando para o indivíduo, para o único, e a sociedade tem muito medo do indivíduo e da unicidade. Isso significa que alguém ficou independente do grupo, que essa pessoa não dá a mínima para o grupo. Seus deuses, seus templos, seus padres, suas escrituras, tudo ficou sem sentido para ela.

Agora ela tem seu próprio ser e seu próprio jeito, seu próprio estilo — de viver, morrer, celebrar, cantar, dançar. Ela chegou em casa.

E ninguém pode chegar em casa junto com a multidão. Só se pode chegar em casa sozinho.




Osho





Fonte: do livro "Coragem: O Prazer de Viver Perigosamente"
http://www.palavrasdeosho.com/
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

OBSERVAÇÃO DIRETA - APENAS OLHAR

Por que as ideias se enraízam em nossas mentes? Por que os fatos não se tornam importantíssimos, não as ideias? Por que as teorias, ideias, se tornam tão mais significativas do que o fato? É que não podemos compreender o fato, ou não temos a capacidade, ou temos medo de encarar o fato? Assim, ideias, especulações, teorias são meios de fugir do fato. Você pode fugir, pode fazer todos os tipos de coisas; os fatos estão aí: o fato de que a pessoa é irada, o fato de que a pessoa é ambiciosa, o fato de que é sexual, dezenas de coisas. Você pode suprimi-los, pode transmutá-los, que é outra forma de supressão; você pode controlá-los, mas eles são todos suprimidos, controlados, disciplinados com ideias. As ideias não desgastam nossa energia? As ideias não entorpecem a mente? Você pode ser inteligente em especulação, citações; mas, obviamente, é uma mente estúpida que cita, que leu um bocado e cita. Você remove o conflito do oposto com um golpe se viver com o fato e, assim, liberar a energia para enfrentar o fato. Para a maioria de nós, a contradição é um campo em que a mente fica presa. Eu quero fazer isto, e faço uma coisa inteiramente diferente, mas se enfrento o fato de querer fazer isto, não há contradição; e, portanto, com um golpe eu anulo todo o sentido de oposto totalmente, e minha mente fica completamente participante no que é, e na compreensão de o que é. (The Book of Life)

Posso eu olhar todo problema sem a palavra: o problema do medo, o problema do prazer? Porque a palavra cria, gera pensamento; e pensamento é memória, experiência, prazer, e, por isso, um fator de distração. Isto é realmente surpreendentemente simples. Porque é simples, nós desconfiamos. Nós queremos que tudo seja muito complicado, muito elaborado; e o elaborado fica envolvido no perfume das palavras. Se eu puder olhar para uma flor não-verbalmente – e eu posso; qualquer um pode se der suficiente atenção – não posso olhar com essa mesma atenção objetiva não-verbal para os problemas que tenho? Não posso olhar a partir do silêncio, que é não-verbal, sem o mecanismo pensante de prazer e tempo operando? Não posso simplesmente olhar? Eu acho que esse é o X da questão – não abordar da periferia, o que complica a vida tremendamente, mas olhar a vida, com todos os seus complexos problemas de subsistência, sexo, morte, miséria, sofrimento, a agonia de estar tremendamente só – olhar tudo isso sem associação, a partir do silêncio, o que significa sem um centro, sem a palavra que cria reação do pensamento, que é memória e tempo. Eu acho que esse é o problema real, a questão real: se a mente pode olhar a vida em que existe ação imediata, não uma ideia e, então, ação, e eliminar totalmente o conflito. (Collected Works, Vol. XV, 143, Choiceless Awareness)




J. Krishnamurti





Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

ALEGRIA E AMOR - O PODER DE VOAR ACIMA DE QUALQUER SITUAÇÃO

Alegria é uma de minhas virtudes originais. Mesmo estando presente, talvez ela esteja coberta de pó. Porém, quando começo a usá-la e experimentá-la, nada me abala mais. A alegria me permite voar acima das situações complexas e me faz vê-las como pequenas trivialidades abaixo de mim, como se eu estivesse observando tudo de um avião. A alegria me permite enfrentar pessoas em estado negativo, não com brigas ou discussões, mas com amor e compreensão, ajudando elas a se libertar de suas próprias cargas. Alegria é poder. (Nícolas Dan Buis)

Alegria é uma mostra sutil dos benefícios da meditação. Pessoas que meditam tem faces alegres. A alegria é um convite silencioso para um mundo de despreocupação e felicidade. Por ser contagiante, é a mais atrativa e efetiva forma de servir os outros. Ciúme e inveja não convivem com a alegria. Grandes mentes são altruístas. Grandes mentes têm grandes corações. Para manter sua alegria absorva apenas as boas qualidades e virtudes dos outros. (Jagdish Chander)

Seja qual for o tipo de trabalho que você faça, o importante é fazê-lo com amor. Sem desejo por nome ou fama. Sem levantar a voz. Sem causar tristeza. Deixar que todos que vierem até você levem consigo algo de bom. Para isso é preciso humildade, generosidade, doçura, educação, paciência e amor. E se você estiver muito ocupado para recebê-los, procure não dar essa sensação. Você pode estar ocupado, mas permaneça leve e tranquilo. (Dadi Janki)




Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A BUSCA DO VERDADEIRO SER

Em todos os tempos, a compreensão da evolução do mundo foi ligada à compreensão do próprio homem. 

Nos mais amplos círculos se sabe que nas épocas em que não se considerava apenas a existência material, mas também a espiritual, o ser humano era concebido como um microcosmo, como um pequeno universo; isto quer dizer que se via em seu ser, em sua atividade, em toda a sua manifestação no mundo, uma concentração de todas as leis e atividades cósmicas e, de modo geral, de toda a essência do Universo. Costumava-se afirmar com segurança, em tais épocas, que uma compreensão do mundo só seria possível com base numa compreensão do homem.

Uma reflexão muito simples pode mostrar-nos que a verdadeira entidade do homem, bem como sua atividade interior como personalidade e individualidade, não podem ser encontradas no mundo sensório que o circunda.

Assim, para conhecer o mundo ele se vê diante da tarefa de primeiro fazer evoluir seu verdadeiro ser, primeiro buscar seu verdadeiro ser.




Rudol Steiner





Fonte: do livro "O Conhecimento Iniciático"
Sociedade Antroposófica
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

A CONSCIÊNCIA DO AGIR BEM E AGIR MAL

É preferível agir bem, mas agir mal não é ainda o mais grave. O que é grave é não ter consciência disso.

Há pessoas que têm um grande ideal de justiça, de generosidade, de devoção, não se pode negar isso. Mas ter um ideal não significa, necessariamente, ser capaz de o realizar.

Quem não vê que está a agir em contradição com o seu ideal acaba por cair em situações muito complicadas. É mal sucedido em projetos, é rejeitado pelos outros, e não compreende porquê: julga-se irrepreensível, está convencido de que os outros devem aprová-lo e até admirá-lo. Por isso, fica perturbado com o que lhe acontece e, como não tem qualquer lucidez em relação a si mesmo, imagina que todos estão contra ele, o que influencia muito negativamente os seus pensamentos e os seus sentimentos: ele revolta-se e, pouco a pouco, perde as qualidades que queria pôr ao serviço do seu ideal. Isto muito simplesmente porque se recusa a admitir que fazer os seus atos estarem em concordância com o seu ideal é muito mais difícil do que ele imaginava e é incapaz de se ver tal como é.

Para se estar à altura do seu ideal, é preciso, pois, começar por estar lúcido em relação a si mesmo.




Omraam Mikhaël Aïvanhov





Fonte: www.prosveta.com
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal

TÉCNICAS DE REABILITAÇÃO

Quando surpreendido pelo sofrimento de qualquer matiz, lembra-te do Divino Educador, corrigindo-te as imperfeições.

Convidado ao leito por enfermidade sorrateira e perturbadora, não te consideres desamparado. Esse é um recurso educativo para ensejar-te reflexões em torno da existência terrestre e da vida como um todo.

Tomado pelo vendaval da incompreensão, não te sintas em desamparo sob o látego da injustiça. Toma a ocorrência como forma de recuperação moral a respeito de delitos que permaneciam aguardando reparação.

Vitimado por calúnias ultrizes e empurrado ao fosso da injúria e da difamação, entre amigos a quem estimas, não te tenhas em conta de desventurado. Estás sendo convocado ao testemunho do silêncio e da confiança em Deus.

Tomado pela angústia da desencarnação de um ser querido, tragicamente arrebatado ou vitimado pelo desgaste biológico que a enfermidade cruel venceu, não te lastimes. A morte é mensagem da vida, contribuindo para a valorização da oportunidade existencial.

Abandonado por companheiros e afetos, que se afastaram do teu círculo quando mais necessitavas deles, não seguirás a sós. O Senhor está convocando-te a labores mais elevados, que te exigem solidão para melhor trabalhares o mundo íntimo.

Açodado por presenças espirituais negativas que te ameaçam, não te permitas autoanálises pessimistas. Trata-se de recurso superior concitando-te à conduta mental e moral correta, a fim de permaneceres em equilíbrio, auxiliando aqueles que ainda se demoram na ignorância.

Nem sempre o êxito e o aplauso, o apoio como a glória terrestres significam conquistas valiosas para o Espírito. Cada uma representa, invariavelmente, um empréstimo Divino, de forma que o aprendiz humano invista esses estímulos no próprio crescimento.

O apóstolo Paulo, reflexionando em torno de tais dificuldades e testemunhos, afirmava, conforme se lê em Hebreus doze, versículo sete: - É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija?

As dores que chegam aos corações, em luta de redenção, não têm caráter punitivo, antes constituem técnicas de educação, de que se utiliza o Pai Amoroso convocando o filho rebelde à edificação interior, à reparação dos próprios erros.

Júbilos, facilidades, conforto, beleza e saúde são concessões espirituais de que os seus possuidores terão que prestar contas, conforme o uso que deles façam.

Convencionou-se que o Amor de Deus deve sempre oferecer o mais agradável à criatura humana, mesmo quando esta não tenha condições de multiplicar os títulos de sabedoria que lhe são concedidos, desperdiçando tempo e oportunidade, que recuperarão com lágrimas e angústias.

Desse modo, as ocorrências consideradas como infortúnios, quando não provocadas pela incúria ou pela insensatez, constituem recurso salvador oferecido a todo aquele que se encontra em débito, para que mais facilmente supere as próprias dificuldades e recupere a paz íntima, avançando para a bem-aventurança que lhe está reservada.

O alimento mantenedor da vida é o amor, sem o qual a mesma se transforma em fenômeno vegetativo, sem significado psicológico existencial.

O amor, quando verdadeiro, irradia-se como a luz, nunca se maculando com ressentimentos, dissabores, amarguras...

Perdoa naturalmente e, às vezes, nem necessita fazê-lo, porque não se melindra com ofensas, nem agressões.

Serve sem cessar, porque essa é a sua finalidade, construindo o bem, a paz, o progresso em todo lugar.

Graças à sua presença, aquele que o esparze vive em paz de consciência, com alegria, retirando bons proveitos de todas as ocorrências, sem observar-lhes a procedência.

A autorrealização que anelas decorrerá da aplicação de algumas das leis essenciais da Vida: amor, perdão e serviço.

O Amor de Deus te inunda, e o Seu perdão às tuas faltas oferece-te o ensejo da reencarnação, na qual deves servir até o momento final na Terra.




Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis




Fonte: do livro "Desperte e Seja Feliz", cap. 17, LEAL, Salvador/BA, 11ª ed., 2013
Fonte da Gravura: Montanha Vermelha
Pintura de Nicholas Roerich
http://www.roerich.org/

INSPIRAÇÃO - PENSAMENTO PURO - BONS SENTIMENTOS - VERDADE

Qualquer pessoa pode aprender a ser um bom orador, mas quantos vivem de uma maneira da qual os outros possam aprender? Hoje em dia as pessoas estão cansadas de ouvir discursos, elas querem ver a aplicação prática do sentido das palavras. Se não agimos de acordo com o que falamos a flecha não atinge o alvo. A mensagem perde o poder quando não espelha o comportamento do orador. É a coerência entre as palavras e as ações que torna alguém uma fonte de inspiração.

O potencial de um pensamento tem uma relação próxima e direta com a pureza dele – quanto menos adulterado é o pensamento, maior é seu poder criativo. Um pensamento puro não é fragmentado, distraído ou interrompido pela dúvida, mas é poderoso e naturalmente enraizado na verdade e na crença. Ele tem a capacidade de disparar pensamentos semelhantes que tornam mais próximo o destino. Assim como o extrato puro de uma substância é forte e apenas uma gota dele é suficiente, poucos pensamentos puros podem produzir resultados significativos e concretos. (The power of pure thoughts, Purity, September, 2013)

O processo transformador da meditação é como o de uma pedra bruta cujas saliências são suavizadas pela correnteza da montanha. A meditação traz à tona os bons sentimentos da alma. Como a água de um riacho, os bons sentimentos são suaves e doces, mas também muito poderosos quando mantidos em qualquer situação. Com o tempo os bons sentimentos removem meus lados ásperos e fazem o mesmo pelos outros. Mas isso só acontece se eu continuar a fazer o que sei que é certo. Preciso apenas manter o fluxo sereno ao ficar conectado com a Fonte. (Jayanti Kirpalani, Taking full charge of my experience, Purity, September 2013)

A verdade tem tal poder que ela se manifesta sem ninguém ter que prová-la. Viver com ideais elevados pode não ser um mar de rosas, pois é preciso enfrentar muita oposição ao persistir em um caminho que possa ser irracional aos outros. Mas esse é o preço a pagar para ter uma consciência clara, conhecimento e a satisfação de estar no caminho certo. (Being good in bad times Purity, August 2013)





Brahma Kumaris





Fonte: www.bkumaris.org.br
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal


TODO TORNAR-SE É DESINTEGRAÇÃO - ALÉM DO TEMPO

A mente tem uma ideia, talvez agradável, e ela quer ser como essa ideia, que é uma projeção de seu desejo. Você é isto, de que não gosta, e quer se tornar aquilo, de que você gosta. O ideal é uma autoprojeção; o oposto é uma extensão do que é; não é, absolutamente, o oposto, mas uma continuidade do que é, talvez um tanto modificado. A projeção é obstinada, e o conflito é o empenho em direção à projeção. Você está empenhado em se tornar alguma coisa, e essa coisa é parte de você mesmo. O ideal é sua própria projeção. Veja como a mente lhe pregou uma peça. Você está empenhado atrás de palavras, perseguindo sua própria projeção, sua própria sombra. Você é violento, e está empenhado em se tornar não-violento, o ideal; mas o ideal é uma projeção daquilo que é, apenas sob um nome diferente. Quando você está consciente desta peça que pregou em você mesmo, então o falso como falso é visto. O empenho em direção a uma ilusão é o fator desintegrador. Todo conflito, todo tornar-se é desintegração. Quando há consciência desta peça que a mente pregou nela mesma, então fica apenas o que é. Quando a mente fica despida de todo tornar-se, de todos os ideais, de toda comparação e condenação, quando sua própria estrutura entrou em colapso, então o que é passou por uma completa transformação. Enquanto houver o dar nome ao que é, há relação entre a mente e o que é; mas quando este processo de dar nome – que é memória, a própria estrutura da mente – não existe, então o que é não existe. Só nesta transformação há integração. (The Book of Life)

É a mente, é o pensamento, que cria tempo. Pensamento é tempo, e o que quer que o pensamento projete deve estar no tempo; portanto,o pensamento não pode ir além dele mesmo. Para descobrir o que está além do tempo, o pensamento deve chegar ao fim – e essa é a coisa mais difícil, pois o fim do pensamento não chega pela disciplina, pelo controle, pela negação ou supressão. O pensamento só acaba quando compreendemos todo o processo do pensar e, para compreender o pensar, deve haver autoconhecimento. Pensamento é o ego, pensamento é a palavra que se identifica como “eu”, e em qualquer nível, elevado ou baixo, que o ego esteja colocado, é ainda dentro do campo do pensamento. E o ego é muito complexo; ele não está no nível da pessoa, mas é formado de muitos pensamentos, muitas entidades, cada uma em oposição à outra. Tem que haver uma constante consciência de todas elas, uma consciência em que não há escolha, nem condenação ou comparação, ou seja, deve haver a capacidade de ver as coisas como elas são sem distorcê-las ou traduzi-las. No momento em que julgamos ou traduzimos o que é visto, distorcemos aquilo de acordo com nosso conteúdo. Ser é estar em relação, e é apenas no centro da relação que podemos, espontaneamente, descobrir a nós mesmos como somos. É esta própria descoberta de nós mesmos como somos, sem nenhum sentido de condenação ou justificação, que produz uma transformação fundamental no que somos – e esse é o início da sabedoria. (Collected Works, Vol. VI, 220, Choiceless Awareness)




J. Krishnamurti





Fonte: http://www.jkrishnamurti.org/pt
Fonte da Gravura: Acervo de autoria pessoal